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24/01/2019

Algumas medidas simples para os transportes de Lisboa


In Público Online (24 de Janeiro de 2019)

São medidas simples, algumas relativamente económicas e que podem garantir não só importantes ganhos de eficiência como de conforto.

«Sabemos que o investimento em transportes públicos, por forma a garantir um bom nível de cobertura, frequência e qualidade, pode ser bastante avultado. Podemos questionar-nos se fará sentido continuar a investir na expansão das diversas redes (rodoviária, ferroviária e fluvial), ou seja na sua área de cobertura, sem tratar de resolver primeiro as insuficiências e problemas das redes actuais. Aí pesa sobretudo a questão da frequência que está muito associada a uma maior disponibilidade de recursos humanos e veículos cujo custo também pode ser considerável, porém incontornável para alcançar níveis de serviço satisfatórios. A relação custo-benefício e todas as externalidades positivas, aconselhariam certamente a um maior investimento nesta área mas mesmo sem querer avançar já para esse nível de investimento, existem algumas medidas, simples e relativamente baratas, aplicáveis na cidade de Lisboa - e não só - que podem ser desde logo implementadas com evidentes vantagens. Algumas destas medidas têm maior impacto no sector turístico, outras têm um carácter mais abrangente:

- Os passageiros que chegam ao aeroporto de Lisboa precisam de esperar talvez 30 minutos na recolha de bagagens e depois precisam muitas vezes de formar extensas filas nas máquinas do metro de Lisboa para poder adquirir o seu bilhete. Porque não colocar máquinas de bilhetes do metro junto à recolha de bagagens para que possam desde logo comprar o seu bilhete enquanto esperam pelas bagagens? (a medida pode levantar questões de jurisdição mas podem certamente ser articuladas entre Metropolitano de Lisboa e ANA).

- Recentemente, o modelo de embarque nos táxis na zona de chegadas do aeroporto foi alterado permitindo mais embarques em simultâneo. Uma boa medida que poderá até ser ampliada se o tempo médio de embarque se revelar ainda demasiado elevado na época alta. Também importante seria a colocação junto à zona de embarque, de um mapa da cidade de Lisboa, bem visível, com círculos concêntricos que indiquem o custo médio de deslocação por táxi e com informação clara sobre a taxa de bagagem e de chamada. Uma medida que irá contribuir para uma maior transparência deste serviço.

- A compra de bilhete ao guarda-freios é um dos factores que agrava significativamente o tempo de paragem dos eléctricos. Em pontos-chave do percurso, poderiam ser colocadas máquinas exteriores automáticas de bilhetes (eventualmente mais pequenas que funcionem apenas com moedas e cartões), por exemplo no Martim Moniz, Portas do Sol, Rua da Conceição, Largo Camões e Prazeres. A recolha de dinheiro poder-se-ia fazer ao fim de cada dia para evitar furtos e danos. E note-se que esta medida teria não só um efeito positivo na pontualidade, frequência e capacidade dos eléctricos como iria promover uma maior fluidez de todo o trânsito que é afectado pelas paragens prolongadas deste meio de transporte.

- A existência de um bilhete de três a cinco dias, com algum desconto sobre o valor do bilhete diário, que permite ao visitante da cidade usufruir tranquilamente da sua estadia sem necessidade de recargas constantes ou controlo de saldo. Pode até não ser a melhor estratégia em termos de rentabilidade mas faz todo o sentido da perspectiva do utilizador e do seu nível de satisfação.

- À semelhança do que acontece por exemplo em Praga, capital da República Checa, os autocarros poderiam exibir em ecrã as próximas 4 paragens para que os passageiros se possam preparar antecipadamente e possam viajar mais tranquilos, sinalizando inequivocamente a chegada a cada uma delas. Uma informação que é fundamental para passageiros (não apenas turistas) que não conheçam o percurso. De forma adicional poderia ser exibida a distância remanescente até às paragens para que os passageiros possam ter uma noção do tempo de percurso.

- Seria importantíssimo que as grandes estações de metro, estações de intersecção de linhas, estivessem munidas de instalações sanitárias de capacidade adequada. Se alegarem que o custo é demasiado elevado então que se cobre um valor razoável (0,20 euros) pela sua utilização mas a existência de tais equipamentos justifica-se plenamente em infra-estruturas dessa dimensão.

- Estamos no século XXI. Conseguimos falar com outro ser humano através de dispositivos móveis com som e imagem mas somos incapazes de conceber refúgios de paragens de transportes públicos capazes de proteger eficazmente os utentes da chuva. Estas estruturas de mobiliário urbano que encontramos actualmente em Lisboa foram desenhadas tendo como primeiro critério a visibilidade dos suportes publicitários. Como tal os bancos são colocados do lado oposto onde estão os cartazes. A proteção nascente é mais curta ou inexistente e não existe proteção frontal que poderia perturbar a visibilidade do cartaz. As diferentes componentes são em muitos casos disjuntas e com frestas e a altura e profundidade do tejadilho revelam-se desadequadas para criar uma zona de proteção suficiente quando a chuva cai com ângulos mais acentuados. É certamente possível criar um modelo que seja capaz de proteger eficazmente os utentes da chuva, nomeadamente através de uma semi-proteção frontal (vejam-se por exemplo os casos de Curitiba e de Birmingham). Ou bem que os concessionários de publicidade se comprometem a criar um abrigo confortável ou então a própria Câmara Municipal deveria assumir a responsabilidade da instalação de tais equipamentos, tão importantes para a qualidade de vida de tantos cidadãos. A substituição destas peças de mobiliário urbano teria os seus custos, claro, mas pelo menos que se desenhem modelos capazes e que se proceda paulatinamente à sua substituição com objectivos, por exemplo, trimestrais. Outra medida imperiosa é a drenagem eficaz da zona frontal da paragem ou medidas de acalmia de tráfego como lombas ou passadeiras sobre-elevadas que evitem as rajadas de água que os automobilistas lançam sobre os utentes.

São medidas simples, algumas relativamente económicas e que podem garantir não só importantes ganhos de eficiência como de conforto. Os utentes, que por experiência própria e contínua, sentem na pele os problemas e as limitações dos transportes públicos, têm que ter a sua opinião levada em linha de conta de forma mais assertiva e consequente, para que seja garantida uma melhoria contínua da rede de transportes públicos nas suas várias vertentes.

Pedro Machado

Matemático; membro do Fórum Cidadania Lx; autor do livro "A Lisboa que eu imaginei"»

O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

27/10/2010

OP 2011/Vote na Proposta Nº 803/A NOSSA PEDRADA NO CHARCO


Área: Infra-estruturas Viárias, Trânsito e Mobilidade

Título: Requalificação do eixo Camões-Príncipe Real em prol do transporte público com redesenho do espaço público

Resenha: Requalificação do eixo Camões-Príncipe Real em prol do transporte público (reintrodução eléctrico E-24) e dos moradores, com redesenho do espaço público para conforto e segurança dos movimentos pedonais, incluindo pessoas de mobilidade reduzida. Tal implicará transformar partes deste eixo em zonas mistas peão/ eléctrico/automóvel (ex. “pedonalização” da R.Misericórdia e R.S.Pedro Alcântara, troço Lg.Trindade-R.Taipas). Este projecto impede o tráfego de atravessamento deste eixo, sendo que o relativo à Rua do Século e à Rua da Rosa pode ser impedido alterando sentidos de circulação (anexo)

Número de registo: 803


Votação disponível em www.cm-lisboa.pt/op , durante todo o mês de Outubro, mediante registo do participante. Assim, se ainda não o fez, faça o seu registo no site do orçamento participativo e escolha o seu projecto para a cidade. Se preferir, poderá participar numa Assembleia de Voto, utilizar o Autocarro do OP ou um dos espaços municipais com acesso gratuito à Internet para votar. Veja como no site do OP.


Para votar nesta proposta, é escolher:

Área:Infra-estruturas Viárias, Trânsito e Mobilidade

Freguesia:Encarnação

14/08/2009

Ciclovia Telheiras / Quinta da Granja: uma proposta

Como não gosto de criticar por criticar, resolvi passar algum tempo no terreno e preparar uma proposta simples e barata que, aplicada (perdoem-me a imodéstia), permitirá evitar o caos automobilístico que resultará das obras da ciclovia Telheiras/Quinta da Granja.
Assim, mantendo-se a ciclovia nos exactos termos previstos, delineei uma proposta que remeti para as Juntas de Freguesia de Carnide, do Lumiar e para a Câmara Municipal.
Aqui vai:
Travessa da Luz
- Duas faixas no sentido descendente em toda a extensão da Travessa;
- Uma faixa no sentido ascendente até à intersecção com a Conselheiro J.S.Ribeiro, onde passa a ter duas faixas;
- A saída para a Estrada da Luz faz-se no sentido da Segunda Circular (esquerda);
- Não há qualquer alargamento da estrada.
Rua do Seminário
- Ciclovia;
- Faixa BUS para as carreiras 3 e 767;
- Fim do restante trânsito e redução do estacionamento.
Rua Conselheiro J.S. Ribeiro
- Dois sentidos em toda a extensão;
- A ligação à Estrada da Luz fax-se obrigatoriamente no sentido do Largo da Luz (direita).
- Não há alargamento da estrada, mantém-se estacionamento.
Rua Fernando Namora
- Ciclovia;
- Redução para uma faixa em cada sentido;
- Mantêm-se duas faixas nos seguintes pontos: ligação à Travessa da Luz, e nas zonas de viragem à esquerda (no sentido Luz/Eixo, para a Alameda da Q.ª de S.º António e, no sentido inverso, para a Rua António Quadros);
- Os pontos com duas faixas sacrificam estacionamento e não área pedonal.
Estrada da Luz
- Duas faixas em cada sentido, incluindo duas faixas BUS, para as carreiras 768, 64 e 726 no sentido Segunda Circular/Luz e 3, 767, 768, 64 e 726 no sentido inverso;
- O aumento do espaço não reservado ao automóvel é aproveitado para zona pedonal e estacionamento que compesará a redução na Rua do Seminário.
É esta a minha proposta.

10/11/2008

Proposta para o Novo Terminal de Contentores de Lisboa


Chegado por email:


«arquitectosporlisboa@gmail.com

Caros amigos

No seguimento da recente polémica sobre a destruição de Alcantara com uma ampliação da Liscont, pergunta-se: para quando um Plano Director do Porto de Lisboa, que seja apresentado aos seus cidadãos, e discutido públicamente.
Nós defendemos a cidade de Lisboa e também o seu porto, e que as actividades deste só beneficiem a Cidade em vez de a prejudicar.
Por exemplo, para quando a demolição dos Silos da Trafaria?

Estamos completamente contra os contentores em Alcântara, e muito mais contra com a sua ampliação, que nos tentam impingir à força, e contra a nossa vontade de Lisboetas.

A Zona de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos é muito adequada para terminais de passageiros, com duas Gares Maritimas notáveis, e que devem ser rápidamente classificadas como Património Nacional, e mantidas em funcionamento para os grandes navios de cruzeiros que nos visitam todos os dias.

Os contentores e as outras actividades portuárias têm certamente outras localizações possíveis, mais capazes em capacidade e de expansão futura. A própria APL diz que Alcântara mesmo ampliada esgotará em 2020.

Deixamos aqui uma proposta para o novo terminal de contentores de Lisboa, que se desenvolve do terminal da Sotagus para Norte até ao cais da Matinha, isso daria um terminal moderno, com 3 vezes a área de Alcântara já ampliada , segundo a proposta da Liscont, e com capacidade para a movimentação de 3 milhões de TEUS por ano, 3 vezes a capacidade da "Alcântara" da Liscont, e isso , pode ser perfeitamente compatibilizado com as outras actividades do Porto de Lisboa.

Dentro deste estudo admite-se como bom uma Nova Pequena Gare de Passageiros, e exclusivamente essa finalidade, para complementar, Alcântara e Rocha, na Zona do Terreiro do Trigo/Jardim do Tabaco, ( cais já em obras) .

A solução que se propõe é fácilmente expansível, aumentando a largura do cais para o Mar da Palha. E as suas acessibilidades são muitas vezes superiores às de Alcântara, e o seu pior defeito.

Esta solução não prejudica Lisboa, pois vai ocupar uma zona degradada da cidade com montes de barracões e armazéns abandonados.

Este estudo é uma achega para a discussão do futuro da Cidade de Lisboa e do seu porto.

Arquitectos por Lisboa
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16/07/2007

Aviso de recepção:

Para que fique registado (se alguém se der ao trabalho disso...):

Ao envio das Propostas 2007 do Fórum Cidadania Lx, apenas responderam, directamente e pelo seu próprio punho, Helena Roseta, José Pinto-Coelho e Pedro Quartin Graça.

Estes candidatos, juntamente com os gabinetes de candidatura de Fernando Negrão e Ruben de Carvalho afirmaram ter lido o pacote, estando em concordância com muitas das nossas propostas, tendo o de FN, inclusive, mencionado que iria integrar algumas delas no seu programa eleitoral, facto que muito nos orgulha.

Os gabinetes de candidatura de António Costa e Manuel Monteiro acusaram a recepção e informaram-nos ter encaminhado as mesmas para os candidatos e as pessoas encarregues dos respectivos programas eleitorais.

De Garcia Pereira, Gonçalo da Câmara Pereira, José Sá Fernandes e Telmo Correia nada recebemos até hoje.

Fica registado.


CORRECÇÃO: Garcia Pereira acusou efectivamente a recepção das nossas propostas, tendo-nos mandado no próprio dia em que o fizemos uma simpática mensagem, do seu endereço pessoal, mas de que apenas tomámos conhecimento há 3 dias. Pedimos desculpas pelo equívoco verificado. Fica registado e ... por isso repetimos este post.

10/07/2007

Roseta admite acabar com monopólio da Carris

In Portugal Diário (10/7/2007)

«A candidata independente à Câmara de Lisboa Helena Roseta considerou hoje que acabar com o monopólio da Carris na cidade e promover a concorrência é uma possibilidade a estudar para melhorar a oferta de transportes rodoviários, noticia a Lusa.

«Não estamos a dizer que o vamos fazer já. É uma possibilidade a pôr em cima da mesa e a estudar. A Carris não consegue prestar um serviço à altura», declarou Helena Roseta. A candidata do movimento «Cidadãos por Lisboa» falava aos jornalistas, no final de uma viagem de autocarro pela 2ª Circular
. (...)»

06/07/2007

Telmo Correia propõe rede de alerta para idosos

In Sol Online (6//7/2007)

«O candidato do CDS/PP à Câmara Municipal de Lisboa propôs hoje a criação de uma rede de alerta para os idosos, com vista a apoiar as pessoas com mais idade que vivem sozinhas

No primeiro dia oficial da campanha para as eleições intercalares da CML, Telmo Correia visitou o Centro Social de Auxílio de São Sebastião da Pedreira, contando com o apoio e a presença do líder do partido, Paulo Portas.
(...)»

05/07/2007

Residência assistida para idosos?

«Residência assistida para idosos

O edifício Palmeiras da Rua do Crucifixo, que está devoluto e que é património municipal, vai ser reabilitado e transformado numa residência assistida para lisboetas mais velhos, caso António Costa vença as eleições do próximo dia 15 de Julho.

Foi na companhia de Manuel Salgado, Ana Sara Brito e José Cardoso da Silva que António Costa se apresentou junto àquele edificio degradado da Baixa, para anunciar um projecto que quer disponibilizar 12 apartamentos com elevador, com serviço de lavandaria e outros que sirvam as especiais necessidades da população mais idosa.

"A Câmara de Lisboa cede o edifício e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa faz o investimento através do pagamento das obras" afirmou António Costa que sublinhou a desnecessidade de a autarquia disponibilizar qualquer quantia financeira para boa concretização do empreendimento.

Para a candidatura UNIR LISBOA, a ideia ora lançada quer significar a especial atenção que as pessoas idosas da cidade merecem.

No âmbito da intervenção urbana, António Costa afirmou querer reabilitar também um edifício municipal junto ao Cais do Sodré, transformando-o em 12 fogos de habitação para a intervenção urbana


Trata-se de uma excelente ideia, sem dúvida, mas, que me lembre, aquele prédio está assim há pelo menos 10 anos. Ora, nesse tempo todo, onde estavam a CML, a Misericórdia e o Ministério da Segurança Social? ... ou será que os velhotes sozinhos e com poucas posses só apareceram hoje??

Mas é uma boa notícia. E há mais sítios que podem ser aproveitados, não só para velhos como para novos. Haja coragem e não avareza da CML.

Haja, também, uma verdadeira Misericórdia - recorde-se que esta instituição é dona, por exemplo, de várias lojas na zona - a começar pela Rua do Carmo - em que, longe de facultar ou promover a solidariedade social, a cultura e tudo o mais, se porta como proprietária avara... quando não promotora de lojas para amigos.

Fonte: Site Unir Lisboa

Helena Roseta à TVNet

«Entrevista TVNET: Roseta candidata-se a Lisboa em 2009

Helena Roseta vai candidatar-se às eleições de 2009, em Lisboa. A candidata revelou em entrevista à TVNET que as intercalares de 15 de Julho são uma forma de o movimento Cidadãos por Lisboa ganhar balanço para um próximo mandato
...»

«Ginja» oferece serviços a Costa. Candidato a assessor» do Partido da Nova Democracia só quer «um job»

In Portugal Diário (5/7/2007)

«O «candidato a assessor» «Ginja da Silva», do Partido da Nova Democracia, tentou esta quarta-feira oferecer os seus serviços ao cabeça-de-lista do PS à Câmara mas acabou por ficar à porta do Teatro Aberto, onde António Costa esteve em campanha, escreve a Lusa.

«Sou assessor profissional e venho-me oferecer. Vou começar pelo doutor António Costa porque acho que caso o meu candidato [Manuel Monteiro] não vença, é o que tem boas condições para ganhar», disse «Ginja» aos jornalistas.
(...)»

Lisboa: Candidatos contra acção Porto Lisboa junto ao rio

In Diário Digital (5/7/2007)

«Entre 11 candidatos com políticas diferentes e até opostas, a necessidade de limitar as competências da Administração do Porto de Lisboa (APL) foi unificadora no debate promovido quarta-feira pelo Diário de Notícias.
Na resposta a perguntas de cidadãos seleccionados pelo jornal, tanto o socialista António Costa como o candidato do PCTP/MRPP, Garcia Pereira, manifestaram-se contra mais construções na frente ribeirinha para servir necessidades portuárias.

António Costa manifestou-se contra a construção de um centro comercial no futuro terminal de cruzeiros, planeado para Santa Apolónia, afirmando que «não faz sentido» quando o que se pretende é atrair os turistas à Baixa da cidade.

O candidato socialista, o mais solicitado pelos cidadãos, defendeu uma «delimitação das áreas de competência» atribuídas à administração portuária.

Também Garcia Pereira se manifestou contra o domínio da APL sobre a zona ribeirinha, afirmando que deve caber ao presidente da Câmara as decisões sobre o que se constrói na cidade.

«Discordo em absoluto que a Administração do Porto tenha poder de autorizar edifícios na frente ribeirinha», disse por seu turno a independente Helena Roseta, enquanto Manuel Monteiro, do Partido da Nova Democracia, foi mais longe e defendeu o fim das cargas e descargas marítimas em Lisboa, devendo a frente ribeirinha ficar reservada para fins turísticos.

Foi um dos pontos que mais uniu diferentes candidatos na sessão promovida pelo DN e que se arrastou por três horas e meia, com algumas queixas de falta de tempo por parte de alguns candidatos.

Assumido pelo moderador como experimental, o debate viu regras mudadas a meio do jogo e foi algumas vezes interrompido, principalmente por Manuel Monteiro, exigindo esclarecimentos a António Costa sobre a sua actuação enquanto ministro da Administração Interna e dando oportunidade ao socialista de justificar medidas do Governo a que pertenceu até há poucos meses.

Garcia Pereira pontuou o debate com alguns «apartes» críticos em relação às queixas dos adversários «mal-habituados» a ter que dividir o tempo com todos os candidatos e teve a ajuda de um apoiante seu, Rui Mateus, que, na qualidade de cidadão seleccionado pelo DN, se insurgiu contra o «simulacro de democracia».

O único ausente foi o independente Carmona Rodrigues, uma falta comentada, e cuja anterior presidência foi várias vezes criticada.

Além de perguntas mais genéricas sobre as soluções para os problemas financeiros da autarquia e caminhos para a Área Metropolitana de Lisboa, a maioria dos cidadãos concentrou-se em assuntos que têm estado ausentes da discussão na pré-campanha, desde o cinema Europa aos grafittis, falta de sanitários públicos ou dejectos de cães no passeio.

Nas alegações finais, o cabeça-de-lista do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira defendeu a cultura lisboeta «da sardinha assada e da febra», o do PNR, José Pinto Coelho, destacou a insegurança, enquanto Telmo Correia, do CDS-PP, lamentou que os temas sociais tenham estado ausentes do debate.

Diário Digital / Lusa
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Ena, todos de acordo. Óptimo. Vamos a ver é depois ...

Costa quer uma cidade aberta

In Jornal de Notícias (5/7/2007)

«Uma cidade de cês, disse António Costa, candidato do PS à presidência da CML. O tema eram as opções de política cultural da sua lista, e o lugar de encontro foi o Teatro Aberto, onde o aguardavam "gentes da criação artística" que iam da escrita às artes pásticas e à representação, incluindo uma ou duas estrelas de telenovela. E cidade de cês seria, a saber, cultura, conhecimento, ciência, comunicação e cosmopolitismo. Alguém murmurou logo entredentes, com ironia assumida "E Costa...". (...)»

CDS-PP distribuiu pás e vassouras nas ruas da Baixa

In Jornal de Notícias (5/7/2007)
Ana Fonseca

«Telmo Correia sensibilizou os cidadãos para a limpeza urbana oferecendo apetrechos e muitos beijinhos

Como é "preciso limpar a cidade", o candidato do CDS-PP à Câmara de Lisboa andou ontem pelas ruas da Baixa a distribuir pás e vassouras amarelas. Um "gesto simbólico" que aponta, segundo Telmo Correia, para aquilo que deverá ser feito durante o próximo mandato "As ETD". Ou melhor, ironizou o candidato, "para que ninguém se engane nas siglas", as "Empreitadas de Trabalhos Diversos".
(...)»

04/07/2007

Ruben de Carvalho contra zona comercial no terminal de cruzeiros do Tejo.Candidato diz que projecto vai criar muralha junto ao rio

In Público Online / Lusa (4/7/2007)

«Ruben de Carvalho criticou hoje o projecto do Porto de Lisboa para construir uma zona comercial associada ao terminal de cruzeiros no Tejo, frente a Alfama, denunciando a "muralha" que destruirá a vista do rio.

«A câmara não pode alhear-se de nenhum projecto que diga respeito à cidade. A câmara tem que levantar o problema junto da administração central", defendeu o candidato comunista às eleições intercalares de 15 de Julho.

"Fazer um terminal para cruzeiros, até aí tudo bem. Mas preparam-se para fazer ali um centro comercial, ao longo de um quilómetro do cais e com dois ou três pisos de altura, ou seja, uma muralha que destruirá toda a visão de Alfama para o rio", criticou.

Para o candidato, o projecto do Porto de Lisboa é nocivo “até do ponto de vista económico”, uma vez que ao criar um centro comercial no cais levará os turistas a fazerem aí as suas compras, sem de deslocarem à baixa da cidade.
(...)»

É isso mesmo, uma vergonha! E, já agora, o projecto em causa é de quem?

03/07/2007

António Costa promete mudar face do Parque Mayer em 2009

In Diário Digital / Lusa (3/6/2007)

«O candidato a presidente da Câmara de Lisboa do PS prometeu hoje começar a mudar a face do Parque Mayer ao fim de dois anos, sem projectos «megalómanos» e ligando-o à Avenida da Liberdade e Jardim Botânico. (...)

«Daqui a dois anos, não teremos seguramente o projecto de reabilitação do Parque Mayer concluído, mas teremos seguramente muita coisa já a mexer e alguns equipamentos já a funcionar«, assegurou o ex-ministro de Estado e da Administração Interna. (...)

Neste contexto, Costa afastou a ideia de retomar projectos »com grandes custos financeiros« para a Câmara, como os de Norman Foster e Frank Ghery, que considerou »megalómanos«. (...)

«Pretendemos melhorar os acessos ao Parque Mayer através das ruas Castilho e Escola Politécnica, da Avenida da Liberdade e da Praça da Alegria. Queremos que o Parque Mayer seja um local de festa«, disse Manuel Salgado - frase que trouxe à memória de António Costa os seus tempo de miúdo, quando frequentava a zona para andar de carrinhos de choque. (...)

Junto a este espaço da Universidade de Lisboa, o arquitecto defendeu a ideia de serem criadas residências destinadas a investigadores e a estudantes estrangeiros do programa Erasmus.

Depois de criticar a excessiva grandeza dos projectos de Norman Foster e Frank Ghery, Manuel Salgado salientou que o futuro concurso público para a reabilitação do parque »não deverá ser pesado para os participantes«.
(...) »

Para além do candidato ter caído na tentação de apresentar um prazo de 2 anos para «pôr as coisas mexer» (por coincidência em cima de novas eleições...) e dos vários lugares-comuns referidos (ligação ao JB, espaço ao abandono, projectos megalómanos, etc.), e de se ter esquecido de mencionar o evidente: é preciso recuperar o Capitólio, mas tudo o mais não presta, pelo que a solução ideal será um jardim, prolongando o JB, e tendo o Capitólio como sala polivalente, recuperado ao seu projecto original ... há aqui algumas curiosidades:

1. MS afirma que os projectos de Foster e de Gehry são demasiado «grandes». Primeiro, não são nem foram projectos, apenas maquetas, num caso, e no outro, apenas rabiscos. Depois, «grandes», presumo que se refere à volumetria e ao facto de serem inadequados àquele local ... pois que «grande» no sentido de grandioso, é disso que Lisboa precisa.

2. Recolocar-se «carrinhos de choque» no Parque Mayer, com farturas, teatro de piadinha brejeira e romaria desde o interior, ou tirinho ao boneco, não é nem «grande» nem grandioso, mas miserável.

3. As residências destinadas a investigadores já existem nos edifícios em volta do JB, basta recuperá-las, pois são as antigas residências dos funcionários do JB e da Universidade, hoje ao abandono. Uma boa ideia, que não é nova ... mas que sempre falha no último momento.

4. O concurso deverá ser público, sim, mas a CML tem que estabelecer o caderno de encargos, ou seja, tem que saber o quer para o Parque Mayer! Nada de confusões!

Fernando Negrão apresenta prioridades para o Ambiente

In Site de Candidatura (3/7/2007)

«O candidato do PSD à Câmara de Lisboa apresentou terça-feira as prioridades para o Ambiente. Depois de visitar a Piscina dos Olivais, o Aterro do Vale do Forno e a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara, o candidato do PSD terminou a manhã em Monsanto, onde se encontrou com o antigo ministro do Ambiente, Carlos Pimenta.

Já ao lado de Carlos Pimenta, Fernando Negrão avançou com algumas ideias para a área do Ambiente, nomeadamente o aproveitamento das «águas residuais transformadas» para a rega dos espaços verdes da cidade e a limpeza das ruas.

A transformação do antigo restaurante panorâmico de Monsanto em «observatório ambiental», onde se possam fazer experiências, foi outra das ideias defendidas pelo candidato do PSD às eleições intercalares para a Câmara de Lisboa.

Carlos Pimenta, com quem Fernando Negrão disse contar para ser «um grande conselheiro» para a área do Ambiente, alertou ainda para a falta de coordenação dos transportes públicos e a ausência de terminais conjuntos, apontando o exemplo do Cais do Sodré, onde os passageiros do Metropolitano, da Carris, da Transtejo e da CP passam de um estaleiro para o outro para trocar de meio de transporte.

«Viajar de transporte público tem de ser agradável e fluído», sublinhou Negrão, considerando que há ainda muito por fazer nesta área.

Concretizar os «famosos corredores verdes do arquitecto Ribeiro Telles» foi outra das ideias defendidas por Carlos Pimenta, que justificou o seu apoio a Fernando Negrão apontando-o como «um homem sério, com uma ideia para Lisboa».


O arranjo paisagístico do aterro do Vale do Forno, a defesa e consolidação do Parque Periférico, a denúncia e correcção dos vergonhosos interfaces do Cais do Sodré e a recuperação da Piscina dos Olivais (que Sua Exª. Sr. Pedro Feist queria demolir!!) são assuntos que convém não esquecer, na voragem do aeroporto, do TGV e demais projectos-miragem! Venham mais, Dr.Negrão!

Saiba o que o Zé quer

In Portugal Diário (3/7/2007)

«CHAT: Promete «não fechar os olhos» na câmara e diz lutar pela eleição de dois vereadores. Propõe extinções de empresas municipais, uma «operação mãos-limpas» na CML e garante que Bragaparques «não cheira a... Lisboa»

«Prédios do Estado devem ser taxados»

José Sá Fernandes esteve em chat no PortugalDiário a responder às perguntas dos leitores. Falou dos problemas da cidade, da especulação imobiliária, dos assessores da câmara de Lisboa, da Bragaparques, do Túnel do Marquês, das propostas para urbanismo e mobilidade e garante que não fará acordos com Carmona Rodrigues ou Telmo Correia. «Não faço convergências com quem teve responsabilidades na câmara», garantiu
. (...)»

Telmo dá 24 horas a Carmona

In Jornal de Notícias (3/7/2007)

«O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Telmo Correia, desafiou ontem o seu adversário Carmona Rodrigues a esclarecer, nas próximas 24 horas, as "contradições" em que considera ter caído o ex-presidente da autarquia.

"Espero que em 24 horas possa esclarecer porque é que, enquanto presidente de Câmara, disse umas coisas, e como candidato disse outras", desafiou Telmo Correia, no final de uma arruada entre a Rua Morais Soares e a Rua Guerra Junqueiro, onde esteve acompanhado pelo líder do partido, Paulo Portas.
(...)»

O meu tempo, esse já ele não mo faz perder.