Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
29/06/2015
27/06/2015
26/06/2015
CARRIS: mais para turistas, menos para lisboetas
25/06/2015
Pergunta a JF Estrela à Plataforma se se deve abater este lódão? Chegados aqui, que remédio.
Agradecendo a atenção da JF da Estrela, acontece que depois do que lhe fizeram selvaticamente em 2009 (foto abaixo e descrição em http://cheirar.blogspot.pt/2009/12/assim-nao-da.html) pouco mais há a dizer e a fazer. Pobre lódão.
23/06/2015
S.O.S. Jardim de Santos - Apelo à CML e JF Estrela
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Vereador dos Espaços Verdes
Presidente da Junta de Freguesia da Estrela
Como é do conhecimento de V. Exas., o Jardim Nun’ Álvares, vulgarmente conhecido como Jardim de Santos, é um excepcional representante dos pequenos jardins românticos da Lisboa de ‘900.
Estes jardins tinham, entre outros, o objectivo de se constituírem como alternativa aos Jardins Botânicos mais associados às Academias, tornando mais universal e acessível o conhecimento e a riqueza botânicas numa capital que, em virtude da sua privilegiada situação geográfica, permite que no seu solo se desenvolvam espécies que têm a sua área de origem a muitos quilómetros de Lisboa.
Poderemos dizer, sem exageros, que estes jardins românticos são uma verdadeira biblioteca da história e da diversidade botânica, marca insubstituível de Lisboa.
Assim, foram plantados um pouco por toda a parte, autênticos “gabinetes de curiosidades” botânicos que fazem de Lisboa uma referência incontornável no mapa dos jardins românticos da Europa.
O jardim de Santos não é excepção e nele podemos encontrar várias espécies exóticas que no seu conjunto deveriam ser suficientes para fazer desta área verde um exemplo de gestão e de classificação do património vegetal da cidade.
Aqui podemos encontrar uma galeria colossal de 8 (oito) tipuanas, felizmente classificadas, um numeroso e monumental grupo de belas-sombras e uma quantidade assinalável de grandes jacarandás, presentes no interior e nas franjas leste e norte do jardim. Para além deste notável grupo de árvores, poderíamos, ainda, acrescentar, uma estrelícia-gigante (strelitzia nicolai) e o grupo de olaias no qual uma se salienta pela sua dimensão e idade centenária.
Este jardim é a referência emblemática do bairro de Santos e os moradores têm nele um espaço de lazer e de contemplação.
Apesar desta invulgar riqueza botânica, o jardim mantém-se num estado de degradação e incúria alarmante e escandaloso, o que é incompatível com a imagem de Lisboa cidade-capital empenhada em promover-se nos mercados turísticos mundiais. E o seu estado de ruína entra em arrepiante contradição com o que se espera dos nossos órgãos autárquicos: instâncias modernas, democráticas e legítimas.
A degradação, a incúria e o desleixo a que o jardim tem sido votado, encontram-se espelhados nos seguintes factos:
- A intervenção camarária de 2013 resultou num completo fracasso, uma vez que toda a zona é agora área de divertimento nocturno, sem qualquer tipo de controlo, perdendo-se assim verbas consideráveis do erário camarário, no que se configura nem acto de gestão irresponsável;
- O arvoredo mantém-se alvo de toda a espécie de vandalismo (graffiti nas cascas, pernadas arrancadas, o coberto sub-arbóreo e as flores então plantadas foram eliminados pelo excesso de pisoteio). Não há um único canteiro ocupado;
- O interior do jardim é utilizado como parque de estacionamento nocturno;
- As caldeiras das árvores nunca são tratadas. A propagação de infestantes é norma. O solo nunca é arejado, a rega nunca é feita;
- As 4 (quatro) palmeiras centenárias foram eliminadas como resposta à praga do escaravelho-vermelho, em mais uma prova do total desinvestimento no combate a esta praga, que tem dizimado as palmeiras de Lisboa;
- A Junta de Freguesia protagonizou, recentemente, um dos casos mais infelizes ao permitir que se podasse selvaticamente a mais monumental bela-sombra do jardim.
Resumindo, TODO o jardim é utilizado como lixeira e casa de banho a céu aberto, com óbvias consequências para o seu pleno usufruto por parte dos moradores e para as condições edáficas, cuja qualidade é essencial para o vigor do coberto vegetal.
Assim, EXORTAMOS a Junta de Freguesia da Estrela e a Câmara Municipal de Lisboa para que em conjunto levem a cabo as seguintes sugestões.
1 - Elaboração de um plano de renaturalização do Jardim de Santos.
2 - Replantio urgente de todos canteiros.
3 - Trabalhos de manutenção e de enriquecimento do solo e das caldeiras.
4 - Levantamento exaustivo do estado fitossanitário de todas as árvores, recorrendo a métodos para lá do “método à vista”.
5 – Elaboração de um guia do Jardim de Santos para que o seu evidente valor botânico seja conhecido e salvaguardado.
6 - Replantação de palmeiras em substituição das já abatidas;
7 – Abertura de procedimento de classificação de Interesse Municipal dos seguintes conjuntos: a) belas-sombra; b) exemplar centenário de olaia; c) todos os jacarandás;
8 – Manutenção e (re)colocação do mobiliário urbano de época, que tão bem caracteriza/caracterizava este jardim (bebedouros, lanternas das colunas de iluminação, bancos).
É nossa firme convicção que só com uma acção robusta e célere poderemos, ainda, salvar o jardim de Santos.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Alexandre Marques da Cruz, Luís Serpa, Júlio Amorim, Virgílio Marques, António Branco Almeida, Rosa Casimiro, José Filipe Soares, Jorge Lima, Guilherme Pereira, Pedro Fonseca, Inês Beleza Barreiros, João Pinto Soares e Beatriz Empis.
(junto anexamos fotos de 1911, de Joshua Benoliel, do Arquivo Municipal de Lisboa, e fotos actuais)
22/06/2015
ESTRADAS DE LISBOA: Rua do Recolhimento
Um arruamento, 3 faixas de rodagem, ZERO canal pedonal! Num bairro histórico com muitos moradores idosos. Isto ainda é apenas uma estrada, ainda não é uma rua urbana em bairro histórico.
19/06/2015
18/06/2015
Árvores de Santa Maria Maior
Barracas de luxo em Belém
«Preados Senhores,
A Câmara quer construir mais restaurantes de luxo e estacionamentos à Beira-Tejo, em Belém, no lugar de dois abarracamentos abandonados. Trata-se de um dos locais mais emblemáticos da cidade e da história da cultura portuguesa. Por favor mobilizem os seus sócios e contatos de modo que mais essa negociata não vá avante. É inacreditável e revoltante que isso ainda possa vir a acontecer em pleno século XXI.
Cumprimentos
Pedro de Souza
Lisboa»
17/06/2015
Turismo Sustentável em Centros Históricos: 18 Junho 21H
16/06/2015
A CML não pode tomar posse administrativa da Estação Sul e Sueste, obras coercivas e acabar com esta pouca vergonha?
Foto: Público
De acórdão do STA:
«I - A decisão de proceder à posse administrativa de um imóvel com vista à realização de obras indispensáveis à sua segurança que o seu proprietário se recusa a fazer só pode ter lugar quando, previamente, o prédio tenha sido objecto de vistoria, o proprietário possa nela ter tido intervenção, tenham sido identificadas as obras que se impõem fazer, tenha sido obtido orçamento para elas e o proprietário tenha sido notificado deste.
II - O que significa que este é um procedimento complexo que só se mostra findo quando as apontadas formalidades tenham sido cumpridas visto ser esse cumprimento que permite a prolação de uma decisão fundamentada que se pode decompor em dois segmentos; de um lado, o que respeita à necessidade da posse administrativa para a execução das obras e, de outro, o que estabelece que a Câmara se irá substituir ao proprietário e as irá realizar pelo valor que foi orçamentado.
III - E, se assim é, aquela decisão constitui um único acto cujos efeitos jurídicos se não podem dissociar e que não têm autonomia entre si apesar da sua segmentação.»
O lugar da antiga Barbearia Campos no Largo do Chiado: dia 9 de Junho de 2015
Alguém pode acreditar que um bem cultural, real e autentico, possa ser "recriado" depois de destruído, como se fosse um bolo de pastelaria ou pudim instantâneo? A pergunta que continua sem resposta é porque razão a CML não exigiu aqui um outro tipo de intervenção menos pesada em respeito ao bem cultural que existia no local, ou seja, uma reabilitação de facto do imóvel em vez da construção nova que se está a fazer atrás da fachada.
Fotos: Imagens actuais do local exacto da antiga Barbearia Campos (9 de Junho de 2015).
























