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23/02/2017

Apelo à CML - É preciso mais estacionamento para residentes

Exmo. Sr. Presidente da CML
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Sr. Vereador
Arq. Manuel Salgado

Cc. AML, EMEL, JF e media

Tendo em conta que numerosos bairros​​ lisboetas ​se encontram já muito além do ponto de saturação no que respeita ao rácio n​º dísticos de estacionamento ​atribuídos vs. ​nº de ​​​lugares disponíveis, serve o presente para propormos à Câmara Municipal de Lisboa​ que inicie quanto antes os procedimentos necessários:​

1. ​Ao refor​ço da fiscalização por parte ​da EMEL e ​da ​Polícia Municipal​.​

2. ​À adopção pela EMEL e pela Polícia Municipal ​d​a aplicação https://towit.io (ou de uma aplicação própria semelhante, com geo-referenciação, fotografia e matrícula) como forma de aumentar a eficácia ​no controlo das situações​ ​mais graves ​de estacionamento ​reconhecidamente ​ilegal​.

3. ​Ao aumento considerável das zonas de estacionamento reservado a moradores já existentes, umas, e a criar de raiz, outras, nomeadamente nos bairros e nos arruamentos claramente deficitários em termos de lugares de estacionamento, por força da presença de grandes-superfícies ou serviços com elevado número de funcionários e utentes que continuam a utilizar o automóvel individual em vez dos transportes públicos e a partilha de automóvel.

São exemplos evidentes deste mal-estar, locais como, por exemplo:

* ​Praça do ​Princípe Real (​sugere-se a criação de estacionamento reservado a moradores, em volta da praça)
* Praça das Flores (idem​ e arruamentos limítrofes num raio de 100m​);
* Praça João do Rio​ (em redor da mesma)​;
* Praça Afrânio Peixoto​ (idem)​;
* Impasses (logradouros) do Areeiro; * Bairro do Arco do Cego​ (todo o bairro)​;
* em volta do Jardim Constantino; ​
* em volta do Jardim da Parada;
* em volta da Praça Paiva Couceiro;
* em volta da Praça do Alto de São João;
* nos passeios poente da Av. Ressano Garcia​, R​. Fialho de Al​m​eida e R​.​ Ramalho Ortigão​;
* nas transversais ​da R. Rodrigo da Fonseca (​Bairro do Liceu ​Maria Amália​);
* em redor do ​J​ardim das Amoreiras;
* em toda a extensão da ​Rua do Século;
* ​​Largo ​da ​Academia ​das ​Ciências​;
* Travessa da Pimenteira (Junqueira);
* Transversais ("T") da Rua Maria Amália Vaz de Carvalho;
* Calçada dos Mestres e Rua D. Carlos de Mascarenhas;
* Rua Silva e Albuquerque (troço paralelo ao estádio 1º de Maio);
* Rua e Travessa do Corpo Santo;
* Av. António José de Almeida (troço defronte à Casa da Moeda e impasses da Av. Defensores de Chaves e Rua D. Filipa de Vilhena)

​ Aproveitamos esta oportunidade para reclamar da CML a "pedonalização" da Rua Júlio Andrade e do Largo da Anunciada, medida que a nosso ver se justifica há muito e que uma vez realizada muito contribuirá para a valorização daquelas duas zonas nobres da cidade;

E para sugerir à CML que ponha termo ao licenciamento de garagens no R/C das habitações na zona histórica da cidade, designadamente em espaços que eram destinados ao comércio e, pior, que não tinham qualquer espaço aberto nas fachadas, como foram os casos recentes ocorridos na Estrela.


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Martins, Inês Beleza Barreiros, Miguel de Sepúlveda Velloso, José João Leiria, Ricardo Mendes Ferreira, Luís Mascarenhas Galvão, Fátima Mascarenhas, Pedro Janarra, Jorge D. Lopes, Nuno Franco, Gonçalo Cornélio da Silva, Júlio Amorim

20/07/2012

O exemplo de Vicenza: centro histórico vivo, limpo, seguro e para todos os cidadãos







O cenbtro histórico da cidade de Vicenza, terra natal do Arquitecto Andrea Palladio, é um bom exemplo tanto de gestão do espaço público como do património arquitectónico. Grande parte dos arruamentos são pedonais ou têm muitas restrições ao trânsito automóvel. A nossa EMEL podia aprender com o modelo aplicado pois ao contrário dos bairros históricos de Lisboa onde a empresa municipal parece estar apenas preocupada em controlar as entradas e saidas, em Vicenza os lugares de estacionamento à superficie foram reduzidos ao mínimo como se vê por esta pequena selecção de imagens. Porque afinal não basta gerir as entradas e saídas nas zonas históricas - é preciso também gerir o número de lugares de estacionamento caso contrário estamos a fazer apenas 50% do trabalho pois mantemos a usurpação do espaço público por uma minoria dos habitantes da cidade. No Bairro Alto a EMEL chegou ao cúmulo de marcar lugares de estacionamento em cima de passeios! E uma visita a largos em Alfama, Castelo ou Mouraria prova que esta lamentável realidade anti democrática reina sem grande problemas. 

18/01/2010

CRITÉRIOS da BAIXA: Rua dos Bacalhoeiros


Estas duas imagens ilustram bem o fracasso total da "pedonalização" da Rua dos Bacalhoeiros na Baixa. Para além dos passeios serem ridiculamente estreitos, ninguém parece reconhecer a existência de peões quanto mais uma rua pedonal! Desde que Carmona Rodrigues a "pedonalizou" (mandou pintar uns quadrados brancos nas faixas de rodagem...) aumentou o estacionamento em 2º fila e nos passeios. Esta rua, se fosse pedonal, traria benefícios tanto para os moradores (ganhavam um espaço público de convívio) como para os restaurantes e restante comércio tradicional. Para quando a pedonalização efectiva? O outro arruamento, cuja pedonalização, contemporânea deste, também é motivo de gargalhada: a Rua das Portas de Santo Antão, nomeadamente o sector entre a Rua do Condes e o Largo da Anunciada - está transformado em estacionamento privativo dos clientes de um restaurante bem conhecido...

15/01/2010

VOTE na Pedonalização do Largo de São Vicente no Orçamento Participativo 2010



ATENÇÃO: termina hoje à meia-noite a fase de votação nos projectos seleccionados para o Orçamento Participativo 2010. Votem na proposta do Fórum Cidadania Lx - Pedonalização do Largo de São Vicente e instalação de pilaretes na Rua da Voz do Operário:

http://www.cm-lisboa.pt/?idc=618&kword=Largo+de+S%E3o+Vicente&area=0

A proposta, integrada na área "Infra-estruturas Viárias, Trânsito e Mobilidade" com o nº 392, tem a seguinte redacção:

O conjunto urbano do Largo de S. Vicente e Rua da Voz do Operário constitui um dos piores exemplos de espaço público privatizado para estacionamento de viaturas particulares. Nos Bairros Históricos, onde há falta de jardins e espaços abertos, é inaceitável continuar a tolerar este tipo de ocupação nos arruamentos emblemáticos da capital. Todos os cidadãos têm direito a usufruir dos largos de Lisboa. O bem comum tem de ser promovido e defendido pela CML. Solicitamos a requalificação do Largo de São Vicente (pedonalização) e da Rua da Voz do Operário (instalação de pilaretes).

PARTICIPE! Ajude-nos a dignificar um dos largos mais históricos de Lisboa! OBRIGADO!

06/12/2009

Entretanto no Coração de Madrid

Puertas del Sol, antes e depois:
Calle de Preciados,
Plaza del Callao,
Calle Fuencarral (continuação do eixo acima)
O número de peões a passar em cada uma delas aumentou em vários milhares ao dia (com óbvias vantagens para o comércio), o número de automóveis diminui, 94% dos que estacionam não estão à superfície, e 98% (!) dos moradores não quer voltar à situação anterior.
Para lá de uma melhoria na qualidade de vida, mobilidade e ambiente, quanto não estaremos a perder devido ao Turismo? Quem recomendará ou voltará a Madrid, quem conheceu as imagens da esquerda ou as da direita?

Fontes: Ecomovilidad, ABC e Menos Um Carro, o original

08/08/2009

«Quero ir às compras a pé posso?»


«Em relação à pedonalização das ruas cada vez que o assunto é abordado surgem na comunicação social opiniões contrárias ou fortemente reticentes de Associações Comerciais, do lobby dos automóveis, de Confedarações do Comércio , etc... (Comerciantes com queixas da pedonalização das cidades-PUBLICO-03.08.2009)

Ora o comércio consiste numa relação de troca de bens e serviços entre duas partes - o comprador e o vendedor. Ambas as partes são necessárias para que a relação comercial se processe.

O que temos assistido na comunicação social é a um "direito de antena" exclusivo aos comerciantes, ou seja à componente vendedora das transacções comerciais, que fala em nome da componente compradora - o consumidor, mostrando capacidade de adivinhar, sem bases científicas quaisquer, as preferências dos compradores apenas pelos números das vendas de alguns retalhistas.

Posto isto lanço a questão: as grandes superfícies não são elas próprias grandes zonas pedonais,livres de ruído, de ar poluído, de riscos de atropelamento ao atravessar as vias de uma loja para a outra? Porque é que não auscultamos mais as preferências dos consumidores, no que toca à actividade de fazer compras, para que possamos adaptar o comércio tradicional às suas preferências?

Talvez cheguemos à conclusão, como vemos no caso da Rua Augusta na baixa de Lisboa, que a pedonalização e requalificação das ruas dando prioridade aos peões é uma mais valia para o comércio tradicional, acautelando sempre a acessibilidade às zonas de comércio através das diversas formas de transporte, de uma forma integrada e coerente.

Mais direitos aos peões e mais zonas pedonais e de acalmia de tráfego, não implicam, como tem vindo a ser mencionado erradamente, uma quebra de competitividade do comércio tradicional, mas antes tornam as condições do comércio tradicional mais próximas das excelentes condições de circulação pedonal a que os compradores têm acesso nas grandes superfícies - é esta a experiência que tenho constatado nas cidades europeias com maiores indíces de qualidade de vida e satisfação do seu tecido social e comercial.

Deixo o desafio - que as entidades associativas que defendem o comércio tradicional se preocupem, com o mesmo determinado empenho que revelam em relação à questão dos automóveis, em modernizá-lo em termos de imagem, de qualidade dos bens e serviços oferecidos, de diversidade e preços competitivos.»

Nuno Xavier

in http://passeiolivre.blogspot.com/
Fotos: Rua dos Fanquieros e Rua da Madalena