15/06/2018

Edifício-sede do DN em clara degradação - apelo à CML para intimação ao proprietário


Exmo. Sr. Vereador Manuel Salgado
CC PCML, AML, DGPC e media


Como será do conhecimento de V. Exa., o antigo edifício-sede do Diário de Notícias (Imóvel de Interesse Público e Prémio Valmor) mudou recentemente de mãos, sem que o projecto aprovado anteriormente pela CML, e anunciado há um ano (https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/media/detalhe/sede-do-diario-de-noticias-vendida-por-20-milhoes) como uma mais-valia para o edifício e para a cidade, tivesse sido sequer encetado pelo anterior proprietário, naquilo que se configura ter sido uma mera operação de especulação imobiliária bem sucedida.

Considerando que o edifício concebido por Porfírio Pardal Monteiro apresenta já vários sinais de degradação no seu exterior e interior, apelamos a V. Exa. para que dê indicações aos serviços da CML para intimarem o actual proprietário a proceder a obras urgentes de conservação pelo menos dos elementos que revestem as fachadas, bem como o restauro da pintura da empena e a salvaguarda integral dos painéis de Almada Negreiros da antiga loja.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Inês Beleza Barreiros, Júlio Amorim, Carlos Moura-Carvalho, Virgílio Marques, Rui Martins, Eurico de Barros, João Oliveira Leonardo, Ana Alves de Sousa, Fernando Silva Grade, Jozhe Fonseca, Maria João Pinto, Paulo Lopes, Fátima Castanheira, José Maria Amador, Maria do Rosário Reiche

Foto: Newsroom CBRE Portugal

Museu Judaico é arrasado pelo Tribunal:


Museu Judaico em Alfama arrasado pelo Tribunal, que deu razão à APPA: aprovação do projecto (2006) ferida de eficácia, obras de demolição são ilegais e CML condenada a pagar as custas do processo.

14/06/2018

"A Gandarinha que resta" (Jornal Público)

Paulo Ferrero
Paulo Ferrero

"Quis o engenho, e a oportunidade também, que um punhado de sintrenses inconformados não desistisse do apuramento de responsabilidades, doa a quem doer.

A novela da(s) Gandarinha, parte II (a parte I, recorde-se, decorreu no antigo palácio dos viscondes da dita, ex-Convento de Nossa Piedade, em Cascais, que hoje é centro cultural recauchutado e sede de assembleia municipal, mas cujo processo de transformação urbanística deu brado, e que brado, há algumas décadas), que ainda decorre em pleno centro histórico de Sintra, Património da Humanidade, apesar de estar quase a passar os créditos finais, promete cenas verdadeiramente tórridas nos próximos e derradeiros episódios.

Quis o engenho, e a oportunidade também, que um punhado de sintrenses inconformados não desistisse do apuramento de responsabilidades, doa a quem doer, sobre todo o novelo por que passou este ex-libris da entrada na vila velha, pelo lado de São Pedro; um processo de alterações e ampliações que tem vindo a transformar uma casa que, sendo prevista, ao que se sabe, já em finais do século XIX para hotel (!), veio a ser doada em testamento pela Viscondessa da Gandarinha a um internato e escola profissional para raparigas – Associação Católica Internacional para Obras de Protecção às Raparigas, criada no âmbito do plano de actividades da Fundação Condessa da Penha Longa, que a própria fundara desde Cucujães, terra natal do 1-º Visconde da Gandarinha –, que ali funcionaria, diz-se, até 1974.

A partir daí foi um verdadeiro corrupio de dramas: abandono, degradação, vandalismo, especulação imobiliária, projecto para lá, projecto para cá, queixas, tribunal, pronunciamentos, revenda, demolições, esventramento do subsolo, eventuais ilegalidades grosseiras ao plano de Groer e ao PDM, etc., etc., num processo tão nebuloso quanto as brumas que costumam assolar a Sintra de todos os romantismos e que terá começado por alturas do segundo mandato da então presidente da CM Sintra e hoje presidente da Comissão de Cultura da Assembleia da República.

Essa recusa em cruzar os braços de cidadãos sintrenses valorosos é tão mais valorosa quanto é sabido que a tendência generalizada de vários outros é a de baixarem os braços com um “eles é que sabem”, quando as obras continuam e quando batem na parede os apelos a quem de direito.

Ninguém contestará a mais-valia para a Sintra que todos amamos de (independentemente da previsível qualidade estética duvidosa do resultado final da nova construção para lá da fachada antiga principal) ali poder haver um hotel de 5***** (não é isso que está em causa, até pela simples razão que já o Visconde da Gandarinha o teria imaginado há mais de 100 anos) e do real (muito mais que a justificativa administrativa camarária) “relevante interesse municipal” de tal desígnio; são os meios que eventualmente não terão justificado os fins que importa contestar para que não se repitam.

Assim, todos esperamos que seja desta que as autoridades decidam cabalmente sobre todo este processo, que passou por quatro (?) presidentes de câmara, apurando pelo menos a razão de ser de coisas tão incompreensíveis quanto suspeitas:

Como foi possível à CM Sintra aprovar este projecto sabendo que o complexo da Gandarinha está adstrito à “Zona das Quintas” prevista no Plano de Urbanização de Sintra e que, portanto, não é possível aprovar novas construções acima de dois pisos, incluindo o rés-do-chão, e anexos com mais do que um rés-do-chão?

Como foi possível que uma construção desta envergadura tenha sido aprovada pela CM Sintra (foram os serviços da CM ou foi um consultor externo?), sem estudos de impacte sequer hidrogeológicos, como se a dita em nada colidisse com os parâmetros de ocupação do solo e índice de construção, e com aquela paisagem envolvente até hoje deslumbrante?

Como foi possível que de uma estimativa inicial de 46 quartos se tenha passado para 100, ou que de 76 lugares de estacionamento se tenha passado para 140 em três pisos subterrâneos (curioso como a CM Sintra acena com “lugares públicos”, como se o estacionamento viesse a ser gerido pela empresa municipal de estacionamento)?

Como foi possível à CM Sintra aprovar semelhante coisa sem haver estudos de impacte sobre o tráfego automóvel numa zona já de si susceptível de engarrafamentos, onde até, por sinal, acaba de intervir reformulando o sentido de trânsito, o que poderá ser mais um factor para o caos no local, mas também um rombo na credibilidade de quem decidiu tal coisa?

Por outro lado, como foi possível a Ippar, Igespar e DGPC terem chumbado, primeiro, reconsiderado, depois, e aprovado, finalmente, semelhante projecto que altera radicalmente a volumetria da pré-existência histórica-arquitectónica-paisagística, ignorou estudos e acompanhamento arqueológico, com a agravante da obra escavar praticamente por baixo da Igreja de Santa Maria, Monumento Nacional, e, pasme-se, acaba por subverter algo que os serviços do Estado tinham exigido que acontecesse para o aprovarem, i.e., a “manutenção da morfologia existente no conjunto, não sendo de aceitar qualquer alteração profunda ao perfil do terreno, resultante da escavação, aterro ou construção”?

E como é tudo isto possível sem que tenha havido consulta pública aos sintrenses e a todos quantos visitam Sintra, como aliás está previsto no Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação do Concelho de Sintra para empreendimentos em lotes superiores a quatro hectares? Em pleno século XXI é inaceitável que não tenha havido discussão pública.

Não será tudo isto matéria suficiente para se declarar a nulidade da aprovação do projecto? E de corrigir o que ainda se pode corrigir?

Não se irá a tempo, certamente, de recobrir com terra e árvores o buraco que ali fizeram, qual ferida a céu aberto como se de uma pedreira em paisagem protegida se tratasse, mas ainda se está a tempo de corrigir algumas coisas, quiçá e desde logo porque se é comum assistir-se a projectos que sofrem alterações no mau sentido, muitas vezes em sentido inverso ao previamente aprovado, durante a obra, é aqui possível uma alteração no bom sentido, por uma vez, já que em matéria de Gandarinha, a novela de Cascais jaz em paz: uma alteração que corresponda a uma redução da volumetria das novas construções, a mais espaço público permeável à existência de árvores, a menos carros a entrar e a sair e a poluir, a menos impacte visual na silhueta do edificado e no sistema de vistas.

E a Comissão Unesco? Dela não reza esta crónica porque dela nem uma palavra se ouviu ou leu publicamente. Há alguém em casa ali pelas Necessidades, ou é só decoração?"

12/06/2018

Quiçá ... mais valia terem deitado tudo abaixo...


É por estas e por outras que não sei se não vale a pena deitar tudo abaixo em vez de termos abortos como este... é na Av. Duque de Loulé, foi alvo de predadores vários, até que deu nisto. houve um tempo em que era um lindo prédio.
(foto actual da Mariana Carvalho e antigas da Dia Leiria-Ralha)

11/06/2018

"A real vergonha em Caxias" (Público)






Paulo Ferrero
Paulo Ferrero

"A real vergonha em Caxias O Paço está hoje com as portas e as janelas emparedadas depois de ter sido invadido, vandalizado e roubado anos a fio. Era uma vez no século XVIII uma Quinta Real de Caxias, edificada por obra e graça do Infante D. Francisco, filho d’El-Rei D. Pedro II, o Pacífico, e que se compunha, e ainda compõe, de um palácio (o chamado Paço Real de Caxias) e de um formoso jardim com cascata. Foi, contudo, com seu filho, D. Pedro de Portugal, que se terminaria a empreitada, e depois com a futura rainha Maria I que a Quinta teria mais “visibilidade mediática”, pelas suas curtas estadas e passeios prolongados que por lá fizeram. Seguiu-se-lhes D. João VI e um primeiro abandono em 1826 por alturas da morte do rei. D. Miguel resgatou o Paço para a vida poucos anos mais tarde, que passaria a residência de Verão da Imperatriz viúva do Duque de Bragança (D. Amélia de Leuchtenberg que teve casa no palácio das Janelas Verdes e D. Pedro, o ex-imperador do Brasil e ex-rei de Portugal que regressando à Europa para combater o irmão D. Miguel I, assumiu o título e Duque de Bragança) e daí para a sucessiva família real, até aos idos de D. Manuel II quando, em 1908, este doa a Quinta aos Ministérios da Guerra e da Justiça, dividindo-a em dois: Palácio e Jardim da Cascata para o Instituto de Altos Estudos Militares, e pomares e áreas adjacentes, junto à Cartuxa, ao Instituto Padre António Oliveira, para o futuro reformatório, entre ambos foi construído… um muro. 



O Paço está hoje com as portas e as janelas emparedadas depois de ter sido invadido, vandalizado e roubado anos a fio. As pinturas decorativas, os azulejos do exterior e do interior (atribuídos à fábrica da Bica do Sapato), as boas madeiras, os detalhes patrimoniais que faziam deste Imóvel de Interesse Público (o edifício, tal como o jardim da cascata, aliás, é assim classificado desde 1953) ex-libris da Caxias de outros tempos é hoje um verdadeiro caco, a que nem o “aluguer de longa duração” do REVIVE – panaceia assim baptizada pelo Turismo de Portugal e pelo Ministério da Cultura e que visa "promover e agilizar os processos de rentabilização e preservação de património público que se encontra devoluto, tornando-o apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística, gerar riqueza e postos de trabalho, promover o reforço da atratividade de destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento de várias regiões do país." (ufa!) - parece valer, pois não se conhece até ao momento qualquer interessado real em dele fazer um equipamento hoteleiro ou turístico, mesmo apesar da inclusão no pacote do edifício recente também do MDN, maior, que poderá albergar muitos quartos. Em relação ao Paço Real há só uma certeza: mais valia ao Ministério da Defesa Nacional, que já deu provas de não saber o que fazer ao Paço, devolver à Fundação Casa de Bragança (até porque a sede desta fica ali mesmo ao lado na mesma Rua Dr. Jorge Rivotti…) o dito, pois não só se faria justiça devolvendo o seu a seu dono, como, estamos certos, logo haveria quem se empenhasse em conseguir encontrar forma de devolver dignidade ao Paço e ocupação em conformidade. Assim é desmazelo, incúria e incompetência a mais, no limite configura crime de lesa-património. 

Já no que se refere ao fabuloso Jardim barroco claramente geométrico e operático, em que se misturam de forma soberba o elemento água e o edificado, a encenação e os décors, nada fazia prever que o estado de coisas presente fosse o que qualquer pessoa verifica se lá der um saltinho hoje mesmo: o interior do edifício da Cascata serve de latrina e urinol! Um pavor! Muros grafitados, lixo de festanças de cerveja. O jardim está uma lástima, não há um único lago com água nem repuxo a funcionar. As estátuas originais nunca voltaram do tal restauro anunciado há mais de 20 anos, porque as suas silhuetas e 7 réplicas (em resina) se mantêm, as que ainda existem, pelo menos. Ou seja, foram ingénuos os que aplaudiram o anúncio feito então pela CMO que dava conta de uma operação integral de restauro que se acreditou ser imparável. Não só tudo parou como não parece que volte a andar tão cedo. 


Relações Portugal/Japão


Portugal foi o primeiro país a dar a conhecer o Japão ao ocidente, e por consequência as relações entre os dois países vêm de longa data. Considera-se 1543 como o ano em que o primeiro navio português chegou ao Japão, tendo-se intensificado a partir daí as relações comerciais entre portugueses e japoneses incidindo principalmente no comércio da seda transportada em juncos chineses o em navios portugueses.

O Jardim Japonês em Belém
A embaixada do Japão, comemorando a chegada dos portugueses àquele país, plantou 461 cerejeiras de jardim, árvores naturais do Japão, uma por cada ano de relacionamento entre os dois países, numa zona do Porto de Lisboa, em Belém, ocupando uma área de seis mil metros quadrados.

Na criação deste jardim estiveram envolvidas a Câmara Municipal de Lisboa, a Administração do Porto de Lisboa, a Associação de Amizade Portugal-Japão, a Comissão instaladora do Jardim Japonês e a Embaixada do Japão em Portugal, sendo a manutenção do jardim assegurada pela Câmara Municipal de Lisboa.

A primeira plantação teve início a 21 de Setembro de 2004. Presentemente as cerejeiras estão mortas.

As Cerejeiras plantadas deveriam, nesta altura do ano, estar floridas

Acontece que estão quase todas mortas

Na presente data a Associação Lisboa Verde solicitou ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a replantação do arvoredo naquele jardim, dando preferência a árvores mais bem adaptadas ao ambiente marinho em presença.

Wenceslau de Moraes

Queremos aproveitar a oportunidade para referir aqui um importante elo de ligação espiritual entre portugueses e japoneses, que se traduz na figura de Wenceslau de Moraes, jornalista, escritor e poeta, narrador da natureza e dos homens do Dai-nipon, que na sua sinceridade mereceu a compreensão e o carinho desse povo que, em maio de 1954, ergueu em Tocuxima, um monumento em memória de um português marinheiro que soube compreender e amar o Japão.

Gostaríamos também que o MUSEU DO ORIENTE se lembrasse deste nobre português e organizasse uma exposição em sua memória, contribuindo para a divulgação da sua obra em Portugal.

Wenceslau de Moraes no Japão no fim da sua vida

Wenceslau de Moraes, nasceu em Lisboa no dia 30 de Maio de 1854, no 2.º andar do prédio N.º 4 da Travessa da Cruz do Torel. Concluiu o curso da Escola Naval em 2 de Julho de 1875. Em 1899 foi nomeado Cônsul de Portugal em Hiogo e Osaka. Em 1913 pediu ao Governo português a exoneração de oficial de marinha e de Consul, tendo-se retirado para a cidade de Tokushima, onde faleceu em 1929, e onde se encontra sepultado.

Obra literária de Wenceslau de Moraes

Foi nas cidades de Kobe e Tokushima que Wenceslau de Moraes escreveu sobre os costumes Japoneses: Cartas do Japão, O Culto do Chá, Dai-Nippon ( o grande Japão), Paisagens da China e do Japão, são algumas das suas obras.

Casa em Lisboa, na Travessa da Cruz do Torel, onde nasceu e viveu Wenceslau de Moraes
João Pinto Soares

06/06/2018

Obras no Ginásio Clube Português em eventual violação das ZP do Aqueduto das Águas Livres (MN) e do Bloco das Águas Livres (MIP) - Pedido de esclarecimentos à DGPC e à CML


Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva


CC PCML e media

Serve o presente para solicitarmos a V. Exa. esclarecimentos sobre a Direcção-Geral do Património Cultural emitiu parecer favorável às obras em curso no Ginásio Clube Português, que, conforme é visível nas fotos que juntamos, violam grosseiramente as zonas de protecção do Aqueduto das Águas Livres (MN) e o Bloco das Águas Livres (MIP desde 2012). Trata-se, recordamos, da construção de 6 campos de padel e respectivas coberturas em quatro deles, que agridem de uma forma inenarrável o referido Bloco e próprio Aqueduto, por estarem a apenas 4m deste Monumento.

Dois desses campos de padel foram construídos no lugar dum jardim que foi destruído. E ainda vai ser construído um novo edifício com pista de atletismo no seu terraço (no último andar)!

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Alexandre Marques da Cruz, Luís Mascarenhas Gaivão, Paulo Lopes, Rui Pedro Barbosa, Nuno Caiado, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso

...

p Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado

CC PCML, Provedoria de Justiça, AML e media

Serve o presente para solicitarmos a V. Exa. esclarecimentos sobre a CML aprovou as obras em curso no Ginásio Clube Português, que, conforme é visível nas fotos que juntamos, violam grosseiramente as zonas de protecção do Aqueduto das Águas Livres (MN) e o Bloco das Águas Livres (MIP desde 2012).

Trata-se, recordamos, da construção de 6 campos de padel e respectivas coberturas em quatro deles, que agridem de uma forma inenarrável o referido Bloco e próprio Aqueduto, por estarem a apenas 4m deste Monumento.

Dois desses campos de padel foram construídos no lugar dum jardim que foi destruído. E ainda vai ser construído um novo edifício com pista de atletismo no seu terraço (no último andar)!

Solicitamos, igualmente, que nos esclareçam se a CML dispõe de estudo de impacto no tráfego e estacionamento decorrentes do funcionamento futuro destes equipamentos.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Alexandre Marques da Cruz, Luís Mascarenhas Gaivão, Paulo Lopes, Rui Pedro Barbosa, Nuno Caiado, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso

01/06/2018

Um Jardim (Aristides de Sousa Mendes) em vez do mono do Rato (nesta ou noutra versão) - apelo ao PCML


Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina


Cc. AML, Sinagoga Shaaré Tikva

No seguimento da acção judicial administrativa interposta esta semana pelo Ministério Público invocando a nulidade da aprovação pela CML em 2005 do projecto de construção do designado “mono do Rato”, e a nulidade do licenciamento da respectiva obra de construção aprovado pela CML em 2010 - argumentos, recorde-se, invocados na acção administrativa interposta em 2011 no Tribunal Administrativo pela Associação Salvem o Largo do Rato, acção essa, que, curiosamente, ainda se encontra por julgar;

Apelamos a V. Exa, Senhor Presidente, para que a CML aproveite o ensejo e resgate para a cidade e para o domínio público aquele lote de gaveto no Largo do Rato, declarando definitivamente caducos quaisquer eventuais direitos adquiridos pelo promotor, e iniciando desde já os contactos necessários a uma permuta com os promotores, que permita a abertura de um jardim no local, como é desiderato de todos, e que esse jardim seja:

O Jardim Aristides de Sousa Mendes!

Nesse sentido apelamos à abertura de um concurso de ideias para o respectivo projecto de paisagismo, de modo a assegurar-se um jardim que a todos encha de orgulho, dignifique os monumentos em presença (sinagoga, chafariz, palácio Palmela, casa Ventura Terra, etc.) e permita à população fruir um contínuo verde desde as árvores de alinhamento da Rua Alexandre Herculano ao fabuloso jardim do Palácio Palmela, e, eventualmente, ao Jardim das Amoreiras, por via da plantação de árvores de alinhamento na Calçada Bento da Rocha Cabral.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Pedro Cassiano Neves, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Filipe Lopes, Bárbara Lopes, Ricardo Mendes Ferreira, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Inês Beleza Barreiros, Fátima Castanheira, Beatriz Empis, Bruno Palma, André Santos, Fernando Silva Grade, Jorge Santos Silva, Ana Alves de Sousa, António Araújo, Luís Mascarenhas Gaivão, Jorge Lima, Luís Carvalho Rêgo, Rosa Casimiro, Irene Santos, Nuno Vasco Franco, Miguel Atanásio Carvalho, Maria Ramalho

Foto do Público

30/05/2018

Ministério Público pede nulidade do polémico "mono do Rato"....


Licenciamento foi aprovado há 13 anos mas só em 2018 é que as obras começaram. Agora, foi ordenada a sua suspensão

O Ministério Público entrou com uma ação administrativa no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa que visa declarar a "nulidade do ato de licenciamento de obra de construção situada no 'gaveto' formado pela Rua do Salitre, Rua Alexandre Herculano e Largo do Rato, em Lisboa". Ou seja, o edifício - cujas obras começaram há poucos meses - que é conhecido como "mono do Rato".

"A referida ação foi proposta contra o município de Lisboa, tendo como parte contrainteressada a promotora da obra, e fundamenta-se, a título principal, nas várias nulidades de que padece a mencionada licença", lê-se num comunicado.

Pode ler o resto aqui no DN de hoje

Uma boa notícia! A Ourivesaria Barbosa Esteves está, a partir de hoje, Em Vias de Classificação!


«Abertura do procedimento de classificação da Ourivesaria Barbosa e Esteves, incluindo o património móvel integrado, na Rua da Prata, 293 a 297»: https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/115409322/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=115409290.

Fotos de Artur Lourenço

Largo Barão Quintela - Fachada de Azulejos do Edif. nº 1 - Obra de Souto Moura - Protesto-Apelo


Exmo. Sr. Arq. Eduardo Souto Moura


Cc. GPCML, AML, JF e media

Encontra-se em fase de acabamentos a obra de alterações e ampliação (com demolição completa de interiores) do edifício do Largo do Barão de Quintela, nº 1 (edifício que albergou ao longo dos últimos 100 anos, entre outros, os Bombeiros Voluntários de Lisboa, os consultórios de Egas Moniz, Eduardo Coelho, etc.), com vista à ampliação do “Hotel do Chiado”.

Considerando que a obra referida tem projecto da sua autoria, e reconhecendo que a aprovação do mesmo por despacho do senhor vereador da CML foi anterior à entrada em vigor da Lei n.º 79/2017, de 18 de Agosto, a qual, inequivocamente, protege o património azulejar de fachada;

Apelamos a que reconsidere recolocar nas fachadas os azulejos retirados aquando do início da obra.

Com efeito, muita da beleza e da imagem romântica do Largo do Barão de Quintela, reside no tratamento das fachadas dos edifícios que a circundam, e os azulejos deste prédio tinham particular efeito no mesmo, facto que deixará de acontecer se o senhor arquitecto mantiver como sua a vontade em pintar as fachadas de branco, como parece vir a ser o resultado final da obra. Tratar-se-á, mesmo, de um precedente grave, susceptível de alastrar aos prédios vizinhos.

Aproveitamos para perguntar se as chaminés de secção redonda irão ser repostas.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Araújo, Júlio Amorim, Ricardo Mendes Ferreira, Luís Serpa, Fernando Silva Grade, Jorge D. Lopes, Ana Celeste Glória, Inês Beleza Barreiros, Nuno Caiado, Gonçalo Cornélio da Silva, João Oliveira Leonardo, Jozhe Fonseca, Eurico de Barros, Maria do Rosário Reiche, Beatriz Empis, Miguel Jorge e Fernando Jorge

Medina aponta Beato como futura montra de criatividade, modernidade e cosmopolitismo de Lisboa


In O Corvo (30.5.2018), por Samuel Alemão:

«O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) não tem dúvidas ao vislumbrar a zona do Beato como o epicentro de uma nova vitalidade urbana da capital portuguesa. “Olhámos para outros exemplos em muitas cidades na Europa e pelo mundo, como Londres ou Nova Iorque, e neles vimos como souberam realizar a transformação de zonas industriais decadentes em vibrantes montras de criatividade, dinamismo, modernidade e cosmopolitismo. Esse é um bom exemplo do que pretendemos aqui fazer, pegando num espaço que estava ao abandono e devolvendo-o à cidade, ligando esta zona ao centro”, disse Fernando Medina (PS), ao início da tarde desta terça-feira (29 de Maio), durante a apresentação do projecto Browers Beato, da cervejeira Super Bock, no Hub Criativo do Beato. O espaço, que juntará a produção de cerveja, zona de restauração e programação cultural, será concebido pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura e representa um investimento de cerca de três milhões de euros. [...]»

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Se for, como diz Souto Moura, «para tratar como uma avó», nada a opor e tudo a aplaudir e cá estaremos para aplaudir.