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12/06/2018

Quiçá ... mais valia terem deitado tudo abaixo...


É por estas e por outras que não sei se não vale a pena deitar tudo abaixo em vez de termos abortos como este... é na Av. Duque de Loulé, foi alvo de predadores vários, até que deu nisto. houve um tempo em que era um lindo prédio.
(foto actual da Mariana Carvalho e antigas da Dia Leiria-Ralha)

12/10/2016

Avenida Duque de Loulé 70: O abate já começou









 
O abate deste prédio começou. Toda a escadaria de pedra da entrada deste bom prédio do início do séc. XX foi recentemente removida e vendida. Os azulejos Arte Nova também foram levantados. Ver tratamentos deste tipo ao nosso património arquitectónico em 2016 não nos dá grande esperança em ver uma mudança de paradigma na reabilitação. Já se percebeu que tanto proprietário deste prédio como o Pelouro do Urbanismo da CML desprezam este tipo de imóveis da nossa cidade.

14/07/2015

Interior de prédios da Duque de Loulé demolido por ordem da Câmara de Lisboa


In Público (14.7.2015)
Por José António Cerejo

Risco de “colapso iminente” é a explicão da autaquia. Licença obrigava a manter o interior dos prédios rico em decoração art déco.

«Estava escrito nos astros. Os três edifícios considerados dos “mais elegantes conjuntos habitacionais” da Lisboa do início do século XX, com os números 86 a 96 da Av. Duque de Loulé, estão desde há um mês reduzidos a pouco mais do que as fachadas.

O projecto aprovado em 2009 obrigava à manutenção e recuperação do miolo dos edifícios, mas já em Maio de 2012 a fiscalização camarária dera conta de que tinham sido ilegalmente demolidas algumas paredes, antes de as obras serem interrompidas no final de 2011.

Em Março de 2013, o PÚBLICO relatou que uma boa parte dos telhados tinha sido retirada e que o conjunto estava abandonado e em degradação acelerada. Nos primeiros meses deste ano as máquinas voltaram e a quase totalidade do que restava entre fachadas foi abaixo, acabando nos vazadouros de entulho.

Questionada pelo PÚBLICO a câmara respondeu, por escrito, que “a 30 de Janeiro de 2014 os proprietários foram intimados à demolição dos edifícios por existir a possibilidade iminente de colapso de paredes”. Os serviços de Urbanismo da autarquia acrescentam que “os trabalhos em execução, devidamente autorizados, limitam-se ao estritamente necessário para assegurar as condições de segurança estrutural dos edifícios, nomeadamente a retirada de todas as estruturas e elementos que derrocaram e o reforço das estruturas que resistiram, não correspondendo à demolição integral dos mesmos”.

Quem olha através dos vãos das janelas e de alguma porta entreaberta percebe, no entanto, que em dois dos prédios nada sobrou para lá dos átrios de entrada e que, mesmo no terceiro, na esquina com a Luciano Cordeiro, muita coisa foi arrasada.

Passados 13 anos ficou assim satisfeita a pretensão inicial dos proprietários, que então viram aprovado um pedido de informação prévia que contemplava apenas a manutenção das fachadas. Foi a polémica desencadeada depois da aprovação do projecto, em 2004, que levou a câmara a recuar, não licenciando a obra. Já em 2009 foi aprovado um outro projecto que obrigava à preservação dos interiores, incluindo a “organização espacial do desenho original” e a “maior parte dos elementos decorativos existentes”.

Adquirido pelo Grupo Espírito Santo (GES) no final de 2012, o conjunto passou logo a seguir para a Coporgest, participada em 25% pelo GES. Recentemente foi comprado pela Imopatrimónio, uma empresa com sede no mesmo local que a Coporgest e dirigida pelas mesmas pessoas.

De acordo com a câmara está agora aprovada para o local a construção de 97 fracções habitacionais e de três comerciais, “mantendo-se a volumetria licenciada e a recuperação da totalidade do existente”. O que significa “recuperar a totalidade do existente” não é explicado. Quanto às demolições ilegais, a câmara diz que “para o local existem processos de contra-ordenação em curso, em fase de instrução”.»

02/05/2014

Está-se a tornar um mau hábito:


Janelas abertas e imaginamos o que não irá pelos telhados e pelas traseiras. O convite à degradação e ao facto consumado da demolição de interiores. Afinal de contas, sr. Paulo Rebelo, o que nos disse em 2013 a um post aqui colocado, foi pura retórica:

«Exmos Senhores,

Agradecemos o vosso alerta relativamente às janelas abertas no edifício*. Já reportámos o assunto ao proprietário e esperamos que tome as providências necessárias para que estas se mantenham permanentemente fechadas e desse modo evitar a deterioração do interior do edifício.

Entendemos a utilidade do vosso blog. Aos que se nos dirigiram em termos civilizados, agradecemos sinceramente o alerta. No entanto gostaríamos de lamentar os e-mail recebidos com caráter insultuoso. A Cushman & Wakefield é uma consultora imobiliária que defende ativamente a preservação e proteção do edificado.

Neste processo fomos mandatados para a comercialização de um projeto aprovado pelas instâncias competentes e não temos qualquer responsabilidade na preservação dos edifícios.

Pensamos que a nossa ação responsável de encontrar viabilidade económica para os muitos edifícios que estão parados, respeitando a sua traça e memória, é crucial num momento em que tantos baixam os braços perante as dificuldades que a economia e o mercado hoje apresentam.

Uma vez que o assunto das janelas está resolvido solicitamos que seja retirado do blog o link direcionado à nossa página Web. Estaremos certamente mais atentos. Se no entanto, verificarem que tal aconteceu de novo, e se não vos for inconveniente pois deduzimos que estão próximos ao edifício, agradecemos que nos alertem para que prontamente informemos o proprietário.

Cumprimentos,

Paulo Rebelo
Departamento de Reabilitação Urbana
»


Daí que ponha aqui foto actual do prédio em causa, e, já agora, de outros dois na mesmíssima situação, na Rua Sousa Martins e na Rua Viriato.

* Prédio da Duque de Loulé (1ª foto)

Fotos: NCB

17/02/2014

Lá se vai mais um de princípios do século XX, fiquemos felizes com a fachada!


Há mais de 10 anos que andamos a denunciar a situação de abandono criminoso em que puseram este outrora magnífico prédio da Avenida Duque de Loulé. Amanhã, por proposta n.º 38/2014, irá ser aprovado o «projeto de construção/reconstrução com manutenção de fachada para os prédios sitos na Avenida Duque de Loulé n.ºs 112/122 e 124 a 126, tornejando para a Rua Eça de Queirós e Rua Camilo Castelo Branco, freguesia de Santo António, que constitui o processo n.º 284/EDI/2013, nos termos da proposta).

Ao fim de todos estes anos - e em 2004 foi chumbado um pedido de demolição e construção nova - vamos ficar apenas com a fachada e os vãos de formas assumidamente Arte Nova; já os vitrais, devem ir todos à vida, os que ainda lá existam. Enfim, é o que temos.


Fotos: Diana Ralha (2008 - duas primeiras), e Miguel Velloso (2013)

17/09/2013

Recordar é viver


Antes de 2009 existia este palacete no nº 35 da Avenida Duque de Loulé e era o último sobrevivente dos vários palacetes desta avenida. Imóvel de arquitectura eclética com vãos neo-góticos e interiores com tectos de estuque artístico. Encontrava-se devoluto mas em bom estado de conservação pois esteve ocupado por serviços do Estado até 2006. Em Janeiro 2007 deu entrada na CML, out of the blue (ou seja, tratava-se de um projecto sem antecedentes herdados de outra vereação...) um "pedido de demolição", que a CML aceitaria mais tarde 'sem pestanejar', sendo a sua demolição aprovada por despacho do vereador, sem ir a reunião de CML; decisão blindada pelo facto (inexplicável) do edifício não estar no Inventário Municipal. Neste momento está lá um edifício de 8 pisos, do grupo BES.

06/03/2013

Avenida Duque de Loulé 70 em Perigo

A Avenida Duque de Loulé está sob ataque cerrado. Sabido qual é o plano que a promotora do Grupo Espírito Santo tem para o conjunto notável do número 86 ao 96 (aqui), que é um escândalo, igual caminho parece que vai levar o número 70. À venda pela imobiliária Cushman & Wakefield (aqui) e integrado num pacote de 8 edifícios, este imóvel faz parte do Inventário Municipal do Património do PDM.

Está com várias janelas abertas!

Hoje sabemos que de nada vale classificar-se edifícios porque o que referi antes também faz parte do Inventário Municipal do Património do PDM e vai ver os seus importantes interiores demolidos. Vai a CML voltar a fechar os olhos para o que está a repetir-se aqui?
Enviem um email para o senhor Paulo Rebelo da imobiliária e peçam-lhe que fechem as janelas. Basta clicar (aqui). Quantos mais emails chegarem a essa empresa mais pressão se fará para a preservação deste património. Enviem outro aos serviços competentes da CML (aqui) ao cuidado da Srª Maria Ana Jacinto Silva Dias da Divisão de Salvaguarda do Património Cultural e à Vereadora Catarina Vaz Pinto (aqui).
Esta imagem não é atual. Hoje encontrava-se com várias janelas abertas.