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17/03/2021

Pedido de indeferimento projecto de alterações prédio Porfírio Pardal Monteiro, Av. AAAguiar 7

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


CC. PCML, AML e media

Serve o presente para solicitarmos a V. Exa. o indeferimento do projecto de alterações Proc. nº 46/EDI/2021, apresentado recentemente para o edifício sito na Avenida António Augusto de Aguiar, nº 7, edifício esse desenhado pelo arq. Porfírio Pardal Monteiro na década de 40.

Lembramos que este edifício faz parte integrante do conjunto de edifícios inscritos na Carta Municipal do Património, item 50.72 (Conjunto arquitectónico/Av. António Augusto de Aguiar, 5 a 13 e 15 a 27,e Av. Sidónio Pais, 6-14 e 16 a 18), sendo que a demolição dos seus interiores só seria autorizada em caso de ruína ou deficiência estrutural, o que manifestamente não se aplica.

Lembramos ainda que este edifício, tal como a generalidade dos edifícios da mesma avenida, do nº 5 ao nº 27, e os da quase totalidade da Avenida Sidónio Pais, são da mais sólida arquitectura e robusta construção do Estado Novo, que resultaram do plano de construção concebido por Cristino da Silva para os quarteirões a nascente do Parque Eduardo VII.

Lembramos ainda que este edifício, tal como a generalidade dos edifícios da mesma avenida, do nº 5 ao nº 27, e os da quase totalidade da Avenida Sidónio Pais, constitui um conjunto coerente da arquitectura da década de 40 do séc. XX e todos com projectos assinados pelos melhores autores da época desde Porfírio Pardal Monteiro, Jacobetty Rosa, Rodrigues Lima, Veloso Reis Camelo, Cassiano Branco e também Cristino da Silva, que concebeu também o plano urbanístico para os quarteirões a nascente do Parque Eduardo VII. Vários destes imóveis receberam Prémios de Arquitectura (Valmor e Municipal). Lembramos ainda que a qualidade da construção e da pormenorização dos interiores é muito acima da média e como tal devem ser salvaguardados e valorizados não só em nome da qualidade estética e dos materiais (madeiras maciças, lioz e mármore maciço, estuques de tectos de desenho modernista) mas igualmente em respeito pelas boas práticas de conservação dos recursos naturais.

Com efeito, este projecto de “alterações durante a obra” (em nosso entender, deveria ser designado oficialmente como um novo projecto de alterações e não um projecto “alterações durante a obra”, uma vez que não decorre nem decorreu obra alguma no prédio desde a aprovação do anterior PIP, pedido de informações prévia, aliás, que tinha merecido o nosso protesto oportunamente), se for avante, corresponderá:

- À destruição por completo do interior de um prédio ainda praticamente intacto (excepção feita aos andares dos pisos térreos, que foram transformados em consultórios, os demais estão como aquando da sua inauguração), constante da Carta Municipal do Património, e, portanto, incumprindo os art. 28º e 29ª do Regulamento do PDM;

- À alteração radical dos materiais das portas, rodapés e ombreiras (inclusivamente as madeiras exóticas das portas dos patamares serão adulteradas e pintadas de branco!);

- À ampliação de 1 piso em mansarda;

- À alteração da fachada principal por via do seu rompimento para abertura de vão para o estacionamento em cave, incumprindo mais uma vez o disposto nos art. 28º e 29º do Regulamento do PDM;

- À introdução de caves para estacionamento (quando existem uma estação de metropolitano e carreiras BUS na própria avenida, e inúmeros parques de estacionamento cobertos nas proximidades, desde logo o da Empark a 100 metros do edifício em apreço, com capacidade para mais de 1.000 lugares de estacionamento);

- À repetição das más-práticas que julgávamos já estarem ultrapassadas, e que estão visíveis nas obras que decorrem neste momento no edifício desenhado por Cassiano Branco no edifício do nº 23 da Avenida António Augusto de Aguiar, e que já ocorreram no nº 5 da mesma avenida, há uns 10 anos.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Pedro de Souza, Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Lopes, Rui Pedro Barbosa, Bruno Rocha Ferreira, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Virgílio Marques, José Maria Amador, Helena Espvall, Virgílio Marques, Martim Galamba, Eurico de Barros, Maria João Pinto, Pedro Ribeiro, Beatriz Empis, Gustavo da Cunha, João Oliveira Leonardo, Pedro Jordão, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto, Pedro Cassiano Neves, Mafalda Magalhães Barros

27/06/2019

Protesto pelas obras de demolição em prédio de Pardal Monteiro (Rua António Enes)


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado

C.C. PCML, AML, JF, DGPC e media


Constatamos com tristeza que os nossos sucessivos apelos à Câmara Municipal de Lisboa (vide ponto 1 https://cidadanialx.blogspot.com/2015/03/alerta-sobre-edificios-de-pardal.html?fbclid=IwAR0jjSUxF0cp5MeCh-GGXyPVX__-ttU7dgA4EyoU4hYZBb-WjnPX_blv6yE), no sentido de V. Exas. indeferirem todo e qualquer projecto que não passasse pela recuperação do imóvel sito na Rua António Enes, nº 13, foram ignorados.

É, pois, com indignação, que nos apercebemos que a obra de demolição dos magníficos interiores (fotos 3 e sgs.) do edifício modernista, projectado por Porfírio Pardal Monteiro em 1936, e sua ampliação desmedida (foto2, in Prologica) já começaram (*), sendo agora um facto consumado.

​Lembramos a V. Exa. que estamos perante um dos melhores prédios modernistas dos anos 30 em Lisboa, desenhado por um dos mais importantes arquitectos desse período, e um dos primeiros prédios de habitação colectiva com cobertura em terraço - uma novidade tecnológica na Lisboa do início dos anos 30 do século XX.

​Independentemente das eventuais inobservâncias do estipulado em Regulamento do Plano Director Municipal, uma vez que estando o edifício classificado na Carta Municipal do Património (lote 50.79) e não estando em perigo de ruína, a sua demolição (total ou parcial) torna-se injustificável; é confrangedor assistirmos a mais este episódio de desmantelamento progressivo do património arquitectónico da cidade, acentuado durante os últimos 10 anos e de que as “Avenidas Novas” têm sido o pior exemplo, mas a que julgávamos a cidade imune no que tocava ao seu património modernista, iludimo-nos.

Estávamos longe de imaginar que os maus exemplos de outros executivos, na maior parte das vezes casos esporádicos, de licenciamentos de alterações/ampliações/demolições profundamente anti-regulamentares e de gosto boçal (ex. o prédio de Ventura Terra no gaveto da Av. Elias Garcia com a Av. República, o prédio de Ventura Terra no gaveto da R. Braamcamp com a Rua Duque de Palmela, o prédio de Norte Júnior no gaveto da Av. Luís Bívar com a Av. Duque d’Ávila, o prédio de Norte Júnior no gaveto da Rua Castilho com a Rua Braamcamp, para não recuarmos mais no tempo), fossem agora prática comum, aparentemente programada, da política urbanística da CML, daí resultando a “periferização” crescente da cidade, que se revela mais assustadora a nível do outrora vasto património edificado entre séculos XIX e XX, mas que agora também se manifesta nos períodos déco e modernista.

Confrangedor é também o facto de, paradoxalmente, essa “periferização” que recai no edificado heterogéneo e inter-classista de outrora, e que a nosso ver é sistemática e sem oposição intra ou hexa-CML, ocorrer no exacto momento em que a cidade se encontra em processo de “gentrificação” e apostada em campanhas turísticas de qualidade acima da média.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, ​Fernando Jorge, ​Júlio Amorim, Eurico de Barros, Pedro Ribeiro, Maria do Rosário Reiche, Luís Mascarenhas Gaivão, Cristiana Rodrigues, Rui Pedro Barbosa, Luís Serpa, Pedro Jordão, Paulo Lopes, Henrique Chaves, Helena Espvall, José Filipe Soares, Virgílio Marques, Filipe Teixeira, Pedro Machado, Sofia Vasconcelos Casimiro, Jorge Pinto, Nuno Caiado, Fátima Castanheira, José Maria Amador, Beatriz Empis

(*) M Manuela Bravo Serra‎ in Vizinhos das Avenidas Novas, in Facebook

Na Rua António Enes, nº 13 , prédio de gaveto da autoria do Arq. Porfírio Pardal Monteiro datado de 1934 e com as fachadas decoradas com baixo relevos do escultor Leopoldo de Almeida.

Vai ser totalmente destruído, segundo me disse um dos operários que já o estão a desmantelar !!

A Junta tem conhecimento ???

15/06/2018

Edifício-sede do DN em clara degradação - apelo à CML para intimação ao proprietário


Exmo. Sr. Vereador Manuel Salgado
CC PCML, AML, DGPC e media


Como será do conhecimento de V. Exa., o antigo edifício-sede do Diário de Notícias (Imóvel de Interesse Público e Prémio Valmor) mudou recentemente de mãos, sem que o projecto aprovado anteriormente pela CML, e anunciado há um ano (https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/media/detalhe/sede-do-diario-de-noticias-vendida-por-20-milhoes) como uma mais-valia para o edifício e para a cidade, tivesse sido sequer encetado pelo anterior proprietário, naquilo que se configura ter sido uma mera operação de especulação imobiliária bem sucedida.

Considerando que o edifício concebido por Porfírio Pardal Monteiro apresenta já vários sinais de degradação no seu exterior e interior, apelamos a V. Exa. para que dê indicações aos serviços da CML para intimarem o actual proprietário a proceder a obras urgentes de conservação pelo menos dos elementos que revestem as fachadas, bem como o restauro da pintura da empena e a salvaguarda integral dos painéis de Almada Negreiros da antiga loja.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Inês Beleza Barreiros, Júlio Amorim, Carlos Moura-Carvalho, Virgílio Marques, Rui Martins, Eurico de Barros, João Oliveira Leonardo, Ana Alves de Sousa, Fernando Silva Grade, Jozhe Fonseca, Maria João Pinto, Paulo Lopes, Fátima Castanheira, José Maria Amador, Maria do Rosário Reiche

Foto: Newsroom CBRE Portugal

15/02/2017

Valha-nos que há quem "ame" o legado de Pardal Monteiro!


E como o amor não tem barreiras, eis o que a Prologica (c/proj do arq. Pedro Carrilho) acaba de submeter à CML para aprovação! Lindo, o amor de ambos pelo legado de Porfírio Pardal Monteiro! Que a CML chumbe este aborto, com rapidez e dureza, por favor.

07/12/2016

Intervenção no edifício Diário de Notícias deve repor "concepção original", diz DGPC


In LUSA e PÚBLICO (6.12.2016)

«A Câmara de Lisboa recebeu um pedido de informação prévia de um promitente-comprador que quer reabilitar e ampliar o edifício para criar 32 fogos de habitação e um espaço comercial. Proposta será apreciada na quarta-feira em reunião privada.

A Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) encontrou "inúmeras alterações ao projecto original", que considerou "indevidas", no edifício do Diário de Notícias, na Avenida da Liberdade, Lisboa, defendendo que a futura intervenção no espaço deve repor a concepção original. "A proposta preconiza a viabilidade de alteração, incluindo a legalização de obras executadas ao longo dos anos do edifício do jornal do Diário de Notícias, dotando-o de características técnicas, funcionais e estéticas adequadas aos usos propostos: habitação (32 fogos), comércio (um espaço comercial) e estacionamento (44 lugares)", especifica o documento, assinado pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado. O documento refere que "esta operação urbanística implica também a viabilidade de alteração de fachada de um edifício distinguido com o Prémio Valmor".

Numa resposta enviada esta terça-feira à agência Lusa, a DGPC refere que tem acompanhado a proposta de alteração de uso do edifício "desde a sua fase inicial". Numa visita ao imóvel em Outubro de 2015, a DGPC deparou-se com a "existência de inúmeras alterações ao projecto original do arquitecto Pardal Monteiro, verificadas nos interiores e exteriores do imóvel classificado, materializadas em demolições/alterações e diversas ocupações/ampliações indevidas de muitas áreas exteriores originalmente em pátio, e nas coberturas/terraços". Segundo o organismo, os "trabalhos [foram] executados ao longo dos anos de forma aleatória e sem nenhuma qualidade arquitectónica". O projecto mereceu aprovação condicionada, estando a DGPC a "aguardar a revisão da proposta e a entrega do projecto de execução de arquitectura e demais especialidades, de forma a verificar a sua adequação patrimonial". "Face ao estado actual do imóvel, foram definidas em diversas reuniões com o promotor e gabinete projectista um conjunto de condicionantes para que a intervenção proposta salvaguardasse todos os elementos patrimoniais considerados estruturantes e originais do imóvel classificado", continua o esclarecimento da DGPC.

Esses elementos passam pelos "espaços de acesso público (entrada principal, vestíbulo, grande hall, sobreloja) e privado (gabinetes da administração e funcionários, salas de reunião), compartimentação interior, sistemas distributivos (corredores, escadas e elevadores), painéis decorativos (incluindo o fresco do pintor Almada Negreiros), caixilharias, carpintarias, elementos decorativos e revestimentos e, no exterior, os letreiros identificativos do jornal Diário de Notícias, assim como o painel pintado na fachada lateral do imóvel". "Paralelamente, foram igualmente definidas as áreas a demolir e a legalizar, existentes em pátios e nas coberturas, para que a futura intervenção contribuísse para a reposição da concepção original do projecto", salienta a DGPC. A Direcção-Geral do Património Cultural aponta que são "exemplos dessa preocupação a libertação total de construções de dois dos três pátios, a demolição de áreas significativas na cobertura afectas ao antigo refeitório (atuais áreas de redacção) e a recuperação da função de 'alpendrada' do terraço coberto junto à Avenida da Liberdade". [...]»

17/11/2016

Edifício-sede do DN vai para apartamentos e comércio - alerta/pedido à DGPC e à TTombo


​Exma. Senhora Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva,
Exmo. Senhor Director-Geral do Arquivo Nacional Torre do Tombo
Dr. Silvestre Lacerda


C.C. Gab.PM, AR/Comissão de Cultura, Gab.MC, Gab.PCML, AML e media

No seguimento do nosso alerta de 29 de Fevereiro ao Senhor Ministro e a Direcção-Geral do Património Cultural dando-lhes conta da venda, então iminente, do edifício-sede do Diário de Notícias, na Avenida da Liberdade, e considerando a já anunciada intenção dos seus novos proprietários em transformarem aquele edifício (Imóvel de Interesse Público e Prémio Valmor) em apartamentos e comércio;

Voltamos a alertar não só para a possibilidade do respectivo projecto de alterações vir a implicar obras profundas no edifício que acarretem modificações na estrutura e na concepção de engenharia do mesmo, ou destruição ou remoção dos ​espaços e dos ​elementos figurativos exteriores e interiores, nomeadamente ​o átrio e ​os painéis e letreiros publicitários alusivos ao Diário de Notícias, mas também a existência evidente de risco de pe​rd​​​a do valioso espólio ainda existente naquelas instalações – em que se inclui variadíssimo mobiliário (algum dele desenhado por Daciano Costa) e um conjunto de quadros e esculturas de autores de nomeada, uma grande colecção de fotografias (muitas delas ainda em placa, e um arquivo fotográfico que vai da Monarquia até aos nossos tempos), escritos originais de escritores, dezenas de desenhos de Stuart (muitos inéditos), uma caneta de diamantes da Administração, e colecções completas de jornais e revistas (documentando 150 anos da História de Portugal);

· Solicitando à Direcção-Geral do Património Cultural que garanta a integridade física do edifício-sede do Diário de Notícias, concebido por Porfírio Pardal Monteiro e um dos maiores símbolos do Movimento Modernista na cidade de Lisboa e no próprio país, em sede de licenciamento;
· E ao Arquivo Nacional Torre do Tombo que garanta a salvaguarda do espólio do mesmo, designadamente por via da sua inventariação, arquivamento e posterior musealização em local público.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Rita Matias, Miguel de Sepúlveda Velloso, Inês Beleza Barreiros, Nuno Vasco Franco, Miguel Atanásio Carvalho, Luís Rêgo, Jorge Pinto, Ana Cristina Figueiredo, Maria João Pinto, Rui Martins, Vítor Vieira, José Maria Amador, Fernando Silva Grade, Fernando Jorge, Paulo Lopes, Alexandra de Carvalho Antunes e Filipe Lopes

29/02/2016

Edifício-sede DN (Avenida Liberdade) vai ser hotel/ Espólio DN/ Apelo ao MC (DGPC/DGA/ANTT)


Exmo. Senhor Ministro da Cultura
Dr. João Soares


No seguimento das notícias recentes que dão conta da venda do edifício-sede do Diário de Notícias, na Avenida da Liberdade, a um grupo hoteleiro cujo interesse será o de transformar aquele edifício em unidade hoteleira (vide http://observador.pt/2016/02/25/edificios-do-diario-noticias-da-radio-renascenca-vao-hoteis-charme);

Considerando que a eventual transformação daquele edifício num hotel irá implicar a realização de obras profundas no mesmo, acarretando, eventualmente, a destruição dos elementos interiores estruturantes de origem ainda existentes, bem como a remoção dos dispositivos publicitários exteriores alusivos ao Diário de Notícias; Considerando que estamos perante um edifício que é da autoria de Porfírio Pardal Monteiro, é Prémio Valmor (1940), é Imóvel de Interesse Público (1986) e é considerado obra fundadora do Movimento Modernista em Portugal;

Considerando que o edifício em apreço foi concebido de raiz para acolher todas as funções de um jornal, desde a fase de produção até ao momento da sua distribuição; facto que fez dele também um prodígio de engenharia, desde logo as suas fundações em forma de esfera, de modo a suportar a carga adicional das áreas técnicas que, na origem e durante largos anos, acolheram maquinaria de impressão, e a contenção do ruído associado à actividade gráfica enquanto ela ali se desenvolveu;

Considerando que o actual edifício-sede alberga nas suas instalações, designadamente nas salas da Administração e da Direcção, e no seu cofre-forte, um vastíssimo e valiosíssimo espólio, no qual se incluem variadíssimo mobiliário (algum dele desenhado por Daciano Costa) e obras de arte (quadros e esculturas de autores de nomeada), uma grande colecção de fotografias (muitas delas ainda em placa, e um arquivo fotográfico que vai da Monarquia até aos nossos tempos), escritos originais de escritores, dezenas de desenhos de Stuart (muitos inéditos), uma caneta de diamantes da Administração, colecções completas de jornais e revistas ( documentando 150 anos da História de Portugal);

Considerando que já da última passagem de testemunho entre administrações desapareceram fotografias e faqueiros, entre outros artigos do espólio do Diário de Notícias;

Considerando que, previsivelmente, o novo edifício-local-destino do Diário de Notícias não terá capacidade para albergar todo este espólio;

Apelamos a Vossa Excelência, Senhor Ministro da Cultura, também enquanto titular da pasta da Comunicação Social, que previna com urgência este possível desfecho, e que a Direcção-Geral do Património Cultural, a Direcção-Geral das Artes e o Arquivo da Torre do Tombo garantam a salvaguarda do edifício, a inventariação atempada, arquivo e musealização do valioso espólio do Diário de Notícias.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, José Filipe Soares, Ana Alves de Sousa, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Luís Marques da Silva, Maria do Rosário Reiche, Jorge Santos Silva, Alexandre Marques da Cruz, Pedro de Souza, Beatriz Empis, Miguel de Sepúlveda Velloso, Irene Santos, Pedro Henrique Aparício, Maria Ramalho, Fernando Jorge e Jorge Pinto

Cc. Media

26/02/2016

Edifício-sede DN (Avenida Liberdade) vai ser hotel/ Apelo à Ordem dos Arquitectos


​​Exmo. Senhor Presidente
Arq. João Santa Rita


​​ No seguimento das notícias recentes que dão conta da venda do edifício-sede do Diário de Notícias, na Avenida da Liberdade, a um grupo hoteleiro cujo interesse será o de transformar aquele edifício em unidade hoteleira (vide http://observador.pt/2016/02/25/edificios-do-diario-noticias-da-radio-renascenca-vao-hoteis-charme );

Considerando que a eventual transformação daquele edifício num hotel irá implicar a realização de obras profundas no mesmo, acarretando, eventualmente, a destruição dos elementos interiores estruturantes ​de origem ​ainda existentes, bem como a remoção dos dispositivos publicitários exteriores alusivos ao Diário de Notícias;

E considerando que estamos perante um edifício que é da autoria de Porfírio Pardal Monteiro, é Prémio Valmor (1940), é Imóvel de Interesse Público (1986) e é considerado pela generalidade dos historiadores e arquitectos como fundamental para o Movimento Modernista em Portugal;

Apelamos à Ordem dos Arquitectos para que não deixe de tomar uma posição forte junto do promotor, da Câmara Municipal de Lisboa e da Direcção-Geral do Património Cultural, no sentido de todos zelarem pela integridade ainda possível deste enorme Monumento arquitectónico da cidade e do país.​

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho,​ Miguel Atanásio Carvalho, Júlio Amorim, Rui Martins, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Marques da Silva, Virgílio Marques, Jorge Santos Silva, Jorge D. Lopes, Inês Beleza Barreiros, Paulo Lopes, Maria João Pinto, Nuno Caiado e Rita Filipe Silva

c.c Media

Texto corrigido.

10/04/2015


Lisbon Week 2015 faz de Alvalade o centro da cidade durante uma semana


In O Corvo (10.4.2015)
Por Samuel Alemão

«Onze visitas culturais e uma dúzia de exposições, sempre à volta de Alvalade. A terceira edição da Lisbon Week, que decorre desta sexta-feira (10 de Abril) até domingo da próxima semana (19), será dedicado ao bairro que inaugurou a existência de uma Lisboa moderna e à freguesia onde se insere. Os organizadores – a Associação Cultural Turística Urbana (ACTU), em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa (CML) – prometem “desvendar segredos de espaços marcantes como a Biblioteca Nacional de Portugal, o Jardim do Campo Grande, a Reitoria da Universidade de Lisboa, a Torre do Tombo, o Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, o Museu Bordalo Pinheiro, o Hospital Júlio de Matos, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil ou o Complexo dos Coruchéus”. E, com isso, animar também o comércio local.

Todos os dias, haverá visitas a estes lugares, em relação aos quais se promete dar a “conhecer as perspectivas históricas, arquitectónicas e artísticas”. As entradas nas exposições serão gratuitas, mas as visitas culturais, passeios de autocarro e uma peça teatral a ter lugar no Hospital Júlio de Matos serão pagas. Das primeiras, as mais relevantes são: “Porfírio Pardal Monteiro – Arquitecto de Lisboa”, com curadoria de Ana Tostões e João Pardal Monteiro, em exibição na Biblioteca Nacional de Portugal; “Encontrar Maria Keil”, uma produção da ACTU que expõe, na Estação de Metro de Alvalade, alguns dos mais notáveis trabalhos de azulejaria da pintora; “Urban Sketchers”, que na exporá na Reitoria da Universidade de Lisboa a visão de diversos desenhadores sobre o quotidiano do bairro; e “Vanguarda”, exposição de fotografia, para ver no Centro Comercial de Alvalade. [...] Programa completo e informações: https://lojaluz.com/faq/lisbon-week»

...

Excelente iniciativa mas, por favor, não se esqueçam disto, que também é de Pardal Monteiro: ALERTA sobre edifícios de Pardal Monteiro, em vésperas de "Lisbon Week"!

30/03/2015

ALERTA sobre edifícios de Pardal Monteiro, em vésperas de "Lisbon Week"

Foto 1

Foto 2

Foto 2A

Foto 3

Foto 4


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa
Exmo. Senhor Vereador do Urbanismo
Arq. Manuel Salgado


Cc. DGPC, AML, Lisbon Week, Atelier PMA e Media


Considerando a feliz coincidência da 3ª Edição da “Lisbon Week”, a ter início a 11 de Abril, se debruçar sobre o legado do Arq. Porfírio Pardal Monteiro na zona de Alvalade e a sua prodigiosa obra pública construída um pouco por toda a cidade, cremos ser oportuno chamar a atenção de Vossas Excelências para a necessidade de se salvaguardar e recuperar algum desse e de outro legado que o insigne arquitecto nos deixou e que consideramos estar desaproveitado, em perigo ou, pior, abandonado e maltratado, a saber:

1. Edifício particular da Rua António Enes, nº 13-15 (foto 1)
Edifício modernista, de 1936, devoluto, à venda, janelas com vidros partidos.
Incluído na Carta Municipal do Património, anexa ao PDM (item 50.79)
Solicitamos à CML que intime o proprietário a proceder à recuperação da fachada, à reparação das janelas e à reparação urgente da sua cobertura em terraço, uma das primeiras a existirem em Lisboa.

2. Edifício particular da Av. Marquês Sá da Bandeira, nº 18-20 (fotos 2 e 2a)
Moradia modernista, datada de 1933, devoluta e abandonada.
Incluído na Carta Municipal do Património, anexa ao PDM (item 50.22)
Solicitamos à CML que intime o proprietário a proceder à limpeza e à manutenção da fachada, bem como à limpeza do logradouro.

3. Edifício particular da Avenida da República, nº 49-49D (foto 3)
Prémio Valmor de 1923, maioritariamente ocupado, mas a denotar patologias várias, desde o roubo de materiais decorativos até alguns destacamentos de estuques e rachas nas paredes.
Solicitamos à CML que intime o proprietário a proceder à recuperação, pelo menos, do hall de entrada e das escadas e da fachada a tardoz.

4. Edifício particular da Avenida Cinco de Outubro, nº 207-215 (foto 4)
Moradia Déco, datada de 1929, conhecida como “Casa António Bravo”.
É Imóvel de Interesse Público desde 2008. Esta moradia única em Lisboa e que, a nosso ver, deveria ser uma casa-museu Déco (seria a nossa Villa Necchi Campiglio), está devoluta e à venda.
Solicitamos à CML e à DGPC que garantam, em sede de caderno de encargos, quais as obras de alterações a permitir neste edifício.

5. Edifício-sede do Diário de Notícias, na Avenida da Liberdade.
É Imóvel de Interesse Público desde 1996 e Prémio Valmor de 1940.
Este edifício modernista, ex-libris de Lisboa, foi recentemente adquirido por um grupo empresarial ligado à construção civil e à hotelaria, desconhecendo-se o seu futuro a médio-prazo.
Solicitamos à CML e à DGPC que garantam, em sede de caderno de encargos, quais as obras de alterações a permitir neste edifício. E à CML para que inste o proprietário a proceder à recuperação da pintura de Almada na fachada norte e a dar um uso compatível à magnífica sala do piso térreo.

6. Por fim, apelamos à APL e à CML para que concebam um programa conjunto de exploração, viabilização e promoção turística e cultural das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha Conde d’Óbidos, ambas classificadas como Monumento de Interesse Público, de modo a que o grande público as conheça e usufrua enquanto espaços de excepção, que o são.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Gonçalo Cornélio da Silva, Cristiana Rodrigues, João Oliveira Leonardo, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria Maia, rui Martins, Fernando Jorge, Inês Beleza Barreiros, Jorge Pinto, Luís Marques da Silva, Maria Reiche, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Beatriz Empis

17/11/2014

Por confirmar


Por confirmar está a venda recente do edifício-sede do DN, classificado de Interesse Público, a grupo angolano e sul-africano (?), por 20 Milhões (?), para hotel (?). Geee :-(

13/01/2014

Janelas abertas para a destruição:


Muita atenção ao nº 13 da António Enes/Filipe Folque! Há que sensibilizar o senhorio, solicitar à CML a intimação de obras. O edifício está no Inventário Municipal (é de Porfírio Pardal Monteiro e os relevos são de Leopoldo de Almeida), é genuíno e está descaradamente ao abandono. Não queremos mais casos como os da Av. Elias Garcia!

05/12/2013

Apelo à APL para que esta abra ao público o interior das Gares Marítimas de Rocha de Cde.d'Óbidos e Alcântara

Exma. Senhora
Administradora do Porto de Lisboa,
Dra. Marina Ferreira


Como é do conhecimento de V. Exa., as Gares Marítimas da Rocha de Conde d’ Óbidos (1934-1948) e de Alcântara (1936-1944) são duas peças fundamentais da Arquitectura Moderna de Lisboa, foram ambas concebidas pelo Arq. Porfírio Pardal Monteiro e decoradas por José de Almada Negreiros (cujos 120 anos se comemoram até final do ano), sendo que uma e outra estão classificadas Monumentos de Interesse Público desde 2012 (Portaria n.º 740, DR, 2.ª série, de 31 Dezembro).

Considerando o elevado valor arquitectónico, conceptual, estrutural e artístico dos interiores de ambas as Gares Marítimas, quer a nível dos vestíbulos profusamente decorados com murais de Almada, quer pelas próprias linhas dos próprios espaços dos pisos térreos e dos primeiros andares, terraços, incluídos;

Considerando o semi-desconhecimento pelo grande público desses interiores, uma vez que ambos são visitáveis apenas por ocasião de eventos especiais e/ou por passageiros dos navios de cruzeiro;

Somos a solicitar a V. Exa. à Administração do Porto de Lisboa (APL) que:

· Abra ao público as Gares Marítimas da Rocha de Conde d’Óbidos e de Alcântara, pelo menos durante parte do dia, sem prejuízo dos eventuais passageiros de cruzeiros.
· Edite, em conjunto com a CML e/ou a DGPC, suporte documental adequado, em formato papel para divulgação «in loco», e para estar disponível nos «sites» da APL, CML e DGPC.
· Desenvolva, durante 2014 e em conjunto com a CML, os adequados projectos de requalificação do espaço público junto a cada uma das Gares, por forma a dignificar ambos os Monumentos de Interesse Público e homenagear quem os concebeu e decorou.


Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, João Mineiro, Virgílio Marques, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, José Morais Arnaud, João Oliveira Leonardo, António Araújo e Maria Albina Martinho

11/06/2010



In Público (11/6/2010)