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11/12/2019

O Chafariz da Esperança Requalificado


O Chafariz da Esperança é um dos sete chafarizes localizados na freguesia da Estrela, em Lisboa: Chafariz das Terras, Chafariz da Cova da Moura, Chafariz da Praça da Armada, Chafariz das Necessidades, Chafariz das Janelas Verdes e Chafariz da Fonte Santa.

No século XVIII. o Senado da Câmara de Lisboa adquiriu uma porção de terreno que pertencia ao convento franciscano de Nossa Senhora da Esperança, e aí construiu este chafariz. Era abastecido por meio de uma galeria do Aqueduto das águas Livres que vinha directamente do reservatório das Amoreiras.

Projectado por Carlos Mardel em 1752, a sua obra teve início no ano seguinte, sob orientação do mesmo, sendo terminada, em 1768 por Miguel Ângelo Blasco.

Localizado no antigo Largo da Esperança, viu alterada a sua envolvência em resultado da abertura da Av. D. Carlos I, em 1889, ficando encostado a um prédio, construído por essa altura, cuja fachada foi concebida como pano de fundo para o chafariz.Está classificado como Monumento Nacional desde 16 de Junho de 1910.

A estrutura tem dois pisos, cada um com um tanque, duas escadas laterais e é do estilo barroco. O tanque do piso inferior tinha como função servir de bebedouro para os animais e o superior servia para o povo. Cada tanque possuía duas bicas. Esta separação evidenciava preocupações relacionadas com a saúde pública. Possui um pórtico ao estilo pombalino.


Pinto Soares

06/08/2018

Público: "Enquanto isto, continuamos sem pinga nos chafarizes e com cada vez menos sombra"

OPINIÃO

Enquanto isto, continuamos sem pinga nos chafarizes e com cada vez menos sombra



É lamentável e vergonhoso que, excepção feita às fontes monumentais da Alameda, Praça do Império e Rossio, tudo o mais esteja porco, vandalizado e escavacado desde há 20, 30 e 40 anos, e seco.

É nestas alturas de canícula, que os peritos vaticinam como potencialmente mais frequentes com o passar dos anos, que não se percebe, nem admite, que sendo Lisboa uma cidade abastecida por um aqueduto, rematado por mil e um chafarizes e bicas, destes e destas não verta nem pinga que nos permita meter a cabeça debaixo da torneira para refrescar nem que seja a moleirinha.

É assim verdadeiramente lamentável e vergonhoso que, excepção feita às fontes monumentais da Alameda, Praça do Império e Rossio (era o que mais faltava que estivessem secas...), tudo o mais esteja porco, vandalizado e escavacado desde há 20, 30 e 40 anos, e seco. E ninguém faz nada para inverter a situação.Chega a ser caricato ouvir-se os responsáveis públicos recomendarem-nos isto e aquilo a propósito da presente vaga de calor e depois o que nos resta para refrescar em termos líquidos? A torneira de casa ou um copinho de (ou será com?) água a pedido no café mais próximo, quiçá pagando-o como já acontece nalguns estabelecimentos, que para oportunismos desses estamos sempre prontos.

É certo que Lisboa não é Roma, nem Belas é Tivoli, nem temos por cá a arquitectura romana de Acqua Vergine, nem Bernini, mas temos Mardel e as Águas-Livres e as suas mil e uma ramificações, ainda por cima recentemente (e pomposamente) colocadas na “lista indicativa” das nossas candidaturas à Unesco, mas que continuam sem obra à vista nem se vislumbra sequer qualquer preocupação em intervir no monumento, que o dignifique para orgulho de todos, antes apenas o habitual blá-blá-blá em que somos pródigos.

E é por isso inaceitável que os anos vão passando e as entidades com responsabilidades nestas coisas (EPAL e CML acima das demais) vão continuando a assobiar para o lado, sem serem chamadas a justificar-se e, mais importante, a agir. Em vez disso, vão deixando que a quase totalidade das bicas, chafarizes e fontes existentes em Lisboa continue sem deitar pinga, quanto mais a jorrarem água para melhor suportarmos a canícula. Antes se vão mantendo cobertos de tags, roubados do chumbo e do bronze dos seus manípulos e ornamentos, com a pedra tantas vezes partida, quando não cheias de entulho e lixo, e até fezes humanas, enfim, numa desgraça completa que nos devia envergonhar a todos, mas que, pelos vistos, não envergonha.

Mais inconformado se fica ao ler relatos como o recentemente republicado acerca da canícula vivida pelos lisboetas em Julho de 1939, em que “até o burro bebeu do mesmo chafariz que os lisboetas”. É que a desculpa habitual para a água não jorrar – a insalubridade da água – já não devia pegar. Passaram-se 80 anos! Não nos digam que não há tecnologia e saber suficientes para resolver esse problema de vez e deixar correr as águas! Porque dinheiro já todos sabemos que há, basta ver a quantidade dele que é deitada diariamente ao lixo e, já agora, na água desperdiçada por aí, quando se rega e a chuva cai em simultâneo, por exemplo.

Há excepções a aplaudir? Há. Recentemente, a CML recuperou o esplendor da água e da pedra no Chafariz de Dentro, colocando inclusivamente réplicas das míticas cabeças de cavalo em bronze que terão existido há muito tempo e davam nome ao chafariz-bebedouro. E anuncia como iminente o início de empreitada semelhante para o Chafariz da Esperança (MN), para depois se fazer igual ao Chafariz d’El-Rei, este aqui envolvido numa empreitada de maior fôlego e desejada há muito: as alcaçarias de Alfama, que sendo águas são-no de facto mas muito mais quentinhas...

Só que o que tem sido feito não chega. A CML e a EPAL têm meios suficientes para abraçarem a sério a causa da arquitectura da água na cidade (parece que já nem os célebres “vulcões” da Expo jorram magma em forma de H2O...), justificando assim as menções honrosas que sempre invocam, os summits que organizam (por ex., o Congresso Mundial da Água que a autarquia organizou há pouco tempo). E têm que se entender (e, também neste particular, Lisboa não difere muito do resto do país, basta lembrarmo-nos dos casos, também envolvendo águas, da Casa da Pesca e do Farol do Bugio, por exemplo, em que as várias entidades competentes não se entendem e os monumentos definham).

Haja, portanto, vontade de quem de direito, directrizes claras, entusiasmo e empenho!

E por falar em esbanjamentos, porque também tem que ver com a resistência à canícula, que dizer do desperdício de receitas das taxas de dormida e afins que tem resultado das intervenções da CML no âmbito do programa Uma Praça em Cada Bairro? Designadamente nas muitas e variadas (curiosamente, todas iguais) soluções paisagísticas, de “trazer por casa”, diga-se, que nos impingem em cada “inauguração” e que se traduzem, regra geral, por autênticos desertos em que não só não existe o elemento água como nem sequer há sombra!

Veja-se o caso da intervenção em Sete Rios (e que tamanha contradição!), o mais recente exemplo acabado desse paisagismo da treta, de “chapa 5”, em que as árvores (e os candeeiros, já agora) são entendidas como bibelots, muitas vezes descartáveis, palitos de um imenso paliteiro inóspito, “à torrina do Sol”, qual canícula qual carapuça, porque o que interessa são os 3-D do autor da coisa.

Nessas praças em cada bairro, nada de árvores de grande porte, que são perigosas, tombam facilmente, dão sombra a mais nas casas e nos toutiços dos incautos, atraem toda a sorte de passarada, que depois faz muito barulho e conspurca tudo e que, aliada aos terríveis sucos resultantes da natural floração (que é isso?) das árvores, que se prezam de ter porte, arruínam a chapa e os pára-brisas das caranguejolas dos moradores, acabadinhas de adquirir a crédito mas com ar condicionado, que refresca tudo de forma muito melhor em tempos de canícula, qual sombra qual quê.

pobres meninos e meninas, já não bastava terem-lhes tirado os “perigosíssimos” baloiços de vertigens memoráveis, ou os foguetões em ferro (comemorativos do Sputnik – que é isso, algum jogo de computador?), que arranhavam (Hirudoid, que é isso?) ainda mais do que a gravilha do chão (só pisos confortáveis, s.f.f, que a empresa agradece), para agora lhes recusarem a sombra das grandes árvores, isto porque lhes pode cair um ramo (são umas velhacas as árvores) em cima ou, quem sabe, a passarada pode sujar-lhes o quico e depois alguém tem que sujar as mãos para o limpar.

Resumindo, é triste que, estando Lisboa rodeada de água doce e salgada, na cidade do Aqueduto das Águas Livres se tenha interiorizado como inevitável o sermos todos não sardinhas suculentas (essas reservam-se para as Festas da Cerveja, perdão, da Cidade) mas carapau seco.Lá fora são uns atrasados, a terem árvores de grande porte em parques, praças e ruas. Que perigo, senhores. Cá dentro é que somos avançados, porque já prevenimos os cataclismos e nos preparamos para a canícula...

https://www.publico.pt/2018/08/05/local/opiniao/enquanto-isto-continuamos-sem-pinga-nos-chafarizes-e-com-cada-vez-menos-sombra-1840143

13/10/2017

Outra boa notícia, e obrigado à CML pela reposição do chafariz (completo, ou quase) e pela manutenção da nespereira :-)


«Largo do Calvário de cara lavada

In O Corvo (13.10.2017)
Texto e fotografias: Samuel Alemão

Ainda há operários de carrinho de mão a circular de um lado para o outro, mas o essencial da obra de reabilitação do Largo do Calvário e também do vizinho Largo das Fontaínhas está terminado. A inauguração deverá ocorrer em breve. Iniciada no inverno passado, a empreitada inserida no programa municipal Uma Praça em Cada Bairro aplicou ali a fórmula já conhecida de outras intervenções realizadas em vários pontos da cidade: mais espaço e conforto para os peões, renovado mobiliário urbano, incluindo bancos e candeeiros, mais árvores e o privilégio concedido aos transportes públicos e aos meios ligeiros de locomoção, em detrimento do automóvel, que ainda assim acaba por beneficiar com esta operação de reordenamento do espaço público. A circulação parece ser agora menos confusa. As árvores, plantadas há pouco, ainda terão de esperar pela próxima primavera para singrarem e assumirem uma folhagem de dimensão suficiente para oferecerem sombra. Por agora, o chafariz ali recolocado, após uma ausência de décadas, assume-se como o novo ex-libris de um dos pontos centrais da zona ocidental da capital – que, com esta intervenção, ganha uma outra dignidade. [...]»

27/05/2016

E os chafarizes? Que seca.


Enquanto isso, dos chafarizes de Lisboa (e são mtos: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_chafarizes_de_Lisboa), na sua maioria esmagadora profundamente escavacados e vandalizados (como o do Rato, na imagem - foto de João Carvalho), um doce a quem indicar algum que deite água... credo, que raio de cidade. Para rir são todas as promessas de que tudo iria mudar. Bah!

21/07/2015

Espaço público do Chafariz do Desterro (MN)



Estes canteiros atrás do Chafariz do Desterro (MN) estão assim há vários meses.  Responsabilidade pela manutenção: Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.

15/03/2015

O CHAFARIZ DA COVA DA MOURA NA AVENIDA INFANTE SANTO


O Chafariz da Cova da Moura, adossado ao Aqueduto das Águas Livres, que o alimentava, encontra-se situado no afloramento calcário com sílex (Cenomaniano, com cerca de 97 milhões de anos) aceite como Geomonumento pela Câmara Municipal de Lisboa, em protocolo estabelecido com o Museu Nacional de História Natural, em 22 de Junho de 1998, como ocorrência geológica a preservar. Este afloramento é delimitado pela Calçada das Necessidades e Av. Infante Santo.

O Chafariz da Cova da Moura, mandado fazer por aviso de 9 de Fevereiro de 1786, recebia água do Aqueduto Geral e encontra-se localizado num terreno camarário de cerca de 1.134 m2, que confina com a Av. Infante Santo, frente ao n.º 54, e pertence à Freguesia da Estrela. Abastecia o quartel da Cova da Moura existente na antiga Rua da Torre da Pólvora, tendo ambos (quartel e rua) sido demolidos em 1939 para dar lugar à abertura da Av. Infante Santo.

A Freguesia da Estrela é atravessada pelo Ramal das Necessidades do Aqueduto das Águas Livres, classificado Monumento Nacional desde 1910 ( DG 136 de 23-06-1910 ), que segue ainda hoje enterrado até à Calçada das Necessidades onde sai para o exterior . Continuava pela atual Avenida Infante Santo em arcada que foi demolida em Setembro de 1949 para a construção daquela via, e segue pela Travessa do Chafariz das Terras ( a Rua tem este nome num dos lados do aqueduto e do Pau de Bandeira no outro) até à Rua de S. Caetano. A partir daí enterra-se novamente até às Janelas Verdes. O troço da Avenida Infante Santo/ Rua do Pau de Bandeira, encontra-se protegido desde 1998, pela Port. 512/98, DR 183, de 10-08-1998, abrangido pela ZEP do Aqueduto.

Embora classificado Monumento Nacional, por fazer parte integrante do Aqueduto das águas Livres, o Chafariz da Cova da Moura encontra-se há muito abandonado e entregue à degradação provocada pelos elementos naturais e pela intervenção do homem, sendo inserto o seu futuro, já que existe um projeto urbanístico para o geomonumento que o contem e sua zona envolvente, tendo-se iniciado já as obras para a construção do parque de estacionamento subterrâneo para automóveis na Rua Embaixador Teixeira de Sampaio e Av. Infante Santo (Proc. 40/EDI/2011 – Alvará n.º 17/CE/3014), investimento conjunto da Empark e do Hospital CUF Infante Santo, da José de Melo Saúde .

Desenho da zona de intervenção em apreço

Tais obras configuram a fase inicial de um processo que engloba também, por um lado, a construção de um elevador de ligação à Calçada das Necessidades, a construção de um jardim sobre o geomonumento, e por outro, a construção de habitações na parte da Calçada das Necessidades, nos. 8-8A e 10-10A. Tais projetos estão em estudo na CML.

Quanto ao Chafariz da Cova da Moura, embora Monumento Nacional, nada é referido. Julgamos, contudo, que na elaboração dos referidos projetos, a Câmara Municipal de Lisboa deveria incluir a recuperação integral do Chafariz da Cova da Moura e sua zona envolvente e a devolução do conjunto ao usufruto dos lisboetas.

Pinto Soares

05/09/2013

E os chafarizes e fontes, PÁ?


Nesta Lisboa em que vivemos o que não falta são belos chafarizes, fontes e bicas que continuam sêcos e em 90% dos casos partidos, estropiados, pintalgados e afins. Enfim, um desastre. E estão assim há 20-30-40 anos, não dá para entender, mesmo. (foto do 'emblemático' chafariz da Rua do Arco de São Mamede, de FJ)

26/02/2013

Imagens de Marca - Lisboa/Portugal (continuação)



Sendo Lisboa uma cidade com enorme exposição solar e embora não assolada pelas temperaturas escaldantes que se fazem sentir em cidades do sul de Espanha, por exemplo, temos ainda assim daqueles dias onde andar na rua é uma prova de resistência física ao calor. É nessas alturas que a trindade árvores/fontes/esplanadas fica acima na nossa lista de prioridades e só pensamos onde ir para desfrutar uma bebida fresca numa esplanada acomodada numa zona arborizada.
As árvores
Já se denunciou aqui neste espaço qual é a relação que os lisboetas têm com as suas árvores, que enviam para os serviços da CML pedidos de abate de árvores porque, espante-se, sujam a rua, fazem alergia, tiram-lhes o sol das janelas. E a CML faz-lhes a vontade porque afinal árvores são objetos a julgar como são tratadas – vide o processo de intervenção no Jardim do Príncipe Real, no Campo Grande, jardim na placa central na Praça de Londres, e…
É claro que os cidadãos que enviam tais pedidos negligenciam o fato de que o que suja as ruas é o lixo que deixam por lá, os contentores que ficam os dias inteiros na rua e depois são revirados por sem-abrigo, as centenas de caixotes que as lojas deixam à porta em vez de se fazer uma recolha personalizada e onde nunca se ocupasse o espaço público e os dejetos dos seus cães que não são apanhados segundo as regras de boa conduta. E já todos leram aqui o que tem acontecido com as árvores plantadas no Bairro Azul, mortas por ácidos por moradores porque sujam os carros!
Quanto à luz, ajuda bastante abrir as persianas durante o dia; nunca percebi como é possível que a maioria das janelas desta cidade têm as persianas corridas durante todo o dia, de inverno a verão mas, por outro lado, a exposição solar é um argumento quando se compra uma casa o que leva à situação bizarra de se pagar mais por uma casa com exposição solar que depois se combate com as persianas corridas o dia inteiro. Alguém compreende?
Quanto às alergias, esse fator deveria ter sido ponderado quando as pessoas decidiram mudar-se para determinada artéria.
Não hajam ilusões: Lisboa não é uma cidade verde!
Fontes, fontanários e lagos
Alguns exemplos que não espelham nem 1% da situação:

O Chafariz do Intendente. Datado de 1824, é encimado pelas armas do Reino Unido Portugal e Brasil, um momento muito fugaz da história comum dos dois países. Está seco e é um banco para pessoas desocupadas.

Fontanário do Largo Agostinho da Silva. Seco, arruinado.

As mais importantes fontes da cidade: os deuses aqui representados sofrem de uma doença de pele terrível que nem eles conseguem curar.

Chafariz de Dentro - Alfama. Um chafarz desta importância não passa agora de uma "chafarica", sendo que a chave para aceder ao interior é guardada por um senhor que mora acolá, e ...

O Chafariz d'el Rey, que remonta ao rei D. Dinis é uma peça escultórica e arquitetónica de altíssima qualidade, conferindo-lhe uma aura italianizante de extremo valor patrimonial. A sua conservação envergonha-nos.


 Como deveria ser?

Fontana dela Chiesa Nuova, em Roma

Fontana di Piazza Colonna, Roma


Fontana del Nettuno, Roma

 Estas fontes, como aliás todas nesta cidade, estão funcionais e estão conservadas.
Como é que vamos educar os nossos cidadãos e políticos a ter este grau de exigência e sensibilidade?

Continua...