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31/01/2015

A triste saga dos jardins em Lisboa



Mais um projecto amigo do que já existiu, por exemplo, um jardim num palacete romântico no Príncipe Real, este, antiga sede da Fundação da Casa de Bragança. 

30/01/2015

Alfama e Castelo intervenções duvidosas e ruínas em muitas esquinas

Casa apalaçada junto da Igreja de Santiago ao castelo. Foi esventrada na íntegra. Lembro-me dela sem estragos que a inviabilizassem. Afinal em Lisboa, basta existir, estar devoluto e ter uma fachada interessante, para logo se aprovar um qualquer plano de "reabilitação" cozinhado à pressa e com muitas e variadas recomendações.



Fronteiro à anterior casa, recuperação para hotel de um velho palácio. As janelas têm todas caixilharias de pvc. Uma beleza. Quando se sabe que e legislação impede (pelo menos na letra) este tipo de intervenções, muito se estranha que a incansável fiscalização da CML nada tenha visto e a coisa tenha passado em silêncio como convém ao que é, no seu gosto, duvidoso. Mais um hotel de charme-PVC. A Monocle que nos dê um novo óscar da "reabilitação urbana".

Em plena Rua das Escolas Gerais. Ao menos estes não escondem a verdade com mantos. Aqui é mesmo "Bota" abaixo e constroi de novo. Pensaríamos que o bairro histórico por excelência estaria a salvo destas insanidades. Mas não está.

A mesma obra.

Andaimes que sustentarão um novo prédio criando um vazio histórico em Alfama.

A praga das garagens já aqui chegou. A mesma rua está hoje mais descaracterizada do que nunca. Veja-se o que irá surgir no antigo convento do Salvador.

Nesta, já nem as varandas servem para provar que havia raízes setecentistas no pré-existente. É agora uma vulgar casa de qualquer vulgar cidade. Empenham-se na banalização de Lisboa. 

E para corolário, mais uma das inumeráveis ruínas existentes em Alfama. A CML quer fazer passar a ideia de que Obra a Obra Lisboa melhora. Sim, na mente dos ilustres autarcas, no papel dos iluminados projectistas, na pena lisonjeira e paga da Monocle e quejandos. Não aos olhos de quem percorre a cidade e a conhece a fundo. Num bairro desta categoria, todo o edificado deveria já estar mais do que reabilitado. Noutras paragens isso é possível. Por cá,  a malta condescende e até afirma que tudo nunca esteve tão bem. A cegueira de muitos lisboetas é voluntária. A derrocada da cidade é que não o é.

Por sinal, a Campos vai sair da loja onde está por 1 ano inteiro!


Por força das obras de reabilitação que a proprietária do prédio, a Coporgest, vai fazer no prédio (ampliação 1 piso). Quero acreditar que a loja vai ser recuperada e intocada, e que a Campos voltará daqui a 1 ano, certo, CML e DGPC?

Att. CML e DGPC, à Mexicana, que acaba de ser vendida e vai entrar em obras em breve!


Segundo fonte fidedigna, a Mexicana foi vendida ao dono da Carcassonne (Av. Igreja) e prepara-se para entrar em obras, já! Dada a agora "casa mãe", é de ficar alerta.

Ruído provocado pelo 2ª circular e radial de Benfica


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa


Como é do conhecimento da CML e dos moradores de Benfica, esta freguesia debate-se, desde há muitos anos, com graves e persistentes problemas a nível de poluição sonora, vulgo ruído ambiental, causado, essencialmente, pelos grandes eixos estruturantes de transportes, a saber, a 2ª Circular, a radial de Benfica e o caminho-de-ferro (CP).

É uma verdade incontornável dizer-se que o excesso de ruído, vivenciado nesta freguesia, causa problemas a nível de saúde pública e, a um nível mais particular, na vida dos seus fregueses e de todos os cidadãos que aí se deslocam, por razões laborais, familiares ou outras.

Em especial, encontra-se muito desprotegida a população que mora junto ao chamado "viaduto do Fonte Nova", e envolventes, assim, como na zona do caminho-de-ferro e radial de Benfica.

Não se vê, até ao momento, que a CML tenha feito qualquer investimento e tomado qualquer espécie de medidas tendentes a minimizar os impactes ambientais produzidos pelo ruído excessivo, pese embora se tenha conhecimento da denominada carta de ruído do concelho de Lisboa (em elaboração, ao que se consta, há muitos anos).

Igualmente, está por materializar o plano anunciado pela CML no mandato anterior, da cidade poder ter uma avenida em vez da via rápida da 2ª Circular, i.e., com a introdução de desnivelamentos e entroncamentos, barreiras à velocidade, passeios ao longo da estrada, "cortina verde", etc., de modo a fazer desaparecer a barragem que aquela via rápida representa, separando populações de aquém e além 2ª Circular.

Assim, solicitamos que, relativamente ao exposto, V. Exa. nos informe sobre quais as medidas a implementar pela CML até final do mandato, no sentido de minimizar os impactes ambientais do ruído gerado pelo tráfego de veículos sobre as zonas residenciais em apreço, e quais as medidas de facto para transformar a 2ª Circular numa avenida.

Paulo Ferrero, Vítor Vieira, Rui Martins, Miguel Atanásio Carvalho, Jorge Lima, José Filipe Soares, Maria do Rosário Reiche, Pedro Henrique Aparício, Gonçalo Cornélio da Silva, Irina Gomes, Luís Marques da Silva, Inês Beleza Barreiros, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho e Beatriz Empis

29/01/2015

Artigo de Opinião Jornal de Lisboa: "A Desforra Administrativa"

https://www.facebook.com/sentirlisboanoparquedasnacoes

O triste estado do jardim da Praça da Alegria

Resto da tília monumental que foi abatida.

No jardim são quase mais os tocos de árvores monumentais abatidas do que as que estão em vida.

Lodão classificado em urgente estado de fitossanidade. Foi desbastado de uma maneira brutal. Do copado, subsiste a metade.

O mesmo Lodão. Sabe-se que o parasitismo pode ser o atestado de morte de uma árvore já semi-arruinada. Palmeira a nascer no encaixe dos ramos primários.

Não há relva em nenhum canteiro, nenhum grupo de flores, nenhum plano de reaborziação e tratamento do jardim.

Pernada cortada da sumaúma classificada do jardim. Com cortes deste género, a porta abre-se para pragas e doenças.

O que resta do copado do lodão. estranha-se a bondade desta intervenção.  A sua sobrevivência não está adquirida

Estes dois tocos são o que resta das duas palmeiras monumentais. A praga do escaravelho está a provocar uma hecamtombe nestas magníficas plantas lisboetas. Vozes houve que advertiram desta catástrofe. Ficamos sem saber se a CML actuou atempadamente e se continua empenhada em salvar os poucos exemplares existentes na cidade.

A imagem deste jardim, traduz a política aleatória da CML em relação aos jardins públicos da capital. Do Adamastor, a Santos, da Praça da Alegria ao do Campo Sant'Ana, vários são os jardins a precisar de um plano que os salve. Até agora não se precebe o que é que a CML na sua augusta sapiência pretende fazer. Esclarecimentos precisam-se e são bem-vindos.

Uma boa notícia: Chafariz da Esperança limpo.



Depois de anos a fio numa absoluta indigência, esta belíssima obra-prima do barroco joanino é-nos devolvida na sua dignidade. Até tem iluminação. Nada mau. Lisboa a ganhar.

A Câmara de Lisboa está a entrar em campo minado”


In O Observador ()
Por

« A fiscalização da venda de bebidas para consumo na rua após a 1h deixa um grupo de moradores reticente. "Vai correr pessimamente", dizem, acusando ainda a câmara de ter medo de "impopularidade".

As coisas mudaram pouco. Pelo menos é isso que dizem Isabel Sá da Bandeira e Miguel Velloso, elementos do grupo de moradores “Nós Lisboetas” que representa as zonas do Cais do Sodré e Santos. Desde sexta-feira passada, 23 de janeiro, entrou em vigor um despacho que obriga os bares a fecharem às 2h durante a semana e 3h aos fins de semana. As lojas de conveniência passaram a encerrar às 22h, quando antes estavam autorizadas a funcionar até às 2h. A medida “mais inovadora”, como lhe chamou Carla Madeira, presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, prendia-se com a inibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo na via pública a partir da 1h. Qual era o objetivo? “Diminuir o número de pessoas na rua”, explicou a presidente da junta. “Vai correr pessimamente. É impossível ter um polícia à porta de cada bar”, adivinha o grupo de moradores, que acusa ainda a câmara de “inércia” e de recear “impopularidade”.

“Não tenho fé nenhuma [nestas medidas]”, desabafa Isabel Sá da Bandeira, ainda que reconheça sinais positivos da câmara. “Temos de reconhecer qualquer coisa: até há seis meses éramos completamente ignorados. Há um passo dado. Isto também passa por uma mudança de mentalidade, mas é insuficiente. Está a anos-luz do que se faz lá fora.” O tal exemplo de fora, também referido por Carla Madeira na sessão extraordinária da CM de Lisboa de 13 de janeiro, diz respeito ao que acontece, segundo a mesma, em “Barcelona, Sevilha, Valência, Madrid, Paris, Estrasburgo, Praga, Londres e Roma”.

Nessa sessão extraordinária foi apresentada uma petição por parte deste grupo de moradores que pretende tornar-se numa associação para ter mais peso e encurtar distâncias entre população e poder local. A petição, assinada por 1.619 pessoas, contava com quatro pontos principais:

• Restrição do consumo e venda de bebidas alcoólicas na via pública, fora de esplanadas e outros recintos autorizados à semelhança do que existe em Espanha, França, Inglaterra, Alemanha e muitas outras cidades do mundo.
• Regras e procedimentos com vista ao cumprimento da lei do ruído e respetiva fiscalização.
• Restrição e uniformização dos horários dos estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas no Bairro Alto, Cais Sodré, Príncipe Real, Santos para horários compatíveis com o direito dos moradores ao descanso.
• Revisão do licenciamento zero nos bairros históricos.

Passados dez dias da sessão extraordinária, a nova lei entrou em vigor. E que tal? “Está tudo igual no Cais do Sodré. Em Santos nota-se que algo mudou, porque se veem zonas fechadas às 2h”, diz Isabel. No Cais do Sodré, nomeadamente na Rua Nova do Carvalho (rua cor-de-rosa), foram poucas ou nenhumas as mudanças, concretamente para bares como Europa, Viking, Tokyo, Copenhaga, Liverpool, Oslo, Sabotage, Bar do Cais, Povo, Pensão Amor. Porquê? Porque o despacho da CM de Lisboa permite que nada mude para aqueles que têm licença de espaço de dança, espaços insonorizados, com segurança privada à porta e com sistema de videovigilância.

Por todas essas exceções no despacho, o “Nós Lisboetas” prefere focar-se e centrar “a batalha” no controlo do consumo de bebidas alcoólicas e consequente ruído na via pública. ...»

Câmara de Lisboa pode tomar posse administrativa do antigo cinema Paris


In O Corvo (9.1.2015)
Por Fernanda Ribeiro

« Há 20 anos, o cinema Paris, já então fechado e decadente, foi cenário de algumas cenas do filme “Lisbon Story”, de Wim Wenders. Desde então, a sua história é bem mais amarga e perigosa. O edifício corre o risco de ruir e ameaça a saúde pública, diz o presidente da Junta de Freguesia da Estrela. Os proprietários não fazem obras e a Câmara pode tomar posse administrativa da ruína.

O antigo cinema Paris, cujo estado de degradação é evidente e onde há anos está pendurada uma faixa negra onde se lê “A vergonha não passou por aqui”, poderá deixar de ser a ruína que se vê logo à entrada da Rua Domingos Sequeira, perto da Basílica da Estrela.

A Câmara Municipal de Lisboa ameaça tomar posse administrativa do imóvel, cujos proprietários foram intimados pela autarquia, em Setembro do ano passado, a fazer obras de conservação e reabilitação.

O prazo para o arranque das obras, dado pela câmara à sociedade que é detentora do edifício, foi já ultrapassado e não se vislumbram sinais de obras na zona. A intimação dava 45 dias úteis aos donos do Paris – a empresa NCI, Novas Construções Imobiliárias – para iniciarem as obras a realizar ao longo de sete meses, como se afirma no edital afixado no tapume de alumínio que rodeia o arruinado edifício.

“Caso não dêem execução no prazo estipulado, a Câmara Municipal poderá tomar posse administrativa do imóvel para executar as obras coercivamente”, afirma-se no edital, um documento com data de 12 de Setembro de 2014 e ele próprio já algo desbotado.

A sociedade proprietária do edifício poderá ainda sofrer outra penalização, por falta de cumprimento da determinação camarária: “Enquanto, por motivos alheios à câmara, não forem iniciadas as obras de conservação, a taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) será majorada em 30 por cento”, diz o documento.

A decisão tomada pelo pelouro do urbanismo da Câmara, a cargo do vereador Manuel Salgado, surgiu na sequência de uma vistoria feita em Maio de 2013, que dava já conta de um “mau estado de conservação” – algo que não surpreende, tendo em conta o abandono a que foi votado o antigo cinema, fechado há perto de 30 anos.

A situação do edifício do Cinema Paris preocupa em particular os moradores da zona e também o presidente da Junta de Freguesia da Estrela, Luís Newton (PSD), que teme a derrocada do imóvel.

“O edifício corre o risco de abater, se nada for feito. O que é um perigo, até porque tem ao lado uma bomba de gasolina e, logo a seguir, um infantário. Além disso, há presentemente outro problema. Aquilo é um foco de insalubridade e uma ameaça à saúde pública”, disse ao Corvo o presidente da Junta de Freguesia da Estrela ...»

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Olha, olha, então tb pode tomar posse administrativa do Odéon, certo? que este é um caco. Mas, seja como for, força, Luís Newton! Apupos a Vasco Morgado :-(

Câmara de Lisboa vai lançar concurso para reabilitar zona ribeirinha oriental


In LUSA/I Online (28.1.2015)

«O projecto tem um valor base de 3.850.00 euros

A Câmara de Lisboa aprovou hoje o lançamento de um concurso de ideias para a criação do Parque Ribeirinho Oriente, reconvertendo a área da Matinha, Braço de Prata e Doca do Poço do Bispo em zonas de lazer.

De acordo com o programa preliminar do projecto, o objectivo é “reconverter uma vasta área de território marcada pelos usos de carácter industrial e portuário, resgatando-a para fruição do público em geral como zona de lazer, actividade desportiva e de enquadramento paisagístico”.

Esta intervenção “está enquadrada e integrada numa nova área urbana definida pelo loteamento dos Jardins de Braço de Prata e pelo Plano de Pormenor da Matinha, dando continuidade à regeneração iniciada pela realização da Expo98 e da criação do Parque das Nações”, refere o documento. ...»

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Muito bem!

O quê, eram 57 milhões? Está tudo louco.


In LUSA/I Online (28.1.2015)

«Câmara de Lisboa desiste de novo centro de congressos

O vice-presidente da Câmara de Lisboa informou hoje que a autarquia “não irá apoiar nem financiar o centro de congressos” previsto para o Pavilhão Carlos Lopes, devido ao “pronunciamento público” da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

O autarca, que falava na reunião pública do executivo, salientou que “o projecto não era da Câmara, a iniciativa não foi da Câmara, era apenas uma pretensão acompanhada por várias instituições públicas” e para a qual não foi possível obter fundos comunitários. ...»

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Quanto ao Pavilhão dos Desportos, puxem pela cabeça que logo terão ideias.

26/01/2015

LISBOA LIXO: Ruas de ARROIOS

 Rua Rafael de Andrade

  Rua da Bempostinha

Fotos enviadas por uma munícipe; vários arruamentos da Freguesia de Arroios ao meio dia!

E dia 31:



Fica bem versus Fica mal

Este anúncio publicitário, que em tempos terá sido luminoso ao que suponho, já há muito que não cumpre a sua função. A loja não existe no panorama comercial do bairro de Benfica. Em seu lugar, está uma loja chinesa. Independentemente do tipo de loja atual, entendo que o anúncio não fica mesmo nada bem naquele local, tanto mais que ali ao lado temos a igreja de Ben
fica, cuja vista, de longe, fica um pouco ofuscada.Já relatei o assunto à Junta de Freguesia de Benfica, porque sou de opinião que as juntas devem saber de tudo o que se passa na sua área de influência, pese embora não sejam competentes na resolução de determinados assuntos. A Junta ainda não me respondeu, nem sequer com a resposta de que o assunto foi ou será remetido à CML, por ser da sua competência( será que há um departamento de urbanismo comercial?). Pelo menos até que obtenha resposta e seja retirado o anúncio, uma coisa é certa: fica mal!

Lucien Donnat - a homenagem devida - 2 anos sobre a sua morte


Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. António Costa
Ema. Senhora Vereadora da Cultura
Dra. Catarina Vaz Pinto


CC. SCML, AML, DGPC e Media

Numa altura em que perfazem 2 anos sobre a morte do coreógrafo e decorador Lucien Donnat, cujo trabalho desenvolvido na cidade de Lisboa foi a todos os títulos notável, quer pela sua passagem pelo Teatro Nacional D. Maria II, quer pela decoração de muitos e variados espaços culturais, comerciais e de hotelaria e restauração emblemáticos e ainda hoje de referência, consideramos estar ainda por fazer pela CML a homenagem definitiva que Lisboa lhe deve, e que, a nosso ver, deve passar, desde logo:

1. Pela preservação do "Atelier Lucien Donnat – Decorador”, enquanto espaço museológico, no edifício do Largo Trindade Coelho, nº 19, hoje propriedade da Santa Casa da Misericórdia, edifício para o qual estão previstas obras de alterações, devendo a CML assegurar tal desiderato junto da SCML, pela salvaguarda e conservação do seu acervo, para futura consulta.

2. Pela criação de um “Roteiro Lucien Donnat”, a partir de um inventário exaustivo da sua obra e englobando os locais que ainda contenham a sua marca indelével, do qual façam parte lojas como a Pelaria Pampas (Rua da Conceição, nº 65), o espaço do antigo Cabeleireiro Odete, hoje cafetaria (Rua Garrett), os Hotéis Ritz, Avenida Palace, York House e Hotel da Lapa, a Gare do Rossio, o Convento dos Cardaes e, naturalmente, os Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro Nacional de São Carlos e o Teatro Trindade.

3. Pela instituição de um “Prémio Lucien Donnat”, que premeie anualmente aquelas que sejam consideradas por júri independente, como as melhores decorações de interiores e as melhores encenações teatrais e líricas realizadas na cidade de Lisboa.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Cristiana Rodrigues, José Filipe Soares, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Nuno Caiado, Maria do Rosário Reiche, Virgílio Marques, Luís Marques da Silva, António Branco Almeida e Júlio Amorim

De funicular ou de escadas rolantes, chegar ao Castelo vai ser mais fácil


In Público (24.12.2015)
Por Inês Boaventura


«A Câmara de Lisboa quer avançar com a criação de três novos percursos pedonais.

Com um funicular, umas escadas rolantes e um elevador, a Câmara de Lisboa quer oferecer melhores acessibilidades a quem reside na Colina do Castelo, mas também facilitar a vida aos turistas que procuram chegar àquele que é um dos monumentos mais visitados do país. Os estudos para a instalação destes meios mecânicos estão concluídos e o vereador do Urbanismo acredita que as obras poderão arrancar entre o fim deste ano e o início do próximo.

Em causa está a criação de três “percursos pedonais assistidos”, todos eles “com recurso à instalação de meios mecânicos de mobilidade suave assistida”. Na proposta que vai ser discutida na reunião camarária da próxima semana explica-se que estas propostas integram o Plano de Acessibilidade Suave e Assistida à Colina do Castelo, desenvolvido em 2009, e visam “atenuar as barreiras impostas pela topografia do terreno e pelas características do tecido urbano desta área histórica”.

Em declarações ao PÚBLICO, o vereador do Urbanismo manifestou a expectativa de que pelo menos duas destas obras possam ter início ainda este ano, arrancando uma terceira no início de 2016. De acordo com Manuel Salgado, cada uma destas empreitadas deverá levar qualquer coisa como “um ano, um ano e pouco” a estar concluída, estando previsto que a sua gestão seja depois assumida pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa.

“Procurámos soluções que tivessem um menor impacto e se adaptassem a cada uma das situações. Em vez de fazermos grandes estruturas que teriam grande visibilidade, optámos por pequenas intervenções, quase cirúrgicas”, explica o arquitecto.

O primeiro dos percursos cujo estudo a maioria pretende agora aprovar visa ligar o Miradouro Sophia de Mello Breyner Andersen (miradouro da Graça) à “Alta Mouraria”, através de um funicular. Locais que, constata-se em documentação de suporte à proposta, “apesar da sua proximidade geográfica permanecem separados por inúmeros obstáculos (...), que constituem factores dissuasores da circulação pedonal e do seu pleno usufruto”.

[...] Manuel Salgado não tem dúvidas da importância destes investimentos, como forma de “garantir melhores acessibilidades aos residentes na colina do Castelo e permitir que facilmente cheguem aos transportes públicos, que estão lá em baixo”, contribuindo assim para que tenham “melhor qualidade de vida”. Também os visitantes, diz, serão beneficiados, na medida em que os novos meios mecânicos irão “facilitar” o acesso ao Castelo de São Jorge e “reduzir a necessidade de os autocarros de turistas chegarem lá acima”.»

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Tudo Ok. Receio com o funicular para o miradouro da Graça... o que fica à vista?

25/01/2015

E depois da Conferência Sobre os Palácios Históricos de Lisboa?

Palácio Ribeira Grande

Palácio da Quinta das Águias

Palácio Nacional da Ajuda

Palácio do Patriarcado

Um dos salões do Palácio Povolide

Palácio Marim-Olhão

Palácio Pina Manique

Portal nobre do Palácio da Rosa

Chaminés do Palácio Almada

Palácio Alvito (actualmente entaipado depois de obras feitas pelo Novo Banco)

Palácio Almada-Carvalhais, detido em parte pela CGD

Palácio Alva

Boca de garagem. Palácio Mesquitela

Palácio Pombal

Palácio Verride

Palácio Távora

Palácio Sandomil

Palácio Tancos, vendido há pouco pela CML. Aparentemente sem caderno de encargos.

Ontem, realizou-se na Sala do Arquivo da CML, a conferência sobre os Palácios Históricos de Lisboa co-organizada pelo Fórum Cidadania Lx e pelo Instituto de História da Arte da UNL. Sala cheia, DGPC representada ao mais alto nível, vereação da cultura presente, SCML, ICOMOS, projectistas/ateliers, historiadores, respaldo público não faltou. A todos os que cederam o espaço, intervieram e foram, muito se agradece. Lamentamos a ausência da CGD que detém uma parte do palácio Almada-Carvalhais, MN, em ruína.

Agradece-se, ainda que nenhum dos seguintes pontos seja esquecido: a imperiosa necessidade de encontrar parcerias que resgatem este notável património da incúria e do desastre da inoperância e o devolvam com brilho à cidade; a calamitosa incongruência que existe entre as disposições da Lei de Bases do Património e a dura realidade dos factos, o enorme fosso que todos os dias se alarga entre as intermináveis justificações juridico-políticas que tudo tornam lento e vago e a urgência de pôr cobro a décadas de abandono e negligência.

Que nenhum dos pontos anteriores seja de novo coberto pelo véu anódino das conversas de gabinetes, corredores e de indignação de domingo. Tão úteis, quanto superfluas

Pode fazer-se mais e melhor. Todos somos chamados a agir. O contrário não deve ser inevitável. Como se sabe, os palácios também se abatem.