25/02/2015

Queixa a Provedoria de Justiça sobre obras em curso nos edifícios Av. Liberdade, 203-221 e Rua Rosa Araújo, 1-35


Exmo. Senhor Provedor de Justiça
Professor Doutor José de Faria Costa


Considerando que teve início há dias a colocação de uma vedação em volta dos edifícios sitos na Avenida da Liberdade, nº 203-221 e Rua Rosa Araújo, nº 1-23; Rua Rosa Araújo, nº 25-27; Rua Rosa Araújo, nº 29-31 e Rua Rosa Araújo, nº 33-35, em Lisboa, com vista ao arranque das obras de alterações/ampliação/demolição aprovadas em Sessão de Câmara em 22.12.2010, sob o Processo nº 1492/EDI/2006;

Somos a solicitar a intervenção de Vossa Excelência, apelando a que a Provedoria de Justiça esclareça se esta operação não terá entretanto caducado, pelo que a decisão aprovada em reunião de CML se tenha tornado nula, e, por conseguinte, as obras entretanto iniciadas, ilegais.

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Beatriz Empis, Jorge Santos Silva, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques e Mariana Ferreira de Carvalho

24/02/2015

E mais um palacete arruinado, Praça da Alegria






Aqui há uma belíssima escadaria, salões com tectos estucados e trabalhados, portas e chão de madeiras exóticas, todos os atributos de um palacete lisboeta. Mais uma vez a ruína vai conquistando o seu espaço. "Pleno Dinamismo" será a empresa que irá proceder à demolição e/ou reabilitação. Assim consta na tela publicitária. Não se sabe qual o projecto, sabe-se que esta casa está  assim há já demasiado tempo.

Janelas abertas, reboco a cair, paredes vandalizadas. Lisboa numa das suas imagens habituais. Imagens destas são já um verdadeiro cartaz da cidade. 

Protesto por mais delapidação de edificado histórico na zona da Estrela-Lapa


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Vimos apresentar a V. Exa. o nosso protesto pela destruição de interiores de mais dois edifícios, na circunstância na Freguesia da Estrela, edificado que, a nosso ver, é/era de apreciável valor para a cidade de Lisboa.

Trata-se da destruição já concluída de um bom exemplar oitocentista, sito na Rua das Trinas, nº 125, sendo que nos foi dito pelo empreiteiro, no local, antes da obra começar, que esta apenas contemplaria a alteração na linha de mansardas, o que não se verificou, tendo desaparecido por completo o interior do edifício (fotos em anexo);

O outro caso refere-se ao imóvel da Rua Miguel Lúpi, nº 24, onde se prepara mais uma destruição integral do miolo em mais um edifício típico da arquitectura de transição, objecto das nossas conferências "Lisboa Entre-Séculos".

Solicitamos, por isso, Senhor Vereador, que, relativamente,

* Ao edifício da Rua das Trinas, nos esclareça se o projecto aprovado por V. Exa. contemplava a demolição integral dos interiores da casa apalaçada em apreço, e, no caso de não contemplar, quais as acções que a CML irá desenvolver no sentido de repor a legalidade;
* Ao edifício da Rua Miguel Lúpi, que data de 1903, pondere o pedido de extensão de licenciamento do processo EDI de 2008, apresentado pelo promotor, e tente junto deste que o projecto siga as boas práticas de reabilitação, onde já não há lugar a demolições integrais de interiores, o que, inclusive, nos parece contradizer a filosofia do PP Urbanização da Madragoa, posto recentemente a discussão pública.

Sem a ajuda da CML, Senhor Vereador, o património oitocentista e de transição da cidade de Lisboa ficará reduzido a muito curto-prazo a um mero resíduo ou curiosidade.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Nuno Caiado, Luís Marques da Silva, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Jorge Santos Silva, Maria Ramalho, Vítor Vieira e Beatriz Empis

Governo autoriza obras no Conservatório Nacional


in RR (21.2.2015)

«O Ministério da Educação autorizou a realização de obras para garantir a reabertura de salas na Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN), em Lisboa.

Em resposta a questões da agência Lusa, fonte oficial do ministério disse que "a direcção da EMCN foi informada pela Direcção de Serviços de Lisboa e Vale do Tejo [da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares] das intervenções prioritárias e que deveria desencadear os procedimentos necessários para proceder a essas intervenções com a maior brevidade".

A ENCM foi notificada a 30 de Janeiro pela Câmara de Lisboa, após ter sido realizada uma vistoria ao edifício, de que teria de encerrar, a partir de 16 de Fevereiro, 10 salas de aulas por questões de segurança, explica a directora daquele estabelecimento de ensino. O encerramento das salas faz com que os alunos fiquem sem algumas aulas.

Ana Mafalda Pernão confirmou à agência Lusa ter sido autorizada, na sexta-feira, a "pedir três orçamentos" para a realização de obras, mas garantiu que "não chega". "Ando desde 2013 a ter contactos com a Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares para resolver o problema [de degradação do edifício]. Não se admite que estejam a adiar", afirmou, acrescentando que a escola tem "gasto rios de dinheiro a tentar arranjar bocadinhos".

A título de exemplo, a responsável contou que no final do ano passado, alunos, pais e professores conseguiram "angariar algumas verbas e fazer duas intervenções no telhado", de forma a "minimizar os estragos", já que a Câmara de Lisboa tinha avisado para a possibilidade de "a qualquer momento poder cair um tecto". Ana Mafalda Pernão adiantou que o relatório da Câmara de Lisboa "fala de muito mais [intervenções necessárias] do que os tectos".Segundo a responsável, este assinala também, entre outros, "problemas nas fachadas e nas instalações eléctricas".

O Ministério garantiu à Lusa que a Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares (DGESTE) "tem acompanhado com atenção a situação da Escola de Música do Conservatório Nacional". "Foram já feitas vistorias técnicas ao edifício, a última delas esta semana, tendo sido elaborado um levantamento das intervenções essenciais", refere a mesma fonte, garantindo que a Direcção de Serviços de Lisboa e Vale do Tejo "tudo fará ao seu alcance para que esta situação possa ser resolvida o mais rapidamente possível".

Em Dezembro, a escola encerrou o pátio do edifício, onde "caíram pedaços de friso", sendo que, já no mês anterior, a Assembleia Municipal de Lisboa tinha discutido um relatório elaborado pelos deputados da comissão de Cultura após uma visita à EMCN, no qual alertavam para as más condições do edifício.

Aquando da elaboração do relatório, a directora da escola e a associação de pais escreveram uma carta ao ministro da Educação a pedir uma "intervenção urgente" no edifício, que já tinha atingido um "estado de insustentável degradação".»

...

Boa notícia. Mas, ÓPTIMO, mesmo, seria recebermos o anúncio de obras de reforço, restauro e conservação do Salão Nobre, dando assim resposta positiva à petição de ... 2007 (Alguém acuda ao Salão Nobre do Conservatório, por favor!)

23/02/2015

PASSADEIRAS DE LISBOA: Planet of the Apes?

 Largo dos Loios (Castelo)
 Rua Jacinta Amaro (Arroios)
 Rua Capitão Renato Baptista (Pena)
Rua do Prior (Lapa)
Rua da Saudade (Castelo)

19/02/2015

Campo de Ourique selvagem...


Imagens & alerta chegados por email: Nas noites de 6ª feira e sábado a zona pedonal fronteira à Igreja de Santo Condestável em Campo de Ourique é transformada em parque de estacionamento selvagem. Tudo isto acontece mesmo por cima de um parque de estacionamento subterrâneo! Mas em cima dos passeios é mais fácil e gratuito, claro.

18/02/2015

Casa apalaçada na Lapa destruída na íntegra




Como se vê esta casa deixou de existir. Daqui saíram caixotes de azulejos do séc. XVIII que ninguém sabe para onde foram. Vidros, mármores, portas de época, todas as mansardas, o jardim, Nada sobrou, tudo desapareceu com o selo da aprovação da CML. Estamos no centro histórico da capital, num bairro ainda com características que deveriam levar à sua classificação. Em Lisboa opta-se pelo mais fácil. E tanto faz serem prédios Entre-Séculos ou palácios renascentistas ou barrocos. Tudo vai na voragem das demolições, das reabilitações-fantoche, da ignorância com que se trata e gere Lisboa.

Pela altura dos andaimes podemos imaginar o belo cabeçudo que irá surgir, ou qualquer outra solução igualmente dignificante da cidade para a qual foi pensada.  Assistimos a uma banalização crescente de Lisboa. Enquanto nos Paços do Concelho se passearem vaidades várias e outros carismas com a mesma categoria, ficaremos a saber que Lisboa é um hoje uma cidade que maltrata o seu património. E isso, ao contrário dos investimentos, não tem retorno. Nem desculpa.

Rua da Alfândega - caixilharias de um Monumento Nacional - Protesto junto da DGPC:


Exmos. Senhores


Segue o nosso alerta/protesto à DGPC pela alteração em curso (ilegal?) das caixilharias de madeira dos vãos de uma das alas da Praça do Comércio (Monumento Nacional), nomeadamente a fachada para a Rua da Alfândega.

As caixilharias existentes, de óptima madeira, estão em bom estado necessitando apenas de restauro da pintura (demasiados anos sem manutenção da pintura).

Se nem nos MN se fazem obras de restauro segundo os critérios internacionais, então que padrões de qualidade deixamos para as próximas gerações?

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho e Miguel de Sepúlveda Velloso

17/02/2015

Mais um prédio Lisboa Entre-Séculos em perigo



Numa cidade em que os termos "gaioleiro", "prédio da viragem de século, aguçam todos os apetites da especulação, fazem sonhar projectistas e promotores numa prática de urbanismo típica da década de '60, '70, teme-se sempre o pior cada vez que encontramos mais um anúncio, mais um aviso de "ampliação" com "demolição". Tem sido assim nos últimos tempos. grande parte dos prédios intervencionados desta época, têm sido destruídos, esventrados, acrescentados, numa falta confrangedora do sentido de cidade. Sabemos que é possível fazer melhor e diferente, Sabemos que noutras cidades prédios Entre-Séculos bem recuperados são uma mais-valia para as zonas onde se encontram. Há público que prefere aí viver. Há clientes e por isso também há o sacrossanto retorno do investimento. Infelizmente em Lisboa, essa possibilidade é-nos sonegada.

Avancem os projectos de apartamentos quadrados e minimalistas. Gostos não se discutem, mas as opções para as cidades, sim.

Prédio Entre-Séculos de grande aparato com notável trabalho de ferraria. Rua Miguel Lupi, Lapa.

Quando as protecções de obras servem mais do que para afixar publicidade


A Fachada das Cerimónias coberta por um telão que imita a real. Palácio Nacional de Queluz, nem um texto publicitário, a menção a uma marca, um delírio de servilismo publcitário tão típico das intervenções em Lisboa, Se até a meia dúzia de quilómetros as coisas podem ter nível, por que razão na capital a promiscuidade entre "patrocinadores", "recuperação" do património e todas as outras intervenções que se fazem a soldo das mais variadas empresas,  contrapartidas e concessões, é tão evidente e de tão descarado mau-gosto? Parabéns à Parques de Sintra-Monte da Lua que soube garantir a necessidade de uma intervenção, respeitando a dignidade do local. Que em Lisboa se possa, um dia, fazer o mesmo.

PSP faz da via pública armazém

Entre manifestações, à porta do Ministério da Saúde, a PSP já não se dá ao trabalho de retirar as baias que utiliza para manter os manifestantes do outro lado da rua. Pura e simplesmente deixa-as no meio do passeio, há já vários meses.

Vão utilizando-as sempre que há manif e depois voltam a amontoá-las no passeio. O peão que se lixe.

Porque não utilizar um dos lugares de estacionamento ou a garagem do Ministério? Seria mais sensato. Ou não?

O ESTACIONAMENTO EM LISBOA

O que fazer quando nem a autoridade é capaz de dar o exemplo?

Sábado 14/02/2015, na rua Pinheiro Chagas



15/02/2015

PUBLI-Cidade: Praça da Figueira 18




Os dispositivos publicitários não podem ocultar elementos decorativos dos edifícios, conforme disposto no Artigo 13º da Deliberação n.º 146/AM/95. Praça da Figueira 18 tornejando para a Rua da Prata 293 a 303. Um exemplo de 10 telas individuais de publicidade de génse ilegal.

14/02/2015

PUBLI-Cidade: Largo do Chiado




Os dispositivos publicitários não podem ocultar elementos decorativos dos edifícios, conforme disposto no Artigo 13º da Deliberação n.º 146/AM/95. Dois exemplos de telas ilegais instaldas em dois imóveis do Largo do Chiado.