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31/01/2014

Quiosque da Estrela: Guia Alemão de Lisboa

Fotografia do raro Quiosque Arte Nova na Praça da Estrela, em grande destaque num guia alemão de Lisboa. Como sabemos, esta peça já foi «abatida», desmontada pela CML. Será que de facto a CML vai reconstruir o antigo quiosque conforme se lê num painel de propaganda afixado no local? Ou vai nascer no local uma anomalia patrimonial, do tipo pastiche?

Artigo de opinião Filipe Pontes no Jornal de Lisboa, n.72 de FEV14


A Casa dos Animais


In Site da CML:

«Adote um amigo!

Estes três simpáticos cachorrinhos foram encontrados na zona da Ameixoeira, abandonados na via pública em conjunto com a sua mãe. Têm cerca de cinco semanas, são de porte médio e estão disponíveis para adoção na Casa dos Animais de Lisboa, onde pode visitá-los. As suas referências são os números 106, 107 e 108.

Siga este link e saiba mais:

http://www.cm-lisboa.pt/viver/animais-de-companhia/adota-animais»

29/01/2014

CABOS & CABOS: Toda a Lisboa!


Foi hoje entregue à DGPC pedido de classificação do Odéon


Só para informar que foi hoje entregue formalmente na Direcção-Geral do Património Cultural, à Dra. Catarina Coelho, Directora do Serviço de Bens Culturais da DGPC, pelo Arq. José Manuel Fernandes, Paulo Trancoso e António Branco Almeida (em nome do Grupo de Amigos do Cinema Odéon), o pedido de classificação do Cinema Odéon.


(Foto: JpJoaquim)

Câmara está contra loja de produtos chineses no Londres


In Público (29.1.2014)
Por Inês Boaventura

«O vereador Manuel Salgado afirma que uma alteração de uso do espaço seria “uma perda cultural grave” para Lisboa

A Câmara de Lisboa considera que a alteração de uso do antigo Cinema Londres, na Avenida de Roma, seria “uma perda cultural grave” para a cidade e defende que o Governo não deve conceder ao proprietário a autorização necessária para que o espaço se transforme numa loja de produtos chineses.

A legislação em vigor estipula que a afectação de recintos de cinema a actividades de natureza diferente “carece de autorização do membro do Governo responsável pela área da cultura”. O Decreto-Lei n.º 227/06 define ainda que essa autorização deve ser recusada “quando o desaparecimento” da sala “se traduza numa perda cultural grave para a localidade ou região”.

O vereador do Urbanismo e da Reabilitação Urbana adianta ao PÚBLICO que a Câmara de Lisboa considera ser esse o caso do Londres. Manuel Salgado acrescenta que, em coerência com essa posição, é seu entender que o secretário de Estado da Cultura não deverá conceder a referida autorização, sem a qual os serviços municipais não poderão aprovar uma alteração de uso.

Segundo o assessor de imprensa de Jorge Barreto Xavier, até ao momento “não foi submetido qualquer pedido de afectação a actividade diversa e, por conseguinte, não existe uma avaliação prévia das condições de afectação ou de outras envolventes a ser apreciadas, sendo assim prematuro avançar qualquer elemento”.

O vereador frisa que as obras em curso no antigo cinema, com vista à sua transformação numa loja de produtos chineses, são interiores e não implicam a estrutura do imóvel, pelo que estão isentas de licenciamento municipal. Manuel Salgado diz, pois, que a Câmara de Lisboa não tem qualquer possibilidade de embargar os trabalhos, ao abrigo do Regime Jurídico de Urbanização e Edificação, como solicitou o Movimento de Comerciantes da Avenida Guerra Junqueiro, Praça de Londres e Avenida de Roma. Ainda assim, o autarca afirma que seria “um absurdo” os proprietários do Londres levarem até ao fim as obras, dado que o espaço está sujeito a uma licença de utilização que apenas permite o seu funcionamento como cinema.

Manuel Salgado diz que ontem alertou o dono do Londres, através de um ofício, para os condicionalismos referidos. Um dos co-proprietários e representante dos outros cinco disse ao PÚBLICO que não tinha recebido qualquer informação da Câmara de Lisboa e acrescentou não ter conhecimento de que fosse necessária uma autorização do Governo para que o local deixasse de funcionar como cinema.

Se assim fosse, defende, “os proprietários teriam de se sujeitar e esperar que aparecesse alguém para o mesmo uso, possivelmente com uma renda ‘simbólica’ e em condições negociais altamente prejudiciais”. O que, alega, constituiria “uma grave e infundada limitação ao direito de propriedade e à livre disposição dos bens”.»

Fecho de hospitais faz temer falhas nos cuidados de proximidade


In Público (29.1.2014)
Por Marisa Soares

28/01/2014

Um país que só pensa em estacionamento...

Imagem de São Pedro de Sintra...

Estrada da Luz, junto às bombas da GALP:


A ocupação total do passeio (por esplanada e carros)

Foto e alerta: VM

entrevista

MERCADOS MUNICIPAIS COMO "LOJAS-ÂNCORA" DO CENTRO DAS CIDADES

entrevista na revista digital HIPERSUPER (23.01.2014)


http://www.hipersuper.pt/2014/01/23/mercados-municipais-como-lojas-ancora-do-centro-das-cidades/

O quê, o prédio do Tavares vai ser demolido por dentro?!!


Vale o que vale, mas o Tavares é Imóvel de Interesse Municipal (http://www.dre.pt/pdf1sdip/1996/03/056B00/04480457.pdf e está inserido num prédio pombalino, certo?

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«O Restaurante Tavares, também denominado Salão de Chá-Restaurante Tavares ou Restaurante Tavares Rico, foi fundado em 1784 pelo italiano Nicolau Massa, que para aí transferia o seu café e salão de bilhar "O Talão", fundado em 1779. Teve vários proprietários até 1823, quando foi comprado pelos irmãos Manuel e António Tavares. Embora tenha estado apenas quarenta anos na posse destes, foi com o seu nome que o estabelecimento se tornou conhecido. No entanto, a faustosa decoração que hoje caracteriza os salões do restaurante foi introduzida apenas na década de 60 do século XIX, quando o novo proprietário, Vicente Caldeira, entrega o projecto a Hermógenes dos Reis, transformando-o num restaurante de luxo. No início do século XX a casa é ampliada com mais um piso, voltado para a Rua das Gáveas, e recebe a varanda da fachada principal, ainda desenhado por Hermógenes dos Reis. Depois de mais algumas mudanças de propriedade, o Tavares fechou, por falência, em 1940, mas reabriu logo no ano seguinte, com novo recheio. Foi mais uma vez renovado em 1959, e finalmente em 2003-2004, quando se recuperou a sala de refeições e a fachada, então já classificadas. As ampliações da sala térrea original fizeram com que o restaurante ocupasse também o primeiro piso do prédio pombalino de rendimento onde se insere, com fachada dinamizada por alguns elementos curvos, sacadas, frisos de estuque e ferros trabalhados. O piso térreo é aberto por três portas, as laterais de verga recta, em cantaria, e a central de maior vão e verga em arco abatido. A varanda do segundo andar, baixa (pela altura dos pisos) e relativamente avançada, funciona como alpendre, enobrecendo a entrada. É acessível por três portadas a eixo com os vãos do piso inferior, sendo também a central mais larga que as laterais, e todas rematadas em arco abatido. A varanda é triplamente curva, com guarda de ferro forjado decorado com grinaldas, e base ornada com florões, festões, e enrolamentos vegetalistas em estuque, que se prolongam pelo muro. Ao primeiro andar acede-se pela porta da direita. No interior, o salão principal, de planta rectangular, é enriquecido por revestimento de madeiras e tectos em estuques dourados, mármores, espelhos, lustres e bronzes. Para além do seu valor patrimonial evidente, o restaurante é igualmente o restaurante mais antigo do país, e o segundo mais antigo na Península Ibérica. Está integrado numa zona histórica de máxima centralidade, servindo de memória da ocupação tradicional do espaço circundante desde o século XIX, quando aí se concentravam muitos teatros, clubes nocturnos, cafés, restaurantes, hotéis, jornais, livrarias, e comércio de nível. Nas suas salas reuniram-se (e reúnem-se ainda) muitas individualidades da melhor sociedade, da política ou das artes. Aí se formou o célebre grupo dos Vencidos da Vida, e aí se encontravam personalidades como Eça de Queiróz, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, Almada Negreiros, Eduardo Viana, e tantos outros. Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P., 26-10-2007»

Fotos e texto: Site Igespar

26/01/2014

PASSEIOS DE LISBOA: R. Capitão Renato Baptista

Que se lixem os peões é o que diz esta imagem de Lisboa.

Série Avenidas - 4 . Avenida da Liberdade e adjacentes - 3

Mais um dos "grandes" da Avenida. Emtre loja de artesanato, satnd de automóveis, montra-propaganda de lojas mais acima, já foi de tudo um pouco. Há uma placa com um anúncio em que se vê que ficará como "novo". É de sorte incerta. O tratamento que se lhe reserva, à luz de todos os outros, não se adivinha famoso. 19/01/2013

Palacete Conceição Silva. Está fechado há anos. Houve já uma espécie de portas abertas em que se podiam admirar os interiores e o jardim. Não há em Lisboa, muitos exemplos de casas neo-mourisca. Faça-se tudo para que este continue a surpreender pela positiva quem passeia na Avenida.

Um dos melhores prédios da Avenida. Felizmente, bem preservado. Numa cidade em que não são frequentes, é bom ter casos como este para comprovar que a arquitectura desta época não só é essencial à memória e beleza da cidade, como até pode ser rentável, indo assim ao encontro de tantos promotores e autarcas preocupados com o "retorno do investimentos".

Para que não se achasse que estaríamos noutra cidade que não Lisboa, aqui está mais uma belissíma caixa espelhada.

A insistência neste tipo de solições é prova da originalidade de arquitectos e de mais passarada que julga, assim, contribuir para a evolução e recuperação da cidade. Prédio "Vuitton". Também há muitos turistas "Vuitton"que o fotografam.

Teatro Tivoli. O BBVA; parece que agora também faz parte. Garantiram-me que o interior, palco, boca de cena, sala, estão recuperados. Agora serão as portas e, por fim, a fachada que bem precisa. Parece, então, que a parceira está a funcionar. 

Não estamos em nenhum obscuro canto de Lisboa. Casa que ruíu na R. do Salitre a dar para a Avenida. Não se vislumbra nenhum anúncio de demoliçao, nenhum aviso de obras, nada. Só os escombros, a sublinhar que em Lisboa as zonas especiais de intervenção, os núcleos de salvaguarda do património, qualquer tipo de classificação, não são mais do que artefactos com que se entretêm burocratas e técnicos.

A mesma casa vista da Avenida.

Outro diálogo edificante. Este é o prédio do Hotel Fonte Cruz, ao que parece, uma cadeia espanhola de elevado gosto e com um apurado sentido estético. Já se escreveram artigos nas revistas da especialidade, tecendo rasgados elogios à "sublime capaciadde integradora entre tradição e modernidade, bem patente em todo o hotel". Fica-nos a dúvida quanto ao arrojo inovador da coisa. A janelinha debruada a néon é todo um programa, só tem uma palavra que surge dividida  pimeiro aparece "Hot" e depois "el",  uma suma singularidade.

A fachada deste gaveto é como se fosse um jogo para ver se se ainda encontra algum espaço livre para nela colocar mais um ar-condicionado, um letreiro, um reclame. Entre uma cidade ultra-organizada em que nada se pode fazer e o reino do faz-tudo lisboeta, haverá um meio termo que seria importante descobrir e promover.

A cor de chumbo não é só do fosco do dia. é da poulição acumulada em décadas de desleixo e indiferença. Grande parte dos andares estão fechados. Nota-se um progressivo abandono. Será mais um a ser "retocado" à lisboeta?

O velho Palladium a precisar de uma mão amiga. Está ao lado de um Monumento Nacional, elevador da Glória, infinitas bezes vandalizado e ultrajado. O seu vizinho do lado direito é outros daqueles que só com uma implosão é que o desastre se resolveria. Com vizinhança desta, o palladium até parece estar bem, mas não está. Os interiores são notáveis, bem como as escadas. Pode e deve ser salvo.

Prédio "Guérin". Aqui houve uma galeria comercial. Está agora devoluto. Nenhuma informação que se veja, para que saibamos o que lhe irá acontecer. Está assim há vários anos. Nos primeiros três anos, a actual vereação não fez nada. Neste segundo mandato será que nos pode dizer o que fará ou autorizará fazer, em relação a este, bem como a tantos outros aqui retratados.

Esta janela exemplar, é do Palácio Foz, magnífico prédio aristocrata de Lisboa. Precisa de obras urgentes de manutenção na fachada e estatuária. Os anos passam e os custos aumentam. quanto mais tarde, mais caro. Numa altura em que os poderes públicos privilegiam mais as contas do que  a cultura, pergunta-se: se não a segunda, então o que é que nos une, enquanto "cidade"?

Os líquenes e musgos das mais variadas famílias têm vindo a cobrir as estátuas e a fachada do Plácio Foz.

 Estas séries sobre as avenidas incidiram, sobretudo no estado lastimável da maior parte do património edificado dos finais dos séculos XIX e princípios do XX. Percorreram-se quatro das grandes avenidas de Lisboa, República, Duque de Loulé, Fontes e Liberdade. Outras poderiam ter constado, mas para o objectvo de chamar a atenção de quem visita este blogue e de quem gere a coisa pública, para que se sentisse interpelado a agir, classificando, revendo programas, dando a conhecer, valorizando o que existe, estas quatro são emblemáticas. Há, felizmente, exemplos de salvaguarda e protecção desse património. Reconhece-se o esforço na sua preservação de todos os particualres, empresas e até mesmo da CML, nas raras vezes em que actua bem. Contudo, muito mais há a fazer sob pena de Lisboa se transformar numa cidade muito mais incaracterísitca, fria e banal. O que, com toda a certeza, ninguém quer.

25/01/2014

Uma vergonha sem fundo....


O Grupo Parlamentar "Os Verdes" apresentou hoje, na Assembleia da República, em Lisboa, um projeto de resolução que defende a suspensão do leilão de 85 obras de Joan Miró que está previsto para fevereiro, em Londres.
 
Em declarações à agência Lusa, Heloísa Apolónia, deputada de "Os Verdes", indicou que o Grupo Parlamentar entregou o projeto de resolução para ser discutido na quarta-feira, na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. "Defendemos a suspensão da venda dos quadros, a sua inventariação e classificação", disse a deputada, acreditando que a iniciativa se justifica, mesmo com os quadros estejam já fora de Portugal, em exposição nas instalações da leiloeira Christie"s. Para o Grupo Parlamentar "Os Verdes", a manutenção, em Portugal, da coleção de 85 obras do artista catalão, "hiper-reconhecido internacionalmente, pode dar um grande retorno ao país, nomeadamente como atração turística".
"O Governo quer vendê-las por uns escassos 35 milhões de euros. Vai ser um negócio ruinoso para o país", avaliou a deputada, acrescentando que o parlamento "pode ainda travar este processo".
Há uma semana, a maioria PSD/CDS rejeitou, numa votação em plenário da Assembleia da República, resoluções do PS e do PCP propondo também a suspensão do processo de alienação de 85 obras de Joan Miró, que ficaram nas mãos do Estado através da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN).
As propostas do PS e do PCP tinham sido apresentadas e debatidas esta semana na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e visavam inviabilizar a venda de uma coleção que os grupos parlamentares consideram ter sido já paga pelos portugueses. Uma petição pública lançada no início de janeiro pela Casa da Liberdade Mário Cesariny, em Lisboa, defendendo a manutenção das obras em Portugal, num museu, recolheu desde então mais de 8.500 assinaturas. Os peticionários, que foram hoje ouvidos na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, também enviaram o documento para o Parlamento Europeu, esperando que aquela instância possa inviabilizar o processo. Mas quinta-feira à noite, a anterior presidente do PSD Manuela Ferreira Leite, no programa Política Mesmo, da TVI, deu a venda dos quadros de Miró, em Londres, como exemplo do "alheamento" da atual política, das questões essenciais - em particular a cultura -, que definem a soberania. Para Manuela Ferreira Leite, a receita prevista pela venda não é representativa, no contexto de um orçamento do Estado. Se a situação fosse ao contrário - ir comprar Mirós numa altura em que se cortam pensões e reformas - estaria fora de causa, para a ex-presidente do PSD. Mas insistir na venda de um património que já se tem, demonstra "alheamento" dos valores que fazem a soberania, como insistiu.
A venda das obras de Miró está programada pela Christie's, para um leilão a realizar em Londres, nos dias 04 e 05 de fevereiro
 
In DN por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca 2014-01-25
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Colocar este número de obras simultaneamente no mercado é obra de ignorantes de negócios.
Nenhum iluminado inimigo da cultura que conseguiu vislumbrar nesta colecção uma fonte de receitas  (a longo prazo) para Portugal? Quem é que votou nesta absoluta cambada de incompetentes sem visão alguma e que só envergonha a Nação?


 

24/01/2014

Artigo Jornal de Negócios «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», pedido de esclarecimento


Exmos. Senhores


Vimos pelo presente solicitar o vosso esclarecimento para o seguinte:

Há alguma razão especial para que o Cinema Odéon não conste do magnífico artigo intitulado «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», da autoria de Alexandra Machado, publicado hoje e de que junto enviamos cópia?

É que, caso não saibam, trata-se de um cinema mais importante do que todos os outros mencionados nesse artigo, está em perigo e existe uma petição com perto de 11.000 assinaturas apelando à sua preservação, encontrando-se a mesma em discussão na A.R.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Branco Almeida e Miguel Oliveira

Enquanto isso a luta continua na Avenida de Roma:


Essa de não saberem que era preciso autorização para mudar de ramo estando em causa um cinema é de truz. Sendo assim, as obras são todas ilegais, certo? Não há sanções para quem demoliu tudo por dentro? Pois.

Fonte: Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres & Av. de Roma

APELO do «PASSEIO LIVRE»

Caro leitor, o Passeio Livre é um grupo de voluntários que nos seus tempos livres se dedica à causa da defesa dos peões, mormente pessoas com mobilidade reduzida, crianças e idosos, os mais prejudicados pelo flagelo que é o estacionamento selvagem nas nossas cidades. Como muitos sabem, uma das nossas ações de protesto é o envio de autocolantes de forma gratuita, pedindo apenas o pagamento dos portes de envio. Nos últimos 5 anos já distribuímos gratuitamente cerca de 50,000 autocolantes. Todavia, os autocolantes estão praticamente esgotados e mesmo os pagamentos que algumas pessoas dão em excesso aos portes de envio não chegam para cobrir a impressão de mais autocolantes.

Queremos continuar a enviar-vos autocolantes gratuitamente!

A impressão de 20 mil autocolantes a duas cores (amarelo e preto) custa 585€, segundo o orçamento dado pela gráfica que apresentou o preço mais baixo. De donativos extra das pessoas a quem já enviámos autocolantes temos quase 150€. Há uma associação cívica que nos fez um donativo de 150€, precisando nós agora de apenas mais 285€.

Por favor, ajude-nos a ajudar muita gente, combatendo o flagelo que é o estacionamento selvagem nas nossas cidades!

Pedimos que faça o donativo na quantidade que lhe aprouver para

NIB: 0035 0127 0004 8026 5300 6
IBAN: PT50 0035 0127 0004 8026 5300 6

Cada cêntimo conta!

Em nome daqueles a quem a nossa causa ajuda

Muito obrigado
Passeio Livre
www.passeiolivre.org

23/01/2014

Lisboa, Capital do Azulejo? Largo da Anunciada


Chegado por email: azulejos da Fábrica Viúva Lamego, com mais de 1 século, num contentor de entulhos. Foram retirados da fachada de um prédio na Rua das Portas de Santo Antão/Calçada do Lavra?

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Pois a CML e a DGPC deram autorização para a destruição dos azulejos da Fáb. Viúva Lamego. Eis a resposta da CML:

Série Avenidas - 4 - Avenida da Liberdade e adjacentes - 2

Este é o último grande exemplar da arquitectura Fim-de-Século da Duque de Palmela. A trama reticular de ruas a oeste da Avenida foi pensada, de certa forma, para prolongar o programa que esteve na base da sua criação; construção de qualidade, prédios destinados a uma burguesia cuja importância crescia, moradias, passeios largos. Esta foi a ideia.Grosso modo, a partir dos anos '70, uma pacóvia modernidade tem vindo a dar cabo da maior parte do património. Algumas felizes excepções existem, atestando a grande qualidade dos projectos. Infelizmente para este já é tarde demais. 19/01/2014

O PISAL por onde anda? Faltam vários paineis de azulejos nesta fachada.

Na Alexandre Herculano, este "Ventura Terra", faz parte daquele que é, porventura, o melhor quarteirão de Lisboa que deveria ser classificado na sua totalidade. Queremos manter estes testemunhos de uma Lisboa a desaparecer.

Talvez tenha sido esquecimento. Janela aberta no "Ventura Terra" que é Prémio Valmor.

O grande cabeçudo. É, actualmente, um hotel do grupo HolidayInn. À excepção da entrada, tudo o mais foi destruído. Estranho na medida em que o prédio, antes de ter sofrido este tratamento, estava longe de estar podre 
Na esquina com a Rosa Araújo, prédio de rendimento de grandes proporções e qualidade. O promotor é a CERQUIA que já foi responsável por aquela atrocidade de vidro que "agarra" uma das mais belas fachadas Arte-Nova da Avenida da República. Aqui a "dose" será em tudo semelhante. Interiores que mereciam ser inventariados, classificados, darão lugar a quadrados impessoais e vulgares

Aspecto da fachada principal. A hierarquização social está patente no decrescente aparato das varandas centrais. Prédios destes ajudam-nos a compreender melhor a história da cidade.

O desvario atinge, neste caso, proporções alarmantes. Aquilo que a rede esconde são duas óptimas fachadas fim-de-século. Antes do ínicio das obras, os interiores eram viáveis. Aqui não havia a conhecida técnica de degradação que são as janelas abertas ou os vidros partidos e demais desastres. O projecto (para estes dois havia um projecto do Valsassina, creio. Não sei se foi mantido) rebentou com tudo. Sobraram as fachadas e a lata com que os senhores arquitectos, promotores e autarcas tratam Lisboa.

.... a quê?

Não vimos já estes mimos por Lisboa fora? Será este o valor acrescentado de que nos fala a publicidade da empresa adjudicada? Três belos pisos de betão armado. Ligações de cimento que afundam a memória dos espaços e do tempo. Roubam-nos a cidade todos os dias.

Indeed so. De tal forma que sobra só o novo. Em português, um toque de finados. E tudo na Rosa Araújo. Em ironias deste género é Lisboa forte.

Neste contei mais de dez vidros partidos e janelas abertas. Arejamento não lhe faltará, faltar-lhe-á a resistência para o que lhe está reservado.

Pueril, este gosto dos grandes grupos pelo património de Lisboa. Aqui viveu Trindade Coelho, as janelas de empena escondem divisões semelhantes a jardins de inverno. Mais um na lista infindável do abate. Em Lisboa, chama-se a isto, "requalificação do espaço urbano". Assim se engana o indígena.

Uma fachada que tapa o quadrado que a desfigurou. Um "Bigaglia" que já nã existe. Será que nunca mais aprendemos? 

Rua Castilho. Se é para construir estas pérolas com tanta facilidade, quem ousará colocar-se no caminho desta modernidade galopante e que alastra imparável por toda a cidade? Do Tejo à Alta de Lisboa, de Belém ao Parque das Nações. 

Aqui está um dos pioneiros de uma moda que veio para ficar. O famigerado Heron Castilho. Requintadamente de péssimo gosto e pior presença. Para diálogos destes não vale a pena sequer começar a falar.