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22/02/2020

POSTAL DA BAIXA: Rua Nova do Almada


29/10/2019

Vamos despedir-nos da Casa Pereira? Dia 31 de Out. 5ª Feira às 15h (*)


Vamos despedir-nos da Casa Pereira!

Na próxima 5ª Feira, dia 31 de Outubro, às 15h, apareça na Rua Garrett, nº 38 e tente convencer esta loja histórica a não encerrar no final do ano.

Não custa nada tentar.

E aproveite e compre um dos seus artigos que lhe deram fama: café, chá, amêndoas, chocolates, bolachas, compotas, bebidas espirituosas.

Foto © Artur Lourenço

Evento Facebook (organização Círculo das Lojas de Carácter e Tradição de Lisboa): https://www.facebook.com/events/992838707727230/

Este evento foi antecipado para as 15h em virtude de a Casa Pereira, hoje, excepcionalmente, encerrar por volta das 16h.

03/07/2019

Boa notícia: a antiga Ourivesaria Aliança (hoje Tous-Aliança) está a dias de ser Monumento de Interesse Público!


Boa notícia: a antiga Ourivesaria Aliança (hoje Tous-Aliança) está a dias de ser Monumento de Interesse Público, corrigindo-se assim uma lacuna grave de há coisa de 15 anos quando o então IPPAR/Igespar se recusou a classificá-la individualmente.

«Anúncio n.º 124/2019 - Diário da República n.º 125/2019, Série II de 2019-07-03 122881234
Cultura - Direção-Geral do Património Cultural
Projeto de decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) da Antiga Ourivesaria Aliança, incluindo o património móvel integrado, em Lisboa, freguesia de Santa Maria Maior, concelho de Lisboa, distrito de Lisboa
https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/122881234/details/3/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=122881189»

Fotos © Artur Lourenço, para Círculo das Lojas de Carácter e Tradição de Lisboa.

23/03/2018

Uma proposta modesta para salvar o Chiado


Por Bárbara Reis, in Público Online (23.03.2018)


«É prematura a notícia da morte da Rua do Alecrim — que nos leva do Chiado à beira-rio — mas o funeral aproxima-se e terá réplicas. Depois do Alecrim, morre a Rua Garrett, a seguir a Nova do Almada, a da Misericórdia, do Carmo e, nesse ponto, como acontece nas doenças infecto-contagiosas, o vírus espalha-se por toda a Baixa de Lisboa.

Se não fizermos nada. Se deixarmos as coisas avançarem organicamente, estas ruas vão desaparecer das vidas dos residentes do centro histórico e dos “forasteiros” de Alvalade, de Algés ou da Amadora. As ruas morrem quando deixamos de lá ir. Não é ficção. Para além dos homens-estátua, há quanto tempo não vê um “local” na Rua Augusta? É compreensível. O Mercado da Ribeira é mais tranquilo. Em 1994 fiz uma reportagem em Celebration, uma cidade “falsa” inventada pela Disney, na Flórida, com cópias da arquitectura dos “bons velhos tempos” americanos, coretos e colunas neo-neo-clássicas e aquele revivalismo infantil que só fica bem nos livros da Anita. É um lugar esquisito. Na baixa lisboeta, já temos a Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, que vende pastéis de bacalhau com queijo da Serra “desde 1904” (mas chegou em 2015), as enguias de escabeche “desde 1942” (que chegaram em 2016), uma terceira loja-irmã acaba de inaugurar na Rua da Prata, para não falar d’O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, o sóbrio nome escolhido para uma loja parecida no Rossio. Na Rua Augusta, os empregados não falam português, such a silly detail, e todos os novos negócios encontraram um bonito verso de Fernando Pessoa para que os clientes tenham uma “experiência cultural”.

A boa notícia é que a solução para o Chiado e para o centro histórico de Lisboa está à frente dos nossos olhos. Perante este estado de coisas, é urgente aplicar uma estratégia moderna, que responda à transformação dos novos tempos, mas respeite a cultura e o património e — cereja em cima do bolo — garanta eficiência e sustentabilidade.

No Chiado, há quatro igrejas que, além de terem bonitas fachadas, têm áreas bastante amplas. Claramente, o bairro não precisa de tantos templos religiosos. Além de estarem vazias a maior parte do tempo, mesmo em hora de missa, as igrejas mostraram serem incapazes de gerar receitas suficientes para garantir o aquecimento dos interiores, a segurança dos equipamentos e o restauro em continuum que edifícios com dois séculos exigem.

Se juntarmos a Igreja de São Roque, lá em cima, as igrejas do Chiado equivalem a três campos de futebol. São um activo interessante, mas têm um problema de gestão grave. Um uso mais amigo do bairro, afinal esta é uma “zona prime”, geraria lucro e permitiria, através de um sistema justo, uma redistribuição de receitas em benefício da maioria. Um upgrade, mesmo que suave, teria vantagens a curto e a longo prazo. O actual marquês de Pombal, proprietário de alguns edifícios na Rua do Alecrim, seria o primeiro beneficiário: já não teria de expulsar os alfarrabistas e antiquários que ali estão há décadas e a quem ele teve, forçado pela pressão do turismo, de triplicar a renda. Um Programa de Urbanismo Comercial do Centro Histórico (PUCCH) de Lisboa adequado à situação implicaria descontinuar as quatro igrejas. A Basílica dos Mártires seria um bom recinto de bowling. Afinal, esta é apenas uma reconstrução feita após o terramoto do que era, também, apenas uma expansão da ermida original de 1147. Num espírito construtivo, e para que os turistas possam ter uma experiência da cidade, manter-se-ia à vista a Maleta de Caracteres Stencil Para Texto, um objecto insólito cuja função permanece um mistério. Também não há razão para nos agarrarmos com sentimentalismo à Igreja do Loreto, que à sua maneira também é fake (ali existia a ermida de Santo António, em cima da qual os italianos construíram já duas igrejas, a última depois de 1755). O potencial é grande. O Loreto tem 12 capelas, um excesso. Seria fácil escolher uma, talvez a favorita de Eça de Queirós. É de manter activa a missa de domingo das 11h30, a única em italiano, de modo a preservar a história do lugar. Já as missas em português podem ser deslocalizadas para a periferia. Seria um bom hotel de luxo, talvez ao estilo veneziano, com escadas à Danieli. A fachada, claro, é para ficar. O fogo posto que em 2017 queimou parcialmente a Igreja do Loreto mostra, aliás, a necessidade de entregar o equipamento a alguém capaz de contratar a Securitas. O mesmo com a Igreja da Encarnação. Não vamos ser puristas com uma igreja que, para nascer, destruiu parte da muralha fernandina. Além disso, passará a estar ainda mais vazia, porque com este PUCCH de Lisboa, todos os residentes com salários abaixo dos quatro mil euros líquidos mensais serão reinstalados em bairros sociais na periferia e a Encarnação sempre foi a igreja dos pobres. De modo a respeitar a sua história, mais tolerante e menos elitista, seria um bom pavilhão multiusos. A Igreja do Sacramento, com o seu acesso fora da caixa, seria a casa permanente da Web Summit.

Temos de pôr a nostalgia atrás das costas. As cidades mudam. A própria Rua do Alecrim já se chamou Rua do Conde, Rua Direita do Conde, Rua Antiga do Conde, Rua Direita do Alecrim e Nova Rua das Duas Igrejas. Temos de olhar para este problema com modernidade. Temos de saber optimizar os espaços, não ter medo de arriscar e explorar uma boa oportunidade de negócio. As igrejas do Chiado têm menos clientes diários do que os alfarrabistas da Rua do Alecrim. O upgrade da utilização dos seus metros quadrados é, para além de urgente, um passo natural.»

17/05/2017

Obra na loja Benetton Chiado/Ramiro Leão - Queixa à Provedoria de Justiça


Exmo. Senhor Provedor de Justiça
Prof. Doutor José Faria Costa


C.C. PCML, DGPC, AML

No seguimento da reabertura há dias da loja Benetton do Chiado, sita nas antigas instalações dos armazéns Ramiro Leão, na Rua Garrett, nº 83, Freguesia de Santa Maria Maior, edifício que ainda mantém um valor patrimonial relevante desde que foi alvo de obras em 2001, para além da sua fachada e do torreão tão característicos da zona, a saber, colunas, vitrais (autoria atribuída a Ricardo Leone), pinturas nos tectos do r/c e do 1º andar (autoria: João Vaz) e ascensor “Belle Époque” (autor: Arq. Manuel Norte Júnior, e até agora no rés-do-chão), constatou-se que as obras concluídas a semana passada, correspondentes ao Pedido de Alteração – Alterações de Interiores, Processo nº 1194/EDI/2014, não só não contemplaram a recuperação/restauro das pinturas acima referidas, como foi anunciado pelo promotor, como no seguimento das mesmas desapareceram as colunas de época que eram visíveis até agora e, mais grave, não foram cumpridos os pareceres de aprovação condicionada emitidos tanto pela CML e pela DGPC, cujo teor era claro: o ascensor referido não podia ser mudado de sítio, o que não aconteceu, uma vez que o mesmo foi colocado no 4º andar.

Assim, serve o presente para apresentarmos queixa a Vossa Excelência, Senhor Provedor, não só pelo incumprimento do promotor em relação à aprovação condicionada já referida, como pelo não sancionar do mesmo, até ao presente, seja pela CML seja pela DGPC, exigindo igualmente a reposição do ascensor no rés-do-chão.

Juntamos documentação sobre esta matéria, designadamente os pareceres da CML (incluindo a proposta de embargo) e da DGCP (Comissão de Apreciação).

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rita Filipe Silva, Rui Martins, Mariana Ferreira de Carvalho, Cristiana Rodrigues, Luís Marques da Silva, Martim Galamba, Jorge Pinto, Ana Celeste Glória, António Araújo, Maria de Morais Oliveira, Júlio Amorim, Jorge Santos Silva, Carlos Moura-Carvalho, José Arnaud, Maria do Rosário Reiche, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Beatriz Empis, Virgílio Marques, Fátima Castanheira, João Oliveira Leonardo, Maria Ramalho, Pedro Sanchez e Alexandra Maia Mendonça


Lisboa, 11.10.2015

...

Resposta da Provedoria de Justiça:

02/03/2017

Na Igreja do Loreto, que virá aí?


Anteontem a Igreja dos Italianos serrou e retirou a grade de ferro desta janela da torre sineira. Ontem estavam a montar este andaime... o que é que se passa...?

17/02/2017

Pastelaria Alcôa na Casa da Sorte (Chiado) - destruição do legado de Conceição Silva

Exma. Senhora
D. Paula Alves


CC. PCML, VPCML, VCVP, AML, DGPC e media

Lamentamos profundamente que uma marca conceituada como a v/Alcôa tenha optado pela destruição deliberada do interior da antiga Casa da Sorte, ao Chiado, em vez de adaptar a comercialização de pastéis de nata ao espaço, como seria expectável, preservando e redignificando todo o interior daquela loja concebida como “obra total”, em 1962, pelo arq. Conceição Silva. Em vez disso optaram por destruí-lo irremediavelmente.

Apesar das v/declarações em contrário (https://www.publico.pt/2015/01/12/local/noticia/alcoa-vai-ocupar-antiga-casa-da-sorte-e-promete-preservar-patrimonio-1681930), de que tudo seria preservado e que o resultado final da obra de adaptação do espaço à v/actividade ficaria ainda mais genuíno do que no projecto de origem (!) de Conceição Silva, o que se verifica com a abertura da pastelaria é que apenas restam os painéis azulejares polícromos de mestre Querubim Lapa (talvez porque a sua eventual remoção ou mutilação fosse ainda mais escandalosa), tudo o mais é outra coisa que não o projecto de origem de Conceição Silva, como facilmente se comprova.

Recordamos, caso não saibam, que Conceição Silva foi, para além de insigne arquitecto, um dos maiores expoentes da concepção e decoração de espaços comerciais em Lisboa, designadamente na Baixa e Chiado, onde desenhou autênticas “obras totais”, como era o caso desta da Casa da Sorte, na Rua Garrett. Assim, aquele arquitecto concebeu tudo o que ali existia, menos os azulejos: mobiliário, revestimentos de paredes, balcões, iluminação, revestimentos de tectos, chão. Foi isso que existia antes desta obra, e que embora em mau estado, era facilmente restaurável e adaptável às funções da v/actividade. Foi isso que foi arrancado e partido como se fosse apenas lixo.

Igualmente lamentável é o facto das entidades com responsabilidades na preservação do património da cidade (CML e DGPC) tenham acordado já tarde para este problema, e que a loja apenas constasse do inconsequente inventário do Património Municipal anexo ao PDM e se tivesse aberto um procedimento de classificação da loja já com o seu interior destruído (!).

Compreendemos a oportunidade que daí decorreu mas não a aceitamos, mais a mais existindo na cidade bons e recentes exemplos de adaptação cuidada e conhecedora de espaços com história a negócios actuais, na sua esmagadora maioria envolvendo promotores jovens, algo que reconhecidamente não é apanágio desta nova pastelaria, cujo visual, estimável, é apenas contemporâneo.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Inês Beleza Barreiros, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Miguel Atanázio Carvalho, Maria de Morais, Paulo Guilherme Figueiredo, Cristiana Rodrigues, Maria do Rosário Reiche, Júlio Amorim, Ana Alves de Sousa, Pedro Henrique Aparício, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, João Oliveira Leonardo, Beatriz Empis e António Araújo

Fotos: Rita Gomes Ferrão

Fotos: Fernando Jorge

10/02/2017

Rua do Carmo: LIVRARIA PORTUGAL deu lugar a ...isto!



República de Fachada: R. António Maria Cardoso 9-13




Está concluída a demolição integral de mais um interior de prédio pombalino no Chiado.

Este imóvel, mais do tipo palácio que prédio de rendimento pombalino, tinha bons interiores com pinturas murais e também nos tectos, para além de importantes vestígios arqueológicos no subsolo que estão agora a ser registados antes das máquinas sôfregas dos "investidores imobiliários" avançarem para destruírem o resto. Aqui passava a muralha medieval da cidade e isto foi chão do grande palácio urbano dos Duques de Bragança. Mas com certeza que no final das obras tudo vai ser "vendido" como obra exemplar, amiga da História e orgulhosa do Património único de Lisboa... Qualquer slogan do tipo «Venha viver de mãos dadas com a História do Chiado»? E querem apostar como até irá ganhar um prémio nacional do imobiliário?

08/07/2016

Turistificação de Lisboa: AL e Hotéis na Baixa & Chiado






Cada vez mais alojamento para turistas (Hotéis, AL, hostels) mas cada vez menos investimento em alojamento para quem trabalha em Lisboa. Cada vez mais escolhas de meios de transporte para quem nos visita, mas cada vez menos transportes publicos para quem trabalha em Lisboa. Onde iremos habitar? E a nossa mobilidade? Que centro da capital vamos ter daqui a 10 anos? Uma zona de entretenimento para visitantes com pequenas bolsas de "indigenas" para servir a cada vez mais poderosa indústria do turismo?

07/07/2016

POSTAL DO CHIADO: Palácio Chiado?!

Palácio Quintela! Aqui temos uma nova prova de como a nossa cidade se ajoelha cada vez mais a um certo modelo de turismo. Agora o Palácio Quintela passou a ser Palácio Chiado, para facilitar a sua... digamos que, "Turistificação"? Infelizmente existem outros casos semelhantes em Lisboa. Em Roma, Veneza ou Paris seria impensável alterar um nome de palácio - aliás, manda a inteligencia que se tire 100% partido dos belos nomes que os palácios sempre oferecem. 

30/06/2016

PUBLI-Cidade: Rua Garrett

















Dispositivo de publicidade 100% ilegal em plema Rua Garreet... e todos sabem (CML, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e DGPC).