Convite: plantação de árvores dia 1 de Fevereiro às 11:30 no Cemitério do Alto de São João

Uma iniciativa do projecto cívico 100 ANOS 100 ÁRVORES - CENTENÁRIO DA GRANDE GUERRA.

"Lisboa Histórica, Cidade Global” a Pat.Mundial UNESCO - proposta ao Vereador MS de criação de estrutura consultiva


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado

No seguimento da aprovação em Reunião de CML de 13.01-2016 da Proposta nº 1/2016 relativa àpreparação de uma candidatura da “Lisboa Histórica, Cidade Global” ao Património Mundial da UNESCO, decisão com que muito nos congratulamos e para cuja concretização desejamos o maior sucesso, somos a sugerir a V. Exa., Senhor Vereador, a constituição de uma estrutura consultiva na CML, sob a forma de Conselho Consultivo ou de outra que melhor convir, a ser constituída por representantes dos pelouros envolvidos e pela sociedade civil, designadamente por personalidades e especialistas, a título individual ou enquanto representantes de organismos ligados ao património e à cidade (DGPC, ICOMOS, APAP, etc.), cuja missão será a de monitorizar aquela candidatura pela validação de inventários/relatórios/etc. da CML em termos do território envolvido na presente candidatura- «Cerca Fernandina, os núcleos de Santa Clara, São Vicente e Mouraria, os colégios jesuítas de Santo Antão-o-Novo e o Noviciado da Cotovia, o Bairro Alto e o Mocambo, a Frente Ribeirinha entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia, e os miradouros de valor mais relevante na cidade» -, de modo a que o trabalho sai mais reforçado em sede de comissão CML-UNESCO.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Ribeiro, Beatriz Empis, Pedro Henrique Aparício, Luís Marques da Silva, Mariana Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Irina Gomes e Júlio Amorim

Jardim de Santos com grade? Diga de sua justiça!


No seguimento das notícias vindas a público (https://www.publico.pt/local/noticia/jardim-de-santos-vai-ser-vedado-para-impedir-acesso-a-noite-1721498) dando conta de que se pretende "enjaular" o Jardim Nun' Álvares, vulgo Jardim de Santos, numa "solução" fácil e rápida para o problema incontrolável da imundície e do vandalismo de que padece há alguns anos e que se tem vindo a agravar nos últimos 2-3 anos, numa "solução" que será sempre inadequada, porque artificial, feia, porque ninguém pode acreditar que se ali se vá erguer uma grade (ainda por cima dizem que provisória) a imitar as que se colocavam no século XIX, além de que não se "enjaulam" jardins-praça-ilha como o presente - os gradeamentos, regra geral, são para jardins de canto ou de beco, ou de lotes sui generis como os de Boto Machado, no Campo de Santa Clara, e da Estrela, pelo que em locais isolados como o presente, é surreal tal opção e ridícula, tendo o jardim menos de 1/2 hectare de área, pelo que é preciso fazer a sua voz a quem de direito.

Mande-nos a sua opinião para forumcidadanialx@gmail.com para que nós a enviemos à CML, à AML e à JF, ou faça-o directamente para o Presidente da CML (gab.presidente@cm-lisboa.pt), o Vereador Manuel Salgado (gab.manuel.salgado@cm-lisboa.pt), a AML (aml@cm-lisboa.pt) ou a Junta de Freguesia da Estrela (geral@jf-estrela.pt).


(foto de Joshua Benoliel, Arquivo Municipal de Lisboa)

Castelo de S. Jorge: Sofreu a visita de 1,5 milhões de pessoas em 2015















Apesar de se ter aumentado significativamente o número de postos de venda, a verdade é que o Castelo não aguenta mais visitantes - são cada vez mais os dias em que o monumento ultrapassa a sua capacidade de carga e o mesmo se passa com outros pontos da cidade como Belém ou o Bairro ALto... é urgente que Lisboa trabalhe para um Turismo sustentável e que seja mais positivo para todos e não apenas para alguns e com impactos negativos para muitos. Turismo deve ser Cultura e não apenas uma acto de Economia. Como será o ano de 2016 para Lisboa na área do Turismo? Mais turistificação cega? Mais tuk-tuks? Mais Alojamento Local? Mais Hoteis na Baixa? Mais "Turismo à solta"?

27/01/2016

Que trapalhada monumental esta, a do golfinho, mas tudo do supremo "interesse excepcional", claro:


In Público (27.1.2016)
Por Inês Boaventura e José Manuel Cerejo

«Ampliação de restaurantes na frente ribeirinha de Belém foi embargada

Último projecto apresentado pelo promotor volta a ter uma ponte em forma de golfinho. Decisões da câmara contrariam alternativa aprovada pelos seus serviços. Explicações de Salgado contrariam condições impostas pelos mesmos serviços.

A polémica obra de ampliação dos antigos restaurantes BBC e Piazza di Mare, na frente ribeirinha de Belém, foi embargada pela Câmara de Lisboa “por incumprimento do que está no projecto”. Às 18h30 desta quarta-feira, porém, ainda estavam a trabalhar na obra, à luz de projectores, meia dúzia de operários ocupados na montagem de cofragens.

O anúncio do embargo foi feito por volta das 16h30, pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, que respondia a perguntas do PCP, durante uma reunião pública do executivo camarário. Já no fim da reunião, o autarca disse aos jornalistas que o embargo foi determinado na sexta-feira e que se aplica a toda a obra, pelo que não era admissível que houvesse trabalhos em curso. “Vou ser implacável, como sempre que há situações destas”, garantiu.

Na quarta-feira da semana passada, o PÚBLICO noticiou as aparentes discrepâncias entre o projecto aprovado e a obra em curso, dando conta de que a sua dimensão tem surpreendido quem por lá passa. Na véspera, a autarquia informara que o requerente “foi convidado a apresentar as alterações introduzidas para serem apreciadas, sob pena de embargo da obra”.

Nessa altura, os serviços do vereador do Urbanismo acrescentaram, por escrito, que não havia qualquer aumento da superfície de pavimento, pelo contrário, havia “diminuição”. Os incumprimentos dos projectos, garantiram, verificavam-se “apenas no que concerne à altura de caixa do elevador do edifício”.

Esta quarta-feira, Manuel Salgado afirmou que o Plano Director Municipal estabelece para o local “uma altura máxima” de “dez metros”. Segundo disse, uma vistoria feita pela câmara permitiu concluir que “um dos edifícios está com 10,4 metros e noutro a caixa do elevador subiu 1,1 metros” acima do permitido. Além disso, notou, “foi acrescentada parte de um piso em cave”. Face a isso, anunciou que “a obra foi embargada por incumprimento do que está no projecto”.

Também suscitada pelo vereador Carlos Moura foi a questão das árvores existentes junto àqueles dois edifícios. Como o PÚBLICO noticiou, reportando-se a informações dadas pelo assessor de imprensa do vereador José Sá Fernandes, a autarquia já autorizou o abate de dez exemplares “com problemas fitossanitários”. De acordo com a mesma fonte, outras seis árvores serão podadas, ficando onde estão apenas aquelas que “não interferirem com a obra”. Estas últimas serão deslocadas.

Carlos Moura deu conta da sua estranheza com a informação de que haveria no local árvores com problemas fitossanitários, considerando curioso que eles não tivessem sido identificados aquando da discussão do projecto de arquitectura. “Repentinamente as árvores passaram a padecer de doença súbita”, comentou.

Na resposta, Manuel Salgado disse que também desconhecia a situação das árvores, acrescentando que procurou obter explicações sobre o assunto junto do director municipal responsável. “Há efectivamente árvores doentes”, disse o vereador, sem indicar um número. Além disso, informou que “três árvores ficaram danificadas nas raízes durante a montagem do estaleiro”. “Dei ordem para que fosse imputada uma coima ao empreiteiro”, assegurou.

Segundo o autarca, há outras “três ou quatro árvores” que “têm que ser plantadas noutro local porque colidem com um passadiço de madeira que foi aprovado”. “Acho estranho”, confessou, admitindo que não se apercebeu disso quando estudou o projecto que a câmara aprovou.

Ninguém se entende

As declarações de Salgado sobre a necessidade de transplantar algumas árvores por “colidirem” com o passadiço aprovado para ligar os dois edifícios coincidem com o sentido da informação do gabinete de Sá Fernandes. Mas colidem frontalmente com o que está aprovado no processo da obra desde Julho passado.

Na sequência da controvérsia causada pelo facto de o projecto prever a ligação dos edifícios através de uma estrutura aérea com a forma de golfinho, Manuel Salgado retirou a proposta de aprovação de licenciamento da obra da reunião de câmara de 13 de Maio do ano passado e os processos regressaram aos serviços.»

Programa Lojas com História


E-mail enviado hoje pela União das Associações do Comércio e Serviços dirigido aos Srs. Vice-Presidente Duarte Cordeiro com conhecimento do Sr. Presidente da CML e Srs. Vereadores Manuel Salgado e Catarina Vaz Pinto. Fazemos votos para que dê resultado:

Não se enjaulam jardins-praça-ilha ...


O Jardim de Santos em 1911, fotos de Joshua Benoliel (fonte: Arquivo Municipal de Lisboa). Que giro será enjaulá-lo, fácil e rápido, com certeza, Pilatos não o faria melhor, mas nunca bonito, pois ninguém pode acreditar que outrem faça uma grade a imitar antiga, além de que não se enjaulam jardins-praça-ilha.

26/01/2016

Ex-edifício dos CTT


Chegado por e-mail:

«Boa tarde,

A CML continua a espantar-me. Como é que isto é possível? Será que não existe um plano de promenor? O antigo edifício dos CTT, pintado de cinzento e com a cobertura modificada, tem agora no seu topo estas belíssimas máquinas de ar-condicionado da LG. Vivemos numa república das bananas.

Cumprimentos

Samuel Rodrigues»

25/01/2016

Postais da Praça do Comércio

 Flores de Plástico...
 Museu da Cerveja?!
Monumento Nacional?!

Nova demolição: Avenida Almirante Reis 35 / Regueirão dos Anjos 2 a 18


Exmo. Vereador do Urbanismo
Arquitecto Manuel Salgado


Vimos chamar a vossa atenção para a demolição a decorrer desde Dezembro de 2015 do imóvel sito na Avenida Almirante Reis 35 / Regueirão dos Anjos 2 a 18, onde existiu a Pensão Castromira (ver imagem do Arquivo Municipal Fotografico).

Observamos, com indignação, que apesar de se ter anunciado "obras de ampliação e adaptação" do existente para o converter em unidade hoteleira de 3 estrelas, se está afinal a demolir integralmente o edifício, tendo sido já desaparecido 3 pisos, conforme mostram as imagens de ontem e que anexamos.

Lamentamos que se continue a destruir o património arquitectonico da cidade, e mais uma vez debaixo do argumento da actividade turística, quando o alojamento para o "Turista" deveria fazer bandeira das boas práticas de reabilitação do património da cidade a quem afinal deve tudo.

Assim, e dado que no passado recente, e nesta mesma avenida, já denunciámos demolições ilegais (ex: edifício de gaveto com a Praça João do Rio), solicitamos ao Pelouro do Urbanismo que informe os cidadãos se de facto aprovou mais esta demolição integral ou se estamos perante um acto de vandalismo cultural e de desrespeito à Câmara Municipal de Lisboa.

Com os nossos melhores cumprimentos,

​Paulo Ferrero, Fernando Jorge e Luís Marques da Silva​

Lisboa, 5 de Janeiro de 2016

Imagem de Arquivo: Pensão-Castromira-1968_Av.Almirante Reis_Goulart_João Hermes Cordeiro.jpg

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Resposta do Sr. Vereador Arq. Manuel Salgado:

Enquanto isso, digamos adeus a mais outro LES:


Enquanto isso, mais um Lisboa Entre-Séculos com certidão de óbito passada, imagino que por despacho sem ir a reunião de CML. Aos poucos vais tudo, "maldita" construção de finais do XIX, princípios do XX: http://www.imovirtual.com/…/edificio-localizado-na…/4719682/). Obrigado pelo alerta, Alexandre Marques da Cruz!

22/01/2016

Esta árvore-monumento do Jardim da Parada vai ser podada no dia 22 Fevereiro e teme-se o pior!


Taxodium distichum (L.) Richards . Lisboa -Jardim da Parada
Árvore classificada de interesse público em 1947 .
Dimensões segundo Ernesto Goes em Árvores Monumentais de Portugal: 5.60m P.A.P., 27m. Altura, 24m. de diâmetro de copa.

Foto e ficha: Blog de Cheiros

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Diz quem sabe que já em 1947 esta árvore tinha um porte imenso. É evidente que não se deve podar esta árvore. Além do mais, nesta época do ano a árvore tem sempre muitos ramos aparentemente secos, e os amigos da serra eléctrica podem pensar que os ramos estão a morrer e aproveitar para cortar.

Srs. MORADORES: OPONHAM-SE à poda desta árvore centenária e ex-libris de Campo de Ourique. Se a destruírem, será um crime patrimonial sem tamanho.

21/01/2016

Demolindo Lisboa: Rua da Madalena 135-137


















"Luxo Barato à moda Lusitana", a quanto obrigas. "Reabilitação à moda de Lisboa" a quanto obrigas... Fotos: verão de 2015

Onde está a Torre da Péla?


In O Corvo (21.1.2016) Texto: Isabel Braga
Fotografia: Paula Ferreira

«Na encosta poente do Martim Moniz, à Rua do Arco da Graça, fica a única das sete dezenas de torres da muralha fernandina que ainda permanece de pé. Mas ninguém dá por ela, perdida no meio da urbanização da EPUL recentemente ali construída. O Corvo recorda a história desta peculiar construção.

A Torre da Péla, parte integrante da chamada Cerca Nova ou Cerca Fernandina e a única torre que resta das mais de setenta que faziam parte desse sistema defensivo da cidade de Lisboa construído no último quartel do século XIV, passa quase despercebida na encosta ocidental do Largo do Martim Moniz.

É que, quase encostada à torre, está a parede de um prédio de uma urbanização da EPUL, 130 apartamentos divididos por cinco blocos, cuja construção, autorizada no tempo em que João Soares era presidente da Câmara Municipal de Lisboa, se arrastou desde 2003, num processo controverso e acidentado, que incluíu a falência do empreiteiro e várias alterações ao projecto.

Aparentemente, não foi respeitada qualquer zona de protecção em volta da Torre da Péla – que, no caso dos monumentos nacionais, é de 50 metros. Neste caso, haveria ainda que respeitar uma zona especial de protecção de 180 metros, contada a partir da primeira, em que construção tem que ser vistoriada e o projecto aprovado pela Direcção-Geral do Património Cultural.

O problema será, também, burocrático, uma vez que a Torre da Péla não está classificada como Monumento Nacional. Pelo menos, não aparece inscrita na lista dos monumentos nacionais de Lisboa, apesar de ser o vestígio mais avultado da muralha mandada construir pelo rei Dom Fernando depois de a antiga cerca moura ou cerca velha se ter revelado inútil para proteger os novos bairros que, em meados do século XIV, tinham já surgido na capital, fora desse perímetro. [...]»

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Como assim, a Cerca Fernandina não é, ela toda, MN?

Lá vai mais um, ainda sem nada aprovado, é assim este país :-(


Então, estão já a estropiar um prédio, aparentemente, pombalino, na Rua Cruz da Carreira, 28-30, juntinho juntinho ao Conjunto de Interesse Público do antigo Hospital Miguel Bombarda, aliás, em plena Zona Especial de Protecção; estropiando já o logradouro, com aumento significativo da cércea, e estão a fazê-lo sem projecto ainda aprovado na CML... a qual, aliás, não se entende como pode vir a aprovar tal coisa...?! Que país é este?

Fotos: Ass. Port. Arte Outsider

...

Entretanto, novos desenvolvimentos e... nada há a fazer, pois as inefáveis CML e comissão de apreciação trataram este caso "com chapa 5" mais uma vez, foi tudo aprovado e deferido com demolição do interior para construção de 6 fogos (1 T1 e 5 T2) com pseudo-manutenção da fachada que, conforme alçados abaixo, é como se fosse demolida. O projecto deu entrada em 10/02/2015. Em 28/04/2015 foi Aprovado. Em 03/12/2015 foi Deferido. RIP.

20/01/2016

Não há vergonha em Caxias? Nem em Oeiras? Como é possível isto?


Eis o que resta da Colónia da Sineta/ Asilo de Santo António, sita na Av. Taborda de Magalhães, nº 5, em Caxias, concebido em 1906-1910, pelo Arq. Miguel Ventura Terra para João Taborda de Magalhães, que quis ali fazer uma colónia de Verão para crianças pobres» (Fonte e fotos acima: Sonho de J. Taborda de Magalhães, proj. de VTerra: Colónia da Sineta, Caxias 1910, por Alexandra de Carvalho Antunes).

Fotos abaixo, actuais, por Nuno Castelo-Branco: