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04/11/2020

Aspecto da Rua das Praças. Uma nova forma de fazer cidades?

Dada a grande resistência das entidades responsáveis em plantar árvores na via pública da cidade de Lisboa, bem como o desleixo no seu tratamento posterior, associados ao desinteresse da maioria da população em criar e desenvolver uma filosofia de amor pelas árvores e flores, elementos indispensáveis para uma boa qualidade de vida nas cidades; considerando ainda que esta ausência de árvores, bancos e floreiras é mais gritante nos bairros tradicionais de Lisboa, onde a população é mais idosa e não encontra bancos nem sombras, tendo de se socorrer, em muitos casos , das soleiras das portas para descansar, verificamos com agrado a obra levada a efeito na Rua das Praças, Freguesia da Estrela, que demonstra a ousadia de se tentar um novo paradigma de cidade, com acalmia de transito e a possibilidade de dar aos cidadãos o usufruto da sua cidade de uma forma mais equilibrada. Esperemos que este ensaio venha a ter continuidade em Lisboa, oferecendo bancos, árvores e flores aos lisboetas em todos os locais onde tal seja possível.


João Pinto Soares

03/07/2020

Obra na Junta de Freguesia da Estrela

Chegado por e-mail:


«Exmos. Srs.,

Venho por este meio, solicitar a Vossa atenção para a inqualificável obra que está ser realizada no bairro da Lapa, pela Junta de Freguesia da Estrela, onde se está a utilizar um tipo de pavimento, em blocos de cimento cor de laranja, que não só são completamente descaracterizadores do património urbano e imobiliário único deste local, como um verdadeira atentado à calçada portuguesa.

Peço-vos que me ajudem a combater este desastre!

Envio em anexo fotografias da obra, e o link da Junta de Freguesia para a obra: https://jf-estrela.pt/…/686-rua_das_pracas_novo_modo_de_hab

Agradeço desde já,

Com os melhores cumprimentos,

Alexandre Bettencourt»

06/09/2019

The vandalism of Lisbon by philistines!




(Chegado por e-mail):


«Good afternoon,

I came across your website after reading on Lisboa Live about the destruction of yet another beautiful old building in the historical centre of the city (the pink house on Rua da Lapa). A shocking story that now has 11,000 likes on Lisboa Live's Instagram page!

I am sick and tired of the the constant destruction going on in Estrela, especially, by the local town hall. What the hell do they think they are are doing!? Who gave them the right to destroy Lisbon's architectural heritage like this? The very thing millions of visitors come to the city to see every year. Talk about killing the goose that lays the golden egg. Blind and foolish - how much more idiotic can planning approvals be?

James»

(texto editado a pedido do autor)

...

«My Instagram is now up and running and it can be found @savelisbon. It would be great if you were able to post this on the forum and would be much appreciated.» (6.10.2019)

08/04/2019

Linha Circular do Metro e o Parecer da Comissão de Avaliação (Nov. 2018)


Linha Circular do Metro e o Parecer da Comissão de Avaliação (com LNEC, DGPC, EPAL, etc.), e a curiosidade de a quase unanimidade ouvida em consulta pública se ter pronunciado CONTRA o trajecto. http://siaia.apambiente.pt/AIADOC//AIA3020/parecer%20final_aia3020201921816372.pdf

04/04/2019

Nem de propósito, mais uma "marretada de autor" na Lapa/Estrela


Nem de propósito, mais uma "marretada de autor" na Lapa/Estrela, desta vez pela mão do arq. STC (https://www.stc-arquitetura.com/project/142-Housing-in-Calcada-da-Estrela). Com a desculpa da pré-existência dos patamares existentes à direita, contorna-se a proibição do PDM em matéria da permeabilização do logradouro. Digam, portanto, adeus ao gaveto mais bonito da Calçada da Estrela.

Na Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa (2019), que futuro para a Lapa?


A Lapa continua a estar à absoluta mercê da arbitrariedade da CML, dos promotores e de alguns gabinetes de arquitectura que, sedentos de deixar obra e “marca” pela cidade, fazem tábua-rasa da mais elementar cautela justificada pela presença inequívoca de valores patrimoniais e paisagísticos que importaria preservar na íntegra.


In Público (3.4.2019)

«Numa cidade orgânica como Lisboa em que os bairros históricos, salvaguardando a sua identidade, são a natural continuação uns dos outros, seria de uma grande evidência ver-se o tecido urbano no seu conjunto e também na sua singularidade.

A Lapa é, assim, uma extensão do bairro da Madragoa e como tal deveria ser alvo de um plano de salvaguarda para o seu ainda riquíssimo património.

A este propósito conviria rebater a tese de alguns arquitectos que, recentemente, afirmaram que este bairro “para além de um ou dois palacetes, não tem nada de excepcional”, falhando assim redondamente na leitura de um dos bairros mais emblemáticos da capital.

É que, para além dos tais “um ou dois palacetes”, há vários palácios e muitos palacetes (Porto Covo, Azevedo Coutinho, Monte Real, etc.), e também vários recolhimentos e conventos (o das Trinas do Mocambo é um dos exemplos mais conhecidos, outro, já na Estrela, temos o adaptado a hospital militar principal, onde se deseja que a possibilidade de aí se ter uma extensão do pulmão verde do Jardim da Estrela não seja derrotada pela gula especulativa), conta com a presença de inúmeros prédios pombalinos, pré-pombalinos e pós-pombalinos, chalets, edifícios de transição e déco-modernistas. Há muitos prédios com fachadas azulejadas notáveis, e ainda há várias casas térreas unifamiliares e vilas que emprestam ao bairro uma inegável força popular e vernacular, de que os arquitectos acima referidos serão incapazes de apreciar.

Foi no território da Lapa que se fez um primeiro projecto urbanístico com o aforamento promovido pelas freiras do convento das Trinas, dos terrenos da sua cerca monástica. Testemunhas silenciosas são as poucas pedras de foro que ainda existem em algumas fachadas do bairro.

É esta riqueza de tipologias que torna a Lapa um bairro único em Lisboa, cuja imagem vai muito para além do seu ar de “refinada burguesia”.

Sendo a continuação da Madragoa, será bom atermo-nos ainda em dois ou três pontos:

- A Madragoa é parte integrante da candidatura de Lisboa a património mundial da UNESCO, por via da candidatura desenvolvida pela CML e baptizada “Lisboa – Cidade Global” mas que parece não ser para levar a sério… porque a CML resolveu dissolver a unidade interna que trabalha no assunto.

- Sendo a Madragoa parte do bem a classificar, definiram-se “zonas tampão”, que servem para acautelar intervenções menos generosas com o edificado pré-existente, sendo a Lapa uma delas.

- Existe um Plano de Pormenor e Reabilitação Urbana da Madragoa, cuja área de implantação abrange parte muito significativa da Lapa.

Decorreria desta lógica de protecção enunciada oficialmente pela CML, uma cautela reforçada nas intervenções urbanísticas autorizadas para o Bairro da Lapa.

Contudo, bastará um pequeno passeio no terreno para se ver que, mais uma vez, a CML recomenda no papel uma coisa e na realidade autoriza todo o seu contrário. E fá-lo com uma desfaçatez que deveria cobrir de vergonha os responsáveis pelo urbanismo e todos os outros peões, desde as unidades territoriais da própria CML à DGPC.

O que vemos no terreno é assustador.

A Lapa continua a estar à absoluta mercê da arbitrariedade da CML, dos promotores e de alguns gabinetes de arquitectura que, sedentos de deixar obra e “marca” pela cidade, fazem tábua-rasa da mais elementar cautela justificada pela presença inequívoca de valores patrimoniais e paisagísticos que importaria preservar na íntegra.

Assim, por todo o lado as casas unifamiliares das ruas de S. Félix, Praças, Remédios e Trinas são esventradas para que se construam garagens. Os prédios pombalinos devolutos e “irrecuperáveis” são irremediavelmente demolidos para nascerem obras de traço contemporâneo, que tornam a uniformidade dos quarteirões uma miragem, não sendo já hoje possível classificá-los como um todo pela quantidade de notas dissonantes neles inseridas.

O fecho de ruas sobejamente conhecidas pelo seu ângulo magnífico a dar para o Tejo, o sistema de vistas, outra miragem, já que passam a ter um enquadramento igual a qualquer bairro satélite da capital.

Ficou tristemente célebre a casa Pereira Coutinho, na Rua da Lapa, n.º 69, moradia pombalina única em Lisboa e que foi demolida de alto a baixo para construir um mono transparente de quatro andares, e de cujo “inquérito para apuramento de responsabilidades” ainda todos estamos à espera…

Os palácios também não estão a salvo, veja-se o que aconteceu ao belíssimo palacete ao cimo da Rua das Trinas que foi escavacado na sua totalidade, roubados ou desaparecidos os azulejos, a escadaria e o logradouro.

A lista é infindável. De demolições e de novas criações (algumas fotos em anexo), como a “casa-forte” dos irmãos Aires Mateus, na Rua de São Bernardo, ou intervenções medíocres como a de Gonçalo Byrne na Rua das Trinas. Por todo a Lapa os exemplos são maus e são muitos.

Aliás, tendo em conta as recentes demolições e alterações profundas já ocorridas na Lapa (Rua da Lapa, n.º 69, Rua das Trinas, n.º 125, Rua da Lapa, n.º 79, Rua das Praças, n.º 84-90, etc.), e as que se vislumbram a curto e médio-prazo (Rua do Meio à Lapa, n.º 50-58, Rua do Meio à Lapa, n.º 16, Rua do Meio à Lapa, n.º 12-14, Rua do Quelhas, n.º 21-23, etc.), urge uma reformulação profunda ao Plano de Pormenor e Reabilitação Urbana da Madragoa.

Porque, sejamos claros, este PPRUM apenas tem servido para se viabilizar um sem-número de demolições e alterações irreversíveis à bela malha urbana consolidada (veja-se o estapafúrdio novo hotel Hilton defronte ao MNAA!) e outros tantos alinhamentos de cércea assustadores, desvirtuando por completo a Madragoa, a Lapa, a Estrela.

Além de que, por via desse instrumento de planeamento e gestão urbanística, a questão do património cultural é agora de somenos, foi subalternizada legalmente, uma vez que a DGPC passou a ser apenas consultada para efeitos de licenciamento em zonas especiais de protecção e imóveis classificados, que são raros. No resto apenas se pronuncia em matérias de arqueologia, detalhe caricato, face à importância histórica do todo, e porque existe uma inconsequência de facto no Inventário Municipal do Património enquanto seu substituto na salvaguarda do património em questão. Se ao menos a Carta Municipal fosse para levar a sério…

Mais grave tudo isto se torna, quando se lê no Regulamento do Plano Director Municipal a definição do que a CML entende por ruas de “traçado A” (e que corresponderia a praticamente todo o centro histórico se levado à letra), e se constata que as regras são para enganar o indígena que, impávido ou atónito, assiste à destruição impune de todo um retrato de cidade que é irrepetível.

Diz o documento, entre outras belezas acertadas, que a demolição total ou parcial é apenas admitida nos seguintes casos:

a) Em situações de ruína iminente atestada por vistoria municipal;

b) Em situações excepcionais de inviabilidade técnica ou económica da reabilitação do edifício ou edifícios, devidamente fundamentada em relatório de técnico credenciado...

Ora em todas as operações em curso, e noutras já terminadas, os avisos a indicar obras incluem quase sempre a expressão “alteração com demolição” e a autorização é, claro, sempre por “despacho do senhor Vereador”.

Algum projecto foi a reunião de CML? Há relatórios de estruturas? Feitos por quem? Levantamentos fotográficos fidedignos, para se aquilatar dos elementos decorativos e do estado de conservação dos interiores? Pareceres da estrutura consultiva do PDM? Atestados fundamentados quanto à impossibilidade de recuperação dos edifícios? Se a isto juntarmos a já referida a dispensa de parecer da DGPC, estamos conversados sobre governança.

Quanto à manutenção e ao melhoramento dos logradouros existentes, e à criação de novos espaços quando consideramos as construções novas ou aquelas que vão sendo reabilitadas, nada é dito nem assumido. É outra miragem.

Por isso, seria uma lufada de ar fresco muito bem-vinda que do Pátio da Galé e da próxima “Semana de Reabilitação Urbana”, que ali se realiza de 8 a 14 de Abril, se produzisse uma inversão de “praxis” para a dita, com efeitos em toda a cidade e em particular para a Lapa. Contudo, a lista de patrocínios do evento é esclarecedora: 1 grande cimenteira, 1 empresa de construção civil e 1 empresa de elevadores; pelo que não convém acalentar grandes esperanças.

Uma alternativa prática a esse “status quo”: a classificação urgente do que resta da Lapa, e aí sim passariam a vigorar regras estritas que pautariam as intervenções futuras. A DGPC tem a palavra.

Não se está a defender uma cidade estática, mas não se deseja uma cidade que, dando provas de um provincianismo arrepiante, escolhe deitar ao charco o que a torna única e singular, para lhe impor uma evolução que se pauta por intervenções a eito, despidas de continuidade com o conjunto onde se inserem, fruto de muitas e variadas ambições, decisões arbitrárias e, por isso, irresponsáveis, e também, é bom não esquecer, uma receita de muitos milhões em taxas urbanísticas para a CML.

Lisboa, e, por maioria de razão a Lapa, não se pode dar ao luxo de continuar a perder o seu património às mãos dos que primeiro o deveriam defender.

Por fim, e não de somenos, vem aí a Linha Circular do Metro!

E, dado o passado recente das obras de ampliação do Metro ao Chiado e ao Terreiro do Paço, em que se teve que gastar milhões e milhões extra para suprir os efeitos desastrosos em termos de deslizamentos de edificado histórico e não histórico, reforços estruturais, etc., e em que ainda hoje são visíveis a olho nu as rachas em múltiplas fachadas e outras tantas que se mantêm desengonçadas (veja-se o portão principal do palácio contíguo à Gulbenkian, por exemplo):

Ou bem que os estudos hidrogeológicos, os levantamentos topográficos e a engenharia do todo são à prova de bala ou, no que toca à Estrela, Lapa e Madragoa, estaremos perante um elefante, um paquiderme, em loja de porcelana.

Pelo Fórum Cidadania Lx

Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Pedro Cassiano Neves, João Pinto Soares, Helena Espvall, Pedro Machado, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Jorge D. Lopes, Beatriz Empis, Pedro Malheiros Fonseca, Pedro de Souza»

...

N.B: As fotos acima são um complemento ao artigo, e são da autoria de Miguel Velloso

22/03/2019

Demolição anunciada de prédio pré-pombalino (Lapa) - pedido de chumbo do projecto por omissões graves e pedido de reformulação do PPRUM


Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado


Cc. PCML, AML, JF Estrela, DGPC

Serve o presente para alertarmos V. Exa. para alguns detalhes significativos referentes à demolição pré-anunciada para o edifício pré-pombalino da Rua do Meio à Lapa, nº 12-14, a saber:

* O Plano de Pormenor e Reabilitação Urbana da Madragoa é claro quanto à não permissão de demolição deste imóvel (conforme indicado no cadastro, foto1);
* Na memória descritiva do projecto, o prédio é apresentado como sendo pós-pombalino, o que é ao contrário do que está escrito no PPRUM, que o regista como pré-pombalino (foto2);
* No parecer de engenharia que sustenta a demolição preconizada, o seu autor admite não ter entrado no edifício (!), até porque no local verifica-se que não há sinais de terem aberto o tamponamento que já está desde há uns anos no edifício. Não há assim nenhuma certeza quanto à veracidade da foto apresentada de uma divisão no interior (foto3) uma vez que no levantamento fotográfico feito em 2005 dos interiores quando ainda era habitado, não existe nenhum compartimento igual ao da foto que está agora nos documentos do projecto.

(Em 2005, foi feita uma vistoria a fim de ser realizado um projecto de alterações, sem demolição, e em 2007 novo projecto de alterações no w.c., nunca a demolição do edifício)

Face ao exposto, solicitamos a V. Exa. a reprovação do projecto do atelier Tardoz!

E tendo em conta as recentes demolições e alterações profundas já ocorridas na Lapa (ex. Rua da Lapa, nº 69, Rua das Trinas, nº 125, Rua da Lapa, nº 79, Rua das Praças, nº 84-90), e as que se vislumbram no curto e médio-prazo (Rua do Meio à Lapa, nº 50-58, Rua do Meio à Lapa, nº 16, Rua do Quelhas, nº 21-23, etc.), aproveitamos a oportunidade para solicitar a V. Exa.:

A reformulação urgente do Plano de Pormenor e Reabilitação Urbana da Madragoa, pois este só serviu até agora para viabilizar um sem-número de demolições e alterações irreversíveis, e outros tantos alinhamentos de cércea assustadores, desvirtuando por completo a Madragoa, a Lapa, a Estrela.

Além de que, por via desse instrumento de planeamento e gestão urbanística, a questão do património cultural passou a ser de somenos, uma vez que a DGPC passou a ser apenas consultada para efeitos de licenciamento em zonas especiais de protecção e imóveis classificados, que são raros, como é do conhecimento de V. Exa., e no restante apenas se pronuncia em matérias de arqueologia, o que a nosso ver é caricato, pela importância histórica de toda aquela zona e pela inconsequência de facto do Inventário Municipal do Património enquanto seu substituto na salvaguarda do património em questão.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Cassiano Neves, Júlio Amorim, Nuno Castelo-Branco, Beatriz Empis, Fernando Silva Grade, Jorge Pinto, Mafalda Magalhães Barros, Helena Espvall, Virgílio Marques, Pedro Jordão, João Mineiro, Filipe Teixeira, Pedro de Souza, Miguel Atanázio Carvalho, Fernando Jorge, Rui Pedro Martins, Maria do Rosário Reiche, António Araújo, Henrique Chaves

14/01/2019

Petição "Vamos salvar o antigo Museu da Rádio e o seu jardim!" - Assine e divulgue, por favor!


Assine e divulgue, por favor:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT89940

Obrigado.

...

Para: Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa

À atenção do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
À atenção da Senhora Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa


A Câmara Municipal de Lisboa (CML) insiste em permitir a construção de três edifícios no quintal do palacete do antigo Museu da Rádio da Rua do Quelhas, 21-23, com 3 caves para carros, invocando que nesse quintal já existem construções, que existem, sim, mas que são abarracados e ilegais.

A CML insiste em permitir essa construção mesmo em cima dum leito de ribeira subterrâneo!

A CML não parece importar-se de criar as condições objectivas para que ocorra uma catástrofe, uma derrocada imensa, em resultado de escavações com mais de 9 metros de profundidade numa colina (“Colina do Parlamento”) onde já ocorreram deslizamentos de terras, por demasiadas vezes.

Por despacho do Vereador do Urbanismo, a CML aprovou um projecto de arquitectura (com assinatura do arq. José Mateus), que implica, para lá do já assinalado, a destruição de parte dos azulejos que cobrem o muro setecentista do logradouro, e a edificação de 4 mil m2 por via de prédios com pelo menos 4 pisos, que provocarão o ensombramento das ruelas da Madragoa em volta deste lote.

Madragoa que é candidata à classificação de Património Mundial da Humanidade pela UNESCO!

Os abaixo assinados:

1. Apelam à CML e à AML pela preservação do que ainda existe de genuíno e valoroso nos bairros históricos da Madragoa e da Lapa.
2. Apelam, por isso, à CML para que em vez de novas construções em logradouro, e consequente impermeabilização do solo, com previsíveis graves efeitos a médio e longo-prazo, apenas aprovem a permeabilização do mesmo, por via da plantação de jardim.
3. Apelam, ainda, a que este projecto seja devidamente apreciado e votado em sede de Reunião de CML.

Lisboa, 27 de Junho de 2018.

...

A nossa petição vai ser apreciada em plenário da Assembleia Municipal de Lisboa na próxima 3ª-feira, dia 15 de Janeiro, pelas 15h.

A ordem de trabalhos pode ser vista aqui: http://www.am-lisboa.pt/251000/1/,000556/index.htm

Poderão encontrar o relatório da 3ª Comissão Permanente da AML, assim como os seus anexos, aqui: http://am-lisboa.pt/302500/1/011190,000449/index.htm

E as respectiva Recomendação à CML aqui: http://am-lisboa.pt/302000/1/011194,000419/index.htm

N.B. Consideramos muito positiva a Recomendação 049/01 da 3ª Comissão Permanente que, em traços gerais, aconselha a CML à reapreciação do pedido de licenciamento em conformidade com os regulamento urbanísticos em vigor.

29/12/2018

Lisboa Lisboa Antiga está a desaparecer


MARCOS DE CORREIO NO CRUZAMENTO DA RUA DA LAPA COM A RUA DO MEIO À LAPA
Os tradicionais marcos de correio estão a desaparecer na cidade de Lisboa, retirados pelos CTT, que justificam tal acção pela diminuição do volume de cartas e postais.

Além da sua utilidade pública, o marco de correio constitui uma bela peça do mobiliário urbano português, fazendo parte da entidade cultural do País.

O marco de correio não é apenas um repositório de cartas e postais, é também um valor patrimonial da nossa cidade e um postal turístico que deve ser mantido a todo o custo, mesmo que já não desempenhe as funções para que foi criado.


João Pinto Soare

03/12/2018

Rua da Lapa, 73 - Obras sem Aviso - Obras ilegais - pedido de esclarecimentos à CML (corrigido)


Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, JF e media

Constatámos que decorrem obras profundas nos interiores e a tardoz do imponente edifício modernista sito na Rua da Lapa, nº 73 (na imagem), sem que esteja colocado exteriormente o respectivo Aviso nem qualquer outra informação acerca da obra em curso.

Com efeito, são visíveis desde a rua a abertura de vãos no interior e a existência de novas paredes em tijolo, sendo que a tardoz está ainda a ser reformulada a marquise pré-existente no último piso, que era ilegal e que por isso mesmo deveria ser removida, e não "legalizada".

Pelo exposto, e porque este edifício da autoria do arq. Tertuliano de Lacerda Marques é um dos edifícios mais notáveis da Lapa e com um interior ricamente decorado, solicitamos a V. Exa. que nos esclareça quanto ao licenciamento desta obra e qual o projecto em causa, e ainda, caso se verifique a sua manifesta ilegalidade, dê indicações aos serviços para procederem ao respectivo auto de embargo e à reposição do que já foi alterado.


Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Rui Pedro Martins, Pedro Manuel Guimarães de Sousa, Helena Espvall, Jorge Pinto, Alexandre Marques da Cruz, Fernando Silva Grade, João Leonardo, Fátima Castanheira, Nuno Caiado

...

N.B. (5.12.2018): Aviso já colocado e, claro, logradouro para construção (fotos de Pinto Soares):

05/11/2018

LISBOA ANTIGA - Chafarizes e Fontanários em Lisboa


Chafariz tipo "marco fontanário" em pedra na Rua dos Remédios à Lapa
Um dos grandes problemas da Lisboa antiga foi o abastecimento de água, só parcialmente resolvido com a construção do Aqueduto das Águas Livres.
Em 1731, D. João V publicou o alvará pelo qual se ordenava o início dos trabalhos de construção do Aqueduto das Águas Livres que ia buscar a água à quinta das águas livres em Belas e a transportava até Lisboa. Obra magnífica, que demorou 102 anos. Foi preciso esperar por 1748 para que as primeiras águas chegassem à cidade e por 1834 para que o Aqueduto estivesse terminado, tendo desempenhado as suas funções de fornecimento de água a Lisboa, até que teve o seu fim funcional em 1964.
Os fontanários em pedra ou em ferro, são o último tipo de chafarizes instalados pela Câmara Municipal de Lisboa, a maioria já no séc. XX. À medida que o tempo foi passando os chafarizes foram-se tornando cada vez menos essenciais à cidade, reduzindo-se a sua necessidade a bairros de camadas sociais mais baixas.
Durante a década de 90, virtualmente todos os moradores em Lisboa passaram a ter água potável corrente em casa., por consequência, a essencial e original função do chafariz, como meio de acesso à água potável na cidade, desaparece. Este equipamento passará a ter uma existência ligada, sobretudo, ao consumo ocasional no espaço público, ou unicamente como elemento constituinte da memória e ornamento da cidade, sendo quase sempre encontrados sem abastecimento de água.
Chafariz da Travessa da Torrinha, recentemente desaparecido
Tem-se verificado recentemente o desaparecimento de muitos destes elementos característicos da nossa Lisboa antiga, estamos a falar, por exemplo, do chafariz que existia na Travessa da Torrinha.
Cabe a todos e a cada um de nós, zelarmos para que as memórias da nossa cidade não se percam. A riqueza de um povo não se mede só pelo crescimento económico, mas também e muito principalmente pela capacidade de manter e valorizar o seu património. Assim, vimos solicitar às entidades responsáveis pela cultura e aos cidadãos para que participem no levantamento de todos os chafarizes ainda hoje existentes na nossa cidade e solicitem à Câmara Municipal de Lisboa, a sua limpeza e recuperação, bem como a recolocação dos que entretanto foram retirados, no seu local de origem.


João Pinto Soares

18/07/2018

Obras no edifício R. S. João Mata, 17-23 /pedido de esclarecimentos à CML


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C PCMLe AML

Constatando a obra que decorre no edifício histórico da Rua de São João da Mata, nºs 17 a 23, cujo projecto previa a revê a recuperação do edifício existente e a remodelação das ocupações do respectivo logradouro (Proc.149/EDI/2008), verificamos que poderão existir discrepâncias entre o que terá sido aprovado por despacho de V. Exa. e a obra em curso.

Solicitamos, por isso, e designadamente, esclarecimento quanto:

*à tipologia da porta do estacionamento, i.e., se se recupera o arco ou se ficará em forma quadrada como se apresenta neste momento.
*ao logradouro, se existia lago, estatuária ou fontes antes da obra em curso, ou quais as espécies vegetais que ali existiam.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Júlio Amorim, António Araújo, Helena Espvall, Luís Mascarenhas Gaivão, Henrique Chaves, Fernando Silva Grade, Rui Martins, Beatriz Empis

23/05/2018

O projecto "novo" para o antigo Museu da Rádio do Quelhas


E pavilhões ilegais anexos, considerados agora "legais", como forma de se construir 3 prédios no logradouro do palacete do Quelhas ... já vai na 2ª providência cautelar, parece-me :-) Foto in http://arx.pt/projecto/radio-palace/

16/04/2018

Adeus a este pombalino da Lapa


E pronto, vai mesmo abaixo este pombalino da Rua do Meio à Lapa, fica a fachadita para fazer de conta :-)

07/03/2018

Demolição iminente de prédio pombalino nas Trinas - Apelo ao Presidente da CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


Cc. Vereador Manuel Salgado, AML, JF Lapa e media

Tivemos conhecimento de que está na iminência de ser aprovada pela CML - se é que não foi já aprovada - a demolição do prédio sito na Rua do Meio à Lapa, nºs 50-58, edifício bastante importante no Bairro das Trinas, pois é um dos originais do aforamento setecentista que ocorreu no interior da cerca do convento das Trinas do Mocambo, logo a partir de 1756, seguindo um esquema modular que ainda hoje todos reconhecemos no bairro.

Este edifício tem valor histórico, técnico e valor material. Embora degradado, a sua reabilitação com intervenção mínima e espírito de conservação é perfeitamente possível e, ao contrário do alegado, não é economicamente inviável. Tem ainda o sistema construtivo e a tipologia arquitectónica originais. Não entendemos, aliás, como este prédio não consta do Inventário Municipal do Património, anexo ao PDM, situação em tudo confrangedora e que é esclarecedora quanto estado do resto da cidade.

Apresentamos, por isso, o nosso protesto à CML, e apelamos a si, Senhor Presidente, para que evite mais esta destruição de património na nossa Lisboa e assegure a salvaguarda do edifício como último exemplar da habitação multi-familiar tradicional da segunda metade do século XVII, que tanto caracteriza não só o Bairro das Trinas como Lisboa, e intime o proprietário a fazer as obras de conservação necessárias para o efeito, ou proceda à posse administrativa do edifício.

No caso da aprovação da demolição já estar consumada, solicitamos a V. Exa. para dar indicações aos serviços para negociarem com o proprietário os direitos entretanto adquiridos, por via da atribuição de compensações com direito a construção noutro local, conforme previsto no Plano Director Municipal e assim resgatar para Lisboa este precioso edifício.

Reiteramos que este edifício é ele próprio um documento histórico e técnico ao nível da construção civil e da arquitectura habitacional que merece um tratamento especial.

Daí a urgência desta nossa solicitação.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Inês Beleza Barreiros, Pedro de Souza, Gonçalo Cornélio da Silva, Fernando Silva Grade, Miguel Lopes Oliveira, Beatriz Empis, Jorge Santos Silva, Pedro Henrique Aparício, Pedro Ribeiro, Virgílio Marques, Alexandra de Carvalho Antunes, Bárbara e Filipe Lopes

06/03/2018

Mais um no "adeus à Lapa"


Mais um na calha, na Rua do Meio à Lapa, 50, só que este é pombalino e bastante importante no bairro das Trinas, pois é um dos originais do aforamento setecentista que ocorreu no interior da cerca do convento das Trinas do Mocambo, logo a partir de 1756, seguindo um esquema modular que ainda hoje se reconhecem no bairro. Este edifício tem valor histórico, técnico e valor material. Embora degradado, a sua reabilitação com intervenção mínima e espírito de conservação é perfeitamente possível e, ao contrário do alegado, não é economicamente inviável. Tem ainda o sistema construtivo e a tipologia arquitectónica originais e merece tudo menos o que a CML já lhe aprovou, a sua demolição! (fonte: JM)

26/02/2018

Lisboa, a cidade capital que temos. Será que não merecemos mais ?


Fábrica de Faiança Constância antes da demolição


Fundada em 1836, a Fábrica de Faiança Constância, laborou até 2001, Inicialmente conhecida por Fábrica dos Marianos, por se ter instalado na Cerca do antigo Convento dos Marianos, nome que sofreu várias modificações, tendo sido definitivamente alterado para Fábrica Constância, em 1842.

Nesta fábrica foram produzidos alguns dos azulejos que decoram o Palácio da Pena, em Sintra, e muitos dos azulejos Arte Nova que decoram as fachadas de alguns edifícios como é o caso do prédio da Rua das Janelas Verdes, com o Número 70/78.

Em 1921, o artista italiano Leopoldo Battistini tomou de trespasse a fábrica onde trabalhou até à sua morte, em 1942. Em 1963, a fábrica foi reorganizada por D. Francisco de Almeida. Nela colaboraram diversos artistas, destacando-se o ceramista Wenceslau Cifka (Sec.XIX) e João Abel Manta, que a escolheu para a execução do paredão monumental da Av. Calouste Gulbenkian , em Lisboa.

Aqui também foram executados os azulejos que revestem o Oceanário de Lisboa, de autoria de Ivan Chermayet e Maria Portugal pintou faiança com trechos escritos e azulejos.

Entretanto o impensável aconteceu. Esta página rica em história e memória da cidade de Lisboa foi reduzida a escombros. De nada valeu todo o esforço que os moradores da Madragoa desenvolveram durante anos junto da Assembleia Municipal de Lisboa, Provedor de Justiça, etc., em defesa da Fábrica Constância, tudo em vão. É triste e revoltante.

Pinto Soares

15/02/2018

Petição pela salvaguarda e classificação de edifício e jardim da R. Pau de Bandeira, 1 - ASSINE E DIVULGUE, S.F.F. OBRIGADO!


AQUI: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88360

À atenção
Do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dos Senhores Deputados à Assembleia Municipal de Lisboa
Da Senhora Directora-Geral do Património Cultural


O edifício à esquerda na fotografia, construído na segunda metade do século XIX e antigamente utilizado como cocheira, e este lindo jardim, não se encontram em Sintra, mas sim no meio da nossa Lisboa (rua Pau de Bandeira, nº 1).

Quando ainda a preservação do património histórico tinha mais valor do que a especulação imobiliária, por duas vezes (processo n. 14696/77 e processo n. 20986/78) a Câmara de Lisboa estabeleceu que o edifício devia ser preservado, chegando a propor a intimação ao proprietário “a proceder a obras de reconstrução no prazo de 18 meses, sob pena de expropriação”, o que nunca se verificou.

Em vez disso, neste preciso momento, a mesma Câmara Municipal de Lisboa avalia um projecto que prevê a demolição integral deste edifício, para construir, no seu lugar, um prédio de 4 pisos com garagem.

Em nosso entender, este conjunto harmonioso palacete-jardim-cocheira deve ser preservado na sua íntegra e, como tal apelamos ao Senhor Presidente da Câmara e aos Senhores Deputados Municipais para que impeçam a demolição da antiga cocheira da rua Pau de Bandeira, impedindo assim a destruição deste exemplar de arquitectura romântica.

Em nosso entender, este conjunto deve ser classificado pela Direcção-Geral do Património Cultural, pelo que aqui também se solicita a abertura do respectivo processo de classificação.

Os abaixo assinados...

AQUI: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88360