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15/06/2020

133ª Reunião de CML - 2 Aplausos (Museu da Rádio e Atheneu) e 1 Apelo/protesto (Tabaqueira) à CML


Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


 CC. PCML, AML, DGPC e media

Serve o presente para saudar a CML, na pessoa de V. Exa., enquanto autor das propostas que serão apreciadas na 133ª reunião camarária de dia 18 do corrente, designadamente no que refere a:

*Deliberar declarar NULA a aprovação do projeto de arquitetura feita em 17/11/2017 pela CML, conhecido pomposamente como projecto “Radio Palace”, por se tratar de um projecto de alterações e ampliação do antigo Museu da Rádio, na Rua do Quelhas, da autoria do atelier ARX e tendo como promotor a Vanguard Properties (Proposta nº 302/2020).Congratulamo-nos com o teor da V/Informação nº 25650/INF/DMURB, um vez que vimos alertando a CML desde há mais de 10 anos para os considerandos que, exactamente, fundamentam a mesma. Lisboa agradece.

*Aprovar o INDEFERIMENTO do pedido de licenciamento para obras de alterações interiores e exteriores no edifício-sede do Atheneu Comercial de Lisboa, na Rua das Portas de Santo Antão (Proposta nº 295/2020), edifício histórico e de elevado valor patrimonial, recentemente classificado de Interesse Público, e indissociável de um clube histórico da cidade de Lisboa, uma agremiação cultural e desportiva que há dias perfez 140 anos!

Também aqui temos vindo a alertar a CML para a necessidade de assegurar que na reabilitação urgente que o imóvel carece, se deve garantir o restauro de todos os elementos patrimoniais, fora e dentro do imóvel, bem como a preservação da cércea do mesmo, a permeabilização de toda a sua colina, recuperando-a como mancha verde da cidade; e que o Clube ali se mantenha sediado, com o seu espólio único e, preferencialmente, assegurando-lhe as condições de viabilização que merece, mormente pelo licenciamento da escola comercial que ali funcionava.

Contudo, não podemos deixar de lamentar a proposta (n.º 301/2020) por si submetida à mesma reunião de CML, no sentido de APROVAR o pedido de informação prévia relativo à operação urbanística a desenvolver no designado Edifício Tabaqueira, em Marvila, apresentado por Wonderempire, Lda.

Tal como fizemos já por diversas vezes, voltamos a apelar à CML para que não aprove este projecto, uma vez que o mesmo irá transformar o edifício marcante da Tabaqueira - que ainda o é, apesar de estar votado há décadas ao abandono e ao vandalismo pelos seus sucessivos proprietários, EDP incluída – numa caricatura ao pretender acoplar sobre aquela um edifício contemporâneo (ver imagens 1 e 2).

Alertamos ainda V. Exa. e a CML para o processo que conduziu a este projecto, uma vez que ainda não está clara a forma como se colocou à margem o contrato com o arq. Renzo Piano e deste com a arq. Grazia Repetto (imagens 3, 4, 5 e 6), que visava a recuperação do edifício da Tabaqueira como espaço lúdico-cultural-comercial, aliás materializada num projecto de grande beleza e "equipamento âncora" para a zona, onde rareiam esses equipamentos.

Lisboa poderia perfeitamente fazer "benchmarking" do que o arq. Norman Foster está a fazer em Madrid, em edifício em tudo semelhante ao da Tabaqueira (https://cincodias.elpais.com/cincodias/2020/06/04/album/1591294723_857689.html?fbclid=IwAR32stdIYh_g9Bbttsr2VUnBs3dTTHUCKaDAF_pChVrUzY_KQd-Xyqfu9LA).

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Beatriz Empis, Rui Pedro Martins, Sofia Vasconcelos Casimiro, António Araújo, Alexandre Marques da Cruz, Helena Espvall, Irene Santos, Júlio Amorim, João Oliveira Leonardo, Maria Maia, Fátima Castanheira, Cláudia Ramos

09/03/2020

O edifício do Atheneu é Monumento de Interesse Público


Obrigado à DGPC e ao proponente, Jorge Marques!

Portaria n.º 241/2020 - Diário da República n.º 48/2020, Série II de 2020-03-09 129967172

Cultura - Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural
Classifica como monumento de interesse público o Palácio Povolide, onde se encontra sediado o Ateneu Comercial de Lisboa, incluindo o património móvel integrado, na Rua das Portas de Santo Antão, 106 a 110, Lisboa, freguesia de Arroios, concelho e distrito de Lisboa

Foto de Maria Saraiva

18/07/2019

Atheneu, contam-se armas ...


Bom, bom, ou muito me engano ou vem aí (proc. 1180/EDI/2019, entrado na CML a dia 5 de Julho) o fim do edifício do Atheneu, tal qual o conhecemos, com excepção dos tectos dos salões do piso nobre e escadaria, que é "impensável" tocar-lhes (engraçado, não aparece nem metade dos tectos aqui nesta "memória descritiva e justificativa", a qual, aliás, é muito selectiva...). Entretanto, já há muita propaganda (e dos próprios espoliados à maneira de Tróia, o que ainda é mais engraçado), como convém nestas coisas: https://eco.sapo.pt/2019/07/17/investimento-da-vogue-homes-faz-renascer-o-ateneu-comercial-de-lisboa/?utm_medium=Social&utm_source=Facebook&fbclid=IwAR1XSQZ16ibJ4Jk7DRyXB1iPagOX5KGxnrOiTMX9X0hqXrJIxf0EPBTGqxQ#Echobox=1563381536 e https://www.dn.pt/dinheiro/interior/palacio-povolide-sera-reabilitado-e-mantem-sede-do-ateneu-de-lisboa-11122414.html, por exemplo. Aguardemos...

16/01/2019

Em defesa da Instituição de Utilidade Pública - Ateneu Comercial de Lisboa



Assine e divulgue esta petição criada por sócios e antigos sócios do Atheneu: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT91173&fbclid=IwAR20RpczMLmeLqIOjkEeI_lCSa9DfVzGusWhFuQ_mVgwPxAlGxlbsd65xAM.

É de facto vital que se assegure a salvaguarda do clube Atheneu, e ali, no seu edifício, e não noutro lugar.

19/10/2017

Mais fotos fresquinhas da obrinha na Solmar (Em Vias de Classificação, mobiliário incluído...):


Mais fotos fresquinhas da obrinha na Solmar.

Veja-se o “esmero e carinho” com que acondicionam ... os candeeiros, os maples, etc. Os candeeiros estão desmontados, todos com os vidros tirados, talvez para limpar. Aqui vê-se um carrinho com parte deles. Noutras fotos vê-se que as juntas das lajes dos lambris estão betumadas e parece-me que algumas destas estão a ser limpas, o que pode ser bom sinal. Está tudo coberto de pó de pedra.

E há estes pedaços de pedra…

O café, onde antes estava guardado o mobiliário, está agora vazio.

(reportagem fotográfica de Rita Gomes Ferrão)

Oxalá resistam, o espaço e o mobiliário. E que a classificação venha RÁPIDO!

In Público (18.10.2017), por João Pedro Pincha

«Cervejaria Solmar está na mão de chineses e reabre daqui "a dois ou três meses"

Empresária chinesa vai explorar o icónico restaurante da Baixa lisboeta e promete mantê-lo tal como até aqui. Não só em relação à arquitectura, mas também à comida.

A emblemática cervejaria Solmar, famosa não só pelos mariscos como pela exuberante decoração interior, está em obras e deve reabrir daqui “a dois ou três meses”. O restaurante da Rua das Portas de Santo Antão, na Baixa de Lisboa, será explorado por empresários chineses, que garantem querer manter a identidade portuguesa do espaço.

A Solmar vai continuar a ser uma marisqueira e cervejaria, disse ao PÚBLICO um cidadão chinês que se encontrava no local esta quarta-feira à tarde e que se apresentou como Jin, sobrinho da nova gerente. As obras começaram “há duas semanas” e devem estar concluídas dentro de “dois ou três meses”. Um operário português que por ali estava afirmou que os trabalhos visam “preservar o aspecto antigo” da cervejaria. [...]»

25/05/2016

Assembleia recomenda à Câmara de Lisboa que compre o edifício do Ateneu


In Público (24.5.2016)
Por INÊS BOAVENTURA

«O vereador Duarte Cordeiro garantiu que “não há nenhum processo de licenciamento” para o edifício, na Rua das Portas de Santo Antão. Os deputados municipais pediram a sua classificação.

Graças à iniciativa de 1097 peticionários, o futuro incerto do Ateneu Comercial de Lisboa esteve em debate esta terça-feira na Assembleia Municipal de Lisboa. Por sugestão do Bloco de Esquerda, este órgão decidiu recomendar à câmara que classifique a sede da instituição, na Rua das Portas de Santo Antão, e que a adquira, designadamente através do exercício do direito de preferência caso o imóvel seja posto à venda.

A recomendação apresentada pelo BE propunha ainda que, além de classificar o edifício designado por Palácio dos Condes de Povolide como património de interesse municipal, a câmara promovesse também a classificação do património mobiliário do Ateneu Comercial de Lisboa.

As duas propostas de classificação tiveram o apoio unânime da assembleia municipal, enquanto a ideia de a autarquia adquirir, “designadamente através do exercício do direito de preferência”, os números 106 a 110 da Rua das Portas de Santo Antão, foi aprovada por maioria. Além do BE votaram a favor o PCP e o PEV, tendo todos os outros eleitos optado pela abstenção.

Igualmente aprovada, por unanimidade, foi uma recomendação apresentada pela Comissão de Cultura da assembleia municipal. Nela, entre outros aspectos, pedia-se ao município que divulgue os projectos urbanísticos que venham a ser apresentados para o Ateneu e para a área envolvente e que “clarifique as medidas que tenciona tomar visando a salvaguarda do património e espólio” da instituição.

Em nome dos peticionários, Teresa Ferreira e Liliana Escalhão (que são arrendatárias de um espaço no interior do Palácio dos Condes de Povolide) consideraram as recomendações da comissão “demasiado vagas e sem efeitos práticos”. Em alternativa, estas oradoras apresentaram aquilo que consideram ser “soluções viáveis e concretas”. Entre elas a de que a câmara adquira o edifício e promova um concurso público “onde grupos de pessoas interessadas apresentem os seus projectos para a reabilitação física e cultural” do espaço.

Em nome d’Os Verdes, Sobreda Antunes afirmou que “o Ateneu não tem merecido a atenção devida por parte da autarquia nas últimas décadas”, critica que foi também feita por Modesto Navarro, do PCP, para quem “defender” esta instituição é “defender” também “a identidade e o futuro” da cidade.

Já o bloquista Ricardo Robles alertou para “a vulnerabilidade do património móvel” do Ateneu e para “os apetites vorazes imobiliários que recaem sobre o edifício”. “A câmara devia desenvolver todos os esforços para o preservar”, sustentou. Também Vasco Santos, do MPT, defendeu que “o edifício deve ser preservado” e manter uma “função cultural e desportiva”.

Tanto Rosa Maria Carvalho da Silva como Simonetta Luz Afonso, respectivamente do PSD e do PS, sublinharam a necessidade de se ter em conta que está em curso um processo de insolvência do Ateneu Comercial de Lisboa. “Não podemos confundir o poder político com o poder judicial”, disse a primeira, enquanto a ex-presidente da assembleia municipal notou que “a 7.ª Comissão [de Cultura] não se pode sobrepor aos tribunais”.

“A 7.ª Comissão não está a dormir nem está distraída. As recomendações que fizemos são sensatas”, acrescentou Simonetta Luz Afonso, a quem não caíram bem algumas das palavras das representantes dos peticionários. Sobre o Ateneu, a autarca disse, referindo-se às más condições de conservação do espaço, que este “parece uma barraca, quando é um edifício fantástico da cidade que é preciso preservar na sua traça original”.

Pela câmara, o vereador Duarte Cordeiro garantiu que esta “assumirá as suas responsabilidades”, mas lembrou que o facto de haver um processo judicial em curso traz limitações. O autarca sublinhou que “não há nenhum processo de licenciamento para o Ateneu” e que o seu proprietário já foi intimado para fazer obras de conservação do imóvel. [...]»

19/04/2016

Deputados do parlamento alertados para situação do Ateneu Comercial de Lisboa


In Público/LUSA (19.4.2016)

«A funcionar num palácio na rua das Portas de Santo Antão, o ateneu enfrenta desde 2012 um processo de insolvência, com dívidas de 300 mil euros.

[...] “A nossa preocupação neste momento é sobre o edifício, que é património cultural da cidade. Não sabemos o que vai acontecer ao Ateneu depois de nós sairmos, em Julho”, afirmou Teresa Ferreira, única arrendatária do Ateneu Comercial de Lisboa, que, juntamente com Liliana Escalhão, explora o restaurante/bar 1.º Andar. [...]

A presidente da comissão parlamentar, Edite Estrela (PS), esclareceu as peticionárias que a “capacidade de intervenção do parlamento é apenas a que diz respeito à salvaguarda do património”. “Tudo o mais ultrapassa as competências desta comissão e até da Assembleia da República. Não podemos impedir a venda do edifício. Não cabe no âmbito da nossa capacidade de intervenção”, referiu.[...]

As peticionárias deram conta aos deputados que em Setembro do ano passado apresentaram no Ministério Público uma queixa por alegada gestão danosa no processo de insolvência do Ateneu. “Estamos há três anos e meio no Ateneu. Vimos muita coisa a acontecer, mas o valor da dívida mantém-se. Para onde vai o dinheiro? Achamos que está a ser gerido indevidamente e que o intuito do administrador de insolvência é a venda e não a recuperação do espaço”, disse na altura Liliana Escalhão em declarações à Lusa.[...]»

...

A petição decorre aqui.