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30/04/2013

Caos inacreditável no Largo da Sé

Isto foi em 10 de Outubro mas continua rigorosamente na mesma, ou seja, uma VERGONHA!

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Resposta do sr. Vereador Nunes da Silva:

«Caros munícipes

Já tomei conhecimento desta lamentável situação. Solicitei maior fiscalização à Polícia e aos serviços para elaborarem uma proposta de actuação para o reordenamento do estacionamento na zona.

Cmprs

Fernando NS»

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Exmo. Senhor Vereador
Eng. Nunes da Silva

C.C. Presidente, ATL, AML, Media

Como é possível a polícia e a CML ainda tolerarem este espectáculo de terceiro mundo em frente da Sé e da Igreja de Santo António, dois Monumentos Nacionais?!

Cremos que este cenário seja fruto da falta de civismo dos operadores de Turismo, e de saberem que a Polícia raramente aparece neste local aos fins de semana.

Esta falta de respeito pela cidade histórica é inacreditável!

Para além de que a circulação dos eléctricos e autocarros é perturbada, prejudicando a vida de outros cidadãos.

E tudo isto apenas porque se pretende "despejar" as centenas de turistas mesmo à porta da Sé!

Não deveria a CML instalar sinalética adequada no Largo da Madalena proibindo a circulação de veículos longos neste arruamento?

Como é possível?

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Luís Marques da Silva e Fernando Jorge

Lisboa, 10 de Outubro de 2012

R. dos Correeiros e R. Portas de Santo Antão: esplanadas voltam a atacar o espaço público



Exmo. Senhor Vereador
Dr. José Sá Fernandes


Serve a presente insistência para ilustrar o caos por que continuam a passar vários dos arruamentos da Baixa, com especial destaque para a Rua dos Correeiros (fotos em anexo) e a Rua das Portas de Santo Antão; isto apesar da legislação aprovada recentemente pela CML e, supostamente, em vigor, e apesar de todas as promessas de V. Exa. assumidas publicamente por mais do que uma ocasião.

É caso para perguntar: se já estamos assim agora o que será quando vier o Verão?

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado e Fernando Jorge

Passeios de Lisboa: Rua da Esperança

Passeio no gaveto da R. da Esperança / Calçada Marquês de Abrantes. Está na altura de pensar num parqueamento, legal, organizado, para este tipo de veículos nesta zona da Madragoa-Lapa.

29/04/2013

Jardim cerca da graça e destruição da horta do monte


Chegado por e-mail:


«Boa tarde,

há já um tempo que começaram as obras do "jardim da cerca da Graça" e só agora e que encontrei informaçao do projeto (estou a tentar ter uma reunião com a arquitecta)

http://visao.sapo.pt/que-graca-de-jardim=f725927

além de tirar o direito á privacidade dos moradores pela construcção duma esplanada, quiosque e parque infantil mesmo ao pé das vivendas da calçada do monte (o jardim tem 1,7ha!!) e do abate de mais árvores, o modelo de requalificação de hortas urbanas da CML prevê na horta popular do monte "a entrada de máquinas industriais que irão criar grande impacto no terreno, destruir toda a biodiversidade existente, a estrutura do solo, as árvores e os arbustos plantados pela comunidade nos últimos 6 anos"

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2013N39744

não há forma nehuma de tentar para isto? vão destruir uma oportunidade de fazer um lindo jardim e de ter uma maravillosa horta popular... temos que ficar os moradores e cidadãos só com impotência e resignação? isto é simplesmente absurdo ... que vergonha...

Abraço

Bruno Peña»

POSTAL DA BAIXA: Praça de S. Paulo


Roubo de guarnições de metal, garfiti, lixo, enfim, mais um retrato fiel e perfeito de Lisboa em 2013.

Abate de árvores - Rua Padre Antº Vieira



Lê-se na página da Quercus Lx no Facebook (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151564552489557.1073741865.206398719556&type=1) que:

«Após deslocação ao local e de averiguação de informação da CM Lisboa, algumas considerações: a CM Lisboa identifica as árvores como Koelreuteria paniculata nas fichas de autorização de abate, enquanto que na realidade tratam-se de Juglans nigra, conforme se pode verificar também no SIG na CM Lisboa; na mesma ficha, há uma árvore fotografada 2 vezes, que não bate certo uma com a outra,a menos que tenha entretanto ganho de um dia para outro uma pernada extra; só fotografam 8 árvores, embora mapeassem 9 para intervenção; avisos a mais e contraditórios: os avisos principais dizem que são para abate, pelo menos 2 placas indicam poda/limpeza; não consta que tivesse havido informação aos moradores como o disposto no artigo 5 do despacho 61/P/2012; não consta que a Junta de Freguesia tenha sido informada [a confirmar]; existem avisos de perigo para pessoas e bens, no entanto do art 6 do despacho isso não dispensa dos avisos dos artigos 2 e 5; o SIG da CM Lisboa indica levantamento efectuado às árvores em 01-06-2010, com indicação de não terem doença [ou seja, chegaram ao estado de perigosidade informado em menos de 3 anos; ou algo se passa com os levantamentos camarários]; ...

Qd a CML procede a abates de árvores a esmo, que não sabe sequer identificar e ignora os procedimentos fixados por Despacho do próprio Presidente da CML em matéria de prévia informação á população, o que é que podemos fazer ? EMBARGAR, CLARO.»

...

Assino por baixo. O que se passa com as árvores de Lisboa, ano após ano, mais despacho menos despacho, é uma escandaleira. Tal qual com os candeeiros e restante mobiliário urbano (bancos, bebedouros, etc.), aliás. Força, QUERCUS!

PUBLI-cidade, banco BIC





Chegado por e-mail:

«Cidadania LX,

Na noite da última 5ª feira as habitações dos moradores do prédio onde habito foram invadidas por uma intensa luz vermelha proveniente de um novo anúncio colocado na cobertura do prédio em frente. O anúncio é do Banco BIC (ex-BPN) na Rua Marquês de Fronteira. De noite a luz vermelha intensa prejudica enormemente a qualidade de vida dos moradores.

Convencido de que será do vosso interesse o conhecimento desta reclamação que já fiz chegar à C.M.L. e convencido de que se enquadra nas vossas preocupações sobre a cidade venho solicitar o vosso apoio para a sua publicação e difusão.

Obrigado.

Com os melhores cumprimentos,

Um morador»

Jardim de Santos, Jardim de Lixo




Exmo. Senhor Presidente
Dr. António Costa,
Exmo. Senhor Vereador
Dr. José Sá Fernandes


Serve o presente para alertarmos V. Exas. para o problema de higiene de que o Jardim de Santos padece, fruto da excessiva concentração de bares e outros estabelecimentos ligados à vida nocturna, de que juntamos algumas fotos bem elucidativas do que acabámos de expor.

Trata-se a nosso ver de mais um mau exemplo - a juntar aos do Bairro Alto, Santa Catarina, Jardim do Príncipe Real e Miradouro de São Pedro de Alcântara - de como a cidade e a CML não estão a saber responder aos efeitos secundários da proliferação deste tipo de estabelecimentos um pouco por toda a cidade.

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Fernando Jorge e Virgílio Marques

Carrilho da Graça quer aproximar o Campo das Cebolas do rio e da cidade


In Público (27/4/2013)
Por Inês Boaventura

«O arquitecto, vencedor de um concurso promovido pela Câmara de Lisboa, propõe para este espaço “incaracterístico” uma intervenção “discreta”, que acredita que será “bastante consensual”

O arquitecto João Luís Carrilho da Graça projectou para a antiga Praça da Ribeira Velha, conhecida como Campo das Cebolas, “uma intervenção que, com o mínimo, potencia o máximo”. A intenção é que este troço da frente ribeirinha de Lisboa, que hoje é “um espaço urbano incaracterístico, um somatório de situações, espaços sobrantes e necessidades”, se aproxime simultaneamente do Tejo e da cidade.

O arquitecto foi o vencedor de um concurso público lançado pela Câmara de Lisboa no ano passado, para a elaboração do projecto do Campo das Cebolas/Doca da Marinha. Antes disso, Carrilho da Graça tinha já sido escolhido, no âmbito de um outro concurso público da responsabilidade da Administração do Porto de Lisboa, para a construção de um terminal de cruzeiros em Santa Apolónia.

Na memória descritiva do projecto para “a antiga Ribeira Velha, hoje erradamente denominada Campo das Cebolas”, o arquitecto explica que no essencial aquilo que propõe é a “criação de um espaço urbano de conforto, através de um conjunto de operações sobre o território muito contidas, de grande serenidade”. “Uma intervenção discreta”, continua Carrilho da Graça, pensada para um espaço que apesar de “uno” tem “duas partes constituintes, com histórias diferentes”.

Numa dessas partes, “o quarteirão triangular entre a Rua da Alfândega e a Rua dos Bacalhoeiros”, serão plantadas árvores exóticas, “de várias origens e cores” que constituirão um contraponto à oliveira do memorial a José Saramago, explicou ao PÚBLICO o arquitecto. “Tem que ver com as plantas que fomos trazendo com os Descobrimentos” do à loja da fundação. “É um volume translúcido, com um alpendre prolongado, cujo extremo pousa no dorso de um elefante de pedra”, lê-se no documento.

Do outro lado da Rua da Alfândega, no rectângulo entre esta artéria e a Avenida Infante D. Henrique que hoje está entregue aos automóveis, vai nascer uma nova praça, pensada para devolver ao lugar “a capacidade de ser palco de vida urbana”. O plano existente será deformado, adquirindo uma forma côncava, criando-se “um desnível suave que nos conduz ao interior da praça”, diz-se na descrição do projecto. Aí serão plantados pinheiros-mansos.

Quanto à Avenida Infante D. Henrique, a ideia é que, como explica, completa o arquitecto paisagista Victor Beiramar Diniz.

Na memória descritiva acrescenta-se que se propõe “uma entrada na Fundação José Saramago mais suave, através da modelação do pavimento e a definição de um novo banco, que confere ao memorial o espaço de reserva e recato de que é digno”. No remate desse quarteirão vai nascer um edifício, destina Victor Beiramar Diniz, esta passe a ter “um perfil bastante mais estreito do que hoje”, sendo o trânsito junto ao edifício do Ministério das Finanças reservado aos transportes públicos. Na sobreposição com a Praça da Ribeira Velha, o pavimento será diferente, para mostrar que este é “um espaço do domínio do peão, onde o automóvel pode passar”, diz o arquitecto paisagista.

Quanto à Doca da Marinha, a ideia da Câmara de Lisboa sobre a qual a equipa de arquitectos trabalhou, mas que pode não ser a solução a concretizar, foi a de que este espaço seria dividido em dois: metade para embarcações históricas e a outra metade para a Marinha. Atendendo a isso foram projectados dois edifícios. Um equipamento cultural junto à Estação Fluvial Sul e Sueste, com espaço de restauração e esplanada, e outro no extremo oposto da doca para instalar serviços da Marinha e da Administração do Porto de Lisboa.

Promover uma “relação mais directa” do Campo das Cebolas com o Tejo é, confessa Carrilho da Graça, uma das ambições deste projecto. Sendo certo que, como constata Victor Beiramar Diniz, “aqui o rio não tem uma presença tão encenada como no Terreiro do Paço nem tão próxima como na Ribeira das Naus”.

Mas quer-se também aproximar da própria cidade um sítio que “está um bocado perdido”, acrescenta Carrilho da Graça. “Com este tipo de intervenção em que se dá importância ao espaço público dá-se a ver a cidade a quem lá vive e a quem a utiliza. E há uma espécie de onda positiva”, percepciona o arquitecto.

Questionado sobre a possibilidade de este projecto, que embora tenha sido publicamente apresentado em Fevereiro foi ainda pouco divulgado, ser contestado (como aconteceu no Terreiro do Paço), o seu autor afasta essa possibilidade. “Acho que é bastante consensual. Não me parece que possa gerar polémica.”

O PÚBLICO perguntou a Manuel Salgado, vereador da Reabilitação Urbana da Câmara de Lisboa, quando se prevê que a requalificação do Campo das Cebolas se concretize, e a única resposta que obteve foi que ainda havia questões fi nanceiras a acertar.


Estacionamento em estudo

Depois de a assembleia municipal ter rejeitado, em Fevereiro, a construção de um silo automóvel no Campo das Cebolas, a câmara e a equipa de Carrilho da Graça estão à procura de uma alternativa. “Felizmente, a assembleia municipal chumbou”, diz o arquitecto, adiantando que uma hipótese m cima da mesa é criar um estacionamento subterrâneo com “volumes de apoio acima do solo”. Questionado sobre se o seu projecto prevê o abate de árvores, questão que muita polémica tem provocado na Ribeira das Naus, Carrilho da Graça adiantou que as palmeiras hoje existentes irão ser transplantadas para outro local, ainda por definir, dentro da área de intervenção.»

28/04/2013

LISBOA LIXO: à porta do Museu Nacional de Arte Antiga




Papeleiras a transbordar de lixo, um cenário cada vez mais corrente na nossa cidade... Os serviços de recolha do lixo não estão a conseguir acompanhar as transformações da cidade, nomeadamente os locais onde há grande concentração de bares e etc. assim como as zonas que recebem fluxos intensos de turistas (Baixa, Chiado, Castelo)

«PATRIMÓNIO DO ESTADO» Rua dos Poiais de São Bento 94


Na semana passada a circulação do electrico 28 ficou suspensa durante dois dias devido à ruína deste imóvel propriedade do Estado - na placa em mármore abaixo da janela podemos ler «Património do Estado»...

Largo de São Domingos: ROUBO de metal do pavimento

 Dia 19 de Abril de 2013
Dia 26 de Abril de 2013

A CML já foi por nós alertada (19 Abril) do roubo, praticamente completo, de todas as guarnições em latão do pavimento em frente da Igreja de São Domingos. 

27/04/2013

PUBLI-Cidade: Rua...? Rua Ferreira Borges



Os dispositivos publicitários não podem ocultar elementos decorativos dos edifícios, conforme disposto no Artigo 13º da Deliberação n.º  146/AM/95. E também não deveriam ocultar as placas toponímicas...

Limpeza de Arvoredo. É o que lhe chamam.

No letreiro pendurado à volta do pescoço das que irão ser enforcadas lê-se: Limpeza de Arvoredo. Mas alguém achou melhor não deixar dúvidas, não fosse alguém não entender o eufemismo, e, por cima da 'Limpeza' garatujou: ABATE.
Pois é. Parece que a CML se vai, mais uma vez, dedicar ao seu desporto favorito: abater árvores. E será, segundo nos informa o letreiro pendurado no pescoço das enforcadas, já na próxima Segunda-feira. Este próximo abate tem lugar na Rua Padre António Vieira e vai envolver dois quarteirões que em 2009, quando a máquina da Google por lá passou, não parecem merecer tal sorte:
mas, coitadas, devem ter-se portado muito mal nestes últimos 4 anos e a CML não lhes perdoa:

Pois, tem razão, são os motivos estruturais, que poderão, atenção, PODERÃO pôr em causa...
Mas afinal não vivemos num mundo cheio de motivos, estruturais ou outros, que poderão pôr em causa a segurança de pessoas e bens?  E vamos eliminar todos esses motivos só porque poderão?
Estão marcadas para abate uma boa meia dúzia e as outras sofrerão as violentas podas do costume. Algumas das árvores marcadas para abate ainda não tem folhas mas isso não significa, forçosamente, que estejam mortas e a apodrecer.

Afinal há mais, muitas mais.

Em recente nota dei noticía do abate de várias árvores na Barata Salgueiro e de um Jacarandá em frente ao CS Vintage Hotel.
Mas afinal há mais, muitas mais árvores abatidas nesta zona, sendo que algumas delas, na Rodrigo da Fonseca são, melhor, eram, Jacarandás.
Seis, 6, árvores na Rodrigo da Fonseca, e uma, esta última, na Rosa Araújo.

Lisboa deve orgulhar-se por ser a cidade europeia onde mais árvores se abatem. Porque será? Estarão aqui, nesta sanha contra as árvores, só excessivas e, muitas vezes, infundadas preocupações com a segurança de vidas e bens?

26/04/2013

PUBLI-Cidade: Rua Ferreira Borges


Os dispositivos publicitários não podem ocultar elementos decorativos dos edifícios, conforme disposto no Artigo 13º da Deliberação n.º  146/AM/95.

AS ÁRVORES DE LISBOA


O milagre da vida começa a manifestar-se, reagindo às malfeitorias praticadas pelo Homem.

Plátano do logradouro nas traseiras da Igreja de São Domingos em Lisboa.


João Pinto Soares

Museus municipais pouco atentos aos visitantes e à componente comercial JONATAS


In Público (26/4/2013)
Por Inês Boaventura

«Num estudo encomendado pela câmara, Mega Ferreira inspira-se em Bolonha para propor um projecto para o futuro dos museus da capital

Os museus geridos pela Câmara de Lisboa apresentam, segundo António Mega Ferreira, problemas como a “imprecisão da defi nição da missão” de cada um deles, a “escassa orientação para o utilizador”, a “reduzida sensibilidade à componente comercial” e a “inexistência de edições próprias”. Isto além de padecerem de “problemas estruturais”, ao nível da sua orgânica e recursos humanos, da manutenção dos edifícios e equipamentos e da conservação e segurança.

Este diagnóstico é traçado no estudo sobre os museus municipais de Lisboa elaborado por Mega Ferreira, por deliberação do executivo municipal, e ao qual o PÚBLICO teve acesso. No documento, intitulado O Museu É a Cidade, o escritor e antigo presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém começa por fazer uma avaliação da situação actual, para depois apresentar uma proposta para o futuro, inspirada na cidade italiana de Bolonha. “A missão de cada um dos museus não se encontra clara e formalmente definida”, afirma Mega Ferreira, referindo-se aos equipamentos de tutela directa da Câmara de Lisboa: Museu da Cidade, Museu Antoniano, Museu do Teatro Romano e Museu Bordalo Pinheiro. Fora desta avaliação fi cam os equipamentos geridos pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, que é municipal.

Quanto à relação com o público, o escritor diz que de uma forma geral há “uma rigidez expositiva”, uma “fragilidade dos discursos temáticos” e uma “obsolência das técnicas expositivas”, sublinhando ainda o facto de o número de visitantes ser “relativamente baixo” e apresentar “uma preocupante variabilidade”. O que, alerta, “parece denotar a incapacidade para fixar públicos, muito menos para os aumentar de forma sustentada”. Mega Ferreira critica ainda a “reduzida sensibilidade à componente comercial”, incluindo bilheteiras, lojas e merchandising. Sobre o facto de os museus Antoniano e do Teatro romano serem de acesso gratuito, o escritor diz que “tendo em conta os constrangimentos fi nanceiros vigentes, só se pode justifi car ou pela fraca qualidade da oferta ou pela inexistência de condições infra-estruturais mínimas”.

No seu diagnóstico, o ex-presidente do CCB denuncia a existência de “deficiências graves no plano de manutenção dos edifícios e equipamentos”, acrescentando que são “em grande parte fruto de ausência de intervenções regulares, cuja origem é pelos responsáveis assacada à crónica falta de capacidade orçamental para lhes fazer face”. Os problemas mais graves, diz, verificam-se no Museu da Cidade, instalado no Palácio Pimenta, no Campo Grande, onde um orçamento feito em 2004 pela autarquia previa a necessidade de um investimento de mais de 600 mil euros.

Essas deficiências nos museus, alerta Mega Ferreira, “têm implicação directa nas condições de conservação do acervo das unidades museológicas”, existindo “problemas crónicos quanto à segurança dos edifícios e peças expostas”. No caso do Museu Antoniano, por exemplo, há problemas de humidade, não há espaço de reservas, o sistema de intrusão está desactivado e trabalha no local uma única funcionária, “o que acarreta que, por vezes, a porta de entrada esteja fechada”.

Face a tudo isto, o escritor conclui que “os museus sujeitos a tutela directa da Câmara Municipal de Lisboa estão longe dos parâmetros ideais” que levaram o Conselho Internacional de Museus a consagrar nos seus estatutos a seguinte defi nição de museu: “Uma instituição permanente sem objectivo de lucro, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, estuda, expõe e transmite o património material e imaterial da humanidade e do seu meio ambiente, tendo por fim o estudo, a educação e a fruição.”

No âmbito do estudo que desenvolveu para o município, Mega fez “uma visita de estudo a Bolonha”, para conhecer o projecto Genus Bononiae, lançado em 2003. Trata-se, explica o escritor, de “um percurso cultural, artístico e museográfico articulado em diversos palácios do centro histórico de Bolonha, devidamente restaurados para albergar exposições ou instituições culturais”.

Da análise dessa experiência, o escritor ressalta o conceito de “museu difuso”, cuja adopção em Lisboa propõe, “para reorganizar os museus municipais na perspectiva de uma narrativa multipolar sobre a cidade”. Mega sugere ainda que para os equipamentos envolvidos nesse projecto seja criada uma marca — a que chama LisboaMuseu — “com uniformização dos sinais identifi cadores e linguagens gráficas e estabelecimento de políticas de funcionamento e comerciais comuns”.


Roteiros para uma leitura histórica da cidade

Na reunião camarária de anteontem, onde falou sobre as “novas perspectivas” do Museu da Cidade (que vai chamar-se Museu de Lisboa), a vereadora da Cultura não disse que futuro terão algumas das propostas de Mega. Mas pelas palavras de Catarina Vaz Pinto conclui-se que pelo menos duas serão concretizadas: a atribuição de nova vocação ao Palácio Pimenta, que o escritor propôs que se transformasse “em casa musealizada do século XVIII, reconstituindo a sua vivência como residência”, e a utilização do Torreão Poente do Terreiro do Paço para exposições. Esse espaço, disse a autarca, passará a ser o “núcleo-sede” do até aqui chamado Museu da Cidade. Defendeu ainda que “os outros museus e monumentos nacionais que se relacionam com a história de Lisboa devem ser programados em estreita articulação com o Museu de Lisboa” e sugeriu a criação de “itinerários/roteiros entre o Museu de Lisboa e outras entidades patrimoniais que contribuem para uma leitura histórica da cidade”.»

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Geee, Bolonha é uma cidade bem bonita...

25/04/2013

PLANETA EMEL: Rua de Santiago

O slogan da EMEL afirma «Prioridade às Pessoas». Passeio na Rua de Santiago, uma das entradas da zona «Castelo» gerida pela empresa municiapl... Palavras para quê? Já foi pedido à CML que retire este painel instalado no meio de um canal pedonal. 

Almada Negreiros e a Igreja de Nossa Senhora de Fátima


Aquando das comemorações dos 50 anos da inauguração da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, o então Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, disse: "Depois desta, outras igrejas se edificaram no Patriarcado de Lisboa, algumas de inegável valor artístico. Mas nenhuma a iguala no conjunto de obras de arte, assinadas por mestres de indiscutível qualidade"

Um desses mestres foi Almada Negreiros, de quem se comemoram este mês 120 anos do seu nascimento, e sobre quem até ao final do ano irá decorrer um programa de iniciativas comemorativas do seu nascimento.

Nesta Igreja, obra do Arquitecto Pardal Monteiro e inaugurada a 13 de Outubro de 1938, são da autoria de Almada Negreiros o portão do Baptistério, mosaicos, os frescos da cúpula da àbside e os magníficos vitrais, que são a parte mais visível e conhecida dos trabalhos de Almada Negreiros nesta Igreja.

Só por si estes vitrais seriam merecedores de serem incluídos no programa destas comemorações promovidas pela CML, numa altura em que decorre uma exposição sobre o "significativo espólio documental assim como alfaias litúrgicas, esculturas, mobiliário e paramentaria, num total de 80 objectos", integrados nos 75 anos da Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

Espero que no ano em que se comemoram 75 anos desta Igreja, 120 anos do nascimento de Almada Negreiros e 100 anos do inicio da sua obra artística, alguém se lembre desta que é sem dúvida nenhuma, uma das maiores obras de Almada Negreiros, a promova e traga à Igreja de Nossa senhora de Fátima, visitantes e turistas, numa zona da cidade com enormes potencialidades turísticas e onde são cada vez mais os hotéis.

Esta é uma das áreas que tem sido ao longos dos anos esquecida pela Junta de Freguesia local, e que no futuro espero que venha a ter a atenção necessária, nomeadamente através de  parcerias locais, que promovam os monumentos e património artístico da nova Freguesia das Avenidas Novas.

24/04/2013

A nova biblioteca dos Coruchéus:


Inauguração da Biblioteca Municipal dos Coruchéus em Alvalade from Câmara Municipal de Lisboa on Vimeo.

Chafariz de Benfica continua votado ao abandono








Fotografia de Fausto Castelhano (2013)




NOTA:

Relembramos que, em Março de 2011, o blogue comunitário "Retalhos de Bem-Fica" promoveu uma Acção de Sensibilização a propósito do estado de abandono a que o Chafariz de Benfica tinha sido votado pelas entidades competentes.

Depois de algumas respostas dessas mesmas entidades, em Setembro de 2011, a Junta de Freguesia de Benfica procedeu à limpeza do Chafariz de Benfica.

Desde então, e passados 2 anos, o Chafariz de Benfica regressou ao seu estado de degradação e abandono...
Lamentamos profundamente!




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O Chafariz de Benfica começou a ser construído em Julho de 1788, por ordem da Junta de Águas Livres. A água que chegava aos bicos do Chafariz vinha do Aqueduto das Águas Livres, de onde se fez um desvio que passa por baixo da linha de caminho-de-ferro para Sintra e atravessa o Bairro de Santa Cruz. 



Fotografia de Fernando Martinez Pozal, 1947, 
in Arquivo Municipal de Lisboa





Quando o Chafariz de Benfica foi construído, possuía, no cimo, da sua zona central, duas pinhas ornamentais (ver fotografia acima)...




Fotografia de Alexandra Carvalho (2008)


Em 2008, apenas resistia a pinha do lado direito da fachada do Chafariz (ver fotografia acima)...


Fotografia de Well Stay (2013)


Fotografia de Vítor Vieira (2013)

Fotografia de Vítor Vieira (2013)



E foi preciso chegarmos a 2013 para que a única pinha ornamental, que ainda resistia, tombasse para as traseiras do Chafariz de Benfica...

Ali ficando, abandonada, até que alguém das entidades competentes se lembre de a ir buscar, antes que seja roubada (afinal de contas, estes artefactos são valiosíssimos).

E, assim, o nosso Chafariz de Benfica, património histórico da nossa freguesia, lá continua abandonado à vista de todos!...





Fotografia de Ana Nicolau (2013)

Fotografia de Ana Nicolau (2013)


Fotografia de Fausto Castelhano (2013)

 Fotografia de Ana Nicolau (2013)

 Fotografia de Fausto Castelhano (2013)

Fotografia de Fausto Castelhano (2013)