NÃO PERCA:

NÃO PERCA:

30/06/2011

Lisboa na 23 ª posição no "The Quality of life Checklist" da Monocle

"Lisbon is getting a much-needed jolt to clean up its act. Stuck in the middle of a recession, Lisbon's residents may be excused these days for not always having a sunny disposition. Yet, despite a dampened retail scene, locals can still count on great weather. Open-air commerce is on the up, with the continued rollout of traditional kiosks and eateries serving refreshments on esplanades with city views. However, the bigger buzz is by by the river in the Belem district. The Champalimaud Foundation recently unveilled its biomedical centre, while ground is breaking on a contemporary art centre nearby. The city also has plans to introduce hundreds of charging stations for electric vehicles. For sure, locals will be all smiles - currently 400000 cars pour in from the suburbs each day spewing smog."

Está explicado o arco-íris dos lugares de estacionamento


Quanto às novas tarifas, por mim nada a opor, cores também não, mas talvez fosse mais estético pintá-las junto aos lancis dos passeios. Já quanto às zonas, acho que deviam ser consideradas vermelhas as Av. Ressano Garcia e a Rua Fialho de Almeida, do Bairro Azul...

O São Carlos saiu à rua. Há festa no Largo

In I online (30/6/2011)
por Maria Espírito Santo


«Começam hoje os espectáculos gratuitos ao ar livre. Desde música clássica a dança contemporânea, até às músicas do mundo

A música nas ruas já faz parte da Baixa lisboeta: o senhor que toca saxofone na descida para os Armazéns, os grupos que se reúnem em batidas com os seus djambés, ou os cantores amadores que, com aparelhagem e microfone, mostram os seus dotes frente a Fernando Pessoa. Ah, e claro, há os concertos no Largo do Teatro São Carlos, que trazem melodias de violinos, violoncelos e pianos às noites quentes de Verão. Este ano o Festival ao Largo voltou em grande com a música clássica de sempre, convidados especiais e produções contemporâneas. Falámos com o maestro César Viana, do OPART (gestor do teatro), que nos deu um lamiré do que se vai passar, para que não perca nem pitada das noite de música.

Orquestras, coros e ópera "É uma onda mais clássica, institucional", explica César Viana. Conta com a actuação da Orquestra Gulbenkian, da Orquestra Sinfónica Portuguesa, da Orquestra Metropolitana de Lisboa e ainda do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nos dias 16 e 17 de Julho, a Orquestra Sinfónica Portuguesa será dirigida por Peter Guth, um dos artistas que se destacam na edição por ser "um verdadeiro especialista em Strauss". Este fim- -de-semana o público poderá participar e até dar um pezinho de dança. O chamado Baile Vienense decorrerá na praça que nestes dias estará livre de cadeiras. Tem vergonha porque nem no seu casamento soube inaugurar a pista de dança? Então prepare-se para agarrar a oportunidade de se fazer um especialista (talvez não tanto...). No dia anterior aos espectáculos (dia 15), pelas 18 horas, haverá uma aula para aprender a dançar valsa.

A Orquestra Sinfónica e o Coro do Teatro deverão ainda fazer noites de abertura de ópera. Isto quer dizer que não haverá uma ópera propriamente dita, com cantores, palco e cenário, mas um espectáculo com a música que a acompanha.

Novas Propostas A terceira edição do festival traz novidades para os ouvidos mais alternativos. É o Ensemble Tuva, vindo directamente da república russa de Tuva (perto da Mongólia), que traz sonoridades exóticas ao Largo de São Carlos. É uma mistura de instrumentos típicos com uma técnica de canto dos "throat singers". "São instrumentos de corda, da chamada Rota da Seda", tenta explicar César Viana, "mas o que é mesmo impressionante é a voz destes cantores - um som agudo que parece uma flauta. Das gargantas deles sai mais do que um som ao mesmo tempo".

Prepare-se ainda para uma sessão de diálogos através do piano. O instrumento ligará artistas como Mário Laginha e Bernardo Sassetti. O mesmo acontecerá com Artur Pizarro. Este será acompanhado pela sua antiga aluna Vita Panomariovaite.

Bailado "Espectáculos contemporâneos, mas que não são impenetráveis", classifica o maestro. "Uma coisa em forma de assim" é uma produção conjunta de nove coreógrafos portugueses que será acompanhada pela música de Bernardo Sassetti. O encerramento estará a cargo da coreógrafa Olga Roriz, que promete impressionar com a "Noite de Ronda".

Os espectáculos começam hoje e decorrem até ao final do mês de Julho, sempre às 22 horas. Para consultar o programa entre em em www.festivalaolargo.com»

Feira Popular deve partir de privados

In Jornal de Notícias (30/6/2011)
Por Cristiano Pereira


«Lisboa António Costa diz estar à espera de propostas

O presidente da Câmara de Lisboa encara com agrado a ideia de uma nova Feira Popular na cidade, mas lamenta que ainda não tenha recebido qualquer proposta de privados. O PSD defende que o equipamento devia ser montado no Parque da Bela Vista.

Volvidos quase oito anos desde que Santana Lopes encerrou a Feira Popular de Lisboa em Entrecampos, a necessidade de um novo parque de diversões foi ontem a ser discutida em reunião de Câmara.

A ideia partiu dos vereadores do PPD/PSD que anunciaram estar a trabalhar numa proposta de anteprojecto para uma nova Feira Popular no Parque da Bela Vista - o local onde se realiza o Rock in Rio - considerando ser "uma prioridade estratégica para a zona oriental de Lisboa". "É uma instalação que acreditamos", afirmou o vereador João Navega, referindo que "a cidade precisa de uma parque desta natureza".

O presidente da Câmara, António Costa, explicou que Lisboa está sem feira popular por duas razões: "A primeira é porque alguém acabou com a que havia; a segunda é que desde então ainda não vi nenhum projecto a dar entrada na Câmara para a instalação de uma feira popular onde quer que seja".

O autarca sublinhou que a construção de um parque de diversões nunca partirá da Câmara "No dia em que me ocorra que a Câmara deva financiar uma acção dessas eu agradecia que me chamassem um médico", comentou. Na sua óptica, o papel da autarquia será "acarinhar qualquer privado que deseje instalar um parque de diversões". "Eu apoio de braços abertos", continuou, "e até acho que é do interesse do município disponibilizar terrenos municipais". António Costa não o disse directamente mas deu a entender que o Parque da Bela Vista não será, contudo, o local ideal.

Já a vereadora Helena Roseta, do Movimento Cidadãos Por Lisboa, descartou a hipótese do Parque da Bela Vista "Pode ser uma solução estudada entre as câmaras de Lisboa e de Loures para a zona do Trancão", disse, salientando que "não seria correcto termos um parque de diversões aqui no centro".

O vereador do PCP, Rúben de Carvalho, alertou para a necessidade de se realizar "um estudo prévio com vertentes de ordem cultural, social e até antropológica" para definir o tipo e a localização do equipamento. Victor Gonçalves (PSD) apelou a mais acção da parte de Costa "Podemos estar à espera que chova ou podemos rezar para que chova", afirmou.»

As bicicletas em Copenhaga: história, benefícios e exemplos



Projecto da autoria da jornalista brasileira Natália Garcia. Mais um interessante gesto de aproximação a outras sociedades no sentido de procurar e de partilhar as soluções que ali se encontraram para problemas que são também os nossos.

29/06/2011

PSD quer Feira Popular junto do novo Parque Hospitalar de Lisboa

O PSD retoma hoje a ideia de uma nova Feira Popular como prioridade para a cidade de Lisboa. O partido que relançar o debate sobre uma possível localização como parte integrante do Plano de Pormenor do Parque Hospitalar Oriental, que é discutido hoje em reunião de câmara.

Segundo a proposta da vereação do PSD, o espaço onde actualmente existe o Parque da Bela Vista e onde deverá ser construído o novo centro hospitalar lisboeta pode albergar ainda a nova Feira Popular. A proposta, segundo o partido, deverá ser encarada como uma "prioridade estratégica para a zona oriental de Lisboa".





http://www.ionline.pt/conteudo/133314-psd-quer-feira-popular-junto-do-novo-parque-hospitalar-lisboa

Rendas antigas deverão acabar num horizonte de 15 anos

Os contratos de arrendamento de duração ilimitada, que antigamente se chamavam de “prorrogação legal forçada” deverão desaparecer completamente num horizonte temporal de 15 anos. É pelo menos esse o objectivo do Governo, que, segundo o programa ontem apresentado, se propõe rever nesse sentido a legislação do arrendamento urbano. Ao mesmo tempo, garante, serão estipuladas regras de protecção social que, para já, não são pormenorizadas.


http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=493135

Concessão dos transportes da Carris e Metro será avaliada

O Governo vai avaliar a «potencial concessão» de linhas e rotas da Carris, STCP (Serviço de Transportes Colectivos do Porto) e Metro de Lisboa, segundo o programa hoje entregue na Assembleia da República.

O documento refere que os transportes públicos ferroviários e rodoviários «necessitam de resolver urgentemente» o défice operacional crónico e dívida financeira crescente e adianta que a redução da dívida será concretizada «através da alienação de activos não essenciais e da privatização de participadas».

O programa do Governo destaca ainda que devem ser encontradas «formas de minorar eventuais aumentos tarifários, sobretudo para com os cidadãos de menor rendimento, através de medidas de discriminação de preços».

Por outro lado, será promovida uma «clarificação do modelo de relacionamento do Estado com os diversos operadores na área dos transportes».

In SOL

A meu ver esta pode ser uma medida positiva mas somente se for acompanhada por uma Autoridade Metropolitana de Transportes com poder de facto para gerir estrategicamente a oferta de transporte em toda a área metropolitana. Também é essencial que toda a comunicação fique a cargo desta entidade de forma a garantir a sua coerência e de forma a proporcionar ao cliente uma experiência integrada. A cargo dos concessionários ficaria nada mais que a operação dos veículos propriamente dita.

Ou seja, como parte de uma estratégia devidamente planeada para a mobilidade na Grande Lisboa parece-me positivo. Se não passar de uma maneira de reduzir os custos então só pode ser uma má opção. Isto porque não só certamente vai redundar em operadores a actuar de costas uns para os outros como não reduzir custos porque uma oferta de transportes completamente descoordenada vai resultar em maior utilização do transporte individual com custos globais mais elevados para economia.

Árvores em risco no Largo do Correio Mor / Escadinhas de S. Crispim








Chegado por e-mail:



«Exmo Vereador do Espaço Público e Espaços Verdes

Lisboa, 29 de Julho de 2011

Assunto: Árvores em risco no Largo do Correio Mor / Escadinhas de S. Crispim



Exmo. Sr. Vereador,


A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem por este meio chamar a atenção para quatro árvores em risco no Largo do Correio Mor / Escadinhas de S. Crispim: dois jacarandás e duas olaias.

Recentemente deu-se início a uma operação urbanística neste gaveto sem que primeiro se tivesse acautelado, correctamente, a protecção destas quatro árvores que confinam directamente com o local da obra.

Solicitamos assim que seja pedido ao dono da obra a instalação, o mais rapidamente possivel, de caixas de madeira em volta dos troncos das árvores e que os ramos mais expostos às actividades da obra sejam revestidos com pano (ex: sarapinheira) como primeiro nível de protecção dos embates de maquinaria e materias de construção.


Enviamos em anexo imagens que mostram as agressões a que estas árvores estão sujeitas diariamente desde o início das obras.

Lamentamos que Lisboa, ao contrário de outras cidades da União Europeia, ainda não tenha regulamentado a protecção de árvores de alinhamento em contexto de obras.


Estes casos, que se repetem um pouco por toda a cidade, provam a urgência da criação e implementação de regulamento que salvaguarde o património público de árvores expostas ao stress criado pelas intervenções urbanísticas.

Com os nossos melhores cumprimentos,

A Presidente da Liga dos Amigos do Jardim Botânico,

Manuela Correia


CC: Assembleia Municipal de Lisboa, Junta de Freguesia de São Cristóvão e São Lourenço, Associação Lisboa Verde, Quercus Lisboa, Fórum Cidadania Lx»

28/06/2011

"Ask me Lisboa" but only after my lunch!

"Ask me Lisboa"... but only after my lunch!

É normal que o posto de informação na RUA AUGUSTA - repito, RUA AUGUSTA - feche para almoço?! Isto é uma vergonha para o Turismo de Lisboa (capital de Portugal, certo?).

Nota sobre a repercussão internacional da situação do Museu do Hospital Miguel Bombarda


Exmos. Senhores


Junto enviamos, para conhecimento de V.Exas., artigo da revista Raw Vision, a mais importante revista de Outsider Art e de maior circulação do mundo, e premiada pela UNESCO; dando conta da ameaça que continua a pairar sobre a colecção do Hospital Miguel Bombarda e referindo a recusa e o silêncio do anterior Governo em alargar o Museu no edifício principal do antigo convento, conforme solicitado pelo Apelo de grandes personalidades.

Relembramos ainda que a Recomendação aprovada pela Assembleia da República foi de facto desrepeitada uma vez que o espólio respeitante ao arquivo clínico histórico do Hospital Miguel Bombarda já foi transferido na sua totalidade para o Hospital Júlio de Matos.


Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Carlos Moura e Fernando Jorge


C.c. AR e media.


"Do Urbanismo Comercial aos Centros Comerciais a céu aberto - novas formas de gestão do centro das cidades"

Um artigo de João Barreta, publicado na Revista URBE deste mês, a ler AQUI.

MC: projectos de decisão sobre classificação e ZEP de Igreja no Lumiar e Museu de Arte Popular


Ministério da Cultura - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I. P.

Projecto de Decisão relativo à classificação como Monumento de Interesse Público (MIP) da Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu, freguesia do Lumiar, concelho Lisboa, distrito de Lisboa, e à fixação da respectiva zona especial de protecção (ZEP)

Projecto de Decisão relativo à classificação como Monumento de Interesse Público (MIP) do Edifício do Museu de Arte Popular, freguesia de Santa Maria de Belém, concelho de Lisboa, distrito Lisboa, e à fixação da respectiva zona especial de protecção (ZEP)

...

Nada a opor, tudo a aplaudir... mas não deixa de ser caricato que o mesmo MC queria deitar abaixo o MAP nem há 2 anos...

Junta de S. José vira ninho de microempresas

In Jornal de Notícias (28/6/2011)
Telma Roque


«Lisboa Serviços sociais "pagam" ocupação de espaços


Os muitos espaços vazios do edifício-sede da Junta de S. José, em Lisboa, estão a ser ocupados por microempresas e empreendedores ao abrigo de um projecto de trocas onde todos ganham. A crise ou a falta de dinheiro são apenas detalhes com pouca importância. Ana Teresa tem formação em artes plásticas e o gosto pela costura mas não tinha um espaço de trabalho. Instalou-se na Junta e, em troca, faz arranjos a preços simbólicos e as roupas para a marcha de Penha de França. Inês Lampreia integra o núcleo duro da organização da "Monstra", que todos os anos coloca na rua o festival de animação de Lisboa, mas os apertados orçamentos não permitiam aspirar a uma sede para trabalhar de forma mais estruturada. Em troca, vai levar a animação às crianças da freguesia no jardim do Torel, onde a "Login for Love", a última das microempresas a chegar ao núcleo criativo, levará também a mostra: "O Chiado tem a maior exposição de fotografia do mundo".

Há já cerca de uma dezena de projectos de cooperação e empreendedorismo, mas são muitas as microempresas que estão em fila de espera. "Dá uma nova dinâmica ao prédio e à comunidade", garante Vasco Morgado, presidente da Junta de S. José.


Muitos pares de olhos atentos

Inês Lampreia, da "Monstra", sublinha a riqueza do projecto em matéria de proximidade. "Agora somos muitos pares de olhos a olhar para a freguesia", diz. E havendo "um leque tão variado de gente com diferentes formações e quadrantes políticos", a única política que a todos interessa é a política da proximidade.

O ateliê de costura de Ana Teresa, filha de um alfaiate e de uma costureira, transformou-se numa espécie de sala de estar das moradoras mais velhas. A pretexto de um arranjo trocam-se dois dedos de conversa. "Isto recupera um pouco a ideia de ateliê de bairro", frisa Ana Teresa.


Requalificar a Rua da Fé

Do gabinete do arquitecto Nelson Kemmer, por exemplo, já saiu um projecto que foi aprovado pela Câmara para a requalificação da Rua da Fé. "É a primeira rua de Lisboa com um projecto de uma Junta, com as ideias de quem cá mora", sublinha Vasco Morgado, acrescentando que será pavimentada com granito preto e branco. Quem entra agora nas instalações da Junta depara-se com salas que têm móveis em recuperação para oferecer a famílias carenciadas, um teatro de fantoches para arranjar e surpreender os alunos da escola básica, ou com o "laboratório" de roupa inteligente de Inês Pereira. A professora de design, que bordou os logótipos nos pólos dos funcionários da Junta, está a criar roupas com sensores, neons e linhas que mudam de cor consoante a exposição solar, tudo isto à prova de água, claro.»

...

Esta é uma iniciativa para aplaudir!!

Museu de Arte Antiga defende aquisição de retábulo português do século XVI

In Sol Online (22/6/2011)

«O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) está a «desenvolver todos os esforços» para que o Estado adquira um valioso retábulo português do século XVI que vai ser leiloado a 30 de Junho, em Lisboa.

«O tempo urge e seria de todo o interesse para o país adquirir esta obra para o seu património nacional», disse à agência Lusa o director do MNAA, António Filipe Pimentel, que se encontra actualmente em Valladolid a acompanhar a abertura de uma exposição portuguesa de pintura daquela época.

Trata-se de um retábulo atribuído a Diogo de Contreiras (1500-1565), proveniente da capela do Porto da Luz, Alenquer, e que será levado à praça com uma base de licitação de 125 mil euros num leilão a realizar pela Veritas Art Auctioneers, naquela que será a primeira acção desta leiloeira em Portugal.

De acordo com o director do MNAA, a obra é especialmente importante por ter sido a última criada por Diogo de Contreiras, artista de quem a entidade já possui outras três obras que estiveram presentes na grande exposição 'Primitivos Portugueses'.

Uma versão menor desta exposição, com 48 obras, foi inaugurada na terça-feira no Museu Nacional Colegio de San Gregorio, em Valladolid.

António Filipe Pimentel recordou que assim que teve conhecimento da venda falou no caso à então ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que disse não ter, na altura, condições políticas para resolver a situação, visto estar o Governo em gestão.

A proposta de aquisição foi já enviada à nova secretaria de Estado da Cultura, liderada por Francisco José Viegas e iniciado o processo de classificação da peça como bem móvel de interesse nacional através do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC).

Questionado sobre se haveria interesse de mecenas adquirirem a obra para a cederem ao museu, o director do MNAA revelou já ter feito «contactos desesperados com a rede habitual de mecenato, mas neste momento de crise económica e de transição política, está tudo muito fechado».

«Para o museu conseguir um apoio mecenático de cinco mil euros já é difícil. Um valor da ordem dos 125 mil ou 150 mil euros então é muito mais complicado», avaliou.

Com o processo de classificação iniciado, o Estado terá o direito prioritário de comprar a obra, mas pelo preço a que for arrematada no leilão.

«Mas é preciso que tenha o dinheiro para a compra, de contrário pode ser adquirida por outros», observou, recordando que as limitações do processo de classificação são essencialmente impedir que a obra seja exportada e vendida no estrangeiro.

António Filipe Pimentel referiu que este caso sucede «numa altura difícil de intervalo técnico tutelar, mas o tempo escasseia e é preciso tomar uma decisão» até 30 de Junho.

Indicou ainda à Lusa que no início da próxima semana vai tentar marcar um encontro com o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, para falar sobre as hipóteses de aquisição.

No leilão serão apresentadas outras obras de autores portugueses como A Olinda do Lagar, um óleo sobre tela de José Malhoa, uma natureza morta atribuída a Baltazar Gomes Figueira (1604-1674), e obras de Vieira da Silva e Júlio Pomar.

Lusa/SOL»

27/06/2011

PJ detém incendiário na mata do Monsanto

In Correio Manhã online (27/6/2011)


«A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta segunda-feira a detenção de um homem de 39 anos suspeito de ter ateado um fogo no Parque Florestal do Monsanto, pondo em perigo toda a mata junta à cidade de Lisboa.

De acordo com a Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da PJ, o homem, operário da construção civil, solteiro, ateou o incêndio "por uma razão fútil" e socorreu-se para o efeito de um isqueiro e papéis.

O incêndio consumiu apenas "uma pequena área" graças à denúncia de um cidadão e da rápida intervenção do Regimento de Sapadores Bombeiros sediado no Parque do Monsanto, mas pôs em risco toda a mancha florestal devido às condições meteorológicas e à densidade dos combustíveis fósseis existentes no local.

A investigação contou com a colaboração de elementos do Corpos da Polícia Florestal/Polícia Municipal da Câmara de Lisboa, também sediada no Monsanto.

O detido vai agora ser ouvido em primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coacção.

LUSA»

Edificio demolido na Costa do Castelo


Chegado por e-mail:


«Boa Tarde,

Mais um edificio em perfeitas condiçoes demolido na Costa do Castelo. Vai nascer um novo. Agora que já nada sobrou das avenidas novas, começamos a destruir também os bairros historicos?? Mas que pouca vergonha é esta?? Espero bem que se comece a fazer alguma coisa quanto a esta situaçao vergonhosa de demolir tudo o que aparece à frente. Chega, meus senhores! Vamos fazer alguma coisa, metam essa gente na justiça, atirem-os à fogueira. Estou farto de ver a minha cidade a ser gerida por gente incompetente e gananciosa.

F. Teixeira»

DEMOLIDO: Rua Bernardo de Passos 6 (BAIRRO ARCO CEGO)‏

Mais um imóvel do Bairro Social do Arco Cego demolido na ÍNTEGRA. Aprovado por despacho do Vereador Manuel Salgado, segundo informa a placa no local. Enfim, um a um, vai desaparecer tudo o que é original neste bairro histórico da capital, concebido e erguido pela República. Autenticidade? Cada vez se aproxima mais do grau zero! Património? Reabilitação? Desde o Ministério da Cultura até à CML, todos fazem orelhas moucas. A demolição/reconstrução dos imóveis do Bairro do Arco Cego levanta questões como autenticidade versus pastiche, reabilitação de facto versus reconstrução Disneilândia. Mesmo quando se recria a imagem exterior (e em 90% dos casos é mal feita!), o novo imóvel é destituído de qualquer valor patrimonial. A destruição da fábrica original do bairro representa um grande empobrecimento da cidade. É preciso denunciar o vazio de ideias, de conceitos que está na origem da delapidação do património do séc. XX em Lisboa!

Largo do Menino Deus: um Largo gerido pela EMEL?




Exmo. Sr. Presidente da EMEL
Dr. António Júlio de Almeida


Vimos chamar à atenção de V.Exa. e dessa empresa para o cenário de estacionamento caótico que impera na envolvência da Igreja do Menino Deus, área que é da jurisdição da EMEL.

Pelas imagens que seguem em anexo, é claro e evidente que nem a CML nem a EMEL prestam atenção ao que se passa no Largo do Menino Deus e arruamentos vizinhos (Travessa do Menino Deus e Largo Rodrigues de Freitas).

Junto à entrada da Igreja do Menino Deus - Monumento Nacional - é habitual ver-se estacionamento em "terceira fila". A sinalética vertical de estacionamento proibido é completamente ignorada. Nas escadas públicas do Beco dos Fróis há veículos estacionados em posições "acrobáticas", dificultando a circulação pedonal. Inclusive, em Janeiro passado foi noticiado que um veículo de bombeiros esteve mais de 1 hora retido neste largo devido ao estacionamento selvagem.

De uma maneira geral o Largo do Menino Deus e a sua envolvente apresentam sinais inequívocos de uma zona sem qualquer tipo de gestão do estacionamento.

Assim, e a propósito das Comemorações dos 300 anos da Igreja do Menino Deus nos próximos dias 2, 3 e 4 de Julho, não podíamos deixar de estar solidários, solicitando uma intervenção da EMEL que recupere para este espaço público a diginidade que um Monumento Nacional como aquela igreja bem merece.

Com os melhores cumprimentos


Fernando Jorge, Paulo Ferrero e Luís Marques da Silva




Tribunal proíbe canil/gatil de receber animais

In Jornal de Notícias (27/6/2011)


«O canil/gatil, de Lisboa, em Monsanto, está proibido de aceitar animais, com algumas excepções, e tem 15 dias para reestruturar os serviços de forma a cumprir as condições exigidas por lei, decidiu o Tribunal Administrativo e de Círculo de Lisboa.

Em resposta a uma providência cautelar do Grupo de Lisboa da Campanha de Esterilização de Animais Abandonados (CEAA), o tribunal obriga o canil municipal a criar, num prazo de oito dias, uma área de quarentena para os animais, dá 15 dias para que seja nomeado um técnico responsável pelo centro e elaborado um programa com vista ao bem estar dos animais capturados e recebidos. A providência cautelar tinha sido interposta por Margarida Garrido, que integra o Grupo de Lisboa da CEAA, que pretende sensibilizar os municípios para o bem estar animal e para procederem à esterilização de animais abandonados e o seu controlo. Contactada pela Lusa, afirmou-se satisfeita com a decisão, revelando que o grupo exige igualmente o afastamento da actual direcção do canil/gatil. "Temos 30 dias para que as indicações agora dadas pelo tribunal não caduquem. As prometidas obras parece que já avançaram, mas isso não chega. Queremos que seja afastada a actual gestão do canil, responsável principal pela situação que ali se vive", afirmou. Na sentença, o tribunal considera que o centro de recolha "não tem as condições exigidas pela lei em vigor e aplicável, bem como não adoptou os procedimentos igualmente impostos pela lei".

Após uma fiscalização ao canil/gatil, os técnicos concluíram que o espaço não reúne condições para impedir a proliferação de doenças, "cuja transmissão é potenciada pela falta de quarentena dos animais". »

Lisboa tem 70 árvores classificadas de interesse público

In Jornal de Notícias (27/6/2011)


«Roteiros ajudam a descobrir a pé árvores notáveis

Lisboa Capital tem mais de 70 exemplares classificados de Interesse Público, alguns deles com mais de 400 anos Lisboa tem dezenas de árvores raras para descobrira pé, seguindo roteiros, e outras em vias de ser classificadas como de Interesse Pública Em estudo está a criação de mais um circuito para abranger oliveiras que remontam à epopeia dos Descobrimentos. Há árvores que provocam espanto pela beleza e pelo festival de cores que oferecem. É o caso do conjunto das coralinas, metrosíderos e da paineira-barriguda (armazena água no tronco, inchando) que adornam o jardim da Praça da Alegria. Outras chamam a atenção pelo recorte dos troncos, pelo tamanho desmesurado ou pelo aspecto sinistro que causa arrepios, como o cipreste-dos-pântanos ou a figueira-da-baía-de-moreton, cujas raízes vão brotando da copa para depois se enfiarem na terra. Há ainda outras que são conhecidas pelas suas propriedades terapêuticas, como a árvore da castidade, na Estrada de Benfica. Diz-se que as folhas e frutos combatem psicoses, transtornos digestivos e até acalmam pensamentos mais impuros. Seja pela idade, raridade, porte ou razões histórias, são árvores que ganharam um estatuto semelhante ao de um monumento classificado, mas passam muitas vezes despercebidas no meio de outro arvoredo sem "pedigree", numa cidade sempre em correria.


Roteiros estão a ser revistos

Segundo António Pernica, engenheiro do Ambiente da Câmara de Lisboa, entre as mais de 600 mil árvores que existem na capital, estão classificados como de Interesse Público 19 povoamentos e 65 árvores isoladas, quase todas em jardins da cidade. Apenas uma destas árvores notáveis está situada na via pública. É a bela-sombra que ocupa todo o passeio junto ao Largo do Limoeiro. Os roteiros para conhecer estes exemplares foram criados em 2007, mas estão agora a ser revistos para abrangerem mais árvores. António Pernica revela que está em estudo a criação de dois novos roteiros para juntar aos nove já existentes (ver infografia). Um deles percorrerá a zona da Ajuda-Belém, entre o parque dos moinhos de Santana e os Jerónimos, terminando junto a uma paineira-barriguda. O outro partirá das oliveiras com mais de 450 anos situadas junto à Capela do Alto de Santo Amaro (Alcântara) até à Tapada das Necessidades. António Pernica elege o roteiro do Campo Santana a São Bento como um dos mais completos, pela riqueza do património edificado e pela diversidade de árvores que se pode encontrar. "Em certas alturas do ano, por exemplo, o festival de cores das árvores da Praça da Alegria, são visíveis até do jardim do Torel e do castelo de S. Jorge", sublinha. Explica que abrange ainda o jardim do Príncipe Real, com várias árvores protegidas, entre elas um descendente do plátano de Hipócrates. Há, contudo, roteiros mais curtos, mas, ainda assim, incontornáveis para quem procura árvores notáveis. O circuito dos Olivais, por exemplo, tem um dragoeiro e um lodão-bastardo. O do Lumiar oferece a visão de um plátano gigantesco que está situado no jardim do hospital Pulido Valente. Esta árvore tem mais de 350 anos e a copa tem cerca de 30 metros de diâmetro. »

Tribunal de Contas acusa ministério de beneficiar privados

In Diário de Notícias (27/6/2011)


«Organismo recomenda ao Ministério da Saúde que reveja o acordo da região de Lisboa e alerta para desperdício de verbas.

Hospitais e centros de saúde da região de Lisboa enviaram doentes para o Hospital da Cruz Vermelha antes de verificarem se outras unidades do sector público eram capazes de dar resposta às necessidades de consultas e cirurgias. Uma solução que é possível há dez anos, ao abrigo de um acordo entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e a Cruz Vermelha.

Os doentes não pagam taxas moderadoras e chegam a saltar a lista de espera, conclui o Tribunal de Contas (TC), que lembra que os recursos não são ilimitados e que deve ser feita uma análise custo-benefício a justificar estes protocolos.

No relatório, o TC alerta que há doentes a ser tratados de forma desigual e pouco transparente ao abrigo deste acordo, que pode nem sequer ser o mais vantajoso actualmente para o Serviço Nacional de Saúde.»

Piquenique contra fecho do Estádio Universitário sem comida e com pouca gente

Piquenique contra fecho do Estádio Universitário sem comida e com pouca gente Por Ana Henriques in Publico

Cativação de receitas pode impedir obras de manutenção feitas antes do arranque do novo ano lectivo. Protesto destinou-se a alertar novo Governo

Era um piquenique, mas quase ninguém levou comida. Esperavam-se 4000 pessoas, mas só compareceram algumas dezenas. A acção de protesto que ontem decorreu contra o encerramento do Estádio Universitário, em Lisboa, tinha como principal objectivo alertar o novo Governo para o risco de os milhares de jovens, idosos e atletas profissionais que frequentam o recinto ficarem sem um local para praticarem desporto.

No relvado, entre as árvores, um Tupperware com ameixas colhidas há escassas horas e pouco mais. Aproximava-se a hora do lanche e no meio do braseiro da canícula ninguém quis saber da comida.

O piquenique foi apenas um pretexto para novos e velhos deitarem cá para fora as preocupações que os assolam desde Maio, quando perceberam que o Governo tinha cativado as receitas que permitiam ao Estádio Universitário continuar a funcionar. De então para cá já houve montantes que foram desbloqueados, mas o problema não está resolvido, garantem os utentes da piscina, do ginásio, das pistas de atletismo e dos campos de ténis, que lançaram uma petição que conta já com perto de 2000 assinaturas. "Este é o único sítio que os nossos atletas para-olímpicos têm para treinar", disse uma das responsáveis pelo protesto, a jornalista aposentada Lucina Gomes.

Pequenina e roliça, Ana Santos, de 59 anos, vai ao estádio todos os sábados para fazer ginástica com um grupo de "mais de 100 pessoas"."Corremos, deitamo-nos no chão, fazemos flexões... tudo!", dizia, contente, esta moradora da Quinta dos Barros. Noutros casos, como o de Eduarda Torres, uma engenheira informática aposentada, o exercício físico é essencial para a saúde não se deteriorar: "O ginásio tem uma área dedicada aos exercícios contra a osteoporose."

"Como sou federado, só pago 40 euros por mês para vir para aqui treinar atletismo", explica o maratonista Domingos Costa, frequentador do local há 35 anos. Dados divulgados há dias pela presidente da Associação Desportiva do Ensino Superior de Lisboa, Vanda Guerra, indicam que os jogos do Estádio Universitário envolvem cerca de 4000 atletas de diversas modalidades.

E se há quem não acredite na possibilidade de fecho de um recinto frequentado, ao todo, por mais de 11.000 pessoas, já a hipótese de encerramento parcial não espanta ninguém. Um professor do estádio presente no protesto conta que os meses de Verão servem para fazer a manutenção dos equipamentos desportivos, com o dinheiro das inscrições para o ano seguinte, que é recebido em Maio. Como as inscrições foram suspensas, porque o director do recinto não sabe se terá condições para reabrir em Setembro, não há verbas para arranjar coisa nenhuma, lamenta o professor.

"Para quem trabalha, é mais prestigiante o centro comercial do que a loja de rua"




"Para quem trabalha, é mais prestigiante o centro comercial do que a loja de rua" Por Ana Rute Silva in Publico

Auferir mais do que 1190 euros é uma excepção nos centros comerciais. Ainda assim, revela um estudo, os shoppings são encarados pelos trabalhadores como um porto seguro

Alexandra Cruz, investigadora no Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, entrevistou um grupo de trabalhadores de centros comerciais e encontrou uma diversidade de perfis. Apesar dos turnos laborais, os fins-de-semana de trabalho e a ausência de luz natural, os portugueses preferem trabalhar num shopping, em detrimento do comércio de rua.

O trabalho nos centros comerciais é visto como mal pago, precário e pouco prestigiante. Foi esta a conclusão a que chegou?

O meu trabalho incluiu os oito maiores centros comerciais da Área Metropolitana do Porto e é um estudo que incidiu sobre as lojas de restauração e vestuário. O universo das outras lojas é muito distinto. Em termos de baixos salários, é visível. Por exemplo, a remuneração oscila entre os 150 euros para um trabalho a tempo parcial e os 1190 euros para um horário a tempo completo. Do meu universo de entrevistados, composto por 60 pessoas (e por isso não é estatisticamente representativo da realidade nacional), 65 por cento auferia entre 150 e 560 euros. Atendendo a que uma grande maioria trabalha a tempo completo (60 por cento), o salário é baixo e não excede muito o ordenado mínimo.

Os salários baixos derivam de falta de qualificação profissional?

Ao contrário do que se pensa, não. Encontrei muitos trabalhadores licenciados. Tem a ver com a natureza da actividade de trabalho. São tarefas muito simples, em termos globais. Mesmo um indivíduo que se apresente para trabalhar numa loja de restauração e seja licenciado, nunca vai auferir mais do que 1190 euros e este limite máximo é característico de pessoas com cargos de chefia na loja e com muitos anos de experiência. Este salário é uma excepção.

A qualificação não é decisiva para quem recruta?

Não. Quando perguntava que requisitos tinham sido pedidos na hora do recrutamento, os entrevistados referiram que não há exigências escolares ou profissionais. Não se exige ter, por exemplo, experiência no ramo da restauração, ou alguma qualificação escolar. Isso é muito evidente no caso de algumas empresas de restauração, que preferem que as pessoas que empregam não tenham qualquer tipo de experiência, para serem moldados de acordo com o princípio da marca.

Quem estuda encara este emprego como temporário?

Sim, para os trabalhadores-estudantes, é uma fase transitória. Por isso olham para questões como o ritmo ou as condições de trabalho como algo temporário. Quem trabalha a tempo inteiro já vê os baixos salários e aos horários de trabalho de forma diferente.

São trabalhadores felizes?

Os trabalhadores-estudantes, sim, constroem redes de amizade e o trabalho é uma fonte de satisfação. Para quem trabalha a tempo completo, é diferente. Já estão há mais tempo naquele contexto, acusam cansaço. E o principal motivo de insatisfação é o horário.

Que impacto é que os horários têm na vida dos trabalhadores? Um centro comercial está aberto cerca de 14 horas por dia.

Para os estudantes, são uma oportunidade de conciliar o trabalho com a universidade. Para os restantes, é muito penoso. Há um turno da manhã, da tarde e da noite e todos têm de assegurar esses turnos. Todos trabalham ao fim-de-semana, é obrigatório. Isto causa enorme perturbação nos ritmos de vida. Normalmente na restauração só têm uma folga. Quando têm duas folgas, raramente são as duas seguidas. Os trabalhadores que estão neste sector há muitos anos vão-se habituando, embora não lhes agrade. E vão-se habituando também devido ao vínculo contratual.

Se tiverem outra oportunidade, estão dispostos a mudar?

Tendo em conta a amostra, as pessoas que estão há mais de cinco anos neste trabalho só mudam se for uma oportunidade muito específica. Os centros comerciais são uma realidade relativamente recente em Portugal. Ainda há mercado. O que as pessoas me diziam é que, mesmo que o centro comercial não esteja bem, a marca tem outras lojas. Os centros comerciais não fecham, ao contrário do que sucede noutros sectores, como a indústria.

Ou seja, oferecem segurança?

Do ponto de vista contratual, sim. Mas há uma outra realidade que importa referir. Distingo dois tipos de precariedade: a precariedade objectiva - que tem a ver com a natureza do vínculo contratual - e a precariedade profissional subjectiva, que remete para as condições de exercício do trabalho. Aqui a realidade é diferente. Refiro-me aos horários de trabalho, o ritmo de trabalho, as condições físicas do trabalho...

Pode concretizar?

Por exemplo, o mobiliário existente nas lojas de restauração. As pessoas não têm sítio onde se sentar ao longo do dia. Não há cadeiras, nem mesas para descansar. A configuração da loja é pensada em função do cliente e não dos trabalhadores. Para além disso, a privação da luz natural, a temperatura da loja (que aumenta devido à iluminação)... Esta é a precariedade subjectiva, mais difícil de avaliar.

O sector preocupa-se pouco com os trabalhadores?

Está mais focado no cliente. Daí o perfil etário ser muito jovem. Conseguem aguentar melhor a pressão, não têm compromissos familiares, nem parentais.

Quando vamos a uma loja, raramente vemos pessoas com mais de 40 anos.

A minha percepção é que nos cargos de chefia o nível etário é mais elevado. São pessoas que acompanharam o crescimento em massa dos centros comerciais em meados dos anos 90. Teremos de aguardar mais cinco, dez anos para perceber a evolução. Mas claramente no momento do recrutamento a questão da idade é crucial. Na restauração encontramos pessoas mais velhas, e, no caso do fast food, na cozinha, na parte de trás. No vestuário, encontrei trabalhadores com 29 anos que se achavam velhos para o perfil maioritário da loja.

O centro comercial alterou o perfil dos trabalhadores do comércio. O que vai suceder nos próximos anos, que se prevêem de estagnação neste sector?

Dado o flagelo do desemprego, as pessoas encontram formas de trabalhar. A escolaridade destes trabalhadores vai aumentar e vamos encontrar cada vez mais licenciados, isso vai ser banal.

As pessoas que entrevistou preferem trabalhar num centro comercial em vez de no comércio de rua?

Claramente. Para a minha amostra, é mais prestigiante estar num centro comercial do que numa loja de rua. Estou a fazer um trabalho sobre outros grupos profissionais dentro dos centros comerciais - como a limpeza e a segurança - e uma empregada de limpeza dizia-me que preferia trabalhar num centro comercial porque havia pessoas bonitas, uma decoração agradável e ela, que já tinha trabalhado em hospitais, sentia-se melhor.

24/06/2011

O CAOS em Lisboa

Chegado por e-mail:


«Muito bons dias


Não sei quando este mail será lido mas é sempre oportuno relatar estas situações a quem parece estar interessado no desenvolvimento de Lisboa como uma cidade aberta a todos os cidadãos nacionais ou estrangeiros.

O mail abaixo foi enviado para o serviço de atendimento ao Munícipe de Lisboa à cerca de 15 dias. Recebi posteriormente resposta indicando a sua recepção e que tinha sido aberto um processo com o nº CML-107789-5X86 .
Esta resposta dá a sensação daquelas que se diziam, tal lá e não "xateies". É realmente lamentável que numa capital Europeia - ou será realmente do 3º Mundo - se continuem a desprezar as leis aprovadas, desde que os prevaricadores sejam abençoados pelos Municípios?
O mais engraçado da situação ou não, é que a Policia Municipal e a Policia de Segurança Pública passem pelo local e nada façam deixando impune uma situação ilegal.
Esta situação pode não ser nada parecida com aquela que os senhores relatam sobre a situação da publicidade na zona do Intendente, mas desde que o atual presidente de Câmara assumiu a chefia do Município Lisboa tem descaído na sua qualidade de vida e em gastos desnecessários ou pelo menos não justificados em tempo de crise.
Escrevo isto às 01h00m. O barulho da música é impressionante.
Com os meus cumprimentos


Gilberto Almeida


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Gilberto Almeida
Data: 10 de Junho de 2011 00:50
Assunto: Lei do ruido
Para: municipe@cm-lisboa.pt


Boas noites


Uma simples e concreta pergunta:
.
Os bares/esplanadas inaugurados à cerca de 15 dias na Av. da Liberdade estão isentos do cumprimento no disposto no Decreto-Lei nº 9/2007???
Este mail está a ser enviado cerca da 01h20m e o barulho é ensurdecedor.
Se fosse um simples cidadão o que é que poderia acontecer???
Gratos por uma resposta.

O que faz esta base de betão ainda ali?


Em pleno jardim-miradouro de Santa Luzia jaz esta base de betão, que serviu de suporte à grua que durante largos meses ali esteve, mas que quando abalou não a levou consigo. Alguém se esqueceu dela, ou então temeu que a tirando deixasse um buraco que fosse até lá abaixo a São Miguel. Depois, para disfarçar a enormidade cinzenta, um iluminado pintou-a de verde. Assim já passa despercebida a quem ali vai. Quando é que alguém tira aquele mono dali?

Dívida do Metro de Lisboa nos 3,8 mil milhões

In Público (24/6/2011)
Raquel Almeida Correia


«A empresa pública aumentou a dívida em 2010 para 3,8 mil milhões de euros - uma subida de 5,1%. A subida ligeira das receitas, combinada com um corte residual dos custos, melhorou as contas operacionais, mas não chegou para estancar prejuízos e a retirar do perímetro de consolidação do défice do Estado.


O endividamento da Metro de Lisboa aumentou 5,1 por cento em 2010, fixando-se em 3,8 mil milhões de euros. A empresa, detida a 100 por cento pelo Estado, respeitou o tecto máximo de crescimento da dívida remunerada, mas, em contrapartida, teve de congelar os planos de expansão.

A subida ligeira das receitas, combinada com um corte residual dos custos, melhorou as contas operacionais, mas não o suficiente para estancar prejuízos e a retirar do perímetro de consolidação do défice.

Dados cedidos pela Metro de Lisboa ao PÚBLICO mostram que, no ano passado, o endividamento se fixou em 3,8 mil milhões de euros, o que significa um diferencial de praticamente 185 milhões face a 2009. Apesar da subida homóloga de 5,1 por cento, a empresa cumpriu as imposições inscritas no Orçamento do Estado, que impunha um limite de sete por cento em 2010. Para este ano, o tecto é de seis por cento e a transportadora "espera igualmente cumprir com o limite estabelecido", referiu fonte oficial.

Apesar de ter aumentado o endividamento, as exigências de contenção no aumento do mesmo obrigaram a uma revisão da operação futura da Metro de Lisboa, presidida por Francisco Cardoso dos Reis. Os investimentos que já estavam em curso, como a conclusão das extensões à Reboleira e ao Aeroporto da Portela, mantiveram-se, mas o restante plano de expansão foi suspenso.

"Caberá ao Governo definir o timing e as linhas de orientação da expansão futura da rede, num horizonte temporal mais longe", disse a empresa, acrescentando que "ao nível da operação não haverá impactos perceptíveis". A transportadora anunciou recentemente que vai abandonar os projectos de alargamento ao município de Odivelas. Uma decisão fortemente contestada pela autarquia.

Em termos de receitas, a transportadora conseguiu assegurar uma subida, ainda que residual, no exercício de 2010, ao alcançar 120,9 milhões de euros (mais 0,7 por cento do que em igual período do ano anterior). "A principal razão para ser um crescimento reduzido está relacionada com o facto de o aumento da receita de venda de títulos ter sido parcialmente anulada pela diminuição dos trabalhos para a própria empresa (que está em linha com a redução do ritmo de investimento)", explicou fonte oficial.

Resultados melhoram

Os resultados operacionais também melhoraram pelo lado dos custos, que desceram 0,4 por cento, passando de 177,1 para 176,4 milhões de euros. Esta redução ainda está, porém, muito longe das novas exigências inscritas no Orçamento do Estado e reafirmadas no memorando de entendimento assinado com a troika, obrigando as empresas públicas a cortar as despesas em 15 por cento. Mas a Metro de Lisboa assegurou que "deverá atingir as metas estabelecidas", poupando um total de 26,6 milhões de euros.

Apesar dos ganhos no lado das receitas e dos custos, a transportadora não conseguiu, no entanto, estancar o agravamento dos prejuízos e, no ano passado, as perdas subiram 2,2 por cento para 151,4 milhões. Em 2009, o resultado líquido tinha sido negativo em 148,1 milhões. Um cenário que poderá estar relacionado com o aumento dos custos financeiros, que passaram de 92,5 para 95,8 milhões de euros.

A empresa, que só deverá divulgar o relatório e contas no final deste mês, referiu recentemente, num comunicado enviado às redacções, que "a taxa de cobertura dos custos operacionais pelos proveitos da mesma natureza" se fixava agora em 51,8 por cento, fazendo uma alusão aos motivos pelos quais foi incluída no perímetro de consolidação do défice.

A decisão foi tomada este ano, na sequência da adopção de regras do Eurostat, que exige que todas as empresas públicas que não consigam cobrir 50 por cento dos custos através de receitas directas sejam consolidadas nas contas públicas. E, além da Metro de Lisboa, também a Refer e a Metro do Porto foram abrangidas.

Ao PÚBLICO, a transportadora explicou que o facto de a taxa de cobertura se ter situado em 51,8 por cento em 2010 não significa que vai ser retirada da consolidação. "Pelo menos, não para já", afirmou fonte oficial. Isto porque este rácio divulgado pela empresa não incluía os "custos com a amortização das infraestruturas que constituem domínio público do Estado", o que fixa a taxa num nível "inferior a 50 por cento", esclareceu, acrescentando que "irá aumentando, progressivamente, a partir de 2011".

ANA com excepção ao regime definido pelo anterior Governo

A gestora aeroportuária ANA recebeu luz verde do Governo para cortar apenas uma parte das despesas a que estava obrigada. O Orçamento do Estado e o memorando de entendimento assinado com a troika impõem uma redução de 15 por cento, mas, tal como aconteceu com a TAP, a gestora aeroportuária pública fez incidir o emagrecimento apenas sobre uma parte dos custos que considera ser do seu controlo.

Serviços de limpeza e de segurança e incentivos às companhias de aviação, por exemplo, não vão ter cortes.

O presidente da ANA, Guilhermino Rodrigues, avançou ao PÚBLICO que a empresa "falou ao accionista das suas particularidades" e "foi aceite que nos custos directamente ligados à operação haveria muitas dificuldades em reduzir, uma vez que o tráfego está a crescer e há planos de expansão em curso".

O Governo deu luz verde ao pedido de excepção e, em vez de uma redução total dos custos, foram diminuídas despesas em "áreas que não estão ligadas com a operação, como a publicidade, consultoria ou as telecomunicações", acrescentou.

Se a gestora aeroportuária cumprisse a meta de redução de 15 por cento, geraria uma poupança de 17,2 milhões de euros. Com esta adaptação, subiu a fasquia para os 17 por cento, mas apenas em parte das despesas.

Os custos com serviços de limpeza e segurança, por exemplo, ficaram fora dos cálculos, assim como os incentivos que são dados às companhias de aviação pela criação de novas rotas. Neste caso, vai inclusivamente haver "um crescimento de 40 por cento no montante dos subsídios", adiantou o gestor, cujo mandato já terminou.

"Não faria sentido cortar em custos ligados à operação porque deixaria de se conseguir servir convenientemente o tráfego", acrescentou Guilhermino Rodrigues. Recorde-se que a TAP, igualmente detida a 100 por cento pelo Estado, também conseguiu que a tutela desse luz verde a um regime de excepção. Em vez de poupar 320 milhões de euros, conseguiu-se um ganho de 145 milhões, uma vez que o emagrecimento deixou de parte despesas com combustível, taxas aeroportuárias e locação de aviões, por exemplo. R.A.C. »

23/06/2011

FESTAS DE LISBOA: 55 TONELADAS de LIXO!

Imagens de Alfama. Das 55 toneladas de lixo produzidas em pouco mais de 3 noites, quanto corresponderá a estes autocolantes de publicidade das marcas de cerveja? É uma grande irresponsabilidade destas marcas produzirem, e lançarem no espaço público, esta quantidade de dispositivos de publicidade. O custo para o ambiente natural (a pegada ecológica só da produção é enorme) e para o ambiente histórico dos bairros antigos de Lisboa é indiscutível. Mas apesar disso, a EGEAC mantém, ano após ano, uma marca de cerveja com publicidade agressiva como «patrocinador principal» das Festas de Lisboa. Porquê EGEAC? Porquê Dr. António Costa? Lisboa merece mais respeito. Lisboa não é um campo de batalha para a publicidade!

Carta - "post"... aberta ... dirigida aos Srs. Vereadores da C.M.L., por António Sérgio Rosa de Carvalho

A propósito de ...
"Críticas da oposição adiaram proposta de sorteio de casas para jovens em Lisboa
Autarquia quer investir na requalificação de bairros municipais
Câmara aprovou investimento de 144 milhões de euros para requalificar os bairros municipais"
e de ...“
De onde é que vem o dinheiro?”, perguntou por sua vez o vereador do CDS-PP António Carlos Monteiro, lembrando que a empresa responsável pela gestão dos bairros municipais (Gebalis) “está falida”.
e de ...
"Quanto à venda de imóveis a jovens por sorteio, o comunista deu conta da sua oposição à proposta, por considerar que “abre caminho eventualmente a que seja alienado todo o património municipal”. Carlos Moura defende que se opte antes pelo arrendamento e se recorra à alienação apenas “de forma pontual”.
e ainda de ...
A vereadora da Habitação garantiu que “não é política da câmara vender tudo” e corroborou a ideia do PCP de que a maioria dos fogos municipais deve ser arrendada e não alienada.

Peço aos Senhores Vereadores para relerem este “post”da minha autoria datado de 24 de Agosto de 2010 ...
Embora seja cansativo ... é necessário continuar a repetir a mesma coisa ... desde que isso sirva para reflectir e estimular a discussão ... reparem que a C.M.L. não precisa de comprar edifícios para os restaurar e integrá-los no Mercado da Reabilitação Urbana ... pois já os tem ... precisa sim de desenvolver uma verdadeira política de Reabilitação e ALUGAR os seus edifícios na ÍNTEGRA ... e não por parcelas ... dispersas por diferentes edifícios ...
Precisa de DAR O EXEMPLO ESTIMULANTE ... também ao Mercado Particular da Reabilitação Urbana ... Utlize os 144 milhões no Centro Histórico ... aí terá um grande efeito pedagógico e estimulante ...
António Sérgio Rosa de Carvalho



Antes de deixar Amsterdam, ainda uma última reflexão sobre o processo que levou ao reconhecimento da Zona dos Canais de Amsterdam como Património Mundial … reflexão que numa crítica comparativa com o estado da nossa Baixa, não nos deve levar ao desânimo ou à paralisia fatalista, mas pelo contrário, a um espirito de luta e exigência, confrontando os eleitos e responsáveis pela sua inoperância e falta de visão … afinal o reconhecimento em Amsterdam surgiu de um longo processo , de acções e estratégias, que alcançaram factos visiveis e concretos, e não de um processo vago de intenções …
Como o espaço escasseia vou-lhes deixar apenas um exemplo …
Nos anos cinquenta do pós-II Grande Guerra, a Zona dos Canais de Amsterdam encontrava-se num estado deplorável de conservação e abandono … este é também o periodo de reconstrução económica e em muitas cidades Europeias … de renovação e reconstrução radical das mesmas. Ora, em Amsterdam também se começaram a desenvolver planos para “ modernizar” o centro histórico e torná-lo “utilizável” pelo automóvel … Estes planos incluiam grandes demolições e drenagem de canais …
Um grupo de notáveis, não só no plano cultural, mas também do mundo operacional, empresarial e institucional reuniram-se e resolveram resistir e desenvolver uma “fórmula” capaz de garantir a habitação e a multifuncionalidade do centro histórico juntamente com a Conservação e o RESTAURO de todo o edificado histórico.
Assim se fundou em 1956 a Sociedade de Restauro – Fundação Stadsherstel (existem mais , mas esta é de longe a mais importante). A fórmula é simples … Stadsherstel compra edificios, restaura-os de forma rigorosa e aluga-os por parcelas, mas com respeito Total pelas características históricas dos interiores … Todo o capital angariado pelos alugueres só (definido por estatutos rigorosos) pode ser utilizado para a compra de novos edificios históricos … Stadsherstel não pode vender edificios, e compromete-se a conservá-los …Entretanto já possui 500 edificios históricos e tem alargado a sua actividade a monumentos maiores como Igrejas, Património Industrial etc., No seu jubileum de 50 anos de existência, Stadsherstel recebeu a visita reconhecida da Rainha Beatrix da Holanda. A sua sede encontra-se num Igreja de madeira do sec XVIII restaurada.
Stadsherstel além do Restauro integral dos edificios, não hesitou em RECONSTRUIR edificios na integra … e só trabalha com Arquitectos de Restauro …
Embora Stadsherstel tenha usufruido no início de um arranque de capital da Banca e de Companhias de Seguros, quase em regime de Mecenato e de um sistema de Subsidios de Restauro do Estado, a história do seu sucesso tem sido uma de conjugação de uma competente, rigorosa e SĖRIA gestão de meios técnicos e financeiros associada a uma determinada visão cultural … que levou a uma ideia efectiva e responsável de lucro, onde o capital é sempre utilizado para o Bem Comum e para a Glória e vivência dos Canais de Amsterdam, agora reconhecidos.
Vale a pena ainda acentuar que entre esta Zona classificada como Património Mundial ( nucleo – 205 Ha Zona e “buffer” 479 Ha) existem 8000 Casas-Monumentos (edificios classificados) e a Zona encontra-se classificada pelo Governo Holandês como Conjunto Urbano Protegido desde 1999 …As imagens de “antes e depois” falam por si …
As possiveis comparações com a nossa Baixa (Imóvel de Interesse Público), com a Total inoperância da C.M.L. e o seu Plano de Pormenor, com a atitude gravemente relativizadora do IGESPAR perante os Monumentos e os seus processos de Classificação … deixo-as a Vós
Mas, não desanimem … Temos que deixar o fatalismo paralisante e a auto flagelação e começar a exigir uma outra atitude a nós próprios e aos … nossos eleitos …“Yes WE Can” !
Saudações de António Sérgio Rosa de Carvalho















Críticas da oposição adiaram proposta de sorteio de casas para jovens em Lisboa



Autarquia quer investir na requalificação de bairros municipais

Câmara aprovou investimento de 144 milhões de euros para requalificar os bairros municipais
( por Ines Boaventura in Publico )

A proposta da vereadora Helena Roseta que previa a venda, por sorteio, de imóveis da Câmara de Lisboa a jovens esbarrou nas críticas da oposição e acabou por ser adiada. Já o programa de requalificação dos bairros municipais foi aprovado, mas não escapou ao rótulo de irrealista.

Esse programa contempla a realização, até 2020, de um investimento de 144 milhões de euros no edificado dos bairros da câmara. “É uma mera intenção para marcar uma posição mediática”, afirmou Victor Gonçalves, do PSD, que considera que esse investimento não é exequível “na situação em que o país está”.

“De onde é que vem o dinheiro?”, perguntou por sua vez o vereador do CDS-PP António Carlos Monteiro, lembrando que a empresa responsável pela gestão dos bairros municipais (Gebalis) “está falida”. Mais brando nas críticas foi Carlos Moura, do PCP, que disse que este é “um programa interessante” mas “insuficiente”.

Quanto à venda de imóveis a jovens por sorteio, o comunista deu conta da sua oposição à proposta, por considerar que “abre caminho eventualmente a que seja alienado todo o património municipal”. Carlos Moura defende que se opte antes pelo arrendamento e se recorra à alienação apenas “de forma pontual”.

A vereadora da Habitação garantiu que “não é política da câmara vender tudo” e corroborou a ideia do PCP de que a maioria dos fogos municipais deve ser arrendada e não alienada. Helena Roseta vai reunir na próxima semana com a oposição, para acolher sugestões para melhorar a proposta e também para dar a conhecer quantas vão ser as fracções a levar a concurso numa primeira fase.
Já Victor Gonçalves diz que não faz sentido vender um fogo isolado num edifício em mau estado de conservação, porque quem o comprar não vai poder avançar com obras que resolvam os problemas comuns a todo o prédio.

Na reunião, a oposição criticou, como tinha feito anteontem na assembleia municipal, o Mega Pic-Nic que se realizou no último sábado na Avenida da Liberdade. “Podia ter sido feito com a mesma dignidade e capacidade de atracção num outro sítio da cidade”, disse Victor Gonçalves, apontando a zona ribeirinha como alternativa.

Já o PCP, pela voz de Carlos Moura, opôs-se àquilo que disse ser a “privatização do espaço público” e entregou um requerimento questionando quais os equipamentos, serviços, materiais e recursos humanos municipais envolvidos na iniciativa, bem como quais as taxas facturadas pela autarquia à organização.

António Carlos Monteiro considerou que até se tratava de “uma iniciativa meritória”, mas “correu mal”, por ter prejudicado o funcionamento do pequeno comércio e dos transportes públicos. O vereador do CDS-PP acusou o vereador Sá Fernandes de fazer “uma gestão casuística e discricionária das parcerias que estabelece para a ocupação do espaço público”.

22/06/2011

«Património é do melhor que temos para oferecer»

In Diário de Notícias (22/6/2011)

«"Portugal, sendo uma nação com uma história muito intensa, o que pode oferecer de melhor a todos quantos nos demandam é o seu património", considera o presidente do Tribunal de Contas. [...]»

Avenida da República, 3


Reabilitação Urbana



Por Pinto Soares