11/04/2017

Bom, bom, pelo menos até às eleições não há abate de nenhum freixo nem na Av. Guerra Junqueiro nem na Praça de Londres


Obrigado, muito obrigado, sentido, aos movimentos dos Comerciantes da Av. Guerra Junqueiro e dos Vizinhos do Areeiro! Saravá!

Frente Rio - Terreiro do Paço, A pseudo-praia da vergonha!


Chegado por e-mail:

«Aquela pequena frente rio está numa das maiores vergonhas da Baixa e a CML ainda tem o descaramento de publicar orgulhosamente esta foto na sua página de Facebook
Se não tivesse ali monumentos que facilmente associamos a Lisboa pensava que estávamos em cidades subdesenvolvidas africanas ou asiaticas..
Total desrespeito pelo património e pela cidade...
A vergonha e desrespeito pela praça mais nobre de Lisboa
O que ficou por fazer:

Cumprimentos
Diogo Baptista»

08/04/2017

URGENTE: NÃO AO ABATE dos últimos freixos da Av. Guerra Junqueiro e Praça de Londres - assine e divulgue!


NÃO AO ABATE dos últimos freixos da Av. Guerra Junqueiro e Praça de Londres


Para: Junta de Freguesia do Areeiro e Câmara Municipal de Lisboa

Fomos surpreendidos esta 6ª feira, dia 7 Abril de 2017, pela alarmante afixação nos troncos das árvores de avisos de "Intervenções no Arvoredo", consistindo estes no abate de dezenas de freixos na Av. Guerra Junqueiro e na Praça de Londres, aqui plantados há cerca de 70 anos, recorde-se, em homenagem a Freixo-de-Espada-à-Cinta, terra natal de Guerra Junqueiro.

Trata-se de uma comunicação surpreendente, uma vez que as árvores agora marcadas para a morte se apresentam viçosas e pujantes de verde, como resultado de uma poda selvagem de que foram vítimas há 2 anos.

Face a esta surpreendente comunicação, os subscritores, moradores e comerciantes do Areeiro apresentam a seguinte petição:

1. A poda radical de 2015 deixou a Avenida Guerra Junqueiro completamente irreconhecível, tendo sido realizada numa altura errada do ano e o processo que conduziu a essa poda foi marcado pela falta de informação generalizada, pela ausência de discussão pública e por um comprovado despropósito (vejam-se as árvores agora exuberantes)
2. Volta, agora, a não existir qualquer audição, auscultação, apresentação ou explicação pública, técnica ou fitossanitária sobre a necessidade de novo abate
3. Mais uma vez volta a ser profundamente errada a época do ano escolhida para a operação

Pelo teor dos avisos afixados desconhece-se a proveniência da ordem de abate/poda, se da CML se da Junta pelo que os abaixo-assinados exigem que:

a. Esta operação de Poda/Abater seja imediatamente suspensa e arquivada
b. Que deixem estes freixos em PAZ!
Se CONCORDA assine e divulgue!

Uma iniciativa conjunta:
Movimento Cívico "Vizinhos do Areeiro"
Associação de Comerciantes "Bairro em Movimento"
Fórum Cidadania Lx

Provocação pascal?



Estão a provocar as pessoas! JF? CML? Lenhadores? Então agora que as árvores da Praça de Londres e da Guerra Junqueiro estão viçosas como há mtos anos não estavam, gritando por socorro, vão abatê-las por estarem "doentes"? Mas pensam que as pessoas são parvas? Vão aproveitar as férias dos lisboeta? É assim que comemoram a Páscoa?

(fotos: vizinhos do areeiro)

07/04/2017

Protesto à Transtejo pelo anúncio da retirada do ferry "Eborense"


Resposta da Transtejo à nossa missiva de Dezembro, dito por outras palavras, adeus Eborense :-(

«Exmos. Senhores,


Registámos devidamente a Vossa sugestão e, de facto, reconhecemos que o Eborense é um navio emblemático, designadamente, para empresa e para os nossos clientes. No entanto, para assegurar as devidas condições de navegabilidade em segurança, necessitaríamos de providenciar uma intervenção profunda que implicaria um custo, segundo as últimas estimativas, superior a um milhão de euros. Com efeito, é um valor excessivo que a empresa não consegue suportar, considerando, entre outros aspectos, as necessidades actuais da restante frota que carece de uma intervenção ampla e urgente. De facto, a nossa grande prioridade consiste em assegurar o normal funcionamento do serviço fluvial que prestamos aos nossos passageiros. Por outro lado, temos duas unidades mais recentes, catamarã ferry, que também necessitam de uma intervenção, embora de valor muito inferior, de modo a garantir o transporte fluvial de veículos na triangulação Belém, Porto Brandão, Trafaria.

Seja como for agradecemos a sugestão e subscrevemo-nos com os nossos cumprimentos,

José Quintal
Direcção de Gestão Comercial
Transtejo»

...

Lisboa, 22.12.2016 Exmo. Senhor Presidente da Transtejo
Eng. Tiago Lopes Farias


Cc. Gab.PM, PCML, AML, Provedor da Transtejo e media

Tivemos conhecimento que a Transtejo pretende retirar do serviço o “Eborense”, último dos ferries tradicionais do rio Tejo, porque, aparentemente, não quer ou não sabe como justificar a renovação dos respectivos certificados de navegabilidade e segurança.

Tratar-se-á de um erro estratégico monumental se a Transtejo não garantir, ao menos, a viabilidade do “Eborense” enquanto ferry turístico.

O seu fim seria, pois, um rude golpe para o turismo fluvial e para quem, simplesmente, gosta do rio Tejo. Uma medida incompreensível à luz das boas práticas cada vez mais em voga por essa Europa fora.

Este tipo de embarcação, construída em 1954 pelos estaleiros de Viana do Castelo, com os seus decks abertos e uma concepção geral de nítido e apurado sentido estético, convida evidentemente a que nela se embarque, nem que seja para simples passeio e lazer, assumindo-se estes carismáticos ferries como os nossos “eléctricos do Tejo”.

Solicitamos, assim, a melhor atenção de V. Exa. para a necessidade da Transtejo repensar a anunciada retirada do “Eborense”, de modo a que nos possamos orgulhar em continuar a mantê-lo no nosso rio, se possível devidamente restaurado e dignificado.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Franco Caiado, João Filipe Guerreiro, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Mascarenhas Galvão, Inês Beleza Barreiros, Júlio Amorim, António Araújo, Paulo Lopes, Rui Martins, Jorge D. Lopes, Carlos Moura-Carvalho, Maria Ramalho, Maria João Pinto, José Amador, Nuno Vasco Franco, Fernando Jorge, Pedro de Souza, Pedro Henrique Aparício, Irene Santos, Fernando Silva Grade

Fotos: Luís Miguel Correia e Lampião 2000

06/04/2017

Requalificação da Rua Joaquim António da Aguiar

Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade:


In TSF (5.4.2107)

«Lojas históricas com protecção parlamentar

A comissão parlamentar de Habitação aprovou a criação de um regime de reconhecimento e proteção de lojas históricas. Este regime implica alterações ao arrendamento urbano e ao regime de obras em prédios arrendados, que também foram aprovadas.

Após as votações indiciárias no grupo de trabalho parlamentar da Habitação e a retificação por unanimidade na comissão parlamentar de Habitação, o diploma das lojas históricas e os projetos para alterar o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) e o Regime Jurídico das Obras em Prédios Arrendados (RJOPA) vai subir a plenário na sexta-feira para votação final global.

Elaborado com base num projeto do PS, o Regime de Reconhecimento e Proteção de Estabelecimentos e Entidades de Interesse Histórico e Cultural ou Social Local definiu como critérios gerais "a longevidade reconhecida, assente no exercício da atividade suscetível de reconhecimento há, pelo menos, 25 anos" e a existência de património material ou de património imaterial.

Neste âmbito, as lojas históricas vão beneficiar de proteção prevista no NRAU e no RJOPA, assim como no acesso a programas de apoio municipais ou nacionais.

De acordo com o diploma aprovado, os contratos de arrendamento de estabelecimentos e entidades históricas "não podem ser submetidos ao NRAU pelo prazo de cinco anos a contar da entrada em vigor da presente lei, salvo acordo entre as partes" e os que já tenham transitado para o NRAU nos termos da lei então aplicável, "não podem os senhorios opor-se à renovação do novo contrato celebrado à luz do NRAU, por um período adicional de cinco anos".

Em relação à proteção prevista no RJOPA, a denúncia do contrato para demolição em caso de estabelecimento ou entidade histórica diz que "caso a situação de ruína resulte de ação ou omissão culposa por parte do proprietário, o valor da indemnização é de dez anos de renda".

O reconhecimento de estabelecimentos e entidades históricas "é da competência da câmara municipal, ouvida a junta de freguesia em cuja circunscrição se localize o estabelecimento ou entidade a reconhecer".

Com base num projeto de lei do PCP, a principal alteração introduzida ao NRAU foi a prorrogação por oito anos [mais três anos aos cinco anos estabelecidos inicialmente] do período transitório de atualização das rendas antigas.

Neste âmbito, o período transitório de atualização das rendas dos contratos anteriores a 1990 vai prolongar-se até 2020 e aplica-se a todos os arrendatários com Rendimento Anual Bruto Corrigido (RABC) inferior a cinco Retribuições Mínimas Nacionais Anuais (RMNA) - 38.990 euros -, independentemente da idade.

Em vigor desde 2012, o NRAU estabeleceu que as rendas anteriores a 1990 seriam atualizadas, permitindo aumentar as rendas mais antigas através de um processo de negociação entre senhorio e inquilino ou com base em 1/15 do valor patrimonial fiscal do imóvel.

Com base no diploma aprovado, o senhorio só pode promover a transição do contrato para o NRAU "findo o prazo de oito anos".

Após os oito anos do período transitório, "no silêncio ou na falta de acordo das partes acerca do tipo ou da duração do contrato, este considera-se celebrado com prazo certo, pelo período de cinco anos".

No caso dos arrendatários com idade igual ou superior a 65 anos ou com deficiência igual ou superior a 60% e em que o RABC do agregado familiar é inferior a cinco RMNA, os deputados aprovaram por maioria a proposta do PCP para prorrogar por 10 anos o prazo de aplicação do NRAU.

Em relação ao RJOPA, o diploma aprovado define como obras de remodelação ou restauro profundos as empreitadas cujo "custo da obra a realizar no locado, incluindo imposto sobre valor acrescentado, corresponda, pelo menos, a 25% do seu valor patrimonial tributário constante da matriz do locado ou proporcionalmente calculado, se este valor não disser exclusivamente respeito ao locado".

Sobre a denúncia do contrato, a desocupação tem lugar no prazo de 60 dias contados da receção da confirmação e os arrendatários tem direito a uma indemnização que "deve ser paga 50% após a efetivação da denúncia e o restante no ato da entrega do locado, sob pena de ineficácia".»

...

Notícia óptima!!! Curiosamente, a loja que dá foto à notícia, a Ourivesaria Silva, a única loja em Lx em estilo Império (até antes das obras da Coporgest, em todo o prédio), estava ontem a ser totalmente desmantelada, qdo sempre se pensou que voltaria a abrir enquanto tal, uma vez que todos os armários tinham sido restaurados, as montras preservadas... que se terá passado? Arrependeram-se? Ou resolveram estragar o dia em que a se anuncia a protecção às Lojas Históricas??? Céus.

A tempestade perfeita

António Sérgio Rosa de Carvalho, in Público (6.4.2017)

«O ensino da Arquitectura em Portugal tem sido dominado por uma geração que nega a importância do restauro.

Através de um texto de opinião da autoria do arquitecto Nuno Almeida, o debate sobre a intervenção de arquitectos “criadores” em áreas patrimoniais consolidadas, constituindo estas, no seu conjunto intacto, um valor histórico insubstituível, surge nas páginas do PÚBLICO.

As aspas em “criadores” aponta para a não referência a outro tipo de arquitectos quase não existentes em Portugal mas necessários e indispensáveis: os arquitectos de restauro.

Com efeito, toda a retórica do autor é construída à volta de uma argumentação que, de forma enganadora, só reconhece duas alternativas para a intervenção arquitectónica na cidade: arquitectura contemporânea, leia-se modernista, em ruptura e afirmação consciente e demarcada com a envolvente histórica, que o autor considera como a única capaz de representar autenticidade, ou o perverso “fachadismo”, ou artificial operação cutânea que constitui uma mentira perigosa para o futuro da Arquitectura e da autenticidade da cidade.

Ora o “fachadismo” é sem dúvida uma perversão, mas sim, do conceito do restauro integral que considera um edifício histórico como uma unidade indivisível, entre fachada e interior.

Para dar um exemplo muito rapidamente: qual é o valor de um edifício pombalino, que faz parte de uma solução sistemática e global para uma reconstrução funcional de uma imensa área vítima de um cataclismo sísmico, sem a “gaiola”, que constitui precisamente a solução estrutural anti-sísmica pensada por engenheiros da mesma reconstrução?

Toda esta confusão “arquitolas” é fruto do facto de o ensino da Arquitectura em Portugal ter sido dominado ideologicamente por toda uma geração que, de forma manipuladora, tem sempre negado o reconhecimento da importância do ensino e da prática do restauro. Utilizando de forma manipuladora o argumento da Carta de Veneza crítico do restauro integral, os arquitectos de restauro são vistos e acusados no ensino como apologistas do sacrílego “pastiche”. Compreende-se o nervosismo de Nuno Almeida e de toda uma classe, agora sujeita a “honorários limitados” e a um crescente e justificado clamor crítico da opinião pública, capaz de inibir e amedrontar os técnicos responsáveis pelas aprovações.

Em 2008, Manuel Salgado, neutralizando a intenção da candidatar a Baixa a Património Mundial, veio anunciar que “a Baixa nunca será um bairro residencial” e propor exclusivamente um investimento na hotelaria, residências universitárias e alojamentos de curta e média permanência, entregando a dinâmica do investimento unicamente às exigências dos “mercados” e, assim, abdicando da sua responsabilidade planeadora e reguladora, abrindo a caixa de Pandora. Para isso, foi criada uma comissão “facilitadora” na DGPC em 2007 a fim de garantir uma autêntica “via verde”, capaz de “neutralizar” as exigências do PDM.

José António Cerejo publicou um artigo (PÚBLICO, 29.03.2016) onde referia como responsáveis das decisões desta comissão os arquitectos Flávio Lopes e Teresa Gamboa e descrevia as tensões mal disfarçadas entre esta comissão e os directores-gerais Nuno Vassalo e Silva e Paula Silva, que reivindicavam o seu direito à apreciação prévia a fim de “assegurar uma defesa eficiente e eficaz do património”. Ficou famosa a frase de Manuel Salgado: "E se formos muito exigentes com a pedrinha e com o azulejo não conseguimos reabilitar nada."

“Reabilitar” nesta perspectiva significa demolir integralmente os interiores históricos e aplicar o fachadismo. Os efeitos devastadores e irreversíveis nas Avenidas, na Baixa e em toda a cidade são visíveis e ilustrativos deste fenómeno.

Agora que um clamor profundo de resistência começa a dominar a opinião pública e a Internet, contestando, através de petições e acções, toda esta situação, e juntando a estas questões as graves consequências de uma gentrificação/turistificação galopante, a política profissional tem demonstrado uma incapacidade total para representar estes urgentes desafios, deixando exclusivamente à cidadania activa o desempenho deste papel.

Nas próximas eleições autárquicas, Fernando Medina não terá adversários credíveis e de conteúdo e, tendo a vitória assegurada, irá continuar na ilusão de que a sua recusa sistemática em reconhecer e regulamentar estes problemas não irá ter consequências.

Entretanto, no horizonte, acumulam-se as energias e os sentimentos de revolta que estão a desenhar de forma crescente uma tempestade futura. Curiosamente, inadvertidamente e involuntariamente, o texto de Nuno Almeida é mais um sintoma que anuncia a tempestade perfeita. Historiador de Arquitectura.

Historiador de Arquitectura»

05/04/2017

Elevador de Santa Luzia e Terraços do Carmo



Elevador de Santa Luzia


Elevador do Carmo
Chegado por e-mail:

«Exmºs. Senhores

Venho denunciar o estranho caso dos Elevadores públicos de Santa Luzia e Terraços do Carmo, embora tenham sido inaugurados em 2015 para facilitar a mobilidade na cidade de Lisboa, nunca cumpriram essa missão, o Elevador de Santa Luzia está sempre avariado e o elevador do remodelado espaço chamado Terraços do Carmo nem sequer abriu ao público (apesar de ser esse o objectivo conforme o anunciado pela Câmara de Lisboa).

Eu pergunto não há fiscais na Câmara? as obras são apenas para inglês ver?

http://www.sabado.pt/gps/detalhe/terracos-do-carmo-e-elevador-de-santa-luzia-inauguram-a-10-de-junho

atenciosamente

Paulo Bastos»

Av. Visconde de Valmor, 71 - protesto pela "reabilitação urbana" já aprovada

Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado


C.c. PCML, AML, GVCVP, JFAN, DGPC e media

Vimos pelo presente apresentar o nosso protesto pela aprovação da obra de demolição total (com manutenção de fachada) do prédio de "Lisboa Entre-Séculos", sito na Avenida Visconde de Valmor, nº 71 e de que anexamos imagem.

Com efeito, trata-se de mais um exemplo da política de "reabilitação urbana" prosseguida pela CML com que não podemos concordar, desde logo porque não cumpre com o disposto pela própria CML no seu site («Reabilitação urbana é a forma de intervenção integrada sobre o tecido urbano existente, em que o património urbanístico e imobiliário é mantido, no todo ou em parte substancial …») e porque esta prática tem servido de destruição maciça do património de transição da nossa cidade, sobretudo nas martirizadas Avenidas Novas, pelo que a muito breve trecho apenas nos restará em toda a cidade um punhado de edifícios dessa época, quiçá os escassos exemplares classificados de Interesse Municipal ou Público.

No caso presente, aliás, é confrangedora a solução arquitectónica e urbanística encontrada sob forma de "reabilitação", com a união deste edifício ao edifício do hotel da Av. Conde Valbom (42-54), portanto outro arruamento, cuja leitura exterior é aliás perfeitamente dispensável numa Lisboa que se pretende culturalmente exigente. O corolário desta "reabilitação" é uma piscina na cobertura do nº 71 da Visconde de Valmor!

Continuamos a pensar que em vez de continuar a incentivar estas intervenções abusivamente ditas de reabilitação urbana, mormente em casos de projectos de índole turística que já de si se permitem ignorar a regulamentação urbanística para os edifícios das demais utilizações, a CML e os serviços que V. Exa. tutela deviam intimar os proprietários dos edifícios desta época, abandonados e estropiados como no presente caso do nº 71 da Av. Visconde de Valmor, a fazer obras de conservação e reabilitação, no estrito cumprimento do que a CML defende no preâmbulo do seu site, i.e., em que a reabilitação é considera, e bem, como "forma de intervenção integrada sobre o tecido urbano existente, em que o património urbanístico e imobiliário é mantido, no todo ou em parte substancial".

Este é mais um exemplo em que ao proprietário compensou esvaziar o edifício dos seus inquilinos, permitindo o vandalismo e roubo do mesmo, etc., etc.

Não entendemos como a CML prossegue com esta prática.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Atanásio Carvalho, Fernando Silva Grade, Beatriz Empis, José Filipe Soares, Pedro Malheiros Fonseca, Júlio Amorim, João Oliveira Leonardo, Luís Serpa, Fátima Castanheira, Martim Galamba, Maria do Rosário Reich, Irene Santos, Nuno Castelo-Branco e Bárbara Lopes e Filipe Lopes

04/04/2017

Esta semana é que é, todos ao Adicence no dia 6 às 21h:


REUNIÃO SOBRE O MUSEU JUDAICO

Convidam-se todos os moradores do Bairro de Alfama para uma reunião a realizar pelas 21.00hrs da próxima 5ª feira, dia 6 de Abril, no salão do Grupo Sportivo Adicense, sito na Rua de São Pedro, nº 20, a qual contará com a presença e participação da Senhora Vereadora da Cultura e de técnicos superiores da Câmara Municipal de Lisboa, bem como da autora do projeto e de representantes da Direção Geral do Património Cultural, da Associação de Turismo de Lisboa e da Comunidade Israelita de Lisboa. (comunicado da JF)

Salvaguardar o Bairro de Alfama


Miguel de Sepúlveda Velloso, in Público (4.4.2017)

«Há cidades que já passaram pela onda de demolições que assola Lisboa e que se empenham agora em contê-la.


Esther Mucznik, num recente artigo no jornal Público, considera que o projecto arquitectónico do Museu Judaico de Lisboa deva ser concretizado, bem no centro de Alfama, num dos seus mais belos largos, o de S. Miguel.

Para fundamentar a sua tese apresenta argumentos discutíveis. Envolvidos numa roupagem moderna, algo paternalista, pretendem legitimar e relativizar o impacto de uma irreversível violação no tecido urbano de Alfama.

1 - A autora afirma que a população teria sido envolvida, mas não houve uma verdadeira consulta pública. Uma tela com imagens do futuro museu nas fachadas dos prédios a demolir não pode ser considerado como o envolvimento da população. Quantas telas desse género se habituaram a ver, os lisboetas? Com desenhos e fotografias dos muito conhecidos autores, amarelecidas pelo tempo, de tão vistas, já ninguém se lembrava das obras prometidas e nunca feitas. Uma tela pendurada, não pressupõe uma população informada.

2 – Lembra ainda que o projecto foi aprovado por unanimidade em reunião de Câmara Municipal de Lisboa (CML) e aplaudido na Direcção Geral do Património Cultural (DGPC). Ora, como é sabido, estas duas entidades, por desígnios que os restantes lisboetas desconhecem, tendem a aprovar projectos que desfiguram para sempre largos, ruas, monumentos da cidade. A lista, de tão longa, chega a ser enfadonha, para além de escandalosa. Referirei, contudo, os casos mais recentes: o Palácio da Anunciada, a casa na Praça das Flores, a devastadora ampliação do Bairro Alto Hotel, a que se acrescentam demolições de palacetes, casas populares, edifícios de 1900. Prédios pombalinos são esventrados por toda a Baixa. E desaparece tudo, azulejos, átrios, jardins, mansardas, frescos.

Sempre com o selo da CML e da DGPC. Com a ajuda da sempre facilitadora Comissão de Acompanhamento que aprova tudo o que a ela chega sem acautelar o pleno respeito de dezenas de normas, estabelecidas, pese a ironia, pelas mesmíssimas DGPC e CML, verdadeiros cata-ventos em matéria de património.

Para muitos, este esmagar do património lisboeta até à sua ínfima expressão, não traz qualquer problema desde que a substituição tenha um toque de contemporaneidade, porque as cidades não são estáticas, mas dinâmicas. São-no, de facto, se atropelos deste tipo não condenarem o dinamismo já existente num conjunto urbano secular, vivo e, com toda a evidência, único.

3 - Esther Mucznik acha, ainda, que o diálogo entre contemporâneo e antigo é de saudar e defender. Nada a objectar.

Menciona, entre outros, o CCB, a Torre Eiffel, o Centro Georges Pompidou em Paris, como exemplos imbatíveis da lógica que faz da rejeição passada uma aprovação no presente. A isto chama-se a política do dado adquirido, a qual obrigaria os eventuais opositores a sair de mansinho e sem barulho.

Só que a autora omite os contextos em que essas obras foram surgindo, a Revolução Industrial, ou circunstâncias políticas em que governos pretenderam deixar a sua marca na cidade.

Falando em Paris, lembremos a polémica à volta da demolição, nos anos ’70, dos magníficos pavilhões da arquitectura do ferro, de Baltard, conhecidos como “Les Halles de Paris”, o mercado abastecedor da capital francesa. Fotografados por Robert Doisneau, foram sempre muito caros aos parisienses. No local construíram-se interfaces de transportes e um centro comercial. Em 2002 Delanoe, então presidente da Câmara, referia-se ao complexo como uma selva de betão sem alma. Em 2017, Paris ainda não “digeriu” esse vasto plano visionário que é hoje uma ferida no seu centro.

Há cidades que já passaram pela onda de demolições que assola Lisboa e que se empenham agora em contê-la. Um cuidado que parece alheio às chefias e a tantos que olham para Lisboa como um cenário em branco para a expressão de uma veia autoral que, demasiadas vezes, confunde o acessório com o fundamental.

Neste caso concreto, o fundamental é, claramente, salvaguardar na íntegra o Bairro de Alfama e o acessório é o programa arquitectónico que aí se pretende injectar. Esta é a realidade.»

02/04/2017

"Jardim Botânico Tropical ao abandono"....


"O Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, com mais de 600 espécies de flora originárias de vários continentes espalhadas por cinco hectares, encontra-se visivelmente degradado por falta de manutenção, problema reconhecido pelos responsáveis pela sua gestão."

Pode ler o resto aqui no DN de hoje

................................................................

Monumento Nacional (?)....uma vergonha é o que é !!

29/03/2017

Está tudo louco?


A que propósito e para quem, querem (JF? CML?) podar em altura estas lindíssimas árvores junto à Casa da Moeda???

Mais uma bela de uma "reabilitação"


Defronte a um MN, ergueram uma coisa no meio do logradouro, que tapa as vistas e irrita um santo...

foto de Fernando Jorge

Obras em Benfica - Tv. Maestro Ivo Cruz - pedido de esclarecimentos


Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado


C.c. PCML, AML e JF

No seguimento de movimentações de máquinas e operários no caminho pedonal localizado na Tv. Maestro Ivo Cruz/ R. Gen. Morais Sarmento, junto ao antigo Laboratório de Medicina Veterinária, em Benfica, e por as mesmas darem ideia de que se está a abrir um arruamento com estacionamento automóvel, num local onde se chegou a prometer a criação de um espaço ajardinado e de lazer, vimos solicitar a V. Exa. que nos esclareça sobre a obra em questão e se a mesma previu a auscultação da população, e se o abate de oliveiras ali ocorrido teve em conta a legislação existente (http://www.dgterritorio.pt/static/repository/2013-12/2013-12-02113927_54ab20bb-0b19-4b78-b3b7-038c54e07421$$39309043-A2D2-421E-9D32-5E39CB45EFA8$$721229EE-E1B3-49AA-B632-752D25DE6C63$$File$$pt$$1.pdf),

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Vítor Vieira