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29/03/2021

Incêndio coberturas 3 prédios Av. Fontes Pereira de Melo - Apêlo à CML

Exmo. Senhor Presidente, Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador, Eng. Ricardo Veludo,
Exma. Senhora Directora Municipal, Dra. Rosália Russo


CC. AML e Media

Vimos apelar a V. Exas. para, no âmbito da intervenção da Polícia Judiciária já em curso, irem informando a população sobre o decorrer do processo de apuramento detalhado sobre as causas do violento incêndio ocorrido na madrugada de 28 de Março, no histórico quarteirão da Av. Fontes Pereira de Melo, inscrito na Carta Municipal de Património, bem como das suas conclusões e das eventuais consequências do foro criminal.

Recordamos que o Vereador Ricardo Veludo e a autarquia se comprometeram em Janeiro passado a apresentar um projecto de reabilitação do quarteirão, propriedade do Grupo SANA. Passados que estão dois meses, não só isso nunca aconteceu até hoje, como agora assistimos a este devastador incêndio que, por sorte, não vitimou ninguém.

Como cidadãos, exigimos um apuramento sério e urgente dos factos e que se cumpram os compromissos assumidos, e assim se proceda à tão aguardada reabilitação do quarteirão que, a nosso ver, deverá passar pela reconstrução integral dos edifícios com a mesma arquitectura e cérceas.

Dada a gravidade do que aconteceu agora, e dado todo o historial deste quarteirão nos últimos 25 anos, acreditamos também que não haja outra solução que não a da intimação de obras de conservação urgentes ao proprietário, e uma eventual posse administrativa dos 3 edifícios por parte da CML, sob pena da Autarquia se tornar cúmplice aos olhos da população do iminente desaparecimento de todo o conjunto.

Junto anexamos três fotos de arquivo (in Arquivo Municipal de Lisboa), para que todos nos possamos aperceber do valor patrimonial deste quarteirão construído por Cândido Sotto Mayor, e do que estamos a destruir/destruímos.

Com os melhores cumprimentos,

Martim Galamba, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Gustavo da Cunha, Filipe Lopes, Helena Espvall, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Irina Gomes, Luís Serpa, Paulo Lopes, Marta Saraiva, Fátima Castanheira, Maria João Pinto, Inês Beleza Barreiros, Luís Carvalho e Rego, Fernando Jorge, Rui Pedro Barbosa, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Pedro Machado, Bruno Palma, Virgílio Marques, Pedro Malheiros Fonseca, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Cassiano Neves, Filipe Teixeira, Jorge Pinto, Jorge Lima, Pedro Jordão, José Morais Arnaud, Maria do Rosário Reiche

15/03/2021

Aplauso à SCML por projecto de recuperação do edifício Arte Nova da Av. Almirante Reis, 74

Exmo. Sr. Provedor da SCML
Dr. Edmundo Martinho


CC. PCML, AML, JFAN, DGPC e media

Serve o presente para manifestarmos a V. Exa. o nosso regozijo pelo vosso projecto de alterações que permitirá ao edifício Arte Nova do nº 74 da Avenida Almirante Reis, V/propriedade e Imóvel de Interesse Público desde 1978, voltar ao seu esplendor!

Só podemos aplaudir esta V/iniciativa, bem como a sua imediata aprovação pela CML (Processo CML nº 161/EDI/2020), que não só corresponde da melhor maneira ao nosso apelo feito em 2014, como a sua concretização servirá de exemplo de boas-práticas, uma vez que por via de um projecto de alterações, e ao contrário do que é habitual na cidade de Lisboa, se garante desta vez a recuperação de um imóvel e a eliminação de todos os elementos espúrios e atropelos acrescentados ao longo de décadas, quer a nível das fachadas como dos interiores e logradouro, desde logo recuperando os magníficos azulejos da fachada principal, repondo as caixilharias em ferro, retirando a pála, etc.

Sendo este edifício Imóvel de Interesse Público, a sua recuperação à imagem do que já foi e que o fez digno daquela classificação, só pode merecer o elogio e o aplauso da cidade.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Helena Espvall, Júlio Amorim, Rui Pedro Barbosa, Carlos Moura-Carvalho, Luís Carvalho e Rêgo, Virgílio Marques, Miguel Jorge, Gustavo da Cunha, Pedro Jordão, Beatriz Empis, António Araújo, Pedro Fonseca, Maria João Pinto, Jorge Pinto, Paulo Pedro, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Ribeiro, Nuno Caiado, Maria do Rosário Reiche, Mariana Carvalho, Fernando Jorge, João Oliveira Leonardo

Aplauso à CML pelo chumbo de projecto de demolição do edifício do nº 31, Av. Visconde de Valmor

Exmo. Sr. Vereador
Eng. Ricardo Veludo


CC. PCML, AML, JFAN e media

Serve o presente para manifestarmos a V. Exa. o nosso regozijo pela reprovação do pedido de informação prévia (Proc. nº 431/EDI/2020) apresentado à CML há cerca de 1 ano, que já motivara o nosso alerta em Maio de 2020 (https://cidadanialx.blogspot.com/2020/05/pedido-de-reprovacao-pip-que-pretende.html?fbclid=IwAR3JpIXanSWms1xTe8tEJQiMmcxBGiYpuzE2s_5VhtCS1U8sASXCyE88z5I), e no qual se pretendia demolir integralmente o edifício sito na Avenida Visconde de Valmor, nº 31, uma das últimas referências arquitectónicas das Avenidas Novas, e por isso mesmo constante da Carta Municipal do Património.

A cidade agradece.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Ana Celeste Glória, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Helena Espvall, Rui Pedro Barbosa, Marta Saraiva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Beatriz Empis, Gustavo da Cunha, Luís Carvalho e Rêgo, Filipe Teixeira, António Araújo, Bruno Palma, Luís Serpa, Irene Santos, Paulo Trancoso, Pedro Henrique Aparício, Eurico de Barros, Alexandre Marques da Cruz, Bruno Rocha Ferreira, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, José Morais Arnaud, Pedro Jordão, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Miguel Atanásio Carvalho, Paulo Lopes, Fernando Jorge

11/02/2021

Edifício da Av. Defensores de Chaves, 37 - Pedido de não demolição à CML

Exmo. Sr. Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML, JFAN e media

No seguimento de anúncio publicitário anunciando a venda de apartamentos (http://www.primeavenue.pt/empreendimento/edificio-natura-brevemente/8316019?fbclid=IwAR0bqgMqi0fD6P1IhWYqt7ayk5DGb0MpXqOlebsKjfzfV35N-DGRUeU5tvg) em prédio a construir de raiz no lote hoje ocupado pelo edifício do nº 37 da Avenida Defensores de Chaves, cuja foto anexamos;

Trata-se, como V. Exa. estará recordado, de um prédio que data de 1908 e que, portanto, é um daquele lote de prédios de uma Lisboa “Entre-Séculos” que importa recuperar e salvaguardar, sob pena de daqui a 5-6 anos nada mais existir desse período, uma vez que são prédios que são objecto sistemático da especulação imobiliária.

E o historial do prédio em questão tudo leva a crer que este seja um desses casos paradigmáticos, e até o último morador foi alvo de “bullying”, como o próprio teve ocasião de relatar numa reportagem televisiva há poucos anos.

Ou seja: os andares foram sendo vandalizados, a cobertura destelhada, os bronzes da escada, puxadores, canos, o lustre do vestíbulo da entrada, as oito figuras em mármore branco que ladeavam as escadas da entrada, foi tudo roubado… e parte do telhado ruiu, chovendo na escada.

Acresce que a sua proprietária era até há pouco tempo, segundo julgamos saber, a firma Cáfe, também ela com um historial semelhante em prédios da Av. Duque de Loulé, R. Almirante Barroso, etc., em que os prédios respectivos estiveram abandonados durante anos, resultando na sua total demolição ou alteração completa.

Acresce, ainda, que as intimações de obras emitidas pela CML em 2013 e 2014, pelo menos, não foram acatadas pelo proprietário, continuando o prédio a ser vítima das intempéries, até que se justifique um pedido de demolição, o que consideramos lamentável em termos da gestão urbanística e da autoridade da própria CML.

Pelo exposto, solicitamos a V. Exa. que nos informe se se confirma a demolição deste edifício, uma vez que não descortinamos a sua aprovação/licenciamento em sede de reunião de CML, e, por outro lado, apelamos à CML para que, como último recurso, tome posse administrativa deste edifício, procedendo às obras de recuperação do edifício para fins habitacionais, dando assim um claro sinal ao mercado de que não pactua com a especulação imobiliária e que protege o património da Lisboa “Entre-Séculos”.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, José Filipe Toga Soares, Júlio Amorim, Helena Espvall, Filipe Teixeira, Virgílio Marques, Martim Galamba, Pedro Henrique Aparício, Paulo Lopes, Bruno Rocha Ferreira, Beatriz Empis, Maria João Pinto, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Maria Ramalho, Jorge Pinto, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Nuno Caiado, Rui Martins, Alexandre Marques da Cruz, Nuno de Castro Paiva, Fátima Castanheira, Pedro Cassiano Neves, Maria do Rosário Reiche, Gustavo da Cunha

10/02/2021

Demolição integral do edifício R Sousa Martins, 22 (datado de 1904) - Pedido de ajuda ao SOS Azulejo

Exmos. Senhores


Constatámos a colocação de um aviso de obra de demolição total no edifício de 1904 sito na Rua Sousa Martins, nº 22, em Lisboa, conforme foto em anexo.

Considerando que a fachada deste edifício é totalmente revestida a azulejo, e considerando que a aprovação do projecto de demolição em apreço é posterior à entrada em vigor da Lei nº 79/2017, que garante a protecção do património azulejar com a consequente alteração ao Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, aprovado pelo DL nº 559/99,

Apelamos a V. Exas. para que o S.O.S. Azulejo interceda junto da CML de modo a que se evite a destruição da referida fachada.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro de Sousa, Rui Pedro Martins, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Virgílio Marques, Beatriz Empis, Pedro Jordão, Filipe Teixeira, Sofia de Vasconcelos Casimiro, António Araújo, Maria João Pinto, Miguel Atanásio Carvalho, Helena Espvall, Maria Ramalho, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Pedro Fonseca, Irene Santos, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira, João Oliveira Leonardo, José Maria Amador, Pedro Henrique Aparício

Fotos: Fernando Jorge

...

Resposta da CML ao SOS Azulejo (8.3.2021):

Exma. Senhora
Drª Leonor Sá
Coordenadora do Projeto SOS Azulejo
Museu da Polícia Judiciária
Instituto da Polícia Judiciária e Ciências Criminais

Na sequência do seu email, o qual mereceu a nossa melhor atenção, informamos que, após consulta aos Serviços da Direção Municipal de Urbanismo, o projeto licenciado para a Rua Sousa Martins, 22 a 28, (licença n.º 229/EO-CML/2020. Emitida em 19.08.2020 e válida por 18 meses) prevê a manutenção do edifício com o nº 22. Este edifício é preservado e apenas ampliado num piso de modo a enquadrar a sua relação com o novo edifício e a estabelecer uma transição harmoniosa com o edifício contíguo. Salienta-se que o revestimento azulejar do edifício com o nº 22 será igualmente preservado.

Sem outro assunto de momento, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.

O Gabinete do Vereador Ricardo Veludo e Gabinete da Vereadora Catarina Vaz Pinto

24/12/2020

Prédio de 1912 - Av. 5 Outubro com projecto de edificação - protesto e pedido de chumbo à CML

Exmo Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


CC. PCML, AML, JVAN e media

Na sequência da entrada na CML a 8/10/2020 de um projecto de “edificação” no edifício sito no nº 84 da Av. Cinco de Outubro, gaveto com a Av. Visconde Valmor, processo nº 354/EDI/2020 (foto 1), serve o presente para solicitar a V. Exa. a reprovação do mesmo de forma liminar.

Com efeito, cremos estar perante um caso flagrante de especulação imobiliária, em que será severamente alterado, para não dizermos destruído, um edifício dos mais significativos de uma Lisboa “Entre-Séculos”, datado de 1912, e intacto até 2013 - altura em foi, em primeiro lugar, mutilado nos seus painéis de azulejo publicitário “Japonisme”, posteriormente “restaurados”; e nos seus vidros coloridos de todas as janelas (foto 2, de Fernanda Ribeiro, in O Corvo), posteriormente substituídos por réplicas em PVC (foto 3); e objecto de obras (provavelmente ilegais) no seu interior durante um certo período de tempo, que faziam prever que o edifício seria reabilitado, desde logo o seu fabuloso hall de entrada, revestido a pinturas, cujo mau estado de conservação actual espera por uma urgente recuperação por se tratar de um dos melhores exemplares da arquitectura de transição na cidade de Lisboa, ex-libris das Avenidas Novas. Entretanto, o edifício foi deixado ao abandono, restando a pastelaria Bola Cheia como seu único inquilino.

Passados que estão 17 anos sobre essas obras fictícias, eis que somos surpreendidos por um projecto de “edificação” apresentado agora à CML, na realidade um projecto de construção nova em que tudo será destruído, restando a fachada como “espaço de memória”, mas ampliada em 3 pisos (!), apesar de na memória descritiva se afirmar que os tectos em estuque serão preservados, o que não conseguimos compreender como o serão uma vez que em simultâneo se abrem caves para estacionamento (foto 4).

Apelamos à CML, na pessoa de V. Exa., para que trave mais este projecto destruidor, mais um, do que ainda resta de património daquele período na cidade de Lisboa, mais propriamente nas Avenidas Novas, outrora possuidoras de um rico edificado dessa época.

Chamamos a atenção de V. Exa. para o facto de este edifício se encontrar protegido pela Carta Municipal do Património, item 23.103, e, uma vez que o edifício não está em risco de ruína, não ser permitida a destruição dos seus interiores, nem a sua fachada poderá subir 3 pisos.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Filipe Teixeira, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Fátima Castanheira, António Araújo, Helena Espvall, Ana Celeste Glória, João Oliveira Leonardo, Pedro de Souza, Maria João Pinto, Paulo Lopes, Rui Pedro Martins, Irene Santos, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Jorge Pinto

17/11/2020

Pedido à CML para tomar posse administrativa de 3 prédios Lx Entre-Séculos Caixa

Exmo. Senhor Presidente
Dr.Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. AML e media

Como é do conhecimento de V. Exas., o património erigido em Lisboa em finais do século XIX, início do século XX, tem sido severamente fustigado ao longo das últimas décadas, período em que todos assistimos a uma série interminável de demolições (completas e parciais) de edifícios construídos naqueles anos, um pouco por toda a cidade, com particular incidência na zona das Avenidas Novas, em Campo de Ourique, no Bairro Camões, Estrela e na Estefânia.

Muitos desses edifícios desaparecidos, alguns deles emblemáticos na cidade, foram deixados ao abandono, propositadamente, durante vários anos, sofrendo os mais variados actos de vandalismo, desde o destelhar das coberturas a fogos “espontâneos”, passando pela remoção de elementos decorativos, os mais variados, à abertura propositada de portas e janelas, convidando à entrada da chuva e de mais vandalismo, com apenas um propósito: tornar irreversível a sua demolição e com ela a possibilidade de erguer uma construção nova.

São inúmeros os casos de demolição ou alterações significativas em edifícios constantes da Carta Municipal do Património, bem como em imóveis localizados em zonas de protecção de imóveis classificados de interesse público.

Porque é nossa profunda convicção que a muito breve trecho, se nada for feito em contrário, dessa época nada restará em Lisboa que não um punhado de edifícios classificados, apelamos à CML, na pessoa de V. Exas, que, de forma urgente e ao invés do que se fez nas últimas décadas, trave a especulação imobiliária, razão central do desaparecimento desses edifícios de uma Lisboa “Entre-Séculos”, outrora um património pujante e que nada destoava do que outras cidades da Europa possuíam.

Nesse sentido, instamos a CML a que, de forma exemplar, tome posse administrativamente de um trio de edifícios “entre-séculos”, característicos dessa época e importantes para os respectivos arruamentos e bairros, que, a nosso ver, são três casos exemplares de especulação imobiliária: encontram-se os três ao abandono há anos, foram vandalizados, encontram-se ao sabor das intempéries, mudaram de proprietários, sendo que estes foram submetendo à CML pedidos de informação prévia sucessivamente chumbados pelos serviços, mas nem por isso aqueles fizeram o que lhes competia fazer: obras de conservação nos prédios:

1.Edifício da Calçada da Estrela, nº 40-48

2.Edifício da Rua de Dona Estefânia, nº 28-30

3.Edifício da Rua Antero de Quental, nº 2

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Beatriz Empis, Filipe Teixeira, Maria Teresa Goulão, Helena Espvall, José Maria Amador, Rui Pedro Martins, Miguel Atanásio Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Pedro de Souza, Pedro Cassiano Neves, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Virgílio Marques, Jorge Ponto, Fátima Castanheira, Maria João Pinto, Pedro Fonseca, António Araújo, Martim Galamba, Pedro Henrique Aparício, Pedro Jordão, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Pedro Machado, Irene Santos

17/10/2020

Obras de demolição nos 3 prédios Sottomayor da Av. F Pereira Melo - novo pedido de esclarecimentos

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML e media

No seguimento do início de obras de demolição no prédio existente na esquina da Av. Fontes Pereira de Melo (nº) com a R. Martens Ferrão, edifício que faz parte do conjunto de três prédios de Cândido Sottomayor daquela avenida (nºs 18-20, 22-24 e 26), edifícios inscritos no PDM (item 44.24 Conjunto de três edifícios de habitação plurifamiliar (fachadas)/ Av. Fontes Pereira de Melo, 18-20, 22-24 e 26),

E considerando que não obtivemos resposta ao nosso pedido de esclarecimentos de 9 de Outubro (http://cidadanialx.blogspot.com/2020/10/obras-de-demolicao-iminentes-nos-3.html);

Voltamos a insistir junto de V. Exa. para que nos esclareça sobre a natureza exacta das demolições aprovadas pelos serviços que dirige, e que terão começado pelo edifício acima referido, naquele que é um dos raros conjuntos de interesse municipal ainda intactos, apesar de em mau estado de conservação, facto comprovado pela sua inscrição no PDM revisto em 2012.

Voltamos a constatar que, passada mais de uma semana, os trabalhos continuam sem aviso de obra pelo que solicitamos a V. Exa. para dar indicações aos serviços no sentido de intimarem o proprietário a colocar o referido aviso de obra, com despachorespetivo, e torne público o relatório de engenharia de estruturas que sustentará as obras de demolição já começadas e relativas, conforme referido pela CML à imprensa, a "partes dos edifícios a ameaçarem colapso", uma vez que sem esse relatório, como V. Exas. reconhecerá, não estará a ser cumprido o Regulamento do PDM.

Solicitamos igualmente que torne público se existe projeto para este quarteirão e qual a sua natureza, memória descritiva e respetivas plantas, uma vez que, lembramos, este quarteirão é composto por estes 3 prédios mas também pelos 2 lotes traseiros, deixados vagos por 2 demolições efetuadas há 20 anos, configurando assim uma operação urbanística de grande dimensão e impacte para a zona, pelo que será aconselhável romper com as más práticas camarárias de um passado recente, e promover, ao invés, a sua discussão pública.

Continuamos a não compreender a passividade da CML, ao longo de sucessivos mandatos, em matéria de posse administrativa de edifícios, e mesmo expropriação, quando se trata de edifícios e conjuntos de edifícios, elencados no Inventário Municipal, e deixados ao abandono e à especulação imobiliária há décadas, como é o caso destes três edifícios, com consequências graves para o Património da cidade e memória colectiva.

O Fórum Cidadania Lx e os demais grupos e associações de salvaguarda de património não irão descansar até que este conjunto arquitetónico tenha um projeto de reabilitação digno que permita a sua valorização e estaremos dispostos a ir até às últimas instâncias legais, a que podemos recorrer, para travar qualquer tentativa de demolição dos edifícios para além do regulamentar.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Filipe Teixeira, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Pedro Martins, Júlio Amorim, Rui Pedro Barbosa, Virgílio Marques, Gonçalo Cornélio da Silva, Helena Espvall, Pedro Ribeiro, Henrique Chaves, Pedro de Souza, Carlos Moura-Carvalho, Luís Carvalho e Rêgo, Maria João Pinto, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, José Maria Amador, Irina Gomes, Maria do Rosário Reiche, Filipe Lopes

09/10/2020

Obras de demolição iminentes nos 3 prédios de Sottomayor na Av. F Pereira Melo - pedido de esclarecimentos à CML

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

C.C. PCML, AML e media


No seguimento da colocação de andaimes nos três prédios de Cândido Sottomayor da Avenida Fontes Pereira de Melo, nºs 18-20, 22-24 e 26, edifícios inscritos no PDM (Item 44.24 Conjunto de três edifícios de habitação plurifamiliar (fachadas)/ Av,. Fontes Pereira de Melo, 18-20, 22-24 e 26);

E considerando que não existe no local qualquer aviso sobre a obra em curso;

Solicitamos a V. Exa. que dê indicações aos serviços para intimem o proprietário a colocar o referido aviso de obra, com despacho respectivo;

E torne público o relatório de engenharia de estruturas que sustentará eventuais obras de demolição das partes dos edifícios a ameaçarem colapso, respeitando assim o estipulado no Regulamento do PDM sobre obras de demolição parcial em prédios inscritos na Carta do Património, como é o caso.

Solicitamos igualmente que torne público se existe projecto para este quarteirão e qual a sua natureza, memória descritiva e respectivas plantas, uma vez que, lembramos, este quarteirão é composto por estes 3 prédios mas também pelos 2 lotes traseiros, deixados vagos por 2 demolições efectuadas há 20 anos, configurando assim uma operação urbanística de grande dimensão e impacte para a zona, pelo que será aconselhável romper com más práticas camarárias de um passado recente, ou seja, será estimável pela população que este projecto seja objecto de discussão pública.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Helena Espvall, Rui Pedro Barbosa, Gustavo da Cunha, Virgílio Marques, Fernando Jorge, Filipe Teixeira, Carlos Moura-Carvalho, Maria Ramalho, Eurico de Barros, Luís Carvalho e Rêgo, Irene Santos, Júlio Amorim, Pedro Fonseca, João Oliveira Leonardo, Miguel de Sepúlveda Velloso, Irina Gomes, Sofia de Vasconcelos, Casimiro, Martim Galamba, Jorge Pinto, Pedro Jordão, Maria João Pinto, Filipe e Bárbara Lopes, António Araújo, Maria do Rosário Reiche

04/08/2020

Existem andaimes para demolição parcial. Esteja atento!


Estão a ser montados andaimes no martirizado conjunto de 3 edifícios da Av. Fontes Pereira de Melo, desde há 20 anos a esta parte, quando tudo começou com as demolições apressadas dos 2 edifícios que lhes estavam contíguos do lado da Martens Ferrão e Andrade Corvo. É aliás um dos exemplos mais gritantes de especulação imobiliária pura e dura (fatalidade dos edifícios de Cândido Sottomayor?).

Hoje, trata-se do seguinte: a CML autorizou a demolição parcial dos edifícios, isto é, das partes que ameaçam derrocada, veja-se, por exemplo, a traseira de um deles que está completamente escaqueirada, embora não haja perigo para ninguém porque atrás é mato.

Ao que se sabe, a demolição completa requerida pelo promotor, foi liminarmente chumbada pela CML, até porque os edifícios estão inscritos na Carta do Património, pelo que as fachadas principais não podem ser deitadas abaixo. Aliás, por isso é que o projecto de Souto Moura não terá ainda avançado, porque aquele só depois de ver tudo em baixo é que estará disponível a accionar o seu génio criativo.

Mas convém estar atento a esta demolição parcial, porque o que não falta por Lisboa é "surpresa" desagradável resultante de imprevistos...

(foto e alerta de Leonardo Chaves)

21/05/2020

Pedido de obras urgentes/pedido expropriação do Prédio do Tijolo (MIM)

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

C.C. PCML, AML, JF Estrela, DGPC e media

Como é do conhecimento de V. Exa., o edifício da Rua Possidónio da Silva, nº 19-33, mais conhecido por “Prédio do Tijolo” (1891-1892), é um edifício notável da cidade de Lisboa e por isso foi muito justamente classificado Monumento de Interesse Municipal (classificação publicada em Boletim Municipal, 28.12.2017).

No entanto, desde a sua classificação pela CML que o “Prédio do Tijolo” foi vendido e revendido, todos os seus moradores foram desalojados, e não se efectuaram quaisquer obras de recuperação, mormente nos seus interiores com elementos decorativos, e a tardoz, nas suas famosas galerias.

Solicitamos, pois, à CML, à semelhança do solicitado em 2014, que proceda a nova intimação ao proprietário no sentido de serem efectuadas as obras de recuperação do imóvel e, no caso de tal não ser acatado pelo proprietário, tome posse administrativa do imóvel ou proceda à sua expropriação, de modo a que este edifício singular seja devidamente recuperado e de novo habitado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Pedro Cassiano Neves, Helena Espvall, Rui Martins, Eurico de Barros, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Pedro de Souza, Fernando Jorge, Filipe Teixeira e Miguel de Sepúlveda Velloso

Fotos de Pedro Cassiano Neves

07/05/2020

R Rodrigo da Fonseca 6-8- Reprovação de projecto de ampliação - aplauso e incentivo à CML


Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML, JF e media

Vimos por este meio aplaudir a CML e os serviços que V. Exa. tutela, pela reprovação do projecto de alterações e ampliação, com demolição de interiores, da autoria do arq. Manuel Aires Mateus, previsto para o edifício uni-familiar da Rua Rodrigo da Fonseca, nº 6-8.

Trata-se de uma reprovação a aplaudir por ser exemplar, uma vez que o seu contrário significaria a alteração radical, descaracterizadora a todos os níveis, daquele que é um dos raros exemplares autênticos e carismáticos daquele que já foi o bairro mais notável de Lisboa, o Bairro Barata Salgueiro, bairro que tem vindo a ser profundamente descaracterizado ao longo das últimas décadas, conforme é do conhecimento de V. Exa.

Além disso, e mais uma vez, estaríamos perante um projecto de alterações profundas num edifício que, além de intacto, está protegido pela Carta Municipal do Património (item 46.31).

Mandam as boas práticas que devemos promover a reabilitação de facto nos edifícios que claramente são reabilitáveis como é o caso deste. Não estamos perante uma ruína que poderia justificar uma intervenção mais pesada e sem consideração pelos valores patrimoniais.

Congratulamo-nos com a reprovação deste projecto (proc. nº 129/EDI/2019) e incentivamos a CML a continuar a boa prática de fazer respeitar escrupulosamente o Regulamento do Plano Director Municipal em vigor.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Mariana Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Pedro Cassiano Neves, Virgílio Marques, Rui Martins, Júlio Amorim, Rui Pedro Barbosa, Pedro Jordão, Nuno Fonseca, Nuno Castro Paiva, Bárbara Lopes, Filipe Lopes, Filipe Teixeira, Helena Espvall, Gustavo da Cunha, Jorge Pinto, Beatriz Empis, António Araújo, Pedro Malheiros Fonseca, Fátima Castanheira, Pedro Machado, Manuel Araújo

14/01/2020

Protesto pela demolição do prédio de Soares da Silva/ Tv Amoreiras 6-12


Exmo. Senhor Vereador Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML, DGPC, JF e media

Como é do conhecimento de V. Exa., a reabilitação urbana promovida pelos Serviços da CML durante o período 2007-2019, traduziu-se em números impressionantes no que se refere a demolições de edifícios de finais do século XIX, princípios do XX, um pouco por toda a cidade, descaracterizando bairros até aí preservados ou pouco atacados na sua autenticidade, como sejam os casos de Campo de Ourique, Estrela, Lapa, Madragoa, Chiado, Picoas, Estefânia, para já não mencionarmos a zona da Avenida da Liberdade e as Avenidas Novas, cuja amputação começara há algumas décadas.

Assim, calculamos que tenham sido demolidos, total ou parcialmente, desfigurando-os significativamente, mais de 300 edifícios, compreendendo palacetes, vilas e pátios operários, prédios de rendimento, exemplares da arquitectura industrial, etc., etc.

Cumpre por isso, cremos, mudar o paradigma da política de reabilitação urbana da CML, para novas e boas práticas, em que não se materialize o entendimento de que basta manter-se a fachada como sinónimo de que uma cidade está a ser reabilitada.

É possível adaptar o edificado desse período construtivo, de que Lisboa já foi rica, às novas funções e exigências de uma vida moderna, sem destruir os interiores dos apartamentos, sem ampliar 2-3 pisos, sem destruir os seus logradouros, sem descaracterizar o quarteirão, o bairro. É possível, não é tão caro quanto nos iludem ser, e há mercado para essas casas.

Com a entrada em funções de V. Exa., cremos ser oportuno chamarmos a atenção especial do novo Vereador do Urbanismo da CML, para a antiga residência de Francisco Soares da Silva, junto ao Jardim das Amoreiras, e para o pedido de licenciamento de projecto de ampliação com demolição integral dos interiores (processo nº 2008/EDI/2019), que entrou recentemente na CML para apreciação dos Serviços que V. Exa. agora tutela.

Com efeito, o projecto de arquitectura da autoria do arq. Pedro Carrilho, tem tudo quanto defendemos dever ser recusado por uma política de reabilitação que não se reveja no fachadismo promovido nos últimos 12 anos: interior todo demolido, ampliação de um piso em mansarda, caves de estacionamento, regularização da fachada sobre a garagem.

O edifício em apreço, sito na Travessa das Águas-Livres, nº 6-12, é tão só a casa de Francisco Soares da Silva, conhecido industrial da cidade de Lisboa (http://www.lojascomhistoria.pt/lojas/francisco-soares-da-silva), que resulta da extraordinária adaptação, em 1912, de uma construção de origem pombalina de dois pisos que então detinha na esquina da Travessa das Águas Livres, com projecto do então conhecido arquitecto António do Couto de Abreu (1874-1946), que fora primeiramente discípulo de Miguel Ventura Terra nas obras do Palácio das Cortes em S. Bento, trabalhando posteriormente com Arnaldo Adães Bermudes, de quem chega a ser sócio no projecto do monumento ao Marquês de Pombal, e que ficou conhecido mormente pelos já demolidos Palacete Empis, Prémio Valmor de 1907, e Casa João António Henriques Serra, Menção Honrosa do Prémio Valmor de 1909, e este projecto na Travessa das Águas-Livres.

O edifício, na realidade dois edifícios, encontra-se praticamente intacto, ainda que com algumas divisões em mau estado de conservação, mas passíveis de plena recuperação.

Aliás, esse é um ponto em que não cremos haja justiça neste projecto que contestamos: o levantamento fotográfico apresentado no projecto em apreço; uma vez que só são mostradas fotografias das áreas em mau estado de conservação (devido às infiltrações), mormente o sótão e a garagem. As restantes fotos são do 1º andar, cujo interesse decorativo é nulo. E não nos parece que haja nenhuma fotografia ilustrativa do piso nobre, o 2º andar, que era a habitação do proprietário, e que certamente manterá ainda estuques. Trata-se, a nosso ver, de uma forma de manipular a opinião de quem decide a favor da demolição dos interiores do edifício.

Por considerarmos que existe valor histórico e arquitectónico no edificado, apresentámos um requerimento à DGPC, em Junho passado, com o propósito de que esta procedesse à abertura da sua classificação, pelo que estranhamos que os serviços daquela ainda não tenham dado andamento ao processo, e mais estranhamos a apresentação deste projecto à CML, 5 meses sobre o nosso requerimento à DGPC.

Resumindo, consideramos que a eventual aprovação pela CML do presente projecto do arq. Pedro Carrilho, será uma nefasta para a cidade de Lisboa, porque consubstanciará o continuar de uma repetida má prática que se traduziu no arrasar dos edifícios da chamada “Arquitectura de Transição”, e, na circunstância, de um edifício sui generis e histórico, e que no seu todo vai contra as boas práticas de conservação e restauro, descritas em cartas internacionais, e reconhecidas pelas autoridades em Portugal.

Mais a mais tratando-se, como se trata, de um edifício supostamente protegido pela regulamentação camarária, em virtude de constar da Carta do Património anexa ao Plano Director Municipal, item 46.06 Conjunto arquitetónico / Praça das Amoreiras, 2 a 8, 25 a 32, 34 a 48 e 49 a 59, Trav. das Águas Livres, 2 a 8 e 10 a 14, Trav. da Fábrica dos Pentes, 2 a 6 e 3 a 9, Rua João Penha, 13 a 15 e 16 a 32 e Trav. da Fábrica das Sedas, 1 a 49 • (Antigo) Bairro Fabril das Amoreiras.

Pelo exposto, apelamos a V. Exa., senhor Vereador, para que atente neste projecto e evite o continuar de um entendimento erróneo do que deve ser a Reabilitação Urbana, e com isso se possa inverter uma política urbanística que consideramos não só retrógrada e atentatória ao património da cidade, que é de todos, como contrária ao espírito do Plano Director Municipal em vigor.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, José Pedro Tenreiro, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Helena Espvall, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, Luís Serpa, Filipe Teixeira, Rui Pedro Martins, André Santos, Virgílio Marques, Alexandre Marques da Cruz, Henrique Chaves, José Maria Amador, Pedro Fonseca, Jorge Santos Silva, Miguel Jorge, João Oliveira Leonardo, Maria Maia, Beatriz Empis

14/06/2019

Lisboa capital europeia da demolição, soma e segue:


A porcaria já está em construção. Ha muito que o senhor vereador já tinha despachado em conformidade o belo edifício de gaveto da Filipe Folque com a Tomás Ribeiro. Vem aí mais arquitectura de cólidade. E mais um hotel de classe superlativa (Turim), claro. A arquitectura de transição nesta cidade está em vias de desaparecimento total, porque é terreno predilecto para engenheiros de estruturas e arquitectos de pladur e cabeçudos. A indiferença da generalidade das pessoas perante a sua destruição compulsiva é uma degeneração tipicamente lusa e não há nada a fazer :-(
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1º foto de Elsa Severino. Última foto in Publituris

17/01/2019

E já se prepara o ataque à fabulosa Rua Júlio de Andrade, no Torel:


Enquanto isso, a Fundação Macau já tem na CML um projecto para alterações e ampliação (proc. 2212/EDI/2018) do palacete da Rua do Torel, 7, que é da autoria de Sebastião Locati, com projecto de 1891.

O projecto defende duas aberrações: a demolição do anexo (que data do projecto original, apontado na 3ª imagem) cuja presença arquitectónica e urbanística é particularmente relevante na Calçada do Moinho de Vento; e instalação de diversas estruturas fixas na cobertura em terraço do palacete, característica que o distinguia na origem. E vai daí, ainda querem construir um auditório que vai ser enterrado, apenas o acesso é exterior.

Foi no que deu o IGESPAR/DGPC nunca querer classificar a Rua do Torel como um todo muito específico, ficando a sua "protecção" dependente da dita ao Campo Mártires da Pátria que, como já se viu, não serve rigorosamente para NADA.

Foto IHRU/SIPA.

14/09/2018

Enquanto isso, a fúria do Arquitecto continua em roda livre...


Desta feita na Rua de Ponta Delgada, com grandes demolições neste conjunto de edifícios na Estefânia. O edifício principal (nº 23 a 27) ainda está inteiro - é um importante sobrevivente da Lisboa dos finais do séc. XIX - é uma belíssima Carpintaria construída por um dos mais importantes constructores da época (foi ele que construiu vários dos prédios de luxo da Avenida da Liberdade, como o da "Rosa & Teixeira"), e esse está na Carta Municipal do Património anexa ao PDM - who cares? Lindo, lindo, mesmo é que a boa prática da tal de governança continua: não há aviso nem anúncio da obra... (info via FJ)

24/07/2018

Palacete Valmor - Pedido de obras coercivas ou expropriação


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML, JF Avenidas Novas, Vereador Urbanismo e media

Como é do conhecimento de V. Exa., o Palacete Valmor, antiga residência da Viscondessa de Valmor, viúva do benemérito responsável pelos Prémios Valmor, e obra emblemática da Lisboa de entre-séculos e uma das obras-primas de Miguel Ventura Terra, foi Prémio Valmor em 1906 e é Imóvel de Interesse Público desde 1977.

Não obstante essas menções honrosas, este palacete sito na Avenida da República, nº 38, encontra-se abandonado e à venda há um punhado de anos, apresentando neste momento sinais preocupantes de começo de degradação física, com várias janelas com vidros partidos.

Imaginando o que se passará a nível das coberturas e nos interiores do edifício, e porque esta não é uma situação virgem em Lisboa, infelizmente, e, não sendo combatida atempadamente por quem de direito, pode conduzir, como já conduziu em diversas outras ocasiões, a um estado de ruína tal dos imóveis que, potenciando a especulação imobiliária, conduz rapidamente a reabilitações perniciosas e ao desaparecimento de património da cidade;

Apelamos a V. Exa., Senhor Presidente, para instar o proprietário a obras de conservação imediatas, e, caso a intimação não seja acatada, para dar instruções aos serviços para procederem à posse administrativa do Palacete Valmor e à sua eventual expropriação, quiçá para instalação de um núcleo interpretativo da vida e obra do insigne arquitecto.

Mais do que exposições e palestras, será este o fecho ideal das comemorações do sesquicentenário de Ventura Terra, redimindo-se assim a CML das ocasiões em que não agindo em devido tempo permitiu, por exemplo, que acontecesse o que aconteceu em 2010 aos edifícios do mesmo autor, construídos para Joaquim Santos Lima, no gaveto da Avenida da República com a Avenida Elias Garcia.

Dê-nos essa boa notícia, Senhor Presidente.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero (pelo Fórum Cidadania Lx) e Alda Sarria Terra (pela Associação Ventura Terra)

Foto de José Daniel Soares Ferreira

21/05/2018

E já começou a herança Manuel Salgado (2017-2021) #3


O de cima vai dar lugar ao de baixo... grão a grão o património das Avenidas Novas/ Picoas vai sendo demolido, este é na Tomás Ribeiro, já foi supermercado e já foi CTT a especulação compensa, foi vendido para prédio de subúrbio endinheirado, por 18 milhões, daquei por mais 6 meses + 6, a herança do vereador será notável.: http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/imobiliario/detalhe/edificio-residencial-em-lisboa-vendido-por-18-milhoes-de-euros

11/05/2018

E já começou a herança Manuel Salgado (2017-2021) #1


Prédio de gaveto da Avenida Almirante Reis com a Rua Febo Moniz, edifício de transição, com interiores neo-manuelinos. Começou a demolição, para dar lugar a mais um aborto. É o tal de "Eixo Prioritário da Almirante Reis". Fotos de Paulo Torres.