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26/12/2017

Enquanto isso...


A estrutura do clube de tiro de Monsanto, concebida por Carlos Ramos, está assim, ou seja, foi p'ró maneta. Era modernista? E?

27/05/2016

ADEUS SEMANA ACADÉMICA DE LISBOA, ATÉ PARA O ANO ...!


Estado em que ficou o terreno onde se realizou a Semana Académica de Lisboa 2016, em pleno Parque Florestal de Monsanto.

Queremos saudar a autarquia de Lisboa, nas pessoas do seu Presidente, Dr. Fernando Medina e do seu Vereador dos Espaços Verdes Dr. José Sá Fernandes, pelo desvelo e preocupação que dedicam ao Parque Florestal de Monsanto - O Pulmão Verde de Lisboa, traduzidas pela concessão das licenças que tornaram possível o quadro de horror que a foto documenta.

A falta de cultura da Natureza e a manutenção das políticas do "Quero Posso e Mando" e do "Compadrio", pouco ou nada se alteraram em Lisboa desde a época do "Estado-Novo".

Tais políticas, que contornando as leis vigentes e ignorando os pareceres dos técnicos, procuram satisfazer interesses particulares, continuam a abrir feridas em Lisboa e muito particularmente no Parque Florestal de Monsanto.

Neste caso, foi a Universidade de Lisboa, organismo que tem por obrigação ensinar aos seus alunos o respeito pela Natureza e pelas leis que a regem. Não é isso, infelizmente, o que acontece.

Veremos agora como o Ministério Público de Lisboa irá reagir aos atropelos da lei entretanto verificados.


João Pinto Soares

07/05/2016

ALGO NÃO ESTÁ BEM NA CIDADE DE LISBOA


A SEMANA ACADÉMICA VOLTA AO PARQUE FLORESTAL DE MONSANTO,CONTRARIANDO A POSIÇÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA.

Contrariando e desrespeitando a Moção da Assembleia Municipal de Lisboa de 20 de Janeiro de 2009 que exige tolerância zero a intervenções que atentem contra a preservação de Monsanto, e desrespeitando igualmente a legislação vigente sobre o Regime Florestal Total que defende o Parque Florestal de Monsanto, contrariando ainda todos os pareceres técnicos que desaconselham a realização da Semana Académica de Lisboa naquele local protegido, a Câmara Municipal de Lisboa, uma vez mais, autorizou a realização, de 9 a 15 de Maio, no Alto da Ajuda, em pleno Parque Florestal de Monsanto, daquele "festival de massas" , pondo em causa aquilo que vezes sem conta tem vindo a apregoar e que é a defesa da biodiversidade na cidade. Lembramos que Maio é o mês de nidificação de muitas espécies de aves citadinas, entre as quais a Perdiz-vermelha, presente no local.


Pinto Soares

29/07/2015

Lisboa sente falta da velha feira. Para onde poderá ir a nova?

Foto do blogue Denúncia Coimbrã
Localização da Feira Popular, que a câmara irá decidir, poderá estar reduzida a três hipóteses. Autarquia quer oferta diferente das internacionais

Em Monsanto, na Bela Vista ou no Parque do Tejo e do Trancão. De acordo com os arquitetos ouvidos pelo DN, estes são os locais mais apropriados para alojar um futuro parque de diversões de Lisboa.
Carrilho da Graça, distinguido com o Prémio Valmor pelo Pavilhão do Conhecimento dos Mares na Expo"98, explica que uma feira popular pode, de certa forma, ser entendida como os antigos rossios. "Espaços na periferia, fora das muralhas, colonizados por feiras e que mais tarde foram absorvidos. Nesse sentido, temos Monsanto, um enorme parque natural que dispõe de zonas adjacentes relativamente disponíveis. Isso seria uma forma de criar uma nova zona para a cidade que no futuro poderia ser aproveitada de forma diferente."
Monsanto é igualmente uma das duas zonas apontadas pelo paisagista João Gomes da Silva, também ele prémio Valmor - pelos espaços públicos que desenhou para a Parque Expo. "A antiga Feira Popular era um espaço muito árido, denso, muito urbano e sem árvores. Não há dúvida de que uma possível futura zona de diversões deveria estar relacionada com um grande parque. Em Lisboa, só vejo Monsanto e o Parque do Tejo e do Trancão. Ambas as localizações são periféricas em relação a Lisboa, mas são centrais relativamente à área metropolitana e essa escala é importante."

In DN por José Fialho Gouveia, 2015-07-29

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Monsanto não é "reserva de terrenos"....é um Parque Florestal 
senhores arquitectos ! Por favor guardem as más ideias para 
o vosso quintal....

01/06/2015

Olha, olha, voltou a serra eléctrica a Monsanto!


«Junto à prisão de Monsanto, todos os Plátanos(?) do lado direito do portão abatidos. será que se seguem os restantes ?»
Pergunta e foto de AL.

10/02/2015

Monsanto, de cedência em cedência até ao último pinheiro manso?


In Público Online (10.2.2015)
Por José António Cerejo

«Câmara acaba com básquete em Monsanto e entrega espaço a privados

Concessão de edifícios deverá permitir a criação de mais de meia centena de quartos para exploração turística. Abertura de bar fecha zona desportiva. Concessionário explora o Mercado de Campo de Ourique.

O executivo municipal de Lisboa aprovou em meados de Novembro a concessão de vários espaços e edifícios do Parque Florestal de Monsanto para instalação de equipamentos hoteleiros e de restauração.

A criação de um deles, no Moinho do Penedo, um dos locais com melhores vistas da cidade, implicará a inutilização de três campos de basquetebol que são diariamente procurados por numerosos praticantes. No seu lugar surgirá uma tenda de lona para eventos e o espaço poderá ser vedado pelo concessionário.

[...] Nos termos do caderno de encargos do concurso lançado no Verão passado, o concessionário terá o direito de explorar “uma unidade hoteleira de pequena/média dimensão” e “de cariz bucólico” com um total de 46 quartos e nove bungalows no perímetro da Quinta da Pimenteira, onde existe há muitos anos um viveiro de plantas da autarquia, muito perto do viaduto Duarte Pacheco. Este é o principal espaço cuja concessão foi aprovada, mas a MCO II ficará também com o Moinho do Penedo e zona anexas, incluindo os campos de básquete ali instalados há uma dezena de anos, e ainda com a chamada “Casa do Presidente” e duas antigas casas actualmente abandonadas.[...]»

20/10/2014

Será que é desta que os seus tiros estão contados?

Ou é mais fogo-de-vista?

Vai esta 4ª Feira a reunião de CML:

«Proposta n.º 601/2014 (Subscrita pelo Sr. Vereador José Sá Fernandes e Manuel Salgado)
Aprovar denunciar o contrato de concessão, a título precário, sobre a parcela de terreno sita no Parque Florestal de Monsanto, celebrado com o Clube Português de Tiro a Chumbo, com a consequente declaração de caducidade da concessão, nos termos da proposta»

20/06/2014

A SEMANA ACADÉMICA DE LISBOA E O PARQUE FLORESTAL DE MONSANTO


Uma vez mais a Plataforma por Monsanto emitiu um Comunicado reprovando a realização das festas da Semana Académica de Lisboa no Parque florestal de Monsanto.

Embora este Comunicado tenha sido ignorado pelas entidades que têm a sue cargo a defesa daquele parque florestal, não abdicaremos do nosso dever de continuar a pugnar pela integridade e dignidade do Pulmão Verde da cidade de Lisboa.

Um Terreno submetido ao regime florestal, não deve ser “limpo”, para que nele seja realizado, durante uma semana, um evento que põe em causa o equilíbrio de uma área que deveria constituir local de abrigo, alimentação e reprodução de uma riqueza biológica diversificada.

A Associação Lisboa Verde, que integra a Plataforma por Monsanto, volta a solicitar o fim da realização de eventos não condizentes com os estatutos do Parque Florestal e às entidades colaborantes na realização da Semana Académica: Associação Académica de Lisboa e Câmara Municipal de Lisboa, para que iniciem urgentemente os trabalhos de renaturalização da área do Parque Florestal de Monsanto que degradaram.


Pinto Soares

24/05/2013

Semana Académica vai manter-se em Monsanto, apesar das críticas


In Público (24/5/2013)
Por JOÃO PEDRO PINCHA

«Destruição de árvores no Alto da Ajuda motiva protestos. Estudantes querem manter Semana Académica naquele espaço.

"Proteja a floresta, Monsanto depende de si", lê-se numa placa da Câmara Municipal de Lisboa colocado à entrada do Parque Florestal, junto ao Pólo Universitário da Ajuda. Ao lado, uma outra placa destaca aquele local - uma clareira com cerca de dez hectares - como um ponto de interesse, onde se podem avistar coelhos, perdizes e fuinhas-dos-juncos.

Ontem de manhã, porém, o que se via naquele terreno, que foi o palco da Semana Académica de Lisboa (SAL), entre 13 e 18 de Maio, eram os despojos da festa. Papéis, garrafas, latas, maços de tabaco, seringas, preservativos, copos de plástico, cadernos, isqueiros, bocados de madeira, cápsulas de café, confetti e até um cão de loiça eram os adereços do cenário visível.

"Já não está como estava ontem [terça-feira], mas no dia seguinte [ao do fim da SAL] devia ter sido tudo limpo", diz Artur Lourenço, da Associação de Amigos e Utilizadores de Monsanto. "Este ano não vamos ver perdizes", garante. Este espaço costuma ser um local privilegiado para a nidificação desta espécie, mas a presença do evento estudantil naquela zona terá prejudicado os ninhos das aves.

Além do lixo acumulado, eram ainda visíveis na manhã de ontem diversas árvores com ramos danificados ou arrancados, bem como outras completamente secas. Ao longo de uma vala praticamente que atravessa o terreno de ponta a ponta, "havia árvores, mas todas elas praticamente desapareceram", explica Artur Lourenço, acusando a Associação Académica de Lisboa (AAL) - responsável pela organização da SAL - de ter faltado à palavra. "A AAL tinha dito que ia proteger essas árvores e protegeu mal."

Segundo o presidente da AAL, Marcelo Fonseca, "havia cinco árvores nesse local que estavam muito, muito secas e foram retiradas", pelo que considera que as denúncias de "atentado ambiental" que foram feitas pela Plataforma por Monsanto têm apenas como objectivo "denegrir a imagem da AAL".

A Plataforma, juntamente com o grupo municipal do Partido Ecologista Os Verdes, havia manifestado, no início de Maio, a sua oposição à escolha daquela zona do Parque Florestal de Monsanto para a realização da festa académica. Então, alegou que o evento poria em causa o trabalho ali desenvolvido por "milhares de voluntários".


Mais 4 anos de SAL na Ajuda

Segundo Miguel Teles, da Associação Plantar Uma Árvore, responsável por parte da reflorestação da zona, as máquinas da empresa contratada pela AAL para a desmatação "destruíram tudo sem a presença dos técnicos e da polícia florestal".

Para Artur Lourenço, "este evento não é sustentável: não se pode querer sustentabilidade com 20 mil pessoas ao mesmo tempo no mesmo sítio", justifica. Aponta a compactação do terreno, susceptível de causar inundações nos bairros situados mais abaixo, como uma das consequências da realização da SAL.

Marcelo Fonseca garante que a AAL "vai proceder ao revolvimento de terra", de modo a evitar essa compactação, e tratará de "replantar 25 árvores com dois metros de altura, condignas para aquele espaço".

Nos últimos anos, a SAL tem mudado várias vezes de local, mas Marcelo Fonseca acredita que este espaço no Alto da Ajuda "tem as condições necessárias" para acolher o evento e espera celebrar um protocolo com a câmara, para que a festa se mantenha ali por mais quatro anos. O PÚBLICO pediu esclarecimentos ao vereador dos Espaços Verdes, mas José Sá Fernandes não respondeu.»

11/05/2013

Aventura em Lisboa!


De dez em dez anos lá vamos tendo notícias, numa verdadeira aventura em Lisboa. Eis extracto da sentença do Tribunal Administrativo que ... (via post de O Corvo, a propósito da decisão do TA condenando a CML a repor os terrenos de Monsanto tal como estavam em 1987...)

09/05/2013

Protesto pelo que se está a passar em Monsanto!


Exmo. Senhor Presidente
Dr. António Costa


É de facto lamentável a perspectiva de termos novo atentado ao Parque Florestal de Monsanto, com a anunciada festa (?) da 'semana académica', em relação à qual a Plataforma por Monsanto, de que fazemos parte, já se pronunciou na altura e no modo oportunos.

Nunca é demais realçar a importância de Monsanto para Lisboa, enquanto oásis em todo o caos que continua a grassar por Lisboa (urbanístico, sujidade, buracos, espaço público, abate de árvores, intervenções de gosto duvidoso, alterações regulamentares, etc.); isto independentemente de quem está à frente dos destinos da CML, o que é confrangedor, convenhamos.

Mais confrangedor se torna e nos revolta quando sabemos que as decisões da hierarquia são muitas vezes tomadas, como no caso em apreço, em contradição clara e inequívoca com as opiniões dos técnicos - e basta andarmos pelo Parque para disso nos darmos conta.

Repudiamos, portanto, o que se está a passar novamente em Monsanto, onde a vegetação já foi cortada e, por exemplo, os ninhos das perdizes destruídos. Foi cortada uma área ainda maior do que a previsto inicialmente para efeitos da 'festa' e foram também cortadas, certamente 'por engano', árvores recentemente plantadas pelas associações de ambientalistas de amigos do Parque.

Até quando, Senhor Presidente?

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Luís Marques da Silva

Foto: Nuno Ferreira Santos (Público)

19/09/2012

Protesto por estropiame​nto de cedro em Mtes. Claros

Exmo. Senhor Presidente

Dr. António Costa

CC: AML, Vereador Espaços Verdes, DMAU

Serve o presente para manifestarmos a nossa estupefacção pelo facto dos serviços afectos aos Espaços Verdes da CML, decorrido pouco mais de um mês sobre a publicação em Boletim Municipal do Despacho de V. Exa. relativo ao abate e substituição de árvores (aliás motivo do nosso regozijo); terem cortado de forma inexplicável os ramos de um lindíssimo cedro que há anos embeleza Montes Claros (foto em anexo, do "antes" e do "depois").

É confrangedor verificar-se que, apesar da publicação do Regulamento sobre Espécimes Arbóreos, em 2011, e apesar do Despacho de V.Exa., de Agosto passado, tudo continua na mesma em termos do dia-a-dia daqueles serviços. Parecem determinados em abater árvores porque são velhas e/ou retorcidas, ou porque ... "sim".

Foi Montes Claros, e tem sido assim em Monsanto e assim continuará a ser um pouco por toda a parte, como é do conhecimento de V.Exa. Até quando?

Melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, António Branco Almeida, Fernando Jorge, Artur Lourenço, Beatriz Empis, João Oliveira Leonardo e João Leitão

05/12/2011

Monsanto perde proteção

In Expresso (3/12/2011)
Por Anabela Natário

«Provedor está preocupado com o pulmão de Lisboa. Já foram ocupados mais de 100 hectares

A vontade de simplificar a legislação levou o governo de José Sócrates a anular um decreto-lei que dava uma proteção adicional ao Parque Florestal de Monsanto. Assim, desde junho que se tomou mais fácil construir na maior zona verde de Lisboa.

O provedor de Justiça detetou este caso "insólito" e já recomendou à ministra da Agricultura a revalidação da lei. Entretanto, outras ilegalidades se têm verificado.

Alfredo José de Sousa considera "não se perceber o motivo" que levou o legislador a meter o Decreto-lei nõ 380/74, de 22 de agosto, no saco das leis caídas em desuso.

A caducidade foi "erroneamente declarada" e abre portas a interpretações que põem em perigo o futuro do parque, como afirma o provedor na recomendação a que Assunção Cristas tem de responder até dia 2 de janeiro. Contactado pelo pelo Expresso, o gabinete da ministra esclareceu estar a Autoridade Florestal Nacional "a proceder a uma análise detalhada do conteúdo da recomendação".

O decreto de 1974, anulado no âmbito do Simplegis, foi proposto pelo arquiteto Ribeiro Telles e aprovado pelo governo revolucionário de Vasco Gonçalves. E destinava-se a anular um decreto de Marcello Caetano publicado em 1970. A ideia era reforçar o espírito com que o Estado Novo criou o Parque (Ocidental) da Cidade em 1934: um "primacial elemento de embelezamento e higiene" aberto à população.

Em 1974, queria-se impedir "a possibilidade de alienações de vastas áreas do Parque para instalações públicas e recintos vedados, explorados por concessionários", já que com o diploma de 1970 Monsanto "passou a constituir uma reserva de terrenos negociáveis da Câmara de Lisboa". Da mesma opinião é o provedor e o próprio município, que lembra no seu site terem-se ali construído, nos três anos de vigência do decreto marcelista, edifícios de escolas, da RTP, RDP, Serviços Prisionais, Hospital Ocidental e do Automóvel Clube.

Utilidade pública "não é tudo"

A descoberta, pela provedoria, do decreto anulado em junho deste ano, resultou da investigação à subestação elétrica do Zambujal, implantada em pleno parque. Um caso de 2009 merecedor de atenção por ser um mau exemplo. Não será discutível a evocada utilidade pública desta obra da REN-Redes Elétricas Nacionais; todavia, o facto de ter sido um "simples despacho" do ministro da Economia, na altura Manuel Pinho, a desafetar floresta, evocando o código das expropriações, faz com que o uso tenha sido "invalidamente permitido".

Há dois anos, o provedor alertara para a ilegalidade da situação e o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, respondera-lhe que foi "uma iniciativa do Governo", tanto a declaração de utilidade pública como a suspensão do Plano Diretor Municipal para permitir a edificação e acessos, contra a vontade da Câmara e o parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

Faça-se aqui um parêntesis para explicar que as anulações temporárias do PDM são uma forma legal de contornar o que se encontra estabelecido, também por lei, e que já serviram, em Lisboa (esta é a sétima desde 2008), para erguer, por exemplo, a Fundação Champalimaud na zona ribeirinha ou alargar a sede da Polícia Judiciária a uma volumetria proibida.

A "declaração de utilidade pública" é a frase-chave. Mas, para o provedor de Justiça, "não é tudo". Justifica a apropriação pública contra o pagamento de uma justa indemnização, mas em nada modifica o regime de uso dos solos". E Monsanto "encontra-se sob regime florestal total", subordinado "aos fins de utilidade nacional que constituem a causa primária da sua existência ou criação".

"Se o ingresso do Parque no regime florestal teve lugar por decreto-lei, e se por decreto-lei foi reforçada a salvaguarda da sua utilização, só por ato formal e organicamente equivalente poderia admitir-se a desafetação", diz o provedor.

Alfredo Sousa não recomenda agora a "declaração de nulidade, sem mais", talvez "mais gravosa para o interesse público", já que se trata de "um investimento avultado que facultou contrapartidas ao município" — a REN comprometeu-se a pagar 115 mil euros pelos 5304 hectares, o que daria um preço inferior a três euros por metro quadrado; e um milhão e 400 mil pelos prejuízos, "nomeadamente pelo corte de árvores", 194 pinheiros mansos, pelo menos.

A "reintegração da legalidade" poderia passar "por compensações de florestação em outras áreas do mesmo perímetro". É que, hectare ali, hectare aqui, o Parque Florestal de Monsanto já viu ser ocupada, com outros fins, uma área equivalente a mais de 100 campos de futebol.


O esquecido Aquaparque

Há uns anos, a Câmara de Lisboa deliberou ceder o direito de superfície de oito hectares de Monsanto para a instalação de um parque de diversões aquático. A morte de duas crianças, em 1993, levou ao fecho do Aquaparque do Restelo, ficando ao abandono, até hoje, as infraestruturas e o terreno. Há dois anos, o Supremo Tribunal Administrativo pronunciou-se e considerou ilegal a desafetação da floresta por não ter sido feita por decreto-lei, como, em 1988, por exemplo, se cederam 39 hectares à Universidade Técnica de Lisboa para a construção de faculdades. Na sua recomendação à ministra da Agricultura, o provedor de Justiça sugere que a contrapartida da ilegalidade da subestação do Zambujal seja a arborização do antigo "Aventura sem Fim", já que o terreno tem de ser restituído ao parque que, até 1938, era a 'careca' Serra de Monsanto. A primeira vez que se falou em arborizá-la foi em 1868, no "Relatório acerca da arborização geral do país". Os geólogos Carlos Ribeiro e Nery Delgado diziam que "os verdes maciços de arvoredo dariam à cidade um aspeto mais risonho e modificariam favoravelmente o clima, contribuindo eficazmente para a salubridade pública". Atualmente, o perímetro do Parque Florestal de Monsanto é de 900 hectares. »

...

Monsanto, graças às sucessivas "ajudas" inestimáveis da CML (recentes e futuras... a começar pelo comando operacional dos bombeiros, etc.) e do anterior governo (ampliação da subestação REN, etc.), é o mais recente filão da construção civil.

22/08/2011

Mais sobre o campo de rugby em Monsanto:



Eis o Projecto de Resolução que o BE apresentou no Parlamento recomendando ao Governo a reafectação do terreno onde está prevista a construção de outro campo de rugby em Monsanto ao Regime Florestal Total. Informação recebida por via da Plataforma por Monsanto.

Pela minha parte, obrigado!

20/07/2011

E as Salésias, pá?


Usando e abusando da foto publicada oportunamente pelo Lisboa S.O.S. em http://lisboasos.blogspot.com/2008/09/lixeira-das-salsias.html, teria sido muito mais útil a todos, a começar pela associação para a preservação do lince da Malcata (*), que a associação de rugby promotora do projecto de campo de râguebi para Monsanto tivesse juntado forças com a Federação respectiva para que em vez de apresentarem a sua proposta, que é boa, para Monsanto, o tivessem feito para o local do antigo campo das Salésias. Porque não as Salésias?? Vai haver aí um condomínio, é?

(*) Segundo o Vereador Manuel Brito, essa associação tamém deveria pertencer à Plataforma por Monsanto, dado que a mesma tem associações como o Grupo Ecológico de Cascais e a Liga dos Amigos do Jardim Botânico.

27/06/2011

PJ detém incendiário na mata do Monsanto

In Correio Manhã online (27/6/2011)


«A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta segunda-feira a detenção de um homem de 39 anos suspeito de ter ateado um fogo no Parque Florestal do Monsanto, pondo em perigo toda a mata junta à cidade de Lisboa.

De acordo com a Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da PJ, o homem, operário da construção civil, solteiro, ateou o incêndio "por uma razão fútil" e socorreu-se para o efeito de um isqueiro e papéis.

O incêndio consumiu apenas "uma pequena área" graças à denúncia de um cidadão e da rápida intervenção do Regimento de Sapadores Bombeiros sediado no Parque do Monsanto, mas pôs em risco toda a mancha florestal devido às condições meteorológicas e à densidade dos combustíveis fósseis existentes no local.

A investigação contou com a colaboração de elementos do Corpos da Polícia Florestal/Polícia Municipal da Câmara de Lisboa, também sediada no Monsanto.

O detido vai agora ser ouvido em primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coacção.

LUSA»

14/02/2011

Livro revela segredos de Monsanto e sugere caminhos para desvendar biodiversidade

In Público (14/2/2011)
Por Inês Boaventura


«A Câmara de Lisboa lança hoje um guia para aproximar os cidadãos do pulmão da capital, dando a conhecer a sua história e as espécies que o habitam

Nove propostas para uma visita
Parque desde 1934

Estacione o automóvel e venha conhecer a pé ou de bicicleta os segredos escondidos nos bosques de Monsanto, incluindo a grande diversidade de espécies animais e vegetais que povoam o parque florestal. Esta é a proposta da Câmara de Lisboa, que hoje lança um guia dedicado ao pulmão da cidade.

Ao longo de quase 170 páginas, este guia, que se segue a outro editado em 2009 sobre os parques, jardins e geomonumentos de Lisboa, dá a conhecer a história de Monsanto, a sua geomorfologia, clima e hidrologia, bem como a evolução da vegetação. Especial destaque têm também a flora, a fauna e os fungos existentes neste parque florestal, criado em 1934.

Segundo o vereador do Ambiente e Espaços Verdes da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, o objectivo fundamental do guia é promover "uma aproximação" dos cidadãos a este "património absolutamente extraordinário". Nesse sentido, esta publicação inclui um mapa que assinala os locais de referência, os caminhos de terra e ciclovias, as zonas de merendas, parques infantis, circuitos de manutenção, miradouros e equipamentos de restauração.

Nos capítulos consagrados à fauna e à flora não faltam fotografias e ilustrações que, como diz Sá Fernandes, permitirão a quem se aventurar por Monsanto usar esta informação para procurar e identificar as espécies com que se for cruzando. Seja de árvores, de arbustos ou subarbustos, de orquídeas, de aves, de mamíferos, répteis e anfíbios ou de cogumelos.

Menos 200 hectares

A coordenação editorial da obra é de David Travassos, que na introdução lembra que séculos de intensa ocupação agrícola tornaram a serra de Monsanto numa "paisagem praticamente despida de árvores". Uma realidade que, lembra o investigador auxiliar do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, se alterou com a campanha de arborização iniciada em 1938, que permitiu criar o "mosaico de bosques contínuos com uma grande diversidade de espécies" que ainda conhecemos.

Essa arborização, recorda-se no guia, "não foi tarefa fácil". No capítu- lo consagrado à história do parque flo- restal explica-se a esse respeito que "o trabalho, quase todo manual, recorreu a mão-de-obra variada, desde trabalhadores rurais a soldados e prisioneiros do Forte de Monsanto".

Neste guia, David Travassos menciona ainda algumas das "dentadas" que o parque florestal sofreu, "sobretudo com a implantação de alguns bairros residenciais". Já o vereador Sá Fernandes sublinha que "as grandes dentadas foram há muito tempo" e garante que "o risco" de novas am- putações "não existe". Em 2009, quan- do o Governo determinou a suspensão do Plano Director Municipal para permitir a implantação de uma subestação eléctrica, a Associação dos Amigos e Utilizadores de Monsanto fez as contas e chegou à conclusão que já se tinham perdido cerca de 200 hectares da sua área inicial. Entre outras obras devido à construção da A5, da CRIL, da Radial de Benfica e do Pólo Universitário da Ajuda.»

...

Uma boa iniciativa, sem dúvida. Apenas 2 perguntas:

1. Por que razão, como alguém já disse, se publica o guia no Dia dos Namorados (por mais namorados que namorem em Monsanto) e não no Dia da Árvore (21 de Marco) ou no Dia da Água (22 de Marco)?
2. Será que o Guia diz o que se preparam para fazer na envolvente do antigo Restaurante Panorâmico?

09/12/2010

Assembleia municipal de Lisboa exige saída do campo de tiro de Monsanto

In Jornal de Notícias (7.12.2010)

«A Assembleia Municipal de Lisboa exigiu hoje, terça-feira, que a câmara inicie "imediatamente" as diligências necessárias para que o Campo de Tiro saia do Parque Florestal de Monsanto e avance com a requalificação do espaço.

Segundo uma moção apresentada pelo Partido Os Verdes e aprovada apesar dos votos contra do PSD, do PPM e do CDS e a abstenção do MPT, a autarquia deve também iniciar "com carácter de urgência os procedimentos necessários para encontrar uma solução alternativa para o Campo de Tiro" de forma a que a situação dos trabalhadores seja salvaguardada.

O documento sublinha que a ocupação de 134 mil metros quadrados do Parque de Monsanto para este efeito tem "impactos muito negativos, tais como a poluição sonora, a contaminação dos solos e dos lençóis freáticos e o perigo para a segurança dos utilizados" do parque florestal.»