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14/07/2017

Esplanadas da praça D. Luis I


Chegado por e-mail:

«Boa tarde,

Gostaria alertar para o facto das esplanadas da praça D. Luis I junto ao Mercado da Ribeira ocuparem a quase totalidade do passeio, dificultando a passagem de peões e impedindo a passagem de carrinhos de bébé que são obrigados a passar pela estrada.

Obrigado,

Jorge Rosmaninho»

26/02/2017

Edifício CTT da Praça D. Luís ("8 Building") com acrescento novo - pedido de esclarecimentos à CML


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado

CC. PCML, AML, DGPC, JF, OA e media

Chamamos a atenção de V. Exa. e dos serviços que dirige para o facto de estar a ser construída uma cobertura/pála suplementar no topo do edifício dos antigos CTT da Praça Dom Luís I, outrora conhecido por “Palácio das Comunicações”, obra emblemática da autoria do Arq.Adelino Nunes, como é do conhecimento de V. Exa.

Com efeito, não só o edifício agora rebaptizado “8 Building” e requalificado em formato de condomínio e restaurantes, com projecto do Arq. Manuel Aires Mateus e aprovado em tempo oportuno por V. Exa., passou a apresentar uma linha de mansardas em toda a extensão de uma das fachadas, estar agora pintado de um “cinzento-choque”, vendo desaparecer, inclusivamente, o seu pináculo em ferro rematado por esfera-armilar - intervenções que a nosso ver desqualificaram desnecessariamente o edifício por fora; como ostenta desde há dias uma "pála" suplementar, de gosto duvidoso, que desvirtua ainda mais o edifício no que concerne ao seu núcleo principal.

Solicitamos a V. Exa. esclarecimentos sobre se este acrescento foi licenciado pela CML e, caso não tenha sido autorizado e, portanto, se revele espúrio, o que irá fazer a CML para o retirar do imóvel em apreço.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel Atanázio Carvalho, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira, Nuno Caiado, José Amador, Fátima Castanheira, Pedro Henrique Aparício

Pála agora construída


Imagens reais do projecto construído


Imagens virtuais antes do projecto construído


Foto (estúdios Novais, FCG) e Maquete do projecto original (Arq. Adelino Nunes)

26/01/2016

Ex-edifício dos CTT


Chegado por e-mail:

«Boa tarde,

A CML continua a espantar-me. Como é que isto é possível? Será que não existe um plano de promenor? O antigo edifício dos CTT, pintado de cinzento e com a cobertura modificada, tem agora no seu topo estas belíssimas máquinas de ar-condicionado da LG. Vivemos numa república das bananas.

Cumprimentos

Samuel Rodrigues»

21/03/2013

Entre ânforas e cerâmicas escondia-se parte de uma embarcação romana



Ânforas e peças de cerâmica descobertas no local

In Público (21/3/2013)
Por Inês Boaventura

«É um achado de extrema raridade aquele que os arqueólogos fizeram na Praça D. Luís I, em Lisboa: a madeira com cerca de 8,5 metros de comprimento que tinha sido encontrada entre meia centena de ânforas e algumas peças de cerâmica é parte de uma embarcação romana que terá navegado no Atlântico.

Esta peça de madeira foi descoberta durante a construção de um parque de estacionamento subterrâneo, junto à Avenida 24 de Julho, no interior de uma área que os arqueólogos já tinham identificado como tendo sido um fundeadouro (um local de ancoragem de embarcações) pelo menos entre os séculos I a.C. e V d.C. Desde cedo, os técnicos perceberam que se tratava de uma peça náutica, mas só investigações subsequentes permitiram determinar que o vestígio em causa era parte de um navio e não de uma estrutura portuária, hipótese que tinha sido igualmente equacionada.

“Estamos na presença de uma peça inequivocamente naval, de uma embarcação romana”, afirmou ao PÚBLICO o coordenador dos trabalhos, que estão a ser desenvolvidos pela empresa ERA-Arqueologia em colaboração com o Centro de História de Além-Mar, da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores. Alexandre Sarrazola explicou, durante uma visita às escavações, que esta seria “uma peça para fazer a ligação das tábuas do forro e destas à quilha”, “num tipo de construção shell first [em que o barco começa a ser construído pelo casco]”. Quanto à dimensão do navio, aquilo que se pode dizer por enquanto é que, a julgar pelo comprimento da madeira descoberta, teria “dimensões consideráveis”.

“Este não é um achado isolado. Foi registado num contexto, de fundeadouro, que do ponto de vista histórico é exclusivamente romano”, sublinha o arqueólogo. Esse facto contribui aliás para tornar esta descoberta única, já que num outro caso registado em 2002 no estuário do rio Arade, no Algarve, foi também encontrado um pedaço de uma embarcação romana (com cerca de 35 centímetros de comprimento) mas de forma isolada, fora de qualquer contexto arqueológico.

De 2002 a 2003 foram ainda descobertas, desta vez no rio Lima, em Viana do Castelo, duas pirogas monóxilas (esculpidas num único tronco). Os resultados da datação feita a amostras dessas embarcações permitiram concluir que seriam do século II a.C.

Cristóvão Fonseca, investigador do Centro de História de Além-Mar, explica que o rio Arade e o rio Lima são os únicos dois casos documentados em Portugal de descoberta de embarcações, ou parte delas, que se supõe serem da época romana. O arqueólogo destaca a importância do achado agora feito na Praça D. Luís I: “É a primeira madeira de navio encontrada em contexto que podemos dizer que é romana. No Mediterrâneo há barcos inteiros, mas no Atlântico este é um dado muito importante. Não se conhece mais nada com estas características na faixa atlântica.”

“É um achado de extrema raridade, para não dizer único”, afirma também Alexandre Sarrazola, acrescentando que estamos na presença de “um elemento fundamental no contributo para a narrativa da história de Lisboa no que concerne à sua vocação marítima milenar”. “É um achado de grande importância”, atesta a directora do Departamento dos Bens Culturais da Direcção-Geral do Património Cultural, Catarina Coelho, destacando que se trata de algo “único no nosso território”.

Os trabalhos arqueológicos na Praça D. Luís I, que se prolongaram por quase dois anos e estão agora a terminar, permitiram revelar, além do fundeadouro romano e dos vestígios nele encontrados, uma grade de maré do século XVII (para reparação naval ou lançamento de embarcações) e restos de outras estruturas, como uma escadaria e um paredão do Forte de S. Paulo (século XVII), parte do cais da Casa da Moeda (século XVIII) e fornalhas da Fundição do Arsenal Real (século XIX).


A peça de madeira identificada como fazendo parte de uma embarcação romana tem 8,5m de comprimento, mas foi agora seccionada em cinco troços — só um será preservado

Troço preservado

Decisão da DGPC

Os técnicos da empresa ERA-Arqueologia tinham, segundo o arqueólogo Alexandre Sarrazola, recomendado que a madeira de 8,5 metros de comprimento encontrada na Praça D. Luís I fosse integralmente conservada, dada a sua “inequívoca importância patrimonial e científica”. Mas a decisão da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), ontem transmitida ao PÚBLICO, foi outra: só um dos cinco troços em que foi seccionada a peça que pertenceu a uma embarcação romana será preservado.

A directora do Departamento dos Bens Culturais da DGPC explicou que essa decisão foi tomada atendendo ao “muito mau estado de conservação” da madeira, que esteve submersa e depois envolta em lama, e que foi atacada pelo teredo, um molusco subaquático. “Isto não implica que todo o registo da peça não esteja já feito”, sublinha Catarina Coelho, acrescentando que foram recolhidas várias amostras da madeira, por exemplo para a realização de análises que permitam fazer a sua datação.

“A nossa expectativa é conseguirmos tratar dela o melhor possível para que no futuro tenha condições para ser exposta, com toda a informação produzida no âmbito da sua recolha”, diz a dirigente da DGPC, adiantando que até lá a peça ficará armazenada nas instalações da Divisão de Arqueologia Náutica e Subaquática no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, num tanque já preparado para o efeito.

Também o coordenador dos trabalhos arqueológicos na Praça D. Luís I defende a musealização deste achado. “Consideramos que esta peça, acompanhada da sua explicação, tem um interesse museográfico inegável”, diz Alexandre Sarrazola.»

25/02/2013

Fundeador romano descoberto em escavações arqueológicas no Cais do Sodré


In Publico Online (24/2/2013)
Por Lusa


«Zona junto ao Mercado da Ribeira, onde será construído um parque de estacionamento, está a ser escavada há dois anos e já tinham sido descobertos vestígios de estruturas de séculos posteriores.

Escavações arqueológicas na Praça D. Luís, no Cais do Sodré, Lisboa, revelaram um fundeador romano com mais de 2000 anos. É um espaço junto à costa, onde os navios ancoravam temporariamente para descargas e trânsito de passageiros e reparações.

É um achado raro e extraordinário, que reflecte de forma muito rica a história da cidade, salientou à Lusa o arqueólogo Alexandre Sarrazola, que datou o fundeador entre o século I antes de Cristo e o século V.

[...]Dada a importância dos achados arqueológicos encontrados, Alexandre Sarrazola alertou para a necessidade de “uma articulação entre a política de património e a de ordenamento de território, nomeadamente quando são revistos os Planos Directores Municipais ou quando se fazem planos de pormenor”. Nesses casos, adiantou, “é fundamental ter-se em conta, particularmente na zona ribeirinha de Lisboa, a probabilidade da reincidência de achados desta natureza”.

Para Sarrazola, “este tipo de intervenções” arqueológicas e os estudos que delas resultam só fazem sentido “se forem amplamente divulgados e se servirem para contar uma história para todos, de um passado que é de todos, e se sedimentarem aquilo que é uma memória colectiva”. “Só faz sentido fazer arqueologia quando essa arqueologia entronca na memória colectiva”, rematou.»

28/10/2010

E você, sabia que aqui vai nascer um parque subterrâneo de 4 pisos?


Não se trata de parque dissuasor porque é dentro do centro histórico da cidade, ainda por cima em cima do interface da linha do Cais do Sodré, pelo que atrairá mais carros para onde não devem ir mais. Não liberta estacionamento à superfície. No entanto, alguém ao tempo da Sra. Gabriela Seara (2006) se lembrou (e quantas vezes não se lembrou durante esse período) de esventrar a Praça Dom Luís I. O promotor era/e a Serparque (grupo Emparque da A. Silva & Silva e por aí fora). Pois parece que afinal lá voltamos a ter que dançar a dança!

23/09/2009

Monumento ao Marquês Sá da Bandeira








Monumento ao Marquês Sá da Bandeira na Praça de D. Luis I

-estatuária em bronze e pedra em mau estado de conservação
-cantarias em mau estado de conservação
-inscrições em bronze incompletas (furtadas)
-elementos vandalizados com grafitos
-gradeamento artístico em mau estado de conservação
-iluminação obsoleta e inoperacional (focos destruídos)

Esta obra, erguida por subscrição pública e inaugurada em 1884, pede um restauro urgente. Para além deste monumento, de um modo geral todo o jardim apresenta sinais preocupantes de degradação e abandono. O Director Municipal de Cultura, Dr. Francisco da Motta Veiga, foi informado da situação deste monumento no dia 28 de Agosto de 2009. Aguardamos esclarecimentos.

19/06/2009

Chegado por e-mail:


Meus Caros,

Chegou ao meu conhecimento a colocação no mercado imobiliário do edíficio dos CTT na Praça D. Luís I em Lisboa. Trata-se daquele quarteirão Estado Novo com a torre com relógio que todos conhecemos.

A parte mais "engraçada" é que o edifício foi vendido pelo Estado há uns anos (pelo menos 5), tendo os próprios CTT ficado como inquilinos... Ou seja, deixaram de ser proprietários para passar a pagar de rendas anuais mais de 1,6 Milhões de Euros... E a conservação do prédio está a cargo do inquilino...

Excelente negócio!

José Sousa Gomes

07/06/2009

LX no dia das eleições para o Parlamento Europeu

Aspectos da nossa Lisboa no dia das eleições para o Parlamento Europeu. Praça de D. Luis I, Jardim, Monumento ao Marquês de Sá da Bandeira (alguém os consegue ver por entre os mega cartazes?) e Mercado da Ribeira. Dois Monumentos classificados e uma Zona Especial de Protecção. A Europa do Mais Forte? A Europa do Vale Tudo?