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09/07/2020

Boas notícias do Palacete Leitão e d'A Napolitana:

Aúncio n.º 156/2020 - Diário da República n.º 132/2020, Série II de 2020-07-09 137444142
Abertura do procedimento de classificação do Palacete Leitão, na Rua Marquês de Fronteira, 14 e 16, Lisboa, freguesia das Avenidas Novas, concelho e distrito de Lisboa.

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Anúncio n.º 152/2020 - Diário da República n.º 130/2020, Série II de 2020-07-07 137350393
Projeto de decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) da antiga unidade industrial «A Napolitana», sita na Rua Maria Luísa Holstein, na Rua da Cozinha Económica e na Travessa Teixeira Júnior, n.º 1, em Lisboa, freguesia de Alcântara, concelho de Lisboa, distrito de Lisboa.

20/09/2014

Património de Lisboa: «para reconstrução total ou demolição» [sic!]

«Prédio para reconstrução/ampliação com projecto aprovado para 9 estacionamentos [sic] + 9 apartamentos - 2 T3 duplex - 1 T3 simples - 4 T2 - 2 T1- Pode permutar no todo ou em parte
 

«Prédio apalaçado com 1750m2 com área descoberta de 540m2, em fase de (re)construção [sic] avançada [demolido]. Obra a 50% - estrutura e cobertura concluídas, com projeto assinado pelo gabinete de arquitetura Aires Mateus e aprovado pela CML. Com 4 frações: T5 Duplex 320m2 (3 estacionamentos) + T4 Duplex 280m2 (3 estacionamentos) + T3+3 - 340m2 (4 estacionamentos) + T3+3 330m2 com jardim 470m2 (3 estacionamentos). Possibilidade de alteração ao projeto.»


 
«Prédio para venda em Lisboa, ao Chile para demolir; 4 fogos 1 T1 + 2 T2 + 1 T4 duplex. Com licença a pagamento de ocupação, demolição e construção no valor de 33.000 €. Área acima do solo: 750 m2. [...]»
«Prédio construído em 1937 para reconstrução total ou demolição [sic], totalmente devoluto. Composto por cave com 1 fogo de 8 divisões, R/C com 2 fogos de 3 divisões e pátio com outro fogo de 5 divisões.» 
FOTO: Rua Rosa Araújo, 49 com projecto do Arq. Nicola Bigaglia (demolição integral dos interiores, projecto de "luxo" do Atelier Aires Mateus).
 

 

22/09/2013

Recordar é viver


Apesar de nunca ter sido colocado o "Aviso" na fachada do nº 49 da Rua Rosa Araújo, como a lei obriga(va), deu entrada a 9 de Abril de 2007 um "pedido de ampliação" na CML que foi despachado por despacho e que virou demolição integral dos interiores. Reabilitação não é isto, não senhor. Assim se trata/ou o património edificado por Bigaglia em 1908.

19/12/2011

Espírito Santo aposta na reconversão urbana


In I Online (19.12.2011)
Por Solange Sousa Mendes


«Para os arquitectos responsáveis pela recuperação do edifício da Rosa Araújo, nº 49, Manuel Aires Mateus e Frederico Valsassina, a reabilitação urbana é essencial para se manter a memória de uma cidade e tornar possível que a sua história seja vivida. "O que a impede de avançar são motivos políticos, sociólógicos e económicos. É muito mais dispendioso reabilitar do que fazer de novo", afirmaram. O administrador da ESAF - Espírito Santo Fundos de Investimento S.A, José Manuel Salgado, não poderia estar mais de acordo. "A reabilitação urbana é essencial para manter o traço da História, mas tem de se adequar às necessidades actuais. O problema é que é mais cara e mais trabalhosa, em termos de arquitectura. É muito complicado encaixar prédios formatados ao nível do século XIX ou inícios do século XX, que correspondem a cerca de 90% do parque habitacional, numa arquitectura, num espaço e num ambiente de acordo com o século XXI", esclareceu.

A reabilitação urbana foi o tema de conversa entre o i, os arquitectos referidos e José Manuel Salgado, durante a inauguração do andar modelo do edifício, em processo de recuperação, da Rosa Araújo, 49, em Lisboa, na quinta-feira. Este é o mais recente projecto de reconversão urbana levado a cabo pela Espírito Santo Activos Financeiros, mais precisamente pelo fundo Espírito Santo Reconversão Urbana II, e que deverá estar finalizado em Fevereiro.

O projecto do edifício da Rosa Araújo começou o seu processo de licenciamento em Abril de 2007, mas só foi concluído em Janeiro de 2010. Esta foi uma das dificuldades apontadas pelo administrador da ESAF na execução do projecto. "Tivemos enormes dificuldades no início mas sentimos que, de há dois anos para cá, a Câmara percebeu que a reabilitação é fundamental e só a partir daí é que o projecto conseguiu ir para a frente. Os processos hoje em dia são rápidos, os interlocutores funcionam, há comunicação, fluidez e objectividade na análise dos processos".

Apesar de só um T4 estar preparado para ser apresentado, o i constatou o estado de evolução das restantes fracções. Ao todo são nove apartamentos, destinados ao mercado residencial, distribuídos por cinco pisos, com tipologias T3, T4 e T5, com áreas que variam entre os 200 e os 390m2. No primeiro piso estão duplexes que, apesar de ganharem precisamente por esta característica, não vencem pela luminosidade anímica que entra pelos andares superiores. Os preços vão dos 960 mil euros aos 2.120 milhões. Ainda é cedo para dizer se as vendas serão um sucesso, mas José Manuel Salgado está optimista, porque num projecto na Duque de Loulé, também a cargo da ESAF, lançado há um ano, já foram vendidos cerca de 60% dos fogos. Na apresentação, estavam já alguns possíveis interessados. "Penso que no contexto actual vende-se tudo o que é de boa qualidade, desde que seja adequado à procura, seja um T0 ou um T5. A única diferença é que já não se comercializa em fase de projecto. As pessoas querem ver o produto acabado primeiro", concluiu.

Para além do edifício da Rosa Araújo, entre outros projectos, a ESAF tem a seu cargo a reabilitação do palácio do Contador-Mor, no Castelo de São Jorge, onde viveu o último contador-mor do reino de D. José.»

28/02/2011

"Reconversão Urbana" BES style: Rua Rosa Araújo

Este raro imóvel Arte Nova de Lisboa, datado de 1905, e uma das últimas obras do famoso arquitecto italiano Nicola Bigaglia (morreu em 1908) teve o seu interior integralmente demolido durante o verão [2010].

Apesar de nunca ter sido colocado o "Aviso" na fachada, como a lei obriga, sabemos que deu entrada a 9 de Abril de 2007 um "pedido de ampliação". Afinal a "ampliação" queria dizer a demolição integral do miolo do edifício para não só aumentar a cércea mas também para abrir as habituais caves de estacionamento. Pela análise de outras obras de Nicola Bigaglia, os interiores deste arquitecto são sempre de grande qualidade e com certeza estes não seriam excepção. Não percebemos porque razão os técnicos da CML aprovam a demolição de obras com interiores notáveis e recuperáveis. O proprietário deste prédio é o BES e o autor do projecto é o Atelier Aires Mateus. Este imóvel ainda tinha a particularidade de ter sido alvo, em 1943, de um projecto de alterações (entrada, por exemplo) do não menos notável arquitecto Luís Cristino da Silva.

Concluíndo, este era um imóvel a preservar na sua integridade patrimonial. A LAJB lamenta mais este mau exemplo de delapidação do património cultural do antigo Bairro Barata Salgueiro. Lisboa ficou mais pobre.

(retirado do blog da LAJB - Liga dos Amigos do Jardim Botânico)