19/11/2015

Postais da Praça da Estrela











17/11/2015

E em relação às árvores, Lisboa a perder


Três imagens de três jardins diferentes em Bruxelas. Áceres, Plátanos, castanheiros-da-Índia, bordos, tílias, carvalhos, árvores de grande porte em toda a sua dimensão e presença. Jardins de bairro, cuidados e protegidos. A árvore não é vista como um risco, um perigo, uma fonte de alergias, um factor de ensombramento. E são podadas e tratadas. Não são, contudo, "intervencionadas", abatidas e destruídas na mesma frequência e com a mesma desfaçatez com que o são em Lisboa.


 De uma série de quatro tílias monumentais, resta metade de uma. A desculpa foi o vendaval de outubro último que se abateu sobre a cidade e que fez com que uma pernada grande de uma das tílias caísse. Foi este incidente o passaporte para a o abate da maior de todas, de outras duas e de metade da copa desta que estará, muito provavelmente, comprometida. Chamam a isto, os senhores da Junta de Santo António uma intervenção para prevenir o risco, chama-se a isto a gravidade da ignorância, do repentino e da mais elementar falta de bom-senso. Lisboa, jardim das Amoreiras.






Três imagens de três diferentes jardins de Bruxelas. Todos jardins de bairro. Os habitantes de Bruxelas têm direito a ter jardins aprazíveis, com flores, limpos e ordenados. Por que razão os lisboetas não podem usufruir do mesmo modo dos seus jardins?




Três jardins em Lisboa. três jardins diferentes. Todos jardins de bairro. nada aprazíveis, hostis às famílias, autênticos desertos de verde, de flores, de ordenamento . São o espelho da maior das negligências e do grotesco das acções de grande parte das Juntas de Freguesia de Lisboa.



Dois exemplos de boas práticas em jardins de Bruxelas. A de cima: canteiro preparado para o inverno, retiraram-se as flores que não suportariam o frio e a neve, revolveu-se a terra para a tratar de infestantes e pragas, reforçando-a e enriquecendo-a. A de baixo, caldeira com a dimensão para uma árvore de grande porte, um plátano, a que se segue um reticulado que permite o aumento da superfície de absorção do terreno.





Lisboa, três exemplos de más práticas com o beneplácito da Junta de Freguesia da Estrela e conivência da CML. A de cima lago seco do jardim da Burra, a do meio, um dos maiores exemplares de bela-sombra em Lisboa, mutilado no jardim de Santos, a terceira, lago com a fonte destruída no mesmo jardim e água salobra com evidentes riscos para a saúde pública.

Esta pequena comparação demonstra claramente a deriva destrutiva dos órgãos administrativos de Lisboa, Juntas de Freguesia que nas suas recentes e lustrosas competência se entretêm a a podar e a abater as árvores com base em pareceres discutíveis e na ausência completa de análise de alternativas. CML que desinvestiu nos últimos meses em relação ao tratamento  e manutenção de inúmeros espaços verdes, sobretudo na zona central-histórica. Por todo o lado as flores deixaram de existir, o coberto sub-arbóreo tem sido destruído e as árvores abatidas ou podadas de forma selvagem.

E todos os pretextos são válidos, alergias, temporais, falta de luz, como se noutras cidades não houvesse temporais, pessoas com alergias, ruas mais ensombradas. Há é outra cultura que exige das autoridades uma atitude mais ecológica e não o seu contrário.

Avenida Guerra Junqueiro, Valmor, da Liberdade. Rio de Janeiro. Jardins Constantino, de Santos, das Amoreiras, do Torel, do Príncipe Real, Calçada da Ajuda, e muitas outras zonas da cidade. Lisboa tem vindo a perder as suas grandes árvores e os seus jardins mais emblemáticos. 

15/11/2015

Reabilitação? Tr. Teixeira junior / R. Rodrigues Faria


Mais um triste "exemplo" dos critérios de reabilitação em voga em Lisboa. Apesar de termos um arquitecto como Vereador do Urbanismo e da Reabilitação Urbana, é este tipo de "reabilitação" que estamos a aplicar diariamente ao património construído da cidade: demolir para fazer construção nova, ignorando toda a memória construtiva e tecnológica do existente. O máximo que podemos esperar ou pedir: a mesma volumetria e "imagem" do que existia! Estamos a erguer uma farsa, um pastiche patético com 0% de valor patrimonial. Isto não é reabilitação de uma cidade histórica. Isto é mentir e apagar a memória colectiva de Lisboa.

Proposta de Colaboração - Parque de Actividades, por um recreio activo e saudável em Lisboa


Chegado por e-mail:

«Exma.(o) Senhora (or),

Vimos por este meio dar a conhecer o nosso projecto “Um Novo Conceito de Parque Infantil - Parque de Actividades”, e convidar a divulgar o mesmo, junto da sua comunidade, e a fazer parte da nossa campanha de sensibilização por umrecreio infanto-juvenil mais atractivo e saudável em Lisboa.

Vimos também enviar uma proposta de colaboração na implementação do Projecto Piloto - Parque de Actividades (ver no final do email).

UM NOVO CONCEITO DE PARQUE INFANTIL é o resultado prático de um trabalho que, entre outros objectivos, visa proporcionar meios, condições e recursos às autarquias, aos agentes educativos e a outras entidades para que a população, em geral, mas sobretudo, as crianças, os adolescentes e as suas Famílias pratiquem actividades lúdicas promotoras de actividade física e tenham acesso a um serviço de saúde de proximidade promotor de hábitos de vida saudável.

Este projecto visa sensibilizar e mobilizar a população portuguesa para hábitos de vida saudável através de:

• Experiências positivas de jogo activo, incluindo o jogo familiar, intercomunitário e intergeracional, com equipamentos e actividades sofisticadas e variadas, promotoras de diversão, actividade física e criatividade livre, com monitorização e vigilância profissional.
• Respostas às necessidades e desejos de cada local e comunidade através de processos de participação pública que promovam uma cidade activa, inclusiva e democrática.
• Serviço profissional de saúde de proximidade para uma maior e melhor promoção da actividade física e alimentação saudáveis.

Este nosso contacto visa também saber do interesse e disponibilidade para colaborar no desenvolvimento e implementação do Projecto Piloto, o qual servirá de exemplo para muitos outros Parques de Actividades em Portugal. Neste sentido, sugerimos o seguinte:

• Ser parceiro
• Apoiar e colaborar nas iniciativas de investigação durante o desenvolvimento do projecto em termos a acordar na V/ comunidade (ex.: responder e divulgar inquéritos)
• Disponibilizar meios/suportes ou outros para promoção e comunicação do projecto;
• Outros a acordar, como por exemplo, visitas ao Parque de Actividades (Dia da Criança, Dia Mundial do Ambiente, etc.), realização de demonstrações no V/ próprio espaço para sensibilização da comunidade para hábitos de vida saudável, ou sessões de divulgação do que é e o que se pretende com o projecto.

Gostaríamos, no imediato de solicitar o V/ apoio na divulgação da primeira fase do projecto, ou seja, a campanha de divulgação em curso e que terá no VOTO, no âmbito do Orçamento Participativo de Lisboa, um elemento importante na mobilização para este projecto.

Por isso agradecemos desde já o V/ Voto, um acto simples e gratuito: bastará enviar um SMS gratuito para o número 4310 com o texto “188” até 15 de Novembro

Esta iniciativa poderá ser consultada com mais detalhe na apresentação em anexo e na nossa página de Facebook onde convidamos desde já a visitar o vídeo da última publicação.

Muito gratos pela atenção que V/ Ex.ª possa dispensar ao exposto e solicitado, reiteramos a nossa total disponibilidade para os esclarecimentos que entender convenientes, através deste email ou dos contactos abaixo indicados.

Com os melhores cumprimentos.

Atentamente,

Daniel Lobo»

12/11/2015

Está feio, partido e porco. É MN? Que interessa isso? Tape-se! Bah!


In O Corvo (12.11.2105)
Por Samuel Alemão

«Chafariz que é Monumento Nacional demolido para se fazer estacionamento

Sem salvação possível. O Chafariz da Cova da Moura, localizado junto à Avenida Infante Santo e pertencente ao sistema de ramais do Aqueduto das Águas Livres, será demolido, apesar de estar classificado como uma parte integrante daquele Monumento Nacional. O mau estado de conservação do elemento patrimonial edificado no final do século XVIII é considerado irreversível pelas entidades responsáveis, que assim libertam o local para a construção de um parque de estacionamento junto à avenida, bem como de um elevador de acesso ao topo do geomonumento formado por um afloramento de calcário e sílex e de um espaço verde de ligação à Calçada das Necessidades. As obras, de resto, decorrem há meses.

A confirmação da acção de desmantelamento do chafariz localizado na freguesia da Estrela, que há muito padece de falta de conservação, foi dada por Manuel Salgado, vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa (CML), durante a última sessão da Assembleia Municipal de Lisboa, ocorrida na terça-feira (10 de Novembro). “Está em ruína e não tem qualquer possibilidade de ser recuperado”, diz o autarca, que afirmou estar a citar a informação que lhe fora dada pela Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT). “O que se pode fazer é o registo de todos os elementos agora existentes, para preservação de memória futura, e desmontagem do que resta do chafariz”, afirmou o vereador. [...]»

11/11/2015

Incredulidade e protesto pelas demolições pré-anunciadas para o Pavihão Carlos Lopes


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML, DGPC, Vereador Urbanismo, ATL

Serve o presente para manifestarmos a nossa estupefacção pelo facto de o pedido de licenciamento de obras de reabilitação do Pavilhão Carlos Lopes e respectiva área envolvente (Proc. nº 1243/EDI/2015) ter por base obras de demolição que não foram mencionadas aquando do anúncio público sobre a constituição de direito de superfície da CML para a Associação de Turismo de Lisboa (ATL), em Junho passado, cujos responsáveis foram então peremptórios em afirmar que as futuras demolições no pavilhão apenas passariam pela “substituição do telhado em amianto” e pelo “recinto de jogos a fim de criar um espaço amplo para eventos e afins“.

Desde modo, apresentamos o nosso protesto pela CML estar prestes a aprovar, contrariando os pareceres técnicos dos próprios serviços (vide Informação Nº 41859/INF/ECR-CMP/GESTURBE/2015, de 15 de Setembro de 2015):

· A demolição do interior da ala norte (salão com galeria, colunas, painéis de azulejos – demolições a nosso ver inúteis e não “vitais para o projecto”, como os projectistas reclamam);
· A demolição do interior dos torreões do lado nascente (escadaria, elementos em ferro, estuques, etc. - demolições a nosso ver inúteis e não “vitais para o projecto”, como os projectistas reclamam);
· A abertura de vãos nos alçados norte e sul (demolições a nosso ver inúteis e não “vitais para o projecto”, como os projectistas reclamam, e que irão desfear irremediavelmente os respectivos alçados);
· O envidraçamento das galerias em colunata da fachada principal (será a forma mais fácil de prevenir novos roubos de azulejos mas é básica e desfeia o local);
· A abertura de terraços na cobertura para colocação de equipamentos técnicos (ar-condicionado), que irão desvirtuar as coberturas do pavilhão e resultar num impacto visual negativo visto este ser visível a partir de toda a envolvente de 360º (há outras formas menos intrusivas de resolver estas instalações técnicas nomeadamente enterrando-as ou integrando-as na geometria original das coberturas);
· O abate de várias árvores na envolvente do pavilhão, o que não deixa de ser caricato, dada a área desafogada em que o pavilhão se encontra e que possibilita toda e qualquer movimentação de máquinas e pessoas.

Resumindo, cremos que a nova função/uso a dar ao Pavilhão Carlos Lopes deve fazer um esforço para se adaptar ao edifício existente e nunca o contrário como se verifica em demasiados aspectos deste projecto.

Solicitamos a melhor atenção a este protesto, Senhor Presidente.

Com os melhores cumprimentos​

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Alexandre Marques da Cruz, Maria do Rosário Reiche, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Fernando Jorge, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Paulo Lopes, Rita Filipe Silva, Bruno Rocha Ferreira, Luís Marques da Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rosa Casimiro, João Oliveira Leonardo, Carlos Miguel Jorge, Jorge Pinto, Pedro Henrique Aparício, Fátima Castanheira e Beatriz Empis