31/05/2016

Pedido de inclusão da Rua Júlio de Andrade no programa "Uma Praça em Cada Bairro"


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.c. AML, JF Arroios, JF Santo António, DGPC e Media

No âmbito do programa “Uma Praça em cada Bairro”, programa que consideramos ser uma enorme mais-valia para a Lisboa do amanhã, ao permitir a devolução de mais e melhor espaço público ao peão e, assim, uma melhor qualidade de vida ao cidadão, somos a solicitar a inclusão no mesmo da Rua Júlio de Andrade, ao Torel, arruamento que é da jurisdição das Juntas de Freguesia de Arroios e de Santo António.

Com efeito, esta rua, que é das últimas ruas verdadeiramente românticas de Lisboa, é bordejada unicamente por palacetes e por árvores na sua maioria de grande porte, e está incluída no perímetro de classificação do Campo Mártires da Pátria, Conjunto de Interesse Público, merece ser, a nosso ver, uma rua inteiramente pedonal, permitindo-se, naturalmente, a circulação automóvel aos moradores por modo a acederem a suas casas, e às cargas e descargas na sede da Xuventude de Galicia.

Cremos que continuará a estar assegurado o estacionamento para moradores dado que há estacionamento intramuros em todos os palacetes da rua, e, para terceiros, existe estacionamento pago à superfície nas imediações e estacionamento pago subterrâneo no grande parque construído junto ao edifício da Escola-Médico Cirúrgica.

Por outro lado, a “pedonalização” da Rua Júlio de Andrade vai permitir que as árvores ali existentes “respirem” melhor, sobretudo aquelas cujas raízes têm vindo a fazer levantar a calçada dos passeios, mormente no passeio a nascente, impedindo a boa circulação das pessoas nos passeios. Com esta intervenção as pessoas poderão circular de forma mais desafogada, dado o inevitável reperfilamento dos passeios.

Para que este projecto seja bem-sucedido, contudo, é necessário que a CML intervenha na circulação automóvel, possivelmente alterando os sentidos de circulação nas imediações (Tv. do Torel, Tv. Cruz do Torel, Tv. Forno do Torel e adjacentes), de modo a permitir o bom acesso ao edifício das antigas instalações dos serviços prisionais (Tv. Cruz do Torel, 1 e Rua Júlio de Andrade, 1), e sinalizando devidamente os limites da área pedonal.

Por último, a “pedonalização” da Rua Júlio Andrade será mais um contributo no fortalecimento do contínuo verde desde o Jardim Braancamp Freire ao Jardim do Torel.

Pelo exposto, é nossa convicção que o projecto será um sucesso, pelo que solicitamos à CML que inclua a Rua Júlio de Andrade no projecto “Uma Praça em cada Bairro”.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Miguel Batista, Júlio Amorim, Maria do Rosário Reiche, Rui Martins, Inês Beleza Barreiros, Miguel Atanásio Carvalho, Jorge Santos Silva, João Oliveira Leonardo, Nuno Vasco Franco, Pedro Janarra, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Gustavo Cunha

30/05/2016

Aniversário da Liga dos Amigos do Jardim Botânico - Trinta Anos a Criar Raízes - 1986 / 2016

Aniversário da LAJB - Trinta Anos a Criar Raízes - 1986 / 2016. 
Hoje é o dia de aniversário da Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa, que faz 30 anos, tendo sido criada em 30 de Maio de 1986: http://amigosdobotanico.blogspot.pt/

29/05/2016

Pelo menos por fora,uma muito boa reabilitação. Rua do Salitre



Até os algerozes foram recuperados. 





Parabéns a quem fez o projecto.

Se os interiores foram tratados como foi o exterior, tratar-se-á de um muito bom exemplo de recuperação de uma casa da viragem do século unifamiliar na rua do Salitre.

Como se comprova, o património Entre-Séculos da cidade pode ser salvo e resgatado. 


Hotéis de Salgado & Ca. - 3

Na colina do Príncipe Real surge esta caixa de betão de um conhecido grupo que opera na capital, tendo já aberto um hotel no coração de Alfama (aí pelo menos a lata em desfear e destruir a cidade não conseguiu fazer o seu caminho).

Esta coisa em socalcos é o rosto visível do facilitismo com que se autorizam certas obras em Lisboa. Este ocupa vários logradouros, impermeabilizando os solos numa das colinas com maior declive da cidade. Em vez de se ter deitado para o lixo esta pretensa valorização dos espaços, licenciou-se o disparate.

Não contentes com esta ocupação digna de um turismo de mau-nível e pior imagem, os promotores queriam, ainda, rebentar com a Vila Martel para construir um parque de 10 ou 14 andares cimentando toda a encosta, Seria um estacionamento robótico muito moderno, decerto, mas mais do que inoportuno. Foi preciso o chumbo da DGPC e dos serviços de tráfego da própria CML,  para deitar ao charco essa maravilha da clarividência e da boa gestão e ordenamento urbanos.

Ficámos com este elefante branco enxertado no centro histórico onde a cidade não pode ser conservada em formol, segundo a douta opinião de alguns autarcas. Pois não, mas também, não precise de ser intervencionada de tal forma que se torne irreconhecível.

28/05/2016

Pobre Odéon, pior a emenda que o soneto


Mas agora está claro para todos: o maravilhoso tecto em madeira vai à vida. É profundamente lamentável. Resposta do MC:

«Exmos. Senhores

Encarrega-me a Sra. Chefe do Gabinete de S. Exa. o Sr. Ministro da Cultura de vos fazer chegar a resposta infra:

Relativamente ao assunto em epígrafe, em resposta ao vosso mail de 22 de abril p.p. e após termos consultado a Direção Geral do Património Cultural, vimos informar o seguinte:

De facto, por despacho de 12.10.2004 da Vice-Presidente do IPPAR foi determinada a abertura da instrução do processo de classificação do Cinema Odéon. Posteriormente, por despacho de 30.10.2009 do Diretor do IGESPAR, I.P., sobre parecer da SPAA do CNC, foi revogado o referido despacho, com a fundamentação de que, no seu estado atual (à data de 2009), e no seu todo, não reunia o imóvel nenhum dos critérios previstos no art.º 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro. Mais tarde, na sequência de nova proposta de classificação, por despacho de 20.08.2014 da Diretora-Geral da DGPC foi determinado o arquivamento, atendendo, de novo, ao estado de conservação, e ainda pelo facto do imóvel estar incluído no conjunto da Avenida da Liberdade, classificada como CIP pela Portaria n.º 385/213, publicada no DR, 2.ª série, N.º 115, de 18 de junho.

Encontra-se igualmente inserido na Zona Geral de Proteção (ZGP) do Conjunto da Lisboa Pombalina, conforme Portaria n.º 740-DV/2012, D.R., 2.ª série, n.º248, de 24 de Dezembro e na Zona Geral de Proteção (ZGP) do Cinema Politeama, Imóvel de Interesse Público (IIP), conforme D.R. n.º42, 1.ª Série-B, de 19 de Fevereiro.

No que concerne o Pedido de Informação Prévia (PIP) que previa a transformação do Cinema em Centro Comercial, foi o mesmo aprovado pela DGPC com as seguintes premissas/condicionantes: a) manutenção das fachadas e da geometria da cobertura existente, com ampliação da claraboia primitiva e abertura de trapeiras; b) reformulação geral do interior, com manutenção da boca de cena e do teto abobadado da antiga sala principal do cinema; c) abertura de quatro pisos em cave, na totalidade do lote, sendo o piso -1 destinado a um restaurante/bar e os restantes pisos para estacionamento e equipamentos técnicos; d) proposta de um novo uso para o edifício, que passaria a albergar um espaço comercial e de restauração apoiada por uma área de estacionamento.

De acordo com a análise do projeto conclui-se que “Face à impossibilidade de manutenção do interior do edifício, dado o seu avançado estado de degradação, consideramos que o resgatar para a cidade de pelo menos a sua imagem exterior e de alguma memória interior é já uma mais-valia a considerar”.

A 13.4.16, deu entrada na DGPC um novo PIP que após a devida análise técnica, obteve novo despacho de aprovação nos termos propostos tecnicamente, designadamente atendendo (I) à presente servidão administrativa (Av da Liberdade; Conjunto de Interesse Público (CIP)), (II)aos antecedentes (Aprovação Condicionada em 27.7.10 de uma proposta de alteração do uso (de sala de espetáculos para uma utilização mista com ampliação), (III)ao profundo estado de degradação do imóvel e (IV)estando garantida a salvaguarda das principais características do edifício, nomeadamente a leitura urbana da imagem do antigo cineteatro (em termos de volumetria e da preservação dos seus elementos arquitetónicos e decorativos; corpo de varandas, cantarias, caixilharias e vitrais) e, no interior, a preservação do frontão da boca de cena (incluindo os seus elementos decorativos e o arranque dos balcões), proponho Aprovação Condicionada (A)nos termos da informação de arqueologia, (B)à preservação das caixilharias/carpintarias dos vãos exteriores do piso térreo nos dois arruamentos (que poderão ser integradas juntamente com as novas caixilharias propostas), (C)à implementação de uma solução com menor expressão nas divisórias entre frações nas varandas existentes nos pisos 1 e 2, assim como (D)à execução da caixilharia das novas trapeiras em ferro ou madeira, considerando que o imóvel se encontra inserido no referido CIP da Av. da Liberdade.”.

Desta aprovação da DGPC já foi dado conhecimento à CML.

Agradecendo, desde já, todo o vosso interesse e empenho na defesa dos valores patrimoniais da cidade de Lisboa, estamos disponíveis para qualquer esclarecimento adicional que considerem importante.

A Chefe do Gabinete

Rita Sá Marques»

27/05/2016

E os chafarizes? Que seca.


Enquanto isso, dos chafarizes de Lisboa (e são mtos: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_chafarizes_de_Lisboa), na sua maioria esmagadora profundamente escavacados e vandalizados (como o do Rato, na imagem - foto de João Carvalho), um doce a quem indicar algum que deite água... credo, que raio de cidade. Para rir são todas as promessas de que tudo iria mudar. Bah!

ADEUS SEMANA ACADÉMICA DE LISBOA, ATÉ PARA O ANO ...!


Estado em que ficou o terreno onde se realizou a Semana Académica de Lisboa 2016, em pleno Parque Florestal de Monsanto.

Queremos saudar a autarquia de Lisboa, nas pessoas do seu Presidente, Dr. Fernando Medina e do seu Vereador dos Espaços Verdes Dr. José Sá Fernandes, pelo desvelo e preocupação que dedicam ao Parque Florestal de Monsanto - O Pulmão Verde de Lisboa, traduzidas pela concessão das licenças que tornaram possível o quadro de horror que a foto documenta.

A falta de cultura da Natureza e a manutenção das políticas do "Quero Posso e Mando" e do "Compadrio", pouco ou nada se alteraram em Lisboa desde a época do "Estado-Novo".

Tais políticas, que contornando as leis vigentes e ignorando os pareceres dos técnicos, procuram satisfazer interesses particulares, continuam a abrir feridas em Lisboa e muito particularmente no Parque Florestal de Monsanto.

Neste caso, foi a Universidade de Lisboa, organismo que tem por obrigação ensinar aos seus alunos o respeito pela Natureza e pelas leis que a regem. Não é isso, infelizmente, o que acontece.

Veremos agora como o Ministério Público de Lisboa irá reagir aos atropelos da lei entretanto verificados.


João Pinto Soares

24/05/2016

Praça de Espanha vai ter parque urbano e menos espaço para o automóvel


In Público Online (25.5.2016)
Por INÊS BOAVENTURA

«A Câmara de Lisboa discute esta quarta-feira o futuro do espaço. Está prevista uma “alteração substancial” do sistema viário e o surgimento de um edifício, com uma altura máxima de 145 metros, no sítio do antigo mercado

A criação de “um parque urbano de escala citadina” é uma das apostas da Câmara de Lisboa para a Praça de Espanha, área cujo futuro vai ser discutido esta quarta-feira. A proposta do município prevê que no espaço do antigo mercado nasça um edifício com uma altura máxima de 145 metros e que no lado oposto da Avenida dos Combatentes surjam várias construções, incluindo uma esquadra da PSP e um lar e centro de dia. A delimitação da chamada Unidade de Execução da Praça de Espanha e os seus Termos de Referência vão ser apreciados na reunião camarária desta quarta-feira.

Na proposta, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, sublinha que aquilo que se pretende é “adoptar uma solução integradora que consiga materializar a conciliação entre a requalificação do espaço público, a circulação viária e ainda a concretização imediata dos direitos de edificabilidade anteriormente assumidos com a Lusitânia e o Montepio” para o terreno onde estão actualmente localizados o restaurante La Gôndola e uma esquadra da PSP. Hoje, diz-se nos Termos de Referência desta Unidade de Execução, a Praça de Espanha “apresenta-se como uma estrutura urbana desarticulada e desconexa”, marcada por uma “desumanização” do espaço central e por uma “valoração e priorização do uso automóvel”. “A Praça de Espanha há muito que reclama uma solução integradora que consiga materializar a conciliação entre o espaço público e a circulação viária”, acrescenta-se no documento, no qual se elencam os objectivos a alcançar. A “afirmação de uma nova polaridade urbana”, a “reformulação da rede viária através da libertação e descongestionamento do espaço público a favor do peão” e a “criação de um amplo parque urbano, seguro e confortável” são alguns deles.

No documento, ao qual o PÚBLICO teve acesso, explicita-se que a zona de intervenção em causa tem uma área de 10,45 hectares, divididos pelas freguesias das Avenidas Novas, Campolide e São Domingos de Benfica. Para “espaços verdes e de utilização colectiva” está prevista a afectação de “aproximadamente 35.200 m2 de terreno, o que corresponde a uma área muito superior à que resulta da aplicação do parâmetro de dimensionamento fixado no PDM [Plano Director Municipal].

Sobre o já mencionado parque urbano, diz-se que haverá uma “amplicação da área central” da Praça de Espanha com vista à sua criação e que o projecto paisagístico a concretizar “será objecto de concurso público”. A intenção da câmara é que o novo parque seja “devidamente integrado na cidade” e tenha “expressão relevante para a fixação de actividades de recreio e lazer”, apresentando-se “estruturado por percursos pedonais de continuidade com a malha urbana envolvente e bem servido de transportes públicos”. Outra das operações previstas para esta Unidade de Execução é a criação de “um parque de estacionamento público sob a Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, na proximidade do Instituto Português de Oncologia”. Em relação à circulação automóvel, prevê-se uma “alteração substancial da estrutura do sistema de circulação existente” e que se considera ser hoje “excessivamente ocupado por vias”. A este nível, as modificações propostas são estas: prolongar a Av. Columbano Bordalo Pinheiro, promovendo a ligação à Av. Santos Dumont, ligar a Av. Dos Combatentes à Av. António Augusto de Aguiar (no sentido noroeste-sudeste), ligar a Av. De Berna à Av. Calouste Gulbenkian (no sentido nascente-poente) e suprimir o atravessamento da Praça de Espanha através da Av. dos Combatentes. Quanto às operações urbanísticas previstas para as diferentes parcelas desta Unidade de Execução, o município detalha que no terreno em que antes funciona um mercado (desactivado em Setembro de 2015) “prevê-se a realização de uma obra de construção nova”. A altura máxima desse “novo edifício”, diz-se, “não deverá ultrapassar a cota máxima de 145 m [metros]”. Quanto à parcela do outro lado da Av. dos Combatentes, que tal como a anterior é propriedade municipal, aquilo que se propõe é “um modelo compacto de ocupação do território com a localização de funções urbanas de maior centralidade”. [...]»

Colónia da Sineta - Aplauso e incentivo à CMO


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Paulo Vistas


No seguimento da notícia publicada no Jornal da Região (em anexo), dando conta da visita efectuada por V. Exa., e pelos responsáveis da APISAL, à Colónia da Sineta, em Caxias - visita a que não pudemos comparecer, pelas razões já expostas -, congratulamo-nos pelos resultados da mesma, que traduzem, a nosso ver, a efectiva esperança de que poderá haver uma solução para aquele edifício, a contendo de todos, desde logo à memória do Arq. Ventura Terra, seu autor, cuja autoria, só por si, desvaloriza todo e qualquer argumento de que aquele edifício "não vale nada" ou "não tem valor nenhum arquitectónico", como, certamente por ignorância, se pode ler no artigo.

Desejamos, assim, o melhor sucesso a V. Exa., Senhor Presidente, e à Câmara Municipal de Oeiras, e colocamo-nos mais uma vez à V/disposição para contribuirmos, na medida das nossas possibilidades, para a boa prossecução do objectivo a que nos propusemos desde o início: salvar o edifício, começando por o colocar na agenda de Oeiras, e com isso celebrizarmos todos os 150 Anos de Ventura Terra também nesse concelho.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Nuno Castelo-Branco, Gustavo Cunha (pelo Fórum Cidadania Lx), Alda Terra (Associação Ventura Terra) e Alexandra de Carvalho Antunes

23/05/2016

Abate de árvores na Rua Júlio Andrade (ao Torel) - Pedido de esclarecimentos à DMEV/CML e JF

Exmos. Senhores Responsáveis
do Departamento Municipal de Ambiente e Espaços Verdes
Exmos. Senhores Presidentes das Juntas de Freguesia de Arroios e de Santo António


C.c. Vereador Sá Fernandes, PCML, AML, Vereador Manuel Salgado, Vereadora Catarina Vaz Pinto, DGPC, LPVVA e ICNF

Fomos informados por moradora na Calçada Moinho do Vento que estará iminente o abate das árvores (centenárias, algumas delas) da Rua Júlio Andrade, ao Torel, que, como é do conhecimento de V. Exas. não só pertence ao conjunto classificado de Imóvel de Interesse Público do Campo Mártires da Pátria (ver anexo), como é uma das raríssimas artérias românticas ainda preservadas na cidade de Lisboa, faceta pela qual é conhecida no estrangeiro, inclusive; é constituída por 7 palacetes, 3 deles abandonados e, portanto, sem moradores e, além disso, um arruamento onde não existe falta de estacionamento já que quase todos os edifícios possuem local para estacionamento dentro dos próprios lotes.

Além do exposto, constata-se que nenhuma das árvores sofre de problemas fitossanitários que impliquem o seu abate como obrigatório, muito pelo contrário.

Conforme fomos informados, o motivo invocado para tal empreitada é o de aumentar a oferta de estacionamento automóvel, o que se nos afigura como caricato.

Antes de eventuais procedimentos de outra ordem, solicitamos a esses Serviços, portanto, que nos informem se se confirma tal empreitada?
E, no caso de tal se confirmar, solicitamos que nos informem quem deu autorização para a mesma, com que fundamento e se as entidades com jurisdição para tal - Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida, Direcção-Geral do Património Cultural e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas - se pronunciaram igualmente.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Jorge Lima, Miguel Atanásio Carvalho, Gonçalo Cornélio da Silva, Nuno Caiado, Miguel Lopes, Pedro Janarra, Luís Serpa, Leonor Areal, Jorge Pinto, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rosa Casimiro, Maria do Rosário Reiche, Rita Filipe Silva, Maria de Morais

Parece que pode haver futuro risonho para a Colónia da Sineta


Oxalá. Parabéns à CMO e ao seu Presidente, pela liderança, e à associação proprietária por se mostrar disponível em colaborar. Faço votos para que os 150 Anos de Ventura Terra seja também celebrados no concelho de Oeiras, com a entrada em obra na Colónia da Sinera! (Foto: artigo no Jornal da Região)

21/05/2016

É assim também em Benfica....


Por sorte nesta zona não existem idosos, crianças, deficientes....

Como estacionar em Lisboa




























E é assim que se continua a estacionar em Lisboa. Sem palavras...
Calçada Marquês de Abrantes

Vamos falar das árvores? Das podas à biodiversidade, sábado é dia de as descobrir


As notícias em torno das árvores têm sido “muito más”, centradas em “incidentes” como o abate e a poda indevida ou fora de tempo DANIEL ROCHA

In Público Online (20.5.2016)
Por INÊS BOAVENTURA «A iniciativa é da Plataforma em Defesa das Árvores, que quer que elas sejam vistas como uma solução e não como um problema. Apresentado há um ano como urgente, o Regulamento Municipal do Arvoredo continua por aprovar.

Vamos falar das árvores de Lisboa? A proposta é da Plataforma em Defesa das Árvores, que vai promover no sábado um seminário em torno do tema e um “passeio guiado”. Depois de um ano marcado por “notícias muito más” sobre intervenções no arvoredo da cidade, a porta-voz da plataforma sublinha que aquilo que se pretende é “abordar a árvore de uma maneira diferente”, não como um problema mas sim como “uma solução para uma série de problemas”.

O seminário acontece entre as 10h e as 13h do dia 21 de Maio no Cinema São Jorge, na Avenida da Liberdade. Entre os oradores confirmados estão o vereador da Estrutura Verde da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, e o ex-ministro António Bagão Félix, apresentado como “botânico amador” e autor do livro “Trinta árvores em discurso directo”.

Rosa Casimiro, a porta-voz da plataforma, nota que foi possível mobilizar para esta iniciativa vários técnicos da área. “Chamámos uma série de especialistas, de pessoas que estudam as árvores”, diz, fazendo o contraponto com aqueles que integram o movimento nascido há cerca de um ano: “Nós não somos técnicos. O que nos une a todos é o amor pelas árvores”, constata.

Ao PÚBLICO, Rosa Casimiro observa que durante o tempo de vida do movimento, que além de vários cidadãos em nome individual integra organizações como o Fórum Cidadania Lisboa, a Associação Lisboa Verde, a Plataforma por Monsanto e a Quercus, as notícias em torno das árvores têm sido “muito más”, centradas em “incidentes” como o abate de alguns exemplares e a poda indevida ou fora de tempo de outros.

“E isso não é a realidade”, sublinha, notando que “a árvore, mais do que um problema, é a solução para uma série de problemas”. Por isso, explica, no seminário de sábado procurar-se-á “abordar a árvore de uma maneira diferente”.

Nesse sentido, haverá intervenções sobre “a subtil sabedoria das árvores”, “a biodiversidade na cidade de Lisboa”, “árvores, jardins e parques históricos”, “árvores monumentais, uma memória viva” e “a arboricultura em espaço urbano, boas e más práticas”. O arranque do seminário estará a cargo de Miguel Sepúlveda Velloso, da plataforma, que falará sobre “um ano a defender árvores”.

Depois do seminário haverá um “passeio guiado”, conduzido pelo ecólogo Rui Pedro Lérias, “pelo meio das árvores” de Lisboa. O ponto de encontro é às 15h de sábado no Alto do Parque Eduardo VII, junto à bandeira.

Rui Pedro Lérias adianta que o passeio, que termina na Praça da Alegria e tem uma duração estimada de duas horas, terá duas vertentes: uma “meramente lúdica”, que pretende que os participantes possam ver as árvores existentes ao longo do percurso e descobrir exemplares que não conheciam, e outra “um bocadinho didáctica”. A esse nível, explica, a ideia é apontar “bons e maus exemplos” existentes ao longo do percurso.

Observando que “as pessoas têm muita vontade de conhecer melhor as árvores de Lisboa”, Rui Pedro Lérias antecipa que haverá “uma boa afluência” a este passeio, que não requer inscrição prévia. “Tenho receio de ter que levar um megafone”, conclui a brincar o ecólogo, que mais do que “um guia” quer ser “um facilitador da visita”.

Apesar de aquilo que agora se pretende ser abordar o tema das árvores de uma forma positiva, Rosa Casimiro reconhece que a realidade está longe de ser perfeita. Para a plataforma, um dos temas que causam preocupação é o facto de com a reforma administrativa da cidade a gestão e manutenção dos espaços verdes terem transitado da câmara para as juntas de freguesia.

“Houve um desmembramento da gestão das árvores. Cada junta trata à sua maneira e isso é muito preocupante”, afirma Rosa Casimiro. Para a designer, e apaixonada por árvores, isso deixa Lisboa mais longe do conceito de “floresta urbana”, do qual “se fala internacionalmente” e que pressupõe que se olhe para as árvores na cidade “como um elemento uno”.

Outra preocupação da plataforma tem a ver com o Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa, mais precisamente com o facto de ele não ter ainda entrado em vigor. “É-nos difícil entender. Já passou mais de um ano”, diz Rosa Casimiro, que não encontra explicação para o atraso. [...]»

18/05/2016

Há normas, não há é quem as ponha em prática

Caldeira cimentada de uma tipuana na rua Rosa Araújo

Esta jovem tipuana (?) morrerá. Tudo lhe foi metido em cima.

Em vez de protegidos, os troncos servem para encostar todo o tipo de materiais de construção.

Caldeira destruída.

Nesta obra que rebentou com dois magníficos prédios na Rosa Araújo, o promotor e o executante, acharam que as normas que regem a instalação do estaleiro na via pública são coisas para ficar no papel. A protecção dada às árvores em zona de obras, noutras paragens é diametralmente oposta à do nacional pato-bravo desenrascado e muito seguro, primeiro colocam-se tutores e protecções no arvoredo, a seguir  constrói-se o estaleiro.

Estas árvores são quatro grandes tipuanas que, porventura, não irão sobreviver aos maus-tratos,  à escorrência das águas inquinadas, à betumização das caldeiras, aos golpes nos troncos, às podas feitas "só para dar um jeito e a máquina poder operar melhor".

Há normas claras que impedem este tipo de atitudes, não há é quem se preocupe em praticá-las ou quem fiscalize para que se cumpram.

As árvores em Lisboa não têm tido uma vida fácil.

Hotéis de Salgado & Cia. - O Bairro Barata Salgueiro para sempre desfigurado

Num dos bairro pensados para ser a continuação da grande avenida de Lisboa, não há prédio sobre prédio. As intervenções de destruição de interiores não contemplam a salvaguarda de nenhum pormenor de época. A este declarado e ignorante fachadismo a CML e todos os seus amigos, incluindo, promotores, arquitectos, Turismo de Lisboa e políticos, dão o nome de reabilitação. Afinal, no parecer do ICOMOS e de quem sabe, a esta opção constante pela descaracterização da cidade, dá-se o nome de renovação urbana.

Mais um hotel de Salgado & Cia. Este prédio era perfeitamente viável. Era um dos grandes prédios de rendimento desta zona. Nada sobrou, nem mesmo a entrada. É hoje uma imbecilidade trivial que tanto podia ser aqui como em Xangai. 

A falta de criatividade na destruição é também uma imagem de marca dos novos arquitectos do "regime". Aumento de cérceas, abatimento das mansardas, cápsulas de prédios extraordinários que ficaram para sempre perdidos. E estamos numa zona de protecção.

Mais aumentos de cérceas, todo o interior ficou desfeito. A este, faz-se publicidade no aeroporto de Lisboa, em chinês num pato-bravismo de arrepiar. 

E não é só mais um andar, são dois. Abaixo do disparate, vê-se o que resta das galerias de ferro. Lá dentro eram jardins de inverno com chão de mosaicos, vidros, madeiras raras. Nada sobrou neste renovado fachadismo. 


Vários dos prédios e moradias da zona tinham interiores desta categoria. Galeria neo-mourisca da Cinemateca. Na zona da Avenida da República há uma casa semelhante. Foi vendida e será deitada abaixo.

Logo a seguir numa rua abaixo, a mesma desolação. Espaços devolutos deixados por demolições constantes do património da cidade que, alheia, assiste à sua própria e triste destruição.

E que tal a CML elaborar uma carta do património Entre-Séculos, proceder a uma verdadeira reabilitação e deixar de ser conivente com semanas da dita e entregas de "óscares" de reabilitações que na sua maioria são projectos que destruíram interiores, deitaram ao charco as pré-existências, invadiram e invadem zonas históricas consolidadas num esquema perverso de venda da banha-da-cobra que só agrada aos que olham e tratam a cidade com a visão egoísta e pouco esclarecida do curto-prazo?

Lisboa é hoje, em larga medida, uma cidade onde reina a miopia patrimonial e onde se engana o indígena. O que hoje acontece em Lisboa, não é fruto de uma reabilitação urbana, mas é a resposta a interesses vários cujo fruto é a promoção de um fachadismo retrógrado e imparável. 


14/05/2016

Casa Ventura Terra. Um tesouro da Arte Nova em Lisboa que ninguém quer deixar morrer


In Observador (14.5.2016)
Por João Pedro Pincha


«Assinalam-se em 2016 os 150 anos do nascimento de Ventura Terra, arquiteto marcante na paisagem lisboeta que legou uma casa às Belas Artes. Fomos conhecer as histórias de quem ainda lá vive.

Há uns anos, Francisco Silva Passos e a mulher Isabel andavam na Assembleia da República a ver uma exposição sobre o arquiteto Miguel Ventura Terra quando tiveram uma pequena surpresa. A visita ao Palácio de São Bento não tinha nada de surpreendente: Francisco é um apaixonado pela Lisboa desaparecida, por arquitetura em geral e por Ventura Terra em particular. A casa em que Francisco e Isabel moram há décadas foi desenhada por este arquiteto, que nasceu há precisamente 150 anos. Depois de tanto tempo passado entre aquelas paredes, o casal já não esperava ver algo inédito. Mas, numa das últimas salas da exposição, Francisco e Isabel são surpreendidos: “Às duas por três vemos uma fotografia dele na nossa varanda”. Ele, Ventura Terra, na varanda da casa que construiu no número 57 da Rua Alexandre Herculano, em Lisboa, no início do século XX. Ele, Ventura Terra, na varanda da casa que Francisco habita desde os três anos e onde criou filhos e netos.

No extenso e alto corredor do apartamento onde mora a família Silva Passos ainda cheira a Belle Époque e às soirées que há tanto já passaram de moda. “Havia três vivendas na rua” quando Francisco veio para aqui viver, em 1947, ainda criança. Quem olha hoje pela janela da casa para uma Alexandre Herculano onde o tráfego não abranda e os edifícios altos e envidraçados são a regra, dificilmente consegue imaginar esse cenário. “Havia muito pouco trânsito. Automóveis eram para gente rica”, continua a recordar Francisco, que muito brincou naqueles passeios, quando a rua estava quase na fronteira da cidade. Nem de propósito. Enquanto relata estas memórias, ouve-se um estrondo lá em baixo. Dois carros acabaram de bater.

A ideia de isolamento também se sente dentro do edifício, de quatro andares, uma casa por piso. Ao entrar em cada apartamento, foge-se do bulício da cidade e é-se recebido por uma espaçosa sala de estar, onde o sol ilumina os estuques do teto. Ao lado, na biblioteca, uma imponente lareira em mármore do tamanho de um homem garante aconchego nas noites de inverno. Na sala de jantar, tetos de rica madeira trabalhada. Ao fundo do corredor, escondidos atrás de uma porta discreta, os inúmeros quartos de dormir. Tudo aqui respira passado…

“Vi jeitos de isto tudo desaparecer”
…mas foi com custo que chegou ao presente. “Tudo quanto aqui vê é dinheiro que eu invisto”, dispara Maria Fernanda Carvalho, moradora noutro dos apartamentos do prédio. Por todo o lado se veem manchas de humidade e madeiras degradadas. No hall de entrada do edifício, a tinta está toda a estalar devido a infiltrações. No teto das escadas, entre o terceiro e o quarto andar, um buraco está por ser tapado há vários anos. Num dos apartamentos, a moradora tem de dormir com um buraco no telhado mesmo por cima da cama. E cá fora já desapareceram muitos azulejos do friso criado pela Fábrica de Cerâmica das Devesas, em Gaia. “A gente tem de passar aqui a vida a fazer obras”, confirma Francisco Silva Passos, cujo andar está em bom estado devido aos muitos investimentos que ali fez.
[...]»

13/05/2016

Viagem aos palácios abandonados


In Expresso Online (13.5.2016)
Por Manuela Goucha Soares (texto), Sofia Miguel Rosa (infografia), António Pedro Ferreira (fotos), Marcos Borga (fotos)

«Quer conhecer a casa onde nasceu o Marquês de Pombal no dia em que se comemoram 317 anos da sua vinda ao mundo? E quer saber quem foi a jovem de 15 anos que desafiou este homem poderoso, recusando-se a consumar o casamento com o filho dele? O Expresso leva-o ao interior do Palácio dos Carvalhos, mostra-lhe os palácios da Rosa e da Ribeira Grande, e outras 14 belas casas solarengas que o destino maltratou


Se as casas fossem letra de fado, o poema compararia os palácios abandonados de Lisboa a uma bela mulher desprezada pelo amante. As casas falam connosco, ensinam-nos o que não somos capazes de entender. Pedem-nos que as escutemos em vez de passarmos apressados sem as ver. “Entrar num edifício antigo, é como sentarmo-nos à mesa com uma senhora de idade e ouvir o que ela tem para nos contar”. Ficar ali e “deixá-la falar”, diz o arquiteto João Favila, autor do projeto de reabilitação do Palácio da Rosa.

Não se sabe a data da sua primitiva construção, mas o corpo mais antigo deste palácio já existia em 1220. Se não estivesse em ruínas seria um cenário das mil e uma noites. Mas é uma casa esventrada pela erosão e pelos sucessivos furtos de meliantes que procuram (essencialmente) fio de cobre. Desde que foi vendido em hasta pública há cerca de dez anos, foi-se degradando cada vez mais, apesar de algumas intervenções feitas pelo atual proprietário [Herdade da Fajã Velha], que contratou o arquiteto João Favila para reabilitar a velha casa senhorial que irá ser um hotel de charme [condição imposta pela Câmara Municipal de Lisboa na hasta pública]. [...]»

Arboricídio em perspectiva no Jardim das Amoreiras e imediações


Chegado por e-mail:

«Envio-vos este mail, porque hoje vi que no Jardim, das Amoreiras, estão a planear o abate de várias árvores, que segundo os Avisos afixados não estão em "condições". Neste mundo formatado, as árvores que tenham"defeitos" são condenadas ao abate. Envio-lhe fotos de algumas das árvores em causa.
Não sei se poderão fazer alguma coisa para evitar tal desfecho, se poderem será uma mais valia para as árvores, e para a Paz do local.
MP»