26/09/2013

BAIXA: Publicidade sem licença na Rua da Prata

Exemplo de dispositivos de publicidade ilegais na Rua da Prata, nº

Recordar é viver


O Correeiro Victorino Sousa, o último dos correeiros da Rua dos Correeiros, foi vítima da ausência de política CML de urbanismo comercial, ponto. Uma pena, sobretudo porque a loja era rentável e ex-libris da rua e porque o projecto de hotel que lá está era perfeitamente compatível com a manutenção da totalidade da loja, até porque lhe dava um certo 'cachet', de que está manifestamente a precisar. Ainda por cima, a CML perdeu uma oportunidade de classificar a loja ... parece que acordou com a Sá da Costa, apressando-se a classificar o espaço, apesar do negócio estar por demais falido. Não há rumo neste capítulo da governação


(Foto: blog dias que voam)

25/09/2013

Grelha comparativa dos programas autárquicos para Lisboa

Eu e dois co-autores do Pequeno Almoço em Lisboa fizemos uma grelha comparativa dos programas eleitorais das 4 principais candidaturas à CML, cobrindo o maior número de áreas possível.
A grelha está aqui, o post original com algumas explicações aqui.

PASSEIOS DE LISBOA: Calçada do Carmo

Sim, este grande descalcetamento do passeio é devido às 2 razões já crónicas e bem conhecidas de todos: estacionamneto em cima do passeio e calçada mal executada. 

Recordar é viver



E a Expo já chegou ao Areeiro. Tinha chegado ao Miradouro de Santa Catarina, à Ribeira das Naus, ao Terreiro do Paço, ao Intendente e agora chegou ao Areeiro. Ninguém a pára, à 'estética Polis', perdão, Expo.


Foto: Carlos Fontes

24/09/2013

BAIXA: Dispositivos de Publicidade sem licença



Publi-Cidade. Cada vez mais frequente vermos telas, autocolantes ou outros dispositivos de publicidade sem licença, na mais completa ilegalidade; e mesmo quando a CML é informada, tudo fica na mesma, durante meses, anos até. Rua da Conceição 23 / Rua dos Fanqueiros. A Baixa continua repleta de maus exemplos de publicidade como este caso; a CML não parece ter interesse em qualificar esta zona histórica. Porquê Dr. António Costa? Porquê Vereador José Sá Fernnades?

Lisboa Cidade Sem Lei


Chegado por e-mail:

«Lisboa tornou-se nos últimos anos uma cidade sem lei a partir da noite.

O actual executivo camarário promove uma cultura de desrespeito pelos moradores o que torna a vida destes num inferno. Esquece os mais elementares direitos dos cidadãos, consagrados na Constituição da República Portuguesa, que pelos vistos só invocam quando lhes interessa defenderem os seus próprios interesses.

Os direitos ao sossego, ao repouso, à qualidade de vida, à segurança ao respeito pelas pessoas e bens são violentados sistematicamente por opção política do executivo camarário.

Apesar dos alertas sucessivos, petições, abaixo assinados, queixas ao Provedor de Justiça e reuniões com responsáveis autárquicos, este executivo camarário não se compadece e mantém-se inamovível na sua estratégia, activamente promovida nos mercados turísticos internacionais, de colocar Lisboa, e sobretudo os Bairros Históricos, no mapa dos destinos da noite, isto em total detrimento dos seus moradores, fomentando o consumo desregrado de álcool, os comportamentos aberrantes na via pública, a destruição sistemática da propriedade pública e privada dificultando a regeneração dos bairros históricos da cidade que continuam a definhar e a apodrecer.

Grande parte dos estabelecimentos não estão licenciados, não têm as mínimas condições para albergarem milhares de visitantes, as casas de banho são a via pública e as portas das casas, o lixo é deixado por todo o lado acordando os habitantes de manhã numa poça de urina e excrementos fétidos e no meio de uma lixeira depois de uma noite sem dormir por causa do barulho ensurdecedor de multidões que se deslocam de zona em zona em busca de mais álcool e mais divertimento como se estivessem permanentemente num festival de música ao ar livre.

No que toca ao estacionamento, os moradores e comerciantes pagam à EMEL para terem direito a estacionar na zona onde vivem, mas se por acaso regressam mais tarde a casa não o conseguem fazer porque todas as zonas de estacionamento estão ocupadas, mais as passadeiras, as esquinas, a frente de muitas garagens, os lados das ruas que não têm estacionamento autorizado, a própria faixa de rodagem, etc. Se houver uma emergência, é impossível um carro de bombeiros passar em muitos locais.

Nem isso demove o executivo autárquico da sua decisão abrir mais bares, fechar ruas com o objectivo de aumentar o consumo de álcool chegando ao cúmulo de fechar uma rua pública com o patrocínio do Absolut Vodka para promoção da sua marca.

• Onde está a fiscalização da idade para consumo de álcool?
• Onde está a fiscalização sobre o pagamento de IVA nos vários tipos de estabelecimentos de venda de bebidas a partir da noite?
• Onde estão afixados os horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais?
• Onde estão afixados os quadros de pessoal e respectivo horário?
• E porque não actua a Policia à noite sobre as praças de Táxi em segunda fila, o estacionamento caótico, o vandalismo, o barulho ensurdecedor na via pública, o desrespeito pelo cumprimento da lei da idade do consumo de álcool?
• Onde está a ASAE que antes fiscalizava tudo e agora não fiscaliza NADA?
• E no meio de tudo isto onde está o “ nosso “ presidente Dr. António Costa? O principal responsável da Câmara, mais preocupado com a sua carreira politica do que com a cidade que o elegeu, demitiu-se das suas responsabilidades, e entregou a gestão nas mãos dos seus vereadores, os quais resolveram brincar aos autarcas, fazendo experiências ao sabor do seu gosto pessoal, esquecendo-se dos seus munícipes. Não se pode desculpar com o inimputável ex-BE José Sá Fernandes, agora convicto PS, pois colocou-o novamente na sua lista. Os grandes massacrados são os moradores dos Bairros Históricos, em particular, Bairro Alto, Cais do Sodré, Santos, Príncipe Real, mas o fenómeno está a alastrar para outras zonas e outras cidades do país.

Leia-se o artigo da última Revista do Expresso (14/9/2013) sobre o consumo do álcool pelos jovens e atente-se no resultado devastador que as politicas seguidas pela Câmara Municipal de Lisboa têm sobre eles. Para Sá Fernandes, nada disso conta, o sossego dos moradores não é importante, urinar na via pública é normal, os graffitis/tags é uma moda, não tem solução e a sua limpeza é um custo que a Câmara tem de assumir. É fácil assumir custos com o dinheiro dos outros, das nossas taxas e impostos, é sem dúvida muito mais fácil do que promover uma fiscalização e sensibilização eficazes.

O que resta aos moradores? Mudar de casa? Comprar janelas com vidro duplo e corte acústico? Comprar ar condicionado e fechar as janelas? NÃO comprar casa nessas zonas? Então e aqueles que não o podem fazer, e os mais desfavorecidos, aqueles que não têm alternativa em relação às condições em que vivem? Estão sitiados nas sua casas onde de noite nem uma janela podem abrir por muito calor que tenham. Onde estão as preocupações sociais do Sr. Presidente da Câmara para com estes moradores?

Preocupações dessas não tem certamente o vereador Sá Fernandes que inaugurou de copo de Vodka Absolut na mão a rua cor-de-rosa, numa festa com barulho ensurdecedor, que acontece TODAS AS NOITES, esquecendo que ALI À VOLTA MORA GENTE.

Essa gente trabalha, estuda, tem horários a cumprir, paga impostos, cumpre a lei mas vive numa Cidade Sem Lei.

Isabel Sá da Bandeira (Nós Lisboetas)»

23/09/2013

Recordar é viver


Parece que sempre esteve branquinho como está agora mas não esteve: em 2003 estava como a imagem documenta. Uma vergonha que vinha de muito atrás, aliás. Finalmente, independentemente das peripécias, erros e omissões, a verdade é que temos o Arco da Rua Augusta limpo e aberto ininterruptamente ao público o acesso ao patamar cimeiro. Lisboa agradece.

16/09/2013

Recordar é viver


Alguém ainda se lembra da moradia da Rua de Alcolena, 28 (http://www.academia.edu/257101/O_N._28_da_Rua_de_Alcolena), e das promessas e aldrabices respectivas? Pois hoje a casa não só foi ampliada por construção de 'irmã' imediatamente ao lado, como a própria moradia feita por António Varela e Almada Negreiros, foi liminarmente demolida por dentro. Foi revendida, claro, e já está habitada. Uma imensa mancha na gestão de António Costa, por sinal, mas como ele próprio disse que não percebia os protestos perante casa tão feia, pintada de preto por dentro, assunto encerrado.


Texto editado

LISBOA Capital Europeia da Demolição: Rua Joaquim António Aguiar 5 a 15

Demolição em 2013 de dois imóveis Art Deco na Rua Joaquim António Aguiar 5 a 15

15/09/2013

Rua do Barão, 2 a 4: DEMOLIÇÃO INTEGRAL APROVADA

Já está aprovada pela CML a demolição integral deste imóvel e a edificação de uma construção nova com o dobro dos pisos. De 3 pisos passa para 7; o piso térreo passa a estar ocupado com 2 enormes portas de garagem de acesso às caves de estacionamento! Em vez de lojas, vida de bairro, teremos mais popós a habitar os preciosos pisos térreos dos bairros históricos; é um erro típico de cidades com políticas obsoletas de "reabilitação" com consequências gravíssimas a médio/longo prazo. Porque não pode este imóvel ser reabilitado / adaptado / alterado a uma nova função? Porquê esta destruição bruta? Estamos a suburbanizar os bairros tradicionais, as comunidades.
Aqui temos o novo PDM e o novo Plano de Urbanização de Alfama. Demolir imóveis na íntegra deixou de ser tabu nos bairros históricos como é este exemplo na fronteira entre a Sé e Alfama; interromper frentes urbanas consolidadas com construção nova é o novo modelo desta cidade avessa aos padrões internacionais de reabilitação & restauro.

PUBLI-Cidade: Avenida da Liberdade 1 (ZEP de MN)

No 1º andar deste imóvel - situado na ZEP do Monumento Nacional "Elevador da Glória" e do Palácio Foz e da Avenida da Liberdade (IIPs) - foram instalados 4 dispositivos de publicidade em todas as varandas, tapando as guardas de ferro decorativo, impossibilitando a plena fruição deste elemento patrimonial. O edifício faz parte ainda da "Carta Municipal do Património" anexa ao PDM (que cada vez mais verificamos não ter valor prático nenhum!). Os dispositivos publicitários não podem ocultar elementos decorativos dos edifícios, conforme disposto no Artigo 13º da Deliberação n.º  146/AM/95. Desde 5 Janeiro de 2011 (sim, dois mil e onze!) que aguardamos por esclarecimentos. Porquê tanto tempo para responder/agir Sr. Presidente António Costa? Com esta apatia e lentidão nunca mais Lisboa chegará aos padrões de qualidade do resto da Europa...

13/09/2013

Lisboa: «Speculative urbanization...»

Nota: retirado do blog dos Amigos do Jardim Botânico

12/09/2013

«DO ROCIO À PRAÇA DE D. PEDRO IV: HISTÓRIA DO MOBILIÁRIO URBANO NUMA PRAÇA DE LISBOA. DE 1755 A 1920»


Figura 30 – “Desenho junto ao programma de condições em que é posto em praça o fornecimento de urinoes do Typo Francez.” 1890. Fonte: AAC. CML.


Um trabalho muitíssimo interessante da Dra. Sílvia Barradas!
Ler AQUI.