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27/12/2016

Cabaz de Natal II - edifício cruzes da sé, (LOL)


Fotos: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1105323&page=358

27/11/2015

Goodbye Casa Alves? Mais uma loja tradicional de Lisboa em risco de fechar


In Observador (26.11.2015)
Por João Pedro Pincha

«Mercearia que existe no bairro da Sé desde tempos longínquos e está nas mãos da mesma família há quase 60 anos recebeu ordem de despejo para os próximos meses.

Tarde atípica no bairro lisboeta da Sé. Está um calor estranho para uma quinta-feira do final de novembro, há muitos tuk-tuks sem turistas parados junto à catedral e as ruas estão praticamente desertas. Na Casa Alves, o rádio passa Shakira. O número 112 da Rua São João da Praça é há muitos anos uma das mais typical mercearias de Lisboa, mas está em risco de desaparecer. A meio de novembro, o dono da Casa Alves foi notificado de que tem de se ir embora no prazo de seis meses.

A história que José Luís Alves tem para contar é igual a tantas outras que se encontram por Lisboa. O prédio de azulejos azuis e verdes onde funciona a mercearia era pertença de duas “senhoras de muita idade”. Com a morte delas, os herdeiros venderam o imóvel e o novo proprietário, uma empresa de investimentos imobiliários, quer fazer obras. Atualmente, a Casa Alves é a única ocupante do prédio, que está devoluto do rés-do-chão para cima. Quando as obras estiverem feitas, a localização privilegiada é um dos atrativos para a instalação de um hotel ou de apartamentos para turismo.

Enquanto o futuro não chega, José Luís Alves, filho do fundador da casa, fala do passado. Os pais nasceram em Melgaço e mudaram-se para as ruas estreitas da Sé na década de 1950. “Isto já era uma mercearia”, de um tal sr. Leitão, que só deixou o espaço quando já tinha uns 80 e muitos anos. Foi em 1957 — há 58 anos, portanto. O pai de José Luís ficou com a casa, ele serviu de moço de recados por lá e, anos mais tarde, quando a vida deu as voltas normais, acabou por lá ficar definitivamente. “Quando vim para aqui fiz obras e quis manter a mesma traça”, diz o Alves atual, explicando que parte das prateleiras em madeira de cor creme são acrescentos posteriores à fundação da casa.

Antigamente, na zona onde hoje estão os cestos de fruta, havia um balcão em mármore e a mercearia tinha cerca de metade do tamanho atual. José Luís esticou-a para a área onde existia o armazém, mas não quis desfazer-se dos armários em madeira, dos cartazes a promover o vinho da casa, o café moído na hora e os géneros “de primeira qualidade”. Tudo isso ainda lá está e, se a Casa Alves fechar mesmo, lá não fica. “Se é para destruir, levo tudo”, diz José Luís, para quem “o maior problema é estragarem isto”, não respeitarem “o essencial das coisas antigas”.

Porque é que eu guardo o sacana do moinho de café e a medida antiga de azeite? Porque acho que tenho de preservar isto”

Um candeeiro a petróleo, cestos, medidas de cereais, o “sacana” do moinho e a medida de azeite adornam a montra

Na carta que recebeu a anunciar que tem de se ir embora, os novos senhorios “nem falam” do pagamento de uma indemnização, diz José Luís, que entrou em contacto com um advogado e com a União de Associações de Comércio e Serviços de Lisboa (UACS) para tentar travar o fim da loja. O Observador tentou contactar o novo proprietário do imóvel, a empresa Átrio das Glicínias, mas nem sequer conseguiu obter um número de telefone.

Foi a presidente da UACS que chamou a atenção para o caso da Casa Alves e o de outras lojas históricas em risco na reunião pública da Câmara Municipal de Lisboa esta quarta-feira. Prevendo que o prédio venha a ter um fim turístico, Carla Salsinha apelou à autarquia para que proteja o comércio típico e as lojas com tradição da cidade, refreando “a euforia de hotéis” em Lisboa. A câmara lançou em setembro o programa “Lojas com História”, uma iniciativa da ex-vereadora da Economia, Graça Fonseca (agora secretária de Estado da Modernização Administrativa), que pode ajudar à preservação do património de centenas de espaços comerciais.

Se ainda há salvação para a Casa Alves parece que só o tempo dirá. José Luís, que há trinta anos tem “uma vida escrava” à custa da mercearia, quer reformar-se. “Um gajo levanta-se às seis da manhã e deita-se às dez da noite. Praticamente não tem sábado e ao domingo é para dormir.” Isso não quer dizer que não queira defender a casa que a família criou e manteve durante anos. “Eu vou resistir o mais que possa. Doa a quem doer. Vai doer-me a mim, se calhar…”»

08/04/2015

E pronto, foram-se todas. Novo proprietário ordenou, fez-se a vontade.


Isto fica no logradouro-patamar do edifício onde funcionava o apoio social da SCML na Sé, junto ao Palácio do Correio-Velho, recentemente vendido pela CML (ver notícia em http://ocorvo.pt/2015/02/16/venda-de-palacio-em-leilao-pela-camara-de-lisboa-desaloja-centro-social-da-se/). E foram todas à vida, já. Triste sina, a das árvores desta cidade.

Alerta e fotos, por fc.

09/09/2013

PROPRIEDADE MUNICIPAL: abandonada, roubada...

Edifício em Alfama, na Rua de São João da Praça, abandonado pela CML, vítima de vários furtos que lhe levaram a maior parte dos azulejos de fachada do séc. XIX (Fábrica Viúva Lamego). Mas que importa, ainda lá está a tela de propaganda, já meia esfarrapada e virada do avesso, que o nosso Presidente António Costa lhe mandou colocar a dizer «Obra a obra Lisboa Melhora». E quem poderá duvidar de tão nobre slogan?!

19/05/2013

Beneméritos desperdiçados

Julgava que a IPSS "Inválidos do Comércio" tinha recursos financeiros razoáveis e uma organização minimamente madura. Todavia, no Largo de Santo António da Sé, a 100m da Sé de Lisboa, encontramos "isto":



O que pensaria disto o benemérito João Nunes?


Eu sei o que penso...

07/02/2010

Está a ser remontado o portão da Sé (actualizado)











No seguimento da "obra" levada a efeito sob as ordens dos cónegos da Sé, de que demos conta aqui, decorre neste preciso momento a recolocação do portão então retirado, recolocação essa em cima da "obra" feita.

Sabemos tratar-se de uma recolocação temporária, até que o projecto global para a Sé seja começado e, nessa altura (esperamos) a "obra" seja corrigida, i.e., as pedras originais sejam repostas e as agressões feitas a este valiosíssimo património devidamente reparadas. E também sabemos que a recolocação em curso está a ser acompanhada pelos técnicos da DRC-LVT.

Reconhecemos que o pórtico lateral tal como está sem portão pode servir de abrigo de rua e tornar-se alvo para ainda maiores perigos (que não queremos de modo nenhum para a Sé) e também reconhecemos como pertinente o argumento de que "o projecto global para a Sé quando estiver a andar abrangerá o portão lateral", mas não podemos deixar de realçar que a recolocação em curso será inaceitável caso se torne definitiva.



Fotos: ASRC

28/01/2010

muros municipais em Alfama e Mouraria

Muro municipal na Rua de São Tomé. Um exemplo do que se passa nos esquecidos bairros de Alfama, Mouraria, Sé e Graça. Toda atenção da CML em matéria de limpeza e controlo de graffiti está direccionada para o Bairro Alto... Mas cenários como este são cada vez mais comuns. O Bairro Alto também começou assim, "discretamente" - quando a CML acordou e resolveu reagir já o cenário tinha ultrapassado todos os limites. E agora custa milhões para limpar. Prevenção? Planeamento?

30/12/2009

No nº 1 da newsletter da APHA:


A Associação Portuguesa de Historiadores da Arte divulga, a partir de hoje, o n.º 01 da APHA_Newsletter, publicação online da associação com periodicidade trimestral.
Neste primeiro número, damos especial destaque à Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, às obras ilegais na Sé de Lisboa e a uma tábua atribuída ao Mestre da Lourinhã leiloada na Christie's. Mas muitos outros assuntos chamaram a nossa atenção.
Esperamos que esta nova publicação contribua para dinamizar a intervenção, cívica e disciplinar, dos historiadores da arte.
Aguardamos as sugestões e ideias de todos para os próximos números.
A Direcção da APHA
30 de Dezembro de 2009
www.apha.pt


...

Obrigado pela menção e parabéns pela newsletter!

01/11/2009

Trapalhadas "monumentais" na Sé de Lisboa

In Público (1/11/2009)
Por António Sérgio Rosa de Carvalho


«We have no right whatever to touch them. They are not ours John Ruskin
Esta frase de Ruskin, famosa para todos aqueles que se ocupam dos conceitos do restauro em monumentos históricos, parece ser, no presente, completamente desconhecida para os responsáveis eclesiásticos da Sé da Lisboa.

Antes de tudo, não parece demais relembrar que quando falamos da Sé de Lisboa estamos a falar de um monumento construído em 1150, três anos depois da reconquista de Lisboa por D. Afonso Henriques.

A Sé foi ao longo dos séculos modificada com acrescentos de diversas épocas e reinos, sofreu danos provocados por diversos terramotos e foi restaurada sobre a influência de diversos conceitos. Uns hoje em dia mais aceitáveis que outros. Mas, provavelmente, nunca terá sido alvo de um tipo de intervenção com a ligeireza, irresponsabilidade e consequente gravidade como a que decorreu há pouco tempo.

O que aconteceu? Só conhecemos os graves efeitos... desconhecemos, apesar de terem sido pedidas explicações ao patriarcado, quem são realmente os responsáveis e o que tencionam fazer com as graves consequências dos seus actos, que afectaram gravemente a integridade física deste monumento tão importante para a História de Lisboa e para a época da fundação de Portugal. O que podemos concluir das hesitantes e trágicas "declarações" do cónego Lourenço e do padre Edgar Clara à comunicação social é de que, impacientes com a demora de um necessário restauro de um gradeamento no portão norte, resolveram "deitar mãos à obra" por iniciativa própria, pondo um "jeitoso" pedreiro, sem qualquer acompanhamento técnico especializado por parte do Igespar, a "atacar" os blocos seculares através de um disco mecânico de diamante (!). Assim, a modos como quem muda um portão numa "vivenda", numa periferia manhosa.

O testemunho das fotografias tiradas ainda quando a obra decorria não mente. O desenrascado artífice atacava a base das colunetas, arrancando blocos seculares que eram nitidamente visíveis no chão, e depois passava a cobrir os vazios com placas de pedra com a espessura de centímetro e meio, e bordadura. "Axim", a modos de umas obras de casa de banho (!).

A mente humana é misteriosa. Quando a realidade é insuportável, procuramos uma fuga no surreal. Assim, vi-me de repente, perante a gravidade e o absurdo surrealista da situação, a imaginar os distintos eclesiásticos numa situação parecida com a famosa cena do filme Bean onde este conhecido comediante vandaliza o insubstituível quadro Whistler"s mother de forma irreversível, e tenta esconder as terríveis consequências.

Mas não temos razões para rir. O próprio Igespar também ainda não deu explicações do que é que tenciona fazer em relação à situação. E onde estão as pedras originais vandalizadas? De que época e a que intervenção correspondem? Teremos que concluir que a extinção da Direcção-Geral dos Monumentos Nacionais foi precipitada? Que o Igespar é um paquiderme inoperante? Será que Portugal está doente?

Historiador de Arquitectura»

19/10/2009

Ainda o "restauro" do portão Norte da Sé:

Recebemos do Presidente da Junta de Freguesia da Sé:


Exmos. Srs.

Agradeço o alerta que deram da referida situação e a rápida intervenção.

Com os melhores cumprimentos
Filipe Pontes
Presidente da Junta de Freguesia da Sé

15/10/2009

Obras na Sé foram embargadas. E agora?

Exmo. Senhor Ministro da Cultura
Dr. José Pinto Ribeiro
C.c. Cardeal Patriarca, D. José Policarpo
C.c Director-Regional de LVT
C.c. Presidente do IGESPAR
C.c. Presidente da CML
C.c. Presidente da AML
C.c. Presidente da Junta de Freguesia da Sé



É com regozijo que tomamos nota do embargo da obra de "restauro" levada a cabo no portão norte da Sé de Lisboa (embora o mesmo tenha sido decretado já as obras tinham terminado) e, comprovadamente, do total desconhecimento da mesma por parte das entidades que tutelam o património no país, o IGESPAR e a DRC-LVT.

Chegados a este ponto, importa:

1. Saber quais as pedras que foram retiradas (dos primórdios da Sé? da intervenção joanina? do restauro cuidado de Fuschini do princípio do séc.XX? dos arranjos do Estado Novo?), onde estão e como repor a situação antes da obra.

Acresce que se alguma das pedras "originais" foi removida, cortada ou de alguma maneira deturpada para fins de encaixamento / ajustamento das novas pedras de forra, todos os princípios reconhecidos internacionalmente de conservação e restauro foram invertidos, vide http://www.international.icomos.org/charters/venice_e.htm .


2. Exigir responsabilidades ao Patriarcado, designadamente aos Cónegos da Sé de Lisboa que tiveram a iniciativa de semelhante obra, que em sim mesmo denota uma imensa irresponsabilidade e um desconhecimento completo do que é um bem cultural dos mais importantes do país e do que é um Monumento Nacional (algum pároco em Itália, por ex., faria semelhante acto?); porque se o soubessem, saberiam que nem sequer podiam intervir no portão de ferro quanto mais nas pedras.

Este facto assume também algo de caricato por decorrer no exacto momento em que o próprio Cardeal Patriarca se mostrou indignado pela falta atenção que se dá ao património de Lisboa.

3. Exigir aos órgãos do Estado (IGESPAR, DRC-LVT e CML) mais pró-actividade na fiscalização do estado de coisas de Monumentos Nacionais, Imóveis de Interesse Público e Imóveis de Interesse Municipal.

Na expectativa de que seja devolvida à Sé de Lisboa a sua dignidade enquanto Monumento Nacional, corrigindo-se de imediato a obra efectuada, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Júlio Amorim, António Sérgio Rosa de Carvalho, Luís Marques da Silva, Carlos Leite de Sousa, Miguel Atanásio Carvalho, José Morais Arnaud, Nuno Santos Silva, Nuno Franco e Sofia Vilarigues

14/10/2009

Em relação à obra na Sé

Recebemos este e-mail do Prof. Luís Marques, Director-Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo:


Exmos Senhores


Com os melhores cumprimentos e desconhecendo por completo a situação descrita foi, de imediato, visitado o local e, desde logo, contactado o Sr. Cónego Lourenço e o Sr. Cónego Álvaro Bizarro que, por sua vez mandaram parar a obra.

Entretanto, foi marcada uma reunião conjunta para o próximo dia 15, no sentido de encontrar uma resolução digna para pôr cobro a esta obra indevida.


Atenciosamente

Luís Marques

13/10/2009

S.O.S. Sé de Lisboa vítima de vandalismo de Estado

Exmo. Senhor Ministro da Cultura
Dr. José Pinto Ribeiro

C.c Director-Regional de LVT
C.c. Presidente do IGESPAR
C.c. Presidente da CML
C.c. Presidente da AML
C.c. Presidente da Junta de Freguesia da Sé


Vimos por este meio apresentar a V.Exa. o nosso protesto veemente por uma situação que consideramos grave e escandalosa, seriamente lesiva de um Monumento Nacional, e que pré-figura mais uma acção de vandalismo de Estado, uma vez que, ao que apurámos, é da exclusiva e inteira responsabilidade da Direcção-Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo e, portanto, desse Ministério.

Trata-se de uma intervenção de "restauro" que está a ser feita na pedra antiga junto ao portão Norte da Sé de Lisboa, sendo que anexamos fotos e breve descritivo em
http://cidadanialx.blogspot.com/2009/10/obras-de-restauro-na-se-de-lisboa.html#comments .

Antes deste protesto, consultámos o IGESPAR que nos garantiu desconhecer a situação, e a própria DRC-LVT que nos pediu que denunciássemos o caso para o seu próprio endereço de email, o que já fizemos, naturalmente.

A menos que se trate de uma intervenção justificável e reversível a breve trecho, consideramos que este episódio é sintomático sobre o estado de coisas relativamente ao património arquitectónico do país, e do entendimento que dele fazem os poderes públicos.

Já não bastava o efeito da poluição e o vandalismo anónimo que continuamente atentam contra o nosso património, para que sejam agora os próprios responsáveis pela conservação dos Monumentos Nacionais a adulterá-los.

Finalmente, e em jeito de rodapé, não podemos deixar de dar conta da nossa preocupação em relação a um projecto de intervenção profunda na mesma Sé, projecto esse a ser elaborado neste momento pelos serviços da mesma DRC-LVT, o qual, à semelhança do Terreiro do Paço, se prepara para ser anunciado à população como um facto consumado. É preciso que este projecto seja divulgado quanto antes!


Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Luís Marques da Silva, Nuno Caiado, António Branco Almeida, Pedro Gomes, António Sérgio Rosa de Carvalho, Jorge Santos Silva, Miguel Atanásio Carvalho, Artur Lourenço, Luís Serpa, André Santos e José Morais Arnaud



Fotos: GCS

28/09/2009

Estado de conservação da Sé de Lisboa é de alerta público

In Público (29/9/2009)

O director do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), Elísio Summavielle, afirmou que "o estado global da Sé de Lisboa é de alerta público", mas acrescentou que está em curso um plano de recuperação. "Não só o órgão que é importante, mas talvez mais grave é situação do claustro há quase 20 anos, e o estado de abandono a que esteve votado aquele monumento nas últimas duas décadas", disse Summavielle.

O director do Igespar, questionado pela Lusa sobre a situação do órgão daquele templo, que o director do Festival de Órgão Internacional de Lisboa, João Vaz, disse estar a tornar-se "impraticável", afirmou que "se procura financiamento". "A recuperação do órgão da Sé poderá ser feita independentemente do resto dos trabalhos, mas é preciso encontrar financiamento para isso", afirmou Elísio Summavielle.

Relativamente à recuperação da Sé de Lisboa, o director afirmou que "já se está a trabalhar nisso no âmbito da Rota das Catedrais" e "haverá novidades ainda este ano". Summavielle afirmou que foi constituída uma comissão autónoma que integra técnicos do Igespar, do Ministério da Cultura e da Conferência Episcopal Portuguesa, "que está a trabalhar, e haverá novidades antes do final do ano".

"Há um plano de intervenção faseado para recuperar integralmente a Sé de Lisboa, valorizar o claustro, as capelas adjacentes e os vestígios arqueológicos da campanha que aconteceu em finais da década de 1980", adiantou.

"Há que consolidar a igreja, o torreão Sul e também o património integrado onde se inclui o órgão", acrescentou. Adiantando que os órgãos "são património integrado, pois fazem parte da arquitectura do imóvel, e já no passado o Estado assumiu o seu restauro com a concordância da Igreja".

Summavielle afirmou que "o Estado tem um cadastro dos órgãos, pois há um inventário do património e na parte das igrejas está lá também o património integrado". "Temos uma relação dos órgãos das igrejas", enfatizou, mas não enjeitou a possibilidade de algum não estar inventariado.

E explicou que "não está nas atribuições do Igespar, mas seria importante fazer esse inventário dos órgãos antigos". O responsável referiu que o Igespar "veria com bons olhos e daria apoio a um projecto delineado de uma entidade, equipa ou investigador".

A Sé de Lisboa foi mandada erigir por D. Afonso Henriques em 1150, três anos após a conquista da cidade, mas sob alicerces existentes de uma mesquita como revelaram as escavações da década de 1980.

Devemos temer que o súbito ímpeto reformista de Elísio Summavielle para a Sé de Lisboa inclua "ideias modernas" como a de incluir arte contemporânea no Museu do Côa?

28/10/2008

Os apêndices impostos nas Lanternas Lisbonenses







É este o espectáculo de decadência oferecido pelas floreiras penduradas nas consolas de iluminação de alguns bairros históricos. Este pueril projecto de «embelezamento» data do tempo do executivo anterior (foi uma das medidas populistas de Santana Lopes).

A ideia, mal copiada dos países do norte da Europa, não é viável em Lisboa como se pode facilmente verificar:

-O nosso clima quente e seco não é adequado a este tipo de floreiras muito exigentes em rega;

-A nossa dificuldade de manutenção de equipamentos públicos leva à rápida morte das plantas;

Por exigirem muitos cuidados de manutenção e água, estas floreiras são pouco ecológicas e por esse motivo não devem ser incentivadas. E com tantos espaços verdes a precisarem de atenção, desviar recursos humanos e financeiros para estes brinquedos é um absurdo.

Por último, as floreiras têm um impacto negativo nas históricas consolas de iluminação dos bairros antigos (a consola é um modelo de 1888 e a lanterna segue um protótipo do séc. XVIII). De facto, a emblemática Lanterna Lisbonense só têm a ganhar se ficar livre destas feias bacias de plástico com plantas mortas.

As fotos revelam bem o impacto destas floreiras no ambiente urbano do Ascensor da Bica (classificado Monumento Nacional). Há vários anos que estas floreiras estão assim (...morreram logo no primeiro verão). Parece que a R. do Barão e a R. de S. João da Praça foram os únicos locais onde estes apêndices já foram retirados (Freguesia da Sé).
[Em consequência desta denúncia, as floreiras já foram retiradas por ordem do Director Municipal de Ambiente Urbano]