10/02/2016

Estado do Paço Real de Caxias (fotos de Sábado, 6.2.2016)


Fotos de Nuno Castelo-Branco, in Facebook

09/02/2016

E mais um ao chão - palácio Cabedo - Rua Eduardo Coelho

Nada sobrou, só mesmo a fachada. 



Uma garagem que irá ocupar o logradouro. Mais abaixo no Palácio Mesquitela, também se sacrificou a fachada para abrir mais uma boca de garagem.

Junta-se este ao Palácio Mesquitela, ao palácio Alva, ao palácio da Flôr-da-Murta, dos Pereiras Forjaz, dos condes de Coculim para se ter uma ideia do que Lisboa faz aos seus palácios. 

08/02/2016

Mendicidade ou arte? nas ruas de Lisboa


Chegado por e-mail:

«Estimados cidadãos activos,

Escrevo-vos na esperança de poderem divulgar um caso que se está a passar comigo na rua Augusta e que tem a ver com a confusão que grassa na Junta de Freguesia de Sta Maria Maior em termos de atribuição de licenças de ocupação de via pública.

Os serviços na Junta de Sta Maria Mayor deixam muito a desejar ( em relação ao que eram na CML, parece que voltámos atrás no tempo) e é de tal modo a confusão que atribuiram duas licenças de animação de rua para o mesmo local onde eu estou autorizado há mais de 25 nos ( uma a uma invisual que de animadora não tem nada e outra a um pseudo-estátua-palhaço que de artista também não sei onde tem a arte). Claro que sei que toda a gente tem lutar por uns trocos, infelizmente a mendicidade continua, mas isso não quer dizer que impeçam quem sempre teve legal de continuar a mostrar o seu trabalho com arte, como eu sempre tenho feito. A Junta de Freguesia de Sta Maria Maior ao dar licenças fora de contexto (mendicidade não é animação) ainda por cima as autoriza a menos de 5 metros do local onde eu estou autorizado, ultrapassou todos os limites do respeito e até do bom senso.

Eu já enviei cartas quer ao Sr Presidente da Junta, quer ao Sr. Presidente da Câmara a dar conta da situação. Até agora só tive resposta da CML a dizer que a minha carta foi encaminhada para o Sr Vice Presidente. Da Junta ainda nada.

Nas condições actuais é impossível eu desenvolver o meu trabalho e estou por isso sem trabalhar já há mais de 2 meses, tentando resolver as coisas dentro da legalidade e dom bom senso, se assim não conseguir passarei a um protesto público que pode chegar a uma greve de fome no local. Não abandonarei a minha arte de 29 anos por incompetência de terceiros.

Eu logo no meu começo performático na Rua Augusta e ainda antes na rua do Carmo, colaborei com jornais na discussão: ''Mendicidade ou arte'' o que se pretende para as ruas de Lisboa? e pelos vistos ainda hoje a questão não está resolvida.

Para melhor entenderem a situação envio-vos as cartas que dirigi aos Srs presidentes, da Junta de Freguesia de Sta Maria Maior e da CML. Acrescento ainda que já obtive uma resposta da CML a dar conta que a minha carta foi encaminhada para o Sr Vice Presidente, da Junta ainda nada.

Agradecido me despeço

com os melhores cumprimentos

António Santos aka Staticman, o Homem-Estátua»

S.O.S. Colónia da Sineta (Caxias) / 150 Anos de Ventura Terra/ Apelo à CM Oeiras


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Paulo Vistas

Serve o presente para solicitarmos a melhor atenção de V. Exa. para a situação de abandono, vandalismo e desconsolo em que se encontra a moradia “Colónia da Sineta”, sita na Avenida Taborda de Magalhães, em Caxias, moradia concebida em 1910 pelo Arq. Miguel Ventura Terra (insigne arquitecto de quem se comemoram no presente ano os 150 anos sobre o seu nascimento!) para o seu amigo João Taborda de Magalhães, para ali funcionar uma colónia de Verão para crianças pobres.

Com efeito, esta moradia encontra-se num incompreensível estado de degradação, apresentando fendas verticais nos alçados, em toda a altura dos mesmos, e várias patologias a nível dos revestimentos e decorações (ex. painéis de azulejos atribuídos a António Jorge Pinto), o que reforça ainda mais a urgência de uma intervenção de fundo por parte de quem de direito.

Não compreendemos como até hoje não foi possível à Câmara Municipal de Oeiras (CMO) desenvolver os trâmites necessários para que esta moradia seja reabilitada, a qual, recordemos, só valoriza ainda mais o conjunto riquíssimo de arquitectura de veraneio da vila de Caxias, composto por moradias de vários estilos e épocas, de que assumem particular realce, em comparação com a Colónia da Sineta, as moradias concebidas por Raul Lino e, evidentemente, a Vivenda Castro, concebida igualmente em 1910 mas pelo também insigne Arq. Manuel Norte Júnior para a mesma Avenida Taborda de Magalhães (!), e hoje em magnífico estado de conservação!

Apelamos, por isso, a si, Senhor Presidente, para que a CMO tome em mãos a tarefa de agir junto dos proprietários da Colónia da Sineta, ou por via da expropriação, de modo a que se consiga salvar este projecto de Ventura Terra, associando-se a Câmara da melhor maneira às comemorações dos 150 anos de Ventura Terra e, quiçá, devolvendo à Colónia da Sineta a função social, que teve por alguns anos, i.e., albergando crianças carenciadas, dando assim bom termo ao sonho de Taborda de Magalhães.

Solicitamos, por isso, uma reunião com V. Exa., a fim de expormos algumas ideias que temos para a recuperação da Colónia da Sineta.

Sugerimos ainda à CMO que providencie a inventariação definitiva e a divulgação cultural e turística do magnífico património que o concelho tem em termos de património de transição do concelho, séculos XIX-XX, colocando-nos, desde já, ao dispor de V. Exa. para colaborarmos com os Serviços da CMO, na medida das nossas possibilidades, na sua boa prossecução, designadamente na divulgação e valorização de roteiros sobre este e outro património do concelho de Oeiras.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, Irene Santos, Pedro Ribeiro, Fátima Castanheira, Carlos Moura-Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Alexandre Marques da Cruz, Irina Gomes, Gustavo da Cunha e António Araújo, e Associação Ventura Terra

Anexos: Colónia da Sineta - 3 fotos actuais, 1 foto de 2008 (in “Sonho de J. Taborda de Magalhães, projecto de M. Ventura Terra: Colónia da Sineta, Caxias, 1910”.de Alexandra Carvalho Antunes, 2011), e Vivenda Castro - 1 foto actual​

06/02/2016

Lisboa Autista: Rua Nogueira e Sousa nº 4 e nº 6


Obra nova, hábitos antigos

A nova sede da EDP. A qualidade da obra não está aqui em causa, mas sim  a falta de cuidado na envolvente. Uma obra desta dimensão, pressuporia um plano de ordenamento de toda a zona. Assim, ao pé de um prédio ultra-moderno, um terreno devoluto e abandonado.







E para que se respeite a simetria, do outro lado da colossal sede, outro baldio.


Todos os canteiros recém-construídos, são agora, terrenos despidos e vandalizados.




Próximo da luxuosíssima sede da EDP, há uma discoteca aberta até às 6h da manhã. É curioso que a noite em Lisboa implique, na maioria dos casos, destruição do património, de infra-estruturas recentes e boas para a cidade, vandalização de espaços há pouco reabilitados.








Nenhuma caldeira limpa. A maior parte está neste estado, partida, cheia de copos vazios e de garrafas, de todos os excessos da noite de Lisboa.

Numa zona que foi publicitada como sendo a nova cara do eixo da Boavista, os velhos hábitos instalaram-se, degradando-a em menos de um ápice.

Terreiro do Paço - II

E aqui está mais uma ocupação condigna com a praça. Uma bela tenda de plástico. Lá dentro há uma pista de gelo para que os lisboetas possam usufruir das delícias de um país nórdico. Embora sejamos um  país do sul, achamos que devemos ter direito a tudo o que os outros têm. No verão sugiro que se monte uma ilha tropical insuflável, com coqueiros, baianas,  havainas num hula-hula estonteante e very typical. Não esquecendo a praia de areia fina trazida de Valada do Ribatejo, tudo a boiar numa piscina com um swell invejável. A inauguração contará com a nova directora da DGPC, com a presença do insigne presidente da CML e do presidente da junta de Freguesia de Santa Maria Maior, do senhor Ministro da Cultura, todos em traje de passeio.

Esta instalação é um mega-gerador para dar energia à pista. A praça, a sua majestade e sobriedade propositadas, são um mero pormenor na permanente animação a que está votada.


Tendas atrás de tendas. Mais dignidade tem uma correnteza das antigas barracas de praia. Em Lisboa, todos os espaços são vistos como áreas possíveis para a instalação das mais disparatadas ideias. Como esta.

Tanto importa que tenha sido a Nestlé, a Kinder, a Sonasol, a Galp ou outra marca qualquer a pedir o que lhe passa pela cabeça. O que é grave é haver uma DGPC, uma CML e uma Junta de Freguesia que autorizam tudo o que se lhes pede.

Estas duas estruturas são outros geradores que bombam energia para manter artificialmente o gelo da pista. O barulho é ensurdecedor. Pegada ecológica, poupança energética, poluição visual, desadequação do objecto à sua envolvente, são tudo noções alheias a quem está por trás deste negócio.

(A obra-prima de Machado de Castro e uma das melhores estátuas equestres barrocas na Europa, é, no meio desta confusão um pormenor a mais).

Para não se ouvir o barulho dos geradores, aumentam-se os decibéis da música de feira popular que invade o "sofisticado" espaço da magnífica pista de gelo em Lisboa.

Nem sequer houve o cuidado de ocupar a mais bela praça de Lisboa, com um certo critério e bom-gosto. barrotes de betão para segurar os fixadores da estrutura.

Também os há nas auto-estradas. Confrangedora imagem do que é actualmente a ocupação do Terreiro do Paço.

Para que se saiba: O Terreiro do Paço é Monumento Nacional desde 1920, está inserido na Zona de Classificação da Lisboa Pombalina, parcialmente inscrito na Zona Especial de Protecção da Estação Fluvial Sul e Sueste.

Diz a DGPC que um Monumento Nacional é a figura de protecção de mais elevado nível. Afirma, ainda, que um MN detém um valor cultural de significado para a Nação ( e está assim escrito com maiúscula e tudo no site da dita).

Protecção não lhe falta. O que falta é bom senso para que o ordenamento na ocupação do espaço seja consentânea com os valores que levaram à sua classificação e que na prática reconhecem o carácter único e incalculável do Terreiro do Paço no conjunto das praças mundiais.

Terreiro do Paço - I

E quem autorizou a "bonita e digna" passadeira na arcada poente do Terreiro do Paço? E os candeeiros de plástico, os sofás de palhinha barata, os expositores a anunciar vários festivais gastronómicos, de Veneza à Lusitânia, uma viagem à incúria com que a mais bela praça de Lisboa é tratada. A típica chico-espertice nacional em pleno. Nivelar para baixo, é o critério.

Que a Tabacaria Mónaco tenha que tirar os seus expositores, fez as parangonas dos jornais 8e ainda bem). Que os muitos e variados restaurantes coloquem o que querem e lhes apetece no Terreiro do Paço, parece não incomodar nada nem ninguém. da DGPC (para que é que serve tão augusto poleiro? Por lá passam vaidades várias, todas iguais na sua eficácia-nula na protecção do património), à CML, à Junta de Freguesia, aos lisboetas de um modo geral. Hoje tudo vale numa das mais extraordinárias praças da Europa.




Cobertura de "plástico". Pátio da Galé.

Assim se cobre um pátio barroco num Monumento Nacional. Lá dentro fazem-se várias efemérides. Todas muito úteis. Acesso vedado ao comum dos mortais


Há ângulos que não enganam. Panorâmica do Arco da Rua Augusta da galeria poente. Os cafés, bares, cervejarias, tem sabido alargar o seu espaço. Já nem as cadeiras obedecem ao modelo que foi aconselhado quando a Praça foi reabilitada. Hoje em dia é um mar de traquitana avulsa na maior parte com muito mau-gosto.

Museu da Cerveja, Aqui nem se deram ao trabalho de colocar flores verdadeiras. A pressa do lucro, o chamariz fácil, a ocupação do espaço com toda a cangalhada, pseudo-esculturas de metal, ilha de apoio à esplanada, aquecimentos iguais aos da Rua Augusta,  chapéus-de-sol com luzinhas várias a lembrar a feira popular, pára-vento de fórmica transparente. tudo em pleno Monumento Nacional.

E todas as outras esplanadas afinam pelo mesmo diapasão.

Refira-se que a reabilitação do Terreiro do Paço foi um dos melhores projectos de Lisboa. Design uniformizado e regras para a ocupação do espaço público,. Infelizmente, hoje nada mais longe do que essa vontade. De uma praça de aparato e de poder barroca, passou-se a uma brutal armadilha para turistas e incautos.

?? Trânsito na Avenida da Liberdade aumentou 30% em apenas um ano ??

foto: diário digital

Mudou a ordem para andar na rotunda do Marquês de Pombal, os carros 
mais antigos foram afastados, foram criadas ciclovias. Mas o objetivo 
saiu furado: a avenida está mais poluída

Houve obras, proibições de circulação de veículos mais poluentes e 
alterações no trânsito - tudo para melhorar a qualidade do ar no 
eixo da Avenida da Liberdade, em Lisboa. Mas as medidas não estão 
a ter a eficácia desejada. Afinal, o número de viaturas que circulam 
na Avenida da Liberdade aumentou 30% de 2014 para 2015. 
O "aumento brutal" surpreendeu a equipa que tem monitorizado 
estas zonas de emissões reduzidas (ZER) de Lisboa, instituídas 
em 2011 e que, na prática, se assumem como áreas da cidade onde
 os carros mais antigos não podem circular. Um crescimento, 
reconhece o coordenador do grupo da Universidade Nova de Lisboa, 
Francisco Ferreira, que põe em causa tudo o que ali tem sido feito 
para melhorar a qualidade do ar.

Pode ler o resto no DN de hoje.


04/02/2016

Documentário intitulado “Barros Queiroz – Uma Figura Moral da República” - sessão na UACS - 2ª Feira - 18h


No próximo dia 15 de Fevereiro (2ª-feira), pelas 18.00h, na sede da União de Associações do Comércio e Serviços (Rua Castilho, 14, em Lisboa) será feita a apresentação pública e o visionamento do documentário intitulado “Barros Queiroz – Uma Figura Moral da República” com a presença do seu autor, Miguel Feraraz. [...] Por questões de espaço, sugerimos procedam à reserva de lugar através de um dos seguintes contactos – direcao@uacs.pt/ departamento.formacao@uacs.pt; telef.: 21 351 56 17. [...]»

Mais info em http://www.uacs.pt/EmDestaque/barrosqueiroz.aspx

03/02/2016

Pergunta da praxe:


Nesta coisa da candidatura de Lisboa às Paisagens Urbanas Históricas da UNESCO em que ficamos em termos de Aqueduto?

Uma vez que, pelos vistos, vai continuar a ser politicamente incorrecto e vão continuar a vencer as pressões contrárias à sua classificação autónoma, seria uma maneira airosa de o classificarem!

Foto: thelisbongiraffe.typepad.com

02/02/2016

Lisboa Autista: R. Alexandre Herculano nº 55 e 57


O nº 57 é a antiga Casa do Arquitecto Ventura Terra, e Prémio Valmor. Como foi possível a CML e a tutela da Cultura terem aprovado na década de 90 o novo edifício desqualificado e "autista" mesmo ao lado?

ROTA POR LISBOA EM RUÍNAS _ Passeio cultural e suave de bicicleta.


Chegado por e-mail: «• Dia (Domingo), 7 de Fevereiro de 2016
• Local de Saída e Chegada - Largo do Intendente Pina Manique
• Encontro - a partir das 09.00
• Saída - 09.30 horas
• Chegada -Cerca das 17.30 horas
• Duração aproximada – 3.30 horas a pedalar
• Distância a percorrer - 21 km +-
• Grau de dificuldade - 90% do percurso é plano ou com inclinações muito suaves.. e vamos devagar mas como temos que visitar um ponto incontornável o restaurante panorâmico de Monsanto_ A subida a esse ponto fica já algo dificil!. Mas como pretendemos que este passeio seja uma "valsa lenta" com a bicicleta pelos contrastes que o tempo produziu na cidade! :) a dificuldade é média.. Mas para quem desejar arranjamos bicicletas electricas alugadas.
• Pontos que nos propomos visitar:
Serão onze pontos de visita, como por exemplo, ....Restaurante panorâmico de Monsanto, ...e mais não dizemos para ser surpresa ( após a inscrição recebe toda a informação)
CONDIÇÕES DE INSCRIÇÃO
Valor da Rota 15,00 Euros
(Este valor inclui: seguro, mapa do percurso, apoio do guia e informações úteis após a inscrição e também ao longo do percurso
Inscrição é obrigatória e limitada a 20 participantes.
As inscrições são feitas para o mail: eliseualmeida33@gmail.com
• Almoço - Cerca das duas horas da tarde a 3/5 do percurso vamos ter um delicioso almoço de confraternização com a presença de Tiago Carrasco e Gastão de Brito e Silva no LxFactory ( ementa e preços publicaremos em breve) O almoço ficará a cargo de cada participante. [...]»