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28/09/2018

Petição: Estacionamento Tarifado em Telheiras


Chegada via Guilherme Pereira, morador em Telheiras, uma petição totalmente sensata:

ESTACIONAMENTO TARIFADO EM TELHEIRAS


Para: Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Exma. Sra. Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Exmo. Sr. Presidente da EMEL

Estando prevista a instalação de zonas de estacionamento tarifadas na freguesia do Lumiar, os moradores do bairro de Telheiras consideram [...]

Os moradores declaram total disponibilidade para cooperar na inventariação dos espaços de estacionamento versus número de viaturas de residentes e utilizadores prioritários do bairro, de modo a encontrar um equilíbrio entre procura e oferta de estacionamento, de forma satisfatória e credível.

Os abaixo assinados vêm deste modo requerer que o processo de implementação da EMEL em Telheiras só possa ter início após análise, discussão e implementação das medidas aqui apresentadas, de modo a que os Residentes de Telheiras tenham a garantia que serão beneficiados pela implementação deste sistema de parqueamento e não o contrário.

13/01/2017

Caos na Av. António José de Almeida e Av. Miguel Bombarda troço Av. República/Av. 5 Outubro - Apelo à CML para reposição do estacionamento longitudinal

Exmº Sr. Vereador Manuel Salgado,
Exmº Sr. Vereador Carlos Castro


C.C. PCML, AML, JF e Media

Chamamos a atenção de V. Exas. para a necessidade urgente da CML proceder à reposição do estacionamento automóvel longitudinal nos passeios Norte da Av. António José de Almeida e da Av. Miguel Bombarda (troço Av. República-Av. Cinco de Outubro) corrigindo assim a transformação recente do mesmo em estacionamento em espinha.

A nosso ver, a solução implementada recentemente apenas veio complicar ainda mais o trânsito automóvel naquelas vias, já de si caótico em horas de ponta, além de que o ganho de lugares de estacionamento daí resultante é irrisório e, pior, a situação torna-se bastante perigosa dado que os automobilistas ao saírem do estacionamento em marcha-atrás fazem-no frequentemente de forma desatenta o que numa rua com aquele trânsito (autocarros, inclusive) se torna ainda mais perigoso.

Acresce que a situação é mais grave defronte à Casa da Moeda, por força da introdução, a nosso ver totalmente a despropósito, de 2 sentidos na Rua Filipa de Vilhena, situação que pensamos a CML ter já assumido como reversível, uma vez terminadas as obras de construção do estacionamento subterrâneo na Rua Alves Redol (há muito terminadas) e da requalificação da Avenida Duque d'Ávila, de que resulta a confluência de automóveis de 2-3 origens quase em simultâneo.

Finalmente, chamamos ainda a atenção de V. Exas. para a desconexão absurda dos tempos de "semaforização" no topo Sul da Avenida do México/Praça de Londres/Av. Manuel da Maia, que resulta em que centenas de pessoas por dia atravessarem as vias sem esperar que os sinais se tornem verdes, dado que quando um deles está verde o outro está encarnado e vice-versa, incorrendo assim em perigo iminente de atropelamento. A CML resolverá facilmente este problema tornando as meias travessias seguras se modificar os "timings" dos semáforos.

Com os melhores cumprimentos

Lisboa, 4 de Setembro de 2016

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Mário Cordeiro, Miguel Atanásio Carvalho, Paulo Lopes, Jorge Santos Silva, Beatriz Empis, José Maria Amador, Júlio Amorim e Luís Marques da Silva

...

Resposta dos Serviços da CML (13.1.2017)

«Exmo. Senhores,
Fórum Cidadania Lx


Na sequencia do vosso email, que mereceu a nossa melhor atenção, apesar da demora na resposta que lamentamos, informamos que a passagem de longitudinal para espinha de lugares do estacionamento nos passeios Norte da Av. da António José de Almeida e da Av. Miguel Bombarda (Troço Av. da República – Av. Cinco de Outubro), deveu-se à necessidade de aumentar o numero de lugares de estacionamento durante as obras em curso no eixo central.

Mais se informa que, após a conclusão da referida intervenção, a Autarquia irá repor o estacionamento longitudinal nas vias mencionadas.

Relativamente à R. Filipa de Vilhena a CML, após várias reuniões com as comissões de moradores e as Juntas de Freguesia, vai proceder à reposição do sentido único de trânsito no troço compreendido entre a Av. da António José de Almeida e a Av. Visconde de Valmor.

O troço da R. Filipa de Vilhena, entre a Av. António José de Almeida e a Av. Rovisco Pais terá de manter os 2 sentidos de circulação devido ao percurso dos autocarros 726,720 e 767.

No que respeita à temporização dos semáforos e após verificação técnicas temos informação de que os mesmos estão com as temporizações correctas.

​ Com os melhores cumprimentos,
Paula Santos Martins
Chefe de Divisão
Câmara Municipal de Lisboa»

17/11/2016

POSTAL de Campo de Ourique

Vista de uma típica paragem de autocarro no bairro de Campo de Ourique. Que maravilha viver num bairro onde há tanto respeito pelo outro, principalmente por todos aqueles que ainda insistem em usar transportes públicos em Lisboa.

08/07/2016

Mas está tudo maluco? A EMEL num terreno destes? É uma barbaridade!


Fotos: Carlos Farinha, in pág. Jardim do Caracol da Penha


In O Corvo (8.7.2016)
Por Samuel Alemão

«Jardim público em vez de estacionamento pede-se na Penha de França e em Arroios

Um novo espaço verde de acesso público no lugar do planeado parque de estacionamento com 86 lugares, a construir num terreno de 8000 metros quadrados de propriedade municipal. Esta é a proposta pela qual se bate um conjunto de cidadãos das freguesias da Penha de França e de Arroios, entre as quais se divide a encosta denominada de Caracol da Penha, onde começaram, há poucos dias, a ser feitos os preparativos para instalar um parqueamento a explorar pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL). Trata-se de uma parcela semi-abandonada no meio de tecido urbano, mas de uma grande riqueza vegetal.

Em vez do estacionamento – que contará ainda com um parque infantil, uma creche, um quiosque e miradouro com esplanada -, o grupo de moradores propõe um jardim com um campo de jogos multiusos, hortas, miradouro, quiosque com esplanada e um bosque. Alegam que o terreno “possui mais de 25 árvores de espécies variadas (incluindo lódãos, zambujeiros, pinheiros, cactos), das quais 11 são de fruto (ameixeiras, amendoeiras, figueiras, abacateiros, nespereiras, bananeiras, oliveiras) e três são árvores de grande porte (pinheiro, eucalipto)”. Alegam ainda que existe um “considerável espaço de horta e de arbustos/bosque”.

“Por estas características, este espaço constitui já um grande pulmão verde desta zona de Lisboa”, consideram esses moradores. Por isso, decidiram mobilizar-se através do Movimento Pelo Jardim do Caracol da Penha e apresentaram uma proposta ao Orçamento Participativo de Lisboa 2016 para a criação de um novo jardim público naquele lugar. E resolveram convidar a restante população a conhecer o seu projecto, durante a tarde (16h-20h) deste sábado (9 de julho).

A apresentação terá lugar no Espaço Roundabout.LX, centro de arte experimental situado na Rua Cidade de Cardiff, 54B, ao cima das escadarias da Rua Cidade de Liverpool. O programa prevê a apresentação pública do movimento, a discussão do mesmo e a partilha de propostas, a apresentação do sítio do movimento, o lançamento de uma petição, exposições de fotografia, vídeo e som e ainda música “por vários artistas do bairro e amigos”.

05/02/2015

Câmara garante que projecto para o Mercado do Rato "não está fechado"


In I online (4.2.2015)

«“Necessitamos de um parque de estacionamento naquele local [Rato], mas o projecto não está fechado, está a ser estudado pela EMEL”

O plano do Mercado do Rato ainda está a ser estudado, disse hoje o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, afirmando que o projecto de converter o espaço num parque de estacionamento “não está fechado”.

“Necessitamos de um parque de estacionamento naquele local [Rato], mas o projecto não está fechado, está a ser estudado pela EMEL”, afirmou hoje o vereador, durante uma reunião de câmara descentralizada, dedicada às freguesias de Santo António, Misericórdia e Santa Maria Maior.

O vereador adiantou que “o posto de limpeza urbana ali existente fica no mesmo local” e que “o edifício antigo é para reabilitar e irá ser sede da Junta de Freguesia de Santo António”.

O espaço, situado na Rua Alexandre Herculano, perpendicular à Avenida da Liberdade, deverá ser transformado num parque de estacionamento, construído e explorado pela Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL), segundo a proposta aprovada em dezembro em reunião camarária.

Manuel Salgado referiu que dos seis dos comerciantes do Mercado do Rato, “dois pretendem manter-se” no mesmo local, “os outros estão interessados em receber indemnização”.

“A localização das duas unidades de restauração existentes no mercado está em aberto”, disse, acrescentando que, “em princípio, o tipo de programa que existe no Mercado de Campo de Ourique e no Mercado da Ribeira não existirá no Rato”, no entanto “não está fechada essa hipótese”.

“Estamos a estudar”, admitiu.[...]»

...

Ah, óptimo, o edifício antigo é para reabilitar, ufa.

01/12/2014

IMPÉRIO DOS CARROS: Largo do Mitelo
















Largo do Mitelo, refém de um modelo obsoleto de mobilidade urbana há demasiadas décadas. Aquilo que poderia ser um bela praça, largo de uso pedonal está reduzida a uma micro placa central, qual ilha rodeada de um muro-barreira de estacionamento! Para quando um Largo do Mitelo para TODOS os munícipes e não apenas para aqueles que possuem carro?

27/09/2014

Largo da Boa Hora: "Largo Público" ou "Átrio de Estacionamento"?





O Largo da Boa Hora: "Largo Público" ou "Átrio de parque de estacionamento privado"? Parece que com a construção deste parque de estacionamento se acabou de vez com o Largo da Boa Hora. Qualquer observador mais atento poderá constatar que este antigo largo no Chiado ficou agora reduzido à subserviente condição de mero "átrio" de entrada e saída de um Parque de Estacionamento PRIVADO! E como se isso não fosse mal suficiente ainda o vemos usado como local para estacionamento selvagem. Iremos pedir explicações e esclarecimentos à CML sobre mais esta descarada secundarização do interesse público face aos interesses privados.

31/05/2014

Empark não desistiu de parque subterrâneo no Príncipe Real e está a fazer sondagens

Empresa espanhola recupera projecto com 13 anos para construir estacionamento no centro de Lisboa. Movimento Amigos do Príncipe Real promete opor-se à construção.
Por Marisa Soares, Público de 31 Maio 2014. Fotos de José Maria Ferreira

A Empark mantém a intenção de construir um parque de estacionamento subterrâneo na Praça do Príncipe Real, em Lisboa, uma ideia com 13 anos que esbarrou nos protestos de moradores e ambientalistas. Nos últimos dias, a realização de furos no solo junto ao jardim ressuscitou os receios de quem sempre esteve contra o projecto, alegando que este pode afectar o Reservatório da Patriarcal e as árvores centenárias do jardim.

Oalerta partiu do grupo Amigos do Príncipe Real, que através do seu bloguedenunciou a presença de máquinas de perfuração no local. Os membros deste movimento acreditam que a câmara se prepara para autorizar o “malfadado projecto”, que será “um golpe de misericórdia no já tão degradado e enfraquecido jardim”. Os cidadãos queixam-se da falta de informação sobre os trabalhos.
Em resposta ao PÚBLICO, o director-geral da Empark em Portugal, Paulo Nabais, explica que a empresa encomendou um estudo hidrogeológico do local, para incluir no projecto que há-de ser submetido à aprovação da câmara. “Os técnicos vão colocar piezómetros no subsolo [medidores do nível de água], que vão fornecer informação sobre o comportamento das águas existentes naquela zona”, afirma, garantindo que a intervenção tem autorização e "acompanhamento permanente" dos técnicos municipais.
O projecto apresentado pela primeira vez em 2001, ainda durante a presidência de João Soares na Câmara de Lisboa, prevê a construção de um parque subterrâneo com 300 lugares e quatro pisos, com formato em “L” para contornar a estrutura do jardim, sob a rua onde fica a Embaixada dos Emiratos Árabes Unidos. O anterior executivo recuperou a ideia: em Julho de 2012, o então vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva, dizia ao PÚBLICO que a câmara estava a estudar a solução e garantia que o jardim seria integralmente preservado, mas o assunto foi ficando esquecido.

No entanto, a empresa - que inaugurou recentemente um parque de estacionamento na Praça D. Luís I, junto ao Mercado da Ribeira - não desistiu, embora diga que não tem data prevista para avançar com a obra.
As prospecções servirão para “verificar o impacto que a construção do parque terá nos níveis de água do jardim”, refere o director-geral da Empark. Isto porque no subsolo daquele espaço ajardinado estão os pilares do Reservatório da Patriarcal, uma cisterna construída no século XIX para distribuir água à Baixa de Lisboa. "Não queremos que nada nos escape em termos de conhecimento do local", explica Paulo Nabais.
Em 2006, o extinto Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) deu um parecer favorável condicionado ao projecto de construção de um parque com três pisos subterrâneos. Mais recentemente, a empresa submeteu à actual Direcção Geral do Património Cultural (DGPC) um pedido de alteração do projecto para a construção de mais um piso. Por duas vezes, o pedido mereceu despacho desfavorável da DGPC, a 3 de Agosto de 2012 e a 14 de Janeiro de 2014. Neste último despacho, aquela entidade refere que devem ser “cabalmente esclarecidos os impactos negativos no Monumento Classificado (Aqueduto da Águas Livres) e fornecidos todos os elementos necessários à correcta apreciação da proposta”.
"Na sequência deste parecer a Empark remeteu à DGPC um pedido de realização de sondagens para a elaboração do estudo hidrogeológico, tendo esta pretensão sido aprovada condicionada à entrega da localização das sondagens e ao devido acompanhamento arqueológico", responde a DGPC, lembrando porém que não cabe a esta entidade o licenciamento da intervenção, embora o respectivo parecer seja vinculativo.


Impacto no jardim
“A obra não tem interferência com o jardim”, garante Paulo Nabais, sublinhando que “não vão ser retiradas quaisquer árvores”. O Jardim do Príncipe Real tem cinco árvores classificadas pelo Instituto Nacional de Natureza e Florestas, que por lei tem de ser consultado se houver alguma intervenção.
“A construção de um parque subterrâneo para estacionamento automóvel, além de colocar em perigo quer o coberto vegetal do Jardim, já tão castigado (…), e todo o conjunto classificado da Mãe d'Água, é um absurdo contra-producente na medida em que ao oferecer mais lugares de estacionamento irá atrair ainda mais veículos para a já tão congestionada zona, num ciclo vicioso imparável”, escreve o grupo Amigos do Príncipe Real, que promete opor-se ao projecto “com todos os meios”.
O responsável da Empark em Portugal refuta as críticas. “Um parque de estacionamento não é um drama, é um equipamento público”, comenta, questionando: “O que seria do Bairro Alto sem o parque no [Largo do] Camões?” Segundo Paulo Nabais, haverá um piso com 94 lugares exclusivos para residentes, que hoje enfrentam problemas de parqueamento dado o crescimento do movimento naquela zona.
“Se a cidade pretende trazer novos moradores para o centro tem de lhes dar alternativas de estacionamento”, afirma, acrescentando que encomendou estudos de mobilidade, segundo os quais o parque deverá contribuir para uma redução do tráfego e, em consequência, da poluição no Príncipe Real.


26/05/2014

Emel quer investir 40 milhões em parques e na expansão das zonas tarifadas

A partir de 13 de Junho será possível pagar o estacionamento na via pública com o telemóvel.
Por Inês Boaventura, Público de 26 Maio 2014



A Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (Emel) prevê criar oito novos parques de estacionamento e passar a explorar mais 12 mil lugares à superfície em várias zonas da cidade. Em causa está um investimento de cerca de 40 milhões de euros, que o recentemente reconduzido presidente do conselho de administração da empresa quer concretizar até 2017.
Alvalade, Arroios, Amoreiras, Rato, Lapa, Bairro Alto, Castelo e Campo das Cebolas são os locais onde os novos parques, com um total estimado de 1.789 lugares, vão ser construídos. António Júlio de Almeida, presidente da Emel, explica que vários destes equipamentos destinam-se a colmatar carências de estacionamento em zonas residenciais, e acrescenta que mesmo aqueles que têm uma finalidade diversa, como o do Rato (que pretende funcionar como “dissuasor” da entrada de veículos privados na área da Avenida da Liberdade/Baixa), “terão sempre uma componente residencial”.
Em 2012, segundo dados do Relatório e Contas desse ano, a Emel tinha uma oferta de estacionamento em parques de quase quatro mil lugares. Já na via pública, o número de lugares geridos por esta empresa da Câmara de Lisboa era superior a 43 mil.
Nos próximos três anos, a ambição do conselho de administração é aumentar esse número em 12 mil, com a expansão da actividade para artérias de zonas tão diversas como Carnide, Benfica, Laranjeiras, Avenida da Igreja, Alameda, Anjos, Socorro, Campo de Ourique, Lapa, Madragoa e Parque das Nações. António Júlio de Almeida sublinha que, muitas vezes, são os próprios moradores e os presidentes das juntas de freguesia quem pede à Emel que passe a actuar numa determinada área.


O presidente da empresa, que em 2012 apresentou um resultado líquido de 1,998 milhões de euros, frisa que o investimento de 40 milhões de euros em causa deverá ser feito “com pouco recurso ao crédito”. A menos, admite, em entrevista ao PÚBLICO, que a Câmara de Lisboa assuma a gestão da Carris e do Metropolitano de Lisboa e que as receitas provenientes do estacionamento venham, como já admitiu António Costa, a ser usadas para o seu financiamento.
“Os nossos recursos estão à disponibilidade da câmara, para ajudar a financiar” essas empresas, diz António Júlio de Almeida, reconhecendo que, se tal vier a acontecer, então será necessário a Emel contrair empréstimos bancários mais avultados para suportar os investimentos previstos. Uma possibilidade que não preocupa o economista, que garante que a empresa tem “uma capacidade muito grande de encaixe”.
Há cerca de três meses, a decisão do presidente da Câmara de Lisboa de reconduzir António Júlio de Almeida como presidente da EMEL provocou uma cisão na maioria que governa o município: os dois vereadores do Cidadãos por Lisboa votaram contra por fazerem uma avaliação negativa do seu trabalho. Antes, também o ex-vereador da Mobilidade, Fernando Nunes daSilva, que pertence ao mesmo movimento, criticara o economista, acusando-o de, com a sua “resistência à mudança”, ter levado ao “sucessivo protelamento da concretização” de uma série de projectos.
António Júlio de Almeida refuta essas críticas e, sem querer entrar em pormenores, garante estar em “total sintonia” com António Costa, que depois das últimas eleições autárquicas assumiu a tutela da empresa de estacionamento. “Somos uma empresa internacionalizada, que produz resultados, organizada e diversificada em termos de actividade”, resume o economista, lembrando que, em 2009, quando assumiu o cargo, a Emel estava “falida”.      
O presidente da empresa garante que continua empenhado na criação de uma rede de bicicletas eléctricas de uso partilhado, mas diz que o modelo cuja concretização chegou a ser anunciada pelo então vereador Nunes da Silva tinha problemas ao nível técnico e jurídico. Segundo António Júlio de Almeida, estava em causa um investimento municipal de 1,4 milhões de euros.
Até Setembro, mês em que se assinala a Semana Europeia da Mobilidade, António Júlio de Almeida espera ter novidades sobre esse tema e sobre um outro: a introdução de um novo sistema de gestão de cargas e descargas. Em ambos os casos, a solução a desenvolver deverá passar pelo lançamento de concursos públicos. Já para pagar o estacionamento através do telemóvel será preciso esperar muito menos tempo, dado que essa possibilidade passará a estar disponível a partir do dia 13 de Junho.  
Estacionamento em segunda fila "tem vindo a diminuir"
Pouco mais de um ano depois de ter anunciado que iria reforçar o combate ao estacionamento em segunda fila numconjunto de 20 artérias do centro da cidade, a Emel considera que este fenómeno “tem vindo a diminuir, como resultado da insistência da fiscalização, tanto através dos apeados como, essencialmente, pela frequente passagem dos reboques”.  
Esta foi a avaliação transmitida ao PÚBLICO pela empresa, juntamente com um gráfico no qual se mostra o número de contra-ordenações, de desbloqueamentos e de remoções de veículos em segunda fila ocorridos em cada mês, entre Janeiro de 2012 e Abril deste ano. Nele é visível que foi no primeiro desses meses que houve mais contra-ordenações aplicadas (294) e mais carros bloqueados (91). Já o mês com mais remoções (18) foi Fevereiro de 2013, que foi aquele em que a Emel anunciou que iria reforçar a fiscalização.
Durante o ano de 2012, o número de contra-ordenações ultrapassou, na maioria dos meses, as duas centenas, enquanto no ano seguinte isso só ocorreu em Fevereiro. Comparando 2013 com 2014, verifica-se que o número de desbloqueamentos tem vindo a cair significativamente e que também as remoções vêm decaindo desde meados do ano passado. É com base nestes dados, e também nos relatos que lhe são transmitidos pelos funcionários que trabalham no terreno, que a Emel conclui que “o número de infracções tem vindo a diminuir”.
“Enquanto cidadão que anda pela cidade, acho que a situação está melhor nalgumas artérias. Nas ruas em que centrámos a nossa acção, claramente”, avalia o presidente do conselho de administração da empresa. Ainda assim, António Júlio de Almeida reconhece que “acabar com a segunda fila é impossível”, e lembra que “a atitude dos condutores” é fulcral.
Em breve, a empresa da Câmara de Lisboa deverá lançar uma nova página na Internet, que o seu presidente pretende que seja “mais interactiva” e que disponibilize mais informações. Também prevista está a criação de “um clube Emel”, que, segundo António Júlio de Almeida, permitirá que quem se lhe associar ganhe “benefícios” em troca de pontos acumulados com serviços prestados pela empresa, incluindo estacionamento e aluguer de bicicletas em alguns dos seus parques de estacionamento.


23/04/2014

Parque de estacionamento no Campo das Cebolas viabilizado pela Assembleia Municipal

Os deputados independentes eleitos pelo PS ameaçaram votar contra, caso a Câmara de Lisboa não acolhesse um conjunto de recomendações da assembleia.
Por Inês Boaventura, Público de 22 Abril 2014



À segunda foi de vez. A Assembleia Municipal de Lisboa, que no anterior mandato tinha chumbado a construção de um parque de estacionamento no Campo das Cebolas, aprovou esta terça-feira uma proposta no mesmo sentido, mas com uma diferença substancial: em vez de ter um piso no subsolo e três à superfície, como chegou a estar previsto, o parque terá apenas um piso subterrâneo.
Apesar de ter sido aprovada, a proposta, que prevê a construção e a exploração desse parque pela Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (Emel), foi alvo de várias críticas. Incluindo dos cinco deputados independentes eleitos na lista do PS, que chegaram a ameaçar votar contra caso a Câmara de Lisboa não se comprometesse a acatar um conjunto de recomendações feitas pela Comissão de Mobilidade e Segurança da assembleia municipal.
Entre essas recomendações estava a de que fossem reservados um mínimo de 110 lugares para assinaturas diárias de residentes e de 50 para assinaturas nocturnas, entre os 230 lugares que o parque terá. A comissão, que é presidida pelo ex-vereador da Mobilidade Fernando Nunes da Silva e cujo parecer foi aprovado por unanimidade, também defendia que ficasse claro que a Emel não teria direito a qualquer compensação financeira pela construção do parque.
Só depois de o vereador Manuel Salgado ter garantido que essas recomendações seriam ratificadas pela Câmara de Lisboa é que a proposta foi aprovada, com os votos contra do BE, PEV e MPT, a abstenção do PSD, PCP, CDS e dos independentes e com os votos favoráveis do PS, PNPN (Parque das Nações Por Nós) e PAN (Partido pelos Animais e pela Natureza). Também acolhida pelo município foi a sugestão, feita por este último partido, de que 10% dos lugares do parque fossem reservados a veículos eléctricos e movidos a hidrogénio.
Esta terça-feira, a Assembleia Municipal de Lisboa, aprovou ainda, por unanimidade, uma proposta relativa à realização de um novo debate temático, depois de terminado o debate sobre a Colina de Santana. Desta vez o tema será “Os transportes públicos em Lisboa, o que temos e o que queremos”, e as sessões realizar-se-ão nos dias 13, 20 e 27 de Maio e 3 de Junho, sempre às 18h.  


06/02/2014

Largos de Lisboa - Largo da Anunciada AKA Parque de estacionamento do restaurante mais famoso da zona.

Diariamente, por volta da hora de almoço, este é o panorama que encontramos neste largo. Interpelado o funcionário do restaurante, responsável pela garagem privativa do mesmo, este respondeu que "a malta tem que trabalhar".
Os passeios são usados como plataforma de movimentação de viaturas. O estacionamento destinado a motociclos tão-pouco escapa. As viaturas estacionadas em segunda fila normalmente têm os motoristas lá dentro, à espera dos Srs. doutores.






11/11/2013

POSTAL DA BAIXA: Rua Nova de São Domingos


Solicitamos que nos informem se este arruamento é pedonal ou se pelo contrário é permitida a circulação rodioviária, e o estacionamento, conforme observamos diariamente e do qual enviamos 2 imagens. Obrigado.

03/11/2013

Rua Dom Carlos de Mascarenhas: exemplo da secundarização do Transporte Público


Neste sector deste arruamento de Campolide, junto dos números 60 a 80, há uma faixa de rodagem para estacionamento que muito prejudica a circulação do autocarro 702. Sem esta faixa para estacionamento já seria possível aos autocarros passarem sem terem de esperar que as viaturas em sentido contrario passem primeiro. Mas todos os dias os autocarros vêm a sua circulação afectada devido a este problema. E quando aqui neste local se cruzam 2 autocarros a situação é como se imagina muito grave. Já foi por nós sugerido ao Vereador da Mobilidade a supressão dos lugares de estacionamento no entanto nada de concreto ainda se fez no local. É mais um exemplo de como Lisboa secundariza os Transportes Públicos em favor do Transporte Privado.