27/12/2016

Junta de Arroios desiste de polémico corte de árvores previsto em escadaria dos Anjos


In O Corvo (27.12.2016), por Samuel Alemão

«Depois da contestação popular e por parte da Plataforma em Defesa das Árvores e da suspensão de uma operação com data marcada, chega a certeza de que o previsto corte das oito tílias da escadaria da Rua Cidade de Manchester, nos Anjos, não vai mesmo acontecer. “Só estamos à espera que a Câmara Municipal de Lisboa nos autorize a fazer uma intervenção para colocar caldeiras diferentes das que existem e que permitirão ter mais espaço para as árvores”, explica ao Corvo Margarida Martins (PS), presidente da Junta de Freguesia de Arroios, confirmando que o planeado abate de árvores, que deveria ter acontecido a 12 de dezembro e acabou por ser travado após os protestos de moradores e ativistas, foi riscado da lista de opções. “Se tudo correr bem, esperemos que durem muitos e bons anos”, afirma. [...]»

23/12/2016

Olha tão formoso e seguro vai o novel café Sana, ali em Belém...



E é impressão minha ou isto ainda está mais alto do que antes do embargo faz-de-conta?

21/12/2016

Destruição e ampliações no Bairro Azul / Lamento à CML / Queixa à Provedoria


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Conforme alertámos por mais do que uma vez, a não elaboração de um Manual de Boas-Práticas (à falta de um Regulamento) pelos Serviços que V. Exa. tutela, contrariando as promessas feitas publicamente pela CML, levaria, a muito breve trecho à situação que nos motiva a protestar pelo presente e que passamos a relatar:

O edifício da Avenida Ressano Garcia, nº 19, que está abrangido pela classificação de Conjunto de Interesse Municipal atribuída ao Bairro Azul em 2009, e que tanto tempo demorou a ser aprovada pela CML (mais de 10 anos!), encontra-se neste momento a ser "reabilitado", consistindo esta operação na demolição integral dos interiores deste prédio dos anos 30 (já efectuada), que estava genuíno apesar de necessitar de obras de consolidação, restando dele actualmente apenas a fachada principal, o hall de entrada e a escada. Não bastando isso, está em preparação a ampliação de 1-2 pisos, conforme foto em anexo, ampliação que não consideramos ter sido passível de aprovação pela CML, salvo prova em contrário.

Assim, a repetirem-se mais "reabilitações" à custa da destruição do miolo dos edifícios classificados, e a concretizar-se esta ampliação (que nos parece ilegal e de que enviaremos comunicação à Provedoria de Justiça), que é a 1º a verificar-se no Bairro após a sua classificação (a única existente até então foi a do nº 11 da Rua Ramalho Ortigão, ilegal, por sinal, mas que se manteve desde então como facto consumado), tal possibilitará a prazo o inevitável alinhamento de cérceas, como tal, o fim de qualquer justificação para que o Bairro Azul se mantenha classificado de Interesse Municipal, um rude golpe para quem levou anos a batalhar pela sua classificação e, não de somenos, o descrédito completo da CML.

Reiteramos, Senhor Vereador, a urgência da elaboração, publicação e divulgação junto dos proprietários, de um manual de boas-práticas e/ou regulamento, disponibilizando-nos a colaborar com a CML na sua feitura, na medida das nossas possibilidades.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, Inês Beleza Barreiros, Rui Martins, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Jorge Santos Silva, Maria do Rosário Reiche, António Branco Almeida, Virgílio Marques, Jorge Lima, Jorge Pinto, Alexandre Marques da Cruz, Fernando Jorge, Irina Gomes, Pedro Ribeiro, Beatriz Empis, Fátima Castanheira

...

A queixa à Provedoria seguiu tb: «Exmo. Senhor Provedor de Justiça
Prof. José Faria Costa


Serve o presente para apresentarmos queixa junto da Provedoria de Justiça pelo facto de, a nosso ver, a obra/projecto em curso no edifício do nº 19 da Avenida Ressano Garcia, não cumprir o Plano Director Municipal em vigor na cidade de Lisboa, designadamente os seus artigos 27º - ponto 2, 28º - ponto 1 d), e 29º - pontos 1 – c) e 4, uma vez que o Bairro Azul está classificado como Conjunto de Interesse Municipal.

A demolição completa já efectuada aos seus interiores, de que restam apenas o hall de entrada e a escada, e a ampliação em curso de 1-2 pisos, que recorre a um pastiche da fachada principal por forma a passar despercebida aos menos atentos e assim parecer que nunca ocorreu, é um grave e lamentável atropelo às boas práticas camarárias e à boa-fé de quem confiou na CML como garante de que a classificação do Bairro Azul seria para respeitar e regulamentar.

O edifício do nº 19 da Avenida Ressano Garcia estava em mau estado de conservação mas tal não implicava a demolição integral dos seus interiores e, muito menos a ampliação em curso.

Passados 7 anos sobre a classificação aprovada em 2009 – uma classificação que, recorde-se, demorou mais de 10 anos a ser oficializada pela CML – nunca chegou a ser produzido qualquer regulamento, como seria expectável, nem foi criado nenhum manual de boas-práticas, ao contrário do que foi amplamente prometido pela CML. [...] Anexos: Fotos da ampliação em curso e da imagem virtual no site da Christie’s (edifício do meio: http://blog.portadafrente.com/novo-lancamento-ressano-garcia-19)​»

...

Informação do promotor, recebida por e-mail:

...

«Telhado a duas águas» com cerca de 3metros de altura:

...

Estado do "telhado a duas águas" em 21 de Outubro:

...

E o embuste continua: agora é a própria fachada a tardoz, cuja configuração era semelhante à do 2º prédio da 2ª foto abaixo (marquises correndo toda a largura da fachada), e que fica como está na 1ª foto abaixo (foto de há uma semana), tipo periferia anos 70. É de rir todo este processo.

...

Resposta da Provedoria de Justiça (21.12.2016):

Rua da Estrela


Chegado por e-mail:

«Exmos. Senhores

Envio-vos fotos da Rua da Estrela.

Como vêem 4 andares e 1 no subsolo vêm criar um precedente para o futuro, se são essas as perspectivas que se encontram nas vontades dos urbanistas, paisagistas e planeadores do território de Lisboa. E se essas vontades estão plasmadas nos regulamentos e planos da Cidade.

Ao aumentar as cérceas naquela Rua da Estrela, visto que o projecto do quartel da G.N.R. ainda não estará licenciado, é mais uma descaracterização numa artéria que agora avança para este modelo e em frente ao Jardim da Estrela.

Quanto ao antigo Hospital Inglês decerto que o propósito será o mesmo.

Da parte de cima do Quartel, onde os logradouros são significativos, na Rua Saraiva de Carvalho, há mais prédios a crescer.

Aumento do tráfego, menos mobilidade e ao contrário da mistificação que se faz, por esta via do ordenamento do território, a Cidade torna-se menos humana e mais caótica, porque libertando-se espaços de um lado, em outros o conflito aumenta.

Mobilidade e Transportes Colectivos passam ao lado dos principais mentores. A política nacional e mundial vai no sentido de um crescimento de mais automóveis, por muito que Suécias e Dinamarcas remem contra.

Cumprimentos.

Jorge Marques»