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30/11/2016

Lisboa: Capital Europeia da Demolição


Edifício na Rua Sousa Martins 20, em demolição integral

Edifício na Rua Sousa Martins 18, já demolido

Edifício aprovado do Arq. Frederico Valsassina a ser construído no local

Mais um duro golpe no património entre-séculos da cidade de Lisboa aprovado pelo vereador Manuel Salgado para substituir por isto. Para os amigos é sempre aprovado, e fica sem se saber que futuro se reserva para esta cidade que continua a apagar de forma violenta a sua memória.

29/11/2016

POSTAIS da RUA DOS ANJOS: lixo




Diariamente, é este o cenário de muitas ruas de Lisboa: contentores na via pública TODO o DIA. Acabam por funcionar como uma espécie de "sinalética" informal, isto é, «ponham aqui lixo». Ao final do dia vemos todo o tipo de sacos e lixos depositados em volta destes contentores dos prédios. Também é cada vez mais frequente observarmos contentores partidos, sem tampa. Lisboa está um nojo. Merecemos ruas limpas.

Peço desculpa, o quê?


Mas o que é isto? Há alguém que more nestas escadas que se queira ver livre das tílias ou não gosta de chá?

Lisboa com legendas – reclames que não são de deitar for


In Público (27.11.2016)
Por Joana Amaral Cardoso

« Cidade Gráfica. Letreiros e reclames de Lisboa no século XX está fora das portas do Mude, mas ainda no centro da cidade, para mostrar décadas de néon, publicidade e fachadas

A antiga loja de penhores tem a garantia no nome: A Lealdade Lda., fundada em 1916. E a exposição que este letreiro integra, Cidade Gráfica. Letreiros e reclames de Lisboa no século XX, inaugurada este sábado, tem um ligeiro alívio logo na casa de partida – foi guardada uma pequena parte do património de néon, das letras em metal, das portas de vidro de letras serifadas, com arrebiques e elegância, que são nomes de lojas, reclames e marcas, mas sobretudo uma espécie de legendas da paisagem urbana.

No antigo Convento da Trindade, em pleno Chiado, a segunda exposição do Mude Fora de Portas (os meses em que a sede do Museu do Design e da Moda está em obras e a programação sai para novas moradas) é tipografia e uma cidade a mudar, a sua relação com a publicidade e com a vida económica. O Rossio quando tinha néons nos telhados a toda a volta e a livraria do Diário de Notícias e o seu tipo de letra gótico inconfundível na esquina. A Estefânia quando até há meses tinha uma Tarantela cor de mel a servir bolos, o Rei das Fardas de coroa amarela acesa ou as portas guarda-vento de uma alfaiataria da Baixa pintadas com esmero.

Rita Múrias e Paulo Barata são designers gráficos, um casal e fundadores do seu Projecto Letreiro Galeria, que nasceu em 2014 quando começaram “a fazer um registo fotográfico de fachadas". "Percebemos que de uma semana para outra os letreiros já não estavam lá”, lembram. É esse projecto que serve de base à exposição que comissariam e que contém 75 peças de várias épocas: filmes (RTP), plantas e documentos dos arquivos da Câmara de Lisboa, bem como algumas reproduções ou fotografias do que já foi e já não é, como a fachada do Cinema Império, que já não é cinema, mas que na geografia oral da cidade será sempre o que as suas letras diziam. [...]»


Capital do Azulejo: Rua Sousa Martins 17





1º- Roubar, roubar, roubar; 2º- demolir, demolir, demolir; 3º- construir de novo.

28/11/2016

E o grande vencedor do OP 2016 é o "Jardim do Caracol da Penha"


In O Corvo (28.11.2016)
Por Samuel Alemão

«Jardim do Caracol da Penha é o grande vencedor do Orçamento Participativo 2016

Um triunfo da mobilização popular. Mas também um indicador de que algo poderá estar a mudar na forma como os cidadãos vivem a cidade. O projecto para a construção do Jardim do Caracol da Penha foi o grande vencedor da edição deste ano do Orçamento Participativo (OP) de Lisboa, cujas propostas ganhadoras foram anunciadas ao final da manhã desta segunda-feira (28 de novembro), nos Paços do Concelho. Desta vez, ganhou a preferência pelos espaços verdes em detrimento de mais lugares para carros.[...]»

Este é o 67º edifício de Norte Júnior conhecido até hoje


Graças a Fernando Jorge que o identificou.
E já foi acrescentado ao mapa-roteiro lisboeta dos edifícios do Arquitecto.
Pergunta-se: quando é que a CML intima o proprietário a fazer obras de recuperação do imóvel, que ainda tem inquilinos?

Árvores em Risco: Rua Sousa Martins 20



 
Rua Sousa Martins, 20 - obra de demolição integral de prédio dos finais do séc. XIX, com construção nova. Até hoje não foi instalada nenhuma protecção, ou tomada alguma medida, para proteger estas árvores durante o longo período desta obra particular. É mais um lamentável exemplo de como em Lisboa a protecção de árvores em contexto de obras pura e simplesmente não funciona; nem as juntas de freguesia parecem poder, ou querer actuar, nem a CML. No final das contas somos todos qnós ue perdemos porque - e é bom lembrar - as árvores de alinhamento são um bem público e todos beneficiamos da sua presença. Quem protegerá estas árvores?

27/11/2016

Ecoporcos: Rua das Janelas Verdes


ESPLANADAS NA RUA JACINTA MARTO, 6B E 6C


Chegado por e-mail:

«Ex.ma Sr.a Presidente da Junta Freguesia de Arroios

Ex.mo Sr. Vice Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Ex.mo Sr. Vereador Manuel Salgado
Ex.mo Sr. Vereador João Afonso
Ex.mo Sr. Provedor de Justiça


Ex.ma Sr.a Dr.a Margarida Martins

As imagens anexas registam mais duas esplanadas aprovadas por V. Ex.a (pastelaria Quequinho da Bárbara e restaurante sem nome visível), presumo, em desrespeito pelas leis municipais e manifestamente perigosas. Será que já nem temos direito a abrirmos as portas e a sairmos dos nossos carros?

A verificar-se que as esplanadas foram autorizadas por V. Ex.a, creio que já não podemos pensar em ignorância e incompetência, mas na persistência de uma atitude deliberada e consciente de atropelo de regras e de direitos, mesmo os mais elementares.

Solicito a sua remoção urgente.

Com os melhores agradecimentos e cumprimentos,

M. Lamby»

Texto editado, obrigado, SA!

O Turismo pode trazer problemas, mas Lisboa e Porto não o reconhecem

O Turismo pode trazer problemas, mas Lisboa e Porto não o reconhecem
 
in Público, 26 de Novembro de 2016
 
Autarcas criticados por pouco ou nada fazerem para impedir a descaracterização das cidades num debate sobre património organizado pelo Icomos, no Porto. (...)
 
O arquitecto Pedro Bismark, outro dos convidados para esta sessão, elencou na sua intervenção “treze tristes teses sobre o turismo”, sendo uma delas a de que o turismo, na sua voracidade, destrói aquilo de que se alimenta, seja ela a autencidade social, arquitectónica ou outra, de um lugar. Num artigo de opinião no PÚBLICO, A coordenadora deste encontro, Maria Ramalho, já tinha alertado que, depois de ter destruído frentes de mar por esse país fora, o ímpeto turístico - que não dissocia do imobiliário - está a atingir o coração das cidades, principalmente das mais antigas e acessiveis por meios de deslocação low-cost, a uma velocidade “estonteante”. Ao contrário de Veneza ou Barcelona, onde os problemas se foram agudizando ao longo de anos e anos, estamos numa fase em que tudo acontece mais rapidamente, insistiu.
 
O arquitecto Pedro Bismark, outro dos convidados para esta sessão, elencou na sua intervenção “treze tristes teses sobre o turismo”, sendo uma delas a de que o turismo, na sua voracidade, destrói aquilo de que se alimenta, seja ela a autencidade social, arquitectónica ou outra, de um lugar. Num artigo de opinião no PÚBLICO, A coordenadora deste encontro, Maria Ramalho, já tinha alertado que, depois de ter destruído frentes de mar por esse país fora, o ímpeto turístico - que não dissocia do imobiliário - está a atingir o coração das cidades, principalmente das mais antigas e acessiveis por meios de deslocação low-cost, a uma velocidade “estonteante”. Ao contrário de Veneza ou Barcelona, onde os problemas se foram agudizando ao longo de anos e anos, estamos numa fase em que tudo acontece mais rapidamente, insistiu.
 
O sociólogo João Queiroz aludiu às dificuldades que se colocam a quem, como ele, pretenda investigar os impactos do turismo num dado território. Dificuldades que se prendem com o défice de financiamento do sistema científico mas também, vincou, com a inexistência de dados estatísticos acualizados, que permitam uma leitura atempada de alguns indicadores. O Censos 2011 já lá vai há cinco anos, mas, avisou, 2021 pode ser tarde demais para reverter alguns efeitos, como o afastamento de populações de menores recursos económicos dos centros históricos, situação já reportada em Setembro em Alfama, Lisboa, pelo presidente da Junta de Santa Maria Maior. (...)
 
“O problema é que, como o PIB cresce por causa do turismo, não se pode criticar isto, sem se ser olhado de lado”, atirou Maria Ramalho, insistindo que no país, e principalmente nas duas cidades mais sujeitas a esta pressão, a crítica deve transformar-se num movimento, sob pena de ser inconsequente. Na plateia, entre as mais de duas dezenas de pessoas que assistiram ao debate, somaram-se os apelos à actuação reguladora do poder político. 
 
Um dos presentes, o arquitecto Pedro Figueiredo, argumentou que o problema se resolve com políticas urbanas que passam por deixar de usar fundos públicos e comunitários para apoiar novos hóteis que surgem a partir de “uma reabilitação de fachada, que deixa carapaças e faz demolição do interior de quarteirões inteiros”, desviando esse dinheiro para habitação a custos controlados. Por outro lado, acrescentou, é possível dialogar com as plataformas de alojamento e, tal como está a ser testado em Nova Iorque, exigir que só seja possível alocar para o airbnb um apartamento por pessoa. E, do ponto de vista do licenciamento, introduzir aspectos de natureza social nos regulamanentos, para controlar o movimento de transformação de casas que serviriam para famílias em T0 que apenas têm em vista o arrendamento a turistas.
 
O artigo completo aqui:

https://www.publico.pt/2016/11/26/local/noticia/para-travar-a-turistificacao-lisboa-e-porto-tem-de-reconhecer-o-problema-1752685

















Fotos: Fila para a bilheteira do Castelo de S. Jorge em Lisboa (6 Novembro 2016); cenários destes, que apenas aconteciam no verão ou em fins de semana especificos, são agora cada vez mais frequentes e durante todo o ano.

26/11/2016

Esta é a tipuana com maior copa medida até ao momento em Portugal. No entanto...


No entanto, a Junta de Freguesia da Estrela só agora - após alertas, denúncias, queixas e protestos vários de vários cidadãos e da Plataforma em Defesa das Árvores - se deu conta que ela estava a ser agredida, quiçá irreversivelmente, com cortes de raízes provocados pela abertura de valas no decorrer de "projecto" de instalação de campo de actividades físicas para idosos na Praça São João Bosco (Prazeres).

Pior, a obra foi começada sem parecer prévio do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, parecer que é vinculativo e que decorre do facto, simples, mas parece que incompreensível para a Junta de Freguesia (pois se a empreitada é de uma empresa, suponho que de paisagismo, o promotor da obra é a JF pelo que lhe compete saber de antemão o que é de quem e como e porquê), desta mesma tipuana ser ÁRVORE DE INTERESSE PÚBLICO, pois a obra avançou sem perguntarem fosse o que fosse ao ICNF.

Daí decorreu embargo (oficial? informal?) da obra, que se encontra parada.

Acontece, porém, que a ausência desse requisito incorre em coima de 100.000 euros (mínimo) porque é uma obra ilegal, violando claramente a Lei nº 53/2012, no que se refere ao perímetro de protecção de uma árvore classificada de interesse público.

Agora que a obra foi embargada, aguarda-se, portanto, a emissão da respectiva contra-ordenação à JF e a reposição do coberto vegetal. Aguardemos, por uma vez, o cumprimento da Lei.

...

Fica aqui a ficha técnica da magnífica mas desconhecida pela JF, tipuana dos Prazeres:

Ficha da Árvore de Interesse Público

Nº Processo: KNJ1/550Classificação: Aviso nº 8 de 21/05/2010
Nome Científico: Tipuana tipu (Benth.) Kuntze
Nome Vulgar: tipuana
Interesse histórico ou paisagístico:
Belo exemplar, de bom porte, centenário, de grande copa e considerável efeito paisagístico, que embeleza o jardim desta praça do Bairro de Campo de Ourique, em Lisboa. Ramifica a 3 metros do solo, em longas pernadas, que suportam uma copa muito ampla e bela.
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Freguesia: Prazeres
Morada: Praça João Bosco
Perímetro da Base: 4.35Perímetro a 1,30m: 3.42
Diâmetro da Copa Norte/Sul (m): 34.0Diâmetro da Copa Este/Oeste (m): 28.7
Altura (m): 23.5Idade (anos): 100
Última medição: 2010
Descrição: Árvore Isolada
Observação: É considerada a árvore desta espécie com maior projecção de copa medida até ao momento em Portugal.
»

Fotos: Rosa Casimiro

22/11/2016

Árvores da Rua Castilho: cabos de aço para decorações de Natal!






Alerta para esta situação grave por colocar em risco as árvores de alinhamento deste arruamento. Esta situação também demonstra a falta de entendimento e de respeito pelas árvores enquanto bem público. As imagens retratam os plátanos no início da Rua Castilho mas todas as árvores desta rua foram tratadas desta forma, como se fossem meros postes de ferro inanimados para amarrar cabos de aço! Devemos perguntar quem foi responsável por esta barbárie. Quem paga estas decorações de Natal na Rua Castilho, Freguesia de Santo António?

21/11/2016

TERRAMOTOURISM (Lisboa): o documentario



Chegado por e-mail:

«Olá, publicamos para ver e descarregar o documentario "TERRAMOTOURISM" (2013-2016) apos 3 anos de recolha de imagens na cidade de Lisboa e sobre o processo de turistificação que está a acontecer na cidade.

O link é https://vimeo.com/191797954

Sobre o projeto:
A 1 de novembro de 1755 um terramoto destruiu a cidade de Lisboa. O seu impacto foi tal que deslocou o homem do centro da criação. As suas ruínas legitimaram o despotismo esclarecido. Lisboa hoje treme novamente, abalada por um sismo turístico que transforma a cidade a velocidade de cruzeiro. O seu impacto desloca o morador do centro da cidade. Que novos absolutismos encontrarão aqui o seu álibi? Enquanto o direito à cidade derruba-se, afogado pelo discurso da identidade e do autêntico, a cidade range anunciando o seu colapso e a urgência de uma nova maneira de olhar-nós, de reagir a uma transformação, desta vez previsível, que o desespero do capitalismo finge inevitável.
Left Hand Rotation é um coletivo estabelecido em Lisboa desde 2011.
Terremotourism é um retrato subjetivo de uma cidade e a sua transformação ao longo dos últimos 6 anos.

Muito obrigado

Coletivo Left Hand Rotation
www.lefthandrotation.com
www.museodelosdesplazados.com»

19/11/2016

Não alimente os pombos...!


Não só é ilegal nas ruas de San Francisco.....como dá também direito a uma boa coima.

18/11/2016

Forte-Presídio da Trafaria aberto ao público até 11 de Dezembro


No âmbito da Trienal de Arquitectura de Lisboa (http://www.trienaldelisboa.com/theformofform/en/locais/antigo-presidio-da-trafaria-2/) está aberto ao público, até 11 de Dezembro e de Sexta-feira a Domingo, o Forte-Presídio da Trafaria. Mandado construir pelo rei D. Pedro II, em 1683, este edifício tem uma história palimpsestica: foi fortaleza, lazareto, presídio durante o liberalismo e no Estado Novo, fábrica de guano de peixe, viveiro das matas nacionais, abrigo de galeotas reais e habitação particular.


Merece também uma visita o centro histórico da vila piscatória da Trafaria, cuja existência remonta há pelo menos cinco séculos. No centro histórico é a arquitectura dos séculos XIX e XX que pode ser apreciada, apesar da incúria a que foi sujeito: arquitectura balnear, de lazer (Casino), institucional (Capitania e Escola Primária), comercial (Casa Botas) e industrial (fábricas de peixe e conservas e dinamite, hoje em ruínas).
O lugar da Trafaria era também local predilecto de Bulhão Pato (e em qualquer restaurante se podem degustar as ameijoas à sua moda), onde o intelectual se entretinha a caçar e a cozinhar para amigos, tendo convertido muitos deles às delícias e encantos do local.





Hoje a Trafaria está longe de ser o local idílico que já foi um dia, sobretudo com a implantação dos silos de cereais nos anos 80, que não só a desfiguram como também desfiguram a vista que dela se tem de Lisboa (haja coragem para implodir com aquele mono e todos os outros que hoje agridem as vistas que se têm da Margem Sul desde Lisboa). Porém, a Trafaria ainda resiste em sobrevivências várias absolutamente encantadoras. Haja olhos dispostos a saber ver o potencial que encerra, a recuperá-la, a habitá-la e a amá-la (e sim, este pequeno texto é uma declaração de amor ao lugar).

É verdade que começa a sentir-se uma tímida atenção: a Câmara Municipal de Almada parece finalmente apostada em recuperar e apoiar a recuperação do seu património (através do programa ARU de incentivo a particulares); o colectivo Plataforma Trafaria instalou-se agora no Presídio (https://www.facebook.com/plataformatrfr/?hc_ref=PAGES_TIMELINE), promovendo uma reflexão prática sobre os usos futuros do mesmo em diálogo com artistas, criadores, pensadores portugueses e internacionais e, não menos importante, trafarienses; uma arquitecta recuperou uma bela casa coberta de azulejos para alojamento local (já se vêem alguns turistas que aqui escolhem ficar, a meio caminho entre Lisboa e as praias da Costa da Caparica, facilmente acessíveis através da ciclovia); e alguns jovens pioneiros que assentaram arraiais, contra todas as probabilidades. Para quem trabalha em Lisboa e está farto da turistificação em que a cidade está convertida, habitar na Trafaria pode ser uma opção mais barata e mais tranquila, passando também a fazer parte deste movimento de renascimento que já se faz sentir na pequena vila às portas da capital.

Façam, então, a bela viagem de barco que liga Belém à Trafaria (atenção aos horários que são escassos), desfrutando das vistas para uma margem e outra, visitem o presídio, o centro histórico e almocem ou jantem num dos seus muitos e bons restaurantes (aconselho a Casa Ideal, na Rua Tenente Maia).

Mais informações sobre as exposições patentes no Forte-Presídio da Trafaria, aqui:
http://visao.sapo.pt/actualidade/visaose7e/sair/2016-11-05-Ha-muitas-historias-para-contar-no-Antigo-Presidio-da-Trafaria

Fotografias: Almada Virtual Museum, Blog Restos de Colecção e Visão.

[Esta publicação foi alterada em 31/12/2016 integrando a informação prestada por Carlos Barradas Leal, que é autor do livro "OuTrafaria" - um livro que muito aconselho para quem queira saber mais sobre a história da Trafaria]

E a antiga Tabaqueira, vulgo loteamento da EDP, em que ponto está, alguém sabe?


Fotos: Ruin'Arte e CML

Tapada das Necessidades - vergonha - para quando a sua reabilitação de facto?


Exmo. Senhor Vereador José Fernandes


C.C. PCML, AML e media

​Somos a enviar o nosso protesto a V. Exa. pela continuação do estado vergonhoso em que se encontra o património não arbóreo da Tapada das Necessidades, oito anos passados sobre a assinatura do protocolo entre a CML e o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Com efeito, e pese embora o restauro da Estufa promovido pela CML e que aplaudimos oportunamente, tudo o resto são promessas de reabilitação por cumprir, sem que o mesmo deixe de estar partido ou abandonado, não servindo de desculpa à inacção da CML o facto dos concursos públicos relativos aos espaços a Norte (zona do antigo zoo) terem ficado desertos. A​ssim:

​1. A​s e​struturas de apoio do jardim​​ ​(​algumas centenárias​)​ est​ão​ em ruínas, ​ou ​abandonadas, ​ou ​com vidros partidos, telhas quebradas, janelas e portas fechadas a tijolo e cimento. Estas antigas casas de apoio aos caseiros poderiam servir hoje para apoiarem instituições da sociedade civil​, por exemplo.​
2. Apesar da proibição é frequente ver bicicletas e cães circulando livremente no jardim.
3. A ronda do segurança privado é realizada a carro, pelos caminhos e acessos internos no jardim, com desperdício de combustível, despesa desnecessária e patrulhamento ineficiente (porque ficam sempre excluídas as zonas inacessíveis ao veiculo)​.​
4. Vários monumentos (lago, fonte do leão, etc) estão vandalizados com tag​s​ e graffiti​, faltando muitos elementos escultóricos​.
5. Existem estátuas decapitadas - há vários anos - no jardim​.​
6. O lago circular est​á​ cercado de uma fita improvisada que visa ​impedir ​o acesso ao mesmo devido a "perigo de queda e afogamento". Certamente que existem formas mais eficazes e esteticamente mais adequadas de fazer este aviso...

​Fazemos votos para que com a aproximação das eleições de 2017, finalmente, a CML se decida a fazer obra a sério na Tapada das Necessidades.​

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Martins, António Araújo, Maria do Rosário Reiche, Nuno Vasco Franco, Inês Beleza Barreiros, Gustavo da Cunha, Luís Marques da Silva, Carlos Moura-Carvalho, Júlio Amorim, Miguel Sepúlveda Velloso, Beatriz Empis, José Amador, Jorge Santos Silva, Irina Gomes

Lisboa, 17 de Agosto de 2016


Fotos: Rui Martins

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Resposta do Vereador Sá Fernandes ao nosso alerta/protesto: