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13/11/2018

"Iluminações de Natal"/Publicidade na fachada do Banco EuroBic



Chegado por e-mail:

«Ex mos Senhores, este fim de semana as habitações dos moradores do prédio onde habito na Rua Marquês de Fronteira nº 4, foram invadidas por uma intensa luz vermelha e branca proveniente de um vosso anúncio colocado na fachada das vossas instalações/prédio em frente. A vossa publicidade, disfarçada de iluminações de Natal, de noite, com a luz vermelha intensa acesa prejudica enormemente a qualidade de vida dos moradores. Para não sermos incomodados temos que fechar os estores/persianas. Agradeço que, mesmo que a legalidade dessa publicidade seja confirmada, esse anúncio não seja ligado.

Em anexo fotografias que fiz hoje ao cair da noite.

Obrigado.
Com os melhores cumprimentos,

Paulo Cintra»

22/11/2016

Árvores da Rua Castilho: cabos de aço para decorações de Natal!






Alerta para esta situação grave por colocar em risco as árvores de alinhamento deste arruamento. Esta situação também demonstra a falta de entendimento e de respeito pelas árvores enquanto bem público. As imagens retratam os plátanos no início da Rua Castilho mas todas as árvores desta rua foram tratadas desta forma, como se fossem meros postes de ferro inanimados para amarrar cabos de aço! Devemos perguntar quem foi responsável por esta barbárie. Quem paga estas decorações de Natal na Rua Castilho, Freguesia de Santo António?

25/12/2014

Natal em Lisboa: ROSSIO
















Pela primeira vez em muitos anos (décadas?) o Rossio, e de uma maneira geral toda a Baixa, não sofreu muito com as decorações & luzes de natal. Este ano o Rossio tem o monumento a D. Pedro IV livre de qualquer estrutura tonta de "natal" tendo recebido apenas 2 cubos iluminados. Independentemente de gostos pessoais, pelo menos este ano não há casos gritantes de decorações intrusivas e em conflito com os bens culturais classificados (cuja ilegalidade viemos a confirmar com a tutela da Cultura!). O mesmo não poderemos dizer do que se passa na Praça do Comércio, Monumento Nacional... Será que a DGPC deu parecer de aprovação daqueles equipamentos de feira de diversões?

08/11/2013

Luzes de Natal de Lisboa vão custar 300 mil euros


In Público Online (8.11.2013)
Por Inês Boaventura

«Câmara diz que o investimento previsto inclui, ao contrário do ano passado, a árvore de Natal da Praça do Comércio.

Na Venezuela, o Presidente decidiu antecipar o Natal para Novembro, como forma de "derrotar a amargura". Em Lisboa ainda não se chegou a esse ponto, mas as iluminações natalícias, nas quais a autarquia conta gastar cerca de 300 mil euros, já estão instaladas um pouco por toda a cidade.

No ano passado, o assunto foi polémico porque a dada altura se descobriu que o investimento da Câmara de Lisboa nos festejos natalícios não se ficava pelos 250 mil euros anunciados. Sem disso dar conhecimento aos vereadores da oposição, a autarquia contratou bens e serviços no valor de quase 230 mil euros, através de uma empresa municipal, para a execução de uma árvore de Natal no Terreiro do Paço.

Este ano, segundo o assessor de imprensa do vereador José Sá Fernandes, serão investidos cerca de 300 mil euros. À semelhança do que aconteceu em 2012, essa verba será atribuída à União de Associação do Comércio e Serviços, que ficará com a responsabilidade de concretizar a iluminação das ruas. De acordo com a autarquia, a instalação das luzes deverá estar concluída até ao fim de Novembro.

A lista de artérias abrangidas ainda não está fechada, mas inclui ruas da Baixa, a Av. da Liberdade e o Marquês de Pombal, o Chiado, as avenidas da Igreja, Roma e Guerra Junqueiro, a Praça do Chile e ruas próximas, a Rua Castilho, a Rua Ferreira Borges e a Estrada de Benfica. Também o Largo do Intendente, onde António Costa tem o seu gabinete, terá direito a iluminações natalícias.

Na Praça do Comércio haverá uma árvore de Natal, com 25 metros e na qual serão feitas projecções. O assessor de imprensa de Sá Fernandes garante que tal está incluído nos já mencionados 300 mil euros. Para o Parque Eduardo VII, acrescenta, está prevista uma "Aldeia do Natal", em parceria com outra entidade. A empresa municipal EGEAC gastará também 30 mil euros "numa programação de música em várias igrejas" e no Cinema São Jorge.»

...

Completamente de acordo com que haja SEMPRE luzes de Natal.

02/12/2012

Iluminações de Natal....


..num dos locais mais feios de Göteborg (Slussplatsen) !

28/11/2012

S.O.S. comércio local do Bairro Azul

«Várias dezenas de comerciant​es e moradores do Bairro Azul chamam a atenção da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para a situação do Comércio Local.


Tendo em conta que o Bairro Azul é um Bairro de Lisboa com Classificação Camarária – Conjunto de Interesse Municipal; é um “Bairro 30” da cidade, onde se privilegia o peão; o Bairro, como um todo, oferece percursos de rua planos e cómodos; do ponto de vista comercial o Bairro oferece-se como uma alternativa lisboeta aos armazéns El Corte Inglés.

Tendo finalmente em conta que na periferia do Bairro (Av. José Malhoa, Rua Duque d´ Ávila, etc. ) existem inúmeros hotéis onde se alojam diariamente milhares de turistas, várias dezenas de comerciantes e moradores solicitaram entre outras medidas de apoio ao comércio local, que sejam colocadas iluminações de Natal nas ruas/árvores do Bairro – Rua Fialho de Almeida, Av. Ressano Garcia, Rua Ramalho Ortigão, Rua Júlio Dantas e nos troços da Rua Marquês de Fronteira e da Av. A.A.de Aguiar que pertencem ao Bairro Azul.

Será a primeira vez que, COMO UM TODO, o Bairro é iluminado, o que poderá ser aproveitado para a promoção e divulgação TURÍSTICAS deste Bairro Art Déco/Modernista, Património da Cidade, traduzindo-se num impulso importante ao comércio do Bairro.

Melhores Cumprimentos
Pela Comissão de Moradores

Ana Alves de Sousa
Edgard Piló»

13/12/2011

Magnólia morta vira iluminação de Natal


Depois de barbaramente sufocada pelos digníssimos autores do projecto de redesenho paisagístico do jardim da Praça de Londres, eis que a velha magnólia, já morta, serve de suporte a iluminação de Natal. É digno e inventivo, sim senhor. Seguir-se-á o quê?

Foto. TMS

21/11/2011

Deixem lá as luzes! Ilumine-se o Comércio

O tema das iluminações de Natal das nossas Cidades e da sua Baixa/Centro Histórico volta a estar na ordem do dia. Desde que me lembro, por ter acompanhado mais de perto o "problema", até por motivos de ordem profissional, os argumentos que as partes (leia-se, as Autarquias e as Associações de Comerciantes) sempre apresentaram não evoluiram tanto assim nas últimas duas décadas.
Sem Comércio, não há Baixa; sem Baixa, não há Cidade; sem Comércio, não há Natal; sem Natal, não há Comércio; sem Iluminações, não há Comércio , nem Natal; etc..., etc... .
Este ano, mercê também das várias crises que nos assolam ... sem dinheiro, não há iluminações.
Tenho para mim, que é apenas o princípio do "fim da coisa", ou seja, tanto se falou (e bem), ao longo dos anos, da necessidade de as Associações de Comerciantes mobilizarem os seus associados para a "coisa" e, em simultâneo, do crescente mau estar e dificuldades das Autarquias em financiar a "coisa" que a "coisa" apagou-se! Claro, que à última da hora, lá aparecerão, como que por milagre da época, uns focos de luz nuns monumentos e edifícios mais emblemáticos, no entanto, o Comércio necessita de muito mais do que Iluminações, necessita de ser ... Iluminado.

18/11/2011

Iluminação de Natal










A propósito da iluminações de Natal: As iluminações de Natal dos últimos anos, têm,salvo muito raras excepções, primado por um gosto muito discutível e até por decorações verdadeiramente abomináveis submetidas a critérios puramente publicitàrios. No sábado passado uma empresa nacional decorou o Largo Luiz de Camões em Lisboa para a realização de um filme publicitàrio.Pela primeira vez em muitos anos vi, em Lisboa, uma praça decorada com gosto.Acolhedora decorada de uma forma extremamente simples foi bem o exemplo do que de bom e bonito se pode fazer sem recorrer a grandes artifícios e invenções.Foi também um bom exemplo de que uma parceria com uma empresa não tem que ser feia e submissa ao mau gosto.Dava prazer lá estar.Durante esta semana as luzes foram desmontadas e o largo voltou à tristeza de um Natal frio e húmido.Não poderia a CML, sempre tão aberta a todo o tipo de publicidade,por mais degradante que seja, ter negociado com esta empresa a manutenção das luzes até ao final do mês?ou não seria esta iluminação suficientemente feia para que a CML gostasse?As iluminações de Natal devem ser encaradas como um investimento,responsável claro , e não como uma despesa pura e simples.Quando não se investe,quando não se cria,não se pode esperar retorno.A cidade precisa de ser atractiva para captar turismo,para que quem nos visita não se sinta defraudado e sobretudo para tornar o mais agradável possível a vida de quem nela vive.

As fotografias são do Diário de Lisboa-The Lisbon Diary

http://www.facebook.com/pages/Di%C3%A1rio-de-Lisboa-The-Lisbon-Diary/232117360138206

04/11/2011

Dicas para o Natal....

foto: Estúdio Horácio Novais
.

Era um país pobre....mas tinha umas iluminações de Natal bem jeitosas.

27/10/2011

Pela dignidade do Rossio nas decorações de Natal / Nota ao PCML

Exmo Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa

C.c. Comunicação Social



Nos últimos anos, pela época natalícia, o Rossio perdeu não apenas a sua elegância mas também e totalmente a sua dignidade.

As deploráveis decorações a que tem sido sujeito e a ocupação da placa central por publicidade e iniciativas completamente deslocadas e inadequadas ao local, transformaram-no num espaço quase lúgubre, feio e hostil precisamente quando ali existe maior movimento de pessoas.

Também os níveis de poluição sonora têm sido violentos e descabidos.

Não é exagero afirmar-se que o Rossio tem sido vilipendiado com decorações do mais baixo gosto e com ocupações que o desfiguram.

Por estes motivos, e na sequência dos protestos de muitos cidadãos nos anos anteriores, apelamos para que preventivamente em 2011 a CML impeça a realização de quaisquer actividades de natureza comercial ou publicitária, não permita a poluição sonora e imponha regras mínimas de bom gosto adequadas ao local.

O Rossio merece e precisa de ser melhor tratado!

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos



Nuno Caiado, José Morais Arnaud, António Sérgio Rosa de Carvalho, António Araújo, António Branco Almeida, Fernando Jorge, José Santa Clara Gomes, Jorge Pinto e João Mineiro

04/08/2011

Lisboa anulou concurso para luzes de Natal devido "à gravidade da conjuntura"

In Público (4/7/2011)
Inês Boaventura


«Decisão Proposta de negócio no valor de 750 mil euros fica sem efeito


A câmara anulou um concurso público que previa um investimento de 750 mil euros e adianta que só vão ser iluminados "alguns" locais da cidade, "sobretudo artérias mais comerciais"

Este ano o Natal em Lisboa vai ser menos luminoso. Devido à "gravidade da actual conjuntura económica e financeira", a autarquia decidiu que irá "apenas investir na iluminação simbólica de alguns pontos da cidade".

Na última reunião do executivo, a autarquia anulou o concurso público que tinha lançado para seleccionar "o melhor projecto global de iluminação para Lisboa/2011". De acordo com o assessor do vereador José Sá Fernandes, estava em causa um valor na ordem dos 750 mil euros.

Para justificar a extinção desse procedimento, o vereador do Espaço Público invocou a "gravidade da actual conjuntura económica e financeira". Face a essa conjuntura, dizia Sá Fernandes na proposta aprovada no fim de Julho, "foi necessário proceder a uma reavaliação tendente a uma rigorosa definição das prioridades do município de Lisboa".

Em 2010, a Câmara de Lisboa gastou quase 846 mil euros (699 mil mais IVA) no Natal para iluminar cerca de 50 locais da cidade, entre ruas, avenidas, praças, largos e jardins. Em 2009, a autarquia tinha despendido mais de um milhão de euros para tornar mais luminosa a quadra natalícia.

Segundo disse ao PÚBLICO o assessor de imprensa do vereador do Espaço Público da Câmara de Lisboa, em 2011, o investimento será feito "sobretudo em artérias mais comerciais". A mesma fonte acrescentou que ainda está por definir qual o montante que será consagrado às iluminações natalícias.

Solução fora de portas

"Todos nós sabemos que há de facto uma crise económica mas a crise não nos pode tirar tudo o que é a nossa tradição", disse ao PÚBLICO o presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina.

Manuel Lopes não questiona a decisão da câmara, da qual não tinha aliás conhecimento, mas sublinha a necessidade de esta zona ser incluída na anunciada "iluminação simbólica de alguns pontos da cidade".

"É uma tradição e uma marca da nossa Baixa Pombalina que no Natal as ruas estejam iluminadas. Há famílias que vêm aqui para ver as luzes", lembra o dirigente associativo. "Espero que esta tradição se mantenha, pelo menos em algumas das ruas mais emblemáticas", acrescenta Manuel Lopes, numa espécie de apelo à câmara.

"Espero que a câmara encontre uma solução, seja dentro de casa ou fora de portas", diz ainda o presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, que vê com bons olhos que o município recorra a patrocinadores para custear as iluminações de Natal. "Não vejo inconveniente nenhum. Penso que é uma porta de saída", conclui Manuel Lopes, acrescentando que, à semelhança do que aconteceu no ano passado, alguns empresários da Baixa poderão contribuir para esta causa.

No ano passado muitas câmaras reduziram substancialmente os gastos com iluminações de Natal, devido à crise que já assolava o país. Contas feitas pelo PÚBLICO em Novembro de 2010 indicavam que numa amostra de 42 concelhos, de norte a sul, a despesa seria de 3,1 milhões, menos 36,5 por cento do que em 2009, ano em que esses mesmos concelhos tinham gasto 4,9 milhões. Cidades como Loures, Évora, Castelo Branco ou Guarda não investiram um cêntimo sequer. Lisboa gastou, no ano passado, oito vezes mais que o Porto, cuja autarquia orçamentou 104.000 euros para iluminação festiva.»

06/01/2011

POSTAIS DA BAIXA: Natal na Rua da Prata

Há qualquer coisa de muito absurdo quando no final de cada ano a CML pendura decorações de Natal nos arruamentos decadentes da Baixa. A degradação dos edifícios pombalinos, com a pele das suas fachadas cobertas de podridão e poluição, não consegue responder aos sinais festivos que a autarquia lança no espaço público. É uma cidade a preto e branco - sendo que o preto tem origem no trânsito automóvel.

06/12/2010

BAIXA: iluminações de Natal perigosas!

ATENÇÃO: as iluminações de Natal em alguns arruamentos da Baixa são perigosas! Vários elementos estão em vias de se destacarem e outros já cairam para a via pública. Na Rua da Prata, por exemplo, cairam discos em chapa metálica que faziam parte das iluminações de Natal! É preocupante constatar que estas decorações não foram pensadas para resistir aos ventos e chuvas fortes que normalmente se fazem sentir nesta altura do ano. Para evitar acidentes, foi pedido ao Presidente da CML a revisão, com urgência, destas estruturas e elementos decorativos. Esperemos que sejam apuradas as devidas responsabilidades junto dos autores do design e da construção das iluminações de Natal.

Fotos: Rua da Prata, domingo dia 5 de Dezembro

29/11/2010

Animação de Natal leva mais gente ao Rossio mas também provoca desagrado


In Público (29/11/2010)
Por Ana Henriques

«Para uns, lembra a Feira Popular e é indigna de uma das principais praças da cidade; para outros, é uma boa maneira de combater a desertificação da Baixa. A festa dura até 9 de Janeiro

Pastéis de nata e outros mimos para clientes

A pista de gelo para patinagem, o carrossel infantil e as barraquinhas que aterraram no Rossio a título de animação natalícia estão a atrair mais gente à Baixa lisboeta, mas também a suscitar críticas entre defensores do património. Motivo: os equipamentos de diversão ali instalados serão pouco consentâneos com a dignidade da praça.

O próprio presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, entidade que se associou à iniciativa, confessa que preferia vê-la na vizinha Praça da Figueira, "um local mais apropriado a eventos lúdicos deste género". Mas "os seus promotores entenderam que o Rossio lhes dava mais visibilidade", prossegue Manuel Lopes. Da responsabilidade da Câmara de Lisboa e da Santa Casa da Misericórdia, que espalhou publicidade aos seus jogos sociais quer pelo ringue de patinagem quer pelos contentores e pela barraquinha que dão apoio à pista de gelo, a animação vai manter-se até 9 de Janeiro.

O blogue Lisboa SOS, um dos mais activos em relação à vida da cidade, mostrou-se ontem muito crítico da iniciativa: "Todos os anos, a Santa Casa e a Câmara de Lisboa atravancam o Rossio com adereços pindéricos. (...) A Feira Popular regressou a Lisboa. Ele há bolas gigantes de plástico, Pais Natal escanzelados, um pavilhão monstro para meter e tirar patins. Ele há de tudo no Rossio! Começou mal o Natal". A "quantidade infinda de grades de metal" espalhada pelo espaço também é motivo de reparo.

O historiador de arquitectura Sérgio Rosa de Carvalho mostra-se igualmente indignado: "Trata-se de uma cacofonia híbrida, de uma insensibilidade total para com a envolvente arquitectónica. A animação não está à altura do poder simbólico da praça". O especialista critica ainda a estrutura metálica quadrangular em forma de árvore estilizada que suporta as luzes de Natal em redor da estátua de D. Pedro IV: "É brutalista, não tem em conta a linguagem arquitectónica do monumento nem as suas proporções". O historiador entende que falta dignidade aos arranjos natalícios - uma opinião com que Manuel Lopes não concorda: "Têm a dignidade mínima exigível. E é gratificante ver a praça cheia de gente".

O vereador do PSD Vítor Gonçalves foi ontem à noite ao Rossio e também não gostou do que viu: "Uma das principais praças de Lisboa foi transformada numa mini-Feira Popular, o que é de muito mau gosto. Se fosse no Campo das Cebolas ou no Martim Moniz, era diferente. Aqui, não se justifica isto".


Os tempos de crise

Mas os comerciantes mostram-se satisfeitos. "É preciso trazer as pessoas para a Baixa, e ao fim-de-semana não costuma haver aqui movimento", observa um empregado do Café Nicola. "Falta de dignidade? Não se pode confundir dignidade com elitismo". O gerente da Confeitaria Nacional acha a iniciativa positiva. "Claro que podiam ter feito uma coisa melhor. Mas se não tivessem feito nada não havia aqui ninguém", resume uma funcionária administrativa que aqui veio passear. Duas estudantes polacas apontam a árvore estilizada de luzes azuis: "Não é lá muito bonita. Mas de outra forma seria mais cara, e Portugal vive uma crise económica"

A Câmara de Lisboa preferiu não comentar as críticas. A porta-voz da autarquia forneceu, no entanto, dados sobre a iniciativa: "Os custos dos equipamentos de diversão que estão no Rossio para dinamização do comércio da Baixa na quadra natalícia foram pagos, através de patrocínio, pela Misericórdia de Lisboa. Os custos relativos aos artistas e à animação de rua que todos os fins-de-semana até 9 de Janeiro estão nas ruas do Ouro, Prata e Augusta são de 25 mil euros e são suportados pela câmara". Mesmo com o patrocínio, 15 minutos de patinagem custam dois euros, o mesmo que uma volta no carrossel, que é uma réplica de um equipamento antigo.»

...

Trata-se, realmente, de uma palhaçada completa, digno dos filmes caricaturais de Tati. O pior é que, se bem me lembro, a publicidade em praças como o Rossio, foram objecto de despacho do Presidente da CML, nem há um ano, em que se dizia que teriam que ser autorizadas expressamente, caso a caso, pelo PMCL.

Não sei se se esqueceram, ou não, da quadra natalícia, mas conviria que não, pois estes abusos não são de hoje mas cada vez são mais inaceitáveis.

E o IGESPAR/DRC-LVT nada diz?

Quanto aos já célebres "Manos Castro", não fora aquela "teia gigantesca" em volta da estátua de D. Pedro IV (ou será Maximiliano do México?), agressiva e dispensável, e este ano as decorações seriam mais "soft" este ano. Mas assim, bem podem todos "limpar as mãos às paredes"...

06/11/2010

Lisboa não terá a tradicional árvore de Natal gigante

In Jornal de Notícias (6/11/2010)
Telma Roque, Alexandra Serôdio, Carina Fonseca, Luís Garcia, Sandra Brazinha e Teixeira Correia


«Do brilho menos intenso e glamoroso ao "apagão" total nas iluminações de Natal. Não há como contornar a crise e as autarquias estão a aplicar em força o verbo "cortar". Em Loures e Palmela não haverá luzes. Em Lisboa, não será montada a tradicional árvore gigante.

Devido às restrições financeiras, o valor gasto pela Câmara de Loures em iluminações de Natal "será zero". O ano passado, a autarquia gastou 100 mil euros para embelezar várias freguesias, mas optou agora por uma medida radical. Palmela decidiu fazer o mesmo, invocando "a difícil situação que o país atravessa".

Em toda a zona Centro e Sul do país, haverá poupanças significativas nas iluminações de Natal. Alguns municípios assumem mesmo que o investimento cairá para metade, devido à crise.

Lisboa alinha no mesmo espírito de contenção, mas o investimento mantém-se elevado. A Câmara vai desembolsar 846 mil euros este ano, quando, em 2009, gastou 1,1 milhões de euros. Serão 49 as artérias iluminadas - mais do que no ano passado - mas as decorações são bem menos glamorosas e as luzes escolhidas têm maior eficiência energética.

Contudo, na capital, a face mais visível da crise é a ausência da árvore gigante que era habitualmente montada no Parque Eduardo VII (chegou a estar na Praça do Comércio) numa parceria entre a autarquia, a Zon e a Better World. [...]»

...

Por uma vez acaba-se o ridículo espectáculo montado à volta desta árvore de Natal. Que nunca mais volte.

26/10/2010

Fim de ano com fogo-de-artifício em Lisboa vai custar à Câmara perto de 290 mil euros

In Público (27/10/2010)
Por Carlos Filipe

«A Câmara Municipal de Lisboa não vai privar os seus munícipes e visitantes de algumas das habituais festividades no final de ano, e para isso está disposta a gastar perto de 290 mil euros, segundo consta dos anúncios de concursos públicos já publicados no Diário da República.

Segundo a assessoria de imprensa da autarquia contactada pelo PÚBLICO, não está ainda definido o modelo do programa, mas apenas o lançamento dos concursos públicos. Estes estabelecem dois projectos, um de concepção, produção e realização da festa de fim de ano, tendo sido para isso estabelecido 190 mil euros de valor base de adjudicação, enquanto que um segundo concurso público define um montante base de 100 mil euros para a produção e realização de um espectáculo piromusical na celebração de entrada em 2011.

No total, a autarquia prepara-se para desembolsar mais de um milhão de euros com a organização das festividades, sendo que a maior parte - cerca de 846 mil euros - caberá às iluminações de Natal, que no ano anterior custaram um milhão de euros.

A festa de passagem de ano 2009/10 teve como epicentro os jardins ribeirinhos junto à Torre de Belém, com um concerto de entrada gratuita. Ali actuaram os GNR e uma banda britânica de tributo, os Get Back Beatles, após o que se seguiu um espectáculo de fogo-de-artifício. Segundo revela a plataforma electrónica pública de contratação, foram pelo menos gastos perto de 173 mil euros na realização daquele programa de animação.»

...

Em matéria de festas de Natal e fim de ano, luzes e fogo-de-artifício, há que puxar pela auto-estima e, ao menos por uns dias, esquecer as agruras da vida. Suspender ou cortar a direito nas verbas que são necessárias para manter a tradição, parece-me que seria mau.

25/10/2010

Câmara promete iluminação de Natal melhor e mais barata

In Público (25/10/2010)
Por Cláudia Sobral

«Montagem dos enfeites luminosos já começou em Lisboa. Empresa responsável diz que apostaram em materiais mais leves e económicos

Juntas de freguesia têm posições diferentes

Praça de Luís de Camões. Há fumo e cheiro a castanhas vindos de um carrinho. António Moreira agita-as dentro do assador, despeja-as, vende-as de uma assentada. Volta a despejar outras tantas e os clientes não param de alongar a fila. É um cenário típico dos meses que antecedem o Natal. Não tarda muito, haverá gente a montar luzes e enfeites nesta praça da cidade, um dos perto de cinquenta locais contemplados pelo projecto de iluminação natalícia de Lisboa deste ano, que custará à câmara 846 mil euros. António não acha mal.

"As luzes de Natal ajudam um bocadinho o negócio", diz o vendedor de castanhas. "Muita gente vem à rua para ver as luzes. E o dinheiro tem de ser gasto nalgum lado."

Mais abaixo, na Casa Pereira, são da mesma opinião. António Lemos, sócio-gerente da casa de venda de cafés e chás, está lá ao fundo, atrás da caixa registadora. Cabelos brancos, estatura baixa, fato cinzento. "Essas coisas [iluminações de Natal] são sempre bem-vindas", afirma. "Já se faz há uma série de anos e se não se fizesse este ano seria um bocado prejudicial para o comércio, mas a câmara também fez bem ao cortar. As despesas têm de ser reduzidas e nós temos de aceitar. Também temos de gastar menos."

Na Assembleia Municipal de Lisboa, na semana passada, contudo, nem a redução dos custos das iluminações de Natal para 846 mil euros - no ano passado gastou-se um milhão e 77 mil euros - conseguiu gerar consenso entre todos os partidos. Apenas os votos do PS, dos independentes dos Cidadãos Por Lisboa e do BE foram favoráveis à adjudicação das iluminações de Natal às empresas JC Decaux e Castros Iluminações Festivas. O PSD e o CDS abstiveram-se. O PCP, o PEV e o MPT votaram contra.

O montante do contrato só será desembolsado pela câmara em 2011. "Houve um cuidado acrescido na elaboração do caderno de encargos, o que permitiu que, apesar de um aumento do número de ruas e, em nossa opinião, de um acréscimo da qualidade, o preço final viesse a ser inferior ao do projecto do ano passado", diz o vereador do Espaço Público, José Sá Fernandes.

Mais ruas com menos dinheiro e mais qualidade? A Castros Iluminações Festivas, empresa responsável pela montagem das iluminações, que já está a decorrer, explica como foi possível contornar o corte no orçamento sem, segundo diz, sacrificar a qualidade: "Conseguimos encontrar materiais novos mais leves, que exigem infra-estruturas mais aligeiradas e portanto uma redução nos tempos de execução de obra, com as consequentes reduções de custos na mão-de-obra."

Para além do projecto de iluminação da câmara, que se encarrega de iluminar cerca de 50 locais, entre ruas, avenidas, praças, largos ou jardins, cada junta de freguesia fará o seu próprio investimento na decoração das suas ruas (ver caixa).

Questionada pelo PÚBLICO, a Câmara de Lisboa não esclareceu se este ano comparticipará, como é habitual, nos custos das iluminações que resultem da iniciativa das diferentes juntas de freguesia. Em qualquer dos casos, os 846 mil euros já aprovados na câmara e na assembleia municipal serão, na sua totalidade, de acordo com os termos da proposta, canalizados para o projecto de iluminação adjudicado à JC Decaux e à Castros Iluminações Festivas. »

...

Na Baixa, pelo que me é dado ver naquilo que já está montado, acabaram-se as bolas "fruticolor" e fica tudo branco. A ver se se confirma.

20/10/2010

Iluminações de Natal em Lisboa vão custar 846 mil euros

In Sol Online (20/10/2010)

«A câmara de Lisboa vai adjudicar a concepção do projecto de iluminações de Natal deste ano por quase 846 mil euros, valor que será pago na totalidade apenas no próximo ano.

A proposta do vereador do Espaço Público, José Sá Fernandes, foi aprovada hoje na assembleia municipal, com os votos favoráveis do PS, do BE e dos seis deputados independentes do movimento Cidadãos por Lisboa (eleitos nas listas do PS) e com as abstenções do PSD e do CDS. O PCP, o PEV e o MPT votaram contra.

Segundo o documento, foi realizado um concurso público de concepção das iluminações, ganho pelo agrupamento J.C. Decaux Portugal, Mobiliário Urbano e Publicidade/Castros, Iluminações Festivas, que apresentou uma proposta «com o valor de 699 125 euros, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor de 21 por cento».

Com essa soma, acrescenta a proposta, perfazem-se quase 846 mil euros, não havendo lugar a nenhum pagamento ainda este ano.

No ano passado, as iluminações da quadra festiva foram adjudicadas às mesmas empresas por mais de um milhão de euros.

Durante a discussão, parte da oposição mostrou-se preocupada com o montante investido, devido à actual conjuntura de crise, e com a possibilidade de a iluminação natalícia exibir logótipos e slogans de patrocinadores.

Em 2008, as iluminações foram pagas por empresas, que ocuparam com publicidade espaços como o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço.

José Sá Fernandes acabou por reconhecer que o resultado foi «péssimo» e em 2009 as luzes acenderam-se sem as contrapartidas publicitárias, já que as propostas recebidas foram consideradas «excessivas».

Apesar de não ter desistido da ideia, o vereador explicou que a proposta hoje aprovada não tem «publicidade associada», embora tenha colocado a possibilidade de haver um concurso para patrocínios.

Nesse caso, afirmou, a câmara analisará se as propostas são excessivas.

Lusa / SOL»