Mostrar mensagens com a etiqueta cemitérios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cemitérios. Mostrar todas as mensagens

29/01/2016

Convite: plantação de árvores dia 1 de Fevereiro às 11:30 no Cemitério do Alto de São João

Uma iniciativa do projecto cívico 100 ANOS 100 ÁRVORES - CENTENÁRIO DA GRANDE GUERRA.

30/08/2011

Turistas alemães seduzidos por cemitérios portugueses


In Jornal de Notícias (29/8/2011)
NUNO MIGUEL ROPIO
Foto (Cemitério dos Prazeres): Jose Carlos Pratas/Global Imagens

«Em apenas uma década, o número de visitantes dos sete cemitérios de Lisboa cresceu seis vezes, tendo atingido, em 2010, cerca de nove mil turistas. A maioria é oriunda de países da Europa do Norte, com os alemães e holandeses a liderarem este segmento turístico.

Alemanha, Holanda e Espanha são as principais origens dos quase nove mil visitantes que, no ano passado, encheram os cemitérios de Lisboa, atraídos por uma arquitectura cemiterial, com características marcadamente portuguesas e mediterrânicas. O maior jazigo privado da Europa, o dos Duques de Palmela, no Cemitério dos Prazeres, foi um dos motivos que mais turistas conseguiu atrair.

Dados da Divisão Municipal de Gestão Cemiterial (DGC) de Lisboa, a que o JN teve acesso, revelam que 3208 turistas de nacionalidade alemã percorreram a rota pelos sete espaços fúnebres existentes na capital, elaborada por aquele núcleo camarário, com técnicos especializados na área da investigação e temática cemiterial.

A maior afluência de alemães verificou-se nos últimos três meses de 2010, com especial incidência em Outubro e Novembro. Os espanhóis mantiveram-se num número contínuo ao longo do ano, com o maior pico a acentuar-se em Abril (Páscoa). Já os holandeses invadiram Lisboa em busca do denominado "Turismo Negro" nos meses de Verão.

França, Bélgica, Inglaterra, Suíça, Suécia e Itália são outros dos países que forneceram mais de um milhar de curiosos cemiteriais. Ainda segundo o relatório da DGC, além de quase dois mil portugueses, há ainda a salientar 614 turistas das mais diversas origens geográficas.

Arte fúnebre de cara pintada

Ao JN, Ana Paula Ribeiro, responsável pela DGC, admite que estes números são o resultado do "grande destaque dado ao turismo cemiterial", através da "realização de diversas acções, bem sucedidas".

"Nomeadamente, palestras e colóquios temáticos, concertos de música sacra, erudita e fado, e a criação do Núcleo Museológico específico, que se julga único na Europa", traduz, adiantando que os espaços mais visitados, quer por portugueses e estrangeiros, foram o dos Prazeres - de 1833 e um dos mais majestosos - e o do Alto de São João, criado no mesmo ano do anterior e enriquecido com inúmeros jazigos e mausoléus.

Desde há alguns anos que a Câmara de Lisboa tem vindo a restaurar o espólio dos vários cemitérios, tanto o património a céu aberto, quer os jazigos mais importantes, como o Mausoléu dos Palmela. Paralelamente, elaborou vários roteiros (em português, inglês e alemão) e promove visitas guiadas.»

26/01/2011

Exumações de volta a Carnide

Uma década depois de detectar dificuldades na decomposição de corpos no cemitério de Carnide, a Câmara de Lisboa diz que a solução foi "implementada e concluída" e que actualmente são efetuadas 90 % das exumações marcadas.

Em 2001, as primeiras exumações no cemitério-jardim (o primeiro do género na cidade, inaugurado em 1996) revelaram que os cadáveres não estavam em condições de ser levantados, devido "sobretudo à presença de água no solo", segundo a autarquia.

Pouco depois, o espaço deixou de ter a função de sepultamento, salvo em raras excepções, como no funeral da escritora Sophia de Mello Breyner.

Questionada pela Lusa sobre a actual situação, a divisão de gestão cemiterial explicou que, quando o município identificou a causa do atraso na decomposição, reduziu a rega das secções de enterro, o que levou à diminuição da humidade dos terrenos.

Mudança sem custos

A decomposição dos cadáveres exige humidade e arejamento dos solos, mas quando há arejamento sem humidade o corpo fica mumificado e quando há água e pouco arejamento o processo é mais lento.

De acordo com os serviços, "a mudança de procedim
entos foi implementada e concluída sem custos" e actualmente estão a ser enviados avisos aos familiares dos falecidos sepultados em 1996, para marcação da exumação.

A autarquia adiantou que o encerramento do espaço nunca foi ponderado e que o cemitério disponibilizou vários serviços ao longo deste tempo, inclusive inumação em compartimentos de ossários municipais, compartimentos de jazigos municipais e sepulturas perpétuas.

"Logo que se consiga disponibilizar mais terreno com as exumações, entretanto realizadas, poderá reiniciar-se a inumação temporária", informou a divisão responsável, adiantando que serão construídos compartimentos de decomposição aeróbia que permitem o enterro tradicional (temporário) "com um menor período de redução a ossada".

Existem também projectos para "melhorar o desempenho da primeira fase do cemitério" e para avançar com uma segunda fase.

Em 2008, o vereador José Sá Fernandes, disse que o desenvolvimento do cemitério incluía a construção de um forno crematório e salas para velórios e o seguimento das recomendações do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que estudou o problema do solo naquela área.

In JN

15/04/2008

Cemitério de Carnide


"O cemitério, inaugurado em 1996, deveria ter sido construído de forma faseada, mas o processo foi interrompido depois de se descobrir, após a exumação dos primeiros corpos, que estes não se tinham decomposto.

Os níveis freáticos e as características do solo (argiloso) foram apontados como causas do problema e impediram que se desse seguimento à segunda fase do cemitério mas para o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Paulo Quaresma, o problema dos solos não explica por si só o abandono a que foi votado o único cemitério construído na capital no século XX e que respondia a um novo conceito. «Houve um grande desinvestimento», lamentou o autarca durante uma visita ao recinto, apontando alguns edifícios que serviriam para acolher salas mortuárias e um centro ecuménico, mas que não estão a ser usados porque o cemitério não recebe praticamente funerais.

Do lado oposto, apenas resiste uma florista num espaço que foi concebido para acolher lojas e uma cafetaria."


in www.sapo.pt