09/06/2013

De volta aos w.c. do São Jorge





Por causa da polémica acerca do post que coloquei há dias, porque gosto de comprovar o que escrevo, e porque o Nuno Valença me quis ajudar nesse meu propósito tirando ele mesmo algumas fotos elucidativas sobre o «estado da arte» no w.c. do 1º andar (muito obrigado, Nuno!), aqui ficam as provas do atentado ao património que se verificou na dita cuja, com a substituição de sanitas, lavatórios e iluminação de origem por coisas muito bonitas em certas casas de banho, mas não nesta, que era assumidamente de época.

Agora está um mix, kitsch, de contraste evidente entre o urinol de época (veja-se o pormenor decorativo das vieiras junto ao cano de água), em baixo, e os restantes sanitários pseudo-contemporâneos recentemente colocados, em cima.




Fotos: Nuno Valença

08/05/2013

Rara peça de mobiliário urbano abandonada​: Urinol do Largo do Chão da Feira (Castelo)





Exmo. Sr. Vereador do Espaço Público
Dr. José Sá Fernandes


Vimos pelo presente chamar a atenção de V. Exa. para o estado de abandono a que está votada esta raríssima peça de mobiliário urbano de Lisboa, sita na Rua Chão da Feira, ao Castelo.

Numa zona por onde passa anualmente mais de 1 milhão de visitantes, não se entende por que é tão difícil limpar, reparar ou pintar um objecto afinal tão pequeno. Lembramos que em cidades como Berlim ou Paris é possível ver estas peças recuperadas.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge

29/04/2013

Jardim de Santos, Jardim de Lixo




Exmo. Senhor Presidente
Dr. António Costa,
Exmo. Senhor Vereador
Dr. José Sá Fernandes


Serve o presente para alertarmos V. Exas. para o problema de higiene de que o Jardim de Santos padece, fruto da excessiva concentração de bares e outros estabelecimentos ligados à vida nocturna, de que juntamos algumas fotos bem elucidativas do que acabámos de expor.

Trata-se a nosso ver de mais um mau exemplo - a juntar aos do Bairro Alto, Santa Catarina, Jardim do Príncipe Real e Miradouro de São Pedro de Alcântara - de como a cidade e a CML não estão a saber responder aos efeitos secundários da proliferação deste tipo de estabelecimentos um pouco por toda a cidade.

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Fernando Jorge e Virgílio Marques

28/04/2013

LISBOA LIXO: à porta do Museu Nacional de Arte Antiga




Papeleiras a transbordar de lixo, um cenário cada vez mais corrente na nossa cidade... Os serviços de recolha do lixo não estão a conseguir acompanhar as transformações da cidade, nomeadamente os locais onde há grande concentração de bares e etc. assim como as zonas que recebem fluxos intensos de turistas (Baixa, Chiado, Castelo)

10/04/2013

Cenário dantesco em Alcântara-Mar






Chegado por e-mail:

«Caros condidadãos do Fórum Cidadania Lx

Quando atravessei as galerias da estação de Alcântara-Mar, nem quis acreditar ao estado a que chegou a estação, que é o principal ponto de transferência, entre a linha de cintura e a linha de Cascais, sendo atravessada diariamente por centenas de pessoas.

Isto revela, que os administradores da CP e/ou da Refer, por certo, não andam nos comboios suburbanos da cidade, andando sim, em opíparas viaturas automóveis pagas pela administração destas empresas públicas.

Bem, relato o que vi:

- grafitos em todo o lado, não havendo a mais pequena área sem que tenha sido vandalizada
- escadas rolantes todas desativadas (não sei como fazem as pessoas com mobilidade reduzida)
- bilheteiras eletrónicas avariadas
- bilheteiras "físicas" desativadas e vandalizadas
- esteiras de cabos elétricos completamente enferrujadas
- cabos elétricos embebidos em água
- paredes (além de vandalizadas) com o reboco e tinta a cair de podre
- enormes poças de água na base das escadas rolantes
- estabelecimentos comerciais vandalizados (o café tem um anúncio a referir aos clientes que fechou por questões óbvias de segurança e higiene)
- casas de banho (obviamente) fechadas
- espaço para contadores de água, a fazer de caixotes do lixo
- poças de água no chão monumentais, devido a graves infiltrações e humidade
- lâmpadas partidas a desativadas
- bilheteiras do primeiro piso fechadas para "almoço"

As pessoas, com quem falei, dizem-me que a situação perdura há alguns anos, e que têm havido acidentes graves, com pessoas de terceira idade.

Bem sei que a culpa não pode ser unicamente imputada à CP ou Refer, pois isto é obra da mais nojenta estirpe de vândalos urbanos, mas poderia também haver mais zelo por parte da CP/Refer na segurança destes locais, até porque, veja-se bem, encontrei sistemas de vídeo vigilância.

De referir ainda, que poderá haver também responsabilidades por parte da autarquia de Lisboa, pois esta galeria serve também de acesso pedonal, para quem quer atravessar a linha de Cascais, da zona de Alcântara para a doca de Santos.

Sendo eu assíduo defensor dos transportes públicos, deixo a pergunta: com uma estação destas só os heróis e os pobres, é que se atrevem a ter vontade de andar de transportes públicos!

Atentamente

João Pimentel Ferreira»

09/04/2013

Freguesia das Mercês: caos de grafitti e lixo fora do horário






Exmo. Sr. Presidente da CML,
Dr. António Costa
Exmo. Sr. Vereador da Higiene Urbana,
Dr. José Sá Fernandes


Cc. JFMercês e AML

Serve o presente para darmos conta da nossa indignação pelo estado em que estão os arruamentos da freguesia das Mercês, desde logo:

- O cada vez mais frequente fenómeno da deposição de sacos de lixo fora do horário regulamentar (só permitido por falta de fiscalização da CML);
- O vandalismo de muros e fachadas com graffiti (onde nem sequer escapa a fachada principal da Igreja das Mercês, IIP);
- Na Rua do Vale, onde a CML acabou de inaugurar o novo Atelier-Museu Júlio Pomar, o cenário é de lixo e graffiti.

Imagens em anexo.

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge e Luís Marques da Silva

23/03/2013

LIXEIRAS DE LISBOA: Av. António Augusto de Aguiar

...aspecto da via pública que entre a Av. António Augusto de Aguiar e a R. Dr. Nicolau de Bettencourt... à porta da F. Gulbenkian / CAM.

18/03/2013

Palácio da CML no Campo de Santa Clara: abandonado, em perigo de incêndio!

Resposta da Direcção da Trienal de Arquitectura:

«Exmos. Senhores,

Agradecemos terem colocado a Trienal de Arquitectura de Lisboa com conhecimento neste email que dirigem à Presidência da CML.

Cumpre-nos informar que o regime de cedência do Palácio Sinel de Cordes à Trienal de Arquitectura de Lisboa não incluia até à data a fracção da antiga Padaria conforme mencionam. O espaço em questão cujos inquilinos votaram ao abandono era objecto de um contrato de arrendamento com a CML que apenas na semana que passou conseguiu chegar a acordo, de forma a que se proceda rapidamente às obras necessárias.

A Trienal de Arquitectura de Lisboa é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é investigar, dinamizar e promover o pensamento e a prática em arquitetura, realizando a cada três anos um grande fórum de debate, reflexão e divulgação que cruza fronteiras disciplinares e geográficas.
 A Trienal depende inteiramente de mecenas, patrocínios, doações e apoios. A generosidade e compromisso da rede de parceiros da Trienal de Arquitectura de Lisboa são essenciais não só para a concretização dos seus objetivos, pautados por valores de excelência, como para o sucesso da sua atividade.


O regime de cedência por parte da CML inclui uma dinamização que temos vindo a consolidar e que em breve poderá finalmente mostrar de forma mais permanente os seus frutos. Temos estado a trabalhar com uma enorme equipa de profissionais de percurso reconhecido que em regime pro bono aceitou este desafio. Entre estes encontram-se os arquitectos Margarida Grácio Nunes e Fernando Sanchez Salvador, o Engenheiro João Appleton ou o Arquitecto Paisagista João Gomes da Silva. Assim como um grupo de voluntários estudantes de arquitectura que tem colaborado activamente nas nossas actividades.

Aproveitamos ainda para informar que estamos disponíveis no próprio palácio, por email ou por telefone para esclarecimentos como aqueles que procuram no email enviado. Teremos todo o gosto em poder clarificar dúvidas que tenham sobre a nossa actividade.

No nosso site ou página do facebook poderão consultar mais informação.

O site da próxima edição, desenhado pelo conhecido Zak Group está também online: http://www.close-closer.com/
Aproveitamos para apresentar o nosso programa de amigos ao qual desde já convidamos a aderir: http://www.close-closer.com/#/support

Com os melhores cumprimentos,

José Mateus
Presidente da Direção»




Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa


Cc. Trienal, AML, Media

Este é o estado actual do Palácio Sinel de Cordes, no Campo de Santa Clara, propriedade da CML e cedido à Trienal de Arquitectura de Lisboa, conforme foi largamente anunciado na imprensa durante 2012.

Mesmo que as fotografias valham mais do que mil palavras, fica a indicação urgente de que a antiga padaria tem a montra partida, lá dentro é só lixo e imundície, e o RISCO DE INCÊNDIO É MUITO ALTO!

Fica o alerta.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge e Bernardo Ferreira de Carvalho

04/03/2013

Recordar a Rua Rosa Araújo, 32 Parte 1


Chegado por e-mail:

«Relembro a demolição de um edifício situado na Rua Rosa Araújo e que foi relatado no blog Cidadania Lx durante o ano de 2008. O artigo: http://cidadanialx.blogspot.pt/2008/06/em-demolio-rua-rosa-arajo-32.html Continuamos a verificar certos comportamentos rudes no que diz respeito à descaracterização de zonas com edificado de traça antiga. São sempre as mesmas decisões e acções referentes a edifícios semelhantes, decisões que se repetem à décadas! Ainda não aprenderam nada...? Infelizmente já não resta quase nada de uma Lisboa mais nobre na Rua Rosa Araújo! Uma rua que se insere em uma zona que ainda preserva algum carácter e património, característico de zonas históricas.

Demolido em 2008

(Colocar foto 1) Autor: http://cidadanialx.blogspot.pt/2008/06/em-demolio-rua-rosa-arajo-32.html (Colocar Foto2) Autor: http://amigosdobotanico.blogspot.pt/2008/10/o-nosso-bairro-rua-rosa-arajo-32.html Edificado em 2012
(Colocar foto 3)
O nosso património arquitectónico de finais do século XIX, início do século XX a ser tratado desta maneira! Que miséria! FF»

O futuro dos que restam..?

Rua Rosa Araújo/Rua Castilho,15
(Foto1)

Rua Mouzinho da Silveira/Rua Rosa Araújo.
(Fotos 2 e 3)
(Cerquia, a mesma empresa que edificou a "amostra" do nº 32 da Rua Rosa Araújo.

Rua Rosa Araújo
(Fotos 4,5)

Os dois edifícios
(Foto 6)» "Vai tudo" ou ficam só as fachadas...?

25/02/2013

PASSEIOS DE LISBOA: Bairro Estrela d'Ouro

Em Lisboa, os passeios parecem cada vez mais servir para tudo excepto para o que foram construídos: canal pedonal.

12/02/2013

A caminho do Terreiro do Paço

O íman chamado "Vidrão"



o estacionamento amontoado



e os restos "ajardinados"


Alfama e o eixo Santa Apolónia - Campo das Cebolas já viu definitivamente melhores dias.

Curiosamente a menos de 400 metros a CML não pára de investir, reabilitar e abrilhantar (a Praça do Comércio).

É a chamada cidade a duas velocidades.



11/02/2013

LIXEIRAS DE LISBOA: Freguesia da Sé







Em Lisboa, assistimos cada vez mais à deposição de lixo nas ruas de forma selvagem - a freguesia da Sé não escapa a esta preocupante tendência dos lisboetas.
 
Observamos, logo de manhã cedo, cidadãos a depositarem sacos de lixo na via pública - muitas vezes até à porta de sua casa (ver fotografia).
 
Os arruamentos da freguesia da Sé estão cronicamente sujos. Cheiram mal, há baratas, ratos e ratazanas.
 
Também não parece haver grande respeito pelos peões pois é frequente ver contentores do lixo no meio dos passeios, todo o dia.
 
A tudo isto ainda temos de acrescentar o constante vandalismo de muros e paredes com graffiti.
 
As ruas mais críticas parecem ser a Travessa de Santo António da Sé, Beco do Arco Escuro, Beco das Canastras, Rua dos Bacalhoeiros, Portas do Mar, Rua da Padaria... 

10/02/2013

Emel declara guerra ao estacionamento em segunda fila.


Lisboa
Emel declara guerra ao estacionamento em segunda fila
Por Inês Boaventura in Público

Reforço da fiscalização em 20 das principais ruas da cidade. A partir de sexta-feira, todos os veículos serão autuados ou rebocados

A Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (Emel) reforçou a fiscalização do estacionamento em segunda fila num conjunto de 20 artérias do centro da cidade. Por enquanto, a acção da empresa é apenas "pedagógica", mas, a partir de dia 15 de Fevereiro, os veículos em situação irregular serão autuados ou rebocados.
Esta operação da Emel arrancou no início de Fevereiro e abrange as seguintes artérias: Avenida de Berna, Avenida João XXI, Avenida 5 de Outubro, Avenida António Augusto de Aguiar, Avenida Miguel Bombarda, Avenida João Crisóstomo, Avenida Duque d"Ávila, Avenida Marquês de Tomar, Avenida de Roma, Rua Frei Amador Arrais, Rua Luís Augusto Palmeirim, Avenida da Igreja, Avenida Rio de Janeiro, Praça de Londres, Avenida de Paris, Avenida Almirante Reis, Rua Luciano Cordeiro, Rua Rodrigues Sampaio, Rua Alexandre Herculano e Rua Castilho.
Durante uma primeira fase, que se prolonga até à próxima sexta-feira, "as equipas de fiscalização vão informar e sensibilizar todos os condutores". A explicação é de Diogo Homem, do marketing e comunicação da Emel, que acrescenta que aos automobilistas estão a ser entregues panfletos dando conta de quais as artérias onde já ocorreu um reforço da fiscalização. "Estacionar em segunda fila não tem desculpa" é a mensagem que a empresa está a transmitir através desses panfletos e de anúncios na rádio.
Depois de concluída a chamada "fase pedagógica", a Emel garante que "passará a ser mais rigorosa nas autuações e remoções" dos veículos em situação irregular. Isto porque, explica Diogo Homem, "o estacionamento em segunda fila em algumas das mais importantes artérias da cidade é responsável por uma significativa perda de capacidade de escoamento das principais vias urbanas".
Em 2007, quando concorreu pela primeira vez à presidência da Câmara de Lisboa, António Costa tinha prometido que o combate ao estacionamento ilegal seria uma das dez primeiras medidas que concretizaria. Uma operação de "tolerância zero" para com os veículos parados nos passeios e em segunda fila ainda chegou a ser desencadeada pela Polícia Municipal, mas os resultados foram poucos ou nenhuns.
Mais de cinco anos volvidos, é a Emel quem assume a tarefa, por solicitação da autarquia. As 20 artérias abrangidas pelo incremento de fiscalização, todas elas com estacionamento tarifado, foram seleccionadas pelo "impacto negativo" que o estacionamento em segunda fila nesses locais "tem na normal circulação na cidade", explica Diogo Homem.
O porta-voz da Emel acrescenta que o facto de terem sido escolhidas apenas 20 artérias "não significa que não sejam fiscalizados outros arruamentos da cidade". Isso acontecerá, diz, "se tal for necessário e se a Emel verificar que estão a ser criadas dificuldades à circulação pelo estacionamento em segunda fila".