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05/12/2013

Apelo à APL para que esta abra ao público o interior das Gares Marítimas de Rocha de Cde.d'Óbidos e Alcântara

Exma. Senhora
Administradora do Porto de Lisboa,
Dra. Marina Ferreira


Como é do conhecimento de V. Exa., as Gares Marítimas da Rocha de Conde d’ Óbidos (1934-1948) e de Alcântara (1936-1944) são duas peças fundamentais da Arquitectura Moderna de Lisboa, foram ambas concebidas pelo Arq. Porfírio Pardal Monteiro e decoradas por José de Almada Negreiros (cujos 120 anos se comemoram até final do ano), sendo que uma e outra estão classificadas Monumentos de Interesse Público desde 2012 (Portaria n.º 740, DR, 2.ª série, de 31 Dezembro).

Considerando o elevado valor arquitectónico, conceptual, estrutural e artístico dos interiores de ambas as Gares Marítimas, quer a nível dos vestíbulos profusamente decorados com murais de Almada, quer pelas próprias linhas dos próprios espaços dos pisos térreos e dos primeiros andares, terraços, incluídos;

Considerando o semi-desconhecimento pelo grande público desses interiores, uma vez que ambos são visitáveis apenas por ocasião de eventos especiais e/ou por passageiros dos navios de cruzeiro;

Somos a solicitar a V. Exa. à Administração do Porto de Lisboa (APL) que:

· Abra ao público as Gares Marítimas da Rocha de Conde d’Óbidos e de Alcântara, pelo menos durante parte do dia, sem prejuízo dos eventuais passageiros de cruzeiros.
· Edite, em conjunto com a CML e/ou a DGPC, suporte documental adequado, em formato papel para divulgação «in loco», e para estar disponível nos «sites» da APL, CML e DGPC.
· Desenvolva, durante 2014 e em conjunto com a CML, os adequados projectos de requalificação do espaço público junto a cada uma das Gares, por forma a dignificar ambos os Monumentos de Interesse Público e homenagear quem os concebeu e decorou.


Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, João Mineiro, Virgílio Marques, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, José Morais Arnaud, João Oliveira Leonardo, António Araújo e Maria Albina Martinho

31/12/2012

Mais classificados!



A Casa da Moeda e mais um punhado de outros belos edifícios, acabado de classificar hoje como Monumentos de Interesse Público (http://dre.pt/sug/2s/getpartes.asp?s=dia&p=c&dr=252.2012S02).

Obrigado!

20/09/2012

Gare Maritima de Alcântara

Chegado por e-mail:

«Como tudo se desvanece!

Houve um tempo em que as pessoas se uniram em petições, reclamações, debates...precisamente contra a realidade destas imagens.

Hoje o "Independence of the Seas" não atracou onde foi sempre o seu Porto de Abrigo nesta Lisboa.

O que se vê na plataforma entre a Gare Marítima de Alcântara e o cais, são paredes de contentores, paredes essas mais altas que o muro de Berlim!!

Imagino o impacto que isto terá nos passageiros a desembarcarem, passando por entre ruelas de paredes de ferro...

Em tempos de crise, nem o que temos de melhor sabemos vender!!!!

Belo cartão de visita para esta nossa Lisboa que vai resistindo ás intempéries mas não aos interesses de uma politica de gente medíocre!

Zélia Oliveira»

14/09/2012

Classificação das Gares Marítima de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos

Direção-Geral do Património Cultural

Projeto de Decisão relativo à classificação como monumentos de interesse público (MIP) da Gare Marítima de Alcântara e Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, freguesia dos Prazeres, concelho de Lisboa, e à fixação da respetiva zona especial de proteção conjunta (ZEP).



26/05/2010

Liscont quer contestar em tribunal revogação do contrato do terminal de Alcântara

In Público (26/5/2010)
Por Sofia Rodrigues


«Comissão de Obras Públicas aprovou proposta do PSD que impede prolongamento da concessão à empresa da Mota-Engil por ajuste directo

António Costa reage

A Liscont (do grupo Mota-Engil) prepara-se para contestar por via judicial a revogação do decreto-lei que prevê a prorrogação do contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara, alegando inconstitucionalidade.

O projecto de lei do PSD que revoga o aditamento ao contrato foi ontem aprovado na comissão parlamentar de Obras Públicas, com os votos favoráveis do PSD, BE, PCP, a abstenção do CDS e o voto contra do PS.

É ainda necessário que o projecto de lei seja sujeito a votação final global - o que deverá ainda acontecer esta semana -, mas será difícil que aconteça outro desfecho que não o da revogação.

"Esta revogação é inconstitucional porque a Assembleia da República não tem poderes executivos e a única consequência desta revogação é um acto executivo", disse ao PÚBLICO fonte próxima da concessionária. A Liscont prepara-se para "exercer os seus direitos", o que implica pedir indemnização no caso de a Administração do Porto de Lisboa (APL) resgatar já o contrato.

Concessão vigora até 2015

O PÚBLICO contactou a assessoria de comunicação da APL, que se escusou a comentar o assunto. Fica por esclarecer se a APL irá pôr fim ao aditamento ao contrato de imediato (depois da promulgação e da publicação em Diário da República da revogação) ou se espera pelo desfecho da acção judicial interposta pelo Ministério Público em que este pede a anulação e a nulidade daquele decreto-lei. De qualquer forma, o contrato com a Liscont continua em vigor porque só terminava em 2015.

Já há várias semanas que PSD e CDS tentavam encontrar uma solução entre a revogação, defendida pelos "laranjas", e a suspensão do aditamento, proposta pelo CDS.

O deputado Helder Amaral critica a insistência do PSD. "Não percebo o PSD, querem suspender o TGV e depois permitem que se dê milhões de indemnização à Liscont", disse, questionando ainda se esta revogação do decreto-lei, a confirmar-se em votação final global, não irá pôr em causa a própria acção do Ministério Público.»

...

F-I-N-A-L-M-E-N-T-E!

Trata-se de uma vitória da Lei, da Democracia e da Transparência. Agora só falta que seja uma vitória de Lisboa. Para isso, há que pôr estas pessoas todas a pensar, que é como quem diz a planear a longo prazo, de modo a que até 2015 seja possível ter uma outra localização de facto para os contentores que estão hoje em Alcântara. Que é como quem diz, a outra margem. Tudo o resto é conversa.

08/05/2009

Terminal de contentores / Nota de imprensa


Caro(a) Amigo(a)


Congratulamo-nos com a aparente vontade de quem de direito em recuar, mas confessamos a nossa estupefacção pela manchete: "Acabou a guerra dos contentores. Lisboa vai ter um jardim". Isto porque uma coisa é o Projecto Nova Alcântara e outra é o Projecto de Ampliação do Terminal de Contentores de Alcântara, embora este esteja compreendido naquele.

Ora em nenhum momento as notícias fazem referência clara ao que de facto mudou ou vai mudar no tal projecto, que são dois em um; ou quando foi, ou será, isso decidido, e por quem. Apenas se faz menção ao tal "jardim", que aliás já se tornou um expediente de circunstância sempre que se quer ser "amigo" das populações.

O Nova Alcântara, recordamos, contém uma série de incongruências básicas e algumas omissões sérias (a quase impossibilidade, técnica e financeira, do desvio da linha de Cascais, a questão do leito de cheias, a impossibilidade de facto em se levar por diante o tal projecto das bacias de retenção uma vez que já se construiu no local!, etc., etc.) e continua a parecer-nos ser apenas o "embrulho" necessário ao negócio da ampliação do terminal de contentores e à urgência em levá-lo por diante.

Quanto aos contentores, reafirmamos a nossa posição ab-initio:

Nunca devia ter sido permitida a anterior renovação da exploração em Alcântara. Não deve ser permitida mais nenhuma ampliação nem renovação para o local, e antes, isso sim, aproveitando o hiato do prazo de exploração que ainda decorria, Governo e CML procurarem alternativas técnicas a que, a longo prazo, se permitisse libertar não só Alcântara, mas toda a sua frente histórica, dos mesmos, definitivamente, até porque não faltam bons exemplos lá de fora.

Já em relação à questão dos terminais de cruzeiros, ela é antiga e continua a ser tratada como se fosse uma questão menor. Recordamos ainda o seguinte:

As gares marítimas de Alcântara e da Rocha de Conde d'Óbidos são os locais ideais para ali atracarem os navios de cruzeiros. Por isso foram aí construídas e não noutro local. Os edifícios podem, de facto, ser exíguos e não permitir as condições de conforto e serviço aduaneiro necessárias aos tempos modernos, mas a APL dispõe de muito espaço junto às gares, hoje ocupado por ... contentores, para as necessárias intervenções, pugnado, claro está, pelo respeito à arquitectura e memória do local.

Alfama pode ter um cais secundário mas nunca o que a APL lhe quer fazer: construir um mega-terminal, compreendendo um centro comercial e um hotel, instalações da própria APL, mais um muro de 600m de comprido por 8m de alto, no que seria mais uma séria barreira entre a cidade, os cidadãos, e o rio. Para além disso, o projecto dado a conhecer ao público há cerca de 2 anos, contemplava ainda umas estruturas em passadiço, absurdas e gritantemente agressivas sobre a antiga Alfândega.

Acresce que, paralelamente e a seu bel-prazer, a APL tem quase pronto o alargamento do Cais do Jardim do Tabaco, que consiste em mais uma mega-placa de betão defronte ao rio!!

Pela nossa parte, esta é uma "guerra" que não acabou.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva, João Chambers, António Branco Almeida, Jorge Santos Silva, Virgílio Marques, Artur Lourenço, Diogo Moura, José Arnaud, Alexandre Marques da Cruz e Pedro Gomes

07/05/2009

Acabou a guerra dos contentores. Lisboa vai ter um jardim?

"Acabou a guerra dos contentores. Lisboa vai ter um jardim

A carga toda metida nos contentores é afastada das vias terrestres. No espaço da polémica vai ser plantado um jardim. A Câmara e o Porto de Lisboa estão em negociações

A guerra dos contentores pode acabar antes da campanha eleitoral para as autárquicas de Lisboa: onde se esperava mais carga vai haver um jardim resgatado ? por 20 anos, pretende a Câmara de Lisboa ? ao Porto de Lisboa. A câmara está a negociar um protocolo com a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Liscont (a empresa que gere os contentores portuários, do grupo Mota-Engil, liderado por Jorge Coelho), com a bênção do movimento de cidadãos anticontentores, que deverá ser assinado durante o mês de Maio.A câmara quer pedir emprestada ao Porto de Lisboa, durante 20 anos, toda a zona que vai de Alcântara-Terra ao rio Tejo, para ser utilizada como espaço público. No entanto, o protocolo contempla uma cláusula que permite Ó APL reivindicar Ó câmara municipal "uma solução alternativa" para os contentores, caso o movimento do porto venha a registar um "crescimento exponencial" durante os próximos 20 anos. Mas a moratória dos contentores pode durar menos do que a câmara deseja: o i sabe que o prazo de 20 anos é considerado "inaceitável" pela Administração do Porto de Lisboa.O novo projecto da câmara é do conhecimento dos cidadãos que se constituíram em plataforma de protesto e enviaram uma petição Ó Assembleia da República para travar o projecto de ampliação da plataforma de contentores em Alcântara. António Costa, Manuel Salgado e representantes do grupo de cidadãos têm mantido contactos nos últimos tempos. "Chegámos a um consenso. A plataforma portuária não irá abafar a cidade", disse ao i o vereador responsável pelo urbanismo, Manuel Salgado. Miguel Sousa Tavares, da plataforma de cidadãos, confirma ao i que tem participado em reuniões com vista a um consenso: "A posição da câmara municipal tem evoluído no sentido das nossas condições."Afinal o que muda agora? O plano Alcântara XXI é "totalmente reformulado" ? palavras de Manuel Salgado. A fazer a ligação entre Alcântara-Terra e o rio Tejo, uma grande praça pública ajardinada. Com o terminal de cruzeiros a ser mudado para Santa Apolónia, o novo projecto vai transformar a Gare Marítima de Alcântara "num pólo cultural importante". E todo o espaço fronteiro Ó gare "será uma continuação do espaço público para área de recreio e lazer".A plataforma de cidadãos tinha posto como condições irrenunciáveis a limitação da área disponível para contentores ("nem mais um metro de área de contentores em Alcântara", diz Miguel Sousa Tavares), o eventual aumento do transporte de carga dos contentores não ser feito por via terrestre ("nem mais um contentor TIR") e, enquanto durassem as obras, que as docas continuassem a funcionar. "A câmara deu-nos um documento para estudar que passa por incluir essas garantias", diz Sousa Tavares.Para já, os cidadãos estão satisfeitos. "O que queremos é que não sejam promessas vagas, mas garantias firmes do Porto de Lisboa", exige Miguel Sousa Tavares.Na opinião de Manuel Salgado, o novo projecto "defende a sustentabilidade económica do porto", "assegura a fácil ligação da cidade ao rio" e "resolve o problema do equilíbrio ecológico do vale de Alcântara. A câmara vai recuperar um projecto antigo do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, que passa pela construção de um conjunto de bacias de retenção no vale de Alcântara para acabar com as cheias crónicas que afectam todos os anos aquela zona de Lisboa. Segundo Manuel Salgado, ao prever o enterro da linha férrea, permite afastar a carga toda metida nos contentores a partir da utilização de barcaças que façam sair as mercadorias através do rio. Por outro lado, está em vias de ser "estabilizada uma solução que contempla a construção em túnel da infra-estrutura ferroviária". A câmara propôs ao governo a ligação da linha de Cascais Ó linha de cintura ? o que permite que quem vem trabalhar para Lisboa possa vir de comboio ?, que também será aproveitada para o escoamento do material dos contentores.Ao contrário do que pretendia o grupo de cidadãos, Alcântara ficará sem o terminal de cruzeiros, que será construído em Santa Apolónia, junto ao Jardim do Tabaco. A ideia da câmara é transformar a Gare Marítima de Alcântara, que é monumento nacional, "num pólo cultural". Quanto aos contentores, Manuel Salgado afirma que serão edificados de maneira a manter as vistas para o rio. "


por Ana Sá Lopes, Publicado em 07 de Maio de 2009 no ionline.pt

A notícia parece boa à primeira vista mas preocupa-me a ideia de construir um terminal de cruzeiros em Santa Apolónia. Deviam construí-lo na doca à frente do Museu de arte Antiga, que dista bastante da colina onde está o museu e como já não tem vista, não tem impacto visual. Fazê-lo em Santa Apolónia é criar uma barreira para o rio que é inaceitável!