AVISO

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31/05/2010

Compromisso ambiental "10:10"/Desafio a inscrição da CML

Exmo. Sr. Presidente da CML
Dr. António Costa


Serve a presente para lançar à Câmara Municipal de Lisboa o desafio de aderir à iniciativa ambiental 10:10.

O 10:10 é uma iniciativa global, mantida em vários países e tem um objectivo simples e eficaz: todos os sectores da sociedade (pessoas, escolas, empresas, organizações, câmaras municipais, governo, etc.) comprometem-se a cortar as suas emissões de CO2 em 10% durante um ano.

Várias câmaras municipais estrangeiras já aderiram ao projecto, como por exemplo Oslo e Bordéus, e centenas de cidades britânicas cobrindo 43% da população britânica, de Birmingham a Manchester, Brighton, Bristol, Oxford, Newcastle, etc. A inscrição mais recente foi a do recém-eleito governo britânico que, no seu primeiro anúncio depois de tomar o poder, assumiu o compromisso a cumprir a meta do 10:10 entre as metas prioritárias do seu mandato [1]

Entre nós, apesar de recém-nascido, o 10:10 Portugal vai a caminho das mil pessoas inscritas, conta já com várias empresas inscritas e é parceiro oficial do programa nacional Eco-escolas. O site da iniciativa é este: http://1010.pt.

E uma vez que a CML assinou em 2009 o pacto europeu para reduzir as suas emissões em 20% até 2020 (http://www.eumayors.eu/) e assume a sustentabilidade ambiental como factor chave da sua política de longo prazo (vide a Estratégia Energético-Ambiental para Lisboa), pensamos que ao aderir a esta iniciativa a CML terá a oportunidade para abraçar um compromisso concreto e imediato no caminho da cidade mais sustentável e amiga do ambiente por que todos pugnamos.

Por outro lado, uma inscrição da CML servirá de inspiração a muitos outros sectores da cidade -juntas de freguesia, empresas municipais, munícipes, escolas, universidades, empresas – e do país, por ser a primeira câmara municipal a fazê-lo.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.



João Pedro Barreto, Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Luís Serpa, José Morais Arnaud, Pedro Janarra, Carlos Leite de Sousa, Diogo Moura, João Leonardo, João Chambers, Virgílio Marques, Jorge Pinto, Miguel Atanásio Carvalho, Carlos Matos, Nuno Franco, Alexandra Maia Mendonça, Ana Alves de Sousa, Ana Sartóris e Maria Helena Barreiros



[1] Mais informações aqui: http://vimeo.com/11737406

29/05/2010

INTELIGÊNCIA EMPRESARIAL E SENSIBILIDADE PATRIMONIAL

Na agora tão decadente, Praça dos Restauradores, existiam dois estabelecimentos "Lourenço e Santos" ... o mais antigo, o incluído no edifício do Avenida Palace, agora transformado numa loja "Calzedonia" apesar da mudança de função e de ramo, ainda mantém "algo"(básico) do interior, mas nunca comparável ao que passo a descrever...
O segundo estabelecimento do "Lourenço e Santos", situado no outro lado da Praça, acaba de renascer, tal "Fénix renascida das cinzas", e através de um restauro cuidado e sensivel no que respeita os interiores e o mobiliário, foi inteligentemente e novamente oferecido ao público desta Praça e de Lisboa. Atitude heróica e fundamental para o Renascimento da Baixa e que deve ser louvada pelo seu papel pedagógico.
Depois do desaparecimento criminoso de dois grandes "Picture Palaces", o Monumental e o Éden, a ameaça de ruína do "Odeon" e a indiferença a que está condenada a Magnifica "Solmar"( Sec XX-Estado Novo)... esta atitude da Firma de dimensão Internacional que agora gere o "Lourenço e Santos ( Firma de Confecções de Alto Nível Internacional, mas Portuguesa) merece o nosso reconhecimento ...
Em qualquer País da Europa, um interior com a qualidade e a autenticidade intacta e coerente no seu todo, da Solmar, era Monumento de Interiores (gesamkunstwerk).
Para quando uma política coerente e efectiva de Urbanismo Comercial, com estratégia e Preservação Patrimonial de Interiores ... Sr Vereador Salgado ?
Saudações de António Sérgio Rosa de Carvalho











Pó...





Fui hoje de manhã ao mercado biológico do Principe Real e aproveitei para visitar pela primeira vez o jardim desde a sua "renovação". Sem pensar em toda a polémica fui para ver sem preconceito e porque até simpatizo com a renovação feita no jardim de S.Pedro de Alcântara, ia com esperança de ser surpreendido pela positiva. Não podia estar mais enganado. O jardim que vi tinha lixo, entulho,restos de fitas, poucas sombras e pó, muito pó devido ao novo piso.O piso antigo era feio e degradado mas para isto era melhor deixar estar como estava. Havia uma nuvem de pó e ainda não estamos no verão.No verão, com a falta de sombras e o pó, grande parte do jardim será insuportável(oxalá me engane).Ia também com esperança de ver a antiga casa do jardineiro restaurada, mais uma decepção.Acabei por ir embora, com os produtos biológicos, decepcionado e triste por ver o jardim naquele estado e com pó, muito pó.

...e mais pó(Parque Florestal de Monsanto).





Começou a preparação do festival de musica em Monsanto e com ele a barbaridade.Um autentico desfile de camiões e maquinas pesadas . Remoções e colocação de terras e pedras.
Tudo isto num local que devia ser ,e é, protegido por lei.Tudo isto no ano da biodiversidade que a CML diz querer aumentar em Lisboa, tudo isto desrespeitando uma resolução da Assembleia Municipal que recomenda tolerância zero para Monsanto.
Que legitimidade têm os responsáveis da CML para pedir ao cidadão normal que preserve, que não estrague? Nenhuma.

REPÚBLICA DE FACHADA: Calçada da Estrela 129

Esta obra, que visa a manutenção do uso habitacional, recebeu da CML licença para demolir integralmente o miolo do edifício a fachada tardoz e as duas empenas (Vereador Manuel Salgado, 2007). Motivos? Dizem que apresentava um medíocre estado de conservação geral. Afirmam que a empena lateral apresentava ausência total de tinta. E dizem ainda que no interior, já adulterado, havia fendas, manchas negras de humidade e tectos com zonas de estuque caído, etc.. Mas a razão central para esta opção pela demolição em vez da reabilitação autêntica é outra já bem conhecida: o modelo de mobilidade insustentável que o Estado, Câmaras e sociedade em geral continuam a alimentar cegamente. Porque afinal foi também aprovada pela CML a ampliação da área de implantação do edifício sobre o logradouro para permitir o habitual estacionamento subterrâneo para as viaturas de transporte individual. Por essa razão será mantido apenas uma parcela permeável do logradouro. E no alçado principal uma porta original dará lugar a esse simbolo ainda tão adorado, o "portão de garagem". De que vale então ser um imóvel em "Zona Histórica Habitacional" e em "Núcleo de Interesse Histórico" (PDM) e ainda estar na "Área de Protecção especial" de um "Monumento Nacional" (Palácio de S. Bento)? Em Portugal esta pergunta tem quase sempre a mesma resposta: «Fachada». Este será mais uma construção nova em Lisboa com uma máscara antiga.

Oposição recomenda ao Governo suspensão de projectos para museus no eixo Ajuda-Belém

In Público (29/5/2010)
Por Maria José Oliveira


«Projecto de resolução do Bloco de Esquerda foi aprovado por toda a oposição. PS diz que o Ministério da Cultura já deu todas as explicações

A oposição aprovou ontem uma recomendação ao Governo para que sejam suspensas todas as acções sobre a transferência de museus e a criação de novos espaços museológicos no eixo Ajuda-Belém, exigindo ainda a elaboração de um projecto estratégico para a reconfiguração do conjunto naquela zona de Lisboa.

As propostas, que recolheram o voto contra do PS, integram-se num projecto de resolução apresentado pelo Bloco de Esquerda (BE) e votado ontem no Parlamento. O BE não é contra a criação de um novo Museu dos Coches, nem se opõe à transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria. Mas entende que é necessária uma planificação prévia que evite derrapagens financeiras e que não permita "encaixotar museus" em lugares cujas características ainda não foram avaliadas, explica a deputada Catarina Martins. Por isso, o Governo foi também aconselhado a pedir ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil um estudo sobre as fundações da Cordoaria Nacional, de forma a averiguar as condições de segurança e estabilidade do edifício.

O projecto de resolução pede ainda ao executivo para que seja promovido um amplo debate público sobre as alterações previstas para a zona Ajuda-Belém. E recomenda a elaboração de um plano estratégico para a reconfiguração do conjunto museológico daquela área - este plano, defendem os bloquistas deverá incluir uma avaliação das infra-estruturas e dos projectos arquitectónicos, um estudo dos públicos e das acessibilidades, e uma análise sobre a sustentabilidade das instituições, custos, fontes de financiamento e calendarização.

O PS votou sozinho contra o projecto, uma vez que, afirma a deputada Inês de Medeiros, a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, "já deu todas as explicações necessárias sobre a matéria". Além disso, o projecto "é extemporâneo", uma vez que a tutela está a estudar "medidas de austeridade que vão abranger todos os sectores da Cultura".»

28/05/2010



In Sol (28/5/2010)

Porque continuamos sem resolver os problemas de trânsito e estacionamento irregular em Lisboa ?

"No império Romano, havia preocupação em resolver os problemas de trânsito. Foi onde surgiram sinalizações, marcos quilométricos, indicadores de sentido e as primeiras regulamentações de tráfego. Os administradores romanos procuraram resolver os problemas do tráfego fazendo uso da lei, através da sua regulamentação.

O historiador Tito Lívio advertia os poderes competentes sobre a necessidade de disciplinar o uso das ruas, restringindo a circulação de veículos em certas horas do dia, assim como os estacionamentos. Isso lhe causou muitas críticas por parte dos senadores e dos “figurões” do império, que resistiam às mudanças das normas.

Com o aumento do número de veículos, as ruas estreitas e com muitos pedestres, o congestionamento era uma constante. Foram adotadas medidas como a seleção do tipo de veículo que poderia circular, conforme a quem se destinava e a que a autoridade ou nobre pertencia.

No primeiro século antes de Cristo, o congestionamento era uma característica do tráfego em Roma, tanto que um dos primeiros atos de Júlio Cezar, ao tomar o poder foi banir o tráfego de rodas do centro da cidade, durante o dia e permitir a circulação de veículos oficiais e os pertences aos patrícios."


Infelizmente, no séc. XXI, em Lisboa, e apesar de algumas pequenas acções positivas, já percebi que também não é este executivo que vai resolver os problemas de trânsito e estacionamento irregular em Lisboa.

"Soluções" de outras paragens....



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Este é o resultado do trabalho dos meninos grafiteiros que, para seu prazer, bombardearam as paredes do Observatório de Göteborg com rabiscos durante duas décadas. Agora, foram estragar para outro lado....mas o Observatório ficou lindo com esta grade de protecção.

27/05/2010

«Sugestão dirigida ao Presidente do Conselho de Administração da EMEL»





Chegado por e-mail:

«Junto envio email dirigido à EMEL e fotografias inequívocas de como esta empresa não está minimamente interessada em prestar um bom serviço aos cidadãos de Lisboa.

Ricardo João


---------- Forwarded message ----------
From: Ricardo Joao
Date: 2010/5/27
Subject: Sugestão dirigida ao Presidente do Conselho de Administração, Exmo. Sr. António Júlio A. de Almeida
To: info@emel.pt


A/C do Presidente do Conselho de Administração,
Exmo. Sr. António Júlio A. de Almeida

Venho por este meio apresentar uma sugestão para que se altere a marcação de um lugar de estacionamento da EMEL.

O local é na Av. de Roma, nas traseiras da Piscina do Areeiro.

O principal motivo é pôr em risco a integridade física dos peões e também danos nas viaturas estacionadas neste local, devidos à sua má localização.

Como se pode verificar pelas fotografias em anexo, o referido lugar de estacionamento deverá ser anulado. Em sua substituição deverá ser criado um novo lugar de estacionamento, na zona preenchida com raias, imediatamente atrás.
Passo a enumerar os argumentos que fundamentam esta sugestão:

1 - Até há bem pouco tempo, as marcações a tinta branca dos lugares de estacionamento, em torno da Piscina do Areeiro quase não se viam. Presumo que depois de um estudo efectuado no local, tomando em conta o número de lugares e as condições existentes, a EMEL traçou uma planta para a empresa de sinalização proceder à marcação;

2 - As novas marcações foram efectuadas há algumas semanas e desde aí se têm verificado algumas situações desagradáveis, devidas à má marcação;

3 - O lugar em questão, que não apresentava quaisquer marcas de tinta até há algumas semanas, raramente era utilizado. Está situado numa curva apertada, onde os carros citadinos têm dificuldade em passar sem lhe fazer uma trajectória "rasante". Acontece que todos os dias, durante a noite, o Veículo de remoção de Resíduos Sólidos da CML passa neste mesmo local. Por ser uma viatura de grandes dimensões, raramente consegue descrever a curva na primeira tentativa. Tendo de efectuar várias manobras, ou mesmo esperar que algum morador venha retirar a sua viatura. Situações como esta já levaram a alguns danos, quer nas viaturas que estacionam neste local, quer nas viaturas atingidas quando os camiões recuam. (Nas fotografias 1 e 3 temos o exemplo do carro VERDE, que tendo conhecimento da situação, está o mais possível chegado à parede).

4 - Como se pode comprovar pela fotografia nº4, todos os lugares da rua estão ocupados, excepto aquele a que me refiro. Este lugar até à última marcação da EMEL não servia de estacionamento, mas sim de "espaço extra" para que se possa descrever uma trajectória alargada e aceitável da curva. Temos também um exemplo de um carro citadino a descrever a curva, passando muito perto do lugar em causa. Por terem decorrido alguns danos nas viaturas que ali estacionavam, era prática comum dos utilizadores habituais, não estacionarem neste local;

5 - Após as marcações, que agora muito se fazem notar, ficámos bastante desagradados pela remarcação deste lugar. Para já, consultando o caderno de encargos da EMEL (Fotografia nº5) para a adjudicação dos trabalhos de pintura dos lugares de estacionamento, verificamos claramente que não foram cumpridas as alíneas c), d) e e) da Cláusula 2ª ("...preparação da superfície...remoção de detritos...assegurar bom aspecto e segurança do local..."). Como se pode comprovar em todas as fotografias em anexo, o lugar em causa está longe de estar limpo, com bom aspecto e seguro, não merecendo sequer a atribuição como lugar de estacionamento. Como pode uma situação tão negligente como esta ser permitida, mesmo após vistorias realizadas no local?


6 - Face às condições existentes e aos detritos acumulados nesse lugar, quando os carros descrevem a curva, por vezes há projecção de pedras, que ora atingem a parede, ou outras viaturas. Até agora nenhum peão foi atingido, mas por mera sorte, pois passam neste local inúmeras pessoas por dia e as consequências podem revelar-se muito mais graves;

No seguimento destes factos, sugere-se que seja eliminado este lugar de estacionamento e que em sua substituição seja marcado um novo na zona "raiada" imediatamente atrás. (Fotografia nº3, onde se encontra o veículo AMARELO). Este novo lugar de estacionamento, em nada dificultaria a passagem de viaturas, de qualquer dimensão, na curva. Ficaria assim a estrada com uma correcta margem de manobra e todos seriam beneficiados.

Aguardo uma resposta com brevidade de V.Exa., pois a situação assim o exige.

Sem outro assunto de momento e com os melhores cumprimentos,

Ricardo Vicente João

Link para o Caderno de Encargos do Fornecimento de Marcações com Tinta Branca
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Reabilitação urbana?

Projecto APROVADO em 27.5.2010










A Misericórdia (que diria D. Leonor desta misericórdia?) abandonou 4 prédios no centro de Lisboa, ao Saldanha: 2 prédios de pequena dimensão na Rua Actor Taborda 2 outros dois, bem mais imponentes e que deviam estar no Inventário Municipal de Património anexo ao PDM, na Avenida Casal Ribeiro, Nº 37 a 55.

Os inquilinos foram saindo um a um e desde há poucos anos todos estão devolutos, com janelas abertas, telhas a começar a desaparecer, etc., the usual stuff.

A dita Misericórdia, travestida de Fundbox-Soc-Imobiliária - de acordo com o painel que cobre parte da fachada - apresentou 2 Informações Prévias, respectivamente Proc. Nº 757/EDI/2006, que foi chumbada, e Proc. 2/URB/2007 (loteamento/emparcelamento), uma autêntica bizarma, de que o telão ainda ali afixado é prova.

Só que já este ano, submeteu à CML um novo pedido de construção nova, Proc. 1334/EDI/2009 formalmente "em apreciação", ou seja não foi aprovado.

É este tipo de reabilitação que se pretende para Lisboa?
Porque não reabilitar os prédios, pelo menos os da Casal Ribeiro?

Pede-se o favor, portanto, de levar este processo a reunião de CML!




Fotos: Gesturbe e AMC