11/02/2013

LIXEIRAS DE LISBOA: Freguesia da Sé







Em Lisboa, assistimos cada vez mais à deposição de lixo nas ruas de forma selvagem - a freguesia da Sé não escapa a esta preocupante tendência dos lisboetas.
 
Observamos, logo de manhã cedo, cidadãos a depositarem sacos de lixo na via pública - muitas vezes até à porta de sua casa (ver fotografia).
 
Os arruamentos da freguesia da Sé estão cronicamente sujos. Cheiram mal, há baratas, ratos e ratazanas.
 
Também não parece haver grande respeito pelos peões pois é frequente ver contentores do lixo no meio dos passeios, todo o dia.
 
A tudo isto ainda temos de acrescentar o constante vandalismo de muros e paredes com graffiti.
 
As ruas mais críticas parecem ser a Travessa de Santo António da Sé, Beco do Arco Escuro, Beco das Canastras, Rua dos Bacalhoeiros, Portas do Mar, Rua da Padaria... 

10/02/2013

Emel declara guerra ao estacionamento em segunda fila.


Lisboa
Emel declara guerra ao estacionamento em segunda fila
Por Inês Boaventura in Público

Reforço da fiscalização em 20 das principais ruas da cidade. A partir de sexta-feira, todos os veículos serão autuados ou rebocados

A Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (Emel) reforçou a fiscalização do estacionamento em segunda fila num conjunto de 20 artérias do centro da cidade. Por enquanto, a acção da empresa é apenas "pedagógica", mas, a partir de dia 15 de Fevereiro, os veículos em situação irregular serão autuados ou rebocados.
Esta operação da Emel arrancou no início de Fevereiro e abrange as seguintes artérias: Avenida de Berna, Avenida João XXI, Avenida 5 de Outubro, Avenida António Augusto de Aguiar, Avenida Miguel Bombarda, Avenida João Crisóstomo, Avenida Duque d"Ávila, Avenida Marquês de Tomar, Avenida de Roma, Rua Frei Amador Arrais, Rua Luís Augusto Palmeirim, Avenida da Igreja, Avenida Rio de Janeiro, Praça de Londres, Avenida de Paris, Avenida Almirante Reis, Rua Luciano Cordeiro, Rua Rodrigues Sampaio, Rua Alexandre Herculano e Rua Castilho.
Durante uma primeira fase, que se prolonga até à próxima sexta-feira, "as equipas de fiscalização vão informar e sensibilizar todos os condutores". A explicação é de Diogo Homem, do marketing e comunicação da Emel, que acrescenta que aos automobilistas estão a ser entregues panfletos dando conta de quais as artérias onde já ocorreu um reforço da fiscalização. "Estacionar em segunda fila não tem desculpa" é a mensagem que a empresa está a transmitir através desses panfletos e de anúncios na rádio.
Depois de concluída a chamada "fase pedagógica", a Emel garante que "passará a ser mais rigorosa nas autuações e remoções" dos veículos em situação irregular. Isto porque, explica Diogo Homem, "o estacionamento em segunda fila em algumas das mais importantes artérias da cidade é responsável por uma significativa perda de capacidade de escoamento das principais vias urbanas".
Em 2007, quando concorreu pela primeira vez à presidência da Câmara de Lisboa, António Costa tinha prometido que o combate ao estacionamento ilegal seria uma das dez primeiras medidas que concretizaria. Uma operação de "tolerância zero" para com os veículos parados nos passeios e em segunda fila ainda chegou a ser desencadeada pela Polícia Municipal, mas os resultados foram poucos ou nenhuns.
Mais de cinco anos volvidos, é a Emel quem assume a tarefa, por solicitação da autarquia. As 20 artérias abrangidas pelo incremento de fiscalização, todas elas com estacionamento tarifado, foram seleccionadas pelo "impacto negativo" que o estacionamento em segunda fila nesses locais "tem na normal circulação na cidade", explica Diogo Homem.
O porta-voz da Emel acrescenta que o facto de terem sido escolhidas apenas 20 artérias "não significa que não sejam fiscalizados outros arruamentos da cidade". Isso acontecerá, diz, "se tal for necessário e se a Emel verificar que estão a ser criadas dificuldades à circulação pelo estacionamento em segunda fila".




04/02/2013

POSTAIS DO CONDE BARÃO



Cenário típico de uma Zona Especial de Protecção de Monumento Nacional em Lisboa. Largo do Conde Barão, na zona urbana do Parlamento da República Portuguesa.

14/01/2013

E Agora?

 Enquanto numa rua ao lado o elegante edifício de gaveto está completamente esventrado e vai receber um daqueles tratamentos caros à nossa classe política e promotores, os números 29 a 31 da Rua Mouzinho da Silveira se degradam, e o gaveto dessa rua com a Rua Rosa Araújo está destinado a ser mais um cenário de fachada, o nº 15 da Rua Castilho mantém-se de pé, apesar de maltratado e negligenciado. Agora  a rua está vedada com barreiras porque, aparentemente, o edifício apresenta perigo para os transeuntes.
No entanto uma série de janelas estão abertas deixando entrar chuva, vento, pombos e todos os ingredientes para "demolir" um edifício sem que para tal se esteja autorizado, o que nos leva a presumir inilidivelmente que a preservação destes interiores não faz parte dos planos de ninguém; certamente dos planos do proprietário e dos responsáveis da CML não fará, certamente.
São essas janelas, precisamente, que deixam ver uns tetos decorados típicos da sua época em bom estado! Será que a qualidade da construção deste imóvel é uma maçada para quem o quer ver arrasado - por causas naturais, é claro!
Vejam, pelas fotografias, se este é o prédio que qualquer cidade deitaria no lixo. Na nossa cidade é!







Estes dois edifícios, numa clara referência neo-gótica (de que não há muitos em Lisboa), estão a apodrecer a olhos vistos. Bem sei que os terrenos dariam uns ótimos prédios altos...

Este edifício é lindíssimo. Tem uma cobertura à francesa e o rendilhado das varandas faz um efeito impressionante. Terá interiores digníssimos mas não tem pladur com focos, chão flutuante e um "faz de conta" que os materiais são de qualidade das construções atuais e por isso não interessa a nínguém. Pois a mim interessa, e muito.


Deste gaveto na Rua Castilho/ Mouzinho da Silveira resta a fachada e a entrada.O que este edifício precisava era, de fato os interiores de design-chão que qualquer caixa de cimento e vidro apresenta hoje e que enche de tanto prazer o mercado comprador de imóveis que saliva com as tais cozinhas com móveis pretos lacados muito minimalistas e inteligentes, porventura mais do que quem as comprou

Lembremo-nos destas coisas quando vier a hora de deitar o boletim de voto na urna; não sei quem virá a seguir ou se será melhor mas os atuais já provaram não estarem à altura desta cidade.

10/01/2013

LISBOA MEDIEVAL: Beco do Mirante

Muros grafitados, contentores sem tampa imundos, lixo depositado fora do horário e de forma selvagem, viaturas abandonadas, dejectos caninos, enfim, um retrato da Lisboa Medieval em 2013. Junto ao Campo de Santa Clara / Santa Apolónia.

19/12/2012

PASSEIOS DE LISBOA: habitat de pópós particulares




Os passeios de Lisboa: Rua das Janelas Verdes, Calçada do Marquês de Abrantes (Santos) e Rua de São Paulo. Que se lixem os peões.

17/12/2012

LISBOA MEDIEVAL: Rua de O Século


Cada vez mais observamos este cenário. Face ao agravamento da higiene urbana da cidade, muitos cidadãos são levados a isto: apelar (implorar!) ao civismo que é suposto existir em cada habitante de uma cidade (afinal, porque razão escolhemos viver juntos, numa cidade?). Lisboa está repleta de pontos de imundície, cada vez há mais cidadãos a depositar lixo na via pública de forma selvagem como se na Idade Média ou pior! Este exemplo, paradigmático, é na Rua de O Século, em frente do Ministério do Ambiente da República Portuguesa...

15/12/2012

Um discurso já ouvido e uma troca de galhardetes.

Sobre Sá Fernandes disse que ele mostrou que "o protesto e o contrapoder são necessários", e garantiu que a cidade "vai ter muita obra" graças à sua "ansiedade". 
Sá Fernandes .... contrapoder ?!? ... "Ansiedade" ... só se for ... para mais poder Político ...


Um discurso já ouvido e uma troca de galhardetes
Na parte final do percurso ainda há muito a fazer, mas o corredor já é uma realidade aprazível. Sá Fernandes prometeu muitas mais inaugurações

Mais uma vez, José Sá Fernandes  e António Costa falaram da "utopia" tornada realidade entre o Parque Eduardo VII e Monsanto, e da "felicidade" que sentem com a obra feita. Na conclusão de cada um dos troços do corredor verde antes inaugurados, ou no lançamento de cada um dos que foram sendo feitos, já se ouvira o mesmo discurso, destes e de outros oradores. Ontem, a cerimónia foi mais completa e serviu para que Sá Fernandes falasse do que já fez e do que conta fazer. Serviu também para que ele e Costa trocassem galhardetes e celebrassem a aliança que os une desde 2007. O antigo eleito do BE prometeu que até Outubro inauguraria muita coisa mais, como a Quinta da Paz, o jardim do Campo Grande, ou a ligação pedonal do Parque Eduardo VII ao Parque da Bela Vista, em Chelas. E garantiu que "o aperto de mão " que deu a António Costa há cinco anos valeu a pena. "Valeu a pena acreditar. Conseguimos evitar urbanizações neste percurso", disse, referindo-se a projectos do banco Santander, do Sporting e da EPUL que barravam o caminho ao sonho de Ribeiro Telles. António Costa confirmou que a "grande dificuldade" foi "remover os obstáculos" representados por esses "compromissos" com muitos anos. Sobre Sá Fernandes disse que ele mostrou que "o protesto e o contrapoder são necessários", e garantiu que a cidade "vai ter muita obra" graças à sua "ansiedade". À margem do passeio efectuado pelo corredor verde pela comitiva inaugural ficou, porém, o muito que o frenesim camarário não conseguiu resolver a tempo da cerimónia agendada para ontem - sem razão conhecida, quando ainda muito faltava fazer. O miradouro fronteiro à Universidade Nova está longe de estar pronto e o jardim da Quinta do Zé Pinto, a cargo da EDP, ainda há-de ter semanas de obras antes de se poder plantar seja o que for. Mas Sá Fernandes garantiu que "só falta semear na altura certa". José António Cerejo in Público



"Ilustrações" .... inseridas ... por Jeeves

11/12/2012

10/12/2012

Travessa do Fala-Só


Chegado por e-mail:

«Boa noite.

Quero desde já deixar uma palavra de apreço a todos os Cidadãos que divulgam e reportam neste Blog, imagino que só com o amor que vocês têm pela cidade de Lisboa é que esta divulgação persistente de todos os problemas da cidade de Lisboa é feita.

Vou ser breve, quero partilhar algumas fotos que comprovam o estado lamentável em que se encontra a Travessa do Fala-Só, (uma zona um pouco escondida) mesmo ao lado da Calçada da Glória por onde passam muitos Turistas.

Gostava de permanecer Anónimo.

Muito Obrigado.»

08/12/2012

LISBOA MEDIEVAL: Paço da Rainha

Hoje, sábado ao meio dia já era este o cenário no Paço da Rainha. E como todos sabemos, por toda a cidade é este tipo de cenário que vemos diariamente. O que se passa com os lisboetas' Perderam inteligência? Porque escolhem viver com as suas ruas assim? Isto nada tem que ver com a recolha de lixo e a competência da CML. Isto é simplesmente uma questão de civismo, de civilização! Isto é o retrato dos lisboetas em 2012. Lisboa, Rainha do Lixo?

03/12/2012

Caos e destruição no Miradouro de Nossa Senhora do Monte!!

Exmo. Sr. Presidente da CML,
Exmo. Sr. Vereador do Espaço Público,
Exmo. Sr. Presidente da Junta da Graça


O Fórum Cidadania Lx vem manifestar grande preocupação pelo cenário de caos e destruição com que ontem nos deparámos no Miradouro de Nossa Senhora do Monte, e de que enviamos uma selecção de fotografias à atenção de V. Exas., demonstrando que:

1. Todo o espaço público, e respectivos equipamentos, está extremamente vandalizado (muros, pavimentos, candeeiros, etc.), incluindo a Capela.
2. O miradouro, assim como os arruamentos de acesso (R. de N. Sra. do Monte, R. de S. Gens e Tv. do Monte), apresenta graves problemas de higiene urbana (deposição de resíduos fora do horário, dejectos caninos, varredura insuficiente). Inaceitável também é a presença de viaturas abandonadas na via pública (Ex: R. de S. Gens 12 e Travessa do Monte 32-A).
3. Na área do miradouro estão, há vários anos, 3 caldeiras sem árvores (logo aproveitadas para estacionamento selvagem).
4. Os acessos pedonais estão comprometidos pelo estacionamento selvagem, pelo que seria aconselhável instalar pilaretes nos passeios.
5. O Miradouro apresenta problemas de segurança tanto durante o dia como durante a noite.
É nesta vergonha que consiste a “opção estratégica” de aposta na requalificação dos miradouros da nossa cidade?

Considerando a extraordinária importância deste Miradouro, não podemos deixar de chamar a atenção de V. Exas. para a vergonhosa situação em que ele se encontra e apelar para uma acção de limpeza, plantação de árvores em falta e ordenamento do estacionamento. Por último, poderia a CML estudar a instalação de um quiosque no Miradouro, ajudando assim a manter o local mais habitado e seguro.

Com os melhores cumprimentos,

Fernando Jorge, Paulo Ferrero, António Rosa de Carvalho, Mónica Albuquerque, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Virgílio Marques, Júlio Amorim, João Mineiro, Jorge Pinto, Rossella Ballabio, Nuno Caiado e Beatriz Empis

CC: AML, ATL, Media

12/11/2012

LIXEIRAS DE LISBOA: Rua da Gáveas, Bairro Alto



Comer junto a monumentos é um problema exclusivamente italiano?

In Público (11.11.2012)
Por Liliana Pascoal Borges


«Em Roma quem comer nas praças pode ser multado até 500 euros. Na capital portuguesa esta lei faria sentido? Ou há problemas de gestão de espaço público mais importantes?

Há cerca de um mês, a autarquia de Roma colocou em vigor uma lei que proíbe "acampar ou construir abrigos improvisados" e "parar para comer ou beber". A lei, que estará em vigor a título experimental até ao final deste ano, causou grande polémica.

Um mês depois, o PÚBLICO teve conhecimento que duas estudantes espanholas, que se encontram a viver em Roma sob o projecto de mobilidade académica Erasmus, foram "convidadas a circular", enquanto comiam um gelado numa praça italiana e que se têm registado relatos de situações idênticas. Em Belém, por exemplo, são comuns os grupos que chegam em excursões e trazem a sua "merenda". Acabam por ficar ali na zona, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, o que, ao contrário do que acontece na capital italiana, é legal.

O presidente da Junta de Freguesia de Belém, Fernando Rosa, não concorda que a solução para o desrespeito que se verifica contra o património esteja no método italiano. Apesar disso, admite que existem problemas que advêm deste hábito. Recentemente, o autarca presenciou a entrada de um turista no Mosteiro dos Jerónimos com um refrigerante. O dito turista terá achado que o melhor local para abrir a lata de sumo seria dentro do monumento, considerado desde 1983 Património Cultural da Humanidade. Ao abri-la, a bebida com gás acabou por cair no chão. Um ataque ao património, sustenta Fernando Rosa, que para ser combatido precisa de maior vigilância e avisos, mas não de multas. "Na minha opinião as multas não são uma solução sustentável, principalmente nos tempos que correm. Mas existe, de facto, um desrespeito que deve ser combatido."

Já para Fernando Jorge, um dos membros do Movimento Cidadania Lisboa, mais do que proteger o património de migalhas ou pingos de bebidas, é a proliferação de resíduos de lixo na cidade que o preocupa, especialmente na zona do Bairro Alto e Castelo de São Jorge. Também para Fernando Jorge "a solução nunca está em multar as pessoas", recordando algumas das suas experiências no estrangeiro, sugerindo-as como alternativas. "Há uns anos atrás, quando fui a Barcelona, deram-me uma brochura, já não sei se era da câmara ou do turismo, que incentivava a ter comportamentos responsáveis e eu achei o projecto muito interessante", partilha Fernando Jorge. Defende por isso uma aposta em "campanhas de sensibilização com turistas, em locais estratégicos como o aeroporto". Dentro deste universo é ainda possível restringir o público-alvo, "principalmente a tripulantes em regimes de low cost que têm hábitos de sair à noite e que deixam lixo nas ruas, em praças e jardins", diz.

António Rosa de Carvalho, também membro do Movimento Cidadania Lisboa, concorda com esta opinião e acrescenta que o problema não é falta de legislação, mas aquela que existe não ser clara. Itália tem uma sobrecarga de turistas brutal e constante e por isso tem de responder a esta procura, mas Lisboa tem outro tipo de problemas, comenta. "Há vários aspectos de sobrecarga em termos de higiene", afirma, destacando os exemplos do Largo Camões e de São Pedro de Alcântara, zonas limítrofes ao Bairro Alto, um dos pólos mais movimentados na noite lisboeta. "Há uma subcultura que deixa as suas marcas nos espaços, garrafas, copos, muitos dos objectos partidos", enumera, deixando os espaços sujos e o chão pegajoso, como é o caso das escadas à volta da estátua de Camões, no largo a que dá nome. "Lisboa precisa deste movimento nocturno, isto compreende-se, até um certo ponto de equilíbrio", diz. Acrescenta que esta sujidade é prejudicial para a imagem da cidade e que cabe à câmara ter um papel pedagógico e tomar atitudes.

"Os problemas estão detectados, mas a câmara ou não reage ou fá-lo com uma resposta de três ou quatro linhas. Ficamos sem saber o efeito das queixas. A resposta apenas nos informa que a queixa foi recebida e encaminhada", queixa-se António Rosa de Carvalho. "Quando a própria câmara não faz aquilo que é pedido, os próprios cidadãos não têm capacidade de cumprir", aponta António Rosa de Carvalho, queixando-se de falta de coerência e clareza. "Há falta de regras na utilização do espaço público", comenta. Para António Rosa de Carvalho, a autarquia sente-se inibida, incapaz de legislar de uma forma mais rigorosa. "Como é que eu posso responder à lei, se a própria câmara não me dá respostas aos problemas registados?", pergunta, destacando também os casos de lotação de estacionamento na zona da Sé de Lisboa, com autocarros turísticos a obstruírem a rua e os passeios.

António Rosa de Carvalho diz-se a favor de regras, pois crê que só elas podem levar as pessoas a aceitarem e mudarem e sugere uma medida de padronização para combater o lixo urbano: "As pessoas usam sacos de plástico das superfícies comerciais, o que não é o mais indicado e por isso há uma maior propagação de cheiros."

Apesar do papel das autarquias, considera serem dois os protagonistas: a câmara, que deve agir com uma política clara, e o próprio público, que deve ser disciplinado. "O contrário é inaceitável em Roma e tem de o ser em Lisboa também", diz António Rosa de Carvalho.»

10/11/2012

POSTAIS DA BAIXA: Rua de São Nicolau

Imagens chegadas por email de um cidadão identificado:


Três clássicos de Lisboa: pavimentos esburacados, estacionamento selvagem e lixo.

04/11/2012

RUA DE SÃO MAMEDE, ao CALDAS



Mais evidências de uma auatrquia incapaz de fazer a manutenção da nossa cidade, desde a higiene urbana aos pavimentos dos arruamentos. Rua de São Mamede, entre o Largo do Caldas e a Rua da Saudade. Também é justo lembrar que estas imagens retratam igualmente uma preocupante falta de civismo por parte de demasiados cidadãos. Porque a manutenção de uma cidade também depende muito dos seus habitantes. 

27/10/2012

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa....







..se isto fosse o seu quintal, o Sr. levava visitas para sua casa ?

Por aqui se passeiam centenas de turistas diariamente ! É este o cartão de visita que vamos continuar a distribuir por todo o mundo ?

Chega de impotência e incompetência….é favor meter mãos à obra.

23/10/2012

Apêlo ao Presidente da CML para combater o estado de imundície da cidade de Lx

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa

CC. Vereação, AML, JF. Media

O estado de imundície generalizada em que a cidade caiu, e donde não parece ter capacidade para sair, leva-nos a enviar a V. Exa. este apêlo!

Envergonha-nos a nossa cidade pelo estado de sujidade permanente a que chegámos. Consideramos deplorável o panorama da higiene da cidade; insustentável, intolerável e incompatível com o cosmopolitismo que se pretende para Lisboa. Precisamos devolver a todos o orgulho pela cidade, envolvendo todos os movimentos cívicos, serviços, organizações de comerciantes, jornais... daí termos elaborado este quadro diagnóstico-acção que colocamos à consideração da Câmara Municipal de Lisboa.

Vimos solicitar, por isso, uma entrevista ao Sr. Presidente da CML para discutirmos o problema das más práticas generalizadas em matéria de publicidade e de higiene urbana, que são, as nosso ver, a razão maior para o estado de sujidade em que a cidade se encontra e que nos deve envergonhar a todos.

Aguardando uma resposta, apresentamos os melhores cumprimentos

Nuno Caiado, Rita Matias, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Carlos Leite de Sousa, João Leitão, Ana Alves de Sousa, Fernando Jorge, Mónica Albuquerque, Pedro Malheiros Fonseca, João Filipe Guerreiro, José Toga Soares, Álvaro Ferreira de Passos, Andreia Prado e Paulo Lopes

13/10/2012

Nem tudo é dificuldades e falta de verbas....



(clique para ampliar)

..porque esta paisagem dentro do Jardim Botânico é puro DESLEIXO !

11/10/2012

As 4 pragas de Benfica.....


Os passeios esburacadas pelo "trabalho" de alguns….e o parqueamento selvagem de outros é um postal de Benfica. Idosos, deficientes, pessoas com carrinhos de bebé....que se desenrasquem !

 A publicidade vai muitas vezes direitinha da caixa do prédio….para a rua. Saquinhos de lixo são civicamente encostados a rodas de automóvel, postes de iluminação, ecopontos, etc. Um verdadeiro paraíso….para porcos!


....
Os pombos em outros tempos paravam perto da Igreja e, do Chafariz de Benfica. Hoje, poisam descontraidamente por tudo o que é prédios de habitação, esperando pacientemente que benévolos amiguinhos dos animais conspurquem ruas e logradouros com restos de comida para os alimentar. Esta espécie de ratos-voadores nestas condições, só serve para baixar a qualidade de vida de todos. Os custos acrescidos para manutenção de monumentos e edifícios....era bem necessitados noutros lados.


muitos levam um saquinho....outros.... 
Já não há pachorra para certas coisas. As ruas de Benfica nunca estiveram tão conspurcadas de dejectos caninos. Num passado já longínquo existiam muitos cães vadios, só que, não tinham preferência de passeios e relvados para fazer as suas necessidades. Agora, andam todos de trela, não estando bem definido….de que lado é que se está a agarrar a mesma. O que esta gentinha necessitava era fazer umas centenas de metros de olhos vendados e bengala....a ver se gostavam do que vão pisando.


Temos o que merecemos e, o direito de viver civicamente em Lisboa simplesmente não existe....e já vamos em 2012 !

10/10/2012

O Castelo da Porcaria?

Exmo. Senhor Presidente da CML,
Exmo. Sr. Vereador do Espaço Público,

O Fórum Cidadania Lx, em solidariedade com os moradores da colina do Castelo, em particular os das freguesias do Castelo e de Santiago, vem protestar junto de V. Exas. pelos problemas de higiene urbana que estão a afectar toda aquela zona histórica da nossa cidade.

Segundo fomos informados - e após confirmação in loco durante este fim de semana - as freguesias da colina do Castelo não têm recebido a atenção que habitualmente tinham por parte do departamento de higiene urbana da CML.

Os arruamentos não são lavados há quase um mês, os passeios estão imundos com dejectos caninos, as papeleiras transbordam de lixo, ratazanas, os edifícios estão vandalizados com graffiti e por todo o lado se vêem lixeiras selvagens.

Devido à recolha insuficiente de resíduos, falta de funcionários e fiscalização insuficiente, toda aquela zona está transformada num cenário que não é digno do coração da cidade histórica - como se constata pelas imagens em anexo.

Tal como já referimos em outras comunicações e alertas, somos da opinião que a CML não está a ser capaz de dar resposta ao aumento de resíduos na cidade, fruto, em parte, do aumento do número de turistas que nos visitam. Não basta atrair turistas a Lisboa, é preciso ser capaz de prevenir e gerir todos os novos problemas associados a esta nova realidade.

No caso concreto das freguesias do Castelo e de Santiago, não podemos esquecer que apesar da população residente não passar de algumas centenas, a área destas duas freguesias está sujeita ao stress de mais de 1 milhão de visitantes anuais.

Solicitamos a V. Exas., portanto, o desenvolvimento rápido de uma resolução deste problema que afecta aquela que é a colina mais histórica de Lisboa.

Melhores cumprimentos

Luís Marques da Silva, António Branco Almeida, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim e Nuno Caiado

08/10/2012

O Marquês já respira melhor, mas a Avenida ainda precisa de mais terapia.



Desde o início apoiei esta iniciativa como absolutamente necessária, e reconheci nela uma das poucas medidas de Costa e sua equipe que demonstraram visão e coragem na sua arriscada mas necessária implementação ... Também a atitude primária e manipulativa no seu populismo do ACP, além da tentativa precipitada e desonrientada do PSD de aproveitamento político ficaram então, registadas...
António Sérgio Rosa de Carvalho.

O Marquês já respira melhor, mas a Avenida ainda precisa de mais terapia
Por Carlos Filipe in Público
Alguns sinais positivos para o ambiente após 15 dias do novo esquema de circulação no principal eixo viário de Lisboa não disfarçam queixas e grandes faltas de adaptação e informação dos condutores

Ao completarem-se, hoje, 15 dias após o início da fase experimental do novo esquema de circulação e mobilidade no Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade, principal eixo viário de Lisboa, há indícios positivos de melhoria da situação global, mesmo que alguns dos sinais sejam mais claros que outros. Acima de tudo, respirar-se-á melhor em toda a zona - o objectivo nuclear do pacote de medidas de melhoria da qualidade do ar. Todavia, uma radical alteração de hábitos dos automobilistas e as deficientes informação e sinalização podem condicionar o sucesso do plano ou criar vícios de difícil resolução.
O grande problema sempre foi a Avenida da Liberdade, onde a concentração de poluentes há anos que vai disparando alarmes, em especial no que respeita às partículas, em parte geradas pelo tráfego automóvel e que concorrem em prejuízo do sistema respiratório. As ultrapassagens aos valores-limite (e mesmo às margens de tolerância) são sancionáveis pela legislação europeia (já transposta para o edifício jurídico português), razão pela qual Portugal foi alertado para o seu incumprimento em sede da Justiça comunitária.
Um plano de medidas foi adoptado internamente, juntando organismos estatais e do poder local para um compromisso comum na aplicação de medidas de mitigação da poluição. No caso da Avenida da Liberdade, para onde foi criada uma Zona de Emissões Reduzidas - uma daquelas medidas -, já se verificou, desde Janeiro deste ano, 59 dias em que a concentração de partículas ultrapassou o máximo de 35 excedências autorizadas em todo o ano. Todavia, aqueles valores carecem ainda de ponderação, ou não estão validados, uma vez que terão que ser considerados factores exógenos ao local das medições, que podem ir desde a ocorrência de ventos que transportem os poluentes aos efeitos de incêndios.
Porém, os dados mais recentes registados pela estação da Avenida da Liberdade, e disponibilizados diariamente na base de dados da Agência Portuguesa do Ambiente (www.qualar.org), revelam uma ligeira progressão positiva desde 16 de Setembro, dia do início do período experimental (que vigorará até Dezembro). Ainda sem ponderação ou validação científica.

Onde pára o trânsito?

"Isto para nós está melhor, mas se houvesse mais uma faixa de rodagem na rotunda exterior seria óptimo", conta André Figueira, taxista, com 30 anos de experiência na praça de Lisboa. O motorista profissional explicou então o seu ponto de vista: "Quando sigo pela rotunda interior, noto que há muito menos trânsito, roda-se melhor e não há tantos problemas na altura de sair, o que também acontecia devido à azelhice de muitos e pela presença dos autocarros. E a verdade é que se sai bem para a Avenida da Liberdade. O problema é rotunda exterior, pois há muita gente que pára para a entrada ou saída de passageiros e logo aí isto pára tudo."
André Figueira admite que os demais automobilistas não têm a vida muito facilitada, mas que ainda haverá falta de informação. "Foi mau nos primeiros dias, pelas filas criadas na descida da Joaquim António de Aguiar, e ainda poderia estar melhor o cruzamento com a Barata Salgueiro, onde já se pode virar à esquerda", sublinha o taxista.
Também o Automóvel Clube de Portugal, desde o início muito crítico relativamente ao modelo de alterações - no período de consulta pública apresentou mesmo sugestões alternativas -, classicando-o de "experimentalismo", acabou por aplaudir a alteração pontual que minimizou os efeitos dos engarrafamentos. Porém, o modelo de distribuição do trânsito através do final do acesso vindo das Amoreiras está longe de corresponder às expectativas. Apesar de existirem painéis de informação espalhados pelo Marquês e Avenida, mas de difícil leitura, e de haver agentes da Polícia Municipal (PM) no local, as dúvidas estão longe de estar suprimidas. São muito poucos os que, oriundos da A5, sabem como melhor aceder à Duque de Loulé.
A agente da PM colocada perto da saída da boca do túnel explica ao PÚBLICO: "Desce-se o primeiro troço da Avenida e sobe-se pela lateral que dá acesso à rotunda exterior."
Há automobilistas que hesitam. Percorrido todo o túnel das Amoreiras, e sem informação prévia, uma vez chegados ao Marquês tentam meter pela rotunda exterior, o que não é permitido. "Há outra forma, simples, de se aceder à Duque de Loulé, que é utilizar a saída do túnel pela Fontes Pereira de Melo e virar na primeira à direita, a Martens Ferrão, novamente à direita, para a Sousa Martins e depois para a Luciano Cordeiro, que cruza a meio da Duque de Loulé", descreve o vereador para a mobilidade, Fernando Nunes da Silva.

Redução e acalmia

"Ainda temos afinações a fazer, mas há sinais claramente positivos, e, sem errarmos muito, correspondem ao que desejávamos, pois a rotunda funciona com melhor escoamento do trânsito e deixou de haver conflitos no cruzamento da Alexandre Herculano. Dali para norte percorre-se toda a Avenida e Marquês e só se pára no primeiro semáforo a chegar a Picoas. Também temos notado que a circulação de peões na zona do Marquês está muito mais facilitada, com trânsito muito mais sossegado nas laterais, também virtude da introdução das zonas 30 [velocidade máxima permitida]. Com tudo isto, temos já a certeza que há diminuição de tráfego na Baixa", diz o autarca.
O responsável pela mobilidade anunciou igualmente que vão ser criadas minipraças de táxis em várias secções dos corredores laterais. Diz não ter ainda uma reacção dos comerciantes locais às alterações introduzidas, mas da parte da transportadora Carris afirmou ter recebido uma resposta positiva, pois o tempo de passagem do Marquês (agora unicamente pela rotunda exterior) aumentou apenas em um minuto. "Para tal deverão também contribuir alguns conflitos resultantes de paragens de autocarros para tomada e largada de passageiros na zona dos hotéis, algo que teremos de resolver", esclareceu.
Há outros problemas de difícil resolução, caso do cruzamento com a Rua das Pretas e a Praça da Alegria, via muito procurada pela manhã, com acesso, na parte superior, ao Príncipe Real, através da Calçada da Patriarcal, criando ali alguns constrangimentos. O mesmo se passa na Castilho e Braancamp, que passou a ter dois sentidos para todo o tipo de veículos. "Há uma grande procura e alguma acumulação de tráfego na confluência da Rua das Pretas, pelo que estamos a estudar alternativas. Poderemos mesmo, em horas mais difíceis, criar uma zona de intermitência no corredor Bus, permitindo que a ele acedam as viaturas particulares, mas também nos regozijamos que um dos eixos que apontámos como alternativa aos condutores - a circular das colinas - esteja a ser mais utilizado, através da Infante Santo, Alexandre Herculano e Conde Redondo. Com um túnel sob a Estrela ainda seria melhor", defende o vereador. Aquela circular, uma ideia com décadas, teve um novo impulso com a aprovação do Plano de Urbanização do Vale de Santo António, que contempla um túnel sob a Penha de França, para a ligação entre a Mouzinho de Albuquerque e os Anjos.



Luta contra a suspensão de partículas no ar
Soprar folhas anula objectivos da lavagem das ruas
Uma das medidas contempladas no Plano de Melhoria da Qualidade do Ar, talvez a de mais simples aplicação, pressupõe a frequente lavagem das ruas de maior circulação automóvel, que no caso de Lisboa é a Avenida da Liberdade. A Câmara de Lisboa há muito que o faz, e com regularidade.
Aquele expediente mais não serve que para fixar as partículas inaláveis geradas pelos gases de combustão automóvel e que após suspensão ficam depositadas no solo. A varredura de água e o escoamento para o sistema de drenagem eliminá-las-á, evitando que voltem a ficar em suspensão por acção do vento ou da simples deslocação de ar.
Se assim é feito, e o PÚBLICO comprovou-o quarta-feira, a meio da manhã, na Avenida da Liberdade, também é verdade que outros factores de limpeza poderão estar a comprometer a bondade de tal medida. Paralelamente à passagem da viatura de lavagem de rua, equipas de limpeza dos jardins da Avenida, munidos com maquinaria sopradora de folhas, levantam nuvens à sua passagem, e naquelas, inevitavelmente, as tais partículas, leves como cabelos, voltam a ficar em suspensão, novamente inaláveis, e como tal prejudiciais à população.
O PÚBLICO questionou o gabinete do vereador responsável pelo espaço público e limpeza urbana, José Sá Fernandes, para saber o propósito de tais medidas e a regularidade com que são aplicadas. No entanto, não obteve qualquer resposta. C.F.