15/02/2018
A JF Areeiro anda a gozar com o Regulamento do Arvoredo, não anda?
07/06/2017
O fim da macacada
03/07/2013
Comunicado sobre demolição de fachada de prédio modernista na Av. Almirante Reis/Pç. João do Rio
Na sequência da demolição integral do edifício sito na Avenida Almirante Reis, nº 233, torneja com a Praça João do Rio, do famoso Eng. Jacinto Bettencourt (inscrito com o Nº 1 na CML e colaborador frequente do Arq. Cassiano Branco), e inserido na frente de quarteirão inscrita na Carta Municipal do Património anexo ao Plano Director Municipal (nº 43.14), somos a comunicar o seguinte:
1. Congratulamo-nos com o anúncio feito em sessão de CML de 26 de Junho, pela voz do seu Vereador do Urbanismo, Arq. Manuel Salgado, segundo o qual a obra em curso (entretanto já desembargada) implicará, inequivocamente, a reconstrução da fachada agora demolida.
2. Notamos, no entanto, que já antes a aprovação (por despacho do Vereador) do projecto de reconversão do edifício em apreço (Alvará de obras de alteração com demolição, nº 27/OD/2013) pressupunha a manutenção da fachada, o que não veio a acontecer, sendo a obra embargada já com a fachada reduzida a 1 piso e após várias denúncias públicas.
Achamos curioso que o Sr. Vereador do Urbanismo refira que como o prédio é (era) de betão, seria impossível manter a sua fachada de pé, o que significa que os serviços da CML propuseram a aprovação da demolição do prédio com a manutenção de fachada sabendo de antemão da sua inviabilidade! Mais, se o projecto global continha - e continha - o projecto de demolições que integraria obrigatoriamente as medidas necessárias para a contenção da fachada, e assim uma vez que existe processo de obra nos arquivos da CML foi possível ao projectista conhecer exactamente a natureza da estrutura a demolir, conclui-se que a invocação do Sr. Vereador do tipo de material constituinte para justificar a demolição é uma falácia. Igualmente falacioso é afirmar que uma fachada, por ser em betão - ou porticada que pode ser o que o senhor vereador quereria dizer - não se pode conter. Se assim fosse seria impossível apresentar um projecto para a sua manutenção. Mais, ainda, se assim fosse, o projectista teria agido com má-fé, pois ou teria apresentado uma proposta que ele sabia impossível de cumprir ou teria inventado uma nova constituição para a mesma.
Como curioso é, também, a CML aprovar um projecto de reconversão que implica a manutenção da fachada, em vez de aprovar somente a remodelação do interior do edifício em vez de uma construção nova que colocar em risco a manutenção da fachada...
3. Estaremos atentos à reconstrução da fachada e recorreremos aos instrumentos jurídico-legais disponíveis ao comum do cidadão se a mesma não se verificar, accionando-os contra quem não cumprir o que foi aprovado pela CML, e contra quem não fiscalizar e fazer cumprir o que a CML aprovou e se comprometeu fazer cumprir, sendo que a cidade deveria assumir desde já que uma fachada reconstruída traduz um edifício de autenticidade nula, uma triste e pobre cópia de um original que era recuperável. Que a CML tenha falhado na defesa da correcta adaptação do imóvel a unidade hoteleira/lar é a raiz deste problema.
4. Concluindo: é impossível não criticarmos severamente a CML por se demitir da sua função de salvaguarda do património que ela mesma inclui na Carta Municipal do Património anexa ao Plano Director Municipal, como no presente caso. É que Carta do Património contém em si a promessa de que os edifícios e conjuntos nela listados não podem sofrer alterações que ponham em causa os seus valores patrimoniais e muito menos que sejam integralmente destruídos.
Nesse sentido, esta destruição é mais uma prova inequívoca do atraso de Lisboa face às boas práticas internacionais.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, José Filipe Toga Soares, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva, Miguel Atanásio Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Carlos Matos e Júlio Amorim
LIBERDADE PARA DEMOLIR: Praça João do Rio / Av. Almirante Reis (1941)
15/06/2013
NOVO HOTEL LEVA A DEMOLIÇÃO DE EDIFÍCIO DE CASSIANO BRANCO
In O Corvo (14/6/2013)
Texto e fotografia: Samuel Alemão
«Prédio de habitação desenhado pelo arquitecto modernista, no número 233 da Avenida Almirante Reis, já tem parte da fachada principal destruída. Isto apesar de, na primeira proposta de alteração do edifício aprovada pela câmara, em 2009, se referir a sua manutenção integral.
...
Fazemos o que podemos: queixa. Resultado? Zero, claro. Mas, também, quem se interessa por isto? Meia dúzia de líricos... Não fossemos meia dúzia e não seria assim, claro.
...
Segundo artigo de hoje do Público (disponível aqui), o Vereador Manuel Salgado mandou embargar as obras, uma vez que as mesmas não respeitam o projecto aprovado pela CML, que obrigava à manutenção da fachada. Veremos como isto acaba... e lembramos que caso idêntico poderá estar já a passar-se na Duque de Loulé/Santa Marta.
TEXTO EDITADO
29/05/2013
Queixa a Provedor de Justiça s/obras nos edifícios Av.Duque Loulé (81-83) e Pç.João do Rio gaveto c/Av. Almirante Reis

Juiz-Conselheiro Alfredo José de Sousa
Serve o presente para alertarmos Vossa Excelência e os Serviços que tutela para o facto de, aparentemente, continuarem a subsistir discrepâncias entre o que a CML (ou os Serviços de Urbanismo, por despacho do Sr. Vereador) aprova e o que resulta na prática dessa aprovação, sendo que nos casos em apreço cremos estar perante dois projectos de alterações/ampliação/demolição de interiores que ameaçam traduzir-se na prática pela demolição integral dos edifícios, inclusive das fachadas principais, contrariando aquilo que, segundo é nosso conhecimento, foi aprovado oficialmente e até hoje não alterado.
Falamos das obras de demolição que foram iniciadas nos edifícios sitos na Avenida Duque de Loulé, nº 81-83 (Processo nº 1250/EDI/20120), e na Praça João do Rio, gaveto com a Av. Almirante Reis, nº 233 (Alvará de obras de alteração com demolição, nº 27/OD/2013).
Atente-se que, quer num caso quer noutro, é nossa convicção não estarmos perante duas alterações a ocorrer durante a execução das obras, mas antes destas começarem! Com efeito, a ausência de escoras para protecção das fachadas principais de ambos os edifícios faz-nos temer o pior e acreditar que ambas as situações se traduzirão na prática pelo incumprimento dos respectivos alvarás de demolição, em ambos os casos determinando (bem) a manutenção das fachadas principais dadas as características de boa inserção das mesmas nas respectivas frentes urbanas.
Solicitamos, por isso, a Vossa Excelência, Senhor Provedor, que diligencie junto desses Serviços no sentido de se apurar se de facto as obras que decorrem em ambos os edifícios são, ou não, as que correspondem aos projectos oficialmente aprovados e aos respectivos alvarás, i.e. se as fachadas principais de ambos os edifícios são ou não para manter.
Juntamos documentação sobre os mesmos.
Colocando-nos à inteira disposição de V. Exa, apresentamos os melhores cumprimentos
Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Alexandre Marques da Cruz, Alexandra Maia Mendonça, Jorge Pinto, José Filipe Toga Soares, João Mineiro e Carlos Matos
27/05/2013
Em Demolição!
Pois bem, os dados estão lançados e já começou a demolição deste imóvel. Sem entrar na discussão, aberta a quem quiser discuti-lo, sobre a qualidade do edifício agora a desaparecer ou se é representativo da obra deste grande arquiteto, o que me assalta neste momento é: o que vai ser posto alí?
Para quem conhece esta praça sabe que é um agradável conjunto de imóveis com um parque no centro, porventura uma morada prestigiante e com um preço elevado por metro quadrado. Mas o que salta ao olho interessado por arquitetura é o conjunto coeso de arquitetura modernista, Estado-Novo. Se num ponto de implantação como um dos topos da praça for construido um daqueles edifícios tão ao gosto contemporâneo do Lisboeta, perde-se a coesão deste espaço.
Quem saiba o que está planeado para este espaço - fala-se agora em apartamentos de repouso para idosos - e conheça o projeto de arquitetura, queira esclarecer-nos. Quem sabe o bom gosto e bom senso imperou aqui, mas a julgar ao que tem sido feito por essa cidade fora (exemplo), as perspetivas são muito más.
| O que vem substituir este edifício de Cassiano Branco? |
02/04/2009
Quem espera sempre alcança





Imóvel inserido em: Domingo, 15 de Março de 2009. Preço: 7.000.000 €. Referência: 23/4526
Descrição do Imóvel. Prédio devoluto com 2 frentes e 5 pisos com logradouros. R/C com lojas e área total de 760m2. Existe um projecto aprovado para hotel. Situado numa zona nobre de Lisboa, com transportes públicos, a 5 minutos do metro o que faz da sua aquisição, um oportuno investimento. Existe um projecto na C.M.L. para mais 2 pisos e 30 lugares de estacionamento mantendo-se o hotel de 4 estrelas.
Nos 'entretanto' a CML, alegremente, ignorou o estado de abandono a que foi votado, durante anos e voluntariamente, este edifício da autoria de Cassiano Branco (ainda que não assinado), na Praça João do Rio. Por fim, aprovou um projecto de esventramento do edifício, ampliação e ocupação do logradouro.
Ou seja, pactuou [voluntária ou involuntariamente (por inércia e/ou inépcia), uma delas] com a especulação imobiliária. Ou seja, o que o promotor queria era ver um projecto aprovado de hotel ("Hotel do Aeroporto", que digno, hein?) para o edifício, para depois inflaccionar o seu preço de venda. Hoje já vai em 7M€.
Que importa o edifício? Que importa Cassiano? Que importa abrir-se um precedente em esventramentos na área consolidada em apreço? Nada.
27/01/2009
Descubra as diferenças:


Se amanhã a CML aprovar, este prédio da autoria (oficiosa) de Cassiano Branco será convertido em hotel (não digo de charme, pois a cadeia que o vai gerir não me inspira essa classificação). O projecto tem sido corrigido, tentativa a tentativa e a versão final da coisa é menos má, embora com 2 pontos maus: a substituição da porta de entrada e a construção de terraços no topo do prédio. Será que não podem corrigir isso?










