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04/08/2020

Existem andaimes para demolição parcial. Esteja atento!


Estão a ser montados andaimes no martirizado conjunto de 3 edifícios da Av. Fontes Pereira de Melo, desde há 20 anos a esta parte, quando tudo começou com as demolições apressadas dos 2 edifícios que lhes estavam contíguos do lado da Martens Ferrão e Andrade Corvo. É aliás um dos exemplos mais gritantes de especulação imobiliária pura e dura (fatalidade dos edifícios de Cândido Sottomayor?).

Hoje, trata-se do seguinte: a CML autorizou a demolição parcial dos edifícios, isto é, das partes que ameaçam derrocada, veja-se, por exemplo, a traseira de um deles que está completamente escaqueirada, embora não haja perigo para ninguém porque atrás é mato.

Ao que se sabe, a demolição completa requerida pelo promotor, foi liminarmente chumbada pela CML, até porque os edifícios estão inscritos na Carta do Património, pelo que as fachadas principais não podem ser deitadas abaixo. Aliás, por isso é que o projecto de Souto Moura não terá ainda avançado, porque aquele só depois de ver tudo em baixo é que estará disponível a accionar o seu génio criativo.

Mas convém estar atento a esta demolição parcial, porque o que não falta por Lisboa é "surpresa" desagradável resultante de imprevistos...

(foto e alerta de Leonardo Chaves)

18/06/2020

Antigo Convento de Sto. António da Convalescença - Pedido de esclarecimentos à JF S.Domingos Benfica


Exmo.Sr. Presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica
Dr. António Cardoso

CC. PCML, AML, DGPC e media

Há na estrada de Benfica um conjunto monumental fundado em 1640 que urge preservar e proteger.
Referimo-nos ao antigo convento de Santo António da Convalescença, na Estrada de Benfica, nº 275, cuja descrição histórica V. Exa. verificar em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3026

Sem dúvida que este convento, ou que dele resta, é um marco patrimonial insubstituível da área coberta pela jurisdição dessa Junta de Freguesia.

 Dado o lamentável estado de abandono que se prolonga há demasiados anos, importa saber se:

 - Essa Junta de Freguesia tem algum plano de salvaguarda e valorização de todo o conjunto, entrada, claustro, fachadas com importantes conjuntos de azulejos?
- Há algum levantamento feito de todo o património azulejar?- A Junta de São Domingos de Benfica estabeleceu algum protocolo com a CML para proteger e salvaguardar o que resta deste antigo convento?- Há algum protocolo com a DGPC para que se proceda à actualização da classificação deste antigo convento?- Pretende a Junta de Freguesia lançar algum concurso que venha a promover a valorização do imóvel, bem como do chafariz fronteiro, uma vez que o carácter monumental do conjunto dos dois bens deve ser lido em conjunto.

 Foto: Agendalx.pt. 

Com os melhores cumprimentos

Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Gustavo da Cunha, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Jorge Pinto, Helena Espvall, Pedro Henrique Aparício, Maria Ramalho, Odete Pinto, Eurico de Barros, Filipe Teixeira, Maria do Rosário Reiche, José Maria Amador

...

Resposta do Sr. Presidente da JF São Domingos de Benfica:

«Boa tarde,

Em resposta ao vosso email de 18 de junho, o qual agradeço e que mereceu a minha melhor atenção, cumpre-me informar que estamos de acordo quanto ao imóvel em questão ser um marco patrimonial da Freguesia de São Domingos de Benfica.

Relativamente às questões que nos são colocadas confirmo que nunca existiu qualquer protocolo de intervenção celebrado entre a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica e as entidades que referem uma vez que tal nunca nos foi apresentado.

Estamos de acordo que seria importante preservar este património e estamos disponíveis para colaborar com entidades como a DGPC, CML e naturalmente com os proprietários deste antigo convento de Santo António da Convalescença caso a esse desígnio sejamos chamados.

Relativamente ao Chafariz de Santo António da Convalescença ou das Águas Boas, fronteiro ao antigo Convento, cumpre-me informar que a EPAL e a Câmara Municipal de Lisboa uniram esforços e celebraram um protocolo que prevê, entre outras coisas, restaurar 18 chafarizes pela cidade de Lisboa entre os quais se inclui este emblemático Chafariz da nossa Freguesia.

Após muita insistência da Junta de Freguesia e da sua população, o Chafariz de Santo António da Convalescença vai ser alvo de uma intervenção de conservação e restauro no corrente ano de 2020 tendo ficado estabelecido no protocolo, após as intervenções, que será a Câmara Municipal de Lisboa a garantir a manutenção e limpeza periódica do chafariz, bem como do espaço público envolvente.

Estamos assim de momento a aguardar que se iniciem as obras de conservação e restauro do Chafariz.

Disponível para o que entenderem por necessário, apresento-vos os meus melhores cumprimentos.

António Cardoso
Presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica»

...

Convento de Sto Antonio Convalescenca - Pedido à CML e DGPC (27.6.2020)

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Director-Geral
Eng. Bernardo Alabaça


CC. JF São Domingos de Benfica e media

No seguimento do bom acolhimento por parte do senhor Presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, dr. António Cardoso, ao nosso alerta-pedido de esclarecimentos acerca do estado de coisas do antigo Convento de Santo António da Convalescença, sito na Estrada de Benfica, (https://cidadanialx.blogspot.com/2020/06/antigo-convento-de-sto-antonio-da.html);

E porque graças ao empenho de diversas entidades, se conseguiu unir esforços que permitiriam, por via de protocolo, agendar para o corrente ano o início às tão necessárias obras de recuperação de outro importante património daquela Freguesia, por sinal o vizinho Chafariz de Santo António da Convalescença, obra arquitectónica indissociável do conjunto do próprio convento,

Solicitamos a V. Exas. que atentem ao Convento em apreço, e, em conjunto com os seus proprietários e com a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, almejem as condições necessárias para a recuperação urgente deste edifício, garantindo o seu bom uso e, desejável, a sua abertura do público, à semelhança de outros antigos conventos de Lisboa onde tal já é possível. 

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, José Morais Arnaud, Gonçalo Cornélio da Silva, Rui Martins, Pedro Jordão, Helena Espvall, Eurico de Barros, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira, Filipe Teixeira

Foto: AgendaLx.pt

25/02/2020

Processos de Classificação Pendentes na DGPC - Pedido de Esclarecimentos ao novo DGPC


Exmo. Senhor Director-Geral
Eng. Bernardo Alabaça


C.C. PM, AR e media

No seguimento da recente nomeação de V. Exa. para o cargo de Director-Geral do Património Cultural, e desejando-lhe desde já as maiores facilidades no mesmo, aproveitamos o ensejo para lhe fazermos chegar a nossa preocupação no que respeita ao estado de coisas de uma série de processos de classificação de edifícios e conjuntos urbanos, cujos requerimentos são da nossa responsabilidade, directa ou indirecta, e também de outros que são da autoria de terceiros.

Todos nos lembramos das centenas de processos de classificação que, escandalosamente, estiveram prestes a caducar em Dezembro de 2012, e do esforço com que se conseguiu evitar que isso acontecesse.

Por temermos que essa situação volte a ocorrer a muito curto-prazo num sem-número de outros processos Em Vias de Classificação que aguardam Projecto de Decisão há demasiado tempo, outros que, tendo Projecto de Decisão, tardam em ver publicada a respectiva Portaria de Classificação, e outros, ainda, em que tarda a haver resposta dessa Direcção-Geral aos Requerimentos submetidos oportunamente, quiçá, aguardando por “licenciamento” das Câmaras Municipais envolvidas, solicitamos a melhor atenção de V. Exas. para os casos que a seguir enumeramos:

A. Edifícios com “Projecto de Decisão” a aguardarem “Portaria de Classificação

* Edifício da Praça Duque de Saldanha, nº 28-30, e Avenida da República, nº 1, Anúncio n.º 87/2017 de Projecto de Decisão (Diário da República n.º 113/2017, Série II de 2017-06-12)
* Palácio Polvolide, sede do Atheneu Comercial de Lisboa, Rua das Portas de Santo Antão, nº 106-110, Anúncio n.º 111/2019 de Projecto de Decisão (Diário da República n.º 117/2019, Série II de 2019-06-21)
* Casa Havaneza, Largo do Chiado, nº 25, Lisboa, Anúncio n.º 104/2018 de Projecto de Decisão (Diário da República n.º 120/2018, Série II de 2018-06-25) requerimento de terceiros

B. Edifícios “Em Vias de Classificação” a aguardarem “Projecto de Decisão”

* Ourivesaria Barbosa Esteves, Rua da Prata, nº 293-297, Lisboa, Anúncio nº 78/2018 de Abertura do Procedimento de Classificação (Diário da República nº104/2018, Série II de 2018-05-30)
* Conjunto urbano da Avenida Duque d’Ávila, 18-32 e Avenida da República, nº 10-10-F, Lisboa, Anúncio nº 63/2017 de Abertura do Procedimento de Classificação (Diário da República n.º 85/2017, Série II de 2017-05-03)
* Moradia do Clube Militar Naval, Avenida Defensores de Chaves, nº 26-A/B, Lisboa, Lisboa, Anúncio nº 175/2017 de Abertura do Procedimento de Classificação (Diário da República n.º 195/2017, Série II de 2017-10-10)
* Casa de Igrejas Caeiro, Rua Paulo da Gama, nº 6, Alto do Lagoal, Caxias, Anúncio nº 139/2018 de Abertura do Procedimento de Classificação (Diário da República nº 153/2018, Série II de 2018-08-09)
* Vila Luz Pereira, Travessa do Jordão, nº 18, Lisboa, Anúncio n.º 218/2015, de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 183/2015, Série II de 2015-09-18)
* Prédio Salreu, Avenida da Liberdade, nº 206-218, e edifício geminado da Rua Rodrigues Sampaio, nº 27-35, Lisboa, Anúncio n.º 218/2015, de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 219/2016, Série II de 2016-10-14)
* Palacete Alto Mearim, Rua do Salitre, nº 66-68, Lisboa, Anúncio n.º 222/2019 de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 243, Série II de 2019-18-12)
* A Napolitana, Rua de Maria Holstein, Rua da Cozinha Económica e Travessa de Teixeira Júnior, nº 1, Lisboa, Anúncio n.º 191/2017 de Abertura de Novo Procedimento de Classificação (Diário da República n.º 206/2017, Série II de 2017-10-25)
* Palácio Marim-Olhão, Calçada do Combro, nº38, Rua do Século, 2-A/E, e Travessa das Mercês, 19-31, Lisboa, Anúncio n.º 230/2015 de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 194/2015, Série II de 2015-10-05)
* Cemitério dos Prazeres, Praça de São João Bosco, Lisboa, Anúncio nº 12/2016 de Abertura do Procedimento de Classificação (Diário da República nº 12/2016, Série II de 2016-01-19) requerimento de terceiros
* Núcleo Histórico do Cemitério do Alto de São João, Rua Morais Soares e Avenida Afonso III, Lisboa, Anúncio nº 13/2016 de Abertura do Procedimento de Classificação (Diário da República nº 12/2016, Série II de 2016-01-19)
* Estádio Nacional: Estádio de Honra, court de ténis central, edifícios anexos e mata, Jamor, Anúncio nº 157/2019 de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 176/2019, Série II de 2019-09-13)
* Loja da Caza das Vellas Loreto, Rua do Loreto, nº 53-55, Lisboa, Anúncio nº102/2017 de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 126/2017, Série II de 2017-07-03) requerimento de terceiros
* Antiga Ourivesaria Aliança, Rua Garrett, nº 50-52, Lisboa, Anúncio nº101/2017 de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 126/2017, Série II de 2017-07-03) requerimento de terceiros
* Café Nicola, Praça D. Pedro IV, nº 21-27, Lisboa, Anúncio n.º 30/2019 de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 36, de 2019-02-20) requerimento de terceiros
* Confeitaria Nacional, Praça da Figueira, nº 18 A-D, e Rua dos Correeiros, nº 238, Lisboa, Anúncio n.º 174/2017 de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 195/2017, Série II de 2017-10-10) requerimento de terceiros
* Escola Primária do Bairro de São Miguel, Lisboa, Anúncio n.º 48/2018 de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 71/2018, Série II de 2018-04-11) requerimento de terceiros
*«Túnel das Árvores», Marvão, Anúncio nº 101/2019, de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº 114 de 2019-06-17) requerimento de terceiros
* Antigo Liceu Feminino de Maria Amália Vaz de Carvalho, Rua Rodrigo da Fonseca, nº 115, Lisboa, de Abertura de Procedimento de Classificação (Diário da República nº39, de 2016-02-12) requerimento de terceiros

C. Edifícios com Requerimento de Abertura de Procedimento de Classificação Pendente, sem qualquer resposta dos Serviços da DGPC:

* Palacete na Rua dos Lusíadas, nº 15-17, Lisboa (Requerimento de Junho de 2019)
* Casa de Francisco Soares da Silva, Travessa das Águas-Livres, nº 6-12, Lisboa (Requerimento de Junho de 2019)
* Fábrica e Armazéns Domingos Barreiro, Praça David Leandro da Silva, n.º 28; Rua Fernando Palha, n.º 3-23, Lisboa (Requerimento de Abril de 2019)
* Edifício Korrodi, Rua Braamcamp, nº6, Lisboa (Requerimento de Maio de 2018)
* Prédios geminados da Rua Braamcamp, nº 84 e 86-88, Lisboa (Requerimento de Maio de 2018)
* Edifício da Avenida da Liberdade, nº 232, Lisboa (Requerimento de Junho de 2017)
* Quarteirão Eiffel, Avenida Defensores de Chaves, Avenida Visconde Valmor, Rua Eiffel e Avenida Elias Garcia, Lisboa (Requerimento de Abril de 2018)
* “Arranha-Céus” de Cassiano Branco, Praça de Londres, nº 3, Lisboa (Requerimento de Janeiro de 2018)
* Bairro das Colónias, Lisboa (Requerimento de Junho de 2018)
* Palacete Monte Real, Rua de São Domingos à Lapa, nº 100 (Requerimento de Agosto de 2017)
* Palacete Leitão, Rua Marquês de Fronteira, nº 14-16, Lisboa (Requerimento de Julho de 2018)
* Palacete Rua Pau de Bandeira, nº 1, Lisboa (Requerimento de Junho de 2018)
* Palácio Mitelo, Largo do Mitelo, nº 1-2, Lisboa (Requerimento de Julho de 2018)
* Prédio na Avenida da República, nº 71-73, Lisboa (Requerimento de Janeiro de 2018)
* Edifício da Esfera-Armilar, Avenida da República, nº 55-B (Requerimento de Maio de 2017)
* Quarteirões Art Déco e Modernistas da Rua do Salitre (nº 169-187) e da Rua Nova de São Mamede (nº 9-31, e nº 74), Lisboa (Requerimento de Janeiro de Maio de 2019)
* Quarteirão de moradias na Avenida do México, nº 1- 11, Av. António José de Almeida, nº 8-28, e R. Xavier Cordeiro, nº 19-23, Lisboa (Requerimento de Março de 2018)
* Estação Parque (Metropolitano), Avenida António Augusto de Aguiar, Lisboa (Requerimento de Outubro de 2018)
* Estrada Marginal, Estrada Nacional Nº6, Circunvalação de Lisboa (Requerimento de Maio de 2016)

Com os nossos melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Rui Pedro Martins, Ana Celeste Glória, Helena Espvall, Mariana Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Fernando Jorge, Eurico de Barros, Jorge Pinto, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fátima Castanheira, Miguel Jorge, Beatriz Empis

02/05/2019

Geo-monumento da R. Virgilio Correia abandonado e em perigo com loteamento


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.c. AML, Vereador MS, Vereador JSF, Vereadora CVP, JF

Constatámos, com surpresa, que a junta ao estado de abandono a que está votado o geo-monumento existente entre a Rua Virgílio Correia e a Rua São Tomás de Aquino, existe agora um aviso dando conta de uma operação de loteamento para o local (proc. nº 15/URB/2019), ainda em apreciação nos serviços da CML.

Solicitamos a V. Exa. que nos esclareça quanto ao futuro deste geo-monumento no quadro de uma eventual aprovação desse loteamento, isto é, se o mesmo, identificado com o nº 9 no mapa difundido pela própria CML (https://cml.maps.arcgis.com/apps/MapJournal/index.html?appid=292fa0698542496199e61a5fe32c0501) será preservado na íntegra e devidamente protegido, como outros já o foram no âmbito do programa (http://www.cm-lisboa.pt/viver/ambiente/geomonumentos) em boa hora desenvolvido pela CML a partir de 2007, e por sugestão directa do prof. Galopim de Carvalho.

Junto anexamos algumas fotos tiradas a 30 de Abril de 2019.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Lisboa, 2 de Maio de 2019

Paulo Ferrero, Virgílio Marques, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Alves de Sousa, Rui Pedro Martins, João Oliveira Leonardo, António Araújo, Inês Beleza Barreiros, Fátima Castanheira

...

Resposta do Sr. Vereador Manuel Salgado:

19/06/2018

Cuidado com o que se passa na Vila Berta...


Chegado por e-mail:

«Muito bom dia!

Sou moradora na Vila Berta e embebida no espírito da festa nunca tinha visto este lado de um problema que entre outros pode vir a acontecer.

Amigos meus que me vieram visitar no dia 12 de Junho chamaram-me à razão do que aqui pode acontecer nesta rua. Estreita, com mesas de um lado assadores de outro e as portas dos moradores encurraladas em grades que para entrarmos ou saírmos temos de retirar uma grade. Faz-se lume, fogo de artifício tudo isto e nem uma licença paga à autarquia (esta sai gratuita).
Olhem para isto.

É património de utilidade pública a Vila Berta e é assim que a tratam. Eu também gosto de festa mas tem razão quem me alerta para estes factos. O que aqui se faz pode transformar-se numa grande desgraça. E dia 12 foi por muito pouco que aqui não houve pancada a sério com tanta injustiça e prepotência que aqui se verifica. Sai tudo bonito sem dúvida mas os alicerces têm muita podridão e injustiça na sua origem. Venham analisar o que aqui se passa que de certo não é a favor nem dos morados, proprietários, vizinhança e da preservação do património muito menos.

Nem tudo o que luz é ouro. E acreditem que injustiça aqui não falta.
Eu sei que sou minoria mas também sei que a razão muitas vezes ou quase sempre não está nas maiorias...

Agradeço a vossa atenção para o que aqui se passa e vos exponho.

Maria José Soares»

15/02/2018

Petição pela salvaguarda e classificação de edifício e jardim da R. Pau de Bandeira, 1 - ASSINE E DIVULGUE, S.F.F. OBRIGADO!


AQUI: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88360

À atenção
Do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dos Senhores Deputados à Assembleia Municipal de Lisboa
Da Senhora Directora-Geral do Património Cultural


O edifício à esquerda na fotografia, construído na segunda metade do século XIX e antigamente utilizado como cocheira, e este lindo jardim, não se encontram em Sintra, mas sim no meio da nossa Lisboa (rua Pau de Bandeira, nº 1).

Quando ainda a preservação do património histórico tinha mais valor do que a especulação imobiliária, por duas vezes (processo n. 14696/77 e processo n. 20986/78) a Câmara de Lisboa estabeleceu que o edifício devia ser preservado, chegando a propor a intimação ao proprietário “a proceder a obras de reconstrução no prazo de 18 meses, sob pena de expropriação”, o que nunca se verificou.

Em vez disso, neste preciso momento, a mesma Câmara Municipal de Lisboa avalia um projecto que prevê a demolição integral deste edifício, para construir, no seu lugar, um prédio de 4 pisos com garagem.

Em nosso entender, este conjunto harmonioso palacete-jardim-cocheira deve ser preservado na sua íntegra e, como tal apelamos ao Senhor Presidente da Câmara e aos Senhores Deputados Municipais para que impeçam a demolição da antiga cocheira da rua Pau de Bandeira, impedindo assim a destruição deste exemplar de arquitectura romântica.

Em nosso entender, este conjunto deve ser classificado pela Direcção-Geral do Património Cultural, pelo que aqui também se solicita a abertura do respectivo processo de classificação.

Os abaixo assinados...

AQUI: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88360

29/12/2017

Ainda e sempre a "colónia da sineta", obra de Ventura Terra em Caxias


Eis o mais recente artigo de Alexandra De Carvalho Antunes:

Com votos de um 2018 amigo da colónia ;-)

29/05/2017

URGENTE - Património náutico e subaquático em risco - Apêlo ao PM para utilização do quartel Conde de Lippe (Ajuda)


Foto Público

Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Dr. António Costa


C.c. Comissão AR, MD, MC, DGPC e media

No seguimento de artigo do Público (https://www.publico.pt/2017/05/29/culturaipsilon/noticia/a-arqueologia-nautica-e-subaquatica-portuguesa-esta-a-naufragar-1773750) dando conta de tristes notícias relativas ao património arqueológico náutico e subaquático nacional - um património muitas vezes desconhecido, quando não propositadamente ignorado, e por vezes demais verdadeiramente "em bolandas", como é agora o caso com a sua saída do MARL (!), para onde foi no seguimento do arranque das obras para a construção do novo Museu dos Coches;

E verificando-se o manifesto subaproveitamento das magníficas instalações do Quartel do Conde de Lippe, na Calçada da Ajuda, nº 134, cujo desconhecimento pelo grande público, aliás, é outra pecha da nossa política cultural no que toca ao conhecimento e usufruto do património português, e que, para além disso, este quartel se situa a pouca distância dos serviços centrais da DGPC;

Somos a solicitar a Vossa Excelência que interceda junto dos Senhores Ministros da Defesa e da Cultura, de modo a que seja possível, rapidamente, encontrar-se uma solução digna e definitiva para a guarda e depósito deste valiosíssimo espólio arqueológico náutico e subaquático, património nacional, sua recuperação e musealização, afectando-se o mesmo para as alas hoje devolutas do Quartel do Conde de Lippe, na Calçada da Ajuda, nº 134.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Martins, Luís Mascarenhas Gaivão, Pedro Henrique Aparício, Fernando Jorge, Fátima Castanheira, Gonçalo Cornélio da Silva, Maria João Pinto, Maria do Rosário Reiche e Jorge Lima


Foto CML

É uma vergonha nacional, de facto, ou melhor, quem se interessa por isto? Nem o MC quanto mais o MARL.


In Público (29.5.2017), por Lucinda Canelas

«A arqueologia náutica e subaquática portuguesa está a naufragar?


Depois de anos de desinvestimento e de diluição na máquina da Direcção-Geral do Património, a situação é "de emergência". Em causa estão a preservação de um património identitário e o cumprimento de obrigações internacionais. E, a curtíssimo prazo, há 14 mil bens móveis que podem ficar sem casa.

A metáfora é demasiado fácil e, talvez por isso, se possa dizer inevitável – a arqueologia náutica e subaquática portuguesa parece estar a afundar. Chegou a ter um centro de investigação só para ela dentro de um instituto que tratava em exclusivo da arqueologia e cujas competências hoje, depois de várias siglas e reestruturações, estão a cargo da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), o maior dos organismos do Ministério da Cultura. O que é que se passou de 1997, ano de criação do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), para cá? O que é feito da equipa deste organismo e dos projectos em que estava envolvida? Para onde foi o espólio entretanto recolhido nas suas escavações?

Nem tudo se perdeu, é certo, mas de uma estrutura que chegou a ter mais de 20 pessoas, ainda que na sua maioria avençados e bolseiros de investigação, um laboratório de conservação e restauro, vários projectos científicos em curso e uma frota a funcionar já pouco resta. Até o nome desapareceu da orgânica da DGPC (continuamos a usá-lo para efeitos práticos e porque os arqueólogos teimam em fazê-lo). "Boa parte da nossa história ainda está debaixo de água"
Hoje são três os funcionários afectos a esta área (um arqueólogo e dois técnicos auxiliares). Os sete barcos que o CNANS ainda tem não podem ser usados (uns por falta de licenças, outros por falta de vistorias, equipamento ou manutenção). E o único arqueólogo que ali trabalha não tem como mergulhar (mandam as regras mais elementares de segurança que debaixo de água nunca se esteja sozinho).

O que o Estado tem no seu caderno de encargos no que toca a esta área, no entanto, não se alterou – continua a ser da sua competência a salvaguarda, o estudo e a promoção do património náutico e subaquático que se situa em território nacional, na zona económica exclusiva (uma das maiores do mundo) e na plataforma continental. E isto sem esquecer as embarcações naufragadas nas águas de quase 60 países que, tendo pavilhão português, são tecnicamente território nacional (neste lote estão, por exemplo, as descobertas no sultanato de Omã). Ao todo são mais de 7000 sítios arqueológicos, embora a esmagadora maioria esteja apenas referenciada em termos documentais.

Depois de o PCP ter defendido recentemente na Assembleia da República um reforço dos meios de funcionamento do CNANS, o PÚBLICO foi ouvir arqueólogos capazes de fazer um retrato do que é hoje a náutica e subaquática em Portugal. E deparou-se com “um cenário de emergência” que a todos preocupa e que põe em causa o investimento e o trabalho realizado, sobretudo nos finais da década de 90 e no começo da seguinte. Pelo meio há uma situação a que a tutela tem de dar resposta já – o centro tem de deixar rapidamente os 3200 m2 que ocupa desde Junho de 2010 no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), em São Julião do Tojal, Loures, e onde estão instaladas as

reservas arqueológicas, lado a lado com o laboratório de conservação e restauro que não funciona há mais de um ano por falta de técnico (há já um concurso aberto para o substituir) e um importante arquivo. O senhorio denunciou o contrato, que termina a 10 de Junho próximo, e informou em Dezembro o Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliações Culturais (GEPAC), o organismo que o assina em nome do Ministério da Cultura, que tenciona arrendar aquele espaço a outra entidade. Passado meio ano, o CNANS ainda não tem as malas feitas e o MARL não mudou de ideias. Para onde vão os 14 mil bens móveis que o centro tem à sua guarda, com destaque para as pirogas com mais de dois mil anos que foram descobertas no Rio Lima, que estão entre as mais antigas embarcações que se conhecem em todo o mundo, e os fragmentos e cerâmicas de uma embarcação quinhentista que resultaram de escavações na Ria de Aveiro? Para onde vão os vestígios e materiais da nau Nossa Senhora dos Mártires, que regressava da Índia com um carregamento de pimenta e naufragou ao largo do Forte de Julião da Barra, em 1606? E os do San Pedro de Alcantara, navio espanhol que viajava do Peru para Cádis e se afundou perto de Peniche em 1786, naufrágio em que terão morrido quase 130 pessoas, muitas delas escravos que viajariam no porão, presos com grilhetas de ferro?

Para onde vai o CNANS?
O PÚBLICO procurou saber junto do Ministério da Cultura onde vai passar a funcionar o CNANS e por que razão passaram seis meses sem que se tivesse encontrado uma alternativa ao MARL. O gabinete do ministro Luís Filipe Castro Mendes remeteu qualquer esclarecimento sobre a arqueologia náutica e subaquática para a DGPC, que se limitou a dizer, num brevíssimo email e sem direito a mais perguntas, que “a presença do CNANS no MARL sempre foi considerada uma situação provisória” e que “está a analisar diversas soluções de mudança” que permitam acolhê-lo “em condições adequadas à natureza da sua actividade”.

O CNANS foi para o mercado abastecedor pensando que a estadia seria, de facto, provisória, até que a instalação definitiva estivesse garantida. A mudança para aquele armazém a 12 quilómetros do centro da cidade foi feita quando a arqueologia foi forçada a deixar o espaço que ocupava na Avenida da Índia, em Lisboa, para abrir caminho à construção do novo Museu Nacional dos Coches. A transferência para o MARL começou em Novembro de 2009 e em Março não estava ainda concluída.

[...] “Portugal esteve na linha da frente na discussão da convenção da UNESCO para o património subaquático [de 2001] e hoje é claramente um dos países que se arriscam a entrar em incumprimento. Já estamos na linha vermelha.” Jacinta Bugalhão, que está a fazer um doutoramento sobre a arqueologia portuguesa no final do século XX-começo do XXI, vai ainda mais longe: “Tudo isto é de uma enorme irresponsabilidade em termos nacionais e internacionais. Acho que podemos dizer que [a arqueologia náutica e subaquática] está quase naufragada. Que precisa urgentemente, pelo menos, de uma operação de resgate e salvamento, ninguém tem dúvida nenhuma.”»

19/01/2017

Boas notícias sobre o Prédio do Tijolo - Oxalá as obras avancem quanto antes


Novamente o Prédio do Tijolo, com a resposta do Vereador Manuel Salgado à nossa solicitação/S.O.S (http://cidadanialx.blogspot.pt/2016/12/sos-salvaguarda-e-recuperacao-do.html), que muito aplaudimos e oxalá se cumpram quanto antes, a bem dos dos moradores, do prédio excelente que é e do património arquitectónico de Lisboa:

14/07/2016

Urinol histórico na Rua do Chão da Feira (ao Castelo) em risco de colapso


Exmo. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior,
Dr. Miguel Coelho


Voltamos a alertar V. Exa. para esta peça de mobiliário urbano de Lisboa que infelizmente continua sem a atenção que merece, pela sua raridade.

Este exemplar de mobiliário urbano do séc. XIX está neste momento em risco de colapso iminente como demonstram as imagens que anexamos.

Com os seus apoios estruturais ao chão reduzidos a um só elemento, toda a estrutura se está a destacar das paredes e poderá ruir a qualquer momento.

Lembramos que há vários anos que solicitamos à CML para fazer o restauro cuidado desta peça mas até ao momento nada se fez para além de meras pinturas superficiais.

Resta agora esperar que no âmbito das novas competências da Junta de Freguesia haja finalmente vontade para cuidar desta relíquia da capital.

Com os melhores cumprimentos


Fernando Jorge, Paulo Ferrero e Bernardo Ferreira de Carvalho

Cc. Media

12/06/2015

Loja de cerâmica da centenária Fábrica de Sant’Anna vai fechar para dar lugar a hotel


In O Corvo (12.06.2015)
Texto: Samuel Alemão « A aparentemente inabalável vaga turística faz mais uma vítima no epicentro da capital portuguesa. Desta vez, trata-se da loja de uma das mais emblemáticas unidades de produção de azulejaria e de cerâmica portuguesas a ser obrigada a sair do coração de Lisboa. Isto porque o prédio onde se situa desde 1916 vai acolher um hotel. E não se sabe se o estabelecimento, muito procurado por estrangeiros, vai reabrir noutro local. Está em vias de acontecer uma “perda irreparável”, diz ao Corvo o director comercial da empresa.

A acção de despejo está a ser contestada judicialmente, mas tudo leva a crer que a loja da Fábrica de Sant’Anna, na esquina da Rua do Alecrim com o Largo Barão de Quintela, se ficará pelos 99 anos de vida. De portas abertas naquele local desde 1916, deverá fechá-las em breve, porque o prédio onde se encontra dará lugar a uma nova unidade hoteleira, por vontade dos seus proprietários, a Vista Alegre, pertencente ao Grupo Visabeira. “Já passámos por muitas crises, ao longo dos anos, mas esta situação é mesmo muito complicada e ainda não fazemos ideia de como vamos resolvê-la”, confessa ao Corvo o director comercial da empresa, Francisco Tomás. “Nunca pensámos que isto nos pudesse acontecer”, admite.

A loja – “cuja história e arquitectura são irreprodutíveis noutro local”, refere o responsável da empresa fundada em 1741 – é tida como um referência ímpar da azulejaria e cerâmica nacionais, sendo visitada por turistas de todo o lado. “Vem aqui gente de todo o mundo, recebemos encomendas de todo o mundo. Das vendas que fazemos nesta loja, 90% são para o estrangeiro”, salienta Francisco Tomás, que ficou a saber das intenções do senhorio, “há cerca de dois meses”. Ironia suprema, a sua existência naquele local é ameaçada por um dos íncones maiores da cerâmica portuguesa, a Vista Alegre. “Esta é uma loja emblemática, que vem em tudo o que é guias e o seu encerramento representará uma perda irrecuperável”, considera o director comercial.

O estabelecimento é vital na estratégia comercial da firma, pois o mesmo funciona como montra da Fábrica de Sant’Anna, a produzir desde a fundação azulejos e demais peças cerâmicas na Calçada da Boa-Hora, na Ajuda, onde emprega três dezenas de pessoas – a loja emprega duas. Mas Francisco Tomás prefere destacar o simbolismo e a preservação da memória que lhe estão associados. “Nesta actividade da azulejearia, existe uma espécie de culto, em que estamos aqui um pouco para fazer um trabalho de defesa desta forma única de expressão artística. Não é tanto pelo valor do dinheiro, mas sim pela história. Quando a Fábrica de Sant’Anna fechar, não haverá muito mais gente a fazer as coisas como nós fazemos”, afirma. As técnicas usadas são as mesmas do século XVIII.

O responsável comercial da Fábrica de Sant’Anna salienta o imenso conhecimento acumulado, o qual teme se possa perder irremediavelmente, caso o encerramento da loja se venha a revelar prejudicial para as perspectivas de negócio. Afinal, estamos a falar de produção artesanal e não massificada. “Temos pessoas a trabalhar connosco, na fábrica, que são já a terceira geração da mesma família. E esta é daquelas áreas em que, quando uma unidade fabril encerra, quase sempre se perde o know-how”. Francisco Tomás diz ao Corvo “não ter nada contra o hotel”, mas sim muito preocupado com a preservação da memória da azulejaria portuguesa. Uma apreensão que já extravasou fronteiras. “Mal isto se soube, começámos a receber manifestações de solidariedade de muita gente. Já tivemos até quatro ou cinco telefonemas dos Estados Unidos da América, de pessoas a perguntar se era mesmo verdade e dando palavras de apoio”. ...»

26/03/2014

Era uma vez um Palácio na Rua de O Século



Como se pode facilmente verificar, já pouco resta do palácio... nem o logradouro escapou - estão a retirar todo o solo do jardim! É lamentável que este tipo de intervenção ainda possa ocorrer em Portugal, num imóvel classificado (IIP) e em zona histórica de 1º grau.
Era um palácio, com interiores originais de diferentes épocas, protegido pela Lei do Património da República portuguesa. Mas apesar disso todo o interior foi partido, triturado e remetido a um vassadouro! Os portugueses são cada vez mais avessos ao «restauro», a tocar com cuidado e respeito a Arquitectura do passado; é quase sempre à bruta como neste vergonhoso exemplo. Lisboa, Capital Europeia da Demolição?

21/09/2013

ODÉON: Património desprezado

Faz hoje  86 anos que o ODÉON abriu oficialmente ao público. Passados 90 anos desde a sua génese, tanto a tutela da Cultura como a CML já aprovaram a sua demolição - ficam apenas as fachadas para que se tenha a ilusão de estarmos numa nação civilizada e europeia. E assim se continua a desprezar em Portugal a herança arquitectonica do início do séc. XX. 

14/04/2013

Observatório Astronómico no Jardim Botânico em risco por falta de verba


Em pleno Jardim Botânico, o único em Portugal classificado como monumento nacional, o Observatório Astronómico da Escola Politécnica, em Lisboa, está em risco de ruir por falta de dinheiro para a recuperação.

"É sempre difícil dizer, mas ele aguenta muito pouco tempo", disse à agência o Lusa o director do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, José Pedro Sousa Dias.
O projecto de restauro está feito, com recurso a verbas da Universidade de Lisboa, da Fundação para a Ciência e Tecnologia e da Secretaria de Estado da Cultura, mas falta um milhão e meio de euros para avançar com a obra. Mecenas procuram-se.

O edifício foi tapado para o proteger da chuva e selado pela Protecção Civil, para impedir que alguém possa aceder ao interior, tal o risco que já apresenta.

"Foi protegido desta forma, que nos tapa toda a visão do edifício, justamente para o proteger da chuva, mas o risco neste momento é muito grande", atestou o responsável.
Desactivado desde 2002, o Observatório era usado para apoio ao ensino na Escola Politécnica. Com a recuperação poderá retomar as actividades educativas para alunos dos ensinos básico e secundário.

Ao nível superior, a observação já não se faz "com o olho no telescópio", explicou.
Ficará também aberto a visitas turísticas, proporcionando actividades de observação dos astros. O equipamento que agora se encontra no museu será colocado à disposição do público.

"À escala nacional é um exemplar único", afirmou o director, acrescentando que, na Europa, existirão apenas três observatórios do género, com uma função simultaneamente científica e didáctica da Astronomia dos finais do século XIX.
O edifício é, além do mais, "um testemunho histórico e patrimonial", enquadrado numa zona nobre da cidade que recebe muitos turistas.

Faz parte do Jardim Botânico, o único jardim português que é património nacional.
"Todo o jardim é, neste momento, um ponto importante, até pela localização, aqui no Príncipe Real, pela circulação turística na zona, é uma peça muito importante para a dinamização do turismo de Lisboa", sublinhou.

O Observatório foi pensado quando da criação da Escola Politécnica, em 1837, para as aulas práticas de Astronomia. A construção começou em 1875 e ficaria concluída em 1898.

À época, urgia dispor de mapas que permitissem conhecer os limites exactos do território nacional e colónias, organizar a administração, ordenar os círculos eleitorais e fiscais e projectar o desenvolvimento do país, traçando as infra-estruturas viárias, telegráficas e ferroviárias que escasseavam em Portugal.
Para tudo isto, era necessária a Astronomia, na determinação da longitude e latitude dos pontos geodésicos principais. "Era em função do cálculo dos azimutes que se orientava a rede de triangulação", lê-se na documentação que enquadra o projecto.

O Museu Nacional de História Natural e da Ciência tutela os dois últimos observatórios astronómicos históricos existentes em Portugal, o do Jardim Botânico (vocacionado para ensino) e o da Tapada da Ajuda, com tipologia de investigação e categoria de Observatório Nacional.

Na memória histórica do projecto, frisa-se que todo o complexo museológico da Politécnica é herdeiro de "uma linhagem de mais de 400 anos de ensino e estudo das ciências", tendo um "enorme contributo cultural" a dar à cidade de Lisboa.
Sobre o jardim, diz-se que constitui "um verdadeiro oásis científico e cultural", no eixo Baixa-Chiado. 


18/03/2013

Palácio da CML no Campo de Santa Clara: abandonado, em perigo de incêndio!

Resposta da Direcção da Trienal de Arquitectura:

«Exmos. Senhores,

Agradecemos terem colocado a Trienal de Arquitectura de Lisboa com conhecimento neste email que dirigem à Presidência da CML.

Cumpre-nos informar que o regime de cedência do Palácio Sinel de Cordes à Trienal de Arquitectura de Lisboa não incluia até à data a fracção da antiga Padaria conforme mencionam. O espaço em questão cujos inquilinos votaram ao abandono era objecto de um contrato de arrendamento com a CML que apenas na semana que passou conseguiu chegar a acordo, de forma a que se proceda rapidamente às obras necessárias.

A Trienal de Arquitectura de Lisboa é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é investigar, dinamizar e promover o pensamento e a prática em arquitetura, realizando a cada três anos um grande fórum de debate, reflexão e divulgação que cruza fronteiras disciplinares e geográficas.
 A Trienal depende inteiramente de mecenas, patrocínios, doações e apoios. A generosidade e compromisso da rede de parceiros da Trienal de Arquitectura de Lisboa são essenciais não só para a concretização dos seus objetivos, pautados por valores de excelência, como para o sucesso da sua atividade.


O regime de cedência por parte da CML inclui uma dinamização que temos vindo a consolidar e que em breve poderá finalmente mostrar de forma mais permanente os seus frutos. Temos estado a trabalhar com uma enorme equipa de profissionais de percurso reconhecido que em regime pro bono aceitou este desafio. Entre estes encontram-se os arquitectos Margarida Grácio Nunes e Fernando Sanchez Salvador, o Engenheiro João Appleton ou o Arquitecto Paisagista João Gomes da Silva. Assim como um grupo de voluntários estudantes de arquitectura que tem colaborado activamente nas nossas actividades.

Aproveitamos ainda para informar que estamos disponíveis no próprio palácio, por email ou por telefone para esclarecimentos como aqueles que procuram no email enviado. Teremos todo o gosto em poder clarificar dúvidas que tenham sobre a nossa actividade.

No nosso site ou página do facebook poderão consultar mais informação.

O site da próxima edição, desenhado pelo conhecido Zak Group está também online: http://www.close-closer.com/
Aproveitamos para apresentar o nosso programa de amigos ao qual desde já convidamos a aderir: http://www.close-closer.com/#/support

Com os melhores cumprimentos,

José Mateus
Presidente da Direção»




Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa


Cc. Trienal, AML, Media

Este é o estado actual do Palácio Sinel de Cordes, no Campo de Santa Clara, propriedade da CML e cedido à Trienal de Arquitectura de Lisboa, conforme foi largamente anunciado na imprensa durante 2012.

Mesmo que as fotografias valham mais do que mil palavras, fica a indicação urgente de que a antiga padaria tem a montra partida, lá dentro é só lixo e imundície, e o RISCO DE INCÊNDIO É MUITO ALTO!

Fica o alerta.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge e Bernardo Ferreira de Carvalho

08/02/2013

European Investment Bank (EIB) teams up with Europa Nostra to save Europe's Cultural Heritage

European Investment Bank (EIB) teams up with Europa Nostra to save Europe's Cultural Heritage
 
The Hague/Luxembourg, 24 January 2013 - Europe's leading heritage organisation Europa Nostra has launched today its new flagship programmeThe 7 Most Endangered’ with the European Investment Bank Group, represented by the EIB Institute, as its founding partner. This programme will identify endangered monuments and sites in Europe and mobilize public and private partners on a local, national and European level to find a sustainable future for those sites. 
 
“Cultural Heritage is Europe's greatest asset: our crude oil, our gold reserve. Our heritage is Europe's bread and butter, as much as it is Europe's heart and soul. Together with the European Investment Bank, Europa Nostra is proud to launch ‘The 7 Most Endangered’ programme. If we all work together, we can stimulate a true renaissance of Europe’s unique cultural heritage “ said Plácido Domingo, President Europa Nostra.
 
“The preservation of the cultural heritage in Europe is a huge task and without any doubt a common responsibility for all of us. The European Investment Bank is therefore pleased to be the founding partner of Europa Nostra’s new programme of “The 7 Most Endangered”. Its contribution to this project via the EIB Institute will be to provide analysis and advice on how funding could be obtained for the projects selected within this programme.” added Werner Hoyer, President of the European Investment Bank.
 
The first list of ‘The 7 Most Endangered’ will be announced during Europa Nostra’s 50th anniversary Congress in Athens on 16 June 2013. An international Advisory Panel will prepare the short list of 14 most endangered sites and the final list of 7 will be selected by the Europa Nostra Board. Nominations of most endangered sites can be made by Europa Nostra member or associate organisations or Europa Nostra’s country representations, the full list of which is available on the Europa Nostra website.  Deadline for the submission of nominations is 15 March 2013. (For the nomination form click here)
 
After the selection of ‘The 7 Most Endangered’, the experts selected by the EIB Institute and the other associated partners will visit each of the 7 sites in close consultation with local stakeholders and will propose realistic and sustainable action plans for saving those sites. The Council of Europe Development Bank (CEB) based in Paris will be one of the associated partners for this phase of the programme. The plans would include advice on how funding could be obtained, e.g. by drawing on EU funds or, in appropriate cases, on EIB or CEB loans. Europa Nostra’s extensive network  of heritage organisations will mobilise local communities and public or private bodies to strengthen the ownership and commitment for the 7 selected heritage sites in danger.
 
‘The 7 Most Endangered’ is inspired by a successful programme of the US National Trust for Historic Preservation, based in Washington. It will however go one crucial step further – it will not only identify a priority list of heritage sites in danger; it will also propose concrete rescue plans indicating what could and should be done to save those sites. Besides generating public interest and enthusiasm the programme will bring people together to create sustainable solutions through feasibility studies, technical advice, capacity and funding assistance, project management support and wide-scale publicity. In this way, ‘The 7 Most Endangered’ will work as a catalyst for action.  
 
 
Press contacts:
 
EUROPA NOSTRA: Sneška Quaedvlieg-Mihailović, Secretary General, sqm@europanostra.org;
 
EIB and EIB Institute: Sabine Parisse, Deputy Head of Division, Press officer, T: +352 4379 83340,
 
Background information:
 
On Europa Nostra:
 
EUROPA NOSTRA - the Voice of Cultural Heritage in Europe - represents a rapidly growing citizens’ movement for the safeguarding of Europe’s cultural and natural heritage. It covers almost 50 countries in Europe and beyond. Together with its members, associates and partners, Europa Nostra forms an important lobby for cultural heritage in Europe. It also celebrates excellence through the European Heritage Awards organised in partnership with the European Union. Finally, Europa Nostra campaigns to save Europe’s endangered historic monuments, sites and cultural landscapes. Plácido Domingo, the world’s renowned opera singer, is the President of Europa Nostra.
 
FOTO: BAIXA, em Lisboa, uma óptima candidata para esta lista.

20/04/2012

LISBOA: uma cidade para demolir?

Bairro da Estefânia, planeado pelo Eng. Ressano Garcia no séc. XIX. Este prédio com fachada integralmente revestida de azulejo da Fábrica Viúva Lamego já tem projecto de demolição aprovado pela CML. Está à venda. E a identidade patrimonial de Lisboa? E o património arquitectónico como recurso para o futuro sustentável e competitivo da capital? PISAL? SOS Azulejo? Lisboa, apenas uma cidade para demolir? CML, uma no cravo outra na ferradura?