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31/01/2018

Excelentes notícias: o edifício da antiga Tabaqueira está salvo.


Excelentes notícias: o edifício da antiga Tabaqueira está salvo. E vai ser recuperado por Renzo Piano e Grazia Repetto (obrigado pela missiva!!) para mercado!

13/07/2017

Pode ser que se safe, pode ser, a pobre da Tabaqueira:


Câmara de Lisboa discute alterações no loteamento dos Jardins Braço de Prata

In Diário de Notícias/LUSA (10.7.2017)

«O município de Lisboa aprecia na quinta-feira, em reunião privada, alterações pedidas pelo promotor ao loteamento dos Jardins Braço de Prata, como o aumento da área habitacional e do número de lugares de estacionamento público.

De acordo com a proposta assinada pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, o pedido de alteração à licença foi feito pelo Fundo de Investimento Imobiliário Fechado -- LISFUNDO e abrange o empreendimento agora denominado "Prata" (ficou conhecido por "Jardins Braço de Prata"), nas ruas de Cintura do Porto de Lisboa, da Fábrica de Material de Guerra, Fernando Palha e do Telhal, na freguesia de Marvila. O documento, a que a agência Lusa teve hoje acesso, especifica que "a proposta de alteração ao loteamento visa, essencialmente, concentrar o uso de terciário" num dos lotes, reduzir a volumetria de um outro lote e "retificar alguns dos parâmetros urbanísticos aprovados". Entre as matérias a retificar estão o aumento da área habitacional (2.186 metros quadrados) por redução da área destinada ao uso terciário, o aumento da superfície de pavimento destinada a átrios e salas de condomínio (3.985 metros quadrados), a redução de área de alguns lotes (num total de 2.760 metros quadrados) e o aumento do número máximo de fogos (de 481 para 499). [...] A autarquia questionou a Estrutura Consultiva Residente e a Divisão de Estudos Urbanos, que emitiram pareceres favoráveis condicionados, solicitando um "estudo aprofundado em maior detalhe e grau de pormenorização" relativamente ao lote que abrange o edifício "A Tabaqueira", de forma a garantir a "reconstrução e o restauro do antigo pavilhão". [...]»

28/01/2017

Nada conta Piano, nada contra este projecto nem mesmo contra as palmeiras... mas salvem lá a Tabaqueira...


Que pode ser um mercado do tipo da Boquería, San Miguel, ups, perdão, da Ribeira, de Campo de Ourique, e que Piano lá ponha as suas fabulosas estufas tão do seu agrado. Aquilo merece!

...

«Braço de Prata ganha nova zona ribeirinha»
In Expresso Online, por Marta Cerqueira

Projeto quer chamar pessoas e comércio para a zona oriental da cidade

Chamam-lhe a nova zona trendy da cidade e a verdade é que Marvila tem sido palco de crescimento de novos espaços. Aqui têm vindo a multiplicar-se restaurantes, comércio, empresas e galerias de arte, tendência que vem ao encontro do projeto da câmara de Lisboa de reabilitar toda a zona ribeirinha oriental.

No Braço de Prata está já a crescer o empreendimento projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, no qual está previsto que, numa antiga zona industrial, surjam novos edifícios residenciais e de comércio. [...]»

05/12/2016

Antico complesso industriale dei Tabacchi ("Tabaqueira") - Lisbona - Richiesta patrimoniale


Foto do Ruin'Arte

Gentile Sr. Arch. Renzo Piano,


in quanto cittadini preoccupati com il patrimonio della cittá di Lisbona, veniamo a contattarlo per sapere se l’antico complesso industriale dei Tabacchi ("Tabaqueira"), localizzato nella piazzetta denominata “Praceta da Tabaqueira"/rua da Matinha” (identificato dall’immagine in allegato) sia o meno parte del progetto Braço da Prata Housing Complex e, se cosi fosse, se é previsto cosa sará previsto per l’antico edifico industiale.

Ci piacerebbe vedere recuperato l’antico complesso ottocentesco dell’antica Fabrica Tabacchi, e non solo il suo padiglione centrale, come fu annunciato anni or sono. Questo oggetto, ormai visibile come una reliquia industriale potrebbe essere trasformato in un mercato, spazi per ristoro, del tutto simile a ció che giá si fá. Tutto questo sarebbe abbastanza necessario in quella zona di Lisbona.

Lo stato di degrado di quasi tutta la struttura metallica dell’edificio é evidente, e parte é pericolante, ma sappiamo che é possibile intevenire nella struttura sia rafforzando la struttura sia recuperandola.

Detto questo, ci appelliamo a lei, Sr. Arch. Renzo Piano caso il progetto dell’antica fabbrica dei Tabacchi di Lisbona faccia parte del complesso Braço de Prata, possa difendere il suo recupero in tutta la sua estensione e possa cosi dargli un uso piú dignitoso e contemporaneo.

I nostri piú distinti saluti

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Carlos Leite de Sousa, Júlio Amorim, Rui Martins, André Santos, Inês Beleza Barreiros, Jorge Santos Silva, Maria João Pinto, Fernando Silva Grade, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Maria Ramalho, Filipe Lopes, Paulo Dias Figueiredo, João Mineiro, Maria de Morais e Miguel Jorge

...

Exmo. Sr. Arq. Renzo Piano


Enquanto cidadãos preocupados com o património da cidade de Lisboa, vimos contactá-lo para sabermos se o antigo complexo industrial da Tabaqueira, sito na Praceta da Tabaqueira/ Rua da Matinha (identificado nas imagens em anexo), faz ou não parte do Braço de Prata Housing Complex e, se fizer, o que se está previsto para aquele conjunto fabril.

Muito gostaríamos de ver recuperado na íntegra o ainda belo complexo oitocentista da antiga Fábrica Tabaqueira, e não só o seu pavilhão central, como foi anunciado há anos. Gostaríamos de ver esta ainda relíquia industrial transformada, quem sabe, num magnífico mercado com espaços de restauração e estufas, à semelhança do que se faz por esse mundo afora e algo que se torna cada vez mais necessário naquela zona de Lisboa, e viável do ponto de vista económico.

Reconhecemos o estado de degradação da quase generalidade da estrutura metálica do conjunto fabril da Tabaqueira, parte dela inclusive em pré-colapso, mas também sabemos que é possível o seu reforço estrutural bem como a sua recuperação integral.

Apelamos, por isso, ao Sr. Arq. Renzo Piano para que, caso a Tabaqueira pertença à zona de implantação do Braço de Prata Housing Complex, a recupere em toda a sua extensão e lhe dê um uso condigno e contemporâneo.

Melhores cumprimentos

17/12/2010

Começou a obra da urbanização Jardins Braço de Prata em Lisboa

In Público (17/12/2010)

«A construção da urbanização dos Jardins Braço de Prata, em Lisboa, arrancou ontem, 12 anos depois de o projecto ter sido apresentado. A obra constitui o retomar do processo de regeneração urbana iniciado com a Expo-98, sustentou o presidente da câmara, António Costa (PS).

A urbanização representa um investimento privado de 220 milhões de euros, vai ocupar nove hectares (nove campos de futebol), nos terrenos da antiga fábrica de material de guerra. O complexo vai incluir 499 fogos e mais de 4000 lugares de estacionamento, equipamentos comerciais e espaços verdes.

No lançamento da primeira pedra, o autarca António Costa assegurou que se retoma assim "o processo de regeneração urbana" que "vai prosseguir o seu caminho até ao centro da cidade". Em declarações à Lusa, Costa considerou que, durante os 12 anos em que a obra não avançou, "houve uma ruína, quando se podia ter vida". "Custou caríssimo à cidade, também do ponto de vista económico. Doze anos de paralisação custa muito dinheiro e não é possível que uma cidade tenha estes momentos de paralisação", defendeu o autarca.

Além desta urbanização, está em fase de aprovação na Assembleia Municipal de Lisboa o Plano de Pormenor da Matinha e o Loteamento da Tabaqueira, o que vai permitir a requalificação daquela zona e "12 hectares de parques, desde a construção até ao rio". "Agora temos o muro que vedava todo este espaço da cidade e tínhamos aqui a fábrica de material militar, quatro faixas de rodagem na Via de Cintura do Porto de Lisboa", frisou o líder do executivo municipal. No futuro, a cidade vai ter "12 hectares que podem ser aproveitados pelos lisboetas", avançou António Costa.

O projecto Jardins Braço de Prata prevê o desvio do trânsito na Praça 25 de Abril, impedindo a circulação automóvel na Via de Cintura do Porto de Lisboa nos 500 metros em frente à urbanização, referiu hoje o arquitecto responsável, Renzo Piano. "É toda esta intervenção que reforça a sustentabilidade da cidade", sublinhou António Costa. "Esta obra é muito importante, porque se insere num conjunto de intervenções por toda a frente ribeirinha. São estes 19 quilómetros que têm uma riqueza única no panorama internacional."»

12/11/2010

Obras do empreendimento Braço de Prata arrancam na Segunda-feira


In Lusa

«Doze anos depois da apresentação do projeto aos serviços municipais, a autarquia lisboeta entregou hoje o alvará de loteamento do empreendimento Jardins Braço de Prata, um investimento de 220 milhões de euros cujas obras arrancam na segunda-feira.

Durante a cerimónia, nos Paços de Concelho, Pedro Romão, da CPU Urbanistas e Arquitectos, disse que o projeto preserva o essencial do desenho inicial do arquiteto italiano Renzo Piano e abrange uma área de nove hectares (nos terrenos da antiga fábrica de material de guerra), 70 por cento dos quais ocupados por habitação.

Além dos 499 fogos contemplados no projeto, há espaço para uso terciário (10 por cento) e de indústria (20 por cento) e para 1335 lugares de estacionamento públicos.

Pedro Romão explicou que, com a obra, serão criados 500 postos de trabalho durante a construção e 450 na fase de exploração do empreendimento, desenhado nas linhas da arquitetura contemporânea.

De acordo com o promotor -- Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Lisfundo/Obriverca -- serão pagos 100 milhões de euros em impostos.

Segundo o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), o processo enfrentou grandes dificuldades de apreciação quando foi aberto na câmara por ter aspetos inovadores que exigiram "uma interpretação relativamente aberta dos regulamentos".

Quando o socialista António Costa se tornou presidente, em 2007, o processo estava bloqueado por ocupar uma parte da via do porto sobre a qual incidia um litígio de propriedade entre a câmara e o Porto de Lisboa.

"A primeira coisa que fizemos foi propor que os edifícios fossem todos recuados para que não houvesse dúvidas de questões patrimoniais. A partir daí o processo foi lento, porque é grande e com implicações complexas do ponto de vista do sistema de infraestruturas e de questões paisagísticas", apontou.

Seguiu-se a regularização de aspetos relacionados com registos e a celebração de um contrato de urbanização que envolve os três grandes empreendimentos da zona -- os da Matinha, Tabaqueira e Jardins Braço de Prata.

Manuel Salgado adiantou que, no âmbito da negociação feita com o Porto de Lisboa, assegurou-se que "uma parte da doca do Poço do Bispo vai ser destinada a usos de recreio", integrando-se no chamado parque urbano oriente, que se pretende constituir no prolongamento do Parque das Nações.

O responsável afirmou que os projetos implicam uma relocalização do centro de inspeção de veículos do Poço do Bispo e que não afetarão o espaço de actividades culturais da Fábrica do Braço de Prata.

O presidente António Costa agradeceu ao promotor por "ter sabido resistir" e sublinhou a importância do investimento na requalificação da zona oriental da cidade.

O autarca lamentou que depois da Expo 98, a dinâmica de reabilitação urbanística tenha parado: "Perdemos todos".

ROC»


Foto: Sítio de Renzo Piano

31/03/2008

Plano de Urbanização vai ser discutido pela Câmara em Abril

In Público (29/3/2008)

«Catedral de Lisboa e condomínio de luxo continuam no plano para a zona ribeirinha oriental


A nova Catedral de Lisboa e o condomínio de luxo de nove hectares e 500 habitações, "Jardins de Braço de Prata", irão sobreviver à revisão do Plano de Urbanização para a Zona Ribeirinha Oriental da cidade (PUZRO). A garantia foi dada à Lusa pelo vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Salgado, que admitiu que a primeira peça do PUZRO será levada a sessão camarária no prazo de um mês.

"O que houve foi ajustamentos a todos esses projectos para lhes dar uma outra coerência", explicou Manuel Salgado, acrescentando que "nem tudo deve ser homogéneo". "A encosta que está imediatamente sobranceira ao rio pode justificar ter uma percentagem de habitação mais alta do que de serviços. Já o eixo da Marechal Gomes da Costa é claramente uma área para actividades económicas e a zona em torno da futura estação do TGV deve ter uma relação de 50/50", detalhou.
A versão original do PUZRO foi "chumbada" pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, por incluir demasiada habitação - em causa estavam a "quase exclusividade do uso habitacional", sem promover a multifuncionalidade e a instalação de actividades económicas, os índices de ocupação, cuja análise não era "clara nem conclusiva" e os impactes da área portuária no tecido urbano, entre outros aspectos -, considerando também que "a estratégia definida para a área de intervenção face ao estabelecido no Plano Director Municipal" não estava fundamentada.
A catedral, que deveria ser implementada num terreno de 15 mil metros quadrados ocupando parte da antiga Fábrica de Gás da Matinha, e o condomínio de 500 habitações "Jardins de Braço de Prata", da autoria do arquitecto italiano responsável pelo Centro Pompidou em Paris, Renzo Piano, eram os principais projectos do plano original, concluído em 2005 durante o mandato de Pedro Santana Lopes.
O primeiro PUZRO - que defendia uma mudança do uso industrial que dominou a zona nos séculos XIX e XX, para um cenário que consagrava a habitação como função principal daquela área - previa que a área de cinco quilómetros que se estende entre Santa Apolónia e a fronteira dos municípios de Lisboa e Loures passasse a albergar mais do triplo da população em relação a 2001 (48.313 habitantes, em vez dos então 15.428 residentes), e um número máximo de alojamentos de 16.800, face aos 2053 imóveis existentes na altura, dos quais só cerca de metade tinham função habitacional.
Entre os objectivos programáticos salientavam-se a modernização e reconversão das actividades industriais, instalação de pólos de indústrias de conteúdos, requalificação das áreas habitacionais, com eliminação das habitações degradadas, melhoria das acessibilidades e criação de condições para o rejuvenescimento e diversificação social da população residente.
"O que precisamos é de ter um documento que dê lógica e coerência a toda essa intervenção e é isso que pretendemos ter pronto dentro de um mês", sintetizou o vereador do Urbanismo. Lusa »

Ao projecto de Rezno Piano, acho-o fabuloso e uma mais-valia indiscutível para aquela zona, sob todos os pontos de vista.

Já à catedral, tenho as minhas dúvidas, não só quanto ao projecto (sempre é Niemeyer?), mas, essencialmente, se faz sentido termos uma catedral ali, nos tempos que correm, mas enfim.