

In Site da CML:
«O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, apresentou hoje, dia 6 de Março, uma moradia propriedade municipal que pretende ceder ao Ministério da Administração Interna para instalação de uma nova esquadra da PSP na Praça de Espanha (Av. Santos Dumont, 75).
Acompanhado numa visita ao local pelos presidentes das juntas de freguesia de Nossa Senhora de Fátima e São Sebastião da Pedreira, Maria Idalina Flora e Nelson Antunes, o autarca confessou “estar preocupado com a ausência de um plano de policiamento de proximidade, que tem levado ao encerramento de diversas esquadras na cidade, na maioria dos casos por falta de obras de conservação e ausência de condições para o exercício das funções de segurança”, como sucedeu recentemente com duas esquadras localizadas na freguesia de Nossa Senhora de Fátima.
Em declarações à imprensa, António Costa revelou a existência de “más relações do município com o Estado na área da segurança nos últimos tempos”, dando como exemplo o atraso na abertura de uma esquadra na Rua da Palma, “que se arrasta há anos”, e outra na Alta de Lisboa em espaços cedidos pela Câmara, para além de um terreno cedido para as futuras instalações do Comando Metropolitano de Lisboa, que “também não acolheu disponibilidade do Estado”.
Depois de se manifestar preocupado com as questões de segurança na cidade, o autarca justificou a necessidade de intervenção do município com a “falta de respostas” e com a “ausência de uma visão global e estratégica para resolver os problemas por parte do Estado”. António Costa disse estar “disponível para colaborar” com a tutela e confirmou que vai marcar uma reunião com a Governadora Civil de Lisboa, Dalila Araújo, que considera ser “um canal de diálogo sério e credível com o Estado”. “Vamos exigir a instalação efectiva de uma esquadra nesta casa municipal e é necessário que o Estado altere a postura que tem tido com a Câmara de Lisboa em matéria de segurança”, defendeu.
Para além de afirmar que um plano de policiamento de proximidade é “fundamental para resolver os problemas de insegurança na cidade”, o autarca considerou que “não é preciso existir uma esquadra em cada esquina mas é necessário haver mais polícias nas ruas”.»
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Acrescento eu que tudo se resume a um negócio de moradias, senão veja-se:
Mesmo ao lado, mandou Santana Lopes abaixo uma outra moradia propriedade da CML, que se encontrava
ocupada ilegalmente. Manda a verdade que nunca aquela casa devia ter sido demolida, já que fazia par com esta outra. Agora, seriam as duas utilíssimas para a esquadra. Mas há mais vivendas envolvidas nesta coisa:

A polícia foi despejada da vivenda nº 44 da martirizada Avenida João Crisóstomo (foto imediatamente acima) e, ou muito me engano, ou lá vem emparcelamento pela certa com a vivenda imediatamente a seguir (foto abaixo).

Pago para ver se o proprietário de ambas as vivendas da João Crisóstomo não é já só um. E que ali vai nascer um imenso edifício?!
Ah, é verdade, a casa que foi demolida deu lugar a um amplo descampado, paredes-meias com o terreno liberto do barracão do Teatro Aberto, que ali está a 'respirar' (citando Santana Lopes) desde há 5 anos. Já se está mesmo a ver onde vai parar a respiração, não está?