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23/02/2018

Obras na Sé de Lisboa - Parecer do LNEC?


Exmo Sr. Presidente do LNEC
Eng. Carlos Alberto de Brito Pina


C.c. Patriarcado, Sec. Bens Culturais da Igreja, Vicário da Sé, CML e DGPC

Constatando o início das obras de musealização do claustro da Sé de Lisboa, vulgo “Projeto de Recuperação e Valorização da Sé Patriarcal – Instalação do Núcleo Arqueológico e Recuperação do Claustro”, e que as mesmas terão um profundo impacto a nível do solo;

E considerando a importância da Sé Patriarcal de Lisboa, Monumento Nacional, e o local sensível em que esta intervenção se realiza;

Serve o presente para questionar essa prestigiada instituição se foi solicitado parecer técnico ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil, para os devidos efeitos.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Bruno Rocha Ferreira, Júlio Amorim, Luís Mascarenhas Gaivão, Pedro Malheiros Fonseca, Fernando Silva Grade, Rosa Casimiro, Luís Rêgo, Maria de Morais, Luís Serpa, Gonçalo Cornélio da Silva, Rui Martins, Maria João Pinto, Irene Santos, Jorge Pinto, Alexandra Maia Mendonça, Mariana Carvalho, Pedro Henrique Aparício, João Pinto Soares, José Filipe Toga Soares, Fátima Castanheira, Bruno Palma

01/12/2017

Palácio da Ajuda - apelo ao PM para avaliação urgente do LNEC


Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Dr. António Costa


CC. PCML, MC, DGPC, ATL, LNEC e media

No seguimento do que se observa desde a Calçada da Ajuda, e considerando a total falta de informação ao público acerca do que se passa com as escavações e as demolições em curso no Palácio Nacional da Ajuda, com vista à obra do chamado “remate do Palácio”, apelamos a Vossa Excelência, Senhor Primeiro-Ministro, que solicite ao Ministério da Cultura uma avaliação, urgente, por parte do Laboratório de Engenharia Civil à segurança estrutural do Palácio.

Com efeito, tem sido evidente que as últimas intervenções técnicas com vista a estancar os imprevistos sequentes às demolições efectuadas, não asseguram essa estabilidade de facto e que pode estar em causa a segurança estrutural da ala poente do Palácio Nacional da Ajuda, por eventuais assentamentos ou até deslizamentos das respectivas fundações.

Não se questionando as opções técnicas dos responsáveis pela fiscalização e acompanhamento do projecto, estranha-se que durante a obra se tenha procedido ao desmonte sem processos de entivação e contenção. E que após a conclusão ou suspensão da mesma se tenha constatado o desprendimento de alvenarias, inclinação de vigas e pilares e o recurso a guincho de desmonte em regime que aparenta de emergência de algumas construções.

Não se compreende ainda qual a justificação para se proceder ao revestimento apressado de perfis expostos e fundações, temendo nós que esta reacção tenha sido despoletada por assentamento de elementos, lavagem ou alteração de solos de fundação e até deslizamentos do grande buraco aberto; sequentes a rupturas de canos, chuvas e alagamentos acentuados pela inexistência de uma drenagem eficaz.

Receamos, Senhor Primeiro-Ministro, por alguma ocorrência grave no curto-prazo, com efeitos irreversíveis no Palácio Nacional da Ajuda, o que a verificar-se seria crime de lesa-património pelo próprio Estado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Silva Grade, António Araújo, Pedro Henrique Aparício, Luís Mascarenhas Gaivão, Rui Martins, Jorge Pinto, Beatriz Empis, Maria Maia, Fátima Castanheira, Júlio Amorim, Filipe Lopes

19/06/2011

Inundações em Lisboa serão alvo de estudo

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil vai realizar um estudo geológico para avaliar o impacto da construção da CRIL nas frequentes inundações ocorridas na freguesia de Benfica, em Lisboa.


A revelação foi feita sábado pela presidente da Junta de Freguesia local durante a primeira Assembleia Popular organizada por moradores e comerciantes das zonas afectadas pelos temporais, que sofreram avultados prejuízos nas inundações de 29 de Abril e 28 de Maio último.

O estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) irá incidir sobretudo nas zonas de Benfica contíguas à Circular Regional Interior de Lisboa e foi solicitado pela Câmara lisboeta no final de Abril. "Até agora ainda não tenho notícia de mais nada", afirmou Inês de Drummond (PS).

Na Assembleia Popular, que decorreu na antiga Escola Primária António Maria dos Santos (do Clube Futebol Benfica), estiveram perto de 90 moradores e comerciantes. Para a maior parte, a construção da CRIL é a principal causa das últimas inundações.

Contudo, há quem tenha outras explicações. As falhas no ordenamento do território e a construção desordenada dos últimos anos, a impermeabilização dos solos ou a falta de ligação ou limpeza de colectores são outras causas avançadas por moradores e comerciantes.

"São tudo suposições. Sem termos em concreto um parecer ou um levantamento do que se está a passar, podemos supor, não concluir", disse Rute Lemos, moradora e uma das responsáveis pela iniciativa.

Durante a Assembleia Popular foi votada favoravelmente a criação de um grupo de trabalho e aprovada por unanimidade a presença de um elemento da Junta de Freguesia nesse grupo. O objectivo é, em conjunto, arranjarem formas de ajudar a resolver o problema.

Foram ainda recolhidos os contactos das pessoas lesadas, os testemunhos das situações vividas e pedido a quem tem fotos e vídeos das inundações que os entreguem para se organizar uma pasta com provas dos acontecimentos.

Neste momento está a decorrer uma petição online, estão a ser recolhidas assinaturas em vários cadernos distribuídos por estabelecimentos comerciais da freguesia e pedidas assinaturas porta a porta.

"Esperamos conseguir um número considerável de assinaturas, para no final deste mês irmos entregá-la às entidades competentes", revelou Rute Lemos.

Comerciantes e moradores demonstraram ainda grande preocupação relativamente ao próximo Inverno, temendo a repetição do cenário vivido há poucos meses.

In JN

11/05/2011

Estudo sugere que tsunami atingiria 200 mil lisboetas de noite e 400 mil se fosse de dia

In Público (11/5/2011)
Por Cristiana Carmo

«Se durante a noite Lisboa fosse atingida por um maremoto, 200 mil pessoas seriam atingidas. Durante o dia, esse número duplicaria. Esta é a conclusão do estudo sobre a população da Área Metropolitana de Lisboa (AML) exposta a inundação em caso de tsunami, apresentado ontem no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, na capital.
Zonas de maior risco de inundação assinaladas a vermelho neste mapa (Foto: DR)

Como explicou ao PÚBLICO o autor da investigação, Sérgio Freire, a diferença nos números "deve-se essencialmente aos movimentos pendulares da população, motivados por razões de trabalho ou estudo entre os períodos nocturnos e diurnos".

De acordo com o estudo, oito por cento do total da população da AML reside, trabalha, ou estuda em zonas susceptíveis de inundação em caso de tsunami.

Os resultados sugerem ainda que o aumento de população potencialmente exposta da noite para o dia é mais significativo nas zonas de perigo elevado, como as zonas ribeirinhas de Lisboa, Alfeite e Barreiro.

Para Sérgio Freire, colaborador do e-GEO - Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional, os resultados da investigação podem ser úteis para se ter "uma noção de quantas pessoas terão de ser transferidas em caso de tsunami".

O autor do estudo espera também que estes números sirvam para alertar a população lisboeta. " É importante sensibilizar a população, que, por viver numa zona fora de risco, não está consciente de que trabalha ou estuda numa área de alto risco de inundação por tsunami".

Para chegar a estas conclusões, o geólogo cruzou dados recolhidos pelo Censos 2001 sobre as áreas de residência da população, o mapa das zonas mais susceptíveis à inundação por tsunami e, ainda, dados de 2003 do INE, sobre a mobilidade de pessoas que residem num concelho e que se deslocam para outro, durante o dia.

Com os números do Censos 2011, o autor acredita que os dados poderão sofrer algumas modificações. "Acho que vai ser diferente, porque a AML sofreu alterações importantes. Há uma série de novos centros comerciais, escritórios e moradias que em 2001 ainda não estavam desenvolvidos", argumenta.

Segundo o autor, o estudo, que faz uma representação da distribuição da população num dia típico da semana, será ainda alvo de alguns desenvolvimentos, com o intuito de obter dados mais concretos e actuais.»