11/01/2017

Requalificação do Cais do Sodré/Jardim Roque Gameiro - que destino para o quiosque de bebidas?


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C.Gab.PCML, AML, JF Misericórdia, EMEL e media

​No seguimento de outros pedidos de informação e alertas enviados a V. Exa. sobre vários aspectos da empreitada em curso de requalificação do espaço público na zona do Cais do Sodré/Jardim Roque Gameiro, somos a solicitar que nos esclareça quanto ao destino dado ao quiosque de bebidas, situado até há poucas semanas no topo Sul daquele espaço, e de que juntamos fotos recente e de arquivo, esta última demonstrando a beleza do mesmo uma vez devolvido ao seu esplendor.

Com efeito, as obras afiguram-se-nos prestes a terminar e, para nossa surpresa uma vez que julgávamos que a sua permanência in situ estivesse garantida no projecto de requalificação do espaço público, não se vislumbra o regresso daquele quiosque histórico, a nosso ver um marco identitário do seu tempo e das origens da praça, portanto indissociável daquele local, além de que, se devidamente restaurado, constitui o par ideal para o quiosque turístico, e antigo w.c., que lhe está imediatamente defronte.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Fernando Jorge, Luís Serpa, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Mascarenhas Gaivão, Jorge D.Lopes, Ana Alves de Sousa, Inês Beleza Barreiros, João Oliveira Leonardo, Maria do Rosário Reiche, Nuno Caiado, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, José Maria Amador, Fernando Silva Grade, Irene Santos, Jorge Lima, Beatriz Empis e Miguel Jorge

URGENTE: Alteração da paragem no Terreiro do Paço


Chegado por e-mail:

para Reclamações, Linha, Associação, Instituto, Mobilidade, Observ.Nacional, Provedoria, Observatório, Câmara

Exmos. Senhores,


Sou Cliente com mobilidade reduzida, utilizando os (poucos) veículos da Carris equipados com rampa de acesso para cadeiras de rodas.

Desde o final da semana passada, sem qualquer aviso, a CARRIS alterou a paragem no Terreiro do Paço das localizações A para a B, indicadas no mapa abaixo. O local A era espaçoso e tinha passeio. O local B está com obras em curso e não tem passeio!

Assim, não consigo subir para qualquer tipo de autocarro e tenho, de modo inadmissível, de efetuar todo o trajeto entre o Terreiro do Paço e Santa Apolónia, local onde o lancil dos passeios é suficientemente alto para poder entrar nos veículos. Esta situação ocorre em pleno Inverno!

Sei bem que a localização das paragens é temporária, devido às obras em curso, mas mesmo a escolha dos locais provisórios deve ser feita com respeito pela especificidade de todos os tipos de clientes. Repare-se que o local A continua disponível para ser paragem temporária (ou definitiva, porque não?).

Haja o mínimo de respeito pelas pessoas que são clientes da empresa!

Que vai a empresa fazer face à presente exposição?

Com os cumprimentos (possíveis),

João Miguel Simões»

Mas afinal as imagens virtuais eram só isso, virtuais, i.e., balelas



Fotos das olaias que havia nas Escadinhas da Saúde (autoria: site do atelier Bugio, Bruno Bru e Rosa Casimiro)

Largos do Calvário e das Fontaínhas ganham nova cara até ao início do verão



In O Corvo (11.1.2017)
Por Samuel Alemão

«Começaram há poucos dias e, se tudo correr como o planeado, deverão estar terminadas em julho próximo as obras que conferirão um aspecto completamente diferente ao Largo do Calvário, em Alcântara. Parte do programa municipal “Uma Praça em Cada Bairro”, aprovado em maio de 2014, com o intuito de revolucionar o espaço público em três dezenas de praças da capital, criando com isso novas centralidades locais, a intervenção agora iniciada aplicará a mesma receita que está prevista para os outros sítios: maior e melhor espaço para os peões, plantação de árvores, redução ou desvio do tráfego automóvel particular, privilégio dos transportes colectivos e das formas de mobilidade suave, como as bicicletas. A requalificação naquela zona de Alcântara, que deveria ter arrancado no ano passado, permitirá assim criar ali mais zonas de estar e esplanadas.

Além dessa intervenção comum a todo o programa, no Largo do Calvário assistir-se-á ainda à reinstalação de um chafariz que já ali havia estado há muitos anos. O arranjo deste arruamento será feito em paralelo com a intervenção do mesmo cariz planeada para o vizinho Largo das Fontaínhas – a partir do qual se tem acesso à Rua Rodrigues Faria, que permite entrar no espaço Lx Factory. Na primeira fase das obras no Largo do Calvário, que durarão até março, a circulação automóvel será ali fortemente condicionada, bem como nos arruamentos adjacentes. O trânsito será vedado no sentido poente-nascente do largo, excepto aos transportes públicos. A segunda fase dos trabalhos, que corresponderá a obras de vulto na Rua José Dias Coelho, acarretará um maior transtorno na circulação, disse ao Corvo o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, Davide Amado (PS)»

...

Obra bem-vinda e que deixe de ser o calvário terceiro-mundista, o Largo do Calvário, são os meus votos!

10/01/2017

O novel Largo do Leão:


Gosto embora devesse e pudesse ter mais árvores, muito mais árvores, e, contrariamente, há piso "confortável" a mais. Adeus calçada :-(

Página da JF Arroios, in Facebook

Muito bem, assim sim, Av. Praia da Vitória (troço poente) com árvores!


Foto de Gonçalo Gouveia

08/01/2017

Escadas rolantes nas Escadinhas da Saúde

Se antes prometiam que as melhorias nas acessibilidades entre as zonas mais baixas e altas da cidade se fariam por meios mecânicos dentro dos edifícios devido ao impacto visual forte que estes têm no espaço público, agora o discurso mudou de figura. Mais um passo para transformar Lisboa num verdadeiro circo para turistas.

Perspectiva a partir da Rua Marquês Ponte de Lima

Escadinhas da Saúde - Começaram as obras
"Adeus Mouraria, olá gentrificação. Nós não queremos escadas rolantes"

06/01/2017

Passeios de Lisboa: Praça da Figueira


Avenida da Liberdade, quem te viu e quem te vê...


CML enxota para a JF e esta devolve. A Avenida da Liberdade é terra de ninguém e de todos, quanto interessa. Às palmeiras infectadas o remédio dado é o abate, depois das mesmas morrerem. Tratamento ou sequer tentativa de tratamento=zero. Assim vai a Avenida da Liberdade. (fotos e alerta de Luís Aguiar )

05/01/2017

PUBLI-Cidade: Baixa continua a sofrer de publicidade selvagem e desqualificada

Praça da Figueira 11

Rua da Palma 23

Obra em curso no Palácio da Anunciada /Marqueses de Rio Maior - Queixas à Provedoria de Justiça e à Procuradoria Geral da República


Exmo. Senhor Provedor de Justiça
Juiz José Faria Costa


No seguimento da surpreendente demolição, quase integral, do Palácio da Anunciada / Marqueses de Rio Maior, na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, para a sua adaptação a hotel, nomeadamente a destruição do seu jardim em patamares, a demolição de todas as dependências e anexos, a demolição integral do interior do segundo corpo do palácio (escadaria, azulejos e todos os pormenores de época), e a destruição de todas as mansardas pombalinas;

Considerando que se constata não ter o promotor acautelado a protecção necessária aos raros elementos originais que ainda subsistem no corpo principal do Palácio, nomeadamente os estuques do átrio e do andar nobre, os vidros e portas e os frescos do átrio;

Considerando que o palácio está inventariado no Plano Director Municipal (lote 45.34) e está inserido numa artéria com vários edifícios classificados e em zonas de protecção de outros tantos, o que obrigaria a um aprofundado estudo prévio para que se conservasse a maioria dos elementos-chave do edificado pré-existente e que, contudo, nada disso aconteceu neste grave caso de destruição de mais uma das principais casas aristocráticas lisboetas;

Considerando ser mais grave ainda o facto de o projecto original ter sido elaborado pelo atelier RRJ, passando depois para o atelier Fragmentos já com a obra a decorrer, atelier esse que afirmou que as demolições tiveram que ocorrer dada a pouca segurança (!) que o edifício ofereceria, o que nos parece estar longe da verdade. O palácio precisava de reabilitação mas estava longe de estar em ruína - convém sublinhar que outros casos houve em Lisboa onde a engenharia encontrou soluções que permitiram a manutenção de edificado em perda estrutural (ex: Hotel H10 na Avenida Duque de Loulé);

E que as alterações ao projecto original foram aprovadas como sendo alterações em obra o que na prática prefigura um expediente administrativo para garantir alterações/demolições não contempladas nos projectos originais, devastando, na maior parte dos casos, toda a pré-existência. Processos conduzidos desta forma introduzem uma nota de falta de transparência que em tudo se assemelha a uma gestão feita a título arbitrário, em nada consentâneo com o interesse da cidade e a salvaguarda do seu património, o que deveria ter sido a preocupação dominante neste processo.

Pelo exposto e por ser nossa convicção que este processo do Palácio da Anunciada/Marqueses de Rio Maior não decorreu (decorre) dentro da normalidade processual e sob os critérios de transparência tidos por adequados, vimos apresentar queixa junto da Provedoria de Justica para que averigue todo este processo e dai se retirem consequências para os serviços da CML e da DGPC/Comissão Técnica de Apreciação.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ricardo Mendes Ferreira, Inês Beleza Barreiros, Beatriz Empis, António Araújo, Maria de Morais, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Jorge Pinto, Fátima Castanheira

...

Exma. Senhora Procuradora-Geral da República
Juiza Joana Marques Vidal


No seguimento da surpreendente demolição, quase integral, do Palácio da Anunciada / Marqueses de Rio Maior, na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, para a sua adaptação a hotel, nomeadamente a destruição do seu jardim em patamares, a demolição de todas as dependências e anexos, a demolição integral do interior do segundo corpo do palácio (escadaria, azulejos e todos os pormenores de época), e a destruição de todas as mansardas pombalinas;

Considerando que se constata não ter o promotor acautelado a protecção necessária aos raros elementos originais que ainda subsistem no corpo principal do Palácio, nomeadamente os estuques do átrio e do andar nobre, os vidros e portas e os frescos do átrio;

Considerando que o palácio está inventariado no Plano Director Municipal (lote 45.34) e está inserido numa artéria com vários edifícios classificados e em zonas de protecção de outros tantos, o que obrigaria a um aprofundado estudo prévio para que se conservem a maioria dos elementos-chave do edificado pré-existente, e que nada disso aconteceu neste grave caso de destruição de mais uma das principais casas aristocráticas lisboetas;

Considerando ser mais grave ainda o facto de o projecto original ter sido elaborado pelo atelier RRJ, passando depois para o atelier Fragmentos já com a obra a decorrer, atelier esse que afirmou que as demolições tiveram que ocorrer dada a pouca segurança (!) que o edifício ofereceria, o que nos parece estar longe da verdade. O palácio precisava de reabilitação mas estava longe de estar em ruína - convém sublinhar que outros casos houve em Lisboa onde a engenharia encontrou soluções que permitiram a manutenção de edificado em perda estrutural (ex: Hotel H10 na Avenida Duque de Loulé);

E que as alterações ao projecto original foram aprovadas como sendo alterações em obra o que na prática prefigura um expediente administrativo para garantir alterações/demolições não contempladas nos projectos originais, devastando, na maior parte dos casos, toda a pré-existência. Processos conduzidos desta forma introduzem uma nota de falta de transparência que em tudo se assemelha a uma gestão feita a título arbitrário, em nada consentâneo com o interesse da cidade e a salvaguarda do seu património, o que deveria ter sido a preocupação dominante neste processo.

Pelo exposto e por suspeitarmos que todo este processo nao decorreu dentro da legalidade que a aprovação inicial fazia crer, apresentamos queixa na Procuradoria Geral da República para que investigue da legalidade do mesmo e que do apuramento de eventuais ilegalidades resultem os respectivos procedimentos penais.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ricardo Mendes Ferreira, Inês Beleza Barreiros, Beatriz Empis, Pedro Malheiros Fonseca, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto, José Maria Amador

Nem já os bairros históricos escapam:


Mais do mesmo, i.e. reabilitação para estatístico recordar, desta feita verdadeira anedota só possível em bairro histórico :-)

fotos: skyscrapercity

03/01/2017

Baixa a tourist trap: Rua da Vitória 79-81-83



O piso térreo deste imóvel na Baixa está totalmente ocupado com as já bem conhecidas lojas de souvenirs. Até há poucos meses estava ocupada com 2 sapatarias.