10/12/2019
Enquanto isso, RIP Vila Raul:
16/05/2017
Protesto pela anunciada destruição da Vila Raul (Amoreiras, Campolide) / Apêlo à recuperação e reutilização da mesma por boas práticas urbanísticas
Arq. Manuel Salgado
Cc. PCML, AML, DGPC, JF Campolide e media
No seguimento do noticiado hoje no Jornal Público, sob o título “Das ruínas da Vila Raul vai surgir um projecto para "uniformizar" Campolide” (https://www.publico.pt/2017/05/16/local/noticia/a-velha-vila-raul-1772244), dando conta que se encontra em apreciação nos serviços que V. Exa. tutela, um projecto de urbanização nova para todo o quarteirão entre a Rua Prof. Sousa Câmara, Rua Aviador Plácido de Abreu e Avenida Conselheiro Fernando de Sousa, que implicará com a demolição de todo o conjunto da Vila Raul, incluindo os 2 prédios da Rua Prof. Sousa Câmara;
Somos a protestar pelo facto de, conforme está expresso no artigo, a CML ter “definido índices e parâmetros urbanísticos para aquela área”, de modo a que a Vila Raul fosse entendível, quiçá por ignorantes, como valendo “zero” arquitectonicamente; e promovendo indirectamente a uniformização de cérceas (acabando com as “escalas díspares”) na linha do que foi feito nos quarteirões defronte ao Centro Comercial das Amoreiras, que nos abstemos de comentar e que críamos ser um paradigma já ultrapassado pela CML, por manifesta colisão com as boas práticas urbanísticas internacionais, cada vez mais na ordem do dia e porque, naturalmente, grande parte da riqueza da cidade de Lisboa reside nessa disparidade de escalas.
Mais solicitamos a V.Exa. que nos esclareça:
1.Se o Pedido de Informação Prévia aprovado pela CML em Dezembro de 2015, que concedeu direitos ao promotor Valor Ideal (propriedade do futebolista Rui Costa), foi aprovado em Reunião de CML?
2.Se a indicação dada pela CML ao promotor em termos de índices de construção foi feita ao abrigo do PDM se de outro instrumento de gestão urbanística em vigor para a zona?
3.Se existe algum relatório estrutural que permita afirmar, como o autor do projecto o faz, que a vila e os edifícios que lhe servem de pórtico são “irrecuperáveis”?
4.Se a CML já permite que sejam demolidas fachadas de azulejos?
5.Se, dada a magnitude do empreendimento em causa, a CML promoveu alguma forma de participação/discussão pública acerca do mesmo?
Melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Ricardo Mendes Ferreira, António Araújo, Beatriz Empis, Maria do Rosário Reiche, Maria de Morais, Júlio Amorim, Irene Santos, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Silva Grade, Jorge Pinto, Pedro Henrique Aparício, Inês Beleza Barreiros, Fátima Castanheira e Fernando Jorge
11/07/2016
Ainda acerca do pseudo-referendo da JF Campolide, eis a Recomendação (integral) da Provedoria de Justiça:
...
Mas JF Campolide não quer saber e vai continuar como se nada fosse/tivesse sido. Ena!
(11.7.2016)
07/10/2014
Junta de Campolide, em Lisboa, alerta para vandalização do Aqueduto das Águas Livres
26/09/2014
02/04/2013
PASSEIOS DE LISBOA: Arco do Carvalhão
21/08/2012
Reunião descentralizada da CML - 5 de Setembro
13/07/2012
Moradores escolhem construir jardim em Campolide num referendo local
A população da freguesia de Campolide, em Lisboa, decidiu construir um jardim num terreno baldio em vez de ali instalar um parque de estacionamento. A decisão foi tomada através de um referendo local, organizado pela junta.
Quanto ao destino a dar ao espaço - fazer dele um estacionamento ou um jardim -, o autarca de Campolide, André Couto, aceitou a sugestão de um morador da zona e fez um referendo local. “Se o terreno é para usufruto das pessoas, faz todo o sentido que sejam elas a decidir o que fazer com ele. Eu fui falando com as pessoas da zona, mas reparei que estava tudo muito dividido quanto ao que fazer”, disse hoje à Lusa o autarca socialista.
O passo seguinte foi distribuir convocatórias nas caixas de correio das ruas mais próximas do terreno e instalar pontos de votos na Avenida Miguel Torga: “Na segunda-feira estivemos numa ponta da avenida, na terça noutra. Estávamos identificados com as bandeiras e brasão da freguesia”, descreveu André Couto.
O autarca esperava uma participação a rondar os 10%, mas a iniciativa “superou as expectativas”, motivando cerca de 33% dos eleitores a votar neste referendo. A vontade dos moradores foi expressiva: cerca de 67% escolheu a criação de um espaço verde no terreno baldio.
“É uma reacção de que eu não estava à espera. As pessoas já não estão habituadas a serem consultadas em decisões maiores, quanto mais em pequenas, neste tipo de microdecisão. Mas o feedback foi muito positivo”, disse André Couto.
Para o autarca, a experiência foi positiva também porque possibilitou a “proximidade entre os eleitos e os eleitores”, uma vez que os fregueses aproveitaram a presença do autarca nas mesas de voto para “fazerem as suas reclamações”.
“Vamos continuar com este tipo de experiências”, assegurou.
A junta vai ter o apoio da câmara na elaboração do projecto do jardim - e, por isso, o presidente da junta vai reunir-se com o vereador dos Espaços Verdes na sexta-feira -, mas ficará responsável pela sua recuperação e gestão, adiantou o socialista.
http://www.publico.pt/Local/lisboa-moradores-escolhem-construir-jardim-em-campolide-num-referendo-local-1554632





































