LAVRA e GLÓRIA: Monumentos Nacionais da Carris vandalizados

E-mail enviado hoje à CARRIS:

Exmo. Senhor Provedor do Cliente


No seguimento da resposta de V. Exa. ao nosso e-mail de 15 de Outubro, abaixo reproduzida, e reconhecendo que a instalação de um sistema de video-vigilância poderá ser um instrumento inestimável no combate ao vandalismo (e nesse sentido seria útil que a CARRIS pressionasse as autoridades que tardam em autorizar a colocação das câmaras, relatando os custos que decorrem para a CARRIS sempre que procede à limpeza e ao restauro dos elevadores...), somos a sugerir à CARRIS o seguinte:

- A colocação, a título provisório e experimental, de uma cobertura de lona em cada um dos ascensores referidos, durante a noite ou quando se encontrem parqueados, mesmo sabendo-se de antemão que as coberturas serão graffitadas (antes as lonas do que os elevadores...);

- O lançamento de um concurso de ideias (em cujo cadernos de encargos e júri - com a participação do RSB - estaremos, obviamente, interessados em ser parte activa) com vista a ser possível, a médio prazo, e de forma definitiva:

* Vedar-se completamente, e em segurança, o terminal Norte do Ascensor do Lavra (foto em anexo) e o Sul do Ascensor da Bica, garantindo desta maneira que as duas composições do Lavra e uma composição da Bica são impossíveis de vandalizar durante a noite, o que não se verifica neste momento;

* A construção de 'garagens', de concepção leve, funcional e de estética adequada ao local (ver foto em anexo da estação dos Restauradores, na primeira metade do Século XX), em ambos os terminais do Ascensor da Glória e no terminal Norte do da Bica.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, João Filipe Guerreiro, Jorge Miguel Batista, António Branco Almeida, Nuno Caiado, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Jorge Lima, André Santos e Miguel de Sepúlveda Velloso

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Resposta do Provedor da CARRIS:

Exmos. Senhores
Bernardo Ferreira de Carvalho
Fernando Jorge
Paulo Ferrero
Nuno Caiado
Luís Marques da Silva
Virgílio Marques e
Júlio Amorim Rececionamos o e-mail que nos endereçaram, cujo teor mereceu a melhor atenção.

De facto, a Carris é a primeira a lamentar que os seus Ascensores se encontrem constantemente grafitados. Os permanentes atos de vandalismo sobre os veículos da Empresa é um problema que afeta a imagem desta junto dos Clientes, e que muito nos preocupa.

A Carris promove a limpeza imediata dos graffiti sempre que possível. Quando não é possível a sua remoção por limpeza é acionada uma ação de pintura. Infelizmente, como se pode constatar, logo após a limpeza/pintura, os veículos são novamente grafitados.

Também já foi solicitada autorização às Autoridades Competentes para instalar sistemas de videovigilância nos locais de parqueamento dos veículos, com o objetivo de desincentivar o vandalismo. Aguardamos a devida autorização para instalação das câmaras de videovigilância.

Por último, e uma vez que o Fórum Cidadania Lx é frequentado por várias pessoas com interesse na qualidade de vida da Cidade de Lisboa, solicitamos também outras sugestões de minimização ou erradicação deste problema.

Sempre ao dispor, apresentamos os melhores cumprimentos.

Lígia Querido
Gabinete do Provedor do Cliente

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À atenção de:


CARRIS
Câmara Municipal de Lisboa
Direcção-Geral do Património Cultural
Associação de Turismo de Lisboa


Junto enviamos mais um álbum de fotografias elucidativas sobre o estado deplorável em que se encontram os elevadores, e Monumentos Nacionais, do Lavra e da Glória; infelizmente, uma vergonha sem resolução, ano após ano.

A esta situação juntam-se as Calçadas do Lavra e da Glória, exemplos maiores de um espaço público igualmente deplorável, a que se junta ainda um edificado em ruína e puro abandono, atingindo um nível de degradação inaceitável para uma capital que se pretende afirmar como destino turístico de eleição.

Com os melhores cumprimentos


Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Luís Marques da Silva, Virgílio Marques, Júlio Amorim e Beatriz Empis

C.c. Media


"Cristas não quer mais de dois cães por apartamento"


"O Ministério da Agricultura prepara-se para fazer aprovar um diploma legal sobre animais de companhia em que limita a dois o número de cães permitidos por apartamento.
 
No caso dos gatos, o número sobe para quatro por habitação, a não ser que haja um quintal ou que os bichos morem numa quinta. A proposta atualiza o Código dos Animais de Companhia em vigor, que prevê que não possam estar mais de três cães num apartamento, mas faz outras alterações, segundo o "Público". Bastará apresentar queixa para a respetiva câmara ter o dever de retirar do apartamentos animais em excesso."

in DN 2013-10-29

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Em Benfica tenho uma vizinha que se crê muito amiguinha dos animais. Tem três cães em casa que NUNCA saem à rua. Quando a sra. dona resolve sair de casa, ficam os três a ladrar as horas que forem necessárias e, um dos cães no seu desespero, dando saltos contra porta da rua. Imaginem quem tem (no seu prédio) de aturar loucuras destas anos a fio. Estes animais passam uma vida de sofrimento graças à total ignorância dos seus donos.

Já agora Sra. Ministra não podia mencionar algo sobre a nojeira que os animais e os seus donos fazem por toda Lisboa e resto ?

Portugal e Lisboa têm gente ignorante em demasia que nem um animal devia ter....

16/10/2013

Apelamos à DGPC para agir sobre a Garagem Liz (Rua da Palma/ Avenida Almirante Reis)


Exma. Senhora
Directora-Geral do Património Cultural,
Dra. Isabel Cordeiro


C.C. SEC, PCML, AML, Media

No seguimento de outras mensagens recentemente enviadas a essa Direcção-Geral, somos a solicitar a intervenção dos serviços que V. Exa. dirige no sentido de instarem o proprietário da Garagem Liz, sita na Rua da Palma, nº 265-281, em Lisboa, e Imóvel de Interesse Público desde 1983 (Diário da República, I Série, n.º 19, 24 Jan.), a executar (com base no disposto no Artigo 21º, ponto 2, alínea b) da Lei nº 107/2001):

1. As medidas de protecção e salvaguarda necessárias a que este ainda valioso edifício, praticamente genuíno e ainda votado à sua função original (garagem e comércio), mesmo que em estado de pré-decrepitude e com vários dos seus elementos mutilados ou feitos desaparecer ao longo das últimas duas décadas, possa resistir às intempéries e a eventuais roubos e/ou actos de vandalismo.

2. As necessárias obras de conservação e recuperação que um imóvel desta importância exige, compreendendo a reposição dos elementos feitos desaparecer durante os últimos 20 anos, como sejam o relógio da fachada, muitos dos vidros das estruturas geométricas decorativas, etc.

Recordamos que este edifício, que data de 1933 e foi concebido pelo Arq. Hermínio Barros e o Eng. Jayme Real, é um dos expoentes máximos da arquitectura modernista de Lisboa, mais propriamente da arquitectura de transportes, inserindo-se com naturalidade no meio urbano, outrora de grande riqueza histórica e arquitectónica, e que aliás a Câmara Municipal de Lisboa muito recentemente tem vindo a reiterar ser sua prioridade em matéria de política de reabilitação urbana, naquilo que vem designando, e bem, por Eixo Prioritário da Almirante Reis (e nesse sentido enviamos cópia deste e-mail à CML).

Considerando que a cidade e a generalidade dos lisboetas ainda não prestam a justa atenção ao património do Movimento Moderno, é pois da maior urgência que a Direcção-Geral do Património Cultural contribua, activamente e de forma pedagógica, para a salvaguarda destes bens culturais no nosso património mais recente, aproveitando a oportunidade de marcar a diferença e de agir, dando corpo às competências que a Lei lhe atribui:

«Assegurar a gestão, salvaguarda, valorização, conservação e restauro dos bens que integrem o património cultural imóvel, móvel e imaterial do País, bem como desenvolver e executar …assegurar o cumprimento das obrigações do Estado no domínio do inventário, classificação, estudo, conservação, restauro, protecção, valorização e divulgação do património cultural móvel e imóvel…»

Com os melhores cumprimentos


Bernardo Ferreira de Carvalho, António Araújo, António Branco Almeida, Nuno Caiado, Fernando Jorge, Cristiana Rodrigues, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Martins, José Filipe Toga Soares, Luis Rego, Virgílio Marques, Júlio Amorim , Carlos Matos e Beatriz Empis

Foto: Site CML

LISBOA: depois das eleições

Bairro Alto, zona com estacionamento gerido pela EMEL

15/10/2013

"Governo destaca Plataforma Cultura-Turismo para valorizar património"


"O Governo aponta "a Cultura como um recurso transversal" e destaca a Plataforma Cultura-Turismo, segundo uma versão preliminar do relatório que acompanha a proposta do Orçamento do Estado para de 2014 a que a Lusa teve acesso.
 
De acordo com o documento, a Plataforma Cultura-Tuirismo irá "potenciar a oferta qualificada de rotas do património". "O sector do turismo é um dos grandes beneficiários da conservação, reabilitação e promoção do valioso património cultural, material e imaterial, do país", justifica o Governo. O relatório preliminar adianta que vão ser desenvolvidos modelos "públicos e privados, que permitam a valorização de conjuntos patrimoniais de relevo", argumenta o Governo, segundo o qual "os ganhos de eficiência e de receita", da conjugação das duas áreas, "deverão ser reinvestidos na conservação, reabilitação e promoção do património". A proposta para o Orçamento de 2013, apresentada há um ano, previa a concessão da gestão do património cultural por "entidades exteriores ao Governo", deixando nas mãos da secretaria de Estado da Cultura a decisão sobre "soluções de gestão", assegurando para o Estado "a maior parte das receitas" geradas no setor. A dotação orçamental incrita para a área da cultura, para o próximo ano, é de 198,8 milhões de euros, segundo uma versão preliminar do relatório da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2014, a que a Lusa teve acesso."

In DN, 2013-10-15
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Um dos muitos exemplo da "conservação, reabilitação e promoção do valioso património cultural" de Lisboa ??

Apelamos à DGPC para agir sobre o nº 89 da Avenida da República!

Resposta da Unidade de Intervenção Territorial do Centro (CML/Urbanismo):


Ex.mos Srs.

Encarrega-me a Sra. Diretora da Unidade de Intervenção Territorial Centro, Engª Leonor Pinto, de acusar a receção do vosso e-mail de 09 de outubro de 2013 e informar que na sequência do mesmo, foi visitado o edifício em 11 de Outubro de 2013, tendo sido verificado o mau estado de conservação do mesmo.

Nesta sequência, através do despacho da Sra. Diretora, de 14 de Outubro de 2013, foi determinada vistoria nos termos do Art.º 90 do RJUE e agendada para dia 22 de Novembro de 2013, estando a ser produzidos os ofícios a serem enviados ao proprietário e ocupantes.

Irá ainda promover-se reunião com o proprietário nos serviços, a fim de se aferir as suas pretensões e concertarem-se os esforços para que a reabilitação se concretize com a brevidade possível.

Atentamente

Unidade de Intervenção Territorial Centro

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Exma. Senhora
Directora-Geral do Património Cultural,
Dra. Isabel Cordeiro

C.C. SEC, PCML, AML, Media


No seguimento de outras mensagens por nós enviadas ao antigo IPPAR/IGESPAR, e já a essa Direcção-Geral, somos a solicitar a intervenção dos serviços que V. Exa. dirige no sentido de instarem o proprietário do edifício sito na Avenida da República, nº 89, em Lisboa (com base no disposto no Artigo 21º, ponto 2, alínea b) da Lei nº 107/2001), Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 129/77), a executar:

1. As medidas de protecção e salvaguarda necessárias a que este valioso edifício possa resistir às intempéries e a eventuais roubos e/ou actos de vandalismo.

2. As obras indispensáveis que garantam a salvaguarda dos elementos importantes deste edifício, como sejam os estuques dos tectos e a escadaria, uma vez que a clarabóia se encontra quebrada e o telhado não se encontra em bom estado de conservação.

Recordamos que este belo edifício ecléctico foi construído em 1909 por J. Rodrigues Prieto em clara inspiração no celebérrimo trabalho de Antoni Gaudí e Victor Horta, encontrando-se na actualidade praticamente genuíno no que toca à sua construção e decoração.

Face ao manifesto desinteresse e à apatia da Câmara Municipal de Lisboa para com o destino deste edifício desde 1989 (altura em que patrocinou algumas obras de restauro), que aliás se estende à generalidade do património edificado em finais do Século XIX, princípios do XX, mormente ao que diz respeito às Avenidas Novas, cremos caber à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) a oportunidade de marcar a diferença e de agir, dando assim corpo às competências que a Lei lhe atribui:

«Assegurar a gestão, salvaguarda, valorização, conservação e restauro dos bens que integrem o património cultural imóvel, móvel e imaterial do País, bem como desenvolver e executar …assegurar o cumprimento das obrigações do Estado no domínio do inventário, classificação, estudo, conservação, restauro, protecção, valorização e divulgação do património cultural móvel e imóvel…»

Reafirmamos a nossa convicção de que deste modo, Senhora Directora-Geral, a DGPC possibilitará a que, pelas boas-práticas, os cidadãos de Lisboa recuperem a confiança e a estima por essa Instituição.

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Luís Marques da Silva, António Branco Almeida, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Alexandre Marques da Cruz, José Morais Arnaud, Rita Filipe Silva, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Paulo Lopes, Carlos Matos, José Filipe Toga Soares, António Araújo e Beatriz Empis

LISBOA Capital da Marquise: Rua Joaquim António Aguiar 23-29

República das Bananas: Alteração ilegal da fachada do imóvel sito na Rua Joaquim António Aguiar 23-29

JARDIM DO PRÍNCIPE REAL






Fotos: Liga dos Amigos do Jardim Botânico

Apelamos à DGPC para agir sobre a Vila Garcia (Pedrouços)


Exma. Senhora
Directora-Geral do Património Cultural,
Dra. Isabel Cordeiro
C.C. SEC, PCML, AML, Media


No seguimento de outras mensagens do mesmo teor, por nós enviadas ao antigo IPPAR/IGESPAR e já a essa Direcção-Geral, somos a solicitar a intervenção dos serviços que V. Exa. dirige no sentido de instarem o proprietário privado da Vila Garcia, edifício classificado como Imóvel de Interesse público (Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978), sito na Rua de Pedrouços, nº 97-99, a executar, com base no disposto no Artigo 21º, ponto 2, alínea b) da Lei nº 107/2001:

As medidas urgentes de protecção e salvaguarda necessárias a que este ainda valioso edifício possa resistir às intempéries e a eventuais novos roubos e/ou actos de vandalismo, i.e., as obras indispensáveis que garantam a salvaguarda dos elementos ainda importantes deste edifício, pese embora o escandaloso estado de abandono e vandalismo a que este edifício tem sido sujeito ao longo das últimas duas décadas.

Face ao manifesto desinteresse e à apatia da Câmara Municipal de Lisboa para com o destino deste edifício (recordamos que apenas no início do anos 2000, ainda que por mais do que uma ocasião, a CML instou o proprietário a obras, mas sem qualquer sucesso ou repercussão legal para além da mera intimação), cremos que desta forma a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) pode fazer a diferença, agindo e levando até às últimas consequências o respectivo processo, transpondo assim finalmente para a prática as competências que a Lei lhe atribui em teoria:

«Assegurar a gestão, salvaguarda, valorização, conservação e restauro dos bens que integrem o património cultural imóvel, móvel e imaterial do País, bem como desenvolver e executar …assegurar o cumprimento das obrigações do Estado no domínio do inventário, classificação, estudo, conservação, restauro, protecção, valorização e divulgação do património cultural móvel e imóvel…»

Reafirmamos ainda, Senhora Directora-Geral, que é nossa convicção ser esta a forma da DGPC incutir de novo nos cidadãos a confiança nessa Instituição.

Com os melhores cumprimentos


Bernardo Ferreira de Carvalho, João Mineiro, Rui Martins, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Paulo Guilherme Figueiredo, Miguel de Sepúlveda Velloso, João Oliveira Leonardo, Carlos Matos, Irene Santos, Fernando Jorge, Beatriz Empis

Fotos: Blog S.O.S. Lisboa e site da CML

02/10/2013

Congratulações pelo restauro do Arco da Rua Augusta e da estátua de D. José I

Resposta da ATL:

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Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa


Serve o presente para congratularmos a CML e V. Exa. em particular pela recuperação do Arco da Rua Augusta e da estátua de D. José I, dois restauros que tardaram muitos anos para acontecer e que não podiam tardar mais. Lisboa agradece, e ninguém poderá dizer o contrário.

Com efeito, nós próprios pugnamos por ambos os restauros desde a nossa fundação, i.e., desde há 11 anos a esta parte. Inclusivamente, criticámos severamente as instâncias estatais responsáveis por ambos os monumentos quando por diversas vezes anunciaram publicamente datas e orçamento para o restauro do Arco Triunfal, por ex., para logo a seguir as datas e as verbas se esfumarem como por encanto.

O estado físico quer do Arco quer da estátua era a todos os títulos deplorável e confrangedor para a cidade e para todos, pelo que o seu restauro, melhor dito, a devolução de ambos a um estado de decência mínima é uma vitória da CML (e da ATL), em primeiro lugar, mas também é da cidade.

Pelo facto apresentamos os nossos agradecimentos.

No entanto, cumpre-nos apontar alguns pormenores que, não parecendo, se revestem de grande importância para quem esteja atento aos detalhes:

1. Arco da Rua Augusta

1.1. Pombos - Não entendemos como não se colocou nenhum dispositivo que evite ao máximo a presença de pombos, o que nos faz temer pela necessidade de nova obra a muito curto-prazo.

1.2 Caixa do elevador - Não entendemos como não se projectou de outra forma o encaixe do elevador de acesso à sala do relógio, de modo a evitar-se a presença daquele imenso elemento espúrio (ainda que rebocado a branco para se confundir com a pedra...) no topo do telhado a tardoz do edifício do STJ.

1.3 Esculturas - Tememos pelo efeito corrosivo a médio prazo na pedra da colocação durante a obra de pregos e acoplados metálicos aos elementos escultóricos do Arco a fim de um mais fácil manuseamento dos andaimes então montados.

1.4 Lajes - Não entendemos a precipitação em substituir-se os losangos em mármore partidos sob o Arco por laje em lioz de tez esbranquiçada, o que provoca uma indisfarçável dissonância com o resto do piso e que, a nosso ver, não é consentâneo com a envergadura que se pretende de toda a operação de restauro.

1.5. Miradouro - Sugerimos a substituição dos corrimãos em aço inoxidável, existentes no troço sala do relógio-miradouro por outro tipo de material que seja mais resistente ao calor (sob a acção directa do Sol vai ser difícil alguém segurar-se-lhes...), e apelamos ao bom senso de V. Exa. para se evitar a tentação de ali se vir a abrir qualquer tipo de esplanada.

1.6 Relógio - Regozijamo-nos com o novo ímpeto dado pela CML (ATL) ao restauro do relógio e ao mecanismo do sino, mas chamamos a atenção para a necessidade de, a curto-prazo, a CML (ATL) ter de providenciar uma nova desmontagem de todo o mecanismo do relógio a fim de se corrigirem as deficiências herdadas e proceder à inevitável remontagem minuciosa do mesmo e à efectiva calibragem dos ponteiros, para que o relógio não volte a estar em perigo de ruptura a médio-prazo com tem estado desde o célebre 'restauro' de há nem 5 anos.

2. Estátua de D. José I

Continuamos sem compreender como é que neste caso (não estamos perante esculturas da Antiguidade...) não foram recuperados os elementos decorativos em falta/mutilados do conjunto alegórico da base da estátua (fotos em anexo, por Miguel Jorge), elementos que, recorde-se, não foram quebrados ou vítimas da ferrugem há centenas ou milhares de anos, mas selvaticamente mutilados ao longo dos últimos 20 anos.

A nosso ver, esta era/é a oportunidade certa para se refazer os dedos quebrados, a trompa, os arreios, etc. - recorde-se, a este propósito, que com o crescendo da delinquência (e não sanção dos delinquentes), a partir de agora, se abre um grave precedente: a cada escultura que se parta ou roube um elemento decorativo, nada será reconstituído.

Apelamos a V. Exa. a que reveja esta situação, a fim de podermos ter esperança de que não só a nossa melhor estátua como todas as outras estátuas mutiladas na via pública de Lisboa num passado recente (Marquês de Pombal, Largo da Armada, Entre-Campos, etc.) possam voltar ao seu esplendor.

Na expectativa, aceite os nossos melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Luís Serpa, Pedro Formozinho Sanchez, Pedro Fonseca, Fernando Jorge, Jorge Lopes, Rossana Ballabio, Luís Marques da Silva, Jorge Lopes, Carlos Matos, Nuno Caiado, Júlio Amorim, Virgílio Marques e Miguel de Sepúlveda Velloso