17/01/2015

Camões alvo de mais um ataque na senda da "liberdade da arte"


São inúmeras as vezes em que aqui se chama a atenção para o deplorável estado em que se encontra a base da estátua a Luís Vaz de Camões. Tudo cai em saco roto. Os danos colaterais da forma como a noite é promovida estão à vista de toda a gente. Menos da CML que a promove e permite.

Texto corrigido

15/01/2015

Metro vai ter elevador até à superfície no Chiado mas já não será na Rua Ivens


In Público (15.1.2015)
Por Marisa Soares

«Transportadora vai vender o prédio que comprou há quase 20 anos para instalar o ascensor. Este irá para as Escadinhas do Espírito Santo, uma solução mais barata

[...] O Metropolitano de Lisboa vai leiloar o prédio que comprou há quase 20 anos na Rua Ivens, onde pretendia instalar o único elevador de acesso à superfície da estação Baixa-Chiado. Em alternativa, o ascensor deverá ser colocado nas Escadinhas do Espírito Santo, que ligam a Rua do Crucifixo à Rua Nova do Almada, uma solução “menos onerosa”, segundo a empresa. A estação Baixa-Chiado é uma das mais movimentadas e a mais profunda de toda a rede, localizada 45 metros abaixo da superfície. Nas duas saídas existem, no total, 12 lanços de escadas rolantes, que avariam com frequência durante longos períodos de tempo. Só em 2010, por exemplo, houve 144 avarias. [...] Agora, passados quase 20 anos — durante os quais o prédio esteve devoluto e com tapumes — a transportadora encontrou “uma solução alternativa” e “menos onerosa” noutro local, ao lado do edifício dos Armazéns do Chiado. “O ascensor da estação Baixa-Chiado será instalado nas Escadinhas do Espírito Santo que ligam a Rua do Crucifixo à Rua Nova do Almada”, esclarece, através da assessoria de imprensa, sem avançar uma data para a concretização. Tendo em conta esta decisão, a empresa vai vender o imóvel da Rua Ivens, através de um leilão electrónico. O objectivo é “salvaguardar a defesa do interesse público optimizando o património de que [o Metro] dispõe”, explica, em resposta por escrito. [...]»

...

Do interesse público será, também, que não conspurquem as escadinhas com uma caixa-mono...

14/01/2015

AS GRANDES ÁRVORES DE LISBOA ESTÃO A DESAPARECER


Mais duas grandes árvores desapareceram do convívio com os lisboetas. Faziam parte de um conjunto de quatro Tipuanas na Rua Cascais, freguesia de Alcântara, em Lisboa.

Sabemos que as árvores são seres vivos que como tal envelhecem, adoecem e morrem.

Sabemos também que os Serviços Municipais Têm uma responsabilidade acrescida na prevenção de acidentes que possam advir do estado menos saudável das árvores nas cidades.

De todo modo, nós, que nos habituámos á sua presença, é com profunda tristeza que as vimos desaparecer.

Esperamos que sejam em breve substituídos, pela Câmara Municipal de Lisboa, ou pela Junta de Freguesia de Alcântara ao abrigo da Lei n.º 56/2012 de 8 de novembro ( Reorganização Administrativa de Lisboa).

Pinto Soares

13/01/2015

Lisboa, Capital do Azulejo?




Lixo e falta de civismo

Cruzamento da Av. defensores de Chaves com a Av. Duque de Ávila 13-1-2015
E que tal fazer umas obritas no prédio, mudar os vidros da claraboia, limpar o telhado das antenas antigas, que as novas tecnologias da TV por cabo tornaram obsoletas e depois deixar o lixo no passeio, para que outros limpem?

Num caso como este, não será difícil à Câmara/Polícia Municipal descobrir na zona, qual o prédio que tem uma claraboia nova e um telhado sem antenas velhas e punir o(s) respectivo(s) proprietário(s). Só não o farão se não quiserem.

Apesar de não se tratar de sacos, como referidos nos avisos que ainda bem recentemente foram colocados pela CML, não tenho dúvidas que um caso como este terá cabimento na mesma legislação, ainda para mais quando ao contrário dos vulgares sacos de plástico com lixo, estes vidros, que como se pode ver se vão espalhando pelo passeio, representam um claro perigo para os peões. Para tal basta, por exemplo, que um idoso pise um destes vidros, para daí resultar um acidente com consequências imprevisíveis.

É urgente que se passe dos avisos para a prática, para que estes casos sejam devidamente punidos e que essa punição seja tornada pública, não só para servir de exemplo, mas principalmente para que estes vândalos saibam que as autoridades estão atentas e actuam e também para que os moradores saibam quais são os seus vizinhos que teimam em manter este tipo de comportamento.

12/01/2015

Parabéns e alerta à Pastelaria Alcoa / Casa da Sorte / Chiado


Exmos. Senhores


Permitam-nos que vos remetamos os nossos parabéns pela anunciada abertura, em breve, de uma pastelaria Alcoa na Rua Garrett, em Lisboa, desejando-vos o maior sucesso e certos de que o vosso sucesso será o sucesso do Chiado e da nossa cidade de Lisboa.

Aproveitamos para vos chamar a atenção para o facto do espaço da antiga Casa da Sorte ser uma referência para a cidade, não tanto por ter sido uma casa de lotaria mas pela sua decoração, interior e exterior, com projecto da autoria do Arq. Conceição e Silva (concepção do espaço e balcão), datado de 1960, e do Mestre Querubim Lapa (azulejos).

Enquanto movimento de cidadania que defende o património histórico da cidade de Lisboa, não podemos deixar de vos chamar a atenção para esse facto e para a necessidade de salvaguardar e estimar esse património.

Lembramos, ainda, que as características físicas mencionadas serão uma efectiva e significativa mais-valia da futura pastelaria Alcoa em termos de vantagem comparativa, diferenciado o espaço dos demais, desde logo como atributo turístico e cultural, conjugando da melhor forma a tradição dos doces conventuais com as lojas de carácter e tradição do século XX.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Paulo Lopes, Jorge Pinto, Alexandre Marques da Cruz, Rui Martins, Gonçalo Maggessi, Miguel Atanázio Carvalho, Beatriz Empis

Cc. CML, AML, DGPC, Media

09/01/2015

ECOPORCOS: R. Nova do Desterro


recebido por email: «Ecoponto diariamente transformado em lixeira. Os sacos de lixo domestico ali colocados são muitas vezes abertos por sem-abrigo que depois deixam restos de comida espalhados pelo passeio como podem ver nas imagens que vos envio. Tenho observado ratos durante a noite. Há uma escola municipal mesmo em frente deste ecoponto.»

Casa da Sorte do Chiado foi vendida. E agora vai ser uma pastelaria

In Dinheiro Vivo:

«A Casa da Sorte no Chiado, na esquina da Rua Garret com a Rua Ivens, fechou e foi vendida a um investidor privado e vai agora ser ocupada pela Confeitaria Alcoa.

O negócio foi mediado pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield que se escusou a divulgar mais detalhes sobre a operação, nomeadamente se o comprador é um investidor português e por quanto foi vendido o espaço.

O Dinheiro Vivo sabe, contudo, que a loja foi vendida pela própria Casa da Sorte que terá decidido encerrar o espaço - já em junho do ano passado - porque a oferta que recebeu era bastante apetecível.

Segundo a Cushman & Wakefield, apesar de se tratar de um espaço pequeno - 60 m2 de lojas e mais 40 m2 de cave - o preço de venda terá sido bastante elevado, tal como a renda que a Confeitaria Alcoa vai pagar pelo espaço.

Atualmente, as rendas de lojas no Chiado podem ultrapassar os 100 euros por metro quadrado e por mês, ou seja, se foi este o valor pedido, a renda que a pastelaria irá pagar ao novo proprietário poderá rondar os 10 mil euros.»

E pronto, discutiram. Next...

In Público (8.1.2015)
Por Inês Boaventura

«Deputados da AR dizem que é preciso dignificar a profissão de calceteiro

A calçada portuguesa chegou esta quinta-feira à Assembleia da República, onde se apreciou uma petição “pela manutenção” deste “ex-libris da cidade de Lisboa”, assinada por mais de 4500 pessoas. A defesa da necessidade de se dignificar a profissão de calceteiro foi praticamente unânime entre os deputados, tendo o CDS apontado como caminho possível a classificação da calçada como património nacional.

Lançada em Novembro de 2013 pelo Fórum Cidadania Lisboa, a petição, dirigida à presidente da Assembleia da República e ao presidente da Câmara de Lisboa, esteve em discussão no plenário durante apenas alguns minutos. Sobre ela pronunciaram-se deputados do PS, PSD, PEV, CDS e PCP, vários dos quais alertaram para o facto de a maior parte daquilo que os peticionários pediam ser competência do município, em cuja autonomia recusaram imiscuir-se. [...]»

07/01/2015

Largo de São Paulo - chafariz (MN)



A moda dos autocolantes nos ecopontos, veio juntar lixo ao lixo



727€ de coima, curioso valor. Até agora só serve para acrescentar ao ridiculo de ninguém respeitar coisa nenhuma, a porcaria que se mantem. Assim vai Lisboa. Ecoponto no Largo do Calhariz, à frente da CGD, no lado oposto ao elevador da Bica e ao arruinado, mas classificado, Palácio Sandomil.

Pede-se à Junta de Freguesia de Santa Maria Maior que limpe esta lixeira




Esta é uma das entradas de Alfama. faz parte do trajecto assinalado das antigas muralhas. É ponto de passagem quase obrigatório para turistas. Está ao lado da Casa dos Bicos. Por muitas e variadas razões, está assim há largos meses. A Junta de Freguesia está à espera de quê para agir?

Este é o registo do século XVIII que coabita com a lixeira anterior. Lisboa merece mais e melhor.

Em ano de Património Industrial, aqui ficam dois bons exemplos para começar a trabalhar na sua protecção

Magnífico prédio da "Nacional" no Beato. Uma presença rara no espaço urbano de Lisboa. Que se valoriza durante este ano de 2015

Por cima da porta, todas as medalhas ganhas, dos EUA à Europa.

Soberbo trabalho de serralharia, que se inclua já no inventário do património industrial lisboeta. Portão do edifício da Nacional.

Um velho conhecido. Prédio dos armazéns Abel Pereira da Fonseca. A precisar de uma mais do que urgente intervenção. Norte Júnior ao abandono.

O irmão gêmeo, até mesmo na má-sorte de estar a ruir aos pedaços.


 Estes dois exemplos se forem valorizados, salvaguardados e incluídos em futuras rotas de património industrial que liguem o pólo de Lisboa a outras cidades onde esse património é mantido e dado a conhecer, a cidade teria mais uma frente de interesse e de novidade. Para começar este ano, não estaria nada mal.

06/01/2015

António Lamas quer convencer instituições do eixo Belém-Ajuda a partilhar recursos

In LUSA/Público Online (6.1.2015)

«O presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), António Lamas, falou nesta terça-feira com o Presidente da República sobre o projecto que está a desenvolver para o eixo Belém-Ajuda, onde pretende convencer as instituições a "partilhar recursos e serviços".

O responsável falava à agência Lusa no final de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, a quem apresentou cumprimentos, num primeiro encontro com o Chefe de Estado, cerca de dois meses e meio após assumir o cargo no CCB.

"Vim explicar ao senhor Presidente o que me preocupa em relação ao centro cultural, e em relação à zona, e pô-lo a par destes projectos [no eixo Belém-Ajuda] que gostava de estimular", disse no final de um encontro de cerca de uma hora. [...]

Questionado sobre um eventual prazo para a apresentação do projecto à tutela, António Lamas disse que não existe uma data marcada: "É a tarefa principal. Não tenho um prazo, nem há um projecto concreto com princípio, meio e fim. É um processo em curso de revitalização das instituições, de pô-las a conversar umas com as outras", disse.

[...]»

É verdade, CML, que aprovaste isto na Calçada do Livramento, às Necessidades????!

Hoje

Chalet de arquitectura de finais XIX-XX, revestido a azulejo. (foto: Sr. Cordeiro, in Flickr)

"Amanhã"??? (in Sotheby's)

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Se aprovaste, é uma vergonha, e se não aprovaste não promovas a especulação, toma-a administrativamente e apresenta a conta da obra ao dono, S.F.F. Já agora, aproveita e faz com que possas ficar com a casa e vendê-la.

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«Uma das aplicações em azulejo mais invulgares, já condenada à demolição. Isto entristece-me profundamente. Quero acreditar que é muito por ignorância. Há aqui peças que são raras e, no conjunto, é um caso excepcional. Romântico fim de linha. Fica em frente ao Palácio das Necessidades.» (fotos e texto de Francisco Queiroz, in Saudade Perpétua/Facebook)

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Tudo aprovadinho pelo IPPAR/IGESPAR (agradecendo a resposta da DGPC):

E aprovou mesmo e já começaram a demolir, "Obra de Reconstrução sem preservação de fachada"!! Tem licença de construção válida desde Agosto de 2014.

Texto editado

O estacionamento como função social das juntas e câmaras

A notícia de que o estacionamento por baixo do Príncipe Real não vai mesmo avançar é uma excelente novidade para Lisboa. Mas continuando a ler a notícia, fico na realidade triste com o que aparece. Diz o texto que "ainda assim, para Carla Madeira [presidente da Junta de Freguesia], continua a existir a necessidade de estacionamento naquela zona, pelo que defende a construção de um outro parque", seguindo-se uma discussão das possíveis localizações.
Nem me refiro ao anacronismo de a maioria dos autarcas achar que é sempre preciso mais e mais estacionamento, mas algo pior e que abrange muito mais gente. Refiro-me à ideia, muito entranhada entre nós basta falar com um autarca ou ler as discussões aqui no blog, que cabe às autarquias providenciar estacionamento. Reparem, há imensas pessoas sem casa, mas as autarquias tem um papel limitado na habitação. Há imensas pessoas desempregadas, mas as autarquias não estão a criar emprego. Há pessoas a passar fome, mas ninguém acha que a culpa é das câmaras e juntas.
Há tarefas que pela sua natureza têm de passar por uma entidade pública central, como licenciamentos, inspeções, iluminação, esgotos, limpeza urbana, etc. mas o estacionamento não é um desses casos. Não me refiro ao estacionamento na via pública, que obviamente tem de ser gerido por uma entidade pública, mas ao estacionamento construído de raiz, seja em subterrâneos ou silos, que é o que está em causa. Nada proíbe um privado de construir e operar um estacionamento, como aliás se comprova pela existência de alguns* na zona referida.
Não está em causa uma escolha política de esquerda vs. direita, de mais serviços providenciados pelo Estado vs. pelo mercado, mas um problema de prioridades sociais.  É assumido por todos que o emprego, a alimentação e a habitação são tarefas que podem ser entregues na sua quase totalidade ao mercado, mas cabe ao Estado garantir a "habitação para os automóveis".

*O facto de serem em número reduzido, prova que o estacionamento é subsidiado nas nossas cidades.

Parque de estacionamento no Príncipe Real foi chumbado duplamente (DGPC e CML)


In LUSA/I Online: http://www.ionline.pt/artigos/portugal/parque-estacionamento-nao-avanca-no-principe-real-lisboa

Petição "Pela Manutenção da Calçada Portuguesa na Cidade de Lisboa!" será discutida na AR esta 5ª Feira às 15h


PUBLI-Cidade: Rua Augusta / Rua de S. Nicolau



Será que a DGPC aprovou a instalação de telas de publicidade ocupando a totalidade dos vãos do 1º andar, pelo exterior, do imóvel sito na Rua Augusta 109-111 torneja para a Rua de S. Nicolau 66 a 72 em Lisboa, conforme imagens que anexamos? Aguardamos esclarecimentos tanto da DGPC como da CML.