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24/01/2019

Algumas medidas simples para os transportes de Lisboa


In Público Online (24 de Janeiro de 2019)

São medidas simples, algumas relativamente económicas e que podem garantir não só importantes ganhos de eficiência como de conforto.

«Sabemos que o investimento em transportes públicos, por forma a garantir um bom nível de cobertura, frequência e qualidade, pode ser bastante avultado. Podemos questionar-nos se fará sentido continuar a investir na expansão das diversas redes (rodoviária, ferroviária e fluvial), ou seja na sua área de cobertura, sem tratar de resolver primeiro as insuficiências e problemas das redes actuais. Aí pesa sobretudo a questão da frequência que está muito associada a uma maior disponibilidade de recursos humanos e veículos cujo custo também pode ser considerável, porém incontornável para alcançar níveis de serviço satisfatórios. A relação custo-benefício e todas as externalidades positivas, aconselhariam certamente a um maior investimento nesta área mas mesmo sem querer avançar já para esse nível de investimento, existem algumas medidas, simples e relativamente baratas, aplicáveis na cidade de Lisboa - e não só - que podem ser desde logo implementadas com evidentes vantagens. Algumas destas medidas têm maior impacto no sector turístico, outras têm um carácter mais abrangente:

- Os passageiros que chegam ao aeroporto de Lisboa precisam de esperar talvez 30 minutos na recolha de bagagens e depois precisam muitas vezes de formar extensas filas nas máquinas do metro de Lisboa para poder adquirir o seu bilhete. Porque não colocar máquinas de bilhetes do metro junto à recolha de bagagens para que possam desde logo comprar o seu bilhete enquanto esperam pelas bagagens? (a medida pode levantar questões de jurisdição mas podem certamente ser articuladas entre Metropolitano de Lisboa e ANA).

- Recentemente, o modelo de embarque nos táxis na zona de chegadas do aeroporto foi alterado permitindo mais embarques em simultâneo. Uma boa medida que poderá até ser ampliada se o tempo médio de embarque se revelar ainda demasiado elevado na época alta. Também importante seria a colocação junto à zona de embarque, de um mapa da cidade de Lisboa, bem visível, com círculos concêntricos que indiquem o custo médio de deslocação por táxi e com informação clara sobre a taxa de bagagem e de chamada. Uma medida que irá contribuir para uma maior transparência deste serviço.

- A compra de bilhete ao guarda-freios é um dos factores que agrava significativamente o tempo de paragem dos eléctricos. Em pontos-chave do percurso, poderiam ser colocadas máquinas exteriores automáticas de bilhetes (eventualmente mais pequenas que funcionem apenas com moedas e cartões), por exemplo no Martim Moniz, Portas do Sol, Rua da Conceição, Largo Camões e Prazeres. A recolha de dinheiro poder-se-ia fazer ao fim de cada dia para evitar furtos e danos. E note-se que esta medida teria não só um efeito positivo na pontualidade, frequência e capacidade dos eléctricos como iria promover uma maior fluidez de todo o trânsito que é afectado pelas paragens prolongadas deste meio de transporte.

- A existência de um bilhete de três a cinco dias, com algum desconto sobre o valor do bilhete diário, que permite ao visitante da cidade usufruir tranquilamente da sua estadia sem necessidade de recargas constantes ou controlo de saldo. Pode até não ser a melhor estratégia em termos de rentabilidade mas faz todo o sentido da perspectiva do utilizador e do seu nível de satisfação.

- À semelhança do que acontece por exemplo em Praga, capital da República Checa, os autocarros poderiam exibir em ecrã as próximas 4 paragens para que os passageiros se possam preparar antecipadamente e possam viajar mais tranquilos, sinalizando inequivocamente a chegada a cada uma delas. Uma informação que é fundamental para passageiros (não apenas turistas) que não conheçam o percurso. De forma adicional poderia ser exibida a distância remanescente até às paragens para que os passageiros possam ter uma noção do tempo de percurso.

- Seria importantíssimo que as grandes estações de metro, estações de intersecção de linhas, estivessem munidas de instalações sanitárias de capacidade adequada. Se alegarem que o custo é demasiado elevado então que se cobre um valor razoável (0,20 euros) pela sua utilização mas a existência de tais equipamentos justifica-se plenamente em infra-estruturas dessa dimensão.

- Estamos no século XXI. Conseguimos falar com outro ser humano através de dispositivos móveis com som e imagem mas somos incapazes de conceber refúgios de paragens de transportes públicos capazes de proteger eficazmente os utentes da chuva. Estas estruturas de mobiliário urbano que encontramos actualmente em Lisboa foram desenhadas tendo como primeiro critério a visibilidade dos suportes publicitários. Como tal os bancos são colocados do lado oposto onde estão os cartazes. A proteção nascente é mais curta ou inexistente e não existe proteção frontal que poderia perturbar a visibilidade do cartaz. As diferentes componentes são em muitos casos disjuntas e com frestas e a altura e profundidade do tejadilho revelam-se desadequadas para criar uma zona de proteção suficiente quando a chuva cai com ângulos mais acentuados. É certamente possível criar um modelo que seja capaz de proteger eficazmente os utentes da chuva, nomeadamente através de uma semi-proteção frontal (vejam-se por exemplo os casos de Curitiba e de Birmingham). Ou bem que os concessionários de publicidade se comprometem a criar um abrigo confortável ou então a própria Câmara Municipal deveria assumir a responsabilidade da instalação de tais equipamentos, tão importantes para a qualidade de vida de tantos cidadãos. A substituição destas peças de mobiliário urbano teria os seus custos, claro, mas pelo menos que se desenhem modelos capazes e que se proceda paulatinamente à sua substituição com objectivos, por exemplo, trimestrais. Outra medida imperiosa é a drenagem eficaz da zona frontal da paragem ou medidas de acalmia de tráfego como lombas ou passadeiras sobre-elevadas que evitem as rajadas de água que os automobilistas lançam sobre os utentes.

São medidas simples, algumas relativamente económicas e que podem garantir não só importantes ganhos de eficiência como de conforto. Os utentes, que por experiência própria e contínua, sentem na pele os problemas e as limitações dos transportes públicos, têm que ter a sua opinião levada em linha de conta de forma mais assertiva e consequente, para que seja garantida uma melhoria contínua da rede de transportes públicos nas suas várias vertentes.

Pedro Machado

Matemático; membro do Fórum Cidadania Lx; autor do livro "A Lisboa que eu imaginei"»

O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

23/12/2017

Em 2018 hein....isto vai mesmo devagarinho !


foto roubada no Diário do Tripulante

"EMEL vai ter equipas rápidas para multar quem estacionar na faixa BUS e em 2.ª fila

Objetivo é garantir fluidez na circulação dos transportes públicos. Fiscalização à noite em zonas residências será reforçada

Lisboa vai ter equipas de fiscalização rápida para atuar em situações de estacionamento nas faixas BUS ou em segunda fila. Esses elementos deslocar-se-ão de moto e vão ter como missão garantir a circulação sem problemas dos transportes públicos, por isso a sua atuação vai ser articulada com a Carris e a Polícia Municipal, de forma a que sempre que seja detetada uma situação ilegal essas equipas possam atuar rapidamente para a resolver."

Pode ler o resto aqui no DN de hoje.

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Este problema nem nunca existiu por outras paragens onde o respeito pelos transportes públicos (uma espécie de automóvel para muitas pessoas) é norma. Por cá, vamos brincando há décadas com o trabalho e o tempo dos outros. Primeiro eu, segundo eu, terceiro...

18/07/2016

Metro de Lisboa: "Atendimento ao Cliente"


















Dezenas de clientes mas nem sombra de funcionarios do Metro de Lisboa para fazer o atendimento; as imagens mostram a estação do Intendente ao fim de semana com muitos turistas a precisarem de ajuda (ajuda que acaba por ser dada pelos seguranças de serviço!). Cada vez mais as estações de metro de Lisboa estão assim, sem qualquer funcionario apesar do aumento de clientes em especial nos fins de semana quando a cidade se enche de turistas. O fiel retrato dos Transportes de Lisboa!

06/01/2016

Transportes públicos


Chegado por e-mail:

«Caros amigos de Lisboa,

Sou nascida e criada nesta bela cidade. Agora que mais do que nunca se debate a poluição, se apela ao uso dos transportes públicos, como entender a má qualidade dos mesmos, o não cumprimento dos horários...

Despeço me com amizade,

Anabela Rodrigues»

05/06/2015

Eléctrico Fantasma: EMPTY TRAM TOUR BY CARRIS


Aqui está o novo (já lá vai mais de 1 ano) eléctrico fantasma, criado pela Carris Tour com o nobre e bem intencionado objectivo de aliviar a pressão que ameaça o serviço do eléctrico 28. Mas não funcionou, não conseguiu cativar o público alvo que continua a ir em massa para dentro do real e verdadeiro eléctrico - o 28! Basta ver as mega filas com mais de 100 pessoas (turistas) no início da carreira 28 ao Martim Moniz. Alguém duvida que esta situação do 28 é insustentável e que não será através de electricos só para turistas, com bilhetes a 15 euros, que se resolve este problema?

29/05/2015

ANOTHER EMPTY TRAM TOUR IN LISBON BY CARRIS?




Este novo serviço de eléctricos clássicos - TRAM TOUR - da Carris Tour e iniciado há mais de 1 ano, é um verdadeiro fracasso; os electricos andam a maior parte do tempo a passearem a cidade histórica vazios ou na melhor das hipóteses com uma mão cheia de turistas. Enquanto isso, o electrico 28 continua num stress crescente (prevemos o pior para o verão de 2015!). É bom recordar que a Carris Tour justificou o lançamento desta nova linha turistica como forma de aliviar a pressão insustentável sobre o 28 - mas não resultou. claramente. Pois não se percebe que depois deste fracasso a mesma empresa tenha hoje iniciado outro serviço idêntico na antiga linha do Eléctrico 24! E como esta decisão revela bem o modo como a empresa olha para nós lisboetas e a nossa relação com os electricos clássicos. Depois de mais de 1 década de promessas, protestos, e pedidos para a reactivação do 24, a Carris faz agora isto, uma acção de verdadeira discriminação dos lisboetas. Está na altura da CML tomar uma atitude, vir a público e esclarecer os lisboetas se vamos ou não poder circular no 24 como transporte público para TODOS, turistas e lisboetas incluídos.

02/10/2014

É preciso a reposição da carreira 790!

A carreira 758 tem cada vez mais um serviço insuficiente e de má qualidade. Desde que foi suprimida a carreira 790, a 758 ficou sobrecarregada e está frequentemente incapaz de servir devidamente os clientes.

Muitas vezes chega ás paragens da R. Misericordia já cheio; e no sentido inverso, chega à R. D. João V também cheio e as paragens com longas filas de clienets (foto)

Gostariamos de saber se após a supressão do 790 foi feito algum estudo do impacto nos serviços e nos clientes. 

Era importante estudar a reposição da carreira 790 de forma a que o sector Cais do Sodré/R. Alecrim/R. Misericordia/R.D.Pedro V não esteja reduzido a uma única carreira como é o caso hoje em dia, uma situação que se manifesta claramente prejudicial aos cidadãos.

25/05/2014

Melhorar os transportes públicos em Lisboa:


Chegado por e-mail:


«Caros membros do fórum cidadania Lx

A petição para a introdução de portagens na entrada de Lisboa para canalizar fundos para os TP, está a ganhar o seu momentum

Peço pf que considerem uma publicação no vosso espaço sobre a temática, nem que seja para lançar o debate para o espaço público.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N40742 Relembro que nas cidades onde foram implementadas conseguiram reduções de 30% no trânsito com as respetivas melhorias na qualidade de vida dos cidadãos e do espaço público.

cumprimentos

João Pimentel Ferreira»

03/11/2013

Rua Dom Carlos de Mascarenhas: exemplo da secundarização do Transporte Público


Neste sector deste arruamento de Campolide, junto dos números 60 a 80, há uma faixa de rodagem para estacionamento que muito prejudica a circulação do autocarro 702. Sem esta faixa para estacionamento já seria possível aos autocarros passarem sem terem de esperar que as viaturas em sentido contrario passem primeiro. Mas todos os dias os autocarros vêm a sua circulação afectada devido a este problema. E quando aqui neste local se cruzam 2 autocarros a situação é como se imagina muito grave. Já foi por nós sugerido ao Vereador da Mobilidade a supressão dos lugares de estacionamento no entanto nada de concreto ainda se fez no local. É mais um exemplo de como Lisboa secundariza os Transportes Públicos em favor do Transporte Privado.

03/04/2013

Novo regime tarifário - Sistema de coroas da AML vai ser alargado e dividido

In Transportes em Revista (3.3.2013)
Por Pedro Pereira

«A Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa (AMTL) já apresentou aos operadores da AML (Área Metropolitana de Lisboa) o novo sistema de zonamento tarifário para o sistema de transportes da capital. Além disso, foi ainda apresentado o estudo de repartição tarifário baseado nos atuais e reais dados de procura. Com este estudo, e graças aos dados fornecidos pela bilhética sem contacto, fica-se a saber exatamente quantos passageiros e passageiros/quilómetro são transportados por cada operador, sendo depois mais fácil (e justo) fazer a repartição das receitas multimodais.

Em relação ao novo modelo, este é apenas uma proposta técnica mas que já contou com a aprovação da Secretaria de Estado dos Transportes, faltando ainda a aprovação dos operadores e das autarquias. O sistema, designado por “coroas+setores”, contempla a manutenção das atuais coroas existentes (Lisboa + 3) e a criação de mais quatro coroas, alargando-se o sistema até Mafra (a norte) e Palmela/Montijo (sul). Por sua vez, cada coroa será dividida em oito setores, de modo a privilegiar uma melhor mobilidade dos utentes assim como a redução do custo da tarifa.

Em declarações à Transportes em Revista, Germano Martins, presidente da AMTL, revelou que «as reações por parte dos operadores foram de alguma cautela, como se pode compreender. Mas não houve nenhuma manifestação de rejeição. Vão existir algumas mudanças e é normal que provoquem algum receio». Germano Martins afirmou ainda que a AMTL irá agora fazer uma reunião para apresentar o novo modelo às autarquias. De acordo com o responsável «se houver uma decisão política rápida, é tecnicamente possível fazer a preparação do projeto durante o corrente ano de modo a que possa ser implementado no início de 2014»

13/03/2013


Chegado por e-mail:


«Boa tarde,

Por serem do interesse deste fórum os temas abordados em conferência havida ontem em Almada, passo a resumir para vosso conhecimento o que ouvi relativamente ao trabalho desenvolvido pela Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa no último ano, que me parece relevante e que desconhecia por completo:

- Interveio no trabalho desenvolvido pelo grupo de trabalho criado pelo governo para revisão das redes de transportes públicos na AML;
- Implementou as novas regras do passe social;
- Implementou o Passe Navegante;
- Recepcionou e tratou 10 mil reclamações de passageiros;
- Elaborou um plano de monitorização dos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa;
- Analisou comparativamente os tarifários dos transportes públicos da AML com os de outras regiões da Europa;
- Lançou as bases para a atribuição de incentivos financeiros pela AMTL, para a modernização tecnológica e a eficiência energética do sistema de transportes da Área Metropolitana de Lisboa;
- Elaborou estudos estratégicos necessários à preparação para a contratualização do serviço público de transporte, incluindo estudos de mobilidade, racionalização de redes e da oferta de serviços, obrigações de serviço público, monitorização do sistema, benchmarking, financiamento/fontes alternativas;
- Fiscalizou o contrato de serviço público celebrado com Transtejo e Soflusa.

Fica o resumo do que vi e ouvi.

Cumprimento
IS»

António Costa sugere usar parte do IMI para pagar transportes públicos


In Sol Online (12/3/2013)

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, defendeu hoje a utilização de parte do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) pela autarquia para gerir e investir na rede de transportes públicos da cidade.

"O município tem as melhores condições para gerir os transportes públicos na cidade. Com certeza que estamos disponíveis para assumir os encargos. Se fôssemos nós, podíamos integrar um conjunto das receitas da mobilidade", defendeu o socialista António Costa na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, depois de questionado pelo PS quanto à sua posição nesta área....»

...

Não devia ter dito antes que seria para pagar a recuperação do edificado da ... CML?

07/03/2012

Navegante


O novo mapa dos transporte​s ferroviári​os de lisboa (integrado​s no Navegante).

10/02/2012

Metro de Lisboa perde 2 milhões de passageiros mas receitas sobem 8,5%

in Jornal I, 10 Fev 2012. Por Filipe Paiva Cardoso.

As receitas provenientes da venda de passes e bilhetes no metro da capital subiram para 68 milhões de euros.



O metro de Lisboa transportou o ano passado cerca de 180 milhões de passageiros, menos 2 milhões que os cerca de 182 milhões transportados em 2010, avançou fonte oficial da empresa ao i. Apesar desta quebra na procura, “as receitas provenientes de passes e bilhetes, que em 2010 totalizaram cerca de 62 milhões de euros, em 2011 foram de aproximadamente 68 milhões de euros, tendo-se verificado um crescimento de 8,5%”, apontou a mesma.

Os números do metro da capital confirmam assim a tendência que se vai notando nas empresas de transportes que já foram divulgando dados sobre a operação ao longo do ano passado. Na Carris, por exemplo, também se sentiu uma redução na procura em 2011 (menos 3%), que, contudo, não influenciou a evolução das receitas. Segundo avançou ontem o “Diário Económico”, apesar da quebra a Carris teve receitas de 83 milhões em 2011, contra os 79 milhões de euros conseguidos no ano anterior. Também a Sociedade Colectiva de Transportes do Porto (STCP) registou uma quebra na procura em 2011, com menos 900 mil passageiros, não tendo ainda divulgado quaisquer valores relativos a vendas. Apresentando-se até agora como a excepção que confirma a regra, o metro do Porto viu a procura crescer 3,5% no ano passado, conforme divulgou em Janeiro.

A subida das receitas no sector dos transportes deve-se sobretudo aos aumentos nas tarifas impostos ao longo do ano passado, primeiro em Janeiro, pelo governo PS, depois em Agosto, já pelo novo executivo PSD/CDS. A redução na procura registada teve origem no mesmo motivo, ainda que o aumento do desemprego e da recessão no país também tenha tido algum impacto, segundo as próprias empresas.

LISBOA COM QUEBRA DE 9,2 MILHÕES
Somando o total de passageiros registados pelo metro de Lisboa e pela Carris o ano passado, contabilizam-se menos 9,2 milhões de viagens realizadas nestas empresas ao longo de 2011, ou menos 2,2% que os 422,5 passageiros transportados pela Carris (240 milhões) e pelo metro (182 milhões) em 2010.

A queda na procura dos utentes pelos transportes deverá aprofundar-se ao longo deste ano, graças ao novo aumento nas tarifas em Fevereiro, à redução da oferta das próprias empresas e à deterioração da situação económica do país. A Carris prevê uma redução de 6% no total de passageiros ao longo do ano, valor ligeiramente acima das previsões do governo, que apontam para uma quebra média de 5%. Uma quebra de 6% na Carris representa menos 14 milhões de clientes e uma redução de 5% no metro de Lisboa menos 9 milhões.

02/02/2012

Informações sobre aumentos tarifários (em actualização)


AQUI. E pela primeira vez, em 30 anos, uma tabela com todos os títulos existentes, respectivos preços em Fevereiro e ...

25/01/2012

O mapa e o horário das "novas linhas de metro"

Agora que o passe para Lisboa vai incluir também os comboios da CP (altamente subaproveitados o que toca a deslocações dentro da cidade), deixo aqui o mapa das "novas linhas", os horários, e o número de comboios por hora:

Horário da linha Azambuja/Sintra:

Oriente-Sta Apolónia: 2 comboios por hora

Oriente-Areeiro-Entrecampos-Sete Rios: 8 comboios por hora

Oriente-Areeiro-Entrecampos-Sete Rios-Campolide-Alcântara: 2

Oriente-Areeiro-Entrecampos-Sete Rios-Benfica-Damaia: 6

Rossio-Campolide-Benfica-Damaia: 4 comboios por hora

Horário da linha de Cascais:

Cais Sodré-Alcântara-Algés: 6 comboios por hora

(metade param em Santos e Belém)

Alguns trajectos têm uma frequência baixa, mas passam sempre à mesma por isso é fácil utilizá-las.

21/11/2011

Relatório sobre transportes de Lisboa e Porto está a ser revisto

In Sol Online (21/11/2011)

"O relatório sobre a rede de transportes públicos de Lisboa e do Porto está em fase de revisão, disse à Lusa o coordenador do grupo de trabalho, avançando que contém propostas diferentes em relação ao que foi apresentado.

«Estamos a fazer a revisão do relatório [com propostas para a redefinição da rede de transportes públicos de Lisboa e do Porto], pelo que contamos cumprir o prazo de entrega ao Governo», que termina no final de Novembro, afirmou à Lusa Pedro Gonçalves.

O coordenador do grupo de trabalho disse que «há propostas diferentes do que tinha sido apresentado», escusando, contudo, a avançar mais pormenores, alegando que decisão final das medidas a concretizar será sempre do Governo.

«O relatório final será apreciado pelo Governo, que é quem decidirá as medidas a aplicar» na reestruturação dos transportes público, sublinhou.

O coordenador do grupo de trabalho escusou-se a comentar o facto de a Junta Metropolitana de Lisboa ter dado nota negativa à proposta de reestruturação da rede de transportes na capital, bem como a rejeição por parte dos vereadores da Mobilidade e Transportes da Área Metropolitana de Lisboa.

«Era um conjunto de temas que estavam em estudo que, do ponto de vista do grupo de trabalho, foram erradamente tomados como algo de definitivo, quando eram matérias que estavam em apreciação», afirmou Pedro Gonçalves.

Este documento sugeria, entre outras propostas, cortes nas carreiras da Transtejo e da Carris, a redução do horário do Metropolitano de Lisboa e a simplificação tarifária.

No passado dia 8 de Novembro, também o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, admitiu que fechar o metro às 23h00, tal como constava da proposta de reestruturação do sistema de transportes, não fazia sentido em nenhuma capital europeia.

«Nenhuma capital europeia fecha o metro as 11 da noite. À partida, não faz sentido», afirmou Álvaro Santos Pereira na altura.

Lusa/SOL"

03/11/2011

Grande Lisboa Governo estuda fim de 23 carreiras da Carris e de duas ligações da Transtejo 03.11.2011 - 16:07 Por Inês Boaventura

Supressão das ligações marítimas de Lisboa à Trafaria/Porto Brandão e ao Seixal, redução do horário de funcionamento do Metropolitano de Lisboa, supressão de 22 carreiras de autocarros da Carris e de uma de eléctricos e redução do número de lugares nos comboios da CP nos períodos de menor procura. Estas são algumas das medidas previstas pelo grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar a reformulação da rede de transportes da Área Metropolitana de Lisboa.

Este grupo de trabalho, nomeado em Setembro por despacho do Secretário de Estado dos Transportes, inclui repersentantes da Autoridade Metropolitana de Transportes, do Metropolitano de Lisboa, da Carris, da CP, da Transtejo e da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros.

As propostas do grupo, que foi também chamado a propôr soluções para uma "simplificação tarifária", foram já dadas a conhecer às câmaras municipais da Área Metropolitana de Lisboa. E merecerem, como apurou o PÚBLICO, a "rejeição absoluta" dos vereadores da mobilidade, que estiveram reunidos esta manhã.

O estudo agora apresentado às autarquias, e ao qual o PÚBLICO teve acesso, não contém qualquer estimativa de qual a redução de custos prevista com estas medidas.

O resumo das alterações pode ser o seguinte:

Carreiras da Carris a suprimir totalmente

10: ISEL-Pç. Chile
21: Saldanha-Moscavide Centro
22: M. Pombal-Portela
25: Est. Oriente-Prior Velho
201: Cais do Sodré-Linda-a-Velha
202: Cais do Sodré-Linda-a-Velha
203: ISEL-Boa Hora
205: Cais do Sodré-Bairro Padre Cruz
206: Cais do Sodré-Sr. Roubado (Metro)
207: Cais do Sodré-Fetais
208: Cais do Sodré-Estação Oriente
210: Cais do Sodré-Prior Velho
49: ISEL-Est. Entrecampos
76: Algés-Cruz Quebrada-Fac. Motricidade Humana
79: Olivais (circ.)
753: Pr. José Fontana-Centro Sul
797: Sapadores-Arco do Cego
799: Colégio Militar (Metro)-Alfragide Norte
745: Terreiro do Paço-Prior Velho
764: Cidade Universitária-Damaia de Cima
777: Campo Grande (Metro)-Ameixoeira
790: Gomes Freire-Príncipe Real
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18 (Eléctrico) R. Alfândega-Cemitério da Ajuda

Nota: Além destas 23 supressões totais, a proposta do grupo de trabalho inclui mexidas noutras 24 carreiras, seja encurtamento do percurso ou redução do período de funcionamento.
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Cenários para Transtejo:
Cenário 1
Supressão das ligações Lisboa à Trafaria/Porto Brandão e Lisboa ao Seixal
Ligação ao Montijo só aos dias úteis e períodos de ponta

Cenário 2
Supressão da ligação Lisboa à Trafaria/Porto Brandão
Ligação ao Montijo e ao Seixal só aos dias úteis e períodos de ponta
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Metropolitano
Diminuição da velocidade máxima de 60 para 45 km/h, fora dos períodos de ponta
Na Linha Verde, diminuição de quatro para três carruagens
Encerramento da rede às 23 horas; nos troços entre Pontinha e Amadora Este (Linha Azul) e Campo Grande e Odivelas (Linha Amarela), encerramento às 21h30.

Público Local 3-11-11

Sem comentários!!