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10/12/2019

Enquanto isso, RIP Vila Raul:


Vêm aí mais modernidade e mais eleitores para Campolide. E a CML a dizer que tem um programa de salvaguarda dos antigos pátios e vilas operárias, bah!

26/02/2019

Deve estar para breve, o adeus ao Pátio Estefânia ...


Por falar em azulejos roubados, atenção que está para venda um prédio na R. D. Estefânia 70-76 (Pátio Estefânia) com fachada revestida a azulejo Viúva Lamego do séc. XIX (um padrão relativamente raro e só produzido pela VL), que é este ... aliás, o próprio Pátio é um mimo e é raro em Lisboa. Mais um para o béléléu possivelmente... (foto do dito, quando ainda lá funcionava uma funerária ...)

10/12/2018

Entretanto, a Vila Rosário


Entretanto a vila do Rosário, na Penha de França/Sapadores, está bem melhor, apesar de plastificada com estes azulejos e as portas respectivas, mas ok, antes assim que assado :-) E salvaram-se as árvores!

Fotos actuais de Paulo Torres, e antigas de Rui Pedro Martins

22/03/2017

Quais vilas operárias, qual quê. Qual PDM qual quê. Viva a construção civil, que continua DDT!


A CML e a AML deviam ter vergonha em aprovar a urbanização que vai arrasar com todo o quarteirão da Vila Raul (às Amoreiras). O processo 489/EDI/2017 ainda está em apreciação mas dada a aprovação do PIP374/EDI/2015 e a aprovação da permuta pela AML (ver doc: http://bm-pesquisa.cm-lisboa.pt/…/…/app_bm.download_my_file…) vai tudo abaixo, mesmo o edifício de antanho, mesmo ao lado, e com logradouro vasto (https://www.google.pt/…/data=!3m6!1e1!3m4!1s_AAh5ouKwh5ZEFu…).

14/12/2016

S.O.S. Salvaguarda e recuperação do conhecido "Prédio do Tijolo" (Estrela)


Exmo. Senhor Vereador Manuel Salgado


C.c. PCML, JF Estrela, AML, DGPC e media

No seguimento das notícias de última hora dando conta da evacuação pela Protecção Civil dos moradores do edifício sito na Rua Possidónio da Silva, 19-31, mais conhecido por "Prédio do Tijolo", no seguimento de uma inspecção feita ao local, somos a solicitar a V. Exa. que desenvolva urgentemente todos os esforços considerados necessários para a salvaguarda e recuperação integral deste edifício emblemático da cidade.

De facto, o "Prédio do Tijolo", que foi mandado erigir por José Joaquim de Almeida Junça, em 1891-1892, para habitação de operários da Cerâmica Junça (Fábrica Progresso Artístico), que existia defronte na mesma rua, ex-libris de toda uma era industrial na cidade de Lisboa, é um edifício notável do ponto de vista plástico, mormente pela sua fachada de grande riqueza cromática e beleza nas formas geométricas, bem como pelo uso do ferro (galerias a tardoz).

É assim um exemplar único na cidade, inexplicavelmente ainda por classificar, que importa preservar, tanto mais que a CML anunciou recentemente a excelente iniciativa de recuperar algumas das vilas e dos pátios operários de que é proprietária. Não sendo este o caso presente, porque se trata de propriedade particular, é porém este um caso de oportunidade para que, também aqui, no campo da habitação social de cariz operário, a CML adopte as boas práticas, optando pela posse administrativa deste edifício e pela execução de obras coercivas.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Miguel Atanásio Carvalho, José João Leiria, Miguel de Sepúlveda Velloso, Inês Beleza Barreiros, Maria Ramalho, Rui Martins, Jorge Pinto, Gonçalo Cornélio da Silva, Pedro Henrique Aparício, Fernando Silva Grade e Pedro de Souza

Fotos: Apontamentos de Lisboa

http://ocorvo.pt/2016/12/13/junta-de-freguesia-da-estrela-acusa-camara-municipal-de-lisboa-de-ignorar-desalojados/
http://ocorvo.pt/2016/12/13/junta-de-freguesia-da-estrela-acusa-camara-municipal-de-lisboa-de-ignorar-desalojados/

11/11/2016

A Vila Martel está salva - parabéns à CML e à DGPC mas é preciso mais

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina,
Exma. Senhora Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva,


Serve o presente para manifestarmos a V. Exas. o nosso regozijo pela reprovação do projecto urbanístico que ameaçava sobremaneira a histórica Vila Martel, facto que terá ​já ​levado o seu promotor a desistir do mesmo.

A Vila Martel está salvaguardada!

Trata-se de uma vitória do património e da memória da cidade e dos pátios e vilas operárias de Lisboa, em particular, tão bem defendidos pelo saudoso Arq. Nuno Teotónio Pereira; uma vitória de um património esquecido, bastas vezes abandonado e destruído, como todos sabemos, seja propriedade privada ou municipal, estando ele parcialmente habitado ou simplesmente devoluto. É um património riquíssimo e inexplicavelmente subaproveitado e, pior, desvalorizado, e esta decisão da CML é um dado importante, uma boa prática que esperamos sirva de exemplo.

Cumpre-nos ainda elogiar a CML pelo anúncio feito recentemente de que irá colocar em prática um programa de 8,5 milhões de euros para a requalificação de 9 dos 34 pátios e vilas ainda de pé e de que é proprietária, o que sendo curto não é despiciendo, de modo nenhum. Esperamos que essa requalificação não signifique a descaracterização irreversível de nenhum dos 9 pátios e vilas e que o programa seja posteriormente alargado aos restantes 25.

Incentivamos a CML ​e a DGPC ​a que​, em conjunto, desenvolvam um programa alargado a todos os pátios e vilas com valor histórico em Lisboa, assente em fiel inventário e respectiva carta de risco, de modo a que dele resulte um conjunto claro de regras, encargos e boas práticas, que sirva de apoio ​nos processos de reabilitação e conservação desses pátios e vilas, sejam estes de propriedade municipal ou privada​ (aqui reside, inclusive, o grosso dos pátios e vilas com maior valor patrimonial, histórico e de memória, muitos deles singulares e já raros ​na cidade ​- ex. Vila Raul)​; um programa que releve o contributo destes pátios e vilas para o evoluir e a compreensão da cidade, o potencial que es​t​es conjuntos têm para a fixação de população e manutenção da diversidade social​, etc. À CML deveria igualmente caber a garantia de que as intimações para a realização de obras, nos casos mais urgentes, ​são acatadas, bem como a lançar um sistema de incentivos direccionado à reabilitação deste edificado tão especial​ para a cidade.

E que a Vila-atelier Martel seja a 1ª das reabilitações bem conseguidas.

Melhores cumprimentos​

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, António Araújo, João Filipe Guerreiro, Rui Martins, Albina Martinho, João Oliveira Leonardo, Fernando Jorge, Carlos Moura-Carvalho, Jorge Pinto, Irene Santos, Fátima Castanheira, Fernando Silva Grade e Miguel de Sepúlveda Velloso

09/11/2016

E a Vila Martel está salva, agora toca a recuperá-la e a usufrui-la como ela merece


"Durante a sessão, o vereador do Urbanismo foi questionado pelo PS quanto à Vila Martel, tendo referido que "os promotores do projeto, que eram promitentes compradores, desistiram da intervenção".
Após uma vistoria a 19 de outubro, continuou Manuel Salgado, "não há sinais de insegurança ou de insalubridade".
Para este local esteve projetado um parque de estacionamento robotizado e a ampliação de um hotel situado nas proximidades, que poderiam originar demolições.
Na AML, o responsável apontou que o Pedido de Informação Prévia referente a esta obra, que deu entrada na Câmara em 2015, "foi objeto de parecer negativo por parte da DGPC [Direção Geral do Património Cultural] e dos serviços de urbanismos da Câmara Municipal (in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=849648).

Obrigado aos moradores!!!

Foto: Público

20/04/2016

Serviços de tráfego da câmara arrasam projecto para a Vila Martel


Por agora, a Vila Martel não vai poder ser demolida. O promotor terá de apresentar um novo projecto para o local (Miguel Manso)

In Público (20.4.2016)
Por José António Cerejo

«Serviços de tráfego da câmara arrasam projecto para a Vila Martel

Manuel Salgado vai ter de chumbar a proposta de demolição da Vila Martel. Os serviços de Tráfego da câmara qualificam como “insólita” a proposta de estacionamento robotizado para o local.

Primeiro foi a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) que inviabilizou a proposta apresentada pelo promotor para a Vila Martel, entre a Av. da Liberdade e o Principe Real. No início deste mês foi o Departamento de Gestão de Mobilidade e Tráfego da autarquia que, com um parecer demolidor, obrigou os serviços de Urbanismo da Câmara de Lisboa a propor ao vereador respectivo, Manuel Salgado, a homologação desfavorável (indeferimento) do Pedido de Informação Prévia (PIP) apresentado. O promotor deverá ainda pronunciar-se antes da decisão final da autarquia.

O PIP em causa contempla a destruição das nove habitações unifamiliares e de dois dos quatro ateliers existentes na Vila Martel e a construção, no seu lugar, de um edifício de 14 andares — oito dos quais enterrados — com 12 pisos de estacionamento robotizado (186 lugares) e dois pisos para ampliação do hotel que está em fase final de construção no mesmo logradouro encravado na encosta.

A história e a importância patrimonial da Vila Martel, onde, ao longo de mais de um século, pintores como Columbano e Malhôa tiveram os seus ateliers, levaram a que se gerasse um movimento em sua defesa, com tomadas de posição por parte de vários partidos representados na Câmara de Lisboa e com numerosas munícipes a manifestarem-se nas redes sociais.

Os serviços de Urbanismo da autarquia expressaram desde o início um claro apoio ao projecto. Os técnicos da Estrutura Consultiva Residente, um serviço camarário que se pronuncia sobre intervenções em imóveis inscritos, como é o caso, na Carta Municipal do Património Edificado e Paisagístico, foram, porém, os primeiros a exprimir as suas reservas. Em parecer emitido em Fevereiro, que a Câmara sempre escondeu ao PÚBLICO, concluiram que não existe nos regulamentos em vigor “base de sustentação para a intervenção nos moldes em que se pretende”. Na sua opinião, qualquer obra do género exigiria a aprovação prévia de um plano de pormenor para o local. Não foi esse o entendimento do coordenador daquela estrutura que, subscrevendo aquilo que era notório ser a posição da hierarquia, veio escrever, no seu despacho, que a proposta constituía “uma enorme mais valia para esta zona e para a cidade”. E, em conclusão, defendeu que ela se enquadrava nos regulamentos, desde que fossem mantidos os ateliers.

Câmara escondeu despachos
No mesmo sentido pronunciou-se a 9 de Março o director municipal de Urbanismo, Jorge Catarino, “reiterando a importância da intervenção” e ordenando o “prosseguimento da apreciação” do PIP. Questionado pelo PÚBLICO em 18 de Março sobre o conteúdo do despacho assinado por Jorge Catarino nove dias antes, o gabinete de Manuel Salgado respondeu apenas: “O parecer [da Estrutura Consultiva] foi emitido mas ainda não foi despachado, não havendo decisão sobre o assunto.”

A voltas dadas no Urbanismo foram entretanto trocadas pela DGMPC que, no dia anterior à falsa resposta da câmara, chumbou o PIP frisando, no seu parecer vinculativo, que as “características morfológicas e tipológicas” da Vila Martel teriam de “ser respeitadas”. Já em Abril, o técnico de Departamento de Gestão e Mobilidade de Tráfego que apreciou o PIP não teve dúvidas. “Do ponto de vista de mobilidade viária a Rua das Taipas [onde seria construído o único acesso ao estacionamento e ao hotel] não tem capacidade viária para servir um estacionamento deste tipo e envergadura.” Na informação que assinou, o técnico aponta um conjunto de problemas, nomeadamente ao nível da segurança de pessoas e viaturas, mas também em matéria de incumprimentos regulamentares, que o levam a defender a rejeição da proposta.

Entre muitas outras objecções, a informação nota que o acesso a uma das zonas do parque automático “não dispõe das dimensões necessárias para a manobra das viaturas [e para que] consigam entrar na máquina numa só manobra”. Numa outra zona, salienta, “não se consegue realizar numa só manobra a inversão de marcha” gerando-se o risco de provocar filas de espera na Rua das Taipas.

Mais contundente foi o seu superior imediato que, em despacho, qualificou a proposta como uma “insólita instalação para arrumação de veículos em máquinas, num sistema alternativo de arrumação para 186 viaturas na zona histórica da encosta do Bairro Alto, com arrumação sobreposta de viaturas com interdependência de uso do mesmo espaço”.»