30/11/2014

Geomonumento da Rua Sampaio Bruno

Após as fortes chuvadas das últimas semanas, o Geomonumento da Rua Sampaio Bruno, apresenta no seu lado direito um pequeno desmoronamento, que deve merecer a atenção e intervenção urgente da CML, de forma a evitar que este seja o primeiro de muitos e assim se deteriore, ou mesmo se perca, este testemunho do passado, com mais de 20 milhões de anos, no centro de Lisboa.

27/11/2014

PUBLI-Cidade: Roma versus Lisboa




Um bom exemplo (um bom compromisso?) de Regulamento para Publicidade em zonas históricas / imóveis classificados.

Em Roma existe um regulamento que é claro e sem margem para "interpretações abusivas".

Qualquer imóvel em obra numa zona classificada e que pretenda publicidade na tela de protecção, terá de reproduzir o desenho da fachada, a cores, e só uma área de cerca de 15% pode ser ocupada por patrocinador/publicidade.

Em Lisboa (em Portugal) é à vontade do freguês como podemos ver pelos exemplos aqui em baixo do Chiado e Restauradores, acabadinhos de instalar em zonas classificadas como MIP / IIP. E tem sido este cenário agressivo e desrespeitador há várias décadas em que a CML tem assumido um papel, no mínimo, vergonhoso. 

O FCLX reuniu em Julho com a DGPC num propósito de contribuir construtivamente para a resolução deste assunto - e parece que finalmente vai sair um regulamento (Portugal, sempre a reagir e quase nunca a antecipar, planeando atempadamente). Quanto à CML, nunca manifestou qualquer interesse em reunir com o FCLX - não deixaremos de tentar participar na reflexão deste tema como é óbvio.

Ficamos pois a aguardar por um regulamento, idêntico ou melhor do exemplo de Roma, que tanta falta faz para salvaguardar as cidades históricas e os bens culturais de Portugal.

 Restauradores
Camões/Chiado/BA

Apelo à CML, no rescaldo do Colóquio Norte Júnior e das Visitas Guiadas


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa,
Exmo. Senhor Vereador do Urbanismo
Arq. Manuel Salgado


No seguimento das várias iniciativas desenvolvidas até ao momento em memória do legado do Arq. Manuel Joaquim Norte Júnior na cidade de Lisboa e dos 135 anos decorridos do seu nascimento, designadamente:

· “Colóquio Norte Júnior ou o Triunfo do Ecletismo”, organizado pela Universidade Autónoma de Lisboa e pelo Instituto História de Arte da Universidade Nova, em 20 e 21 do corrente;
· Quatro passeios guiados, organizados pelo Fórum Cidadania Lx durante 2014, sob os lemas “A Graça Operária e o Arq. Norte Júnior” (21.6.2014), “Os Palacetes Premiados de Norte Júnior” (28.11.2014), “A Arquitectura Ameaçada dos Séculos XIX-XX, a Avenida da Liberdade, o Bº Barata Salgueiro e o Arq. Norte Júnior“ (27.9.2014) e “A Avenida da República & Arq. Norte Júnior” (22.11.2014);
· Mapa-Roteiro Norte Júnior, da autoria do Fórum Cidadania Lx e à disposição de todos os interessados, em https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=zxByhOdTWw2Q.kcEcoE5PYu94, com todo o legado do Arq. Norte Júnior ainda existente em Lisboa;


E do que nos foi dado a conhecer localmente no decurso destas iniciativas, somos a solicitar a melhor atenção de V. Exas. para o seguinte:

1. O edifício da Avenida da República, nº 55-B (alçados e fotos em anexo), concebido pelo Arq. Norte Júnior em 1929, exemplar singular da capacidade criativa e “avant garde” deste arquitecto, e totalmente genuíno ainda, encontra-se devoluto, degradado e, pior, sob a ameaça da demolição iminente, caso seja aprovado o PIP em apreciação no Departamento de Projectos Estruturantes da CML. Dado tratar-se de um edifício em sólida estrutura de betão armado, ele não está em risco de ruína. Este edifício não tem nenhuma espécie de protecção legal, encontrando-se apenas referenciado no Inventário Municipal, pelo que pedimos a V. Exas, Senhor Presidente e Senhor Vereador, para que evitem a demolição deste edifício, contrapondo a CML ao promotor outra solução para a sua necessária reabilitação, que não o seu desaparecimento.

2. O edifício da Avenida da República, nº 71, que data de 1933, é um dos melhores e mais imponentes exemplos do período construtivo de Norte Júnior concebido sob a influência da Art Déco e do período modernista, sendo também outra obra sólida em betão armado. O edifício tem hoje apenas um único inquilino e necessita de obras de conservação e reabilitação, pelo que pedimos a V. Exas, Senhor Presidente e Senhor Vereador, para que a CML contrarie o previsível agudizar da degradação do edifício, instando o proprietário a proceder às obras de reabilitação do edifício.

Não queremos assistir à repetição dos erros camarários de um passado não muito longínquo, como o que se verificou no edifício do nº 46 desta mesma avenida, da autoria do Arq. Ventura Terra, no seguimento da demolição completa dos seus interiores, autorizada pela CML em 11 de Julho de 2005 e concretizada em 2011.

Com os melhores cumprimentos,


Paulo Ferrero (pelo Fórum Cidadania Lx) e Prof. José Manuel Fernandes e Prof. Raquel Henriques da Silva (ambos pela Comissão Científica do Colóquio Norte Júnior ou o Triunfo do Ecletismo)

C.C. AML, DGPC, JF e Media

Tuk-tuks, the new kids in town

(Rui Gaudêncio, Público)
Tenho acompanhado a polémica dos tuk-tuks em Lisboa com um sorriso no canto da boca. O debate chegou à AML, que avançou com várias propostas para o executivo. Pedem-se regulamentos, fixação de horários, de percursos e de um limite máximo para o número deles, e até que os restantes lisboetas paguem (vulgo "incentivos fiscais") para que passem a ser eléctricos.
Quais são afinal as queixas? Poluição sonora, poluição atmosférica, estacionamento caótico, congestionamento, destruição de calçadas, atentado à privacidade nos bairros históricos; todas queixas válidas, nenhuma delas exclusiva aos tuk-tuks. O enorme número de automóveis na cidade de Lisboa causa isto tudo e mais. Ajudado por muitas das motas na poluição sonora, o automóvel consegue um impacto bem mais forte (a destruição das calçadas é o exemplo mais ridículo, basta olhar para a foto para perceber a diferença), só que... esses já cá estavam. E são quem manda na cidade.
As soluções que são propostas pela AML espelham bem isto. Repare-se que aplicar as leis já existentes seria suficiente para reduzir estes impactos negativos, disciplinar os tuk-tuks e conter a sua proliferação. Se um tuk-tuk for efectivamente proibido de estacionar ilegalmente, dificilmente poderá a continuar a funcionar como funciona hoje. Mas aplicar as leis já existentes (ruído, estacionamento, restrições ao trânsito) também seria chato para... (sim adivinharam) para o automóvel. Os novos regulamentos são uma maneira de contornar isso, tratando como diferentes, incómodos que são bem semelhantes.

25/11/2014

4ª Visita Norte Júnior: Eixo Avenida da República


 O chamado Edifício da Versalhes
 Historiadora Catarina Oliveira. em frente do Edifício da Casa Xangai

 Av. República 55, pioneiro Art Déco em Lisboa, ameaçado de demolição
 Av. República 71, exemplo da sofisticação Art Déco de Norte Júnior


Embora raramente falado, o legado do Arquitecto Norte Júnior em Lisboa inclui dois extraordinários prédios de apartamentos no sofisticado Art Déco: Avenida da República Nº 55 de 1929 e o Nº 71 de 1933 - que Norte Júnior desenhou para uma clientela endinheirada e desejosa do luxo Art Déco que irradiava de Paris. As duas Historiadoras chamaram a atenção para o facto de o edifício de 1929 representar uma das primeiras experiências Art Déco da cidade, e do Arq. Norte Júnior, revelando por isso que estava bem actualizado com as tendências dos centros culturais da Europa. Este edifício tem ainda uma caracteristica importantíssima pois já foi construído com a então jovem tecnologia do betão armado. O FCLX informou os presentes que existe na CML um projecto que pede a demolição deste imóvel, algo que indignou todos pois consideramos ser inaceitável destruir património com este significado capital! Mais à frente, ao chegarmos ao Nº 71, fomos premiados com o ambiente de requinte de desenho e de materiais criado por Norte Júnior em 1933. O passeio terminou com a visita a mais dois prédios gémeos Art Déco na Av. de Berna e ao palacete no gaveto da Av. República e Av. Berna, actual sede da Junta de Freguesia das Avenidas Novas que apoiou esta iniciativa do FCLX.

Pela observação atenta dos edifícios que se fez ao longo de toda a manhã, e ajudados pelas competentes guias do passeio, ficamos esclarecidos quanto à urgência de salvar este património notável, muitas vezes mal compreendido ou simplesmente tratado como coisa velha e descartável. E houve de tudo um pouco durante a nossa visita: desde o maravilhosamente bem cuidado e amado palacete onde se instalou o CLUBE MILITAR NAVAL, até aos dois desprezados prédios de rendimento na Avenida da República. Há agora que mobilizar os cidadãos para que a CML não assine a pena capital deste património único de Lisboa.

4ª Visita Norte Júnior: Eixo da Av. da República





 Deolinda Folgado, historiadora e uma das guias do passeio



Algumas imagens da 4ª visita guiada no âmbito da nossa chamada de atenção para o legado do Arquitecto Norte Júnior em Lisboa. O início da visita não poderia ter sido melhor: com café, chá e bolos oferecidos amavelmente pelo Clube Militar Naval (fotos). A Historiadora Deolinda Folgado colocou em contexto a obra deste autor, destacando a modernização da capital iniciada com os planos de Ressano Garcia nos finais do séc. XIX que preparou o crescimento da cidade burguesa para norte. O papel multifacetado de Norte Júnior e a sua vasta obra contribuiram, talvez mais do que qualquer outro autor deste periodo, para a formação de uma identidade arquitectonica da "Lisboa Entre Séculos", como ficou bem evidente através dos comentários da Historiadora Catarina Oliveira, a outra nossa guia - às duas devemos um grande agradecimento!

24/11/2014

Frontão do Chafariz do Arco de São Mamede


Chegado por e-mail: «O frontão do Chafariz do Arco de São Mamede, situado na Rua do Arco de São Mamede , ficou neste estado durante a noite de sábado para domingo!

Foto do respetivo chafariz com o frontão ainda intacto, num artigo publicado pelo Sr. Miguel de Sepúlveda Velloso há uns meses atrás:

http://cidadanialx.blogspot.pt/2014/08/serie-chafarizes-de-lisboa-2-chafariz.html

Rui Castro»

23/11/2014

Abate de nove (?) palmeiras na Rua Abel Manta (Benfica)






Rua Abel Manta, 5 de Novembro

Não sei se estavam doentes....mas desapareceram todas nesta rua que está a receber obras. No Google Earth pode-se verificar onde estavam situadas.

Se não estou enganado este terreno em tempos pertencia à "Quinta das Palmeiras"

Restos arrumados de uma noite desordenada e pouco amiga da cidade



Restos das noites onde o civismo, o respeito pela coisa pública e pelos outros não é mais do que letra morta. As multidões somam e seguem, os bares lucram, vendendo bebidas a menores e a quem mais apareça, a música é escancarada como as portas. Dança-se nos Largos de Lisboa. que, por sua vez, são um vasto espaço que se trasnforma numa vasta lixeira. Largo Vitorino Damásio.