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08/05/2020

A Casa dos Vinte e Quatro vai reabrir ao público!


Uma grande notícia para Lisboa, sem dúvida, e um obrigado ao vereador Sá Fernandes, que tomou para si esta causa, fora do seu pelouro, e garantiu os sucessivos financiamentos da CML para que a obra fosse possível. Aguardemos pela abertura do público e que o Arquitecto, Juiz Presidente da Irmandade, possa estar lá.

E, já agora, um grande obrigado à Ana Alves de Sousa, já que sem ela nada disto teria sido possível, pela simples razão que a Casa dos 24 e a Igreja de São José dos Carpinteiros estavam mudas :-) ... foi qdo? Há 13 anos?

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=3181796685173593&id=310292928990664?sfnsn=mo&d=n&vh=e

11/12/2019

O Chafariz da Esperança Requalificado


O Chafariz da Esperança é um dos sete chafarizes localizados na freguesia da Estrela, em Lisboa: Chafariz das Terras, Chafariz da Cova da Moura, Chafariz da Praça da Armada, Chafariz das Necessidades, Chafariz das Janelas Verdes e Chafariz da Fonte Santa.

No século XVIII. o Senado da Câmara de Lisboa adquiriu uma porção de terreno que pertencia ao convento franciscano de Nossa Senhora da Esperança, e aí construiu este chafariz. Era abastecido por meio de uma galeria do Aqueduto das águas Livres que vinha directamente do reservatório das Amoreiras.

Projectado por Carlos Mardel em 1752, a sua obra teve início no ano seguinte, sob orientação do mesmo, sendo terminada, em 1768 por Miguel Ângelo Blasco.

Localizado no antigo Largo da Esperança, viu alterada a sua envolvência em resultado da abertura da Av. D. Carlos I, em 1889, ficando encostado a um prédio, construído por essa altura, cuja fachada foi concebida como pano de fundo para o chafariz.Está classificado como Monumento Nacional desde 16 de Junho de 1910.

A estrutura tem dois pisos, cada um com um tanque, duas escadas laterais e é do estilo barroco. O tanque do piso inferior tinha como função servir de bebedouro para os animais e o superior servia para o povo. Cada tanque possuía duas bicas. Esta separação evidenciava preocupações relacionadas com a saúde pública. Possui um pórtico ao estilo pombalino.


Pinto Soares

15/07/2019

"Restauro" dos relógios da estação Sul e Sueste e painel decorativo em cobre/pedido à ATL


Exmo. Senhor Dr. Vítor Costa
Director Executivo da Associação de Turismo de Lisboa


Cc. PCML, AML, DGPC, Vereador Manuel Salgado e media

No seguimento da remoção para recuperação dos relógios da Estação Fluvial Sul e Sueste (Monumento de Interesse Público), cuja obra de reabilitação, há muito esperada e finalmente em curso, é da responsabilidade dessa Associação, serve o presente para chamarmos a atenção de V. Exa. para o seguinte:

É nossa convicção que todos os mecanismos e mostradores desses três relógios, originalmente fabricados pela firma A. Romero, são perfeitamente recuperáveis, certamente com maior custo financeiro e técnico para o promotor da obra do que uma simples réplica, mas que uma vez assegurada a sua recuperação e não a sua substituição por mostradores em acrílico, tal acréscimo de despesa será perfeitamente justificável, dada a importância do património em apreço.

Solicitamos a melhor atenção de V. Exa. para este assunto.

Igualmente, é com grande preocupação que não vemos na imprensa e nas notícias tornadas públicas, qualquer referência para o relevo em chapa de cobre, muito fina e de gosto refinado, com as armas de Lisboa, um relevo lindíssimo existente na parede do mostrador do lado do Terreiro do Paço.

Este painel terá aproximadamente dois metros de alto por metro e meio de largo, em chapa de cobre com espessura não superior a meio milímetro, sobre painel de madeira, talvez de molduração manual.

Solicitamos, pois, a sua melhor atenção também para este assunto, de modo a garantir-se o pleno restauro desta peça decorativa, cuja remoção deve ser feita com o maior dos cuidados. Tememos, inclusive, que a remoção tenha já ocorrido e que, porventura, esta peça possa rumar à sucata.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Lisboa, 19 de Julho de 2019

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Ana Alves de Sousa, António Araújo, Beatriz Empis, Virgílio Marques, Carlos Moura-Carvalho, Maria Maia, Maria Ramalho, Pedro Jordão, Pedro Machado, Luís Mascarenhas Gaivão, Pedro de Souza, Jorge Pinto, Helena Espvall, Henrique Chaves, Pedro Henrique Aparício, Rui Pedro Barbosa, Maria do Rosário Reiche, Miguel Jorge, Jozhe Fonseca, Fátima Castanheira

Foto: Fernando Correia de Oliveira

...

Resposta do Sr. Director Executivo da ATL ():

«Exmos Senhores:

Acuso a receção do v/ mail sobre o restauro dos relógios e outros elementos da Estação Sul Sueste, que agradeço.

Relativamente à questão colocada informo o seguinte:

Desde do início do projeto e do lançamento do concurso para a empreitada de requalificação da Praça e Estação Sul e Sueste manteve-se como premissa base a recuperação, restauro e melhoramento dos vários elementos patrimoniais do Edificado;

Decorrente do exposto encontra-se já em curso:

Recuperação e restauro dos relógios da Estação Sul e Suste, recuperando-se cuidadosamente todas as peças interiores e exteriores que possibilitem retomar o funcionamento normal dos mesmos. Apenas se irá proceder à colocação de elementos novos nos casos em que se verifique não ser possível o restauro dos antigos e/ou para adaptação de sincronização de ambos os relógios (situação que não existia e que a intervenção em curso irá procurar implementar);

Restauro, limpeza e beneficiação do brasão, lettering e placa pertencentes ao Edifício (cf. imagens em anexo), os quais serão novamente repostos nos locais de origem.

Aproveito para enviar os melhores cumprimentos

Vitor Costa»

28/12/2018

Aprovações em sede de Reunião de Executivo - Apelo ao PCML para 2019


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML e media

No seguimento dos nossos alertas relativos a projectos de alterações na Lisboa Pombalina, submetidos aos serviços da CML e relativos aos quarteirões pombalinos do Rossio (quarteirão da Suíça), Rua da Conceição (ex. quarteirão das retrosarias), e Praça de São Paulo;

Face ao imenso património pombalino em presença, em perigo iminente de alterações irreversíveis caso os projectos respectivos vão avante, nomeadamente, e sobretudo, o surreal projecto de hotel previsto para a Praça de São Paulo (Proc. n.º 941/EDI/2018), do arq. Samuel Torres de Carvalho e do promotor Stone Capital; a transformação radical do quarteirão da Rua da Conceição, 79-91, da autoria do arq. Miguel Saraiva para o promotor Real Added Value PN – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado; e face ao desconhecimento completo da população sobre o actual projecto de alterações para o “quarteirão da Suíça”;

Solicitamos a V. Exa., Senhor Presidente, que os três projectos sejam objecto de aprovação apenas e só em sede de Reunião Pública de CML.

Fazemos ainda votos para que em 2019, todos os projectos de arquitectura referentes a alterações significativas do ponto de vista estrutural, volumétrico e estético em edifícios singulares de Lisboa, propriedade pública ou privada,sejam objecto de aprovação apenas e só em reuniões de Executivo, de preferência Públicas.

E que todos os projectos de alterações referentes a mais do que um lote (lotes vizinhos contíguos ou não), sejam objecto de emparcelamento/loteamento, e com isso tenham como obrigação a respectiva fase de discussão pública e posterior validação em sede de AML. Desta forma, evitar-se-ão más práticas consubstanciadas em operações urbanísticas de cariz duvidoso, como são os casos recentes dos empreendimentos em curso na Av. João Crisóstomo (3 prédios), Av. Conde Valbom (2 prédios) e Av. Duque de Loulé/Largo do Andaluz (4 prédios), poupando energias e esforços a todos e, objectivamente, a produção de queixas e petições a quem de direito.

Votos de BOM ANO!

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Cassiano Neves, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, Fátima Castanheira, Henrique Chaves, Virgílio Marques, Rui Pedro Martins, Beatriz Empis, Luís Raposo, Miguel Atanásio Carvalho, Filipe Teixeira, Jorge Pinto, Luís Serpa, Miguel de Sepúlveda Velloso, Helena Espvall, Eurico de Barros, Irina Gomes, Bárbara e Filipe Lopes, Fernando Silva Grade, Nuno Caiado, João Oliveira Leonardo, Paulo Lopes, Maria do Rosário Reiche, Maria de Morais, Jorge D. Lopes

Foto: projecção virtual do projecto de Souto Moura para a Praça das Flores, in Gecorpa

24/10/2018

Telha-lusa, a praga que destrói a paisagem portuguesa

Por Fernando Silva Grade, in Público Online (24.10.2018):

Ao fundo, a cal das casas cobria-se de uma leve aguada cor-de-rosa e o distante horizonte resplandecia, com dourados de sol, brilhos de rio vidrado, fundindo-se numa névoa luminosa, onde as colinas, nos seus tons azulados, tinham quase transparência, como feitos de uma substância preciosa (Os Maias, Eça de Queiroz)

Gonçalo M Tavares fala do "mundo da paisagem técnica em que os elementos naturais estão escondidos – quase já não há montanhas nem terra". Isto é, os influxos da natureza e da paisagem em estado harmonioso que se estendiam a toda a volta no campo e que invadiam as cidades, vilas e aldeias, quer nos jardins, logradores, quintais e hortas, quer na "arquitectura que repetia as formas naturais e ampliava a sua beleza" (príncipe Carlos de Inglaterra), foram substituídos por uma paisagem desnaturada onde o cimento, o alcatrão e a monocultura impuseram o seu império sufocando as leis que regem as dinâmicas do mundo natural.

Sendo a natureza o molde do ser humano, a sua presença é fundamental para proporcionar bem-estar, protecção e sentido de existência. A mãe-natureza mima-nos com a sua presença: as plantas, os animais, os aromas, os sons, as cores, as formas e as vistas constituem bálsamos preciosos contra ansiedades, carências e angústias. Contudo, hoje "vivemos destacados da rocha-mãe e separados do hálito dos campos", estando o nosso habitat reduzido ao subúrbio, ao gabinete e ao habitáculo motorizado, contribuindo tal situação para o embotamento drástico dos nossos sentidos.

Por isso, não é de admirar que em Portugal ainda vivamos sob o mito do "jardim à beira-mar plantado", ancestral imagem de marca do nosso país e que, pese embora a sua evidente erosão, sobrevive, não obstante, na convicção de que o país é bonito, tem magníficas paisagens e tem património tradicional. Não nos apercebemos que esta crença está totalmente desactualizada, colidindo com a realidade que revela um território, com uma evidente e crescente desarmonia, fealdade e desarticulação ambiental e patrimonial - "o território português é hoje caracterizado por uma paisagem repulsiva" (Gonçalo Ribeiro Teles).

A agricultura intensiva, os eucaliptos e as casas e prédios construídos no último meio século constituem um exército invencível que invadiu, saqueou e ocupou o território, desregulando o seu carácter, a sua funcionalidade e a sua sustentabilidade.

Ora, dentro dos elementos que contribuem para este estado de coisas, e que são muitos, pouca gente se apercebeu, inacreditavelmente, de que um dos impactos mais violentos sobre a paisagem portuguesa, rural e urbana, é causado pela utilização da detestável telha-lusa. Para lá de ser utilizada em praticamente todas as casas novas, esta telha tem vindo a substituir de forma generalizada as telhas tradicionais, de que a de canudo é a mais comum. Desde Alfama, passando por Évora e continuando por todo o território nacional, Açores incluído, a praga desta telha não deixa recanto incólume. E também chega aos monumentos, o que é verdadeiramente escandaloso! Igrejas, palácios, casas nobres, tudo é vítima desta inqualificável situação. Neste momento, por exemplo, o Palácio das Necessidades está a ser alvo da dita substituição de telhas, e nem o facto da Comissão Nacional da Unesco estar sediada neste magnífico monumento serviu de alguma coisa. Há cerca de um ano, no Palácio Galveias, aconteceu o mesmo, tendo ficado partes do telhado com a telha antiga e partes com a telha moderna. Uma inqualificável cacofonia!

A telha-lusa tem vários pecados originais: cor avermelhada estridente; uniformidade cromática; design inestético; superfície anti patine.

A telha tem sido o elemento construtivo mais utilizado nas coberturas de casas ao redor do mundo. E, salvo raríssimas excepções, a ela esteve sempre associado um carácter mimético: imita na cor, no manchado e na forma orgânica a natureza em volta. O avermelhado estridente não existe na natureza, à excepção de ínfimas percentagens (flores e penas). Daí que no campo, por exemplo, os telhados de telha-lusa formem enormes placas de descontinuidade relativamente à natureza, autênticas feridas na paisagem, factores implacáveis de estridência e artificialismo. Também o encaixe destas telhas "finas e rígidas" em edifícios antigos "grossos e orgânicos" é totalmente dissonante.

A questão da cor e da configuração das telhas é algo que já foi, de há muito, identificado na maior parte dos países europeus como uma situação de suma importância. Quem já assistiu às reportagens sobre o Tour de France, na TV, em que com grande frequência são filmados planos vistos do ar, já reparou, seguramente, na encantadora unidade cromática dos telhados das povoações sempre com tonalidades acastanhadas, mosqueadas e suaves, semelhantes aos matizes e manchas da terra. Em Portugal, actualmente, as povoações vistas de planos elevados revelam a agressividade e rigidez da telha-lusa a gritar por entre o que resta da telha tradicional, criando uma evidente desestruturação e fealdade do conjunto.

Torna-se, pois, totalmente incompreensível o facto de em Portugal se permanecer irredutivelmente indiferente a esta grave situação de poluição visual, que muito afecta o nosso território, em contraste flagrante com o resto da Europa onde a regulamentação sobre as coberturas é, em geral, bastante estrita impedindo a proliferação de telhas dissonantes. Será que os arquitectos e as entidades responsáveis pelo património do nosso país também têm os sentidos embotados?

Artista plástico; membro do Fórum Cidadania Lx

17/10/2017

Valeu a pena!


Hoje (foto de Rosa Casimiro)

"Ontem" (foto google)

Sim, valeu a pena termos apelado à CML termos apelado à CML há um ano! Embora tenhamos que aguentar com a outra face da moeda: ampliação de um piso.

29/09/2017

Finalmente, o Almada-Carvalhais está no bom caminho...

Finalmente, parece que é desta que o Palácio Almada-Carvalhais (MN) - fotos de José Aguiar e Pedro Pacheco, em 2014 (Facebook) - está entregue a alguém com bom gosto e bem intencionado. Pelo menos, gostei do que ouvi do Arq. Pedro Reis, durante a visita da Open House, sobre o que (se) pretende fazer no palácio (ou o que dele resta). Oxalá dê tudo certo e o PAC não mude de mãos novamente...

11/11/2016

A Vila Martel está salva - parabéns à CML e à DGPC mas é preciso mais

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina,
Exma. Senhora Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva,


Serve o presente para manifestarmos a V. Exas. o nosso regozijo pela reprovação do projecto urbanístico que ameaçava sobremaneira a histórica Vila Martel, facto que terá ​já ​levado o seu promotor a desistir do mesmo.

A Vila Martel está salvaguardada!

Trata-se de uma vitória do património e da memória da cidade e dos pátios e vilas operárias de Lisboa, em particular, tão bem defendidos pelo saudoso Arq. Nuno Teotónio Pereira; uma vitória de um património esquecido, bastas vezes abandonado e destruído, como todos sabemos, seja propriedade privada ou municipal, estando ele parcialmente habitado ou simplesmente devoluto. É um património riquíssimo e inexplicavelmente subaproveitado e, pior, desvalorizado, e esta decisão da CML é um dado importante, uma boa prática que esperamos sirva de exemplo.

Cumpre-nos ainda elogiar a CML pelo anúncio feito recentemente de que irá colocar em prática um programa de 8,5 milhões de euros para a requalificação de 9 dos 34 pátios e vilas ainda de pé e de que é proprietária, o que sendo curto não é despiciendo, de modo nenhum. Esperamos que essa requalificação não signifique a descaracterização irreversível de nenhum dos 9 pátios e vilas e que o programa seja posteriormente alargado aos restantes 25.

Incentivamos a CML ​e a DGPC ​a que​, em conjunto, desenvolvam um programa alargado a todos os pátios e vilas com valor histórico em Lisboa, assente em fiel inventário e respectiva carta de risco, de modo a que dele resulte um conjunto claro de regras, encargos e boas práticas, que sirva de apoio ​nos processos de reabilitação e conservação desses pátios e vilas, sejam estes de propriedade municipal ou privada​ (aqui reside, inclusive, o grosso dos pátios e vilas com maior valor patrimonial, histórico e de memória, muitos deles singulares e já raros ​na cidade ​- ex. Vila Raul)​; um programa que releve o contributo destes pátios e vilas para o evoluir e a compreensão da cidade, o potencial que es​t​es conjuntos têm para a fixação de população e manutenção da diversidade social​, etc. À CML deveria igualmente caber a garantia de que as intimações para a realização de obras, nos casos mais urgentes, ​são acatadas, bem como a lançar um sistema de incentivos direccionado à reabilitação deste edificado tão especial​ para a cidade.

E que a Vila-atelier Martel seja a 1ª das reabilitações bem conseguidas.

Melhores cumprimentos​

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, António Araújo, João Filipe Guerreiro, Rui Martins, Albina Martinho, João Oliveira Leonardo, Fernando Jorge, Carlos Moura-Carvalho, Jorge Pinto, Irene Santos, Fátima Castanheira, Fernando Silva Grade e Miguel de Sepúlveda Velloso

10/02/2016

Muito boa notícia!! Faltava o da esquerda... já estava com receio...


In REABILITA:

«PROJECTO * MOUZINHO DA SILVEIRA 23, Lisboa.

Apresentamos o novo projecto da Reabilita: trata-se de um edifício construído no final do séc. XIX, composto por 3 andares e localizado no centro de Lisboa, entre a Av. da Liberdade e a Rua Castilho.
Originalmente eram 2 edifícios geminados, genericamente idênticos para uso residencial multifamiliar. Exibiam uma organização externa e interna em simetria, orientada segundo um eixo definido por uma pilastra em cantaria e apresentam volumetria escalonada, sendo a cobertura efectuada por telhados a 2 águas e em mansarda com trapeira.
No interior, o espaço organiza-se em função da escada que se desenvolve a partir do eixo definido pela porta de acesso. A distribuição efectua-se a partir de corredor longitudinal, destacando-se o salão nobre, que ocupa todo o 1º andar orientado para o alçado principal. Tem ainda um pátio a tardoz.
A obra de reabilitação terá início no mês de Março de 2016 e tem como principal objectivo a recuperação integral do edifício para que fique pronto a uso:
- recuperação da fachada
- verificação e substituição dos elementos estruturais
- elaboração de nova cobertura
- recuperação/novo soalho
- colocação de nova caixilharia
- recuperação das escadas e portas
- instalação de novas redes (eléctrica, distribuição de águas, drenagem de águas residuais, telecomunicações)
- montagem de cozinha
- novas instalações sanitárias»

06/12/2015

Quanto mais velho....mais caro !!

in DN, 2015-11-29

Pois é a realidade no centro de Estocolmo onde se paga uma média por metro quadrado de 97 862 coroas por um apartamento construído antes de 1899 e....72 275 coroas por metro quadrado num apartamento moderno construído na primeira década do século corrente. Um factor decisivo nestes preços é a existência de um grau elevado de autenticidade nos edifícios, onde normalmente escadarias, ascensores, pinturas decorativas, estuques, portas, janelas e etc., ou são de origem, ou foram restaurados / substituídos por iguais. O factor de autenticidade é também importante nos interiores dos apartamentos, onde o moderno (cozinhas e casas de banho), normalmente convive com os restantes detalhes de origem.

Pode aceder ao resto do gráfico aqui
E o artigo aqui

1,08 Euros = 10 Coroas

29/09/2015

Antigo «Cambista Pina» renasce com bom senso e sensibilidade!







Um bom exemplo de adaptação a novo uso de um antigo espaço comercial do periodo «Lisboa entre Séculos» na Rua de São Paulo. Aplausos aos promotores pela inteligência demosntrada! Assim fosse a "Coporgest" e outras empresas "gordas & mercantilistas" que continuam a fazer o mal de forma ignorante ao nosso património de Lisboa.

15/07/2015

Lisboa, Alfama, rua São João da Praça.


«Caros... Está quase a fazer-se história ao devolverem-nos este pequeno largo ao final de décadas de tapumes (sinceramente não me lembro de alguma vez o ter visto destapado). Acresce que houve o cuidado de manter / recuperar os azulejos.
Muito bom.
Alexandre Nunes»

Texto e foto publicados no grupo no Facebook do Fórum Cidadania Lx.

...

Óptimo, sim!!!!!!!!!!!!!! Espero que as réplicas dos azulejos sejam boas, e que tenham mantido os genuínos que ainda aí estavam e que são raríssimos senão únicos em Lisboa. Muito contente com este resultado!

10/04/2015

Igreja resistiu ao terramoto mas não ao tempo e agora há um projecto para a salvar


In Público/LUSA (10.4.2015)
«O projecto “Arte por São Cristóvão” vai ser lançado este mês em Lisboa com várias acções para promover e divulgar o património da igreja de São Cristóvão, actualmente degradado, pretendendo-se angariar apoios para reabilitá-lo.

Construída no século XVII, a igreja de São Cristóvão, na Mouraria, um dos poucos edifícios a resistir ao terramoto de 1755, é uma das mais antigas de Lisboa e encontra-se num “estado de quase semiabandono, que seria importante reverter”, afirmou à agência Lusa a responsável pelo projecto, Paula Teixeira. [...] O projecto “Arte por São Cristóvão” vai ser apresentado publicamente na segunda-feira, pelas 11h00, na igreja, com a presença da vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, da vereadora da Economia, Educação e Inovação, Graça Fonseca, e do director do Serviço de Inventário e Património do Patriarcado de Lisboa, padre António Pedro Boto.»

...

São boas notícias, sim senhor. Oxalá se traduzam numa recuperação total, atenta e cuidadosa. E se evitem coisas como as se passaram noutras igrejas, com chão a ser modernizado, rachas a serem preenchidas com cimento, perfis corridos a pvc, mudanças na disposição de púlpitos, etc. A presença pública da Vereadora Catarina Vaz Pinto e do Pe. Boto são um BOM presságio.

22/01/2014

REUNIÃO DESCENTRALIZADA CML, 5 FEVEREIRO - INSCRIÇÕES


Em http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/reuniao-descentralizada-cml-5-fevereiro-inscricoes.

De notar que o edifício que alberga o centro Magalhães Lima está quase recuperado, pelo que esta, sim, é uma excelente notícia. Lembro que este edifício metia dó nos últimos 15-20 anos.

09/11/2013

Aprendam, aprendam....e aprendam !!









Esta casa em Ponte de Lima ardeu no ano de 2000....tendo resistido somente as paredes e pouco mais. 
Todos os seus interiores foram reconstruídos com materiais de origem E....repare-se nesta maravilha de janelas, portas e portadas....TODAS executadas em madeira de qualidade. Em Lisboa, 999 de 1000 estrelas levavam com imitações de plástico ou metal. Aqui respeitam-se as tradições, mantendo-se ofícios e profissionais competentes e, por causa destes pormenores, Ponte de Lima é das vilas mais visitadas de Portugal.

Aqui fica a informação para todos os responsáveis PAROLOS que, aos poucos, vão destruindo o carácter (e a competitividade) da Cidade de Lisboa. Aprendam, aprendam e aprendam....