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21/08/2020

Palácio Silva Amado - o que é preciso acontecer para a CML e DGPC intervirem?


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Eng. Bernardo Alabaça
Exmo. Senhor Vereador do Urbanismo
Eng. Ricardo Veludo
Exma. Senhora Vereadora da Cultura
Dra. Catarina Vaz Pinto


C.C. AML e media

 Este é o estado a que chegou o Palácio Silva Amado, sito no Torel e incluído na zona de protecção do Campo Mártires da Pátria, CIP, depois de décadas de abandono, vandalismo, especulação imobiliária e promessas por cumprir, promessas essas sempre anunciadas aos quatro-ventos pelos promotores e apadrinhadas pelos sucessivos responsáveis camarários como sendo “projectos de reabilitação” que dignificariam este palácio. São imagens recentíssimas: 

https://youtu.be/AqxOyS38cwo

Perguntamos: de que estão à espera a CML e a DGPC para, administrativamente, tomarem posse deste edifício e promoverem as obras urgentes de reabilitação que se exigem, ao abrigo das competências que a Lei lhes faculta? Este é um dos locais mais bonitos e incólumes da cidade Lisboa e esta é uma mancha que urge corrigir.

Onde se encontram os painéis de azulejos que tão bem recheavam este palácio?
Foram feitas diligências junto do S.O.S. Azulejo, dos antiquários e casas de velharias? Na feira da ladra?
Quem vigia o extenso jardim? Recentemente foi abatida uma árvore que estava em perigo de cair. Quais as medidas de prevenção in loco contra incêndios?

Nunca ninguém até hoje prestou contas à cidade sobre como foi possível o Palácio Silva Amado ter chegado ao estado em que está, desde que o Ministério da Educação o vendeu a privados em 2006, estamos em 2020.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Celeste Glória, Pedro Jordão, Pedro de Souza, José Maria Amador, Pedro Ribeiro, Gonçalo Cornélio da Silva, Paulo Trancoso, Sofia Casimiro, Rui Martins, Paulo Guilherme Figueiredo, Beatriz Empis, Helena Espvall, Júlio Amorim, Virgílio Marques, António Araújo, João Oliveira Leonardo, Pedro Machado, Carlos Boavida, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Irene Santos, Fátima Castanheira

04/08/2020

Existem andaimes para demolição parcial. Esteja atento!


Estão a ser montados andaimes no martirizado conjunto de 3 edifícios da Av. Fontes Pereira de Melo, desde há 20 anos a esta parte, quando tudo começou com as demolições apressadas dos 2 edifícios que lhes estavam contíguos do lado da Martens Ferrão e Andrade Corvo. É aliás um dos exemplos mais gritantes de especulação imobiliária pura e dura (fatalidade dos edifícios de Cândido Sottomayor?).

Hoje, trata-se do seguinte: a CML autorizou a demolição parcial dos edifícios, isto é, das partes que ameaçam derrocada, veja-se, por exemplo, a traseira de um deles que está completamente escaqueirada, embora não haja perigo para ninguém porque atrás é mato.

Ao que se sabe, a demolição completa requerida pelo promotor, foi liminarmente chumbada pela CML, até porque os edifícios estão inscritos na Carta do Património, pelo que as fachadas principais não podem ser deitadas abaixo. Aliás, por isso é que o projecto de Souto Moura não terá ainda avançado, porque aquele só depois de ver tudo em baixo é que estará disponível a accionar o seu génio criativo.

Mas convém estar atento a esta demolição parcial, porque o que não falta por Lisboa é "surpresa" desagradável resultante de imprevistos...

(foto e alerta de Leonardo Chaves)

05/12/2019

Há uma maldição especulativa na Av. Elias Garcia ...


Há uma maldição especulativa na Av. Elias Garcia, depois do prédio do lado, que era absolutamente lindo, e que foi demolido coercivamente depois do telhado (único em Lisboa) ter desabado, agora é o lado que vê o seu lado esquerdo cair, porque assente em nada? O prédio gémeo das "residências estudantis" foi desalojado. Do lado da lá da rua temos a dupla de prédios gémeos com estes dois, onde estava o restaurante Grand'Elias que está como está. No gaveto com a Av. República, no fabuloso nº 55-B desta última, o prédio da esfera-armilar em coma induzido para obrinha Val(a)sassina, ao lado, o que ardeu ao lado continua reduzido a uma fachada. Parece a comédia do Grande Elias, por acaso parece: Derrocada em prédio devoluto de Lisboa obriga a realojar dezenas de estudantes, in Público 5.12.2019.

01/03/2019

Dia triste


«O cineteatro Odéon está a ser "requalificado", graças à construção de um "edifício multifamiliar de comércio e serviços" aprovada por despacho do vereador Manuel Salgado em 27/2/2018.», por José António Cerejo, in Facebook.

15/06/2018

Edifício-sede do DN em clara degradação - apelo à CML para intimação ao proprietário


Exmo. Sr. Vereador Manuel Salgado
CC PCML, AML, DGPC e media


Como será do conhecimento de V. Exa., o antigo edifício-sede do Diário de Notícias (Imóvel de Interesse Público e Prémio Valmor) mudou recentemente de mãos, sem que o projecto aprovado anteriormente pela CML, e anunciado há um ano (https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/media/detalhe/sede-do-diario-de-noticias-vendida-por-20-milhoes) como uma mais-valia para o edifício e para a cidade, tivesse sido sequer encetado pelo anterior proprietário, naquilo que se configura ter sido uma mera operação de especulação imobiliária bem sucedida.

Considerando que o edifício concebido por Porfírio Pardal Monteiro apresenta já vários sinais de degradação no seu exterior e interior, apelamos a V. Exa. para que dê indicações aos serviços da CML para intimarem o actual proprietário a proceder a obras urgentes de conservação pelo menos dos elementos que revestem as fachadas, bem como o restauro da pintura da empena e a salvaguarda integral dos painéis de Almada Negreiros da antiga loja.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Inês Beleza Barreiros, Júlio Amorim, Carlos Moura-Carvalho, Virgílio Marques, Rui Martins, Eurico de Barros, João Oliveira Leonardo, Ana Alves de Sousa, Fernando Silva Grade, Jozhe Fonseca, Maria João Pinto, Paulo Lopes, Fátima Castanheira, José Maria Amador, Maria do Rosário Reiche

Foto: Newsroom CBRE Portugal

12/06/2018

Quiçá ... mais valia terem deitado tudo abaixo...


É por estas e por outras que não sei se não vale a pena deitar tudo abaixo em vez de termos abortos como este... é na Av. Duque de Loulé, foi alvo de predadores vários, até que deu nisto. houve um tempo em que era um lindo prédio.
(foto actual da Mariana Carvalho e antigas da Dia Leiria-Ralha)

18/05/2018

E já começou a herança Manuel Salgado (2017-2021) #2


Confirmado: aprovado pip de Valsassina (ampliação 2 pisos, cave estacionamento, mantém-se caixa de escada e tectos trabalhados dos pisos :-) ). Posto isto, adeus classificação pela DGPC (andou 2 anos à espera disto, obviamente), jaz em paz Norte Júnior. Moral da história: o abandono deliberado, a especulação, o corredor; compensa!

21/03/2018

Um ano para pôr o projecto a andar, mas ainda só há silêncio

Por João Pedro Pincha, in Público (21.03.2018)

«O relógio começou a trabalhar há duas semanas, com uma votação na Assembleia Municipal de Lisboa. Até 8 de Março do próximo ano tem de haver algum avanço no processo de ampliação do MNAA, porque é nesse dia que termina a vigência das medidas preventivas aplicadas a um conjunto de imóveis à volta do museu. Ou seja, a partir dessa data os proprietários vão novamente poder fazer obras nos seus edifícios, o que já lhes está vedado há dois anos. “Há direitos de propriedade das pessoas que não podem estar sequestrados toda a vida”, concede António Filipe Pimentel, director do MNAA.

Os deputados municipais, que votaram o prolongamento das medidas preventivas por mais 365 dias, sublinharam a urgência de uma decisão, aprovando unanimemente uma recomendação para que a câmara “inste a administração central a agilizar os procedimentos para a conclusão definitiva e célere” do museu.

Não se adivinha um processo fácil. A ampliação do museu vai afectar directamente pelo menos 14 imóveis na Avenida 24 de Julho e apenas um já é propriedade pública – a câmara municipal ficou com ele há cerca de um ano, depois de ter chegado a acordo com os donos, que até já tinham um projecto de hotel aprovado (pela câmara). Falta agora negociar as expropriações com os restantes proprietários e comprar os vários imóveis que estão à venda em imobiliárias.

Mas, para já, nenhuma das entidades envolvidas parece querer comprometer-se. “Expropriações? Isso é uma pergunta que terá de pôr à câmara. Nós conhecemos os projectos [de ampliação] que foram apresentados pelo MNAA… Estamos numa fase ainda de concepção”, diz o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes. Já Fernando Medina, presidente da autarquia, afirma que ainda é cedo para a câmara se envolver no assunto e que, primeiro, cabe ao ministério definir o que quer fazer.

Segundo a proposta que está em cima da mesa, seis prédios encostados à escadaria da Rocha Conde de Óbidos vão ser demolidos para ali nascer um jardim. O edifício novo do museu vai erguer-se dali para diante em direcção a Santos, alinhado com o antigo, e a sua altura será semelhante à dos edifícios actuais. A menos que o projecto arquitectónico que venha a ser aprovado os contemple expressamente, os restantes prédios também deverão ter a demolição como destino – incluindo o antigo armazém onde hoje funciona uma companhia de crédito, intervencionado há anos pelo arquitecto Gonçalo Byrne, que até ganhou o Prémio Valmor em 2009.

Para lá daquilo que foi aprovado na assembleia, a urgência de decisões sobre o MNAA prende-se também com o financiamento da obra, que está inscrito no quadro comunitário de apoios Lx Europa 2020 e que, como o nome indica, tem um curto prazo de validade.

Por outro lado, a autarquia e o museu assumem claramente que querem aproveitar o bom momento turístico que a cidade hoje vive. Aliás, no Lx Europa 2020, o crescimento do MNAA aparece debaixo do chapéu “Afirmação do turismo na base económica de Lisboa”. A ampliação, diz António Filipe Pimentel, “tornou-se subitamente estratégica em termos de gestão da cidade”, pois permite “criar uma âncora de atracção de turismo” a meio caminho entre o centro histórico e Belém. “O museu não está em Marte, está em Lisboa”, acrescenta o director.

Num relatório anexo à proposta votada pelos deputados municipais, a autarquia defende que, com a ampliação, o MNAA “continuará o movimento iniciado de expansão da projecção cultural no plano nacional”. E, além disso, vai “adequar a sua resposta à procura turística da cidade de Lisboa e contribuir para o aumento do suporte às actividades económicas locais e para a sustentabilidade territorial, em termos económicos, sociais e culturais.”

Fernando Medina diz que ainda é prematuro falar sobre uma eventual utilização das verbas da taxa turística nesta obra. Actualmente, esse dinheiro está a ser usado para pagar a fatia de leão da empreitada de remate do Palácio Nacional da Ajuda (12 milhões de euros) e também já serviu para construir um elevador panorâmico e um centro interpretativo na Ponte 25 de Abril (a verba exacta não foi divulgada). Prevê-se também que a taxa turística ajude a financiar a construção do Museu Judaico e a reabilitação da Estação Sul e Sueste, bem como a criação de um pólo museológico sobre os Descobrimentos, do qual não se conhecem quaisquer pormenores.
Com Lucinda Canelas
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Ok, é ali, sob o manto diáfano da Arte, compensações "urbanísticas:

09/10/2017

O prédio do Estado para futura residência estudantil que será um condomínio de luxo


POR O CORVO • 9 OUTUBRO, 2017 • TEXTO: SAMUEL ALEMÃO

O Largo do Intendente assiste à construção de um empreendimento de luxo, no que resta de um edifício do XVIII. O imóvel, que pertencia ao Estado, foi anunciado, em 2014, como futura residência universitária com 239 quartos. O então presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, disse que o projecto era da “maior importância” para a revitalização da zona. O mesmo considerou Manuel Salgado, vereador do urbanismo, avaliando-o como vital para “trazer gente nova”. Mas a Estamo, imobiliária estatal, acabou por vender o prédio a uma empresa com outros planos. A qual, durante o período da venda, mudou duas vezes de mãos e três vezes de gerência, sendo agora detida por uma sociedade controlada por Luiz Horta e Costa, ex-administrador do grupo Escom. Relato de como o interesse público perdeu para o privado.

Por estes dias, o fragor das retroescavadoras em movimentações de terras e o trabalho dos operários dominam o interior do número 57 do Largo do Intendente. Há muito que por detrás das fachadas do antigo prédio de construção pré-pombalina se encontrava apenas o seu miolo vazio. Algo que está prestes a mudar, com a construção de um empreendimento de luxo que prevê 51 apartamentos de tipologias T1 e T2, com áreas brutas variando entre os 50 e os 170 metros quadrados, distribuídos por seis pisos. O projecto imobiliário, denominado Largo do Intendente 57, tem como promotor a Eusofia, sociedade imobiliária cujo capital é detido maioritariamente por uma empresa criada por Luiz Horta e Costa, antigo administrador do grupo Escom, parte do universo Espírito Santo.

Mas, há pouco mais de três anos, o antigo imóvel do Estado havia sido anunciado em reunião de câmara como uma futura residência de estudantes. Algo que António Costa, então presidente da autarquia, qualificou como da “maior importância”. Em 26 de março de 2014, foi aprovado em reunião de vereação, apenas com duas abstenções, um pedido de licenciamento para a construção de uma residência de estudantes, com 239 quartos, requerido pela Estamo, imobiliária de capitais exclusivamente públicos criada para alinear propriedades estatais. Na memória descritiva do projecto, entregue nos serviços de urbanismo da autarquia no ano anterior, além do alojamento, fazia-se referência a “uma diversidade de espaços destinados a comércio (loja/bar/cantina), recepção e área administrativa”, mas também a áreas de estar, de leitura, de estudo e de refeições. Propunha-se também a manutenção da “fachada, inalterada e recuperada como uma ‘memória’ do antigo revestimento em azulejo”.

O edifício, que estava indicado como Imóvel de Valor Concelhio, e se encontrava devoluto há muito, havia sido apontado como a possível futura casa do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), em abril de 2011, aquando da instalação do gabinete da presidência de António Costa no Largo do Intendente – momento que desencadeou o processo de regeneração daquela área. Mas, em julho do ano seguinte, o então autarca anunciava que tal já não se viria a concretizar, por desistência do governo na altura liderado por Passos Coelho. No entanto, Costa garantia, nesse mesmo momento, que a Estamo se encontrava “a decidir como o valorizar” o imóvel, assegurando ainda que existia uma universidade “interessada” em usar o espaço para residência de estudantes, embora sem dar “indicação oficial” aos serviços camarários. [...]»

04/07/2017

ATENÇÃO: esta queixa à Provedoria de Justiça fica sem efeito

ATENÇÃO:

Face às declarações públicas do promotor (http://ocorvo.pt/suposta-demolicao-de-predios-na-casal-ribeiro-nao-vai-acontecer-diz-promotor), esta queixa fica sem sentido pelo que foi pedido à Provedoria de Justiça que a considere sem efeito.

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Exmo. Senhor Provedor de Justiça
Prof. Doutor ​José de Faria Costa


​C.c. PCML, AML, DGPC, JF Arroios e media​

Somos a apresentar queixa a Vossa Excelência pela circunstância de não terem sido tornados públicos os propósitos da demolição já em curso nos edifícios sitos na Avenida Casal Ribeiro​, 37-55, e Rua Actor Taborda, 20-24 e 26-34, iniciada​ ao abrigo do licenciamento do processo nº 1334/EDI/2009.

De facto, fomos surpreendidos não só pela mudança repentina de promotor (no que se configura ser uma operação de pura especulação imobiliária do anterior proprietário – a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – para um novo proprietário, privado) como do próprio projectista, ou seja, do atelier do arq. Manuel Graça Dias para o atelier Saraiva & Associados​ (conforme mensagem do primeiro, no facebook, cópia em anexo)​.

A questão que colocamos ao Senhor Provedor é a seguinte:

Até que ponto é legal ​o facto de serem feitas as demolições em curso em edifícios em relativo bom estado de conservação (longe, portanto, da ameaça de derrocada, condição exigível ao abrigo do PDM em vigor ​ e​ ​desvirtuando definitivamente duas frentes de quarteirão)​, tendo por base o licenciamento de um projecto aprovado pela CML, para depois,​ ​​com os prédios demolidos, se avançar com um novo projecto de ​um ​outro projectista?

Chamamos a atenção, ainda, para o facto de a operação de loteamento inicial (Proc. 2/URB/2007)​, que seria o instrumento de gestão ade​quado a uma operação de construção civil envolvendo 3 prédios em 2 ruas distintas, ter sido chumbado pela própria CML.

Como nota final, acrescente-se que não existe qualquer aviso prévio de obra no local.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos​​


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Filipe Teixeira, Rui Martins, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel Atanásio Carvalho, André Santos, Paulo Guilherme Figueiredo, Pedro Henrique Aparício, Pedro Malheiros Fonseca, Júlio Amorim, Luís Rêgo, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fátima Castanheira, Jorge Pinto

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05/04/2017

Av. Visconde de Valmor, 71 - protesto pela "reabilitação urbana" já aprovada

Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado


C.c. PCML, AML, GVCVP, JFAN, DGPC e media

Vimos pelo presente apresentar o nosso protesto pela aprovação da obra de demolição total (com manutenção de fachada) do prédio de "Lisboa Entre-Séculos", sito na Avenida Visconde de Valmor, nº 71 e de que anexamos imagem.

Com efeito, trata-se de mais um exemplo da política de "reabilitação urbana" prosseguida pela CML com que não podemos concordar, desde logo porque não cumpre com o disposto pela própria CML no seu site («Reabilitação urbana é a forma de intervenção integrada sobre o tecido urbano existente, em que o património urbanístico e imobiliário é mantido, no todo ou em parte substancial …») e porque esta prática tem servido de destruição maciça do património de transição da nossa cidade, sobretudo nas martirizadas Avenidas Novas, pelo que a muito breve trecho apenas nos restará em toda a cidade um punhado de edifícios dessa época, quiçá os escassos exemplares classificados de Interesse Municipal ou Público.

No caso presente, aliás, é confrangedora a solução arquitectónica e urbanística encontrada sob forma de "reabilitação", com a união deste edifício ao edifício do hotel da Av. Conde Valbom (42-54), portanto outro arruamento, cuja leitura exterior é aliás perfeitamente dispensável numa Lisboa que se pretende culturalmente exigente. O corolário desta "reabilitação" é uma piscina na cobertura do nº 71 da Visconde de Valmor!

Continuamos a pensar que em vez de continuar a incentivar estas intervenções abusivamente ditas de reabilitação urbana, mormente em casos de projectos de índole turística que já de si se permitem ignorar a regulamentação urbanística para os edifícios das demais utilizações, a CML e os serviços que V. Exa. tutela deviam intimar os proprietários dos edifícios desta época, abandonados e estropiados como no presente caso do nº 71 da Av. Visconde de Valmor, a fazer obras de conservação e reabilitação, no estrito cumprimento do que a CML defende no preâmbulo do seu site, i.e., em que a reabilitação é considera, e bem, como "forma de intervenção integrada sobre o tecido urbano existente, em que o património urbanístico e imobiliário é mantido, no todo ou em parte substancial".

Este é mais um exemplo em que ao proprietário compensou esvaziar o edifício dos seus inquilinos, permitindo o vandalismo e roubo do mesmo, etc., etc.

Não entendemos como a CML prossegue com esta prática.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Atanásio Carvalho, Fernando Silva Grade, Beatriz Empis, José Filipe Soares, Pedro Malheiros Fonseca, Júlio Amorim, João Oliveira Leonardo, Luís Serpa, Fátima Castanheira, Martim Galamba, Maria do Rosário Reich, Irene Santos, Nuno Castelo-Branco e Bárbara Lopes e Filipe Lopes

03/12/2016

LISBOA, Capital Europeia da Demolição: Rua Alexandre Herculano 41




O inspector-geral da ACT deixou uma coisa clara: “As instabilidades em processos construtivos e demolições não podem existir.” 
 
“É extremamente preocupante que no meio da cidade de Lisboa, a capital de um país da União Europeia, morram duas pessoas a trabalhar. Acho que isso nos devia envergonhar a todos”, afirmou. Pimenta Braz considera um “índice horrível” que estas duas pessoas tenham “desaparecido a trabalhar”. 
 
Da parte do Fórum Cidadania Lx acrescentaríamos que enquanto a CML - Pelouro do Urbanismo - e Ministério da Cultura - DGPC - continuarem a alimentar este método nefasto e obsoleto de "reabilitação" que consiste em destruir o que é possível de reabilitar, vamos assistir a mais acidentes terríveis deste tipo. Este prédio de qualidade estava em razoável estado de conservação e era perfeitamente possível de reabilitar. Mas para que "fundos financeiros" ligados ao mercado da habitação de "Luxo" possam cumprir com as expectativas de lucro máximo, a CML permite a destruição de interiores que dão carácter e acrescentam valor à nossa capital. Este tipo de obras - que mais não são que "Construção Nova" aproveitando uma ou duas fachadas - são extremamente caras e perigosas como se vê. Não esquecer que apenas alguns meses atrás, e do outro lado da Avenida da Liberdade, morreu um operário numa outra obra de demolição de interiores na Av. Duque de Loulé.
 
Para quando uma alteração do actual paradigma de reabilitação em Lisboa?

01/07/2016

Av. Defensores de Chaves, 37 / Apelo à CML/ Queixa à Provedoria de Justiça

Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Cc. Provedoria de Justiça, PCML, AML, JF Avenidas Novas, Media

No seguimento do nosso anterior e-mail, relatando a V. Exa. a nossa preocupação com o futuro dos edifícios “Lisboa Entre-Séculos” – no caso referido, dois palacetes na Rua Gomes Freire (nº 77 e nº 91) – e a aparente ausência de uma estratégia/política da CML com vista à salvaguarda dos edifícios daquele período, sejam simples moradias, palacetes ou prédios de rendimento, vide o seu crescente desaparecimento de ano para ano, matéria sobre a qual já organizámos duas conferências, nas quais, aliás, tivemos a honra de contar com representantes do Pelouro do Urbanismo;

Serve o presente para alertarmos V. Exa. para mais um desses casos de abandono e claro “convite” à destruição e ao saque (os andares têm sido vandalizados, roubados, os bronzes da escada, puxadores, canos, o lustre do vestíbulo da entrada, as oito figuras em mármore branco que ladeavam as escadas da entrada … e parte do telhado já ruiu, chovendo na escada), que se verifica no edifício do nº 37 da Avenida Defensores de Chaves, de que anexamos fotos actuais.

Acresce que neste edifício - propriedade da firma Cáfe - data de 1908 e é “gémeo” de outros 3 edifícios da Av. Duque d’Ávila, gaveto com a mesma Defensores de Chaves (todos eles ainda em estado muito genuíno desde a sua construção), vive uma família no edifício. Lembramos que tem sido estratégia desta firma Cáfe abandonar deliberadamente imóveis deste período histórico de forma a mais tarde conseguir da CML a tão desejada aprovação para os demolir (ex: Av. Casal Ribeiro 1 / R. Almirante Barroso 2).

Apelamos à CML para que não aprove a demolição deste imóvel de qualidade e defenda a sua reabilitação segundo as boas práticas ainda tão em falta na nossa cidade. Como último recurso deverá a CML tomar posse administrativa deste edifício, procedendo às obras de recuperação do edifício para fins habitacionais, dando assim um claro sinal ao mercado de que não pactua com a especulação imobiliária e que protege o património da Lisboa Entre-Séculos.

Melhores cumprimentos


Lisboa, 3 de Março de 2016

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, José Morais Arnaud, Beatriz Empis, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Jorge Pinto, Alexandre Marques da Cruz, Maria do Rosário Reiche, Rui Martins, Fernando Jorge, José Filipe Soares, Miguel Jorge e Miguel Atanásio Carvalho

...

Resposta do Sr. Vereador Manuel Salgado:

30/05/2014

R. Caminhos de Ferro, 1


Chegado por e-mail: «Cumps
M. Céu Fialho»

28/02/2011

"Reconversão Urbana" BES style: Rua Rosa Araújo

Este raro imóvel Arte Nova de Lisboa, datado de 1905, e uma das últimas obras do famoso arquitecto italiano Nicola Bigaglia (morreu em 1908) teve o seu interior integralmente demolido durante o verão [2010].

Apesar de nunca ter sido colocado o "Aviso" na fachada, como a lei obriga, sabemos que deu entrada a 9 de Abril de 2007 um "pedido de ampliação". Afinal a "ampliação" queria dizer a demolição integral do miolo do edifício para não só aumentar a cércea mas também para abrir as habituais caves de estacionamento. Pela análise de outras obras de Nicola Bigaglia, os interiores deste arquitecto são sempre de grande qualidade e com certeza estes não seriam excepção. Não percebemos porque razão os técnicos da CML aprovam a demolição de obras com interiores notáveis e recuperáveis. O proprietário deste prédio é o BES e o autor do projecto é o Atelier Aires Mateus. Este imóvel ainda tinha a particularidade de ter sido alvo, em 1943, de um projecto de alterações (entrada, por exemplo) do não menos notável arquitecto Luís Cristino da Silva.

Concluíndo, este era um imóvel a preservar na sua integridade patrimonial. A LAJB lamenta mais este mau exemplo de delapidação do património cultural do antigo Bairro Barata Salgueiro. Lisboa ficou mais pobre.

(retirado do blog da LAJB - Liga dos Amigos do Jardim Botânico)

08/10/2010

POSTAL DA AVENIDA: «stop especulação»

Gaveto da Avenida da Liberdade com a Rua das Pretas. Um novo, e banal, edifício de serviços erguido sob os escombros de um exemplar da arquitectura lisboeta dos finais do séc. XIX/início do séc. XX. O património arquitectonico da avenida está praticamente reduzido a uma dúzia de imóveis dignos dessa classificação. Tudo o resto que tem surgido nos últimos 30/40 anos não passa de um catálogo do pior que a capital faz em matéria de imobiliário. Desde criminosas demolições integrais, ao preverso "fachadismo" e pseudo "traça antiga", passando pelo despachado e autista "corporate business" até ao patético PoMo, quase tudo o que não se devia fazer numa avenida histórica foi concretizado sem grandes hesitações. O novo PUALZE pouco ou nada fará para alterar este cenário.

19/08/2010

Entrevista preocupante no Jornal Quercus Ambiente:

Entrevista a Pedro Bingre sobre ordenamento do território, AQUI. Dá vontade a fugir.

18/11/2009

Reabilitação urbana?


Av. Defensores de Chaves, Nº 5


Sobre este belo prédio, com resquícios Arte Déco e em relativo bom estado físico, recai um pedido de construção nova (o que equivale a dizer de demolição do que aqui se vê), com a refª 1378/EDI/2005, cujo proponente é a Reyal Urbis e que oficialmente ainda está em apreciação. O que não se entende uma vez que o pedido de licenciamento de obras decorrente da operação de emparcelamento (alargada a outros 2 prédios vizinhos - nºs 7 e 9 - e com a refº 67/URB/2005) aprovada por Eduarda Napoleão em 2004 (WHO ELSE?) foi liminarmente chumbado pelo Vereador Manuel Salgado, em 23 Set. 2009. decisão que se APLAUDE por ter ido contra os serviços que propunham a sua aprovação.

Este processo tem uma história mal contada (mais uma), e passou pela sindicância.

Para o chumbo terá sido decisivo o parecer negativo do NEP (agora NERC), de 10 de Abril de 2008. Motivos: não era aceitável a unificação das três parcelas; as fachadas principais de todos os edifícios devem ser salvaguardadas no sentido da preservação do que resta da imagem urbana e dos valores patrimoniais da génese das Avenidas Novas, e que os logradouros devem ser mantidos como área permeável verde. (sic)

Só que o assunto há-de voltar, sendo o promotor quem é. Era bom que a CML se munisse de outros argumentos, começando pelo mais simples: os prédios estão em bom estado e, como os donos não são pelintras, ou fazem obras restaurando-os e arrendando/vendendo os andares, ou a CML toma posse administrativa, faz as obras e apresenta a factura ao promotor. Acaba-se num ápice a pouca vergonha. Só que para isso tem que haver uma coisa: dinheiro, que se obtém, claro, com outra - vontade política.