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07/03/2018

Demolição iminente de prédio pombalino nas Trinas - Apelo ao Presidente da CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


Cc. Vereador Manuel Salgado, AML, JF Lapa e media

Tivemos conhecimento de que está na iminência de ser aprovada pela CML - se é que não foi já aprovada - a demolição do prédio sito na Rua do Meio à Lapa, nºs 50-58, edifício bastante importante no Bairro das Trinas, pois é um dos originais do aforamento setecentista que ocorreu no interior da cerca do convento das Trinas do Mocambo, logo a partir de 1756, seguindo um esquema modular que ainda hoje todos reconhecemos no bairro.

Este edifício tem valor histórico, técnico e valor material. Embora degradado, a sua reabilitação com intervenção mínima e espírito de conservação é perfeitamente possível e, ao contrário do alegado, não é economicamente inviável. Tem ainda o sistema construtivo e a tipologia arquitectónica originais. Não entendemos, aliás, como este prédio não consta do Inventário Municipal do Património, anexo ao PDM, situação em tudo confrangedora e que é esclarecedora quanto estado do resto da cidade.

Apresentamos, por isso, o nosso protesto à CML, e apelamos a si, Senhor Presidente, para que evite mais esta destruição de património na nossa Lisboa e assegure a salvaguarda do edifício como último exemplar da habitação multi-familiar tradicional da segunda metade do século XVII, que tanto caracteriza não só o Bairro das Trinas como Lisboa, e intime o proprietário a fazer as obras de conservação necessárias para o efeito, ou proceda à posse administrativa do edifício.

No caso da aprovação da demolição já estar consumada, solicitamos a V. Exa. para dar indicações aos serviços para negociarem com o proprietário os direitos entretanto adquiridos, por via da atribuição de compensações com direito a construção noutro local, conforme previsto no Plano Director Municipal e assim resgatar para Lisboa este precioso edifício.

Reiteramos que este edifício é ele próprio um documento histórico e técnico ao nível da construção civil e da arquitectura habitacional que merece um tratamento especial.

Daí a urgência desta nossa solicitação.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Inês Beleza Barreiros, Pedro de Souza, Gonçalo Cornélio da Silva, Fernando Silva Grade, Miguel Lopes Oliveira, Beatriz Empis, Jorge Santos Silva, Pedro Henrique Aparício, Pedro Ribeiro, Virgílio Marques, Alexandra de Carvalho Antunes, Bárbara e Filipe Lopes

06/03/2018

Mais um no "adeus à Lapa"


Mais um na calha, na Rua do Meio à Lapa, 50, só que este é pombalino e bastante importante no bairro das Trinas, pois é um dos originais do aforamento setecentista que ocorreu no interior da cerca do convento das Trinas do Mocambo, logo a partir de 1756, seguindo um esquema modular que ainda hoje se reconhecem no bairro. Este edifício tem valor histórico, técnico e valor material. Embora degradado, a sua reabilitação com intervenção mínima e espírito de conservação é perfeitamente possível e, ao contrário do alegado, não é economicamente inviável. Tem ainda o sistema construtivo e a tipologia arquitectónica originais e merece tudo menos o que a CML já lhe aprovou, a sua demolição! (fonte: JM)

26/02/2018

Lisboa, a cidade capital que temos. Será que não merecemos mais ?


Fábrica de Faiança Constância antes da demolição


Fundada em 1836, a Fábrica de Faiança Constância, laborou até 2001, Inicialmente conhecida por Fábrica dos Marianos, por se ter instalado na Cerca do antigo Convento dos Marianos, nome que sofreu várias modificações, tendo sido definitivamente alterado para Fábrica Constância, em 1842.

Nesta fábrica foram produzidos alguns dos azulejos que decoram o Palácio da Pena, em Sintra, e muitos dos azulejos Arte Nova que decoram as fachadas de alguns edifícios como é o caso do prédio da Rua das Janelas Verdes, com o Número 70/78.

Em 1921, o artista italiano Leopoldo Battistini tomou de trespasse a fábrica onde trabalhou até à sua morte, em 1942. Em 1963, a fábrica foi reorganizada por D. Francisco de Almeida. Nela colaboraram diversos artistas, destacando-se o ceramista Wenceslau Cifka (Sec.XIX) e João Abel Manta, que a escolheu para a execução do paredão monumental da Av. Calouste Gulbenkian , em Lisboa.

Aqui também foram executados os azulejos que revestem o Oceanário de Lisboa, de autoria de Ivan Chermayet e Maria Portugal pintou faiança com trechos escritos e azulejos.

Entretanto o impensável aconteceu. Esta página rica em história e memória da cidade de Lisboa foi reduzida a escombros. De nada valeu todo o esforço que os moradores da Madragoa desenvolveram durante anos junto da Assembleia Municipal de Lisboa, Provedor de Justiça, etc., em defesa da Fábrica Constância, tudo em vão. É triste e revoltante.

Pinto Soares

15/02/2018

Petição pela salvaguarda e classificação de edifício e jardim da R. Pau de Bandeira, 1 - ASSINE E DIVULGUE, S.F.F. OBRIGADO!


AQUI: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88360

À atenção
Do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dos Senhores Deputados à Assembleia Municipal de Lisboa
Da Senhora Directora-Geral do Património Cultural


O edifício à esquerda na fotografia, construído na segunda metade do século XIX e antigamente utilizado como cocheira, e este lindo jardim, não se encontram em Sintra, mas sim no meio da nossa Lisboa (rua Pau de Bandeira, nº 1).

Quando ainda a preservação do património histórico tinha mais valor do que a especulação imobiliária, por duas vezes (processo n. 14696/77 e processo n. 20986/78) a Câmara de Lisboa estabeleceu que o edifício devia ser preservado, chegando a propor a intimação ao proprietário “a proceder a obras de reconstrução no prazo de 18 meses, sob pena de expropriação”, o que nunca se verificou.

Em vez disso, neste preciso momento, a mesma Câmara Municipal de Lisboa avalia um projecto que prevê a demolição integral deste edifício, para construir, no seu lugar, um prédio de 4 pisos com garagem.

Em nosso entender, este conjunto harmonioso palacete-jardim-cocheira deve ser preservado na sua íntegra e, como tal apelamos ao Senhor Presidente da Câmara e aos Senhores Deputados Municipais para que impeçam a demolição da antiga cocheira da rua Pau de Bandeira, impedindo assim a destruição deste exemplar de arquitectura romântica.

Em nosso entender, este conjunto deve ser classificado pela Direcção-Geral do Património Cultural, pelo que aqui também se solicita a abertura do respectivo processo de classificação.

Os abaixo assinados...

AQUI: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88360

23/11/2015

Queremos saber: onde estão os "cidadões"?


In O Corvo (23.11.2015))
Por Fernanda Ribeiro

«Antigo cinema Paris vai ser demolido

Doze anos depois de Santana Lopes ter tentado mandar abaixo o antigo cinema Paris, na Rua Domingos Sequeira, em Campo de Ourique – decisão que, em 2003, foi suspensa pelo então autarca -, a única solução agora encontrada para o edifício passa, novamente, pela sua demolição, uma vez que o imóvel “infelizmente, já não é recuperável”. Está assim também afastada a possibilidade de uma tomada de posse administrativa da sala por parte da Câmara Municipal de Lisboa.

“Temos de constatar o evidente e não nos podemos agarrar àquilo que, infelizmente, já não é possível, nesta altura: a recuperação do cinema Paris. Estamos convictos de que, rapidamente, será encontrada uma solução para a reabilitação urbanística do terreno, mas não do edificado”, afirmou o presidente da Junta de Freguesia da Estrela, Luis Newton, na semana passada, perante a Assembleia Municipal de Lisboa, onde o Movimento do Partido da Terra (MPT) apresentou uma recomendação à câmara apelando à salvaguarda do antigo cinema.

Já em Janeiro de 2015, o Partido Ecologista “Os Verdes” tinha questionado a câmara a este respeito e inquirido a autarquia sobre o estado de conservação do painel do pintor Paulo Guilherme, que decorava a sala de espectáculos. Mas, na altura, não houve respostas.

Em declarações ao Corvo, Luís Newton salienta que, já antes, o vereador responsável pelo Urbanismo, Manuel Salgado, lhe afirmara que qualquer operação de requalificação a realizar na área do antigo cinema Paris não passaria pela manutenção do edifício – há três décadas votado ao abandono e que, actualmente, é uma ruína.

Apesar de considerar válidos alguns dos argumentos invocados pelo MPT, que apelava à salvaguarda do Paris – entre eles o facto de o edifício projectado pelo arquitecto Victor Piloto, em 1931, se incluir na área de protecção da Basílica da Estrela, o que justificaria alguma protecção -, o presidente da Junta de Freguesia da Estrela vê agora com bons olhos a sua demolição, tendo em conta os problemas suscitados pelo abandono a que o imóvel foi sujeito.

“Há seis anos, talvez ainda fosse possível recuperar o antigo Paris, mas agora é tarde. Para nós, junta, o que nos preocupa não é só a insegurança da estrutura, que ao longo do tempo tem vindo a deteriorar-se muito, mas também o problema grave da insalubridade de toda aquela zona, que está infestada de ratos, baratas e todo o tipo de bichos, estando transformada num potencial de pragas”, salienta Luis Newton.

Para o presidente da junta da Estrela, qualquer projecto que venha a desenvolver-se na área do antigo cinema terá de abranger não só o edifício como os terrenos onde ele está implantado. Até porque o imóvel é “vizinho” de uma bomba de gasolina e de uma creche.

Na origem do impasse verificado em torno do edifício, que deixou de funcionar como cinema em meados dos anos 80, está um litígio entre os proprietários do imóvel – a Sociedade Geral de Cinemas – e a Câmara Municipal de Lisboa, conflito que se arrastou ao longo de vários anos, mas que estará agora sanado.

Um dos sócios da Sociedade Geral de Cinemas, António Martins de Freitas, era simultaneamente funcionário do Departamento de Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa e sócio de uma empresa de construção, Novas Construções, o que suscitou um conflito de interesses que, no mandato de António Costa, em 2008, chegou a determinar uma pena de 90 dias de suspensão ao seu funcionário.

Mas a correr em tribunal permanecia ainda o pedido de indemnização solicitado à autarquia pela Sociedade Geral de Cinemas, no valor de 4 milhões de euros, por não lhe ter sido permitido, em 2003, avançar com a demolição pretendida.

“O vereador Manuel Salgado disse-me que essa questão está resolvida, permitindo que, em breve, possa avançar ali um projecto de requalificação, que não passará, no entanto, pela manutenção do edifício”, sublinhou o autarca.

A concretizar-se a demolição, desaparecerá assim da cidade a obra projectada pelo arquitecto Victor Piloto onde foram rodadas algumas cenas do filme “Lisbon Story”, de Wim Wenders.»

31/01/2014

Quiosque da Estrela: Guia Alemão de Lisboa

Fotografia do raro Quiosque Arte Nova na Praça da Estrela, em grande destaque num guia alemão de Lisboa. Como sabemos, esta peça já foi «abatida», desmontada pela CML. Será que de facto a CML vai reconstruir o antigo quiosque conforme se lê num painel de propaganda afixado no local? Ou vai nascer no local uma anomalia patrimonial, do tipo pastiche?

22/11/2013

Lisboa, Capital Europeia da Demolição: Lapa

O FACHADISMO continua a todo o vapor em Lisboa. Este é mais um imóvel que foi demolido na Lapa, na Rua do Conde. De ano para ano, Lisboa fica mais distante dos padrões europeus de reabilitação urbana. Lisboa evita a todo o custo a conservação e o restauro para se atirar cegamente à construção nova mal disfarçada de "reabilitação". A Lapa está a sofrer perdas enormes, tudo em nome de um estilo de vida de subúrbio que estamos a importar para dentro dos bairros históricos. É um verdadeiro cancro que vai acabar por não só esvaziar os bairros dos seus conteúdos patrimoniais como também vai matar as hipóteses da Lapa vir a ser no futuro um bairro saudável. Porque as lojas dos pisos térreos estão a ser substituídas por largas portas de garagem (totalmente desproporcionais e que desfiguram as fachadas!). No resto das cidades europeias isto não é permitido porque se tem perfeita consciência da importância vital dos espaços comerciais num bairro. Uma garagem é um espaço "urbanamente morto", pois nada ofereçe a um bairro - antes pelo contrário, subtrai vida, "urbanidade". Mas em Lisboa a CML continua a promover e a aplaudir estes equivocos! Será que neste caso também vamos assistir à destruição dos vãos térreos para dar lugar a mais uma mega entrada para pópós?

28/06/2013

Chegado por e-mail:


«Bom dia! Para fingir k estava a tratar do assunto a Junta mando 1 funcionário com uma enxada um maço e um carrinho de mão. Quanto a proibir o estacionamento dos 4 carros durante a obra...é impossível!
M. Pereira de Carvalho»

27/06/2013

Os passeios esburacados da Lapa:

Chegado por e-mail:

«Recorro ao FCLx em desespero de causa, já que para a Junta de Freguesia da Lapa o problema, apesar da gravidade que já atingiu e do desleixo urbano que revela, parece não merecer a menor atenção. Trata-se do estado incrível a que chegou o passeio do lado direito da rua dos Navegantes - entre os nºs 38 e 40 - na subida para Buenos Aires.

Por motivo que desconheço, nenhum carro estaciona em cima do passeio do lado esquerdo da rua e todos (neste caso trata-se apenas de 4 lugares entre as duas garagens dos respetivos prédios ) e todos estacionam insistentemente sobre as devastadoras ruínas deste passeio, ruinas resultantes não apenas do estacionamento no passeio mas essencialmente de a Junta de Freguesia ter vindo a fingir ignorar - visto que já foram enviados mails e feitas pariticipações pessoais - a degradação a que o passeio chegou, a ponto de as grandes pedras das beiras do passeio estarem partidas ou carcomidas e a maioria das pedras do próprio passeio estarem espalhadas pelo passeio ou piedosamente amontoadas junto às paredes para evitar que alguém ponha um pé em cima de uma delas e deslize pela descida.... o que já aconteceu, inclusivamente ao carteiro. Acresce que, estando grande parte das pedras espalhadas por cima do material poeirento que lhes servia de cama, de cada vez que um carro estaciona ou arranca - e isso está sempre a acontecer porque as pessoas "estão-se nas tintas" para o passeio e para os cidadãos que por lá passam - as pedras fragmentam-se e saltam a consideráveis distâncias podendo atingir qualquer passante , especialmente as crianças que por aqui passam a caminho das escolas. Acontece que isto se passa entre as garagens dos respetivos prédios, numa zona onde existem várias garagens privadas que alugam espaços, uma delas dois prédios abaixo com capacidade para 27 carros.

Contactada insistentemente a Junta de Freguesia diz não ser possível consertar o passeio porque não consegue tirar de lá os carros (são apenas 4 lugares...). Sugerido que seja lá posta uma fita indicativa de proibição a Junta diz que não vale a pena porque "eles" a cortam. Quanto a placas nem disso querem ouvir falar!

O que se passa na Lapa com o estacionamento equivale ao modo como esta população está na cidade, sem perceber que hoje existem muito mais carros, que as pessoas não são as mesmas, que a "Lapa" já não é a quinta de família que já foi, apesar de com issso ainda conseguir manter em respeito a Junta e a própria Polícia.

Muita grata ficaria se viessem ver o estado a que isto chegou - contado não se acredita...- e que da vossa intervenção resultasse a necessária obra, antes que se dê algum acidente grave, desde quedas à possibilidade de alguém ser atingido pelas pedras arremessadas, algumas delas já com arestas cortantes.

Agradecendo desde já a vossa atenção,

M. Pereira de Carvalho»

19/05/2013

PASSEIOS DE LISBOA: LAPA

Rua do Conde & Rua do Prior: é tudo dos pópós, os peões que se lixem. Porque não se indignam mais os peões? É a ditadura dos proprietários de pópós.

10/09/2012

IN MEMORIAM: DROGARIA OLIVEIRENSE











Imagens da famosa Drogaria Oliveirense na Rua da Lapa, 14-16-18. No Arquivo Municipal já aparece referência à 'drogaria' em documentos de 1895 mas a imagem Arte Nova do estabelecimento datava  dos primeiros anos do séc. XX.

Foi totalmente destruída (obras ilegais) faz agora exactamente 2 anos. A barbarie aconteceu após a morte do proprietário, o Sr. Fernando (neto do fundador) que se vê numa das fotos. Esta rara mercearia Arte Nova de Lisboa, intacta, estava registada na Carta Municipal do Património... e esperava classificação como Imóvel de Interesse Municipal (pedido do FCLX em 2008, aprovado em AML). 

08/03/2012

árvore mutilada na R. de S. Domingos (Lapa)

Lamentamos informar da mutilação desta árvore que qualificava um pequeno logradouro fronteiro ao imóvel sito na R. de S. Domingos nº 111 na Lapa. Era a única árvore neste arruamento. É lamentável ver como a nossa sociedade ainda não compreende o que é, de facto, uma árvore. Vamos ver com o é que esta árvore vai reagir a esta "poda" brutal. Mais um exemplo de arboricídio na nossa atrasada capital.

13/08/2011

DEMOLIÇÃO INTEGRAL até na Praça da Estrela?

Mais um exemplo, proposto para demolição integral, desta vez em plena ZEP da Basílica da Estrela! A destruição do património arquitectónico do séc. XIX/XX não parece ter fim. O que restará de Lisboa se a CML e o IGESPAR aprovarem a demolição de todos estes imóveis correntes da Lisboa Romântica? Tomados isoladamente são banais e simples mas é no papel que desempenham num conjunto urbano que reside a sua importância para o bairro e cidade. Porquê demolir este prédio recuperável? Sabemos que é possível - e corrente nas cidades da Europa desenvolvida - reconverter, adaptar, remodelar, modernizar os interiores deste tipo de imóveis. Mas em Lisboa cada vez mais se opta pela lógica da tábua rasa, pelo apagar da memória colectiva. Lisboa é cada vez mais uma cidade anti-restauro, anti-conservação. E já são poucos os casos que consideram a outrora popular "solução" simplista e pueril da "manutenção da fachada" (salvo na Baixa e Chiado, por enquanto!). Afinal, tudo se reduz à especulação dos solos da cidade e à imposição de estilos de vida contrários à cidade histórica. E isso fica bem claro pelo modo como os proprietários estão a vender este prédio, considerado apenas como mero "lote de terreno" para construção nova:


«Edifício para demolição integral com projecto em apreciação na CML para 2 T4 Duplex com estacionamento. Área de construção 716 m2. Excelente localização.»

01/08/2011

Mais outro caso na Lapa?


Rua Almeida Brandão, 11

Acaba de entrar na CML o Proc. 779/EDI/2011 relativamente a um projecto de ampliação deste palacete da Lapa, propriedade da Embaixada dos Emirados Árabes Unidos ... não percebo muito bem para quê tal entrada pois já se sabe que obras em lotes propriedade de outros estados não respeitam nada nem niguém. Aguardemos por abate de árvores, marquises e outras "benfeitorias".

04/07/2011

Mais um na calha


Rua do Quelhas, 21


Este é o edifício da antiga Emissora Nacional e antigo Museu da Rádio, fica na Lapa, e tem sobre si um projecto de alterações/ampliação, dando seguimento a um Pedido de Informação Prévia aprovado em reunião de CML (votos a favor PS, PCP e JSF) em 2009. Vamos ver no que dá ... aceitam-se apostas.

25/04/2011

Rua dos Ferreiros à Estrela: Justiça Social?

A maneira como a nossa cidade ainda aceita passivamente a tirania da minoria dos cidadãos proprietários de automóveis não pára de surpreender - e de chocar! Como é possível que em 2011 ainda existam arruamentos em Lisboa sem passeios para os peões circularem em segurança? Estas imagens, que nos foram enviadas, mostram os passeios da Rua dos Ferreiros à Estrela completamente invadidos por carros. Nesta rua os peões - e todos somos peões - são obrigados a circularem na faixa de rodagem. Entrar ou sair de suas casas também não é tarefa nada fácil como se pode verificar. Porque se tolera isto? «Coitadinhos de nós que não temos onde estacionar!» dizem os donos de viaturas particulares, prontamente e repetidamente. Até a polícia mostra sinais de compaixão com os munícipes em que um dos maiores objectivos do dia é estacionar na rua onde vivem, de preferência mesmo em frente da porta do seu lar. Mas que lógica é esta? Então para que alguns moradores tenham sítio para estacionar a(s) sua(s) viatura(s) de transporte particular ficamos TODOS sem sítio para circular a pé? Que tipo de justiça é esta? A lei do mais forte? Os mais pobres escravos dos mais ricos? Estilos de vida com pesada pegada ecológica esmagando comportamentos mais sustentáveis? É na desproporcional importância que a sociedade portuguesa dedica ao transporte particular que confirmamos o atraso estrutural do nosso país. A facilidade com que quase tudo e todos aceitam a secundarização da mobilidade suave é motivo de grande preocupação. Afinal onde está a defesa dos valores da República?

01/12/2010

1º Centenário da "Festa da Bandeira"

Pode não parecer, mas "isto" é uma Bandeira Nacional. Os mais incrédulos podem verificar pessoalmente a veracidade deste espécime bastando para isso uma visita à Rua Domingos Sequeira, na freguesia da Lapa.

08/11/2010

Acabadinho de entrar


Rua de João de Deus, 3


Projecto de demolição e construção nova, Proc.1088/EDI/2010 , promovido pela Orey, Reabilitação Urbana - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado